Marinho Pinto apelou ao povo para punir os corruptos, mas o povo não ajudou.

(Actualmente (Abril/2014)  Marinho Pinto, percebeu que o povo é incapaz de se unir para uma  punir os que faliram Portugal. Por isso desistiu de obter o apoio popular por esta via e optou por se candidatar ao Parlamento Europeu)



Marinho Pinto apelou ao povo para punir os corruptos, mas o povo não colaborou a 100%. E mesmo com 42% de abstenção nada estremeceu no cenário da politica, claro que ele e todos perceberam que a abstenção é inócua. Não tem consequências nem sequer o poder de os abalar ou envergonhar, que era a intenção. 

SEJAMOS RIGOROSO E EXIGENTES, COM OS POLÍTICOS PEDE MARINHO PINTO
Na actual falsa democracia que nos impõem, o voto em branco, a abstenção, o voto nulo ou o válido, possuem o mesmo valor... não mudam nada...
No entanto, Marinho Pinto não sendo contra a democracia nem contra o voto, apela neste video a que se faça greve ao voto e à democracia apenas na data especifica que respeita o video, e com o intuito de punir e abalar o regime podre que nos rouba. Uma greve ao voto para punir e alertar os corruptos. Uma espécie de aviso do povo. Pedia ao povo que fizesse estremecer a paz, dos que, já tranquilamente e legitimamente, nos roubam.
Marinho Pinto sugere assim a abstenção como punição não como forma de eleger, ou evitar eleger partidos.

Neste video Manuel Monteiro, diz que os portugueses fazem “parte de um circo que de anos a anos participa nas eleições”, justificando que “quem manda em Portugal não é o povo” e que o regime democrático em que alegadamente vivemos “é (apenas) um simulacro de democracia”.
"Nunca tivemos verdadeiramente sistema feudal em Portugal. Mas hoje temos feudalismo, temos um regime de corporações não assumido mas verdadeiramente detentor do poder político.
Quem manda em Portugal não é o povo. O povo faz parte de um circo que de anos a anos participa nas eleições para vaticinar ou corroborar escolhas previamente feitas pelos grupos corporativos que realmente mandam”. Na opinião de Manuel Monteiro, o “peso” destes grupos é tal que “condicionam as lideranças políticas a admitir excepções aos sacrifícios que são impostos à maioria dos cidadãos”.

A juntar a isto, refere, “os dirigentes partidários” começaram a ser “escolhidos na óptica do treinador, para trazer resultados imediatos” e quando tal não acontece, “é-se substituído”. Opondo-se a esta ‘lógica’(...)
“Eles”, prossegue, “querem ter o dinheiro dos outros que não são políticos e portanto vendem-se” e “deslumbraram-se” mas “com isso perdeu-se a independência”, por isso, “Tenho muitas dúvidas de que a maioria da classe dirigente seja independente”.
fonte 



- Manuel Monteiro explica a farsa da democracia
O poder do voto. Voto em branco e nulo, sem poder?
Eleições autárquicas – questões para incomodar mandarins.
Insistir no erro, cegueira ou burrice?
Votar é um direito ou um dever.
Democracia de fachada



Capitalistas servem-se dos trabalhadores para acumularem lucros que, de imediato, remetem para o exterior, não investindo em Portugal.


As melhorias na balança de serviços - que refletem as mudanças no perfil produtivo do país - bem
como o maior fluxo de fundos comunitários entrados, tudo se escoa, na realidade, para o exterior, como rendimentos do capital; os capitalistas servem-se dos trabalhadores para acumularem lucros que, de imediato, remetem para o exterior, não investindo em Portugal. O capitalismo como drama é sempre maior nos países periféricos e subalternos onde a democracia se vai também ausentando.

