17 janeiro, 2012

O regabofe na Madeira sai caro. Desculpas de mau pagador.

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Gerida em forma de regabofe a Madeira, tal como o resto do país, chega ao cumulo de perder o controle, deixando os cidadãos sem acesso a um direito básico, por falta de pagamento ás farmácias.
Apesar de os governos receberem as verbas orçamentadas para pagar cada um dos sectores que servem o estado, eles conseguem desviar as verbas para pagarem a quem eles bem entendem e com a prioridade que entendem.
Para o governo Madeirense, a pasta Social nunca foi uma prioridade, numa ilha onde todos se queixam de pobreza e onde o papel do apoio social deveria ser protagonista e prioritário, não o tem sido como podemos ver neste artigo, as prioridades da Madeira visam luxos e megalomanias dos ricos, não as necessidades dos pobres e desfavorecidos. 
Para complementar os gastos acima veja nestas imagens onde o dinheiro é investido ou esbanjado, já que grande parte das obras está ao abandono. Pois o excessivo luxo não se enquadrou no contexto de pobreza onde está inserido.
Numa ilha pobre, seria de esperar inaugurações e projectos de hospitais, creches, escolas, centros de saúde... No entanto, nas 4.500 OBRAS INAUGURADAS POR JOÃO JARDIM, EM 33 ANOS, não se vislumbram hospitais, nem escolas, nem infraestruturas de apoios sociais.
O esbanjamento prosseguirá, pois ninguém será ou foi penalizado, para além da vitima do costume - o contribuinte.

No entanto, o executivo madeirense, tem o desplante de justificar a falta de pagamento ás farmácias, com desculpas mansas, afirmando que teve que se dar prioridade a projectos comunitários, mas como já se viu em cima as suas prioridades nada têm de comunitário, mas sim elitista...
Justificação dos responsáveis... 
"Executivo de Alberto João Jardim vai pagar amanhã (16/01/12) a dívida de quatro milhões de euros às farmácias, disse fonte do governo regional.
O executivo madeirense justificou a falta de pagamento com a necessidade de dar prioridade a projectos comunitários.
"Num quadro em que sempre vivemos com dificuldades financeiras, foi entendido pelo Governo Regional dar prioridade a financiar projectos comunitários, sem os quais a região não podia beneficiar dos fundos comunitários", declarou o secretário regional do Plano e Finanças, Ventura Garcês."
 fonte 

Ficarão ainda em divida muitos milhões que têm sido desviados ao logo do tempo para outras áreas, e não para as que estavam destinados no orçamento. 
A divida total é de 77 milhões. E, não sei porquê, tudo indica que o seu pagamento, vai sair mais uma vez do sacrifício silencioso dos continentais.

Claro... 
"Tribunal de Contas detectou 3,85 mil milhões de ilegalidades nas contas da Madeira" 13 Junho 2013, por Lusa

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