31 janeiro, 2013

Brisa pagou meio milhão a amigo de assessor de Sócrates.


Para realizar negócios com lucro garantido, basta negociar com amigos do estado. Mas infelizmente, este é um nicho de mercado reservado só para alguns... Amor com amor se paga. 

"Domingos Barros, mandatário de Artur Penedos, antigo assessor de José Sócrates, à Câmara de Paredes, recebeu em 2009 da concessionária do Estado, Auto-estradas Douro Litoral (AEDL) representada pela Brisa, mais de 5000% do valor inicialmente acordado pela expropriação de um terreno.
O dono da Fibromade, empresa de madeiras do concelho de Paredes, Domingos Barros, viu em 2009 a concessionária AEDL expropriar-lhe 953 metros quadrados de um terreno da sua fábrica para alargar o nó da A1 com a A4 (auto-estrada de Trás-os-Montes e Alto Douro).
Em Fevereiro de 2009, todos os proprietários foram notificados da expropriação “urgente”. A proposta amigável apresentada a Domingos Barros foi de 9.600 euros, que incluía “a valorização de todas as benfeitorias e árvores existentes na parcela”, segundo uma carta da Brisa, acrescenta o JN.
Os valores propostos aos restantes proprietários de terrenos foram aproximados, sendo que alguns recusaram, mostrando-se indignados com a oferta de dois euros por metro quadrado e avançaram com processos judiciais, conseguindo assim um valor máximo de 60 euros, revelam vários proprietários ao JN.
Mas, os advogados de Domingos Barros firmaram um acordo com a AEDL no valor de 500 mil euros, ou seja, 5108% do valor da proposta inicial (9.600 euros). Acrescenta o jornal que, o pagamento coincidiu com as eleições em que o dono da Fibromade foi mandatário de Artur Penedos (antigo assessor de José Sócrates) pelo PS, e cujas despesas de campanha Domingos Barros admite ter financiado.
Ao JN, o dono da Fibromade recusa ter pedido ajuda a Artur Penedos e ter sido favorecido no negócio com a Brisa, salientando os prejuízos avultados que a destruição da estrutura da sua empresa iria implicar. Também contactado pelo jornal, Artur Penedos negou qualquer interferência". fonte

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São estes os salários dos muito bem pagos gestores da Brisa .
Vasco de Mello, presidente da Brisa, recebeu em 2011 uma remuneração total de 632 mil euros. Os seis membros da administração receberam quase 3,1 milhões. fonte
Negócios milionários, onde o estado, o otário, gerido por super gestores (no salário) sai sempre a perder!

30 janeiro, 2013

Os Escritórios dos advogados do diabo - poder politico/económico.



Os advogados do diabo
Em Portugal, os escritórios de advogados são activos propulsores da corrupção. 
- Nas maiores sociedades de advogados, cada advogado ganha cerca de 115 mil euros/ano. 
- Encontramos, entre estes advogados, figuras de topo dos partidos políticos integrantes da «troika vende-Pátria» 
 - Possuem ligação, presente ou passada, à Assembleia da República, ao Governo, a assembleias e executivos municipais.
- Os advogados com nomes sonantes têm sido nomeados para o Sector Público Administrativo e para o Sector Empresarial do Estado.
- São ainda eles que recebem por encomenda governamental, a elaboração de legislação e a preparação de concursos públicos (grandes negócios e grandes despesas onde o estado sai quase sempre lesado).
- Enquanto docentes universitários, conferencistas e comentadores tem poder sobre a opinião pública. 
- Possuem ainda ligações aos grandes grupos económicos capitalistas.
- Funcionam como elos de ligação e instrumentos de expansão dos grupos económicos capitalistas, sejam eles internos ou externos ao País.
- Conclui-se que têm contribuído para a subordinação do poder político ao poder económico. 
Segundo Paulo Morais, neste video, a forma como legislam, só é possível em Portugal e África. Os advogados fabricam leis com buracos e erros e passam a vida a dar pareceres sobre as leis que eles fizeram mal.  Por exemplo, um escândalo... o código da contratação pública foi feito pelo escritório do Dr Servulo Correia, e só em pareceres para explicar o código que eles próprio fizeram, já facturou 7 milhões e meio de euros. Mas mais corrupto ainda é que estes escritórios intervém de forma inconstitucional no processo legislativo, executivo e judicial o que viola a lei da separação dos poderes, o que requer intervenção do presidente da república.

29 janeiro, 2013

O grande negócio dos advogados em Portugal. Fazem a lei e enriquecem com ela?



A promiscuidade entre politica e direito, é tão óbvia que ofende.
As leis servem para facilitar o saque dos nossos impostos? 
A falta de vergonha salta à vista, os desfalques que lesam o estado, já não dão para disfarçar.
Os advogados ganham milhões pelas leis que fazem e através das leis que fazem. 

Advogados que intercalam  a sua actividade  entre a politica, a advocacia e a economia.
Representando bancos e, ao mesmo tempo, sindicatos bancários... enfim basta ler o que se segue, para perceber onde vivemos e entregues a quem. 

"Nos primeiros cinco meses de 2011, os contratos por ajuste directo renderam às sociedades de advogados cerca de 3,7 milhões de euros. E ainda a procissão vai no adro...
(...)É claro que, como em todas as actividades profissionais altamente competitivas, a dimensão é um posto, não só porque é geradora de redes mais oleadas de influência, mas porque os maiores escritórios têm condições para recrutar os melhores parceiros.
O Banco de Portugal (BdP) pagou, em dois anos, 1,2 milhões de euros a duas das principais firmas de advogados do país, a Vieira de Almeida e a Sérvulo Correia.
O escritório de Vasco Vieira de Almeida – o próprio já foi ministro e presidente de um banco – assinou em 2011 um contrato de 650 mil euros com o banco central para prestar assessoria jurídica e representação forense por três anos. Em 2009, a 'cereja' coubera à Sérvulo, para prestar o mesmo serviço.
Entre 2009 e Maio último, a Vieira de Almeida, onde trabalham mais de 150 advogados, facturou por ajuste directo mais de 2,4 milhões de euros. A parcela de 2011 ultrapassa os 795 mil.
A lista de clientes do sector público inclui, além do BdP, a Estradas de Portugal, a RTP, institutos financeiros e câmaras municipais. Um contrato com a empresa de gestão rodoviária rendeu, o ano passado, mais de 320 mil euros à sociedade do antigo ministro que a par do recheado portefólio estatal tem uma concorrida carteira de clientes do sector privado, representando bancos e, ao mesmo tempo, sindicatos bancários, sociedades financeiras e grandes empresas.

