26 novembro, 2012

As bombas de gasolina de autarquias, com fugas de combustível!?

bombas de gasolina  autarquias fugas de combustível!
Mais duas bafejadas com bombas
de gasolina privadas

O descaramento dos abusadores em todo o seu esplendor.
Mais um exemplo de como se esvai o dinheiro público, através dos famosos antros de rapinagem, mais conhecidos por autarquias. Um covil de tachos e boys, regalias e luxos, despesismo e incompetência.
As autarquias possuem bombas de combustível para... sabe-se lá que libertinagens. 
Para a frota da autarquia? Para todos os amigos da autarquia? Para todos os que fazem favores aos do poleiro da autarquia? Para familiares? Para funcionários, e afins?
Uma bomba de gasolina no posto de trabalho, nos tempos que correm, deve ser um luxo caro... um luxo que todos os portugueses gostavam de ter, mas não tendo, têm que pagar a dos outros?
É exemplar o abuso do poder e dinheiro, dedicam-se a enganar os fracos, rapinar os desprevenidos, abusar dos que lhe dão a mão e o pão, explorar o estado/cidadãos, iludir os colegas, trair o estado. 
Já percebemos que este é o modus operandi mais comum, daqueles que são pagos para servir o estado. Culmina quase sempre no efeito perverso e inverso - eles a servirem-se do estado.
Quantos abusadores se abastecerão neste tipo de bombas, que todos sustentamos?

"Empresário abastece 8.500 litros de gasóleo em bombas da Câmara das Caldas da Rainha, entre 2008 e 2011, noticia o "Público". 
O responsável do grupo Mais Produções defende que estava a compensar serviços prestados à câmara e à campanha eleitoral do PSD. Durante três anos, a empresa Mais Produções – Produção e Realização de Espectáculos, Lda abasteceu um valor próximo de 12.700 euros, nas bombas da câmara, utilizadas normalmente para atestar a frota de carros da autarquia. 
Fernando Costa, presidente da câmara há 26 anos, reconhece ao “Público” que é normal permitir que as empresas que prestam serviços à autarquia atestem com gasóleo os geradores utilizados em eventos do município, compensando-as pelo combustível despendido na iluminação de espectáculos ou funcionamento de equipamentos audiovisuais.
No entanto, neste caso, Fernando Costa considerou que 8.500 litros de gasóleo eram demais. 
O resultado do inquérito não tinha sido conhecido até agora, quando, na semana passada, foi levado à sessão da câmara. É que o empresário Alberto Pinheiro decidiu protestar contra o fim do abastecimento de gasóleo e dos contratos com a câmara, argumentando que parte dos serviços que lhe deviam nem foram prestados à câmara, mas sim à campanha eleitoral do PSD para as autárquicas de 2009. Mais: que os serviços foram feitos por ordem do vereador para a juventude, Hugo Oliveira, responsável por adjudicar espectáculos e outros eventos." jornaldenegocios
"Empresário que utilizou a bomba em troca de pagamentos pela prestação de serviços não era acompanhado pelos técnicos camarários quando abastecia combustível, notícia o "Público".
O empresário deixou de usar as bombas do município em Maio de 2011, quando um funcionário camarário alertou o presidente para o fornecimento “exagerado” de combustível a este empresário." fonte

Mais alguns casos de abuso
 - Alvor: Piscina sustentada, com água de fogos?
A Empresa Municipal de Água e Resíduos de Portimão averigua a legalidade de uma ligação feita de uma boca de incêndio para a piscina de casa de um vereador local. A GNR foi chamada. O autarca, José Dias, cirurgião e candidato à câmara em 2009, garantiu ao CM que a ligação "foi pedida aos serviços".vereador local [José Dias, cirurgião e candidato à câmara em 2009]". fonte
 - "Vários municípios organizaram sistemas de transporte de funcionários entre as suas casas e os locais de trabalho. O Tribunal de Contas (TC) considera que tais despesas "constituem uma violação da legalidade" e deu um prazo de 180 dias para que estas situações sejam corrigidas."

As autarquias jamais poderão ser extintas. Há muita gente a que cria daí o seu império parasita.

