11 fevereiro, 2012

O estado é gerido pelo inimigo. Negoceiam contra os interesses de quem representam.

Bpn políticos governam contra o estado


Tudo que é relativo ao universo obscuro BPN tem sempre um odor nauseabundo a "esturro".

Foi a sua compra pelo BIC, onde se questionou a legalidade, já que há suspeitas de que os compradores deviam 1.6 mil milhões de euros ao BPN.
Foi a intervenção e interesse de Mira Amaral na compra, personagem muito próxima dos que arruinaram e saquearam o banco.
Foi o preço de 40 milhões, aparentemente demasiado barato para um banco que já nos custou mais de 5 mil milhões de euros e que leva acoplado injecções de dinheiro mal explicadas e crescentes. Assim como garantias de apoios.
Foram os empréstimos exorbitantes sem garantias e sem retorno, no BPN.
Foram as acções do Cavaco Silva, envoltas em procedimentos excepcionais.
Foi a venda directa do banco, justificada por não ter aparecido qualquer proposta na operação de reprivatização por concurso público realizado em 2010!!!?? Se não interessava a ninguém, era muito mau negócio, então porque interessou ao BIC??? Enfim... mistérios indesvendaveis.
Foi a estranha mudança de postura de Paulo Portas, antes e depois de estar no governo.
Foi a estranha forma permissiva com que o governador do Banco de Portugal, fingiu ignorar o descalabro.
Etc...Etc... etc... e a saga continua, suspeita, estranha, duvidosa e sempre a lesar o erário público. Os políticos decidiram injectar 500 milhões do nosso dinheiro, num banco que nunca foi nosso, entretanto decidem somar mais 100 milhões ao regabofe, porque o tempo é de fartura. Em boa verdade o povo pagou para nos comprarem o banco!?

O estado continua a negociar em beneficio do "inimigo".
Nas negociações das SCUT´s ofereceram uma rentabilidade garantida de 14%, ou seja mesmo que não passe nenhum carro nas estradas, o estado paga para perfazer o rendimento que garantiu???

Se este contrato tivesse sido negociado por quem paga os impostos e se sacrifica, obviamente que não era assinado, mas por incrível que pareça, os que nos governam, não mostram escrúpulos quando se trata de oferecer dinheiro do povo ás empresas amigas que mais tarde lhes darão abrigo profissional, ou outros benefícios. Afinal o dinheiro que oferecem não é deles mas os benefícios que usufruirão, por o oferecer, serão para eles.
Para terminar em grande, o estado fica obrigado a cobrir prejuízos e a garantir lucro, no entanto se a empresa der lucro real e exorbitante, não tem obrigação nenhuma de partilhar com o estado...
Em suma, as SCUT´s não param de fazer estragos no nosso orçamento.
Mas não se ficam por aqui a renegociar contratos que lesam o estado. A RTP foi mais um caso recente e descarado.

E é neste contexto onde os direitos do estado são vergados aos interesses de outrem, que se colocam em causa muitos dos procedimentos no caso BPN.
#BPN custa 600 milhões ao Orçamento do Estado 2012.
Valor referido pelo secretário de Estado do Orçamento é 100 milhões superior ao apontado pelo Governo no final de 2011.
# «O montante de 600 milhões de euros destina-se a fazer face, até 15 de Fevereiro de 2012, ao aumento de capital do BPN acordado no âmbito do processo de privatização daquele banco», lê-se na resposta de Luís Morais Sarmento enviada ao deputado bloquista Pedro Filipe Soares, escreve a Lusa.
Perante esta resposta, o deputado do Bloco acusa o Governo de estar sempre a mudar a versão sobre o dinheiro do BPN, reporta a TSF, acrescentando que Pedro Filipe Soares considera que a privatização do BPN corre o risco de ser vista como um negócio de favor." fonte

# "O Ministério das Finanças anunciou a 31 de Julho a venda do BPN ao BIC por 40 milhões de euros. No comunicado hoje distribuído, o Ministério adianta que o recurso ao procedimento de venda directa se justificou, designadamente por não ter aparecido qualquer proposta na operação de reprivatização por concurso público realizado em 2010. fonte

# "O Bloco de Esquerda acusou esta terça-feira o Governo de ter uma «estratégia de secretismo e ocultação» sobre o processo do BPN e exigiu a divulgação pública do contrato de venda ao BIC, requerendo também a audição parlamentar do ministro das Finanças.