A Sérvulo e Associados, que curiosamente teve participação activa na equipa que elaborou o código dos contratos públicos em vigor, é outro porta-aviões da advocacia em Portugal e, por essa via, campeã dos ajustes directos.
Em 2010 e 2011 recebeu cerca de 4 milhões de euros. No ano anterior foram 3,9 milhões. Entre Janeiro e Maio, só conseguiu 6 contratos que somam 352 mil euros. Só com a EP Estradas de Portugal, foi 190 mil euros, para prestação de assessoria geral, um recurso que a empresa pública que gere o parque rodoviário, diz não possuir.
Em 2011, o contrato com a mesma entidade rendera 320 mil euros.
Melhor foram os quatro contratos em 2009, com a Administração da Região Hidrográfica do Norte, que representaram um encaixe superior a 1,3 milhões de euros. Este instituto público (...) foi entretanto extinto.
A Sérvulo e Associados reflecte o Espírito empreendedor e influente de José Manuel Sérvulo Correia, 75 anos, que ainda hoje é sócio principal. Especialista em direito administrativo, advogado desde 62 e professor universitário jubilado, foi secretário de Estado da Emigração no governo provisório de Pinheiro de Azevedo e deputado. No final da década de 70 pertencia à equipa jurídica do Banco de Portugal. Ironia do destino, em 2009 seria a sua firma a tratar da assessoria jurídica ao banco.
José Manuel Júdice, ex-bastonário dos advogados, Nuno Morais Sarmento, ex-ministro de Estado no governo de Santana Lopes, Pais Antunes, ex-secretário de Estado do Trabalho, João Medeiros, o advogado do Jorge Silva Carvalho, o espião caído em desgraça. São quatro dos mais conhecidos rostos da PLMJ, a sociedade de advogados que este ano já conseguiu três contratos por ajuste directo no valor de 36 mil euros. Em 2009 facturou 610 mil, no ano seguinte 524 e em 2011, 418 mil euros. Um dos contratos mais elevados foi celebrado em 2010 (ainda está em vigor) com o Município de Silves, que pagou 200 mil euros à PLMJ por 3 anos de apoio jurídico. Já este ano, a firma foi contratada em três ocasiões para representar o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa em outros tantos processos judiciais. O ajuste directo ascende a 36 mil euros.
Nadar com 'tubarões'
A Paz Ferreira, liderada pelo advogado açoriano Eduardo Paz Ferreira, (...)revela razoável performance no que diz respeito à conquista de ajustes directos. Em 2011 foram 376 mil euros, ainda assim cerca de metade do que conseguira no ano anterior. Este ano, o ritmo continuou a abrandar, mas a sociedade conseguiu um contrato de 35 mil euros com a Câmara Municipal de Oeiras para uma tarefa que durou 15 dias.
Este ajuste é dos poucos que no portal Base dos contratos públicos tem preenchido o campo da "fundamentação da necessidade de recurso ao ajuste directo". Alega a autarquia num extenso articulado que a contratação de uma firma externa de advocacia se justificou dada a urgência de registar declarações de mais de 50 pessoas (presidente da Assembleia Municipal, vereadores e deputados municipais que votaram favoravelmente as deliberações relativas às PPP) em resposta ao resultado de uma auditoria do Tribunal de Contas a três parcerias público privadas (PPP) em que foram investidos 81 milhões de euros.
Fonte: O Crime | 07-06-2012
Paulo Morais, neste video, convida os corruptos a terem um pouco mais de vergonha... 

Ajuste directo. Autor da lei, Sérvulo Correia, já recebeu 7,5 milhões de euros por 157 contratos por ajuste directo. Ou seja fez a lei que o fez ficar rico?? E continua a ganhar dinheiro fornecendo pareceres sobre a lei que fez? E continua a ganhar dinheiro a defender em tribunal empresas que abusaram dos ajustes directos?
"A mentora do Código dos Contratos Públicos, aprovado em 2008 e que regula os ajustes directos feitos pelo Estado, é também uma das principais beneficiadas: a sociedade de advogados Sérvulo & Associados já recebeu 7,5 milhões de euros, por 157 contratos de ajustes directos. (...)
Mas 2009 foi um ano “gordo” para os cofres da sociedade liderada por Sérvulo Correia, tendo auferido 3,277 milhões de euros. Os valores baixaram nos anos seguintes, mas ainda assim 2010 permitiu encaixar 1,9 milhões de euros e 2011 outros 2 milhões de euros. Em 2012, segundo o portal Base, onde são publicados todos os contratos públicos por ajuste directo, a Sérvulo & Associados já conseguiu 80 mil euros em duas adjudicações.
As áreas da educação, águas, obras públicas e comunicação social são as que mais contratam a sociedade de advogados. Parque Escolar (quatro contratos), RTP (sete contratos), Estradas de Portugal (cinco contratos), Instituto dos Registos e do Notariado (sete contratos) e Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (oito contratos) são os principais clientes.

O contrato mais elevado já obtido por aquele escritório (que não é o único a usufruir dos ajustes directos) foi com o Banco de Portugal (BdP), que pagou 650 mil euros em Fevereiro de 2011 por assessoria jurídica. O fim específico daquela assessoria não é descrito em detalhe, mas o “Diário de Notícias” revelou, em Dezembro, que o serviço se destinava a apoiar o BdP nos processos de contra-ordenação contra a anterior administração do Millennium BCP.
O banco central português é, aliás, um frequente utilizador dos ajustes directos para assessoria jurídica, pois no mesmo ano também contratou a sociedade de advogados do antigo ministro Vasco Vieira de Almeida, pagando-lhe outros 650 mil euros. Ao todo, desde 2009, o Banco de Portugal já gastou dois milhões de euros em serviços jurídicos.
PARQUE ESCOLAR
Um dos mais recentes ajustes directos de que Sérvulo Correia é adjudicatário é deste mês e o adjudicante é a Parque Escolar, no valor de 20 mil euros. A sociedade foi contratada para defender a empresa num caso de ajuste directo chumbado pelo Tribunal de Contras (TC). Em causa está o contrato de obras na Escola Secundária Passos Manuel, em Lisboa, executado pela Mota-Engil. O TC chumbou aquele contrato, no valor de 1,1 milhões de euros, considerando-o “nulo”. Entre várias ilegalidades apontadas está o facto de o ajuste directo ter sido feito já depois da obra estar concluída e também por o contrato não ter sido sujeito à fiscalização prévia do TC. fonte

Milhares de milhões dos nossos impostos oferecidos a quem eles querem e não a quem merece ou é mais competitivo. Violando a lei e a livre concorrência e o direito de sobrevivência de outras empresas.
"95% de Ajustes Directos nos Contratos Celebrados Pelo Estado
A maioria dos contratos realizados pelo Estado em 2011, para obras e fornecimento de bens e serviços, não foi sujeita a concurso público. 
No total, foram realizados 53 928 contratos, 50 941 dos quais por ajuste directo, envolvendo fornecimentos no valor de 1,7 mil milhões de euros, de acordo com os dados do Portal da Contratação Pública. 
As estatísticas públicas revelam que, de todos os contratos assinados pelo Estado em 2011, no valor de 2,7 mil milhões de euros, apenas 2918 que correspondem a uma despesa de 952,5 milhões de euros foram realizados após concurso público, o que contraria as sucessivas recomendações do Tribunal de Contas.(...)
O ajuste directo continua, assim, a ser a modalidade mais usada na contratação pública, apesar das recomendações do Tribunal de Contas, presidido pelo conselheiro Guilherme d'Oliveira Martins, para que seja usada a figura do concurso público ou, pelo menos, o diálogo concorrencial nas aquisições do Estado. Os dados foram revelados no Portal da Contratação Pública: www.base.gov.pt."
Correio da Manhã | 27-12-2011

Paulo Morais denuncia a vergonha
"Poder & Associados
As grandes sociedades de advogados adquiriram uma dimensão e um poder tal que se transformaram em autênticos ministérios-sombra.
É dos seus escritórios que saem os políticos mais influentes e é no seu seio que se produz a legislação mais importante e de maior relevância económica.
Estas sociedades têm estado sobre-representadas em todos os governos e parlamentos.
São seus símbolos o ex-ministro barrosista Nuno Morais Sarmento, do PSD, sócio do mega escritório de José Miguel Júdice, ou a centrista e actual super-ministra Assunção Cristas, da sociedade Morais Leitão e Galvão Teles.
Aos quais se poderiam juntar ministros de governos socialistas como Vera Jardim ou Rui Pena.
Alguns adversários políticos aparentes são até sócios do mesmo escritório. Quando António Vitorino do PS e Paulo Rangel do PSD se confrontam num debate, fazem-no talvez depois de se terem reunido a tratar de negócios no escritório a que ambos pertencem.
Algumas destas poderosas firmas de advogados têm a incumbência de produzir a mais importante legislação nacional. São contratadas pelos diversos governos a troco de honorários milionários. Produzem diplomas que por norma padecem de três defeitos.
São imensas as regras, para que ninguém as perceba, são muitas as excepções para beneficiar amigos; e, finalmente, a legislação confere um ilimitado poder discricionário a quem a aplica, o que constitui fonte de toda a corrupção.