  1. Relvados de Braga
  2. Império de Braga
  3. Luxos de Braga
  4. Seixal generoso
  5. O imperador Valentim Loureiro
  6. Loures um albergue de boy
  7. A incompetencia sai muito cara
  8. Sociedades e fusões
  9. Ajudar amigos
  10. As birras 
  11. Familia Madeirense
  12. O abuso
  13. O abuso continua
  14. Vinhos, festas e afins 
  15. Festas e festejos 
  16. Computadores de diamante?
  17. O caso da piscina de Braga.
  18. O caso dos candeeiros do Siza Vieira
  19. O caso do pombal escolar
  20. O caso da casa de cinema
  21. O caso do pavilhão de Viana
  22. O caso das pistas para carros (de brincar)
  23. O auditório de Viana 
  24. As piscinas da Azambuja
  25. O caso da Madeira
  26. O exagero
  27. Enriquecer amigos


31 comentários :


  1. A Democracia trouxe 3 eleições:
    PRepública, Parlamento e Autarquias.
    Legitimou poder independente a 3 entidades uma de 1 pessoa, outra de 230 pessoas, a terceira de cerca de 7000 pessoas.

    Cada eleito acha-se um "eleito". Um special one.
    Daí, todo o abuso lhe é devido... porque ele foi eleito.

    Quando será que se fará uma lei para limitar e criminalizar os desvios de poder destes "eleitos"?

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    1. "A Democracia"

      Ainda chama a isto democracia?

      O nome mais indicado para caracterizar este regime é "Ditadura do confisco".

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    2. O problema é que há uma população imbecil e obediente que vota sistematicamente e em manada, nesta gentalha.

      A Democracia convencional não é a culpada.
      A ignorância e os media é que o são.

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    3. Os problemas são vários...a começar por cada um de nós, que aceita trabalhar com contrato e aceita a miséria de salários que decidem pagar, porque tem de ser, por exemplo! Qual de nós, honestamente, não é imbecil e obediente? Somos todos...continuamos todos a comprar comida ao belmiro ou aos primos dele, net e televisão ao indiano ou aos primos dele, electricidade aos chineses, gasolinas a todo o tipo de gente...continuamos a mandar os nossos filhos pra escola porque não há remédio! A estratosfera política mudaria rapidamente se as coisas aqui em baixo, junto ao chão, junto ao povo, mudassem rapidamente...

      Que sacrifícios estamos disposto a fazer para haver uma verdadeira mudança? Estão prontos para o fim das importações, fonte da grande maioria dos produtos que consumimos diariamente? Estão prontos para viver sem o abençoado crédito bancário? Estaremos prontos, cada um nós, para plantarmos a nossa própria comida? Para "fabricarmos" os nossos próprios medicamentos? Os nossos shampoos, sabões e pastas dentífricas? As nossas roupas?

      Amigos...é preciso pensar no que há a mudar antes de atacarmos a escumalha...

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    4. Caro maiq:

      Tenho a felicidade de pertencer a uma geração que viveu sem crédito, sem automóveis, sem tv, sem telemóveis, sem fraldas descartáveis, sem... quase tudo o que hoje parece indispensável.
      Tínhamos muito pouco de facto, mas, acredite, o nosso mundo valia a pena!
      Apesar de termos uma guerra, uma ditadura e uma absoluta desesperança como futuro.

      As dificuldades humanizam as sociedades.
      As facilidades corroem-nas.

      Pode ser uma conclusão errada, mas é a minha...

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    5. Caro anónimo,

      É, com certeza, uma felicidade para si ter vivido sem crédito, sem automóveis e tv...mas era capaz de "voltar atrás", em nome da sua liberdade? Não duvido que compreenda o que custa viver assim, mas tem de reconhecer que essas comodidades a que chamam "desenvolvimento" ou "evolução" nos corroem, como muito bem disse...

      Não há conclusões erradas, há pontos de vista baseados nas vivências de cada um...e "ter muito" não é uma questão material, é uma questão de amor, amor incondicional. E é esse tipo de amor que humaniza a sociedade. As dificuldades formam o carácter. É essa a minha conclusão.

