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O Euro, não podendo funcionar senão numa espiral de empobrecimento para um número muito numeroso de países, está condenado.


Um sistema que produz mais de 1 milhão de pobres ano, a quem interessa? Aos que ficam ricos.


O EURO: Uma análise que nos deveria surpreender e revoltar a todos que somos vitimas deste jogo sujo. 
A não perder: Ao fim de 13 anos já deu para perceber que o Euro trouxe consequências devastadoras para os países mais pobres e fracos e vantagens gigantescas para os países mais fortes e ricos, principalmente para a Alemanha.
O euro Ampliou e fortaleceu algumas economias em detrimento de outras, agravando o fosso entre os países ricos e os países pobres, agravou também esse mesmo fosso dentro de cada país. Portugal é o exemplo. 
O euro tem sido também um travão para o crescimento económico dos países, à excepção da Alemanha.
O euro tem ainda o poder negativo de agravar os deficits. Há coincidências a mais que beneficiam sempre os mesmos, e quem está mal é que tem que lutar contra esta situação, e não estar à espera que sejam os que mandam e  enriquecem que queiram mudar esta situação que os beneficia.

por Jacques Sapir
1. Senhor Professor: Foi dos primeiros economistas europeus a destacar os danos produzidos pelo Euro e a pedir o seu fim. Numa das vossas últimas análises escreveu que doravante o fim é inevitável. Na vossa opinião, quanto tempo ainda decorrerá até que isso aconteça e de que país partirá a iniciativa?
Há que distinguir aqui dois problemas. O primeiro é o da análise da situação económica que o Euro criou e das suas consequências.
Vemos a partir de agora, após 13 anos, que o Euro não só não induziu convergências macroeconómicas mas que, ao contrário, exacerbou as divergências. 
Já o disse várias vezes e, doravante, esta posição tem o consenso dos economistas. Também vemos que o Euro é um enorme travão ao crescimento para a maioria dos países que o adoptaram, salvo, naturalmente, a Alemanha.
Vemos finalmente que o Euro agrava os défices, tanto internos como externos, e que ele conduz a um endividamento sempre maior dos países que entraram na União Económica e Monetária. Tudo isto está copiosamente documentado por numerosos autores. 
Deduzo que o Euro, não podendo funcionar senão numa espiral de empobrecimento para um número muito numeroso de países, está condenado. Mas, aqui, temos um segundo problema, o das condições que porão fim ao Euro. Estas condições podem ser uma crise catastrófica que nasce no mercado obrigacionista. 
No momento, deste ponto de vista, a situação está estabilizada pelo Banco Central Europeu. Mas a credibilidade deste último tem muito a ver com o facto de que não está testada. Um dia destes os mercados vão testar a resolução do BCE e, neste dia, o sr. Mario Draghi vai-se encontrar muito desamparado. Estas condições também podem provir das tensões políticas crescentes que o Euro provoca tanto entre os países membros da UEM como no seio destes países em que as forças anti-europeias hoje ganham dimensão. Elas podem a qualquer momento confrontar os actores políticos com a necessidade de dissolver a zona Euro ou de deixar o Euro.
Pessoalmente, super-estimei a rapidez das evoluções financeiras, com base no que havíamos experimentado em 2008-2009. Mas isto em nada muda a análise de fundo.

Governo paga medicamentos em hospitais privados, que não há nos hospitais públicos?


Fui ver o filme "Elysium", e pude constatar que é mais uma tentativa de despertar as pessoas para a realidade que gradualmente se está a impor, no mundo.
De forma dramatizada, e romanceada mostra um mundo, no futuro, onde os ricos e poderosos decidem construir um oásis, inacessível aos mais pobres, pleno de luxo e regalias. Nesse oásis tudo é perfeito, nada falta, não há poluição, não falta tecnologia para curar doentes, não existem pobres nem trabalhadores.
Esse oásis é sustentado por cidadãos comuns, sem direitos, verdadeiros escravos que arriscam a vida sem qualquer protecção legal, e sem acesso a médicos e a outros direitos que actualmente consideramos garantidos.

Infelizmente parece que a temível ficção do filme começa a assemelhar-se à realidade que todos os dias nos choca e que sempre abominamos.
Actualmente começa a tornar-se óbvio que são essas as intenções dos governos dos países vencidos pela corrupção. São os governos compostos por políticos desleais e vendidos ás elites, que conduzem os países para o empobrecimento generalizado, das classes trabalhadoras, e facilitam o enriquecimento de elites bem definidas. Elites económicas e sociedades secretas (Banca, maçons, bildberg, grandes grupos económicos)
Os colégios privados estão bem equipados, os hospitais privados, estão bem equipados, os bens de luxo são cada vez mais procurados. As elites desenham-se, a pouco e pouco, cada vez mais bem definidas e os seu  mundo começa a ser criado à sua medida. Não podem fugir para o espaço, como no filme que refiro, por isso impõe-se que sejam discretos. Mas já se torna difícil disfarçar? Ou sou apenas eu a delirar?
Este video é um exemplo claro, que mostra como a nossa realidade se assemelha em muito ao filme Elysium, - Como conseguir tratamento do cancro na Alemanha. 