«O actual Governo não se distingue do anterior, porque partilha com o anterior uma estratégia de secretismo e ocultação de todo o processo e o BE pretende pôr termo a esta estratégia, quer no que respeita ao que foi a gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) após a nacionalização, quer, mais recentemente na operação de venda do BPN ao BIC», disse Semedo.
O parlamentar do Bloco disse partilhar as questões colocadas pela Comissão Europeia sobre se a venda do banco foi «a melhor solução», se «os apoios financeiros do Estado foram os necessários ou excessivos» e ainda se «a venda ao BIC é ou não de favor», pondo duas perguntas adicionais.

«Quanto vai gastar o Estado na operação de venda ao BIC?
Porque, como sabemos, o Estado comprometeu-se a injectar o financiamento necessário para que as contas do BPN e as suas condições de operação de mercado obedeçam às regras do Banco de Portugal e qual foi a repartição entre o Estado e o BIC dos passivos e dos activos tóxicos», interrogou. fonte

# "Tudo se faz à descarada, como se já não existisse vergonha. E não existe porque deixaram de existir culpados ou condenações. Um dos grandes problemas de Portugal é a segurança - jurídica e judicial.

Há leis mas elas só servem para enfeitar. Nunca se resolve, com celeridade e eficácia, os problemas da sociedade. Os problemas arrastam-se até ao esquecimento. Teme-se por isso mesmo que o grande mistério do BPN (tal como, noutra dimensão, o do BPP) nunca sejam cabalmente esclarecidos e tudo fique esquecido após a acção do Estado que foi despejando toneladas de dinheiro em cima de um problema criado por ausentes em parte incerta.

O problema é que o BPN representa muito do regime constituído depois do 25 de Abril, onde as cumplicidades subterrâneas acabaram por fazer do Estado um clube de interesses bem distribuídos política e economicamente. Numa altura de crise do país é evidente que uma coisa destas não deveria passar em claro. Mas parece que o dinheiro dos contribuintes esbulhados à força serve sobretudo para isso: para pagar os benefícios privados de alguns". fonte

# "O provedor de Justiça queixou-se de estarem a ser ignorados pelos governos os repetidos alertas que fez para ilegalidades no processo de reprivatização do BPN e pediu a intervenção da Assembleia da República.

Numa carta dirigida à presidente do Parlamento, o provedor Alfredo José de Sousa aponta a "recusa de colaboração" do anterior ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, e do actual, Vítor Gaspar, em relação aos sucessivos apelos para que o Governo crie "uma reserva de capital a favor dos pequenos subscritores" na operação de reprivatização do banco.
Sem essa reserva, a operação de reprivatização tem uma "manifesta ilegalidade", indica o provedor, que salienta que "as opções de política económica e financeira não podem sobrepor-se àordem jurídica". fonte










5 comentários :

  1. O colossal ROUBO do BPN é a prova real de como se têem governado do País nestas últimas três décadas.

    ResponderEliminar
  2. A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal !!!
    > O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua magnitude.
    > Com 9.710.539.940,09 (Isto é apenas o que se divulga, no entanto pode ter havido prejuízos muito maiores.) poderíamos:
    > Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).
    > Comprar 16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid.
    > Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia.
    > Construir 5 pontes para travessia do Tejo.
    > Construir 3 aeroportos como o de Alcochete.
    > Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4.850 carrinhas de transporte de valores! Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa.

    ResponderEliminar
  3. E O POVO ADORMECIDO, ANESTESIADO PELA BURRIÇE, QUE NÃO IGNORÂNCIA, POIS ESTÁ A SER AVISADO E NÃO REAGE. PAGA, PAGA, PAGA, PASSA MAL, ROUBA AOS POBRES, FAZENDO CONCORRÊNCIA A ESTES SENHORES, E ATÉ RI COM AS PATIFARIAS DO J.JARDIM, OUTRO CRIMINOSO QUE MESMO DESVIANDO E DANDO USO INDEVIDO A DINHEIROS PÚBLICOS, NEM INDICIADO ESTÁ.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O Alberto João Jardim é o exemplo vivo de que o povo está mesmo cego, depois de tudo foi eleito e continua no poder... somos uns tristes que damos a chave do cofre do dinheiro dos nossos impostos aos maiores criminosos.

      Eliminar
  4. eu ao ler e ouvir tudo isto fico tao triste que sabem o que devia-mos fezer irmos todos para rua e linchar esses gajos todos tirar-lhe essas reformas churudas

    ResponderEliminar