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    6. Anónimo26 Novembro, 2012 22:31,

      Este senhor que viveu nos tempos de Salazar ou M.Caetano e destaca algumas virtudes desse tempo.
      Eu por mim, e não vivi nesses tempos(só até aos 4 anos) mas aceito perfeitamente este tipo de opinião.
      Já li maravilhas e coisas horrendas dos tempos do estado novo.
      Portanto não devemos ver estas coisas com palas e ideias pré-concebidas.
      Já referi que alguém pode dizer umas coisas interessantes e depois quem lê concordar e dizer "muito bem, interessante", mas depois se essa opinião for considerada como Salazarista(ou algo que era feito no tempo do estado novo), ai voltam atrás e dizem ferozmente "isso é fascismo, Salazarismo e tal e o camandro".
      Eu que não arrisco opiniões sobre algo que não domino bem, apenas posso dizer que ao menos o Salazar não vendeu o pais ás postas como estes agora vão fazendo lentamente, legislatura após legislatura.
      Mas também me choca que pessoas nesses tempos tivessem de emigrar, e houvesse pobreza, pelo menos em algumas regiões, e que o desenvolvimento económico fosse demasiado lento, e que o sistema de ensino fosse tão limitado, embora bom, segundo os padrões da altura.

      Mas esquecendo isso, o que importa é as politicas que afectam as pessoas em geral, e não as que protegem uma oligarquia asquerosa, insensível, arrogante e falsa como é o caso desta ditadura.
      Portanto é melhor falarmos desta ditadura e deixarmos as ditaduras do passado porque nada resolvem.

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    7. Sem dúvida Pedro Lopes,

      O que foi feito no passado, interfere com o presente, mas já está feito, não se pode mudar...e esta ditadura actual, parece-me a mim, é mais difícil de combater porque não tem um personagem definido a dar a cara...são vários fantoches que vão aparecendo e desaparecendo consoante o medo que provocam nas pessoas...o relvas desapareceu do main stream desde aquele escândalo com o curso dele. Agora é o gaspascho podre que anda a mandar postas. É um circo cheio de palhaços a sair da cartola...

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    8. Caro maiq,

      Li com atenção todas as suas ideias e concordando com algumas, muitas (não me leve a mal) são demagogia.

      "Estão preparados para viver sem crédito". Tudo bem, mas diga-me, sem crédito como é que compro uma casa? Fico a viver com os meus pais até aos 40 ou 50 anos, certo, e entretanto deixaria de fazer a minha vida com alguém ao meu lado porque não iria comprar uma casa, nem teria filhos, ou então iria pedir a alguém para viver numa tenda comigo?

      "Aceita a miséria de salários que lhe oferecem". Já experimentei a alternativa, já tentei ser o meu próprio patrão e não fui bem sucedido, o nosso mercado interno é uma treta e muito dificilmente alguém chega ao mercado externo sem antes ter algum sucesso no interno.

      Quanto à net, televisão e gasolina aí já podemos concordar, eu só tenho net em casa porque é essencial para ter informações e para conhecer blogs interessantes como o da Zita que contam muitas verdades, serviço de tv não tenho (bendita net que tem tudo) e gasolina não gasto, mas respeito quem tem de gastar por necessidade.

      Os meus filhos vão para a escola mais pela componente social do que para serem formatados. Sempre tentei estimular a vontade de aprender dos meus filhos em casa, creio que passa muito por aí a base da aprendizagem, na escola estão para conhecerem o mundo e as pessoas, e acredite que fico muito agradado com o feedback que eles me dão da experiência escolar que têm.

      Quanto ao fim das importações, espero que se aperceba que isso significaria que muita gente passaria fome, espero que também tenha noção de que apenas 4% dos solos em Portugal são próprios para agricultura, ou seja, você não tem solo para produzir para toda a população. Olhe campanha do trigo de Salazar por exemplo, que arruinou a terra na zona alentejana, vá para a zona do Guadiana, do lado português tem deserto, do lado espanhol tem vegetação abundante.

      Quanto a cada um produzir as suas coisas, com que terrenos? Se pertence tudo a um público ou a um privado?

      Não me leve a mal, mas o senhor parece-me absorvido pelas patranhas do "as pessoas andaram a viver acima das suas possibilidades", uma falácia muitas vezes repetida até parecer verdade. Quem andou a viver acima das possibilidades foi a classe política, e continuam a viver.

      Não consigo concordar com a sua solução, porque para além de não ter apresentado algo viável, pede a que quem pouco quem deixe de ter o mínimo de conforto e para quê? Para se ter uma vida a viver em tendas e barracões a passar frio? A não ter alimentos e passar fome? A não ter dinheiro para roupa e termos de andar de tanga de folhas?