"Estado paga no privado o que recusa no público.
Terapêutica para o cancro recusada no SNS é dada pela ADSE em hospitais particulares.
O Estado dá aos funcionários públicos doentes com cancro medicamentos que recusa aos restantes portugueses. Nos hospitais públicos, os médicos só podem prescrever terapêuticas aprovadas após um demorado processo, enquanto nos hospitais privados paga, na íntegra, aos beneficiários da ADSE os remédios logo que entram no mercado nacional.
O Ministério das Finanças, responsável por este sistema de proteção social dos funcionários públicos do sector administrativo até 2014, confirma a discrepância de critérios. E revela até que as comparticipações a 100% para os antineoplásicos, incluindo os inovadores, são extensíveis a outros medicamentos.
O Ministério da Saúde não revela quantos fármacos para o cancro esperam por entrar no SNS, para não prejudicar o processo negocial, mas há já casos conhecidos. Por exemplo, a abiraterona, para o cancro da próstata metastizado, recusada a doentes em vários hospitais públicos, incluindo nos três centros do Instituto Português de Oncologia, e que ainda está em avaliação pelo Infarmed para comparticipação, é dada aos beneficiários da ADSE nos hospitais privados desde que começou a ser comercializada em Portugal, em outubro de 2011". fonte

A forma como o capitalismo desenfreado destrói a economia e a sociedade.


NESTE VIDEO, ATRAVÉS DE GRÁFICOS ANIMADOS E SIMPLES, EXPLICAM COMO OS EUA "DIVIDEM" A SUA RIQUEZA...
É UMA REALIDADE ABOMINÁVEL, CRUEL E INJUSTA E É A QUE TODOS SUPORTAMOS... EM SILÊNCIO?
PORTUGAL CAMINHA PARA ESTE MESMO FOSSO DE INJUSTIÇA, A PASSOS LARGOS. COM A AGRAVANTE DE QUE EM PORTUGAL AS GRANDES FORTUNAS CONHECIDAS, FORAM FEITAS NA SOMBRA DO ESTADO, OU SEJA ENRIQUECERAM NÃO PELA COMPETÊNCIA OU PELO TRABALHO, MAS PELA PROTECÇÃO E AJUDA DOS GOVERNOS, COM OS NOSSOS IMPOSTOS.
O QUE TORNA TUDO AINDA MAIS INJUSTO... EM PORTUGAL, OS RICOS FICAM CADA VEZ MAIS RICOS, NÃO APENAS PELA EXPLORAÇÃO LABORAL MAS TAMBÉM PELO SAQUE DOS IMPOSTOS, PORTANTO, SOMOS DUPLAMENTE ROUBADOS.



NA SEQUÊNCIA DO VIDEO ANTERIOR É IMPORTANTE VER O QUE SE SEGUE, É A RESPOSTA, DO POVO QUE PRETENDE CONTRARIAR ESTA TENDÊNCIA EGOÍSTA E

Ser pobre é perder cada vez mais direitos. CGD persegue os pobres?

politicos ricos povo pobre
A sociedade está a ser redesenhada de tal forma que as dificuldades aumentam todos os dias, para os pobres e idosos, e os benefícios, para os ricos e poderosos.
Entretanto o fosso afunda-se, a elite ascende... as fronteiras definem-se com mais nitidez.
A selecção natural que determinava o futuro individual e a conquista de direitos e regalias, está a ser substituída pela selecção partidária e económica. Cada vez menos depende de nós ter ou não uma vida de sucesso, um futuro justo e promissor. Um trabalho, uma casa, uma vida digna...
A elite ps/psd/cds e amigos que se apossou de Portugal e conquistou o poder de decidir quem deve ter e quem deve carecer. E jamais abdicará desse poder de livre vontade...

Políticos impunes? Corrupção à vista de todos... Para quê esconder? Os portugueses adoram corruptos.



A farsa da luta contra a corrupção
SOMOS TOTALMENTE IMPOTENTES PARA OS DETER NA CONSTANTE RAPINAGEM DA CORRUPÇÃO, TÊM A FACA E O QUEIJO NA MÃO.
Ao ver este video, como muitos outros que circulam por aí, de Medina Carreira, Marinho e Pinto, etc acusam-se os políticos de corrupção e impunidade, abuso do poder e do dinheiro do estado... Contudo reconhece-se que a lei foi feita por eles, para os ilibar sempre, pois nem que fossem filmados se conseguia condenar os nossos traidores.
Se existisse vontade de acabar com a corrupção, havia formas de o fazer e bastante económicas. Bastava copiar os países que já o fazem, com leis claras e eficazes, e gastar 250 euros para traduzir. Ironiza o fiscalista.
ETC ETC ETC... Basta consultar a coluna do lado direito do blog, onde estão listados por ordem, actos de pura e descarada corrupção, em todo o seu esplendor.
O que todos questionam é como parar estes senhores, como parar o saque? O abuso? A falta de ética e vergonha?



O colapso do país estava à vista, Afirma Henrique Neto e Medina Carreira e apontam o dedo a Sócrates

socialismo e pobreza corrupção apodrecetuga socrates soares costa
A tragédia de Portugal, estava à vista, mas ninguém a quis travar? 