Sumário
Conclusões e síntese
A – As necessidades ou capacidades de financiamento externo
B – Os saldos mais globais da balança de pagamentos
B. 1 – Balança corrente
B.1.1 – Balança de mercadorias
B.1.2 – Balança de serviços
B.1.2.1 – Transportes
B.1.2.2 – Viagens e turismo
B.1.2.3 – Outros segmentos
B.1.3 – Balança de rendimentos
B.1.4 – Balança de transferências
B.2 – Balança de capitais

Conclusões e síntese
A balança de pagamentos de um país sintetiza as necessidades de meios financeiros para pagar a entidades estrangeiras ou, o contrário, a receber destas, por conta de uma grande variedade de transações de mercadorias, serviços, rendimentos ou capitais. Estruturalmemte, a balança portuguesa exibe necessidades de financiamento; porém, muito recentemente, as obrigações assumidas perante a troika geraram pequenos saldos positivos. Nada há de sustentável;
Essa situação financeira recente tem pouco de virtuoso pois resulta do empobrecimento de grande parte da população, de falências e desemprego, de quebras nos rendimentos e nos direitos, no acentuar das desigualdades, sem que se veja qualquer impacto positivo resultante do reforço da riqueza ao dispor dos capitalistas;
A balança corrente e o seu principal componente - o saldo de mercadorias - determinam o sentido e o volume da relação portuguesa com o exterior. Observa-se um crescimento paralelo, ainda que de sinais contrários,  entre a balança de rendimentos (deficitária) e a de serviços (superavitária). Finalmente, as transferências, apresentam em todo o período um saldo positivo sem grandes variações;
A travagem observada nas importações desde 2010, acompanhada do crescimento das exportações, reduz substancialmente a relevância do tradicional deficit da balança de mercadorias. Sem reais mudanças estruturais no aparelho produtivo, na textura social e na distribuição do rendimento, qualquer incremento do investimento ou do poder de compra irá repor um promover um retorno do deficit aos níveis históricos;
Na sua globalidade e heterogeneidade a balança de serviços é superavitária e o seu saldo cresceu oito vezes desde 1996, correspondendo a 5.3% do PIB, como resultado do crescimento das receitas e da relativa estagnação das despesas;
No que concerne à balança de transportes o saldo torna-se favorável a partir de 2006 devido ao contributo do transporte aéreo e, de modo mais modesto, o rodoviário.
O saldo da balança de turismo e viagens é amplamente favorável sobretudo devido à evolução das receitas, uma vez que as despesas se têm basicamente estagnadas;
No conjunto dos restantes segmentos integrados na balança de serviços, destacam-se os saldos favoráveis das várias áreas de consultadoria  e os serviços de construção. Em sentido inverso, com deficits sublinham-se os direitos de utilização, os seguros e os serviços financeiros;
O saldo desfavorável da balança de rendimentos é muito pesado e típico de um país periférico. Para esse resultado contribui decisivamente a saída de rendimentos associados ao investimento estrangeiro em Portugal;
No contexto da balança de transferências há a sublinhar a perda de importância relativa das remessas dos emigrantes e a irregularidade dos saldos favoráveis face à UE que atinge em 2012 o máximo em todo o período analisado;
A balança de capitais apresenta um saldo favorável para o qual contribuem fundamentalmente as transferências procedentes da UE.
Síntese da situação da balança de pagamentos em 1996 e 2012 (para ter acesso a gráficos e outros dados de apoio, visite o site original ).

A – As necessidades ou capacidades de financiamento externo
Qualquer país tem relações económicas com o exterior. Essas relações concretizam-se em trocas de bens, prestações de serviços, transferências de capitais, de rendimentos ou correspondem a contrapartidas pela concessão de direitos comerciais. .... 

Para ler o artigo completo, com todos os pontos do sumário, desenvolvidos, aceda a um dos links do site original. 
SITE
SRIBD
SLIDE

A cultura sofre com a crise... e os contribuintes sofrem com ambas.


 Ana Borralho e João Galante Criativa-mente from -mente on Vimeo.