      Só respeito uma pessoa que me disse isso, um amigo meu do qual não tenho notícias há anos porque foi viver para junto de uma tribo na América do Sul e desprendeu-se do mundo material. Não consigo aceitar essa solução vinda de uma pessoa que inclusive utiliza internet e electricidade...

      A solução passa pela responsabilização da corrupção e reaver tudo o que foi roubado e com juros, ponto final...

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    9. Não temos opção, somos escravos do estado e dos corruptos que se agigantam. A situação esta a tornar-se insustentável. 3 resgates é demais, o povo passa a vida a descontar para sustentar megalómanos larápios e a cada resgate que passamos afundamos mais e mais a nossa pobreza. E eles emergem cada vez mais potentes e seguros de que devem prosseguir, porque tudo corre bem.
      Os portugueses pagam todo o ano e pagam os resgates com fome frio e miséria... tudo está bem ...???

      Em breve teremos de estar dispostos a viver sem luz ou água, sem ninguém nos perguntar, apenas nos avisar...

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  2. «...de que apenas 4% dos solos em Portugal são próprios para agricultura, ou seja, você não tem solo para produzir para toda a população. Olhe campanha do trigo de Salazar por exemplo, que arruinou a terra na zona alentejana, vá para a zona do Guadiana, do lado português tem deserto, do lado espanhol tem vegetação abundante.»

    Isso não é verdade e a campanha do trigo, blá, blá, blá do salazar não passa de clichê.
    Vocês bem tentam mas a vossa FORMATAÇÂO é demasiada. E pior é que acreditam que já toamaram a pastilha certa e sairam da "matrix".
    As vezes parece que ANTES (todo o antes) era a idade das trevas e agora é que é (ERA) bom.
    Agora já criticam a democracia como criticavam os "ismos" - ah e tal a democracia é boa mas os dirigentes é que são maus!!! :-)
    Já ouviram isto noutras versões, certo??
    A vossa liberdade é igual à capacidade de VERDADE que desejam REALMENTE conhecer.
    E vão encontrar a Luz onde um dia só, pensavam, haver escuridão.
    Parece uma frase biblica mas o grande Platão já tinha mostrado isso na Alegoria da Caverna.

    Saudações

    Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/11/as-bombas-de-gasolina-de-autarquias-com.html#ixzz2DR2alRPo

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    1. Se acha que é cliché desafio-o a ir plantar algo perto do Guadiana sem utilizar toneladas de fertilizante...

      Ou está a referir-se de que apenas 4% dos solos em Portugal são próprios para agricultura? Experimente plantar fora desses 4% que são carregados de matéria orgânica e veja bem quanto vai gastar.

      Já reparou que "bla bla bla" é o que você está a fazer? "Agora já criticam a democracia"? Amigo, eu não critico modelo nenhum, eu critico competência, ou neste caso, falta da mesma! Um governo, tenha ele as convicções políticas que tiver tem certas obrigações de base, como promover a Justiça, o crescimento económico, bem estar social, prosperidade e oportunidades para as populações.

      Não me leve a mal, mas não gosto de pseudo teóricos como o senhor, prefiro discussões sérias com pessoas inteligentes que tenham conhecimento técnico de base que seja forte, fortes convicções e uma grande base ética e que tenham soluções práticas...encher chouriços não obrigado...

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    2. Exacto!!!! ''prefiro discussões sérias com pessoas inteligentes que tenham conhecimento técnico de base que seja forte, fortes convicções e uma grande base étnica e que tenham soluções práticas....encher chouriços não obrigado...''
      Discursos pseudo teóricos como os do anónimo das 15:06 horas, aguentei toda a minha vida (60 anos) e lamento o tempo perdido, pois se tivesse escutado a mim próprio (minha consciência), teria conseguido, provávelmente, muito mais.
      Mea culpa.....nunca é tarde para aprender!!

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  3. https://www.google.com/search?q=agricultura+no+alentejo&hl=pt-PT&tbo=u&tbm=isch&source=univ&sa=X&ei=b0y1UNLnK8uShgeup4GYAw&sqi=2&ved=0CC4QsAQ&biw=1024&bih=581

    Até parece um deserto!

