31 maio, 2014

Aprenda a reconhecer artistas, só pelo estilo (Anedota).


Aqui vai uma lição de como reconhecer artistas pelo seus quadros.
Ou seja reconhecer características comuns que identificam algo.
Não vou colocar nenhuma pintura famosa, já que essas
nós conhecemos das aulas de artes.

01) Se o plano de fundo do quadro for escuro e todos estão com cara
de tortura, é do Ticiano



02) Se todos tem rabo Grande é do Rubens
Peter Paul Rubens

03) Se todos os homens têm olhos de vaca e parecem donas-de-casa, é do Caravaggio

30 maio, 2014

ALMADA COMPRA 98 RELÓGIOS POR 63 MIL EUROS PARA OFERECER AOS EMPREGADOS? TODOS OS ANOS REPETE.


almada cdu despesismo corrupçãoA Câmara Municipal de Almada, anda a comprar relógios de ouro há cerca de 20 anos para oferecer cada trabalhador da autarquia que cumpra 25 anos de serviço. Este ano foram 98 relógios, por mais de 63 mil euros, o ano passado foram 67 mil euros. 

Fazendo as contas a esta prática percebe-se que a câmara já ofereceu centenas de relógios nas últimas duas décadas, que se traduzem, a preços correntes, a centenas de milhares de euros em objectos de luxo. 
Fica a dúvida: A Câmara de Almada é amiga dos funcionários? Da ourivesaria? Ou inimiga dos contribuintes?
"Nesta lista dos brindes destaca-se ainda a manutenção dos ideais comunistas da Câmara de Almada. O executivo municipal assinou contrato com a Ourivesaria Coimbra, Ldª para a compra de "relógios em ouro". Ficaram os relógios, que são para oferecer, por 31.915,64 euros. Não consta que seja um para cada munícipe." ARTIGO COMPLETO

corrupção despesismo cdu

29 maio, 2014

O QUE ACONTECE QUANDO A ARMA MAIS PODEROSA DO MUNDO, CAI NAS MÃOS DAS PESSOAS ERRADAS?



A INFORMAÇÃO E A GERAÇÃO TV.
As pessoas não procuram a verdade, sentam-se à espera que lhe "dêem" a verdade. Já cozinhada, e mastigada, de preferência.
Os abusadores ricos e poderosos, governos e elites da finança, perceberam que podem oferecer a verdade que lhes apetecer e convier, pois as pessoas acreditam, sem questionar.
E os que beneficiam e lucram com a mentira e a manipulação da realidade e das vontades, perceberam que o mundo estaria aos seus pés se eles dominassem as TV´s.
É o melhor meio para os ricos continuarem ricos e protegidos, os corruptos continuarem corruptos, os idiotas continuarem no poder. Nada como ter milhões de pessoas na mão, crentes, confiantes a fazerem tudo o que lhe dizem é o sonho, tornado realidade, dos que vivem e enriquecem graças à submissão e exploração de rebanhos domesticados.
E quem tem dinheiro para comprar tamanha arma?
Em Portugal passa-se o mesmo. 
A poderosa arma TV, caiu nas mãos dos criminosos.
As máquinas da manipulação e de informação estão ao serviço dos interesses dos políticos e dos ricos. Quem mais teria dinheiro para as comprar e subornar?
Os governos decidiram ficar do lado dos ricos, a informação também... Ficar do lado dos pobres, não dá lucro. Quem representa e protege o povo? A verdade?

28 maio, 2014

E então regressarão de novo as ditaduras. Globalização selvagem e prognósticos

global corrupção tedEncontrei este texto que me parece muito bom para um debate ou apenas para reflexão: Será que vamos descer tão baixo? 
"A Globalização, tal como foi concebida, vai determinar o fim da prosperidade económica e social do ocidente, que passará para segundo plano e será ultrapassado pelas as novas superpotências que esta "globalização selvagem" ajudou a criar: a China, a Índia...
O Ocidente caiu na armadilha da globalização que interessava às grandes Companhias que pretendiam aproveitar-se dos baixos custos de produção no oriente. Todos nós sabemos que o custo da mão de obra é insignificante como factor de produção no valor dos bens produzidos nos países emergentes do oriente em virtude dos baixos salários e da inexistência de quaisquer obrigações sociais.
Como os bens produzidos nesses países se destinam ainda, sobretudo, à exportação para o ocidente, quando a população do ocidente perde poder de compra, a crise acaba por atingir também as novas potências. Mas a crise nesses países é e será sempre um menor crescimento económico: há poucos anos o crescimento económico da China era de dois dígitos e agora deverá ficar-se por 6 ou 7%, o que não poderá chamar-se “crise”. A verdadeira crise atinge é o ocidente e quando passar o centro económico do mundo estará a oriente. Os próprios EUA também serão ultrapassados, comprovando a regra que determina a ascenção das civilizações, o seu auge e depois a sua queda.

27 maio, 2014

As consequências sociais da profunda, longa e desnecessária recessão económica são trágicas para Portugal. E ninguém é responsabilizado


união europeia Este panorama de crise e austeridade é assustador mas apenas é possível quando os países são governados por governos fracos e corruptos. Os países ricos e poderosos, forçam os países mais fracos, devastados pela corrupção e com governos vendidos, a fazer o que os países ricos precisam para se manterem ricos e poderosos.
Exercem uma força cobarde que empurra países como Portugal e Grécia, para um fosso, fosso esse muito útil para os Lordes da Europa.
Por exemplo...
A Alemanha está a vender pouco leite? Subsidiam-se os portugueses e gregos para desmantelarem a sua industria leiteira. Rapidamente o mercado fica mais aliviado, porque se elimina a concorrência fingindo-se que se está a ajudar o país com subsídios, mas apenas o estão a retirar do mercado e a torna-lo num país dependente.
A França está a vender pouco vinho? Dá-se um subsidio para abater vinhas aos pobre coitados que tenham governos burros e corruptos. E eis que a França vende vinhos com fartura.
A Inglaterra está a vender pouco peixe? Mandam-se subsídios para os portugueses abaterem a frota pesqueira.
Mas parece que ninguém quer ver a gravidade destas situações. Nem os governos que se vendem e vendem a soberania de um país... nem o povo que os continua a eleger uma e outra vez.
Os países mais fracos ficam cada vez mais fracos, passam de activos concorrentes a passivos consumidores e ainda se tornam assíduos clientes do BCE, pois um país que não produz, rapidamente cai em dividas.
Cai no ciclo vicioso desequilibrado e insustentável que é o de se importar cada vez mais e exportar cada vez menos.

Outro exemplo... como criar milhões de clientes, escravos de juros que enriquecem bancos?
Ajudas a Portugal e Grécia foram resgates aos bancos alemães.
Philippe Legrain, foi conselheiro económico independente de Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, o que lhe permitiu acompanhar por dentro o essencial da gestão da crise do euro. A sua opinião, muito crítica, do que foi feito pelos líderes do euro, está expressa no livro que acabou de publicar “European Spring: Why our Economies and Politics are in a mess”.
A tese do seu livro é que a gestão da crise da dívida, ou crise do euro, foi totalmente inepta, errada e irresponsável, e que todas as consequências económicas e sociais poderiam ter sido evitadas.