Como as leis são imperceptíveis, as sociedades de jurisconsultos que as produzem obtêm aqui também um filão interminável de rendimento.
Emitem pareceres para as mais diversas entidades a explicar os erros que eles próprios introduziram nas leis. E voltam a ganhar milhões. E, finalmente, conhecedoras de todo o processo, ainda podem ir aos grupos privados mais poderosos vender os métodos de ultrapassar a Lei, através dos alçapões que elas próprias introduziram na legislação.
As maiores sociedades de advogados do país, verdadeiras irmandades, constituem hoje o símbolo maior da mega central de negócios em que se transformou a política nacional."

Tribunal de Contas e IGF investigam ajustes directos
O número de ajustes directos suspeitos de não cumprirem as regras de contratação pública foi reduzido para 50 contratos que estão ainda a ser objecto de averiguação por parte do Tribunal de Contas e da Inspecção-Geral de Finanças.
Este número resulta de uma lista inicial de 750 ajustes directos que foram sinalizados pelo INCI (Instituto da Construção e do Imobiliário) porque o valor comunicado ao portal base ultrapassava o limite previsto na lei para este procedimento, explicou ao i o presidente do regulador, Fernando Silva. A lista foi enviada ao Tribunal de Contas e à Inspecção-Geral de Finanças (IGF), que chegaram à conclusão que a grande maioria dos cerca de 750 contratos de ajuste directo assinalados entre Agosto de 2012 e Agosto de 2013, no montante de 70 milhões de euros, cumpre a lei. Falta apurar 50 casos, "o que, tendo em conta o universo de cerca de 100 mil contratos de ajuste directo comunicados ao base por ano, é materialmente pouco relevante", sublinha o presidente do INCI.
Entre as situações detectadas estão registos materialmente irrelevantes, por exemplo contratos de 75 mil euros, que ultrapassam o limite legal de 74 999, ou resultantes de notórios erros de registo. De acordo com Fernando Silva, não houve correcção dos dados comunicados pelas entidades adjudicantes. A troika exigiu na última avaliação um maior controlo e monitorização da contratação pública, tendo alertado para a existência de 250 contratos que poderiam não respeitar a lei e que, segundo dados de Janeiro, estavam a ser investigados.

Ajustes directos, o poço sem fundo, de promiscuidade que esgota os  nossos impostos.

28 janeiro, 2013

Passos Coelho em vias de efectivar o seu golpe de estado.

"Todos os meses os números negros adensam-se. 
De mês para mês batem-se recordes que não gostaríamos de ver batidos. 
Todos os meses se vê que as previsões dos coveiros deste país, a começar pelo Gaspar, não passam de pantominices.
A taxa de desemprego que o EUROSTAT estima para o passado mês de Outubro atinge uns inacreditáveis 16,3%, novo máximo histórico. Possivelmente até ao final do ano estes números irão agravar-se. E com o que nos espera para 2013, caso o OE entre em vigor, que valores iremos atingir?
Depois há que não esquecer os inactivos disponíveis e os subempregados, o que atira a taxa de desocupação para valores na ordem dos 23%.
E há que não esquecer igualmente que só uma pequena parte destes nossos concidadãos recebe apoios sociais, domínio onde Coelho e sus muchachos ainda querem cortar mais. Dada a insensibilidade social desta gente, esta enorme tragédia social irá agravar-se certamente.
O golpe de estado de Passos Coelho
O governo de Passos Coelho prepara-se para aproveitar o pretexto dos 4 mil milhões que os medíocres da troika agiota lhe pedem, para, em lugar de cortar nas gorduras do estado como prometera com perfídia, cortar nos próprios fundamentos do que ainda resta do estado social e, ao mesmo tempo, pôr em causa questões do próprio regime político e do contrato social, muito para além das competências que lhe foram atribuídas.
Sempre teve esse plano e a "ajuda externa" dá-lhe os pretextos necessários. 
Aproveita igualmente a total impotência dos seus aliados do CDS, a impotência, hipocrisia, medo (e, quem sabe, as histórias mal contadas) do paralisado Cavaco (que só com os seus ventríloquos oficiais não vai lá), para ir minando os fundamentos da democracia na qual assentava o Estado Social e vice-versa, dada a sua interligação.
Faz tudo isto com a conivência dos organismos da Europa, já ridícula nas suas hesitações exasperantes, do FMI, grande e histórico destruidor de economias no mundo há várias décadas, em favor de entidades financeiras, ainda com a ajuda dos conhecidos agentes locais do Goldman Sachs, obscuro banco implicado na crise e destruidor do antigo capitalismo, já moribundo, a favor do novo capitalismo financeiro predador que domina o mundo.
Enquanto isso Relvas e outros aguardam o momento de consumar as privatizações de empresas do estado para os empresários amigos, dando seguimento à transferência brutal de dinheiro dos pobres - que não poupa com total despudor - e da classe média, para os já muito-ricos e os seus interesses financeiros sem fim e imparáveis.
Passos Coelho e os seus vários aliados estão a levar a cabo um verdadeiro golpe de estado, talvez legal do ponto de vista formal mas sem dúvida ilegítimo, através da tomada do poder executivo no interior do próprio estado e do seu prolongamento para objectivos mais vastos e sinistros. Aquilo que foi anunciado como "refundação do memorando", no seu peculiar uso da língua portuguesa, torna-se agora mais claro. É o golpe de estado que não parece um golpe de estado.
Não vejo de que forma o irão - ou o iremos - impedir de o levar a cabo. Lamento isso profundamente."
António Pinho Vargas  

26 janeiro, 2013

Casado único titular, cansado de impostos e truques.

Casado, único titular...