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  4. Espanhóis compram terras na região alentejana ... - Portugal Digital
    https://portugaldigital.com.br/.../20052512-Espanhois-compram--terr...
    Lisboa - Empresas espanholas compraram nos últimos anos cerca de 25 mil hectares de terrenos na zona de influência da barragem do Alqueva, na região do ...
    Espanhóis compram terras na região alentejana ... - Portugal Digital
    www.portugaldigital.com.br/.../20052512-Espanhois-compram--terra...
    24 jan. 2005 – Lisboa - Empresas espanholas compraram nos últimos anos cerca de 25 mil hectares de terrenos na zona de influência da barragem do ...
    Espanhóis "compram" Baixo Alentejo
    www.correioalentejo.com/index.php?go=lista&lista=2&id=492
    1 dez. 2006 – Agricultura. A pensar na água de Alqueva "nuestros hermanos" apostam nas terras alentejanas. Espanhóis "compram" Baixo Alentejo ...
    Empresários espanhóis à conquista dos olivais - JN
    www.jn.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=684466
    Milhares de hectares de terrenos áridos e desertos do Alentejo estão a ser ... Apesar da compra massiva de terras, os espanhóis garantem que "esta não é uma ...

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  5. ECO-ALDEIA TAMERA - Experiência Monte Cerro (Alentejo)
    www.eco-gaia.net/forum-pt/index.php?topic=118.0
    12 publicações - 5 autores - 14 Set 2006
    ECO-ALDEIA TAMERA - Experiência Monte Cerro (Alentejo) ... O que é que significa hoje viver em comunidade? Não apenas em ...

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  6. A agricultura portuguesa conheceu, nos últimos dez anos, um claro processo de ajustamento estrutural, com a área média das explorações a aumentar 2,5 hectares, o que potencialmente as torna mais competitivas. Mas, no mesmo período de tempo, o território dedicado à prática agrícola recuou em quase meio milhão de hectares, o que não deixa de ser preocupante, dada a forte dependência externa de Portugal em produtos alimentares.

    Os dados preliminares do Recenseamento Agrícola de 2009 (o censo realiza-se de dez em dez anos, como o da população), recentemente disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que a área ocupada pela produção agrícola em Portugal correspondia a cerca de 50 por cento da superfície territorial do país - 4,6 milhões de hectares. Este valor representa um recuo de meio milhão de hectares, o equivalente a 20 mil albufeiras do Alqueva.

    Fonte: http://publico.pt/economia/noticia/sector-agricola-portugues-perdeu-meio-milhao-de-hectares-no-espaco-de-dez-anos-1475488

    PENSO QUE JÁ CHEGA PARA ENCHER CHOURIÇOS.

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    1. É um assunto interessante esse da compra de terras portuguesas por espanhóis, tenho que ir investigar isso...

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  7. mostram que a área ocupada pela produção "agrícola em Portugal correspondia a cerca de 50 por cento da superfície territorial do país - 4,6 milhões de hectares."

    Ah! daí os 4% do inteligente. eh ehe he eh!

    Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/11/as-bombas-de-gasolina-de-autarquias-com.html#ixzz2DTAsPkfp

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    1. Devíamos ser sarcásticos e assim duros, com os políticos, entre nós que haja luz da discussão, que se chegue a conclusões e aprenda... não adianta guerras entre nós, já somos tão fracos.

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    2. Aliás gostava de ver as vossas opiniões no último artigo publicado, com gráficos que mostram o peso da corrupção na crise. As vossas opiniões enriquecem os textos. Obrigado pelo vosso contributo.

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    3. Odeio a crítica gratuita, e pior odeio a ofensa e ainda mais a má interpretação.

      Disse que só 4% dos solos são próprios para agricultura, ou seja, ricos em matéria orgânica, a tal "terra escura" que provavelmente o seu avô ou o seu pai, ou quem tenha algum conhecimento em matéria agrícola saberá vir aqui explicar-lhe ainda melhor do que eu. Trata-se de terra que pode ser cultivada sem recurso massivo a imputs (fertilizantes).

      Mas já agora peço-lhe que faça um estudo para saber quanto se gasta em fertilizantes para cultivar esses 50%.

      Porque até poderia cultivar 90%, os custos que representa é que são algo absurdo.

      Nunca se questionou porque é que muitos agricultores estão sempre a chorar-se ao IFAP (outra grande instituição nada sorvedoura de dinheiros públicos...) para os subsidiar?

      Lá está, fale-me do conhecimento de base, esses números que me apresenta são por si só estéreis...