@-Porque é que as coisas se passaram assim? O que é que aconteceu?
Uma grande parte da explicação é que o sector bancário dominou os governos de todos os países e as instituições da zona euro. Foi por isso que, quando a crise financeira rebentou, foram todos a correr salvar os bancos, com consequências muito severas para as finanças públicas e sem resolver os problemas do sector bancário.
O problema tornou-se europeu quando surgiram os problemas da dívida pública da Grécia. O que teria sido sensato fazer na altura – e que era dito em privado por muita gente no FMI e que este acabou por dizer publicamente no ano passado – era uma reestruturação da dívida grega.
Como o Tratado da União Europeia (UE) tem uma regra de “no bailout” [proibição de assunção da dívida dos países do euro pelos parceiros] – que é a base sobre a qual o euro foi criado e que deveria ter sido respeitada – o problema da Grécia deveria ter sido resolvido pelo FMI, que teria colocado o país em incumprimento, (default), reestruturado a dívida e emprestado dinheiro para poder entrar nos carris. É o que se faz com qualquer país em qualquer sítio. Mas não foi o que foi feito, em parte em resultado de arrogância – e um discurso do tipo ‘somos a Europa, somos diferentes, não queremos o FMI a interferir nos nossos assuntos’ – mas sobretudo por causa do poder político dos bancos franceses e alemães.
É preciso lembrar que na altura havia três franceses na liderança do Banco Central Europeu (BCE) – Jean-Claude Trichet – do FMI – Dominique Strauss-Kahn – e de França – Nicolas Sarkozy. Estes três franceses quiseram limitar as perdas dos bancos franceses. E Angela Merkel, que estava inicialmente muito relutante em quebrar a regra do “no bailout”, acabou por se deixar convencer por causa do lobby dos bancos alemães e da persuasão dos três franceses. Foi isto que provocou a crise do euro.

@ - Como assim?
Porque a decisão de emprestar dinheiro a uma Grécia insolvente transformou de repente os maus empréstimos privados dos bancos em obrigações entre Governos. Ou seja, o que começou por ser uma crise bancária que deveria ter unido a Europa nos esforços para limitar os bancos, acabou por se transformar numa crise da dívida que dividiu a Europa entre países credores e países devedores. 
E em que as instituições europeias funcionaram como instrumentos para os credores imporem a sua vontade aos devedores. Podemos vê-lo claramente em Portugal: a troika (de credores da zona euro e FMI) que desempenhou um papel quase colonial, imperial, e sem qualquer controlo democrático, não agiu no interesse europeu mas, de facto, no interesse dos credores de Portugal. E pior que tudo, impondo as políticas erradas. 
Já é mau demais ter-se um patrão imperial porque não tem base democrática, mas é pior ainda quando este patrão lhe impõe o caminho errado. Isso tornou-se claro quando em vez de enfrentarem os problemas do sector bancário, a Europa entrou numa corrida à austeridade colectiva que provocou recessões desnecessariamente longas e tão severas que agravaram a situação das finanças públicas. Foi claramente o que aconteceu em Portugal.
As pessoas elogiam muito o sucesso do programa português, mas basta olhar para as previsões iniciais para a dívida pública e ver a situação da dívida agora para se perceber que não é, de modo algum, um programa bem sucedido. Portugal está mais endividado que antes por causa do programa, e a dívida privada não caiu. Portugal está mesmo em pior estado do que estava no início do programa.

26 maio, 2014

Encontradas as competências de Relvas e Passos Coelho - Tráfico de Influências e caça ao subsidio.


relvas investigado corrupçãoEste é apenas um exemplo de como se começa, a formação profissional dos nossos futuros governantes e afins. Treinam-se em micro laboratórios onde aprendem a utilizar o tráfico de influências, os favores, o desvio de subsídios, etc etc e depois é só transportar para o governo. Os melhores, nestas matérias chegam sempre ao topo da pirâmide.
Entretanto este caso que foi denunciado, quase por acidente, num video de Helena Roseta, já colocou a justiça portuguesa e a UE na investigação... Milhares de casos tão ou mais graves, devem permanecer em segredo.
Passos Coelho e Relvas nada temem...  o máximo que poderá acontecer, é uma pena suspensa de 8 meses ou uma multa de 2 mil euros... Os poderosos jamais temeram a justiça em Portugal. Por isso o mais provável é nem acontecer nada. O passado permite perceber que 99% dos casos de corrupção de poderosos, terminam com a nulidade dos processos, que todos eles tão bem sabem anular... com a prescrição, que todos eles tão bem sabem adiar, ou com a declaração de inocência de todos que todos eles tão bem sabem "provar".
"União Europeia investiga Passos Coelho, Miguel Relvas e Tecnoforma
Gabinete Antifraude da União Europeia abre investigação devido a queixa da eurodeputada Ana Gomes." fonte

Retalhos da vida de um primeiro-ministro.

25 maio, 2014

E os 4 meninos cresceram e fundaram bancos que há décadas vendem burros mortos. (anedota)

Uma pequena história que permite perceber como funciona a banca que com a permissividade dos políticos continua a realizar lucros absurdos através da usura, exploração e mentira.
A versão dos slides e a versão apartidária em baixo, em texto


E os 4 meninos cresceram !

A RIFA DO BURRO... versão apartidária...

4 rapazes foram ao campo e, por 100 euros, compraram o burro de um velho camponês. O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte.

Mas, quando eles voltaram para levar o burro, o camponês disse:

- Tenho uma má notícia. O burro morreu.

- Então devolva-nos o dinheiro!

- Não posso, já o gastei todo.

- Então, de qualquer forma, queremos o burro.

- E para que o querem? O que vão fazer com ele?

- Nós vamos rifá-lo.

- Estão loucos? Como vão rifar um burro morto?

- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto..

Um mês depois, o camponês encontrou novamente os quatro rapazes e perguntou:

- E então, o que aconteceu com o burro?

- Como lhe dissemos rifamos o burro. Vendemos 500 números a 2 euros cada um e arrecadamos 1.000 euros.

- E ninguém se queixou?

- Só o vencedor. Mas devolvemos-lhe os 2 euros que tinha gasto e ficou tudo resolvido.

Os quatro meninos cresceram e fundaram um banco chamado o BES, BPN e BCP. O 4º menino mantém-se há anos, em altos cargos no Banco de Portugal...



24 maio, 2014

Lista de vídeos sobre a corrupção, que destrói o património nacional. Autêntica ladroagem, só visto


Para aqueles que gostam de conhecer o obscuro mundo da corrupção, onde todos os dias políticos e amigos conspiram contra o país, vendendo barato o património do estado aos amigos, e comprando caro património dos amigos, com dinheiro do estado.
Uma mina que movimenta milhões e fabrica milionários em minutos. Um jogo sujo que poucos cidadãos conhecem, mas que todos os que se movem na politica e seus subúrbios, conhecem bem e adoram. 

