02 Janeiro, 2012

Os ajustes directos, esse poço de tentação.

liberdade para esbanjar e oferecerO Estado gastou mais de cinco milhões de euros por ajuste directo, ou seja sem concurso público, com serviços contratados a escritórios de advogados.
Empresas, Governo e outros organismos públicos contratam as maiores sociedades de advogados para pareceres e outros serviços jurídicos. Metade dos cinco milhões de euros gastos em ajustes directos em 2011 foram entregues a quatro escritórios. A Sérvulo Correia, que lidera a lista dos ajustes directos, recebeu no ano passado quase 800 mil euros.

O bastonário da Ordem dos Advogado, Marinho e Pinto, defende que a norma seja o concurso público "com regras e cadernos de encargos transparentes" e estranha que o Estado nunca reclame dos honorários pagos às sociedades de advogados. A actual lei estabelece limites: o primeiro-ministro pode utilizar 7,5 milhões de euros num ajuste directo, um ministro pode gastar até 3,7 milhões, enquanto um director-geral pode ir até aos 750 mil eurosDN

Resta comentar que a sugestão de Marinho Pinto é louvável e ajudaria a reduzir o abuso do dinheiro do estado, que no caso dos ajustes directos é "permitido oferecer" a amigos que "fingem" que dão pareceres. No entanto os concursos públicos apenas dificultam, não impedem que o pagamento de favores continuem a rapinar o erário público... como foi o polémico caso das luvas dos submarinos do Paulo Portas.

0 DESABAFOS DE PORTUGUESES TRAÍDOS.:

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