      Quanto à questão do Alqueva, realmente faz sentido comprar terras para agricultura quando se tem um mega reservatório de água ao lado. Não vá buscar dados convenientes amigo, peço-lhe que averigue por si mesmo, tire um fim de semana, vá à zona do Guadiana, veja o lado português e depois vá para o lado espanhol, acredite que é um fim de semana bem passado e comprova tudo o que lhe indiquei...

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  8. Zita,

    O anónimo da "pastilha do Matrix" lá tem a sua razão.
    Estes imbecis (desculpe a dureza) escrevem barbaridades e julgam estar a dizer a coisa mais certa do mundo só porque ouviram dizer a mesma mentira umas centenas de vezes.

    Zita,
    «fortes quando sozinhos e solidários em matilha...como os lobos»
    Nietzsche.

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  9. É óbvio que a área própria para a agricultura é um dado "oficial" e por "oficial" entenda-se que tem por trás a mão do governo. O governo, que forneceu esse dado, aqui há uns anos, na altura em que o Aníbal era primeiro-ministro, pagou, atenção ao termo: PAGOU! para se cortarem milhares de oliveiras em nome do mercado livre. Hoje em dia, li no jornal, dos 400.000 agricultores que existem em Portugal, estamos falar de gente que produz industrialmente, cerca de 200.000 recebem fundos europeus para não produzirem... Assim não conseguimos ocupar mais de 4%, sem dúvida... A Zita se pesquisar, ainda é capaz de encontrar algo sobre estes assuntos..

    Agora, politiquices e estatísticas fora, falemos em termos técnicos, em experiência de vida...

    Masanobu Fukuoka, o chamado "pai da permacultura" foi desenterrar dos esquecimento dos homens aquilo a que decidiu chamar a Agricultura Natural. Esta "técnica", permite, por exemplo plantar comida no deserto...acho que podemos bem ter solução para o Alentejo...
    Podem dar uma vista de olhos, só é pena ser em inglês: http://www.context.org/iclib/ic14/fukuoka/

    Poder-se-ia dizer que não produz tanto como a agricultura química, mas é erróneo, a experiência do Sr Fukuoka permitiu-lhe produzir, crê ele, maior quantidade que os vizinhos que produziam com químicos...que tenha sido a mesma quantidade. Podem ler sobre isto em "A Revolução de Uma Palha" - livro que não se encontra na FNAC. Na net arranja-se em inglês...

    Sem desvalorizar o trabalho da Zita, que muito admiro e ainda bem que o faz, nem que seja para quem tem fraca memória poder consultar. Ou até porque dá azo a discussões interessantes, que por vezes se desviam do tema do post, e peço desculpa por isso, porque a fui eu que mudei o assunto.

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    1. Caro maiq,

      Mas pronto, aqui já estamos a entrar noutra questão. Os tais 4% são um valor sério, está relacionado com o teor dos solos em matéria orgânica.

      Mas claro que também concordo quando me diz que cada terra terá possibilidades de plantar espécies adaptadas. Mas será que as espécies que se poderia plantar nos nossos solos sem a adição em grandes quantidades de químicos seriam comestíveis? Seriam abundantes?

      Não peça desculpa por mudar ligeiramente de assunto, estes debates também fazem parte da mudança de atitudes que se pede neste País, ao discutir coisas sérias e relevantes.

      Cumprimentos,

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  10. Pedro27 Novembro, 2012 10:01

    Compreendo que nas circunstâncias em que vive, com filhos, provavelmente com um crédito de casa para pagar, aquilo que proponho parece uma estrada de sentido proibido. Eu não estou no mesmo ponto da vida que o senhor está, ainda me posso dar ao luxo de pensar certas coisas e de tentar realizá-las, de cometer erros e ter de começar tudo de novo. Esta é uma coisa que sistema não facilita muito, começar tudo de novo...

    A verdade, é que eu, ao contrário da nossa amiga Zita, estou mais preocupado com a mudança individual do que com a colectiva, é aí que eu choco com ela.

    Se nós mantivermos a nossa postura dependente do dinheiro, das empresas sugadoras e fizermos uma revolução de cariz político, tomando o poder pela força, por exemplo, eu diria que no máximo conseguimos um novo 25 de Abril, só que com governo central europeu. Enquanto dependermos do sistema, não o poderemos combater. É a conclusão a que cheguei... Desculpa Zita, por ter desviado de novo o curso da discussão

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    1. A mudança individual eventualmente leva à mudança colectiva, portanto mais do que "chocar", penso é que ambos convergem no mesmo sentido, mas por caminhos diferentes.