    "Quer dizer então que os Excelentíssimos pretendem diluir metade dos meus subsídios para eu não sentir com tanta violência o aumento dos impostos que se destinam, entre outras finalidades meritórias, a financiar
  • a Fundação Mário Soares, 
  • o INATEL e os pacholas que o Vítor Ramalho lá meteu, 
  • o Carnaval da Madeira, 
  • a árvore de Natal interactiva do Costa e do Leonel, 
  • a instalação do gajo dos dióspiros que bateu com a cabeça numa figueira em Guimarães, 
  • as senhas de presença do Jorge Sampaio, 
  • os custos de manutenção do Galambódromo de Beja, 
  • a sobreposição de cursos inúteis nas Universidades e Institutos Superiores públicos que infestam o país, 
  • os trezentos e não sei quantos municípios absolutamente necessários ao desenvolvimento harmonioso do território, 
  • os tachos dos boys no aparelho da Segurança Social, na Saúde e no IEFP que o Bilhim afirma que não existem, 
  • o AUDI A5 do Zorrinho, 
  • o BMW do Pedro Vespa Soares, 
  • os negócios do Duarte Lima pagos pelo Estado, 
  • o título honorífico de campeões do mundo das PPP financiadas pelo BES com o dinheiro que o Lula sacou do Brasil, 
  • a nacionalização do BPN e as férias do dias Loureiro em Cabo Verde, 
  • a tinta para o cabelo do Borges, 
  • os concertos do Carreira, do Abrunhosa e do Quim Barreiros no dia da elevação de Cabeço de Vide a parvónia, 
  • o relvado sintético do campo de jogos de Fronteira, 
  • os milhões dos pareceres que permitem ao Júdice andar a armar-se em parvo, 
  • a reforma da Esteves quando ainda tinha idade para concorrer a financiamentos como Jovem Agricultora, 
  • os F16 para uns tipos porreiros fazerem de conta que são o Tom Cruise e perderem um teco-teco que desapareceu misteriosamente algures sobre Vilar Formoso, 
  • a cidade das selecções, 
  • os jardins interiores e os mármores da Parque Escolar, 
  • o Magalhães sem teclas que o Toino vai vender na esquina da Rua do Loureiro, 
  • os 100 mil euros para o torneio de Golfe comemorativo do centenário da República, 
  • as caricaturas do António no Metro? 
Pois muito bem. Agradeço a preocupação e comunico que vou tomar medidas adicionais à prevista diluição. No início de Janeiro, segue carta para a minha entidade patronal informando que sou casado e único titular dos meus rendimentos. A Adélia dirá o mesmo à entidade patronal dela.
O efeito imeditato é a retenção na fonte baixar durante o ano de 2013. Depois, em 2014, acertaremos contas e o Estado receberá a totalidade do imposto devido pelo ano de 2013. Se cá estivermos. Mas, até lá, o dinheiro fica deste lado. E eles que vão diluir e reter prá casa do Carvalho mais velho. Sim, esse: o Manuel Carvalho que mora aqui na casa ao lado."
por Rui Rocha

25 janeiro, 2013

Aumentar 6 milhões a receita do estado, era possível?

Antes de ler o artigo... retenha-se a citação "Quando alguém aponta para a Lua, os idiotas olham para o dedo." 
Isto porque, muitos irão focar-se apenas em criticar a fonte das afirmações abaixo referidas, outros irão criticar as suas origens, as ligações do passado, os seus partidos, os seus interesses...etc etc, 
Eu peço, encarecidamente para olharem para a LUA... a verdade e apenas isso, e descobrirão que o importante é expor a verdade, venha ela da boca de quem vier... E o que se divulga aqui é verdade.
"O governo protege o capital e isso prejudica a economia e as finanças" seja o papa a dizê-lo, ou o Sócrates, ou a CGTP, não deixa de ser verdade... o que se pretende é divulgar a verdade e não criticar a CGTP, ou defende-la. 

"O secretário-geral da CGTP-IN reiterou que o Governo protege o capital e disse que «grande parte da despesa pública serve para pagar a agiotas e chantagistas, aos mercados e aos consórcios amigos».
Acusando o Governo de «perdão fiscal às grandes empresas», Arménio Carlos disse no discurso que encerrou a marcha de protesto, em frente à escadaria da Assembleia da República, que existe uma «despesa incomportável, parasitária e escandalosa».
«Exigimos que os impostos, pagos pelos trabalhadores e pensionistas, deixem de alimentar a alta finança e os grandes grupos económicos que promovem hoje o assalto e o saque do Estado».
Depois de apresentar soluções para a resolução dos problemas do país, o dirigente da CGTP-IN referiu que taxar o capital permitiria «aumentar em seis milhões de euros a receita do Estado».
«Fingem taxar o capital e até falam em equidade. Mas, quando se comparam as medidas anunciadas, enquanto o povo é chamado a pagar três milhões de euros, pela via do IRS, o capital é protegido», frisou, voltando a afirmar que é necessário «acabar com este Governo e esta política, antes que este Governo e esta política acabem com o país».
«Recuam na TSU, carregam no IRS, sempre em cima dos rendimentos de quem trabalha e produz riqueza» fonte

Património da maçonaria ultrapassa 30 milhões... Os maçons têm acesso ao dinheiro público?




Fundações e organismos do oculto secretos e onde proliferam nomes ligados a casos obscuros, casos pendentes na justiça ou que já prescreveram, poderão ser considerados de utilidade pública???
Em Portugal sim... Fundações da Maçonaria são de utilidade pública.
Portugal é o paraíso dos corruptos, com um povo obtuso, cego pela fraca literacia politica e desligado da politica, permite tudo isso, e muito mais. Um povo que se queixa da justiça, mas que é incapaz de fazer justiça, quando chega a hora de votar. E insiste em eleger corruptos ou deixar que sejam eleitos por um punhado minoritário de eleitores, os tais eleitores favorecidos pela corrupção e despesismo.

Vale tudo... se o Al Capone vivesse em Portugal, teria direito a albergar o seu gang ao abrigo do estatuto de fundação, teria direito a ser eleito a Primeiro Ministro ou Presidente da República? Teria abrigo na Maçonaria? E sairia ileso na nossa justiça, de qualquer saque ao estado, de muitos mil milhões.
Os nossos impostos mais parecem um fundo ao serviço do crime, em Portugal. 
Os nossos impostos servem os ricos, os parasitas e os criminosos mas não são suficientes para o seu propósito inicial e social. Onde se esgotam? Será que não sabemos? 

-"Mais de 80 maçons em cargos influentes - 12 novembro 2011
Miguel Relvas, um dos ministros mais influentes, Carlos Zorrinho, líder da bancada do PS, autarcas como Moita Flores ou Isaltino Morais, ex-ministros como Rui Pereira, ex-presidentes da AR como Almeida Santos, empresários como Jorge Coelho, deputados e muitas personalidades da sociedade fazem parte desta organização semi-secreta. As figuras, a história, os valores, as cerimónias e as polémicas". Fonte

-Investigação do DN sobre a maçonaria- 28/01/1013
Conhecida como 'maçonaria branca', o Opus Dei tem mais de 1500 membros em Portugal. Apesar de negar a existência de uma estratégia de poder, conta com figuras de destaque na banca e na política. Há mais de dez anos que um governo não tinha um elemento ligado à obra, mas a última mini remodelação pôs no Executivo um cooperador que até há três meses geria a financeira da Escola de Negócios da obra.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, colocou recentemente uma das mais importantes áreas da governação nas mãos de um cooperador do Opus Dei: o secretário de Estado Manuel Rodrigues. O novo homem-sombra de Vítor Gaspar nas Finanças junta assim duas áreas às quais a obra é constantemente associada: a política e a banca, nas quais sempre teve membros influentes." Fonte

Um palácio avaliado, por um perito, em 10 milhões de euros, mas para efeitos de IMI vale 983 827 euros???
-"Os valiosos imóveis da Fundação do Grande Oriente Lusitano.
O Grande Oriente Lusitano (GOL), maior obediência da maçonaria em Portugal, terá um património imobiliário com um valor superior a 30 milhões de euros. A escritura de constituição da GOL, à qual o CM teve acesso, revela que esta entidade, mesmo sem ter ainda todos os bens do GOL no seu acervo, já conta com um valioso conjunto de prédios urbanos e rústicos.
A escritura da Fundação GOL, que foi constituída em Lisboa a 24 de Março de 2008, apresenta como património desta entidade um conjunto de 
12 imóveis dispersos por Lisboa, Porto, Coimbra, Alcobaça e Évora. E os mais valiosos estão concentrados na capital, em particular no Bairro Alto, na Praça da Figueira e na Lapa, três das zonas mais caras da capital.