Medina Carreira e Henrique Neto apontam o dedo ao sistema e não apenas a alguns partidos, como sendo os responsáveis pela tragédia de Portugal. Uns empurraram o país para a ruína e os outros calaram-se num silêncio cúmplice para que nenhum tivesse que se dar ao trabalho, de travar o tragédia.
Os políticos estavam famintos por obras públicas porque estas representam um filão precioso para os que vivem da corrupção e do parasitismo do estado. As Obras Públicas são o melhor cenário para camuflar a transferência do dinheiro público para os privados.
Criticam ainda a qualidade dos políticos que temos em Portugal sem competência sem experiência, sem visão e sem patriotismo.
Portugal tem alternativas mas não tem os políticos capazes para escolherem as melhores alternativas.
Sócrates foi governo que mais fez crescer as obras públicas, até a um nível insustentável.
A média dos países da UE tem 6 a 7% do PIB para obras públicas, com Sócrates chegamos a ter 17%. Qualquer pessoa com a mínima noção da realidade perceberia que isso era insustentável e que ia acabar por criar apenas divida e desemprego. Como é possível que se tenha chegado ao descalabro de importar mão de obra para a construção civil? Já não era uma questão de investir em obras públicas para incentivar a economia ou o emprego, era apenas criar mais e mais obras públicas, para incentivar a corrupção e culminar no colapso que se seguiu.

 
  Podemos viver esfomeados e sufocados em dividas e impostos, mas temos as melhores autoestradas do mundo.. E quem são os donos delas? Quem será? Os ricos. 
Estão ás moscas? Não importa, o estado paga-lhes lucros garantidos com os teus impostos. 
Os Emirados têm petróleo para sustentar luxos, Portugal tem os contribuintes que são até mais fáceis de explorar que o petróleo.
Portugal tem a segunda melhor rede rodoviária do mundo.
A qualidade das estradas nacionais é apenas ultrapassada pela dos Emiratos Árabes Unidos, segundo a classificação do Fórum Económico Mundial.
Portugal ocupa o segundo lugar a nível mundial – e o primeiro na Europa, A Portugal é atribuído o valor de 6.3 numa escala até 7, sendo a média mundial neste indicador de 4.0.  Portugal tem hoje, 4 vezes mais Km de Auto-estrada, por habitante, do que o Reino Unido e mais 60% do que a Alemanha!

A importância da indústria para a saída da crise
A defesa do Estado Social passa também por manter e criar emprego na indústria, que continua a ser uma força motriz em cada país, na Europa e no mundo. Em Portugal tudo foi feito para destruir o sector industrial.
Não havendo uma base produtiva sólida e com vigor, o fosso entre os ricos e pobres cresce, aumentando as diferenças entre aqueles que têm emprego estável e mais ou menos bem remunerado e os outros cujo emprego é menos seguro e as suas vidas se tornam mais precárias.
É sem dúvida um problema da atual democracia, para onde o capital e os governos austeritários ao seu serviço, nos querem empurrar.

Alguns confrontos entre eurodeputados, verdades inconvenientes?





Neste video, Nigel Farage aponta o dedo aos "culpados" do caos que tomou conta da Europa, curiosamente os culpados apenas se riem, seguros de que nada os pode afectar, ninguém os pode julgar e nada os podem deter. Aponta o dedo a Durão Barroso e à forma antidemocrática como foi eleito.
Tal como em Portugal os culpados pelos crimes políticos, pelo abuso do poder, pela corrupção, pelo esbanjamento do erário público, pela gestão criminosa de uma nação já foram por diversas vezes denunciados, apontados, criticados, acusados, expostos mas fingem que não é nada com eles e prosseguem, sorrindo, impunes e imparáveis, o seu saque estrondoso e colossal do país. Pois é deles a certeza que ninguém os pode deter. Todos eles estão embrenhados e prenhes, num projecto bem premeditado e protegido, onde legislam para eles, onde desviam o dinheiro para eles, onde abusam do poder em beneficio deles, onde colocam os contribuintes a servir de escravos dos vícios de luxuria deles, onde manipulam o povo para acreditar que privatizar é bom... mas apenas quando é bom para alimentar os interesses dos políticos e seus amigos, nunca para bem do país. Obrigam o povo a assumir dividas realizadas por gestores incompetentes que eles escolhem apenas por amizades e compadrio.
E neste regabofe desmedido ganham cada vez mais poder e dinheiro e proporcionalmente, vão perdendo a moral, o medo e a vergonha, perpetuando mais e mais vergonhosos actos, na mais descarada desfaçatez.
Garantindo assim alcançar o objectivo de sempre;  afundar o fosso que separa os pobres dos ricos...  ou será mais correto dizer...  fosso que separa os políticos dos pobres?

Mais vídeos e mais verdade ocultadas sobre a crise. 
certeiro-este-senhor
video-expoe-falsa-democracia
video-mais-chocante-para-o-mundo-global
acrescentar-mais-divida-divida
porque-razao-os-contribuintes-ainda. votam
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democracia-foi-passado-fome-em-portugal.
destruir-classe-media-mundial-
falir-portugal-e-como-fazer-magia-facil.

M. José Morgado: A corrupção em Portugal pode estar fora de controlo.


Esqueçam a justiça, o BPN, as PPP, os submarinos, a democracia e Portugal. 


O alerta partiu da magistrada Maria José Morgado, que apontou a apatia da sociedade civil, o sigilo fiscal e o segredo bancário como factores “para não haver um verdadeiro combate à corrupção”.