VIDEO DO TEATRO EM LAGOS - PORTUGAL -
URINAR EM PÚBLICO É ARTE OU É PORNOGRAFIA BARATA?
"Cultura"?
Estes "artistas" constituíram a Associação Cultural Casa Branca (Sede em Lagos) e são (ou eram) subsidiados pelo Ministério da "Cultura"! Aqui está um exemplo da utilidade dos nossos Impostos.
Link do Diário da República com o subsidio que recebeu este grupo, no segundo semestre de 2010... cerca de 59 mil euros!! 
No que não acredito é que alguém pague um cêntimo para estar ali.
A liberdade para gente desta, não passa de manifestações de loucura. É esta onda que torna grande parte deste país num imenso manicómio.

Portugal vive há décadas a trabalhar para a banca.


Cidadã, indignada, deixa uma mensagem com duras criticas ao sector da banca, utilizando como alvo directo o arrogante atrevido e imoral Ulrich, que teima em ofender os mais fustigados pela crise.

"Sem açúcar nem afecto, em discurso directo.
“Maior crime que roubar um banco, é fundar um banco” 
Brecht

Sei que a raiva não é boa conselheira. Paciência. Aí vai.
Havia dantes no coração das cidades e das vilas umas colunas de pedra que tinham o nome de picotas ou pelourinhos. Aí eram expostos os sentenciados que a seguir eram punidos com vergastadas proporcionais à gravidade do seu crime. Essa exposição tinha também por fim o escárnio popular.
Era aí que eu te punha, meu glutão.
Atadinho com umas cordas para que não fugisses. Não te dava vergastadas. Vá lá, uns caldos de vez em quando. Mas exibia-te para que fosses visto pelas pessoas que ficaram sem casa e a entregaram ao teu banco. Terias de suportar o seu olhar, sendo que o chicote dos olhos é bem mais possante que a vergasta.
Terias, pois, de suportar o olhar daqueles a quem prometeste o paraíso a prestações e a quem depois serviste o inferno a pronto pagamento.
Daqueles que hoje vivem na rua.
Daqueles que, para não viverem na rua, vivem hoje aboletados em casa dos pais, dos avós, dos irmãos, assim a eito, atravancados nos móveis que deixaram vazias as casas que o teu banco, com a sofreguidão e a gulodice de todos os bancos, lhes papou sem um pingo de remorso.

Dizes com a maior lata que vivemos acima das nossas possibilidades. Mas não falas dos juros que cobraste. Não dizes, nessas ladainhas que andas sempre a vomitar, que quando não se pagava uma prestação, os juros do incumprimento inchavam de gordos, e era nesse inchaço que começava a desenhar-se a via-sacra do incumprimento definitivo.
Olha, meu estupor, sabes o que acontece às casas que as pessoas te entregam? Sabes, pois… São vendidas por tuta e meia, o que quer dizer que na maior parte dos casos, o pessoal apesar de te ter dado a casa fica também com a dívida. Não vale a pena falar-te do sofrimento, da vergonha, do vexame que integra a penhora de uma casa, porque tu não tens alma, banqueiro que és.
Tal como não vale a pena referir-te que os teus lucros vêm de crimes sucessivos. Furtos. Roubos. Gamanços. Comissões de manutenção. Juros moratórios. Juros compensatórios, arredondamentos, spreads, e mais juros de todas as cores. Cartões de crédito, de débito, telefonemas de financeiras a oferecerem empréstimos clausulados em letrinhas microscópicas, cobranças directas feitas por lumpen, vale tudo, meu tratante. Mesmo assim tiveste de ser resgatado para não ires ao fundo, tal foi a desbunda. E, é claro, quem pagou o resgate foram aqueles contra quem falas todo o santo dia.

Este país viveu décadas sucessivas a trabalhar para os bancos. Os portugueses levantavam-se de manhã e ainda de olhos fechados iam bulir, para pagar ao banco a prestação da casa. Vidas inteiras nisto. A grande aliança entre a banca e a construção civil tornavam inevitável, aí sim, verdadeiramente inevitável, a compra de uma casa para morar. Depois os juros aumentavam ou diminuíam conforme era decidido por criaturas que a gente não conhece. A seguir veio a farra. Os bancos eram só facilidades. Concediam empréstimos a toda a gente. Um carnaval completo, obsessivo, até davam prendas, pagavam viagens, ofereciam móveis. Sabiam bem o que faziam.
Na possante dramaturgia desta crise entram todos, a banca completa e enlouquecida, sendo que todos são um só. Depois veio a crise. A banca guinchou e ganiu de desamparo. Lançou-se mais uma vez nos braços do estado que a abraçou, mimou e a protegeu da queda.