24 janeiro, 2013

33 milhões de impostos perdidos na venda do Pavilhão Atlântico, um roubo descarado

cavaco silva pavilhao
"O Pavilhão Atlântico foi vendido por 21,2 milhões de euros ao Consórcio Arena Atlântico, no qual se inclui Luís Montez, dono da Música no Coração e genro do Presidente da República. O equipamento custou ao Estado 50 milhões de euros e “era rentável”, tendo os seus lucros triplicados entre 2009 e 2010. Fonte

O Sr Luis Montez comprou o Pavilhão Atlântico 'em saldo'.
Como é que um indivíduo com uma pesada dívida fiscal - 420 mil euros, mais os 66 mil euros de juros de mora porque não paga -ganha o concurso e pode comprar por 21,2 Milhões de euros um bem público cujo valor é cerca de três vezes superior?
A ilegalidade de todo o processo está mais que esmiuçada e revelada, aqui. "Assim sendo, atento o exposto e à situação do procedimento pré-contratual em apreço, considera-se que, ao admitir a proposta apresentada pelo agrupamento em questão, se está perante uma verdadeira fraude à lei, (...)."
Apela-se a todos os portugueses, que estão contra o saque descarado, a boicotarem os espectáculos do Pavilhão Atlântico. Não comprem bilhetes, não enriqueçam mais os saqueadores que gozam com a nossa miséria. Não aceitem mais, este ultraje. Fontes: Público, Expresso, C.M.

Portugueses sempre distraídos, facilitam o saque.


Sempre afirmei que a manifestação "Que se lixe a Troika" tinha como um dos principais objectivos, canalizar a revolta popular, como carneiros, contra a troika e desviar a atenção dos verdadeiros culpados.
A ideia é, os portugueses acharem que a culpa da crise é do FMI, da Troika e da Merkel e esquecerem que na realidade somos apenas vitimas de saques constantes e impiedosos, dos sucessivos governos, que culminam na ruína cíclica dos cofres públicos. Quando batem no fundo são obrigados a tornar pública a calamidade e a chamar ajuda externa, para tapar os buracos deixados pelos seus saques e incompetência.
Tal como expliquei neste artigo: 
ESTAMOS perdidos, confusos e manipulados!!! Portugal acorda.
A nossa luta deveria ser contra a corrupção!!!
As greves, deveriam ser contra a corrupção.
O ódio deveria ser contra os corruptos.
As manifestações deveriam ser para acabar com a corrupção.
A revolta e indignação deveria ser contra os que nos saqueiam, há décadas.
Mas o povo distrai-se facilmente...
O governo está a impor sacrifícios mais injustos que os que a Troika exige... ARTIGO COMPLETO

Adaptação do artigo de João Silva Jordão
"A PROFUNDA HIPOCRISIA DO BLOCO DE ESQUERDA
O Bloco de Esquerda é de longe a entidade que mais influência tem sobre o colectivo ‘Que Se Lixe a Troika’. Este colectivo organizou a maior manifestação dos últimos tempos, no dia 15 de Setembro, e a razão pela qual o conseguir fazer deu-se dado o clima social tenso relativamente às medidas de austeridade que tinham acabado de ser anunciadas pelo governo. Uma outra razão será sem dúvida o seu nome apelativo, porque vai de encontro com o descontentamento popular relativamente às medidas de austeridade em particular. Uma outra razão pela qual o conseguiu fazer deveu-se ao clima político e a Troika em geral. E é ao analisarmos esta conjuntura que nos podemos aperceber da profunda hipocrisia do Bloco de Esquerda.

Manifestação de dia 15 de Setembro de 2012 contra as medidas de austeridade e da Troika
O colectivo ‘Que se Lixe a Troika’ tem um nome apelativo e popular graças, em parte, à fúria da população face à chantagem estrangeira, nomeadamente do FMI e do BCE, as duas partes mais fortes da infame Troika. O titulo ‘Que se Lixe a Troika’ só fará sentido para quem detesta a Troika e portanto, os seus componentes, que são a Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu (BCE). Porém, o próprio Bloco é incondicionalmente pro-União Europeia e pro-Federalista, sem que essa posição seja minimamente influenciada pelas próprias acções da União Europeia. São a favor porque o são, e nem o comportamento profundamente desonesto e insultuoso da UE para com os países da periferia Europeia parece mudar isso. E quando o Bloco se atreve a criticar (moderadamente, claro) aquela instituição que dá pelo nome de União Europeia, irá equilibrar a crítica solitária e moderada com pelo menos três odes à mesma para que não se questione o apoio do Bloco ao ‘Projecto Europeu’. Diga-se que este ‘projeto Europeu’ cada vez mais se parece com um projecto de centralização de riqueza, competências e poder do qual o BCE surge por enquanto como o principal beneficiário, sendo os outros beneficiários os que já tinham muito dinheiro e poder antes da crise, que agora têm ainda mais. Assim se consolida o poder da classe dominante em nome da ‘consolidação fiscal’.

Portanto, devemos fazer a pergunta: Como pode alguém controlar um colectivo que se intitula ‘Que se Lixe a Troika’ e ao mesmo tempo não protestar contra a tomada de poder ilegítima do componente mais poderoso da Troika, o Banco Central Europeu? Afinal de contas, o Bloco é alegadamente contra a Troika por esta ser autora do memorando de entendimento de Maio de 2011, o guião austeritário deste governo. Mas ao mesmo tempo, e em completa contradição, apoia o ‘projecto Europeu’ como se este fosse um projecto teórico que todos podemos colectivamente influenciar de forma a construir uma Europa justa ou utópica (dependendo do grau de senilidade). Mas o processo da federalização Europeia não habita na esfera teórica, é um projecto que está a avançar na realidade, e longe da utopia democrática e harmoniosa que nos foi prometida, o ‘Projecto Europeu’ teórico está a dar o lugar à Distopia Europeia Verdadeira.

É natural portanto nestas circunstâncias ver partidos como o Bloco de Esquerda fazer uma aproximação ao Partido Socialista. Daqui a pouco tempo os mais esclarecidos terão de fazer alusão à união entre o Partido ‘Socialista’ e o Bloco de ‘Esquerda’, que conjuntamente terão uma maior capacidade de fingir que lutam pelos interesses da classe trabalhadora e da população em geral, quando os seus dirigentes claramente não só apoiam a perda de soberania de Portugal à base da chantagem, apoiam o pagamento da dívida, defendem a legitimidade da dívida ao defenderem a renegociação em vez da anulação, preparando assim a completa subjugação de Portugal perante o tenebroso BCE. Curiosamente, a coordenação bicéfala do Bloco de Esquerda é uma perfeita ilustração da sua hipocrisia. Duas caras, duas mensagens, as contradições são claras enquanto que os objectivos o são relativamente menos.

Para fazer uma crítica ao Bloco de Esquerda não temos que fazer apelo a caracterizações políticas. Não é o facto de serem reformistas, reccionários, elitistas, traidores da classe trabalhadora e domesticadores profissionais dos movimentos sociais. A questão aqui como no resto da classe política, e de facto, na sociedade no seu todo é a falta de honestidade, a falta de frontalidade, a falta de respeito pela população em geral que insistem em tratar como se de retardados mentais se tratassem. O problema no Bloco é o mesmo que na classe política em geral, a falta de virtude.