Não perca, partilhe e subscreva o canal no youtube. 
(Clique na imagem ou no nome do video)


CORRUPÇÃO: Quer ganhar 10 milhões em minutos? Veja aqui como. 5:58




Incrível! Grande máfia dos governos rouba património nacional e o país. 20:52

23 maio, 2014

As eleições europeias e o circo eleitoral


OS LUXOS, AS MORDOMIAS E AS BALDAS DOS EURODEPUTADOS


Votar para quê e para quem? - Parlamento Europeu
A - Que Europa temos?
B - As últimas romarias eleitorais em Portugal
C - Porque defendemos a abstenção, o voto nulo ou em branco?
D - Que Europa queremos? Que democracia temos de impor?

Uma época de eleições constitui sempre um período de escolhas. Para se escolher é preciso analisar a realidade recente, presente e as expectativas futuras e nunca deveriam as escolhas eleitorais resultar de fé ou fidelidade clubística – as ideologias não são apostas dos partidos, substituídas que foram por cálculos pragmáticos de ganhos e perdas – ou por rotina.
À esmagadora maioria das pessoas só é concedida uma intervenção política efetiva através do voto, de modo muito limitado e ocasional, depois de largos períodos do bombardeamento com publicidade política e tentativas de encurtamento do leque de escolhas.
Assim, as eleições processam-se num cenário falsificado e truncado; votar, só faz sentido para quem nelas divisar mudanças reais nas suas vidas, caso contrário participa num acto folclórico, de rotina que, na Europa de hoje e, especificamente em Portugal, configura a avaliação de Sartre em 1969, “les elections sont une piège à cons” (as eleições são uma armadilha para parvos). Votar ou não votar é um acto político, de avaliação em cada situação concreta.
As próximas eleições europeias serão um circo eleitoral que legitima a continuidade das desigualdades entre os povos europeus e da política de empobrecimento, não só nas periferias da UE, como também para parte relevante da população dos países do centro, onde se situa o poder que domina a Europa.

A - Que Europa temos?
1. O que é a União Europeia?
Se as nações passaram por prisões de povos, a UE é uma grande penitenciária. Tem um centro inscrito no triângulo Berlim-Londres-Milão e duas periferias (a Sul e a Leste) fornecedoras de trabalho barato, emigrantes forçados e esforçados. É um projeto concentracionário onde quem não produz tem assegurada a inanição e a morte, depois de despojado da capacidade de trabalho e de bens; isso aplica-se tanto para os povos do centro como os das periferias, como para os pobres do resto do planeta. Tem dentro de si uma pulsão genocida.
Ao projeto neoliberal ancorado no capital financeiro que constrói dinheiro a partir do nada pouco importa as pessoas, os povos, o ambiente, a vida no planeta. Que seja um projeto auto-destrutivo, pouco nos importa; o problema é que nos arrasta na sua ruína e não nos é nada conveniente ficar a olhar, à espera que algo aconteça.
       
(As verdade são para ser ditas, ditadores, vigaristas, corruptos... são as acusações que pode ver neste video, feitas aos cabecilhas do PE.)




2. Parlamento Europeu. O que é e para que nos serve?
O Parlamento Europeu (PE) não está no mais alto plano na decisão dentro da UE; é um teatro de comédia, uma câmara de ressonância da voz do dono, com figurantes emplumados, bem-falantes e melhor pagos.
As suas funções são o debate e a aprovação da legislação e do orçamento da UE, em parceria com o Conselho Europeu, constituído por presidentes ou primeiros ministros nacionais; e deve também exercer um controlo sobre outras instituições da UE, nomeadamente a Comissão, esta composta por elementos nomeados pelos governos.
Criado em 1979, desde sempre o PE tem sido dominado pelos partidos irmãos do PSD/CDS – o Partido Popular Europeu (PPE) – em ameno enlace com os próximos do PS – os Socialistas e Democratas (S&D); situação que reflete a mesma estagnação política putrefacta existente nos estados nacionais. Atualmente, o PPE e o S&D detêm 468 dos 766 deputados em Estrasburgo e tudo indica que essa preponderância se não alterará e partir de dia 25.
São aqueles grupos partidários que irão escolher o sucessor de Barroso que, como o van Rampuy e a Catherine Ashton, formam um triunvirato de nulidades políticas, ao serviço do capital financeiro, nas mãos do BCE e dos 1700 lobbies protagonizados por 30000 representantes que acampam em Bruxelas para definir o que convém ser aprovado, oferecendo em troca luvas de € 120 milhões[1].
Os deputados europeus são escolhidos pelos partidos nacionais e não pelos europeus; depois de instalados nada mais se sabe deles, nem do que fazem ou dizem, nem é possível aos europeus introduzir-lhes temas na agenda, colocar-lhes opções de voto ou apeá-los se se tornarem particularmente nocivos. A democracia não funciona nas escolhas para o PE como não é praticada para os parlamentos nacionais.
O PE passou ao lado da aprovação do Tratado de Lisboa ou do chamado Tratado Orçamental; não vetou os salvamentos dos bancos falidos nem a intromissão do FMI nos assuntos internos da UE; nem em nada contribuiu para evitar aos povos do Sul, a sangria da troika. Os seus membros apenas choram lágrimas de crocodilo sobre os cortes em salários e pensões, os aumentos dos tempos de trabalho ou a escravização através da dívida pública. O PE é um powerpoint para convencer os europeus de que vivem em democracia.