      A postura dependente do dinheiro por si só, não tem problema nenhum, infelizmente vivemos num mundo onde as pessoas são limitadas para compreender como se usa o dinheiro. O dinheiro não se pode acumular, o dinheiro tem de estar sempre a circular, porque pensa que Bill Gates e alguns multimilionários doam metade das fortunas?

      Porque se as deixam acumular significa que os bancos teriam de lhes pagar mais ainda em juros, e onde se paga a um milionário em juros, tem de se ir buscar a um pobre que paga uma casa ao aumentar o spread, esse pobre vai gastar ainda mais do seu rendimento para pagar a casa e deixa de ter dinheiro para consumir, e a não poder consumir, não irá dar dinheiro a uma microsoft ou a uma das empresas dos multimilionários que já referi.

      Dinheiro tem que circular, eu recebo ordenado, eu gasto o ordenado em produtos e serviços que vão servir para pagar salários a quem me fornece esses produtos e serviços, os empregados que produziram esses produtos e serviços também recebem um salário e fazem o mesmo que eu fiz. É uma lógica simples e que funciona bem caso ninguém queira acumular grandes quantidades de dinheiro.

      Quanto à dependência das empresas sugadoras, há muita forma de contrariar isso. Porque é que não se faz as compras ao sr. Manel que planta batatas e nabos em vez de se andar no PD, Continente e Auchan? Este é um pequeno exemplo, há muitos outros que acima de tudo tem a ver com consumo responsável, que é algo que as pessoas hoje em dia não sabem fazer porque não são informadas do que são ciclos de vida dos produtos e quem vai ganhando dinheiro com os mesmos em cada etapa...

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    2. Concretamente a minha intenção não é mudar os portugueses, não é propor caminhos porque os desconheço, assim como 99% dos portugueses.
      A minha intenção é acordar as pessoas para o estado em que as coisas estão, expor de forma dura e crua a gravidade dos factos, e não apenas os factos. Para que assim as pessoas despertem se indignem e nasça em milhares de portuguesas e vontade clara de mudar isto...

      Como é óbvio ninguém tem caminhos para propor, ou estratégias, ou ideias... caso as houvesse já se tinha dado inicio a algo que destronasse este regime de democracia degenerativa.
      E repare-se que não se trata de derrubar governos, como mts confundem, para mim tanto me faz o Seguro como o coelho, são ambos fantoches sem força.
      O que tem que ser derrubado é todo o regime, a constituição tem que ser redesenhada, as eleições e os votos, a redefinidos, a justiça limpa, e todos os que pertenceram ao regime e continuam a ser parasitas dele, afastados definitivamente de todos os cargos públicos e muitos julgados...
      Saber o que queremos para o futuro de Portugal, não resolve este primeiro problema, sem antes se fazer isto, tudo o mais são utopias. Digo eu.
      Maiq até poderia ter razão que poderíamos começar a mudança sozinhos, cada um por si, mas como lidaria voce com a escravatura que lhe é imposta sem fuga possível, de ter que sustentar a corja de corruptos, com a carga fiscal das mais elevada da europa? Como lidará voce qd precisar enviar um filho para a escola e não possui transportes, dinheiro para livros, dinheiro para pagar a escola, que em breve, talvez assim o seja.
      Como lidará voce qd precisar de uma ressonância magnética, uma cirurgia e lhe pedirem milhares de euros?
      Ou quando ficar velho doente e cansado e não conseguir garantir o seu sustento? É óbvio que seria mais fácil alienarmos-nos do sistema do que mudar o sistema. Criar um sistema paralelo em vez de mudar este.

      Mas não podemos esquecer que os escravos desertores, sofrem penalizações graves. E isso desincentiva qualquer um. Talvez se a existisse a liberdade de se optar. Mas o sistema não deixa, optar.

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    3. Apoiadissimo Zita!

      E todos esperamos que continue o excelente trabalho que tem feito!

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    4. Como se iria processar essa mudança individual? Como preve que seja possível viver alienado do estado social, se não há alternativa? Explique-me melhor essa estratégia.

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  11. Caga no 25 de abril pá.
    Gajos comu tu topam-se ao longe - Verdes por fora vermelhos por dentro. Trotskista da treta.
    Vai fazer pornokultura para albania.
    Viva a democracia. Viva o 25 de Novembro

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