Vens de uma família que se manteve gloriosamente ricalhaça à custa de alianças com outros da mesma laia. Viveram sempre patrocinados pelo estado, fosse ele ditadura ou democracia. Na ditadura tinham a pide a amparar-vos. Uma pide deferente auxiliava-vos no caminho. Depois veio a democracia. Passado o susto inicial, meu deus, que aflição, o povo na rua, a banca nacionalizada, viraram democratas convictos. E com razão. O estado, aquela coisa que tu dizes que não deve intervir na economia, têm-vos dado a mão todos os dias. Todos os dias, façam vocês o que fizerem.
Por isso falas que nem um bronco, com voz grossa, na ingente necessidade de cortes nos salários e pensões. Quanto é que tu ganhas, pá?
Peroras infindavelmente sobre a desejável liberalização dos despedimentos.
Discursas sem pejo sobre a crise de que a cambada a que pertences é a principal responsável.
Como tu, há muitos que falam. Aliás, já ninguém os ouve. Mas tu tinhas que sobressair. Depois do “ai aguenta, aguenta”, vens agora com aquela dos sem-abrigo. "Se os sem-abrigo sobrevivem, o resto do povo sobreviverá igualmente."
Também houve sobreviventes em Auschwitz, meu nazi.
É isso que tu queres? Transformar este país num gigantesco campo de concentração?
Depois, pões a hipótese de também tu poderes vir a ser um sem-abrigo. Dizes isto no dia em que anuncias 249 milhões de lucros para o teu banco. É o que se chama um verdadeiro achincalhamento.

MINISTRA DA JUSTIÇA AMEAÇA, OU ACEITAM REDUZIR SALÁRIOS OU HAVERÁ MAIS DESPEDIMENTOS


VIDEO APENAS DE SOM, pois foi divulgado há momentos.

Não desistem de punir os inocentes, de bater nos que trabalham, de castigar os honestos, e lesar os mais desprotegidos... 
Enquanto isso, as elites parasitas e corruptas permanecem intocáveis, cada vez mais ricas, protegidas e a salvo da austeridade e da crise, que provocaram.
"Em entrevista à TVI 24, Paula Teixeira da Cruz aconselhou mesmo os sindicatos a negociarem reduções salariais para que fiquem protegidos postos de trabalho e, deu como exemplo a seguir em Portugal, o que foi feito na Alemanha nos anos 90. Nesse período, o país atravessou um período difícil e a única opção era cortar nos salários ou despedir trabalhadores, sendo que, observa a ministra, os sindicatos optaram pelas reduções."fonte

Ministra da Justiça deixou bem claro, quais são as intenções eminentes do governo;  vão mesmo avançar com cortes nos salários...
Em obediência cega ao FMI, que por sua vez anda a ver muito mal? Pois parece que os relatórios que chegaram ao FMI sobre os cortes salariais, estavam distorcidos e levavam a concluir que se deveria cortar mais.

Pura chantagem, ou os sindicatos aceitam cortes nos salários, ou vai haver despedimentos?
É assim mesmo, um governo que insiste em ser duro com quem trabalha e mole com os parasitas.
Claro que, já todos sabemos, também, que os cortes devem deixar de fora os juízes e os famosos 15 tachos, sócios do amante da Ministra, denunciados por Marinho Pinto.

Protecção aos ricos
Nos impostos
Nos grandes negócios com o estado
Protege os ricos, pagam os pobres
Haja coragem, diz Paulo Morais, aos cobardes
Medina acusa austeridade selectiva
Elites
etc etc etc

05 Set, 2013 "Os salários caíram em Portugal, pelo segundo ano consecutivo. Um estudo da consultora Mercer revela ainda que 31% das empresas congelaram os ordenados e 18% tencionam mesmo despedir funcionários ainda este ano." fonte
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Um povo culto é um povo difícil de manipular.