Em conclusão, o Bloco é mais um instrumento político que indiretamente e diretamente apoia a chantagem da dívida pública, o roubo da soberania, a implosão da democracia através da entrega de poderes a burocratas Europeus não-eleitos. É um Guardião do Portão cada vez mais eficaz. É também cada vez mais um partido que aposta na infiltração de todos e quaisquer movimentos sociais que pensem ser ou poder vir a ser de valor estratégico para recrutar pessoas para as suas bases e de onde extrair apoio eleitoral. E mesmo assim, não consegue sequer criticar frontalmente a perseguição de ativistas e a violência policial como a testemunhada no dia 14 de Novembro de 2012. E quanto aos movimentos que não consegue dominar, o protocolo é um e um só: manipular, boicotar e isolar. As consequências de todo este processo de institucionalização abrupta que se tem testemunhado na ultima década no Bloco de Esquerda é muito mais grave para toda a sociedade Portuguesa do que se possa pensar. Com a viragem do Bloco à direita, todos os que compõe o espectro político são como que obrigados colectivamente a virar igualmente à direita com receio de serem politicamente isolados.

Mas a verdade é outra completamente. A verdade é que a isolação cada vez maior dos atores políticos mais radicais em relações aos atores políticos institucionais não é o factor mais importante. O mais importante é o ponto a que a viragem colectiva á direita isola todos os partidos institucionais (leia-se, os partidos vendidos e domesticados pelo sistema dominante), isolando conjuntamente da população cuja esmagadora maioria adopta uma posição de compreensível desconfiança para com os partidos moderados (leia-se, partidos cobardes incapazes de fazer real resistência ao sistema, dedicando-se a causas menores e incontroversas).
O partido que se aperceber da existência deste crescente isolamento assim como aceitar o facto que este abismo só pode ser superado através da honestidade e da radicalização (leia-se, ter coragem para verdadeiramente confrontar os interesses e poderes instalados e consolidados). Se há um facto de que os ‘marxistas’ deveriam estar cientes é que a justiça social não pode avançar sem que haja um confronto entre os dominantes e os dominados. E neste momento o Bloco faz claramente parte do grupo dos dominados, no pior sentido."

23 janeiro, 2013

Onde ir buscar os 4 mil milhões que querem cortar aos portugueses.

 CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR 

OS 4 MIL MILHÕES DO FMI, ESTÃO AQUI NA GALILEI!!!
O FMI aponta como caminho para os 4 mil milhões novos cortes inteligentes. Mas existem alternativas.
Uma delas é ir directamente ao espólio da Galilei.
A Galilei Grupo é o novo nome da antiga Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e a SLN era a detentora do BPN, os tais amigos não-presos de Cavaco.

O BPN que faliu e ofereceu aos contribuintes portugueses um buraco de 9 mil milhões. Mas a GALILEI existe, funciona tem dinheiro e é uma das
empresas portuguesas mais ricas em PATRIMÓNIO.
Tudo isso deve voltar para as mãos do Estado!
Os contribuintes têm o direito de exigir!
Partilhem!!!


A bomba atómica dos impostos dos portugueses
A SLN e o BPN geriam várias empresas, cerca de 200. As que davam lucro ofereciam os lucros à SLN e aos accionistas as que davam prejuízo desfalcavam e deixavam buracos nas contas do BPN, pois iam-se financiar ao BPN, sem garantias, muitas vezes. 
Quando a situação  ficou insustentável, para o BPN e já o buraco era demasiado visisvel, este foi nacionalizado, ofereceram-no aos cidadãos, e a SLN seguiu a sua vida. Agora mudou de nome, chama-se Galilei, tem negócios de castanhas em trás os montes, negócios na praia dos salgados, etc etc.
O BPN foi comprado, pelo Mira Amaral/ BIC mas todas as dividas e desfalques que ele possuía, muitos dos quais ainda se vão descobrir, ficaram para os portugueses irem pagando à medida que aparecem. Criaram a PARVALOREM, é o banco que assume as dividas do BPN e oferece ao zé povinho. 
O BPN possui um buraco de cerca de 2 mil milhões só de terrenos que falsamente  foram dados como garantia de milhares e não valiam mais de 100. Por esquemas que eles faziam em que iam à câmara valorizar o terreno, alterando o PDM.
Também usavam a artimanha de financiar o mesmo bem em duplicado, tudo servia para retirar dinheiro do banco. 
Cavaco Silva é economista, ele sabia que o BPN servia para lavar dinheiro. ARTIGO COMPLETO

Video onde Paulo Portas, o falso, finge defender o interesse nacional, e ataca impiedosamente Victor Constâncio .. mas este é um fenómeno que apenas se verifica em políticos na oposição. Assim que os colocam no poleiro com direito a também mamarem, ficam logo tranquilos, e de bico calado!


Taxas moderadoras afastam 1800 pessoas por dia das urgências

A questão é que para o governo, afastar doentes das urgências é uma meta alcançada, mas para os doentes, pode ser a diferença entre a vida e a morte. 
Fernando Leal da Costa, secretário de estado adjunto da saúde, pediu aos portugueses para evitarem adoecer, e eles obedeceram?
Quem se afastou das urgências? Quem realmente não está doente, ou quem não possui meios económicos, mesmo estando doente? 
Quantas vidas irão custar esta forma de desincentivar a ida a uma urgência?
Matar portugueses é bom para a economia, principalmente se forem idosos doentes e pobres. E eis que se impõe um modelo de sociedade que outrora todos abominávamos, e agora pacificamente, começamos a aceitar?

Onde ir buscar os 4 mil milhões exigidos pela troika. Terá de ser aos inocentes que se exige sacrifícios?

"O aumento das taxas moderadoras fez cair o número de pessoas que chegam às urgências hospitalares? Os números indicam que sim: há menos 1800 casos diários. 
O PÚBLICO passou um início de madrugada em dois dos maiores hospitais de Lisboa.
São 00h30. Hélder Paiva, 36 anos, sai das urgências do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, ainda apoiado no pé que não está lesionado. Sai acompanhado pela mulher.

Têm os olhos postos num papel e abanam as cabeças. Do atendimento não têm nada a apontar. “Demorámos menos de uma hora mas sinceramente não esperava pagar mais de 20 euros... Pensava que esse era o máximo da taxa moderadora e acho excessivo”, conta enquanto olha para a factura.
Desta vez ainda optaram por vir, mas admitem que com a crise, todas as decisões têm de ser ponderadas, mesmo na saúde. Até Julho, as urgências hospitalares em todo o país receberam menos 380 mil casos do que em igual período de 2011 – o que representa uma queda de quase 10%. 

22 janeiro, 2013

PPP - a renegociação e os atestados de estupidez aos contribuintes




Nas recentes (19 Jan 2013) novidades sobre como decorrem as renegociações das PPP, noticiou-se que mais uma vez os portugueses serão tomados por parvos, e as empresas privadas vão sair, novamente, a ganhar e o estado a perder. Um crime descarado, mas não reconhecido nem travado, negociar contra o interesse nacional.
Em resumo... o estado tem que mostrar à troika que vai fazer cortes... que vai baixar a despesa. Mas os nossos governantes, malabaristas bem treinados, sabem como fazer as coisas sem ter que lesar os amigos, calar o zé povinho e mostrar serviço à troika. 
Os cortes exigidos na despesa das PPP, têm que rondar os 163 e 166 milhões de euros.
No entanto as negociações são verdadeiros atestados de estupidez aos portugueses.