Maria José Morgado, no seu discurso no I Congresso sobre a Democracia em Portugal, considerou que “a sociedade civil tem de exigir à Polícia Judiciária, ao Ministério da Justiça e ao Procurador Geral da República, Souto Moura, estatísticas, estudos, diagnósticos e resultados sobre o combate à corrupção”.
Ao CM, a magistrada explicou que “tem de haver um tratamento especializado dos dados, para definirmos a corrupção nos diferentes serviços do Estado, bem como quais as categorias de funcionários envolvidas e a relação com o crime organizado”.
A ex-directora nacional adjunta da Polícia Judiciária, defendeu ser “necessária a quantificação de objectivos e definição de programas por parte dos políticos”. Enquanto esse trabalho não for efectuado “existe uma realidade de paz podre em que não se pede responsabilidades a ninguém”, sustentou.

As aldrabices do relatório do FMI, para ilibar o governo.


Segundo António Costa, (sou apartidária) a primeira aldrabice do relatório do FMI, é que ele já existia, foi feito pelo governo, antes de ir para o FMI.
A segunda aldrabice é que o relatório não tem valor nenhum. 

Mais uma vez o governo pretende isentar-se de responsabilidades, na injustiça que está a fazer contra todos os portugueses que sacrifica. Mais uma vez o governo tenta passar-nos por parvos.
# Quem forneceu os números aos técnicos do FMI e quem norteou as suas reflexões foram 10 ministros e cinco secretários de Estado. Virem agora dizer que o documento do FMI é apenas um exercício externo pode ajudar o Governo a manter-se neutro e sacudir o capote das responsabilidades. Mas não é e bem o sabemos. Este é o programa que Passos Coelho e Vítor Gaspar gostariam de apresentar. As suas prescrições são a síntese do seu programa político e ideológico. Artigo completo.
# PS não se mostra surpreendido e acusa o Governo de “mau carácter” Houve mão do Governo no recente relatório do FMI com sugestões para o corte de quatro mil milhões de euros na despesa pública. É o próprio FMI que o confirma, em resposta a questões colocadas pela Renascença. 
O FMI esclarece ainda que todos os dados usados no relatório foram fornecidos pelo Governo português ou por organizações internacionais. 
Na nota escrita que enviou para a Renascença, o FMI afirma(...) que cabe às autoridades nacionais decidir quais das reformas e das medidas propostas devem ser implementadas. 
PS fala em “falta de carácter deste Governo” (...) “Afinal, o estudo independente que o FMI tinha feito para o Estado português era uma encomenda, em que o FMI tinha bem delimitado aquilo que tinha de dizer e o que tinha de dizer era o que o Governo queria que o FMI dissesse”, critica o líder da bancada parlamentar socialista, Carlos Zorrinho.
“Embora não concordemos com o princípio de se encomendar lá fora aquilo que se deve fazer cá dentro, até é uma escolha legítima, o que é absolutamente ilegítimo é tentar passar por um estudo independente aquilo que foi uma encomenda”, argumenta. fonte

E é mais uma vez, esta a justiça que o governo quer  perpetuar em Portugal - cortes é coisa de pobres, os ricos ficarão sempre à tona de iate, enquanto os pobres e remediados, se afundam sufocados em sacrifícios. Este é o retrato de um país em pleno desiquilibrio.
# Presidente do Parlamento Europeu critica contradições do FMI sobre Portugal. Martin Schulz estranha que o FMI tenha voltado a uma receita para Portugal que já haviam considerado errada. fonte
# Taxas moderadoras sobem 2,8% na próxima semana. A subida  resulta da actualização anual imposta pela 'troika'. fonte
# Portas:"Vamos superar a crise sem perder a dignidade" fonte
# Estado desbloqueou 5 milhões de euros para FPF pagar dívidas dos clubes.
O Governo desbloqueou 5,1 milhões de euros de verbas retidas ao futebol, que ajudaram a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a liquidar 11 dos 33 milhões de euros de dívidas dos clubes ao Fisco, no final do último ano, no âmbito do denominado "Totonegócio II". fonte
#Estado concedeu no ano passado benefícios fiscais em sede de IRC a perto de 11 mil empresas (10.834), num total de 1370 milhões de euros, o que representa quase um quinto do défice de 2011.
Na lista disponibilizada, destacam-se claramente duas empresas, a Livermore Lda e a Aljardi SGPS, com benefícios fiscais de respectivamente 217 milhões e 160 milhões de euros. Seguem-se a Itasant, a Broadshit Gibraltar e a Malpensa, com benefícios de respectivamente 78,3 milhões, 76,3 milhões e 48,4 milhões de euros.
As primeiras 22 empresas da lista de beneficiários de IRC em 2011 têm na sua esmagadora maioria sede na Zona Franca da Madeira, com três excepções: PT Ventures (do grupo PT), Portucel e o Banco BPI, com benefícios de respectivamente 40,2 milhões, 27,7 milhões e 16,3 milhões.
Nos lugares seguintes surgem algumas grandes empresas nacionais: a Autoeuropa (23ª, com quase oito milhões), a PT (24ª, 7,9 milhões), ou Celbi (26ª, com 7,3 milhões). A Lactogal está em 33º (5,6 milhões) e o BCP em 38º (4,9 milhões). Público