As crises deixam algumas marcas, que com o tempo se podem remediar. Mas existem outras, que apenas se agravarão de forma irremediável.  E como estupidificar um povo, é benéfico para quem nos (des)governa, eis que as crises servem também o propósito da estupidificação, e, claro o empobrecimento... já que uma condiciona a outra, e ambas são causa e consequência, uma da outra.

Há perdas irremediávies. Perdemos muita coisa, mas ao perdermos a capacidade de julgar, de criticar, de pensar, de querer saber, de compreender, de discernir... ficamos encerrados num circulo de nulidade, difícil de quebrar.
Quanto menos capazes formos de compreender os nossos direitos, mais facilmente eles os anulam.
Quanto menor for a  nossa capacidade de perceber quem faz o mal e o bem, quem faz mal e quem faz bem... mais facilmente os incompetentes e os maus, se tornarão poderosos.
Quanto mais desinteressados e desligados formos do conhecimento e da vontade de saber, mais facilmente seremos manipulados e enganados.
Quanto mais ignorantes mais injustos e por isso incapazes de escolher bem e com justiça, prolongando a impunidade dos carrascos que nos condenam.
Quanto menos sabemos menor é a vontade de ampliar o saber.

"Está a acontecer. Já se apercebeu?
Por Nicolau Santos

Aquilo que nem nos passava pela cabeça que pudesse acontecer está mesmo a acontecer.
Está a acontecer cada vez com mais regularidade as farmácias não terem os medicamentos de que precisamos.
Está a acontecer que nos hospitais há racionamento de fármacos e uma utilização cada vez mais limitada dos equipamentos.
Está a acontecer que muitos produtos que comprávamos nos supermercados desapareceram e já não se encontram em nenhuma prateleira.
Está a acontecer que a reparação de um carro, que necessita de um farol ou de uma peça, tem agora de esperar uma ou duas semanas porque o material tem de ser importado do exterior.
Está a acontecer que as estradas e as ruas abrem buracos com regularidade, que ou ficam assim durante longos meses ou são reparados de forma atamancada, voltando rapidamente a reabrir.
Está a acontecer que a iluminação pública é mais reduzida, que mais e mais lojas dos centros comerciais são entaipadas e desaparecem misteriosamente.
Está a acontecer que nas livrarias há menos títulos novos e que as lojas de música se volatilizaram completamente.
Está a acontecer que nos bares e restaurantes há agora vagas com fartura, que os cinemas funcionam a meio gás, que os teatros vivem no terror da falta de público.
Está tudo isto a acontecer e nós, como o sapo colocado em água fria que vai aquecendo lentamente até ferver, não vemos o perigo, vamos aceitando resignados este lento mas inexorável definhar da nossa vida coletiva e do Estado social, com uma infinita tristeza e uma funda turbação.