C - Porque defendemos a abstenção, o voto nulo ou em branco?
Quer no caso das autarquias, quer no caso das legislativas, os elencos governativos, uma vez eleitos, podem agir impunemente sem qualquer possibilidade de impugnação por parte da população, perante actos ou práticas políticas dos seus “representantes”.
Sabendo todos a existência dessa impunidade, a inoperância do sistema judicial ou da fiscalização das contas, bem como o afunilamento da prática política para um leque estreito de partidos, a propensão para a não votação, mormente para a abstenção, é reforçada num povo ao qual foi subtraída, durante o fascismo e após o golpe militar de 1975, a tradição do associativismo e da auto-organização popular.
Todos sabemos que as listas partidárias repartem entre si todos os lugares em disputa, numa luta intestina, mediatizada por papelinhos colocados em urnas, com muito pouca margem de repúdio, por parte da multidão, dentro do atual sistema político, para além da abstenção, do voto nulo ou em branco. A matriz anti-democrática do regime revela-se, claramente, no âmbito da romaria de dia 25, através do apelo institucional ao voto, a "escolher quem decide".
A única decisão que é admissível às pessoas comuns é a de escolher quem vai decidir por si. Isto é espantosamente revelador do desprezo que os mandarins manifestam para com os potenciais votantes, da menoridade política e intelectual que lhes atribuem.
O sistema preveniu a sua perenidade tornando-se reprodutível perante qualquer número de votos. Porém, todos sabemos, a classe política e nós, gente efetivamente despossuída de direitos de exercício de funções políticas, que não é indiferente uma desafeição de 10%, 30% ou mais de 60%.
Para a classe política uma grande margem de desafeição é incómoda porque traduz o seu isolamento e a sua objetiva ilegitimidade, só superada por leis emanadas de quem julga em causa própria, pelo poder do Estado, dos tribunais e das polícias. Por outro lado, estando inerente a cada voto dirigido a partido um valor monetário, saído do erário público, uma não afetação de votos a partidos desagrada a toda a classe política, sempre muito unida nessas questões.
Acrescente-se que essa desafeição, sendo muito elevada, pode constituir uma insegurança ou mesmo ameaça séria para o mandarinato. Eles não gostam nada de apupos e, menos ainda de serem apedrejados com ovos ou tomates, de lhes espetarem no focinho um bolo de chantilly como sucedeu ao Sarko(na)zy, anos atrás; gostam apenas de circular rodeados de funcionários com bandeirinhas, distribuir porcarias, abraçar velhotas e beijar crianças, entre duas banalidades para a imprensa, mesmo que a assistência popular os observe com frieza e distância, como nos é agora relatado pelos jornalistas que acompanham as campanhas.
Ainda no capítulo do acesso ao pote, a distribuição de dinheiro por voto só atinge os partidos que angariem mais de 50000 votos. A democracia na participação eleitoral está longe de existir, estabelecendo-se assim, uma discriminação que separa os partidos maiores, dos pequenos. Nesse contexto, que esperanças terão os pequenos partidos que, para um acesso limitado de tempo nos media oficiais, depois de anos de ocultação, insistem na concorrência às liturgias eleitorais, legitimando, assim, a farsa?

Os dados demonstram que os valores da abstenção, dos votos nulos ou brancos, por muito variáveis que sejam, resultam do continuado conservadorismo político verificado desde há 40 anos, pouco capaz de mobilizar grande parte da população, desejosa de mudanças. É capcioso portanto, o argumento esgrimido no lado esquerdo do sistema de que a abstenção favorece a direita, recusando, por consequência, as responsabilidades da sua letargia política, onde predomina a mera reação às iniciativas governamentais, uma cautela constante em manter proximidades com as posições do PS, tentando manter a esperança de um convite para o governo ou uma saída massiva de militantes daquele que possa engrossar as hostes dos caudilhos trotsko-estalinistas. O PS pelo contrário, é que tem engrossado o quadro dos seus mandarins, com gente proveniente do anti-fascismo, do antigo MES e várias centúrias de ex-pc’s, em busca de benesses, cansados de esperar a chegada dos miríficos amanhãs que cantam. Se o PS alguma vez quiser enfeitar o chapéu governamental com alguma figura emblemática do BE ou do PC, procederá a um cuidadoso trabalho de pesca à linha; como Sócrates fez com os ex-pc’s Mário Lino, António Mendonça e Alberto Costa e ainda com Mariano Gago, para se apresentar com ares de “esquerda”.
Há uma regra empírica que poderíamos designar como da “procura do tacho perdido” e que consiste num regular fluxo de passagem de gente de partidos mais à esquerda para outros mais à direita do sistema político; raramente ocorre o contrário, ocorrendo-nos à memória o caso de Oskar Lafontaine que saiu de chefe do SPD alemão para a formação do Die Linke.
Os partidos gostam sempre de desconsiderar quem não vota neles com os argumentos mais idiotas que ocultam o ódio, o desconforto perante uma desafeição sem caras, sem chefes ou caciques, inorgânica mas, que lhes dá um evidente prejuízo, na credibilidade e nas finanças.
Dentro do sistema partidário há duas posições distintas sobre a abstenção. Na área esquerda vituperam-se os votos de desafeição acusados os seus defensores - ou meros praticantes - de comodistas, inconscientes, de favorecerem a direita. Por seu turno, do lado direito da classe política, considera-se que as abstenções favorecem a ala esquerda[3]. No que ficamos?
Recentemente, mandarins com o calibre de Marcelo e Freitas vieram a apontar para um voto obrigatório capaz de eliminar a abstenção. Como brilhantes juristas devem ter considerado a equiparação da evasão eleitoral à evasão fiscal e daí a equiparação do voto ao pagamento de um imposto. Seria interessante saber como aqueles crânios das sociedades disciplinares (ainda não atingiram a era das sociedades de controlo biopolítico) resolveriam um aumento substantivo de votos nulos e brancos em contrapartida da redução da abstenção. Procederiam ao rateio dos brancos e nulos pelos partidos concorrentes? Ao que parece, Marcelo ter-se-á inspirado num video dinamarquês para acabar com a abstenção[4], Aguiar Branco está disposto a mandar um drone a cada abstencionista enquanto Machete os quer enviar para Guantanamo.
As variações nas eleições legislativas têm sido sempre entre o PS e o PSD e é dessa monotonia que resulta uma das causas do aumento dos não votantes em partidos; a segunda causa prende-se ao facto de os partidos ditos de esquerda mostrarem um conservadorismo impressionante relativamente a todas as questões do regime político e económico, cingindo-se a práticas defensivas ou reativas, a reboque das iniciativas de quem estiver no governo, ao espetáculo parlamentar, à corporativa concertação social, às rituais procissões da CGTP.

As pessoas mais ingénuas aspiram a uma unidade das esquerdas, nunca conseguida até hoje. Por um lado, não são capazes de construir um programa comum mobilizador e por outro, nada se poderá sobrepor aos seus interesses corporativos de seitas. Mesmo perante a ausência de serviço útil para com trabalhadores e a multidão em geral, consideram como um dever que os descontentes de esquerda lhes deem o seu voto, indignando-se perante quem os contraria, apontado-os com o velho refrão “de fazerem o jogo da reação”.
Quem consultar os dados das eleições portuguesas de 1975 (constituintes) verifica que houve uma participação massiva nas urnas (votaram 91.7% das pessoas) e entre estas houve um volume ímpar de votos nulos (6.4%), menos resultantes de protesto e mais porque muita gente, pouco alfabetizada, preencheu mal o boletim de voto. O povo ainda acreditava que o voto poderia trazer mudanças, uma nova sociedade; e os principais partidos eram os mesmos, exceptuando o BE, cuja novidade se vem esgotando desde 2009.
Argumentam também os cruzados do voto que os não votantes no sistema são simplórios inconscientes, incapazes de perceber os esforços dos partidos e dos seus caciques em prol da grei. Para as próximas eleições de dia 25 prefigura-se uma abstenção que pode chegar aos 70% dos europeus; e, pior que isso, uma nova propensão para o voto em partidos fascistas e xenófobos. Em ambas as situações reflete-se, de modo diverso, a distância face às tradicionais classes políticas nacionais e europeia. Os mandarinato europeus, repletos de certezas sobre a gloriosa marcha da “integração” europeia, perante tanta ingratidão popular não desistirá de continuar o seu papel de controlo do pote.  Muitos já terão certamente sonhado em como seria bom poder-se trocar de eleitorado, para um mais crente nas suas nobres intenções de gerar o bem-estar aos europeus.
Na lógica mercantil que prepondera na cena eleitoral, pode dizer-se que há uma concorrência de produtos (propostas, promessas, ideias, sorrisos, beijos, discursos, imagens) colocados à venda pelas várias empresas (partidos); se o público se mostra pouco interessado nesses produtos e decide não comprar… a culpa é do consumidor, na lógica enviezada destes gestores partidários, sempre tão afoitos na defesa da empresarialização!
Ainda na lógica mercantil, o que faz uma empresa para alargar o seu volume de vendas? Mais publicidade? Renovação da equipa de vendas? Promoções? Saldos? Brindes? Melhoria de qualidade do produto? Garantias de assistência pós-venda? Atribuição do direito de devolução durante quatro ou cinco anos? Inquéritos ao público para futura adopção das suas exigências de qualidade? Tudo isto é muito avançado para aquelas cabeças embora, na generalidade, ferozes defensoras das regras do mercado.
A observação dos resultados dos principais partidos em todas as eleições europeias e de um cenário admissível para dia 25 revela que o sistema de vasos comunicantes funciona para que nada se altere no capítulo dos lugares afetos a Portugal no seio de um PE que não passa de mascarada.
                      