Roubam-nos, tiram-nos tudo o que levamos anos a conquistar, saúde pública, educação, justiça, transportes, reformas, direitos laborais, e sei lá que mais, atiram centenas de milhares para o desemprego e milhões para a precariedade, pobreza e miséria. 
Aumentam brutalmente os impostos sobre quem trabalha e dão benesses a empresas que nada produzem a não ser especulação. A empresas ricas e estáveis há décadas. Beneficia-se quem se esconde na zona Franca e a banca com grandes culpas na situação a que chegámos. Uma vergonha a que a indignação começa a ser pouco. Há alternativas e estes números mostram-nas bem.
#Propostas do FMI tiram abono de família a 280 mil portugueses. Estudo conhecido esta semana defende eliminação do actual 3.º escalão do abono, a que têm direito os agregados que recebem até 8800 euros por ano.
#Famílias vivem sem luz com vergonha de voltar às suas aldeias. fonte
#Um homem de 53 anos morreu à espera de um medicamento para a Hepatite C, confirmou a TVI. O fármaco, de uma linha inovadora, foi prescrito por um médico do Norte do país, mas passados 9 meses ainda não tinha chegado.
Muitos hospitais estão a bloquear novos medicamentos que aumentam a taxa de cura entre 30 a 40%, mas que chegam a custar 25 mil euros.
O bastonário da Ordem dos Médicos já tinha denunciado que, por razões orçamentais, há clínicos proibidos de prescrever os fármacos que consideram adequados.
#- As misérias, dos portugueses, que fazem rir o Secretário de Estado Adjunto da Saúde.
- Educação: "Governo corta o triplo do que a troika mandou. "
- SNS: "A ‘troika’ mandou cortar 550 milhões e o Governo cortou mais 650 milhões e este ano vai cortar mais”, sublinhou.
- Baixar TSU foi iniciativa do Governo, não da troika, diz chefe de missão do FMI." fonte
- Portugal reduziu em mais de 5% dos funcionários públicos entre dezembro de 2011 e setembro de 2012. Superando, assim, em mais do dobro a meta anual imposta pelo memorando da troika.
- Chefe da troika contra mais aumentos de impostos.

- Que se lixe o FMI ou os políticos corruptos? Governo quer empurrar a culpa para o FMI, não quer ser assumir a sua perseguição aos pobres.
- "Índice de Desenvolvimento Humano: Portugal é 41.º
- Portugal é dos países da UE com menor carga fiscal em relação ao PIB?
- "Portugal tem 3,4 camas de hospital por mil habitantes, dos valores mais baixos da UE.
- "Forças de segurança vão receber um aumento de 10,8% OE 2013
- "Portugal é o terceiro país da Zona Euro com mais polícias.
- "A despesa de Portugal com Defesa é superior à média da Zona Euro 
- Fosso entre ricos e pobres no nível mais elevado em 30 anos
- OE para a AR, escandaloso!!!
- Gabinetes ministeriais despesistas
- "Portugal é um dos três países europeus com mais desigualdades sociais." fonte
- Emigração aumentou 85% em 201. Quase 44 mil residentes em Portugal abandonaram o país nesse ano. Números estão longe de reflectir a situação actual. fonte

ANA DRAGO AFIRMA QUE MAIS UMA VEZ O GOVERNO ESCOLHE OS QUE TRABALHAM PARA SACRIFICAR, SEGUNDO O RELATÓRIO DO FMI

FMI diz ao mundo que a Grécia foi vítima de erros graves


ALEMANHA crise grécia fmi bandeira portugalDe que estão à espera para mudar as medidas e alterar o rumo destrutivo de Portugal? O que esperam para inverter a espiral recessiva para onde empurraram a economia portuguesa? 
No entanto fica a questão: Foi erro, ou uma estratégia calculada para eliminarem direitos dos cidadãos e destruírem o património nacional? 
Se foi erro, o Gaspar pode começar por um pedido de desculpas aos portugueses sacrificados. 

"Fundo reconhece que torceu as suas regras e acusa Bruxelas de desprezar efeitos da austeridade na economia
Três anos. Foram precisos três anos de austeridade, dois planos de resgate, um perdão da dívida, muito desemprego, muita recessão e muito sofrimento. Três anos depois, o FMI admite erros graves no resgate à Grécia e que teve de "torcer" as próprias regras para poder apoiar financeiramente Atenas e assim evitar uma desintegração da zona euro, segundo o "The Wall Street Journal". O jornal económico norte-americano noticia, citando um documento confidencial que o FMI admite erros significativos nos remédios do programa da Grécia e nos efeitos que estes teriam na economia grega.

NÃO VEJO O GOVERNO RESGATAR FAMÍLIAS DA MISÉRIA, PORQUE TÊM AS FAMÍLIAS QUE RESGATAR BANCOS?


Felizmente temos gente, no governo, com visão e coração, competente e que sabe como gastar os nossos impostos. Gente que compreende e premeia os sacrifícios que o povo tem feito para o bem do BPN... gente que, sabe ser justa e contribuir para que o fosso entre os ricos e os pobres, não se agrave em Portugal. 
Gente que começa a perceber que tem que respeitar o povo, porque o povo está a ficar farto. 
Que nada... o medo é nulo, o saque continua o descaramento é total, a injustiça e a incompetência, continuam a ser as marcas de referência. 
Para esta gente o BPN é sempre um bom investimento... 

Recentemente Manuela Ferreira Leite garantiu que o governo dispõe de 533 milhões de euros, ainda sem destino, no orçamento de 2014, uma espécie de fundo de maneio para emergências. Ou seja Passos Coelho tem 533 milhões a sobrar, que seriam suficientes para poupar,  muitos milhões de portugueses a sacrifícios.