Está a acontecer e não poderia ser de outro modo. Está a acontecer porque esta política cega de austeridade está a liquidar a classe média, conduzindo-a a uma crescente pauperização, de onde não regressará durante décadas.
Está a acontecer porque, nos últimos quase 40 anos, foi esta classe média que alimentou cinemas, teatros, espetáculos, restaurantes, comércio, serviços de saúde, tudo o que verdadeiramente mudou no país e aquilo que verdadeiramente traduz os hábitos de consumo numa sociedade moderna. Foi na classe média — de professores, médicos, funcionários públicos, economistas, pequenos e médios empresários, jornalistas, artistas, músicos, dançarinos, advogados, polícias, etc. —, que a austeridade cravou o seu mais afiado e longo punhal. E com a morte da classe média morre também a economia e o próprio país.
E morre porque era esta classe média que mais consumia — e que mais estimulava — os produtos culturais nacionais, da literatura à dança, dos jornais às revistas, da música a outro tipo de espetáculos e de manifestações culturais. É por isso que a cultura está a morrer neste país, juntamente com a economia. E se a economia pode ainda recuperar lentamente, já a cultura que desaparece não volta mais.
Um país sem economia é um sítio. Um país sem cultura não existe.
Durante a II Guerra Mundial, quando o esforço militar consumia todos os recursos das ilhas britânicas, foi sugerido ao primeiro-ministro Winston Churchill que cortasse nas verbas da cultura. O homem que conduziu a Inglaterra à vitória sobre a Alemanha recusou perentoriamente. “Se cortamos na cultura, estamos a fazer esta guerra para quê?” Mutatis mutandis, a mesma pergunta poderíamos fazer hoje: se retiramos todas as verbas para a cultura, estamos a fazer este ajustamento em nome de quê? Mas esta, claro, é uma questão que nunca se colocará às brilhantes cabeças que nos governam."
  1. Farmácias sem medicamentos, para mais pobres
  2. Austeridade afecta mais pobres
  3. Insuficiência de equipamentos no hospital
  4. Equipamentos só para elites
  5. Governos protegem os ricos, porque criam emprego?
  6. Exercer cidadania não é apenas participar  com o voto.

Defender o interesse público ou o privado? Quem sabe?


OS DEPUTADOS ESTÃO DIVIDIDOS, COITADOS, NUNCA SABEM SE DEVEM DEFENDER O INTERESSE PÚBLICO OU O PRIVADO. OU SABEM? 


Neste video, Paulo Morais explica que os Swap tal como as PPP são contratos normalmente salutares e usados em muitos países. Só em Portugal é que são contratos criminosos, porque nenhuma das partes acautelou o interesse do estado. Ou seja, existe uma persistente traição e promiscuidade, dos que ocupam os cargos públicos, e negoceiam contratos a favor do adversário. Não defendendo o estado e os portugueses, mas sim os privados que lhes pagam mais. Tudo isto porque os protagonistas persistem em circular entre cargos públicos e cargos privados.
O resultado é o escândalo descarado a que assistimos, o risco fica sempre para o estado e os privados ficam com todo o lucro.
Algumas realidades sobre as PPP, por Paulo Morais

"Ministério da Saúde adjudica 1,5 milhões de euros a escritório de ex-adjunto, com assessoria jurídica.
Rasto já vinha de longe
É o contrato mais recente entre o Ministério da Saúde e a BAS - Sociedade de Advogados, fundada por Pedro Madeira de Brito, que foi adjunto do ex-secretário de Estado da Saúde Francisco Ramos (PS). 
A 5 de Março, lê-se no site de contratos públicos base.gov.pt, a central de compras da saúde adquiriu serviços de consultoria externa para acompanhamento da execução dos contratos de gestão dos hospitais de Braga, Cascais, Loures e Vila Franca de Xira, parcerias público-privadas. O valor de contrato é 151,4 mil euros e vale por 457 dias. Está no top 5 dos 22 assinados em três anos pela tutela. Os registos disponíveis mostram que a sociedade de advogados fundada por um ex-assessor do governo de José Sócrates tem vindo a ganhar preeminência na assessoria ao Ministério da Saúde.

Desde 2010, ano em que foi criada, a sociedade soma 77% da despesa tornada pública pela tutela em serviços jurídicos. Ao todo, várias entidades do ministério contrataram com este escritório de advogados serviços no valor de 1,52 milhões de euros numa despesa total de 1,97 milhões.
Só no acompanhamento de parcerias público-privadas soma-se um terço das verbas, 586 mil euros. Os 22 contratos com a BAS listados, assim como 18 assinados com outros escritórios no mesmo período, ocorreram todos por ajuste directo.

Questionado sobre sucessivos ajustes e se não existe margem para assumir internamente este trabalho, o Ministério da Saúde esclareceu via Administração Central do Sistema de Saúde que está a ser feito um levantamento das despesas assumidas em 2012 com o acompanhamento das PPP em parceria com a Universidade de Trás-os-Montes e o Ministério das Finanças. “Este levantamento irá permitir a criação de sinergias entre os vários organismos (Ministério da Saúde e Ministério das Finanças) e proceder à execução de um plano com vista à redução dos custos no acompanhamento dos contratos em regime de parceria público-privada”, disse.