PCP = CDU+PEV+MDP       BE = BE+UDP+PSR+Pol XXI+ PC (R)          

D – Que Europa queremos? Que democracia temos de impor?
Uma Europa baseada na colaboração dos seus povos não pode ser criada sob a égide de Estados ocupados por seitas partidárias corruptas e anti-democráticas ao serviço do sistema financeiro e das multinacionais, nem gerida por funcionários oriundos daquelas mesmas seitas, estejam eles instalados na Comissão Europeia, no BCE, no Parlamento Europeu, nas direções-gerais e demais instâncias comunitárias.
A democracia nunca será imposta nas instâncias nacionais, regionais, municipais ou locais a partir de diretivas de Bruxelas ou Estrasburgo, numa lógica de benevolente outorga dos “de cima” para os “de baixo”. E, no presente momento é absolutamente delirante esperar que surgirá qualquer papel democratizante da UE, a partir do seu Parlamento, este porque estatutariamente não tem poderes para tal e porque está dominado pelas mesmas mafias que dominam os estados nacionais. São duas liminares impossibilidades montadas para conferirem ao Parlamento Europeu um papel cosmético e irrelevante.
Compete a cada povo estabelecer as suas próprias regras de funcionamento democrático sabendo-se que a democracia é incompatível com o capitalismo, no qual uns poucos pretendem legitimar a exploração do trabalho dos outros e o futuro de todos. A História não regista a existência de qualquer regime político assente num modelo capitalista, em que as pessoas não tenham sido
tuteladas politicamente e coartadas de decidirem diretamente sobre as suas vidas.
A extirpação do capitalismo encontra-se numa relação biunívoca com o estabelecimento de formas de democracia direta, contemplando relações igualitárias e de solidariedade na gestão das necessidades comuns – alimentação, habitação, saúde, educação, mobilidade… amar e ser amado.

Para continuar a ler este artigo e ver os gráficos que o ilustram, siga este link

22 maio, 2014

RENDAS EXCESSIVAS: EDP SAI ILESA DO CORTE, ANTÓNIO MEXIA É O VERDADEIRO MINISTRO DA ENERGIA.


António Mexia "continua a ser o verdadeiro ministro da Energia" em Portugal



Começo por esclarecer, este artigo não é, nem pretende ser, e longe de mim tal ideia, um elogio a Mira Amaral. Apenas se pretende através das denúncias de Mira Amaral, expor mais um dos casos que deveria fazer parte do conhecimento de todos e não faz, expor mais um escândalo de corrupção, que nos deveria indignar a todos. Por isso agradece-se, que se concentrem no caso que aqui se denuncia e não no Mira Amaral. Para comentarem sobre Mira Amaral, existem os artigos dedicados a ele, neste blog.

Quem manda? O governo representa quem? Há Dúvidas? Mas o Mexia continua a exigir rendas excessivas, à vista de todos.
Portugal está entre os países europeus com os preços da energia mais altos
Preço do gás era o segundo mais alto e o da electricidade o terceiro mais alto, mostram dados do Eurostat. Fonte

Henrique Neto
conta que Eduardo Catroga foi integrado na EDP porque ele era um dos maiores opositores das rendas excessivas da EDP, e assim calou-se com o chorudo salário de 45 mil euros/mês...  
Desconheço se Mira Amaral, tece tão duras criticas à rendas da EDP, com alguma intenção semelhante... mas este video, serve para denunciar, a fim de que mais portugueses saibam, porque a EDP continua a albergar ex políticos, continua a ter lucros estonteantes e continua a desobedecer à troika, ao governo e ao interesse nacional.

MIRA AMARAL crítica as competências do CEO (Mexia) da EDP dizendo que "julgava que ele sabia alguma coisa da análise económica e financeira das empresas", mas depois das críticas a Henrique Gomes, "acho que o homem também não sabe nada de análise económica e financeira".
Durante o programa “Negócios da Semana”, da SIC Notícias, o ex-ministro defendeu que “António Mexia era o verdadeiro ministro da Energia do Governo Sócrates”. Tendo mesmo apontado que quem mandava nas políticas do sector energético era o CEO da EDP e não “o ministro Manuel Pinho”, que foi durante 2005 e 2009 ministro da Economia e da Inovação.
Mas se com Sócrates Mexia era o homem-forte do sector energético, com Passos a questão não sofreu qualquer alteração. fonte
Em entrevista à SIC, diz mesmo que a demissão do Secretário de Estado representa uma vitória da administração da EDP sobre o Governo.
O antigo ministro da Indústria, Mira Amaral, realça a coragem de Álvaro Santos Pereira, mas lamenta não ter sido suficiente para combater o lóbi instalado. Numa entrevista ao jornal i, o antigo ministro da indústria volta a arrasar a nomeação de Moreira da Silva e acredita que a EDP comemorou a escolha com champanhe.fonte

RENDAS EXCESSIVAS: EDP SAI ILESA DO CORTE, OS PORTUGUESES PAGAM, PREÇOS DISPARAM
O Governo pretende reduzir as rendas excessivas na eletricidade em 1,8 mil milhões de euros. Um valor abaixo dos 3 mil milhões inicialmente previstos mas que, mesmo assim, afetará as garantias de potência, as co-gerações, renováveis, os CAE (custos de aquisição de energia) e os CMEC (custo de manutenção do equilíbrio contratual). Com pouco impacto nas contas da EDP.
OS CMEC são os que têm maiores rendas excessivas: 165 milhões de euros por ano, pelas contas do Executivo, mas o corte anual será de «apenas» 20 milhões de euros, explica à Agência Financeira Mira Amaral.
Os CMEC são pagos à elétrica de António Mexia desde 2007 para compensar o fim dos contratos de aquisição de energia que o grupo tinha para uma série de barragens e centrais térmicas. Uma regra que «vem do tempo de Manuel Pinho» e da aposta forte nas energias renováveis.

