27 novembro, 2012

Juras e Juros, agiotas ajudam a afundar Portugal.

impostos crise SNS desmantelado

Paulo Morais, neste artigo, chama a atenção para mais uma das causas do caos financeiro, económico e social, que flagela Portugal. 
"Os aumentos de impostos que nos martirizam e destroem a economia têm como maiores beneficiários os agiotas que contrataram empréstimos com o estado português. 
Todos os anos, quase 10% do orçamento, mais de sete mil milhões de euros, destina-se a pagar juros de dívida pública. Ainda no tempo de Sócrates, e para alimentar as suas megalomanias, o estado financiava-se a taxas usurárias de seis e sete por cento. A banca nacional e internacional beneficiava desse mecanismo perverso que consistia em os bancos se financiarem junto do Banco Central Europeu (BCE) a um ou dois por cento para depois emprestarem ao estado português a seis.
Foi este sistema que levou as finanças à bancarrota e obrigou à intervenção externa, com assinatura do acordo com a troika, composta pelo BCE, FMI e União Europeia. Mas este pacto foi, ele também, desastroso. Esperava-se um verdadeiro resgate que transformasse os múltiplos contratos de dívida num único, com juros favoráveis e prazos de pagamento dilatados. Assim, isolar-se-ia o problema da dívida e permitir-se-ia o normal funcionamento da economia. Mas o que o estado então assinou foi um verdadeiro contrato de vassalagem que apenas garantia austeridade. Assim, assegurou-se a continuidade dos negócios agiotas com a dívida, à custa de cortes na saúde, na educação e nos apoios sociais.
Para cúmulo, o empréstimo da troika foi celebrado com juros elevados e condições inaceitáveis. Na componente do empréstimo contratada com o FMI, este impôs até que o mesmo fosse indexado às cotações do euro, mas também do dólar, iene e libra, cuja valorização face ao euro era previsível. Como consequência, por via da flutuação cambial, Portugal terá de pagar mais dois mil milhões de euros de capital.
A chegada de Passos Coelho ao poder não rompeu com esse paradigma. Nem por sombras. O governo optou por nem sequer renegociar os empréstimos agiotas anteriormente contratados; e continua a negociar nova dívida a juros incomportáveis.
Os políticos fizeram juras de amor aos bancos, mas os juros pagámo-los nós bem caro, pela via dum orçamento de estado que está, primordialmente, ao serviço dos verdadeiros senhores feudais da actualidade, os banqueiros." Paulo Morais

5 comentários :

  1. Dou comigo a pensar se PPCoelho tem alguma autoridade ou se são os outros Agiotas que mandam e impõem regras e que eles apenas são marionetas.

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    1. Luis Rodrigues,

      Você ainda tem dúvidas? Acha que o PPC manda em alguma coisa?
      Quem manda em Portugal é uma parceria de agiotas da banca Nacional com a banca Internacional. São esses que mandam em Portugal seja o governos PSD ou PS.
      Os primeiros ministros e presidentes são apenas figuras de decoração. Servem para as pessoas direccionarem o ódio para um alvo falso, ficando o polvo da finança na sombra a praticar o terrorismo económico e lambusearem-se do saque aos cidadãos normais.

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    2. Medina Carreira neste video critica a falta de força politica deste governo " Ou governa ou deixa de governar"
      " Estamos tão destruídos como se estivéssemos a sair de uma guerra" É urgente alguém que tome medidas drásticas, mas justas e eficazes. Passos Coelho tem o poder e o dever de o fazer, mas faltam-lhe os "tomates".

      Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/10/vivemos-numa-ditadura-selectiva.html#ixzz2DQL1nJ1Q

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  2. QUEM TEM DINHEIRO, MANDA.

    QUEM NÃO TEM DINHEIRO E PRECISA QUE LHE EMPRESTEM, SÓ TEM DE PAGAR POR ISSO.

    AZAAAAAAAAAAAR!!!

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