OCDE confirma, Portugal é um país pobre, devido à corrupção.


PORTUGAL ESTÁ DESTRUÍDO PELOS EFEITOS DEVASTADORES DA CORRUPÇÃO


Pela corrupção do PS... ou será do PSD? Talvez do CDS... é difícil decidir, afinal ela nunca parou e continua a crescer. 
Segundo os portugueses o ps, o psd e o cds, não são corruptos, são sempre os preferidos.
Os portugueses, pelo menos um milhão deles vota sempre PS, PSD ou CDS, e os outros 7 MILHÕES ficam em casa, e não votam contra eles, e por isso estes partidos, há mais de 30 anos destroem e roubam Portugal aos olhos de todos, que só sabem reclamar e não entendem que tem que votar para isto mudar. 70% dos portugueses não vota válido e esse é o único voto que pode correr com os partidos mais corruptos do país que nos desgovernam e roubam há 3 décadas.
Portanto eis-nos perante um enigma.. seremos burros cegos e obtusos e votamos em corruptos? OU nem votamos em nada e eles ganham só com meia dúzia de votos dos amigos fanáticos?
Ou a OCDE é mentirosa e somos um país rico e honesto? Ou o índice de Transparência Internacional é que é corrupto e divulga dados falsos quando afirma que Portugal foi o país do mundo, que em 10 anos, mais agravou a corrupção?

continuem a enriquecer corruptos e a destruir Portugal, votando nos partidos com cadastrados, ou NÃO VOTANDO CONTRA ELES, QUE VAI DAR AO MESMO, porque não votar dá poder e lugares na assembleia, aos que ganharem as eleições. Por isso ao não votar, estás a votar sempre PS PSD CDS E restantes ladrões que tem assento na assembleia há décadas e nada fazem. 

Scuticídio 
"Só a nacionalização das PPP rodoviárias pelo seu justo valor evitará o total descalabro das finanças públicas.

O FMI anda mal informado e em más companhias. Paulo Morais explica porquê.


E aí vem mais austeridade... graças à corrupção e graças à inércia de um povo, que se deixa escravizar, em pleno século XXI... e à vista de todos.


O governo arranjou uma forma simples e descarada, de garantir que as elites sejam protegidas pelas medidas de austeridade, e que por bom comportamento, ainda recebam injecções chorudas de milhares de milhões de euros, do empréstimo da Troika.
Para isso, bastou escolher bem os representantes que negoceiam com a troika.
Os elementos escolhidos para negociar o resgate, os que decidem de onde tem que sair o dinheiro, para pagar a divida, e onde deve entrar o dinheiro do resgate... são todos eles elementos com ligações ás elites responsáveis pela crise - banca, imobiliário, advogados, etc, como afirma Paulo Morais no video.

Assim fica mais fácil perceber porque razão os pobres são os que mais pagam a crise, e os ricos continuam a ser os que menos pagam e ainda recebem. (Não perca os links, no final do artigo, que provam as afirmações.)

Por acidente, ou sabe-se lá porque razão, o FMI publicou um gráfico... dos tais que o nosso governo envia ao FMI, para os colocar a par do estado do país...  (relatórios que todos devíamos conhecer... Mas são mantidos em segredo).
Esse relatório aparentemente retrata uma realidade distorcida, no intuito de obter autorização para aplicar mais austeridade selectiva, da que eles gostam.- a que carrega sempre no zé povinho...
Nesse gráfico o FMI é levado a crer que os cortes nos salários não foi suficiente e que havia necessidade de fazer mais cortes.
Com informações fornecidas por equipas que, segundo Paulo Morais, nem sequer sabem o que é viver de salários... só podia dar nisto. Falta saber é quantos relatórios tendenciosos e manipulados chegam ao FMI... Por isso me farto de alertar ... não se revoltem contra a troika ou o FMI, revoltem-se contra os corruptos que nos colocaram nas mãos da troika e do FMI e continuam a ser corruptos com a troika e o FMI.