Mas eis que o buraco BPN surge carente e necessitado e o governo decide injectar neste poço sem fundo, verdadeiro antro de crimes públicos, 510 milhões?
Será coincidência? Ou o fundo de 533 milhões de emergência foram para este fim? Será mais um desvio de dinheiro público?  Um abuso do poder público?
"João Semedo considera injecção no BPN "um descaramento muito grande"
João Semedo não percebe o porquê de as duas empresas em causa (Parvalorem e Parups) terem recebido um empréstimo superior a 500 milhões de euros depois de terem dado um prejuízo superior a 100 milhões. O bloquista pede explicações, sublinhando que em causa estão quase 650 milhões de euros do dinheiro dos contribuintes." fonte
Pelo historial das empresas beneficiadas com os 510 milhões de euros, é evidente que jamais irão reunir condições para devolver o empréstimo aos portugueses. Garante o BE. 

São mais 510 milhões para esquecer e para retirar ao SNS, aos reformados, aos remediados e à economia nacional.
Sempre que sobram uns trocos, no orçamento, o governo vai a correr injecta-los na banca, sempre que há dinheiro disponível, a prioridade é a banca? E mesmo que não haja dinheiro disponível, corta-se nos reformados e injecta-se na banca. Se um banco tem dificuldades e os seus accionistas deixam de conseguir comprar iates, pagar orgias e de comprar caviar, o governo corre a acudir e empresta aos milhares de milhões, sabendo que é dinheiro que faz falta ao país, e que é dinheiro emprestado (BCE) cujos juros os portugueses pagam, mas o governo insiste em correr a ajudar estes parasitas da banca a manterem as suas vidas de luxo...
Porém se um português cai na miséria, passa fome, perde a casa, ou um reformado deixa de ter dinheiro para os mínimos de decência, um estudante brilhante deixa de ir à universidade porque não há dinheiro para as propinas, um país inteiro tomba perante sacrifícios... e aí já ninguém corre a ajudar o povo que sucumbe, para ajudar milionários?
Não vejo o governo a resgatar uma família da miséria, porque tem as famílias que pagar o resgate do luxos dos parasitas do estado?
Isto é democracia? Alguém quer esta democracia?
Que raio de ditadura é esta? A ditadura da banca?

BPN self service de políticos para ganhar milhões
Na Islândia resgataram as pessoas e não a banca



Passos Coelho, como qualquer canídeo, sabe que deve respeito e temor aos seus donos.





"No fundo, as perspectivas são tão más, a insegurança tão deprimente, a revolta tão incontida e o cansaço tão desgastante, que todos nós sentimos que estamos metidos numa centrifugadora de ideias e de projectos políticos, em que alguém se esqueceu de adicionar o detergente e, mais ainda, o amaciador conveniente e assim de cada vez que a máquina chega ao fim do ciclo, a sujidade continua e nós estamos todos amarfanhados e mal tratados nas nossas vidas, nos nossos sonhos e mesmo na nossa sobrevivência.

Ouvir os responsáveis do governo, aquela figura já traumatizante e intolerável, que é o Primeiro Ministro, a anunciar, como um acto digno de gáudio e orgulho, que os cortes às pensões do sector público virão já aí, ao dobrar do ano, faz-nos reflectir sobre que tipo de homem é este.
Que tipo de português, mesmo de político é este, que de tal forma se regozija com aquilo que vai dificultar ainda mais a vida a milhares de seus concidadãos, daqueles que trabalharam toda uma vida e guardaram para a velhice a possibilidade de viverem os últimos anos da sua vida, duma forma, no mínimo serena e digna. Depreende-se do seu discurso, que ele acha que está a fazer justiça, arrogando-se o direito de considerar que estes cidadãos vivem uma situação de vantagem perante o sector privado, e mesmo que muitos deles, só porque oriundos da administração pública, foram maus trabalhadores, ociosos e oportunistas.
É pois imperioso pô-los no seu lugar e recuperar os benefícios que andaram a desbaratar, em proveito dos lesados do sector privado, que subsistem com pensões mais baixas e piores condições de vida.
Passos Coelho, na sua ingénua, quanto capciosa narrativa, pensa assim ludibriar meio mundo e o outro, julgando-se, ele próprio, sujeito provido duma especial e inegável clarividência, capaz de levar os portugueses a considerá-lo um homem preocupado com o nivelamento da justiça, não recuando perante nada nem ninguém, quando se trata de desferir a sua espada salomónica, preferencialmente sobre os mais desprotegidos.

Mas quanto à tal linha que separa o sector público do privado, quanto aos seus regimes de pensões, não nos deixemos enganar. Tão depressa quanto essa tal linha for nivelada, segundo intenções do governo, para que a “justiça” seja feita, nem vale a pena esperarem sentados, porque quando menos esperarem, o tal sentido de “justiça, logo há-de encontrar maneira de justificar novos cortes para os dois modelos, porque, assim como os vampiros se revitalizam e sobrevivem de sangue humano, este poder alimenta-se, a si e aos seus “patrões”, de cortes e mais cortes até à derrocada final.
Não lhe chamam pobreza, mas consideram-no como a inevitável redução do custo do trabalho, para que o inegável fosso entre ricos e pobres se consolide e não deixe dúvidas sobre quem tem a faca e o queijo na mão.
Este homem, político de formação, que não de vocação, já que em vez de se formar e preparar para a vida e dela retirar a experiência e ponderação necessárias, andou anos e anos a rondar subliminarmente os corredores de certo poder, a insinuar-se e a tomar nota no seu caderninho cerebral sobre as melhores maneiras de utilizar os pequenos e grandes poderes para atingir os objectivos em que acreditava, na esfera dos seus modelos de economia e governação, uma vez que não chegou sequer ao estádio de saber o que é que queria dizer ideologia, acabou por chegar à posição que actualmente tem, na puberdade da sua formação política, achando que a política se pode tratar como uma arma de arremesso, qual fisga das ideias que atabalhoadamente circulam pela sua cabeça, ignorando que o exercício da política envolve um alto sentido de responsabilidade, um elevado sentido do bem servir e de respeito por todos aqueles que de si dependem, uma indispensável entrega e transparência em todos os seus actos e um ponderado sentido da autoridade e do poder.