O segredo está nos CMEC «Há um excesso de eólicas na rede e, por isso, os consumidores pagaram muito caro os sobrecustos. Também com as centrais térmicas, que só funcionam por apoio às eólicas, tivemos de pagar sobrecustos. Qual é o gozo de sermos pioneiros se depois não colhemos os benefícios? Foi uma fantasia que caiu em cima de nós», criticou Mira Amaral.
E quanto ao facto da EDP ter saído ilesa com os cortes nas rendas excessivas, o economista não tem medo das palavras: «Os lobbies das eólicas safaram-se».
Antes do anúncio do ministro da Economia, a 17 de maio, sobre o valor dos cortes das rendas excessivas da eletricidade, António Mexia disse, na conferência de imprensa anual da EDP, que esta questão é «um falso problema». «A garantia de potência é qualquer coisa que não tem nada a ver com a existência nem de rendas, nem de lucros, porque se trata justamente de remunerar uma parte muito pequena daquilo que são os custos fixos das centrais, que no fundo funcionam como backup do sistema». Também Eduardo Catroga, chairman na elétrica, saiu em defesa da EDP.
Certo é que o impacto do corte no EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da elétrica rondará apenas o 1% por ano, a partir de 2014.

Ex-ministro da Energia não poupou críticas à EDP nem ao seu “amigo” Eduardo Catroga devido à taxa sobre as rendas.
"Mira Amaral contesta energéticas “intocáveis”
Luís Mira Amaral voltou a deixar fortes críticas à taxa extraordinária que o Governo pretende aplicar sobre as rendas da energia, mas por achar que "peca por tardia".
Para o presidente do banco BIC e antigo ministro da Indústria e Energia, a demora do Executivo em aplicar a medida face à resistência das empresas do sector é inaceitável "numa altura em que se pedem tantos sacrifícios aos portugueses". Nesta conjuntura, reforçou, "não faz sentido deixar intocáveis os produtores de energia".
As críticas de Mira Amaral, dirigem-se sobretudo à EDP e ao seu presidente não-executivo, Eduardo Catroga, que esta semana voltou a contestar a intenção do Governo em aplicar uma nova taxa que vai reduzir as rendas dos produtores eléctricos.
Catroga, defende a EDP - O antigo ministro das Finanças recordou que a recente venda de 21,35% que o Estado português detinha na eléctrica à China Three Gorges foi feita com base em "certos pressupostos". Como tal, reafirmou, diz não acreditar que o Governo os vá alterar, pois "isso iria colocar em causa a sua credibilidade junto dos investidores internacionais".
Uma posição que mereceu mais uma forte crítica de Mira Amaral, (...) "Tenho a dizer ao meu amigo Eduardo Catroga que há mais coisas que o Governo deveria ter feito e não fez e que puseram em causa a credibilidade externa de Portugal", acusou.

Ministro do Ambiente e Energia, Moreira da Silva, representa lóbi ambiental e radicalismo do CO2, diz ex-governante 3 Ago 2013
Mira Amaral arrasa a nomeação de Jorge Moreira da Silva para Ministério do Ambiente e da Energia. Além de discordar da junção destas duas pastas, que considera antagónicas, (...)

P- O governo diz já cortou 2 mil milhões nas rendas da energia. Não chega?
Em matéria de rendas excessivas, o ex- -ministro Álvaro Santos Pereira, cuja coragem e integridade gostaria de realçar, tentou mas não teve força política para combater este lóbi. (...) Percebemos que os lóbis das eólicas e da EDP tinham força suficiente para influenciar o governo. Aliás, o ex- -ministro Santos Pereira veio confessar há pouco tempo que houve aberturas de garrafa de champanhe na EDP e no lóbi eólico por causa da demissão do engenheiro Henrique Gomes de secretário de Estado da Energia.

P - Essas declarações deveriam ter tido consequências?
Neste país não há incentivos nem penalizações. Fica tudo na boa. Com a nomeação do engenheiro Jorge Moreira da Silva, que está convencido que o problema do país é o CO 2, acho que se voltaram a abrir garrafas de champanhe na EDP e no lóbi eólico.

P - O governo queria vender bem a EDP.
O ex-secretário de Estado Henrique Gomes já o disse de forma enfática: como o défice tarifário não conta para o Orçamento do Estado, mas sim para a competitividade da economia, o ministro das Finanças foi na conversa do Dr. Mexia e, em nome dessa operação de venda da EDP, não se fez nada. Escrevi uma carta, em nome do núcleo de pessoas que lançaram o manifesto da política energética, aos ministros das Finança, da Economia e ao primeiro-ministro a lembrar que deviam atacar as rendas excessivas antes da privatização da EDP porque depois era mais complicado. Podem perder alguns milhões de euros, mas tomem nota que isto traz um sério problema de competitividade às empresas, portanto vão perder por aí. Mas não nos ligaram nenhuma, nem sequer responderam.(...)

P- Porque é que o défice está a disparar?
Antes de mais porque não foram feitos os cortes que tinham sido prometidos. Só foram cortadas as rendas da co-geração industrial. Curiosamente, um governo que se dizia preocupado com a indústria, o que atacou foi a parte industrial. As rendas das eólicas e as da EDP não foram tocadas. Logo aqui criou-se um problema. A outra maneira de financiar o défice era através da venda das licenças de carbono. Mas os preços baixaram e não houve grande efeito. Depois há que ter consciência de que os sobrecustos das renováveis intermitentes e dos CMEC da EDP, que aparecem nos famosos CIEG (custos económicos de interesse geral), são fixos para o consumidor. Com a recessão económica, o consumo está a diminuir. Logo, cada pessoa que paga a factura eléctrica está a pagar mais por kilowatt/hora por causa dos custos fixos que têm de ser diluídos por menos gente. O que faz que cada um de nós tenha de pagar mais.

P - A política energética deve estar virada para a baixa dos preços às empresas?
Há indústrias que se queixam que os preços aumentaram mais de 20%. Na situação dramática da economia portuguesa, com a pressão competitiva sobre as empresas, compreenderão o impacto terrível disto. A energia devia estar no Ministério da Economia porque este é que é sensível a esse problema. Se até excedemos as metas ambientais, não faz sentido insistir.
(...) O Ministério do Ambiente não deve gerir interesses económicos para não gerar conflitos de interesses. Deve ser a consciência moral de um governo, actuando como regulador. Um dos erros do governo de Passos Coelho foi a junção com a Agricultura. Agora é juntar ao Ambiente a Energia.
Sabe quantas pessoas tem a Agência Portuguesa do Ambiente (APA)? Tem 900 pessoas, o que mostra que houve sempre dinheiro e gente a entrar.
A Direcção-Geral de Energia tem 80 pessoas, a maior parte de idade avançada e que nunca foi possível renovar e mobilizar. Quando juntam as duas coisas estão a ver quem vai mandar? Por muito que o secretário de Estado de Energia faça, não tem apetrechos técnicos para combater a APA.

