20 outubro, 2011

Corrupção, a criar pobres excêntricos todos os dias.

Corrupção, a criar pobres

Paulo Morais, é peremptório, quando afirma que só há uma forma eficaz de combater a pobreza que se alastra em Portugal;
"Talvez por cá, como no Mundo, a melhor forma de combater a crise seja começar por travar um combate, sem tréguas, à corrupção."

Acho que se torna cada vez mais óbvio que a corrupção é a principal responsável pelo aumento do número de pobres, e pelo crescente enriquecimento dos mais ricos, já que é através da corrupção que se canalizam os recursos destinados ao país e a todos, para os bolsos de apenas alguns.
"Talvez o verdadeiro combate à fome tenha sucesso quando as Nações Unidas trocarem os programas de apoio alimentar por estratégias efectivas de combate à fraude."

Segundo Paulo Morais, Portugal na última década desceu 10 lugares no ranking da corrupção, classificação mundial.
Em Portugal, o maior impulsionador da corrupção é aquele que a deveria travar - o próprio parlamento, já que "produz legislação confusa, repleta de excepções e que permite, a quem as aplica, um enorme poder discricionário, fonte de todo o compadrio."
Aparentemente o parlamento protege a corrupção. A lei consegue arranjar sempre um buraco para abrigar mais um crime.
Cenário agravado pela inércia da justiça que, passivamente, assiste ao alastramento da corrupção, sem que sejam criados mecanismos de defesa que a travem ou punam.

Desvios de dinheiros públicos disfarçados de má gestão ou incompetência, intercâmbio de favores disfarçados de financiamentos de campanhas e ajustes directos, empregos acumulados em várias empresas como se ser politico fosse garantia de gestor de sucesso. Empregos para familiares e amigos.

Tudo isto poderia ser considerado crime, porque na realidade o é, e permite perpetuar outros mais a partir destes. Mas a lei em Portugal está feita à medida daqueles que a corrompem. Os políticos.
Países marcados pela corrupção são exemplos que deveríamos evitar, são países onde os pobres são muitos e miseráveis e os ricos são poucos, mas muito ricos, ou ainda, onde a crise alcançou extremos devastadores.
Paulo Morais refere alguns desses países, cotados no ranking mundial da corrupção, com a cotação mais baixa. (Mais corruptos portanto)
"Angola, que apresenta um score de 1,9, à Venezuela, que obtém a pior classificação do continente americano (2,0), passando pela Rússia (2,1) ou até pela Grécia (3,5)."  Fonte  JN




1 comentário :

  1. O Sr. Paulo Morais e outros nomes por aqui passam que avancem nas próximas eleições com um partido, esponham as suas ideias e as suas soluções para os problemas que aqui expõem. Se apenas se lava roupa suja, aqueles que nos vigarizam e nos sugam continuam alegremente a brincar com o povo e a aplicar o ditado "que enquanto os cães ladram a caravana passa".

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