Este homem, que todos deveríamos respeitar como responsável pelo governo da nação, tornou-se contrariamente numa personagem odiada e odiável, falsa, mentirosa, tenebrosa, insensível e desumana, que inspira a desconfiança e o temor, por parte daqueles que apenas dependem de um gesto ou ideia sua. Este homem não tem sequer capacidade, talvez, para imaginar o mal que pode fazer, tem feito e faz a milhares de portugueses, só porque ele acha que a verdade está toda do seu lado.
Este homem prometeu uma coisa e pratica outra. É preciso não ter pruridos em denunciar que este homem mentiu. Mentiu e continua a usar o seu descaramento para tentar ludibriar tudo e todos. Promete, proclama e a única coisa que cumpre são os cortes, porque esses são fáceis de concretizar com o poder que agilmente manobra. Já quanto aos resultados anunciados, prometidos e repetidos, nenhum deles se concretiza e todos os números se vão agudizando, piorando e afundando o país numa espiral que aponta para uma impossibilidade técnica de alguma vez pagarmos a nossa dívida. Continuaremos a aumentá-la com juros e más condições de vida, a pedir empréstimos, uns sobre os outros, e nunca deixaremos de ser devedores, mas seremos cada vez mais reféns dos nossos credores, que vivem pacificamente com isso, porque esse é o seu negócio.
Este homem é perigoso e recalcado, não sei bem porque motivo, mas é! Embora ele, sempre que pode e consegue, disfarce a sua fácies, não são poucas as vezes em que a sua expressão apareça carregada de inúmeros ódios e sinais punitivos, para justificar as medidas que anuncia ou as acusações que faz. É um verdadeiro algoz de todos aqueles que acha que são os culpados e que merecem ser condenados. Em vez de um orientador de esforços para a recuperação de um país, ele é mais um promotor público das culpas que ele vê em cada cidadão. Mas acontece que ele não assume esta posição para todos, porque tem uma noção perfeita sobre quem deve poupar a esta sede de vingança e punição.

Este, é também o homem, que como qualquer canídeo, sabe que deve respeito e mesmo também temor ao seu dono, àqueles de quem verdadeiramente depende e a quem presta uma fidelidade irracional. Este homem não conhece a lealdade, mas apenas a fidelidade, aquela que é devida a quem o sustenta e pode olhar pelo seu futuro.
Seria normal e desejável que pudéssemos respeitar quem nos governa e até quem
alcançou tal posição por via do voto livre e democrático. Seria perfeito que a democracia pudesse orgulhar-se de escolher só os mais dotados, os mais honestos, os melhores, mas infelizmente, se a democracia pode aspirar à perfeição, já o ser humano é muito mais permeável à imperfeição e à maldade, A ascensão deste homem ao poder, foi um verdadeiro erro de “casting”. É um actor e uma personagem execrável e é totalmente legítimo que os portugueses o rejeitem e se sintam traídos. Só nós, todos juntos, os portugueses de boa índole e com consciência cívica, temos o poder de pôr fim a esta calamidade!…
Por: Ernani Balsa

"Contribuintes pagam três vezes mais impostos do que as empresas, pois o IRS continua a ser o principal imposto sobre o rendimento, contribuindo em 2012 com quase 70% desta tributação, informou hoje o Barómetro das Crises." fonte



As consequências sociais da profunda, longa e desnecessária recessão económica são trágicas para Portugal. E ninguém é responsabilizado


união europeia Este panorama de crise e austeridade é assustador mas apenas é possível quando os países são governados por governos fracos e corruptos. Os países ricos e poderosos, forçam os países mais fracos, devastados pela corrupção e com governos vendidos, a fazer o que os países ricos precisam para se manterem ricos e poderosos.
Exercem uma força cobarde que empurra países como Portugal e Grécia, para um fosso, fosso esse muito útil para os Lordes da Europa.
Por exemplo...
A Alemanha está a vender pouco leite? Subsidiam-se os portugueses e gregos para desmantelarem a sua industria leiteira. Rapidamente o mercado fica mais aliviado, porque se elimina a concorrência fingindo-se que se está a ajudar o país com subsídios, mas apenas o estão a retirar do mercado e a torna-lo num país dependente.
A França está a vender pouco vinho? Dá-se um subsidio para abater vinhas aos pobre coitados que tenham governos burros e corruptos. E eis que a França vende vinhos com fartura.
A Inglaterra está a vender pouco peixe? Mandam-se subsídios para os portugueses abaterem a frota pesqueira.
Mas parece que ninguém quer ver a gravidade destas situações. Nem os governos que se vendem e vendem a soberania de um país... nem o povo que os continua a eleger uma e outra vez.
Os países mais fracos ficam cada vez mais fracos, passam de activos concorrentes a passivos consumidores e ainda se tornam assíduos clientes do BCE, pois um país que não produz, rapidamente cai em dividas.
Cai no ciclo vicioso desequilibrado e insustentável que é o de se importar cada vez mais e exportar cada vez menos.