P - Mas ainda não o ouvimos dizer o que quer.
Se o Jorge Moreira da Silva fosse para a China e os EUA ajudar estes governos a reduzirem o CO 2 seria mais útil. Em Portugal, pelas razões já explicadas, é que não faz sentido!(Portugal está entre os 
menores emissores de CO2 do mundo, EUA e China entre os piores)FONTE

OS VÁRIOS VIDEOS QUE DENUNCIAM O LOBIE DA EDP, NO CANAL DO YOUTUBE DO BLOG

21 maio, 2014

Costa portuguesa é destruída, não só pela força das ondas, mas pelo lobie da EDP e da extracção de areia.


Costa de Portugal emagrece para engordar os lobies e os ricos.



As alterações climáticas, os interesses e lobies, o desordenamento do território e a vulnerabilidade da costa portuguesa são variáveis de uma equação explosiva.
Todos os anos as águas do mar avançam em media quase 10 metros.
As tempestades do principio do ano foram mais um aviso para uma calamidade que ameaça dezenas de milhares de pessoas e habitações.

JÁ TODOS CONHECEM O FENÓMENO QUE ESTÁ A DEVORAR A COSTA PORTUGUESA, MAS POUCOS SABEM AS VERDADEIRAS CAUSAS DO FENÓMENO.
Uma delas é a construção desmedida e gananciosa de barragens, muitas delas apenas com a intenção de enriquecer lobies tipo a EDP, a banca, as construtoras e as empresas de extracção de areia. Pois como podem ver nos links em baixo, as novas 12 barragens que estão em vias de ser construídas, irão custar 16 mil milhões de euros ao estado, mas irão produzir basicamente, zero de energia, pois gastam mais que a que produzem.

No inverno, naturalmente a areia é arrancada das praias mas se o processo seguisse o percurso natural, essa areia seria reposta pelos rios que trazem muita areia para o mar.
No entanto as barragens impedem a areia de passar e os negócios de extracção de areia ajudam a agravar o desequilíbrio.
Antes das barragens entravam 1,8 milhões de metros cúbicos de areia no mar, agora entram apenas 250 mil metros cúbicos, agora imaginem quando se construírem as 12 barragens!!! que estes gananciosos querem construir para dar dinheiro aos amigos.
As praias ao terem menos areia, afundam, e as ondas chegam à costa com muito mais força, e rebentam mesmo na linha da costa, provocando aquilo que todos vimos no último inverno, e que se vai agravar.

Para agravar o desastre, e segundo o video, a genialidade é tanta que chegam ao cumulo de construir pontões, por incompetentes, para tentar deter o mar, mas que acabam por piorar a situação. O que beneficia as construtoras que ganham a construir pontões para travar o mar que elas destravaram, ganham para depois os demolir porque estão a destruir casas e ganham novamente a construir outra coisa qualquer... sabe deus o quê.
Inclusive já houve habitantes a exigir indemnizações ao estado pelos danos causados por esses pontões desenhados por incompetentes. E a situação é tão caricata que o estado não tinha nenhum estudo para fundamentar a construção do pontão ou a explicar como é que chegaram à conclusão que o pontão era benéfico. Teve que ser o cidadão a pedir um estudo que provou precisamente que o pontão ainda ajudava a destruir a praia... Mas como sempre, quem paga a incompetência da construtora, somos todos nós.
Neste mesmo video percebemos que mais uma mega obra, está para avançar com a intenção de travar o mar, mas segundo o especialista do video, vai ser mais uma obra desastre que tal como os pontões, apenas irá agravar a situação e provocar despesismo.
Mas o importante é dar dinheiro e obras aos amigos.

E, está assim gerado, um ciclo de despesismo sem fim à vista..
O extractores de areia retiram a areia que deveria encher as praias, forçando o estado a gastar milhões, a comprar areia para encher as praias??? Genial não é?
E a situação vai-se tornando cada vez mais dispendiosa e mais difícil de controlar. Como não há gente capaz de desenhar planos a longo prazo e eficazes, já existem aldeias a quem o estado teve que oferecer novas casas porque as dos habitantes estavam em perigo... e o despesismo continua...
Também os Pescadores e o turismo se ressentem, a economia local perdeu as praias, atracção turística que animava a economia e sustentava os pescadores. A praia transformou-se num monte de pedras e calhaus, irremediável.
  1. SÓCRATES DECIDE CONSTRUIR 12 BARRAGENS E ABRAÇA-SE AO REI DO BETÃO, JORGE COELHO... 
  2. A VERDADE SOBRE AS BARRAGENS....
  3. O PODER DO LOBIE EDP
  4. BARRAGENS SERVEM INTERESSES OBSCUROS... 
  5. MAIS CASOS DE BARRAGENS ..
  6. OS LOBIES QUE MANDAM EM PORTUGAL, NÃO ACEITAM PARAR ... 
(Este video é uma montagem e Resumo da reportagem "Alerta Vermelho exibida pela RTP a 9 de Março de 2014. José Manuel Levy com imagem de Sérgio Ramos e edição de Samuel Freire.)


20 maio, 2014

Henrique Neto, do PS, afirma que "Sócrates está no topo da pirâmide, dos que dão cabo disto"

Henrique Neto descreve como a maçonaria influencia o poder. Não perca o video no final do texto, onde se explica como o parlamento está dominado pela maçonaria.



«Sócrates fala mentira» e usa «técnicas da maçonaria»
«Sempre achei que o PS entregue a um tipo como Sócrates só podia dar asneira», diz histórico socialista.
Henrique Neto, histórico do PS, diz que Sócrates «é um vendedor de automóveis» que «está no topo da pirâmide dos que dão cabo disto».
Em entrevista ao «Jornal de Negócios», Henrique Neto recorda que da primeira vez que viu Sócrates discursar pensou: «Este gajo não percebe nada disto».
«Mas ele falava com aquela propriedade com que ainda hoje fala sobre aquilo que não sabe», adianta e recorda-se de pensar a seguir:
«Este gajo é um aldrabão. É um vendedor de automóveis». (um video que o comprova)
«Sempre achei que o PS entregue a um tipo como Sócrates só podia dar asneira», adiantou. O histórico socialista diz que o primeiro-ministro «tem três qualidades, ou defeitos: autoridade, poder, ignorância. E fala mentira». (um video que o comprova)
Henrique Neto descreve a forma como decorreu a última comissão política do PS, no dia em Sócrates apresentou as medidas de austeridade. Conta que o secretário-geral do PS convocou a reunião de última hora, «para ninguém ir preparado», e organizou os trabalhos para que «o grupo dos seus fiéis fizesse intervenções umas a seguir às outras». «A ideia dele era que o partido apoiasse as medidas», afirma.

