19 abril, 2012

800 mil roubados e tribunal exige 40 mil euros de multa? Crime compensa.

Portugal sem justiça
RENDE 

O crime em Portugal é um sector rentável e em franca expansão... recomenda-se? 

Dedica-te a roubar, e se ganhas apenas 9 mil euros, podes ficar com 760 mil euros, roubados aos clientes. Agora que todos sabem como funciona, é começar a roubar os clientes e amigos...
Uma vergonha a justiça portuguesa.

Ao que parece um técnico oficial de contas e sócio-gerente da Contibatalha, Rui Trovão usou 800 mil euros de clientes, para pagar as suas próprias dividas.
Foi a tribunal "acusado de crimes de abuso de confiança e de peculato na forma continuada" pelo tribunal de Porto de Mós. 
Alegou em sua defesa "sincero arrependimento numa postura colaborante", estas atenuantes julgadas pela juíza Joana Morgado, surtiram um efeito muito positivo na sua sentença. Um VERDADEIRO criminoso, pelos prejuízos causados - pelo roubo do alheio, pelo abuso da boa fé dos clientes, e pelo prejuízo não só dos clientes mas também da classe que representa (oficial de contas). 
Mas a sentença foi suave, acabando apenas por "convidar" de forma "colaborante" o Sr réu a pagar 40 mil euros dos 800 mil que desviou. Se o fizer, ficará livre de 4 anos de prisão. 
Ou seja, em boa verdade roubou 800 mil e ficou condenado a pagar 40 mil... a margem de lucro foi bem positiva para o criminoso, ganhou 760 mil euros... e muito negativa para as vitimas.

Burlão livra-se da cadeia, Rui Trovão, 47 anos, fica livre da cadeia desde que devolva aos clientes 5% do dinheiro de que se apropriou, que ultrapassa os 800 mil euros, no prazo máximo de quatro anos e oito meses, decidiu ontem o Tribunal de Porto de Mós.
O colectivo de juízes, presidido por Joana Morgado, deu como provados um crime de abuso de confiança e outro de peculato, ambos na forma agravada e continuada, condenando o arguido à pena única de quatro anos e oito meses, suspensa por igual período se pagar aos lesados 40 mil euros, que desviou entre 2005 e Abril de 2009.
TADINHO E A DIGNIDADE DELE NÃO FOI JÁ POSTA EM CAUSA, QUANDO ROUBOU OS SEUS PATRÕES?
... A juíza defendeu que "não é exequível o pagamento do total dos valores em dívida", por "colocar em causa a dignidade e o sustento do arguido", que no ano passado obteve 9900 euros de rendimento, como consultor e assessor de uma empresa. A defesa do arguido, a cargo de Francisco Luís, não deverá recorrer da decisão, que considera "equilibrada", na parte criminal. Na leitura do acórdão, a juíza que presidiu ao colectivo disse que o "grosso da acusação foi provado", adiantando que Rui Trovão usou o dinheiro dos clientes para "pagar dívidas vencidas" à Segurança Social e às Finanças, chegando a falsificar cheques, que depois depositava nas contas da Contibatalha. "Haverá outras circunstâncias que não foi possível apurar", frisou Joana Morgado, defendendo que "o arguido não disse toda a verdade". Apesar disso, destacou a sua "postura colaborante" e o "arrependimento sincero" demonstrados em julgamento. Em tribunal, não ficou provado que Rui Trovão obteve "benefícios pessoais" ou que agiu em "proveito próprio", disse a juíza. Mas não há dúvidas de que "dispunha do dinheiro" de clientes destinado a pagar contribuições e utilizava-o para "outros fins". 

Outros exemplos de impunidade... 


2 comentários :

  1. Enquanto os PORTUGUESES não se unirem e aceitarem ter um verdadeiro LÍDER (ver definição) para todos em conjunto mudarmos PORTUGAL, tudo o que se diz não passa de um blá-blá que se calhar até acaba por favorecer a canalhada, que além de nos explorar os bolsos nos vai sabendo explorar os sentimentos. Uma cambada de xicos espertos que ainda se riem, também, à nossa custa.

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  2. O mais provável é a Sra. Juíza Ana Morgado ter recebido do Sr. Rui Trovão uma boa fatia do dinheiro roubado.
    Conhecendo-se a "justiça" portuguesa, foi com 99,9(9)% de certeza o que aconteceu.

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