Outro exemplo... como criar milhões de clientes, escravos de juros que enriquecem bancos?
Ajudas a Portugal e Grécia foram resgates aos bancos alemães.
Philippe Legrain, foi conselheiro económico independente de Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, o que lhe permitiu acompanhar por dentro o essencial da gestão da crise do euro. A sua opinião, muito crítica, do que foi feito pelos líderes do euro, está expressa no livro que acabou de publicar “European Spring: Why our Economies and Politics are in a mess”.
A tese do seu livro é que a gestão da crise da dívida, ou crise do euro, foi totalmente inepta, errada e irresponsável, e que todas as consequências económicas e sociais poderiam ter sido evitadas.

@-Porque é que as coisas se passaram assim? O que é que aconteceu?
Uma grande parte da explicação é que o sector bancário dominou os governos de todos os países e as instituições da zona euro. Foi por isso que, quando a crise financeira rebentou, foram todos a correr salvar os bancos, com consequências muito severas para as finanças públicas e sem resolver os problemas do sector bancário.
O problema tornou-se europeu quando surgiram os problemas da dívida pública da Grécia. O que teria sido sensato fazer na altura – e que era dito em privado por muita gente no FMI e que este acabou por dizer publicamente no ano passado – era uma reestruturação da dívida grega.
Como o Tratado da União Europeia (UE) tem uma regra de “no bailout” [proibição de assunção da dívida dos países do euro pelos parceiros] – que é a base sobre a qual o euro foi criado e que deveria ter sido respeitada – o problema da Grécia deveria ter sido resolvido pelo FMI, que teria colocado o país em incumprimento, (default), reestruturado a dívida e emprestado dinheiro para poder entrar nos carris. É o que se faz com qualquer país em qualquer sítio. Mas não foi o que foi feito, em parte em resultado de arrogância – e um discurso do tipo ‘somos a Europa, somos diferentes, não queremos o FMI a interferir nos nossos assuntos’ – mas sobretudo por causa do poder político dos bancos franceses e alemães.
É preciso lembrar que na altura havia três franceses na liderança do Banco Central Europeu (BCE) – Jean-Claude Trichet – do FMI – Dominique Strauss-Kahn – e de França – Nicolas Sarkozy. Estes três franceses quiseram limitar as perdas dos bancos franceses. E Angela Merkel, que estava inicialmente muito relutante em quebrar a regra do “no bailout”, acabou por se deixar convencer por causa do lobby dos bancos alemães e da persuasão dos três franceses. Foi isto que provocou a crise do euro.

@ - Como assim?
Porque a decisão de emprestar dinheiro a uma Grécia insolvente transformou de repente os maus empréstimos privados dos bancos em obrigações entre Governos. Ou seja, o que começou por ser uma crise bancária que deveria ter unido a Europa nos esforços para limitar os bancos, acabou por se transformar numa crise da dívida que dividiu a Europa entre países credores e países devedores. 
E em que as instituições europeias funcionaram como instrumentos para os credores imporem a sua vontade aos devedores. Podemos vê-lo claramente em Portugal: a troika (de credores da zona euro e FMI) que desempenhou um papel quase colonial, imperial, e sem qualquer controlo democrático, não agiu no interesse europeu mas, de facto, no interesse dos credores de Portugal. E pior que tudo, impondo as políticas erradas. 
Já é mau demais ter-se um patrão imperial porque não tem base democrática, mas é pior ainda quando este patrão lhe impõe o caminho errado. Isso tornou-se claro quando em vez de enfrentarem os problemas do sector bancário, a Europa entrou numa corrida à austeridade colectiva que provocou recessões desnecessariamente longas e tão severas que agravaram a situação das finanças públicas. Foi claramente o que aconteceu em Portugal.
As pessoas elogiam muito o sucesso do programa português, mas basta olhar para as previsões iniciais para a dívida pública e ver a situação da dívida agora para se perceber que não é, de modo algum, um programa bem sucedido. Portugal está mais endividado que antes por causa do programa, e a dívida privada não caiu. Portugal está mesmo em pior estado do que estava no início do programa.

Perguntas que eu gostaria de fazer sobre o "milagre económico"


a verdade sobre economia portugalPacheco Pereira - "Público" - 15/02/2014
Como é que o Governo pode pensar que em Portugal se vai dar um milagre económico com a pauperização do principal sector dinâmico da sociedade, a classe média?

1. Tendo em conta que dos objectivos iniciais do Memorando, considerados fundamentais (e que eram apresentados como a cartilha inexorável do governo até à demissão de Vítor Gaspar), se contava conseguir controlar o défice para os seguintes números: 5,9% em 2011, 4,5% em 2012, 3% em 2013 e se chega ao final de 2013 com o défice previsto de 5%, como é que se pode afirmar que o cumprimento do Memorando foi um sucesso??

2. Tendo em conta que a dívida máxima prevista no Memorando era de 114,9 % do PIB, e a dívida no final de 2013 era de perto dos 130% do PIB, como é que se pode afirmar que o cumprimento do Memorando foi um sucesso?