Primeiro atestado de estupidez
O corte de despesas na realidade não irá afectar 100% as concessionárias privadas. Estas sofrerão cortes que apenas representam 4% dos exigidos na despesa com as PPP?? Ou seja apenas 4% dos tais 163 milhões a cortar.
Como diz Paulo Morais, as PPP são um crime, um caso de policia.
Num estado justo e democrático acaba-se com a rapinagem, não se pede aos rapinadores para reduzirem o saque.
Segundo atestado de estupidez
Os cortes de 4%, feito nas rendas dos privados, será bem compensado, porque o estado, decidiu que vai assumir as despesas da manutenção das estradas que antes estavam ao encargo das concessionárias.  E ao que parece, nós chegávamos a pagar aos privados 53 vezes mais do que o preço real?? Privados cobravam 160.000 euros por manutenção de estrada possível por 3.000
Manutenção de estradas significavam 160.000 euros/ano por quilómetro enquanto que a Estradas de Portugal fazia o mesmo trabalho por 3.000 euros.
O secretário de Estado dos Transportes admitiu que a manutenção de estradas da parceria público-privada do Baixo Tejo estava contratualizada a 160.000 euros/ano por quilómetro e que a Estradas de Portugal faz o mesmo trabalho por 3.000 euros.
Segundo Sérgio Monteiro, o caso do Baixo Tejo foi o "mais caro" que encontrou na renegociação das parcerias público-privadas, que permitiu transferir custos de manutenção de vias dos privados para a empresa pública Estradas de Portugal.
"Quando transferimos o custo de manutenção para o nosso lado, fazemo-lo tendo em conta a informação que a Estradas de Portugal tem disponível", acrescentou o secretário de Estado dos Transportes, assegurando que os trabalhos de manutenção em causa eram rigorosamente os mesmos.
... quanto a grandes reparações, também havia uma situação "inaceitável". "As grandes reparações estavam previstas para intervalos entre oito e dez anos cada uma. Ora, a Estradas de Portugal, a informação que tem com base em dados estatísticos de gestão de mais de 10.000 quilómetros de rede [de estradas], levam a concluir que as grandes reparações não precisam de ser feitas com intervalos inferiores a 18 anos", disse, acrescentando: "o que isto é significa é que nós, por cada intervalo de 18 anos pagávamos duas grandes reparações, em vez de uma só reparação".
Sérgio Monteiro disse, ainda, que, perante este quadro, o Governo não podia deixar os custos de manutenção de estradas das parcerias público-privadas do lado dos privados.
"O que os partidos da oposição queriam era que deixássemos ficar este custo dentro dos contratos. Nós recusámo-nos a fazer isso, com base na informação estatística que existe nas Estradas de Portugal e que já existia à data [em que foram celebrados os contratos]", afirmou.
Segundo o governante, "quem tomou as decisões anteriores tem de responder por elas". CM
O zé povinho pagará a manutenção, limpeza e etc das estradas dos privados. Provavelmente e como é habitual sairemos a perder, pois os representantes das PPP sabem negociar muito bem, ao contrário dos governos. Claro que isto são tudo trocos... 
Terceiro atestado de estupidez
NÓS... Os utentes entraremos com mais 100 milhões de euros, ou 134 conforme o uso das estradas, graças a aumentos e a 15 novas portagens.
O Governo pretende, na realidade, poupar 250 milhões, sim mas 40% deste esforço sairá do lombo dos portugueses. Só através destas 15 novas portagens prevê-se que arrecadem/roubem entre 47 a 70 milhões euros.
Desde Outubro terminaram também com as isenções de portagens para o tráfego local, que resultou em um saque que rende mais 31 milhões de euros por ano.
Quarto atestado de estupidez

Ex-administrador do Supremo Tribunal de Justiça condenado a nove anos de cadeia


A justiça dá alguns sinais de vida?
Ou será apenas uma ilusão até ao próximo recurso?
De recurso em recurso, até à impunidade... 
É o normal funcionamento da (in)justiça portuguesa. 
"Nove anos de prisão efectiva. Foi esta a pena aplicada a um ex-administrador do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Ricardo Campos e Cunha.Campos e Cunha, que desempenhou as funções de administrador do STJ entre Junho de 2002 e Abril de 2006, era acusado de peculato e falsificação de documentos. Dois cúmplices seus nos crimes foram condenados a penas suspensas, (...)
O tribunal condenou ainda o principal arguido no processo a pagar cerca de 200 mil euros ao Estado português.
À saída do tribunal, Campos e Cunha arrancou o microfone à jornalista da TVI destacada para acompanhar o caso, atirando-o para o chão e recusando-se a prestar quaisquer declarações. O seu advogado põe a hipótese de recorrer da sentença.
Enquanto desempenhou funções no STJ, o ex-administrador e chefe de gabinete do presidente do Supremo comprou numerosos objectos de decoração e de ourivesaria para o tribunal, apropriando-se de grande parte deles. Segundo a acusação, terá obtido proveitos em benefício próprio na ordem dos 344 mil euros através da aquisição de bens.
Depois de deixar o cargo no STJ, Campos e Cunha desempenhou ainda funções como chefe de gabinete do representante da República na Região Autónoma dos Açores. fonte
O descaramento... 
"Uma obra da pintora Graça Morais foi comprada duas vezes pelo Supremo Tribunal de Justiça. Parece impossível, mas é apenas um dos episódios que consta da acusação(...) Mas não foi só arte que o STJ "comprou". Na lista de aquisições, constam ainda três fruteiros Vista Alegre, duas caixas lisas e um paliteiro da mesma marca, um porta--bengalas, cinco bibelôs em prata, uma bola em osso com base e remate em prata, um quadro com a ceia de Cristo, porta-velas em prata, dois relógios John Monkouse, oito cadeiras e uma mesa de reuniões, quatro perfumadores, 12 pratos de pão, uma concha com dois pés em búzio e uma manteigueira.
A acusação sustenta que Ricardo Campos Cunha agiu em conluio com Teresa Alexandre, antiga directora administrativa do STJ, que também foi acusada de um crime de peculato e 21 crimes de falsificação. Era ela, de acordo com a acusação, quem preenchia os descritivos das despesas que eram levados ao conselho administrativo. Ainda assim, ficam muitas dúvidas sobre o real controle que este conselho tinha sobre as despesas.
O Ministério Público, até para desculpar uma eventual falta de atenção dos juízes conselheiros, sustenta que Ricardo Campos Cunha (que tinha sido convidado para o STJ pelo então presidente Aragão Seia) granjeava a confiança total do presidente dos Supremo e restantes conselheiros. Chegou até a ser louvado em Diário da República." fonte

Mais casos de abuso de poder e de cartões de crédito... 



21 janeiro, 2013

Governo pretende cumprir orçamento, se os portugueses se dignarem a morrer antes de receberem as pensões.

FERNANDO LEAL DA COSTA, SECRETÁRIO DE ESTADO ADJUNTO DA SAÚDE, em sintonia com esta esperança do governo já avisou os portugueses para evitarem utilizar o SNS. -Fiquem em casa  o máximo tempo que puderem, pode ser que morram!
Este personagem já antes nos tinha presenteado com algumas afirmações dignas de um humorista sádico, quando afirmou que as queixas dos utentes sobre o SNS, eram casos anedóticos, nada preocupantes!??

