15 novembro, 2012

Crato paga 61 mil euros por parecer jurídico, mas não se lembra!

parque escolar esbanja
  RIDÍCULO EM TEMPO DE CRISE  

"A Fenprof (Federação Nacional de Professores) lançou a denúncia: o Ministério da Educação e Ciência (MEC) pagou mais de 61 mil euros ao escritório do advogado Sérvulo Correia por um parecer no caso do não pagamento de compensações por caducidade do contrato dos professores.
Os sindicalistas confrontaram Nuno Crato com este gasto, que afirmou desconhecer a situação, numa reunião na passada sexta-feira. Mas a prova está num ofício de Abril, assinado por Crato, que a Fenprof divulgou hoje à comunicação social.
«Relativamente ao desconhecimento do parecer pelo ministro, é, no mínimo estranho, pois em ofício por si assinado e enviado ao Senhor Provedor de Justiça, em 27 de abril de 2012 (Referência 01010), refere que “foi solicitado pelo Ministério um parecer jurídico a uma conceituada sociedade de advogados.
«Seria bom que estivéssemos, apenas, perante um preocupante e grave lapso de memória, pois, na opinião da FENPROF, em política não vale tudo e a verdade é fundamental na relação com as instituições e a sociedade», lê-se numa nota do sindicato."
 SOL

São estes conceituados escritórios de advogados, os favoritos dos governos, que recebem milhões para fazer as leis e pareceres sobre elas, que acabam por provocar despesas acrescidas ao estado, com a sua incompetência  As leis pelos vistos estão cheias de lacunas que depois dão origem a situações em que o estado tem que pagar milhares em indemnizações. Mas como não sai dos bolsos deles... é para continuar.

"A Fenprof assegura ainda que vai continuar a lutar nos tribunais para que o MEC seja obrigado a pagar as indemnizações aos professores.
E recorda que há já «48 acórdãos que condenam o MEC a pagar», anunciando que vai pedir uma audiência ao Presidente da República para falar sobre a situação que afecta milhares de professores e deu origem a «algumas centenas de acções» nos tribunais."
 SOL

3 comentários :

  1. Esse sistema tal como sair dos negócios e ir para o governo ou por homens a saldos em pontos estratégicos, já é uma escola praticada há muito tempo nos EU, ou usar advogados por isto ou aquilo.

    Então nessa técnica não há improvisação de tipo corrupção a portuguesa, a não ser o descaramento caricatural e a arrogância bem portuguesa.

    Isso até tem un nome :

    "As portas giratórias"

    Técnica que envolve largos domínios.

    Ver a reportagem "O Mundo Segundo a Monsanto" a partir do minuto 43,20 onde se explica tudo o processo.

    http://www.youtube.com/watch?v=gkQN5gopWSU

    Alias essa reportagem concentrada no Monsanto em termos de moralidade e de pouca vergonha, pode ser estendida aos mais vários domínios, só para ver o verdadeiro rosto das razões sociais que prevalecem nesse mundo dos negócios. Não aprendemos nada de novo, mas é preciso ter em conta que hoje não exceção, mas é regra na nova organização económica que está a ser imposta por todo o lado.

    Arrepiante !

    Digo isto mas não tenho nenhuma ideologia anti capitalista ou comunista, mas somente ver a fantástica regressão mundial de tipo feudal, usando das mesmas técnicas e moralidade que se pode ver na Itália com a Camora ou a Cosa Nostra, onde se faz a gestão de países e dos povos tal como a tratamento do lixo em Nápoles.

    ResponderEliminar
  2. O Ministério da Educação dispõe de juristas.

    É a "conversa" do "menos Estado" neoliberal...
    Para depois recorrerem ao "outsourcing" privado que geralmente é a empresa de consultadoria/prestação de serviços/escritório de advogados dos "amigos", geralmente por ajuste directo e a custo substancialmente mais elevado.

    Lembram-se das recomendações do Tribunal de Contas?
    Este esquema altamente danoso para o erário público tem sido uma prática usual nos governos de Sócrates de Coelho. Também se encontra disseminado pelo poder autárquico.

    A pseudo-obsessão do ministro Crato pelo rigor, pelo vistos, não se aplica na gestão dos dinheiros públicos. Para além deste exemplo, manteve a ParqueEscolar essa pérola de esbanjamento da administração pública.

    Como disse a anterior titular da pasta na AR(Maria de Lurdes Rodrigues): "Foi uma festa".

    Cumps.,
    Falso vate

    ResponderEliminar
  3. Para um ministro titular da Educação impor mobilidade interna a professores com 30 ou mais anos de docência, com idades acima dos 62 e do quadro permanente das mesmas escolas, deverá ter esquecido totalmente todos os valores de uma educação que deveria estar presente nas relações humanas e sociais. Sim porque pessoas, e quando professores em particular, merecem mais respeito no tratamento institucional
    do que apenas uma mera habilidade de números. Não espanta que recorra a pareceres jurídicos de ocasião e nem se lembre.
    Para quem me lê, reafirmo, isto nunca foi não é normal nem aceitável para quem serviu e serve o estado há mais de 30 anos, sendo que o futuro da formação dos novos cidadãos depende do que é hoje o corpo docente que são os professores.

    ResponderEliminar