19 maio, 2014

Cândida Almeida não gostou da investigação de Ana Leal...





Mais uma prova da belíssima democracia que todos apoiamos e que não combatemos. Um país de abstencionistas crónicos, que nada fazem para punir o desempenho dos governos nas urnas e dos partidos que albergam corruptos.
A jornalista Ana Leal, investigou mais um daqueles casos em que nem a policia, nem o DCIAP nem a Cândida Almeida, conseguiram detectar crimes ou corrupção, mas quando a TVI mexe no assunto e o divulga, os crimes e a corrupção estão bem evidentes e sucedem-se...
Por azar, a reportagem veio em má altura, lesou os interesses da srª Cândida Almeida, pois aproximava-se a eventual renovação da sua comissão de serviço (que acabou por ser afastada pela nova procuradora-geral da República). Cândida Almeida a srª que jura que em Portugal não há corrupção, não gostou nada de perder o poleiro onde se fartava de arquivar casos. E foi assim que por alguma razão "desconhecida" Ana Leal, viu a sua vida complicar-se. Muito stress e ameaças de perder o emprego, para ver se ela percebe que deveria estar calada. E se alguém diz que não há corrupção a Ana Leal não tinha nada que contrariar a farsa. 

"A jornalista da TVI Ana Leal recebeu uma nota de culpa que a suspende de funções e a informa que está impedida de entrar nas instalações da estação televisiva até à conclusão do processo disciplinar, aberto após uma participação da repórter ao Conselho de Redacção contra uma notícia sua retirada do alinhamento do Jornal das 8 no sábado de 26 de Janeiro, pela subdirectora Judite Sousa.
A informação foi confirmada ao PÚBLICO pelo advogado da jornalista, Ricardo Sá Fernandes. “É uma grande surpresa porque estive com a Ana Leal quando foi ouvida durante o inquérito e a matéria sobre a qual ela foi inquirida não tem qualquer relevância disciplinar”, afirma o advogado. E acrescenta: “Recorreremos a tribunal se a Ana for objecto de qualquer sanção disciplinar, por mais leve que seja”.

18 maio, 2014

Apenas uma amostra da longa lista de crimes políticos, que afundam Portugal, compilados aqui no Blog.

Não há país nem paciência, que aguente tanta roubalheira. Ajudem a partilhar, copiem e enviem por Email, Portugal tem que acordar, nem que seja pelo choque de saber estes escândalos.
Não podemos continuar a trabalhar para sustentar a rapinagem de parasitas.
Atenção... a leitura desta lista, tem que ser moderada.
Não aconselhável para cardíacos nem para amigos de corruptos.

14 milhões roubados aos CTT.
14 milhões sem fundos.
15 mil euros por reunião? Ufaa
15 milhões e siga a obra...
150 mil euros em um parecer.
16 mil milhões para a EDP??
16 milhões em 10 minutos
16.800 euros, desviados no PSD.
161 milhões do povo, oferecidos EDP
17.340 milhões € poupados, se...
178 MILHÕES MAL GERIDOS.
19 milhões oferecidos. Gebalis/ PSD
196 mil em disco party!
2 euros, valem nossos palácios?
2 milhões para a Palestina.
2,2 milhões em abortos de luxo.
2,2 milhões luxos do IFAP


3 milhões para luzes do Jardim.
3 milhões, por 100m de areia na Madeira
3 países com maior desigualdade social
3,5 MIL milhões para poupar?
3,5 mil milhões, buraco de Sócrates no SNS
3,5 milhões perdidos, povo paga.
30 milhoes oferecidos a TV privadas
300 milhões mais buracos BPN
300 milhões/ano, para horário zero?
3000 mil casas de parasitas
32 milhões, aumento para deputados
33 mil euros em bolos.
33 milhões perdidos, pavilhão atlântico
35 milhões ás moscas.
383 milhões família Sócrates!
4 mil milhões de rendas do PS para EDP?
4 milhões em caixotes, IPO
4 milhões euros retirados ao estado?
4,4 milhões ruinosos, no Seixal.
400 carros luxo nas AP.
400% derrapagens, Parque Escolar?
41 mil milhões irregulares, TC
41% dos portugueses não usa net
43 mil milhões,o roubo impune?
43 milhões para"alcatifas" de Braga.
45 mil euros/dia Presidência Real?
461mil, rotunda do Jardim.
47 ajustes directos a fantasma
48,5 MILHÕES para derreter. Esqueçam a fome
485 milhões entre amigos e família.
49 mil directos para imagem
5 mil milhões desperdiçados, Álvaro
5 milhoes directos.
5 milhões em tanques inúteis.
5 milhões por 1 juiz?
5 milhões vivem do estado
5,9 milhões para fundações? Vergonha...
50 Milhões, saque disfarçado?
50 anos a pagar PPP´s?
50 mil euros, viagem INFARMED
50 mil milhões das estradas, para os privados?
500 MIL EM PALESTRA CTT.
500 mil euros para rali!
500 milhões prenda para Portugal 2012
500 milhões, gestão incompetente.
53 mil euros/mês para médico
545 milhões de prejuízo, multa de 7000?
58 euros em flores, por dia.
581 milhões, prenda do PS para EDP?
6 mil milhões isentos de imposto, PT?
6 milhões adjudicados a ele próprio.
6.840 euros, vinho de Sócrates.
60 milhões em pareceres e abstrações.
600 mil por piscinas sem nadadores?
600 milhões oferecidos e legais.
600 milhões, BPN soma e segue.
62 MILHÕES EM LUVAS.
64 MIL EUROS DE ALMOÇOS corruptos.
65 milhões ao clube do coração.
665 mil euros. Carros de juízes.
69 milhões só de taxas moderadoras
695 milhões para amigos. Desleal.
7 milhões para João Jardim.
70 milhões financiam 3 campanhas
70 milhões para o lixo.
70 milhões, na Madeira, ás moscas.
700 MIL euros perdoados.
744 mil euros para um SPA?
7450 euros, reforma de padre
75 mil para mudar marca???
750 mil para confundir Manoel Oliveira.
77 MILHÕES deve a Madeira?
775 milhões, buraco da CARRIS e luxos
8 milhões fora da lei, no exército.
8 milhões mal gastos
8 milhões só em carros de luxo.
8 milhões, abandonados em Braga.
8 milhões, destino incerto.
80 milhões pagos por má gestão.
800 carros na EP, viva a fartura
800 mil adjudicados a amigo?
800 mil roubados e devolve 40 mil
81,62 MIL milhões despesa pública?
83 milhões financiam partidos.
85 mil euros por preguiça
897 milhões, a ponte é de quem?
9 milhões para as touradas
9 milhões! Mais piscinas na Madeira?
9,7 milhões para o lixo.
90 mil milhões? Obrigado Sócrates
980 milhões nos cofres da fantasia
62 cargos para 1 só boy

e continua...