No entanto há quem acredite que não é piada, o governo planeia mesmo salvar as contas públicas e cumprir as metas, graças ás muitas reformas que não pagará, devido aos falecimentos precoces:
"A ex-secretária de Estado do Orçamento e ex-ministra da Saúde de Governos socialistas, Manuela Arcanjo, teceu, duras críticas à troika por dar cobertura ao Governo no Orçamento do Estado para 2013, classificando-o de "ficção científica".
A economista Manuela Arcanjo, afirmou num colóquio sobre o Orçamento que "não há orçamento que resista quando faz parte de um cenário de ficção científica", sublinhando que Portugal "vive neste registo porque os negociadores [troika] não conhecem a realidade portuguesa”.
“Vivemos num país de faz de conta", comentou a ex-governante, citada pela agência Lusa.
Em jeito irónico, Manuela Arcanjo apontou que o Orçamento tem três objectivos: 
"Pagar impostos, fazer o menor consumo possível e idealmente as pessoas morrerem antes que o Estado comece a pagar a pensão".
A economista rotula ainda o diploma como sendo "mau” e acredita que o mesmo contempla uma “bomba atómica, que são as dívidas do sector empresarial do Estado e das empresas municipais".  fonte

Paulo Morais tem alertado para esta situação que mantém a troika afastada da realidade portuguesa, permitindo ao governo prosseguir o percurso que mais lesa o cidadão comum, arruinando o país e enriquecendo as elites.  
A troika não sabe o que se passa... e o governo transmite-lhe apenas o que convém aos protegidos, abusando de contabilidade criativa, medidas de fachada (caso das fundações, autarquias, congelamento de contratações, cortes na despesa com políticos, etc)
Medina Carreira afirma que já há muito se deveriam ter cortado as rendas das PPP, e era fácil, porque Portugal está falido, e todos os falidos tem o direito de cessar pagamentos. Porque não o faz é óbvio, continua de cócoras perante os poderosos. Veja neste video, as revelações de Medina Carreira. 

Mais exemplos 

20 janeiro, 2013

Interessante comunicado das forças armadas... haja união...


Até as forças armadas reconhecem; 
Que o governo não cumpre as promessas... 
Que o governo mente... 
Que o governo manipula... 
Que o governo dá o dito por não dito... 
Que o governo impinge falsas expectativas... 
Que o governo é injusto... e escolhe deliberadamente os mais pobres e mais fracos para sacrificar
Que o governo protege os mais ricos e permite que fiquem cada vez mais ricos...
Que o governo insiste em sacrificar quem trabalha. 

"COMUNICADO
(2012 SET 14)
ASSUNTO: INICIATIVAS CÍVICAS
Aproximando-se a realização de iniciativas de carácter cívico, reflexo das medidas anunciadas e expressão de um irrecusável mal-estar transversal a toda a sociedade, como comprovadamente atestam declarações  de eminentes personalidades dos diferentes quadrantes políticos e sociais, vimos, por este meio, manifestar a nossa calorosa  solidariedade  a todos os  portugueses que sofrem o peso dos enormes sacrifícios que lhes foram impostos, relembrando que já o fizemos no passado ano de 2011.
Porque, antes de mais, somos cidadãos sujeitos às mesmas injustas e iníquas medidas, tomadas por aqueles
que constitucionalmente estão obrigados a zelar pelo bem comum, a pretexto da reparação de situações em que os penalizados não tiveram qualquer responsabilidade e de que outros foram certamente beneficiários.
E, porque ser cidadão não se resume apenas à circunstância de estar em sociedade, uma vez que é necessário também participar de algum modo na sua transformação, solidarizamo-nos com todas as iniciativas que, no exercício de um direito de cidadania, afirmem a recusa face a práticas injustas sempre apresentadas sob a capa de nobres objetivos, reiteradamente utilizadas para:

Enganando e brandindo o medo, apresentar promessas que não se cumprem, como de resto e cada vez mais, insuspeitos concidadãos vão reconhecendo;
 Justificar soluções sistematicamente penalizadoras, ancoradas na repetida afirmação de que as opções são de irrecusável responsabilidade, quando os factos invariavelmente demonstram o contrário;
 Repetir, uma vez mais, o enganoso anúncio de que, aplicados que sejam sacrifícios impostos, a solução está logo ali à frente e, logo de seguida, darem o dito por não dito e, em doses redobradas, penalizarem sempre os mesmos, enquanto outros, cá ou noutras paragens, vão acumulando riqueza sem limite, assim retirada a quem não tem outro bem que não seja essencialmente a remuneração resultante do  seu trabalho.
Num momento como este, por todos reconhecido como de extrema gravidade e em que as tensões sociais
poderão culminar em justos protestos e outras manifestações de cidadania e indignação constitucionalmente
consentidas, importa ainda afirmar que a Associação de Oficiais das Forças Armadas reitera aqui o firme propósito de que, no que de si depender, os militares não serão, nunca,  como a Constituição obriga,  instrumento de repressão sobre os seus concidadãos que um dia juraram defender, na senda, aliás, de afirmações que no mesmo sentido foram proferidas por Sua Excelência o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas."                                                  
O Presidente
Manuel Martins Pereira Cracel
Coronel TPAA  Fonte

Um comentário, interessante, deixado no blog... 
A pirâmide de ladroagem que ocupa o poder tem, na sua base, advogados bem pagos - directamente pela RTP1 e 2 e indirectamente (através da compra de publicidade "institucional") na SIC e na TVI - que, para apoiarem o essencial do roubo, fingem criticar o poder aqui e ali.
O teatro continua no parlamento, onde perante as câmaras os deputados se gritam e esganam mas, ao almoço - perante o faisão e a reserva do esporão, por nós pagos - contam anedotas, trocam inconfidências, combinam jantaradas e potenciam saborosos favores à sobremesa.
Mas a obra-prima da fantochada democrática continua a estar nas MENTIRAS ELEITORAIS IMPUNES.
Se não os obrigarmos a considerar CRIME a falsa promessa eleitoral, punível com prisão, continuaremos a assistir ao despurado déjà vu, mas bem mais cínico e criminoso onde, de novo, se misturarão os aplausos de cordeiros e de lobos. Fonte



19 janeiro, 2013

O voto serviria de arma, se aprendêssemos a utiliza-la com coerencia


Não sabemos utilizar o voto.
Se um povo entrega os seus trunfos, à nulidade, como fizeram em 2011, onde os votos que não serviram para nada chegaram aos 47%, como queremos mudar? Se 47% dos eleitores não participam, para além de não fazerem valer o que querem, também não travam o que não querem. Inclusive ajudam os partidos do arco da governação a permanecer no poder há décadas e nada fazem para mudar este ciclo vicioso. Deixam que os adoradores de corruptos elejam os seus corruptos lideres, sem oferecerem qualquer resistência.

Sabemos que está errado este sistema em que vivemos, condenamos o estado a que os políticos levaram o país, criticamos a corrupção, choramos as perdas de dignidade e de emprego, gritamos por justiça, ambicionamos que isto mude... mas na realidade continuamos a fazer tudo para que continue, ou a nada fazer para que nunca mude.
Anos e anos a abster-nos ou a votar branco e nulo, permitindo aos corruptos que prossigam e levem Portugal cada vez mais perto do inferno, sem dar-mos luta, sem tentar quebrar o feitiço.
Mais teses sobre o tema
-Poder do voto
-Votar é uma arma, sabes utiliza-la?
-Votar é enriquecer parasitas?
-Insistir no erro, cegueira ou burrice?