"O FMI publicou gráficos cedidos pelo Governo que escondem reduções nos salários e, por isso, defende mais cortes no setor privado. A questão é que os dados partem de uma amostra deturpada, já que a informação dada pelo Executivo não está completa.
No relatório da sétima avaliação da troika, o FMI publicou um documento sobre a evolução salarial em Portugal, onde escrevia que sete por cento dos trabalhadores inscritos na Segurança Social tiveram cortes salariais em 2012, escreve esta quarta-feira o «Jornal de Negócios».
Ora, esse valor é considerado reduzido e foi com base nisso que o Fundo alertou para a importância de haverem mais cortes salariais e uma maior flexibilidade laboral. Ou seja, a omissão está a custar caro a Portugal.
Acontece que, da base de dados utilizada para o efeito, foram omitidas milhares de observações, as quais, caso tivessem sido consideradas, apontariam para uma fatia de 20% de funcionários já atingidos por reduções nos respetivos ordenados, e não de 7% como o FMI publica.
Agora, a instituição presidida por Christine Lagarde defende-se garantindo que recebeu os dados do Governo de Pedro Passos Coelho. E o Governo português já admitiu que os dados fornecidos estão incompletos." fonte

Resumo do video.... 
A comissão parlamentar que neste momento tem mais importância para o futuro dos portugueses é a que está a negociar com a TROIKA.
Ironicamente o povo português não está representado nessa comissão, pois é composta por representantes dos bancos, representantes dos escritórios de advogados, dos interesses imobiliários e das grandes empresas.
A recente privatização/alienação da EDP é um exemplo de como uma comissão criada para fiscalizar e defender os interesses do estado, pode envolver nessa comissão, elementos com interesses no negócio que não eram os do estado.
Miguel Frasquilho - com interesses no BES, banco que acessorou os chineses na compra.
Mesquita Nunes - o advogado que pertence ao escritório de advogados que trabalhou para o governo nesse processo.
Pedro Pinto - que é consultor de empresas que dependem completamente da EDP.

Entretanto a Ministra da Justiça já deixou perceber que vão mesmo avançar com cortes nos salários... 
No dia 5 de Setembro, declara que, ou os sindicatos aceitam cortes nos salários, ou vai haver despedimentos. É assim mesmo, um governo que insiste em ser duro com quem trabalha e mole com os parasitas.
Claro que os cortes devem deixar de fora os juízes e os 15 tachos, sócios do amante, denunciados por Marinho Pinto.

Como um rico, com cancro, morre melhor do que um pobre.


Das desigualdades da morte.

Morreu António Borges. Mas o importante não é ele ter morrido, como morreu, como viveu. O que eu quero sublinhar é a desigualdade da morte, de como se morre.
Não se pode dizer, para não ferir susceptibilidades, que me choca a forma como se morre em Portugal. 
Como um rico, com cancro, morre melhor do que um pobre. Aparentemente isto é raiva, ódio aos ricos. É falar sem racionalidade. Pois racionalidade é algo que nunca vi no tratamento de doentes crónicos, nomeadamente oncológicos, no nosso país.
E descrevo uma história que não é a minha.

"Em 22 de Março foi diagnosticado um cancro de pulmão, carcinoma de pequenas células, estágio IV ao meu pai. (...) O diagnóstico demorou meses. Desde infecções respiratórias, ataques de ansiedade (?), gripes. Meses até dizerem: cancro. O meu pai era já um doente de risco, sempre seguido no hospital dados os problemas cardíacos que tinha. Nunca ninguém detectou o cancro que lhe corroía as entranhas.
Nesse momento soube que o meu pai ia morrer em breve, embora nunca o tivesse verbalizado. 
Começou, pois, a saga dos tratamentos. Protocolos com quimioterapia e radioterapia. Medicamentos, atrás de medicamentos.
O meu pai acabava de concretizar o sonho de uma vida, licenciou-se em Direito. Velho demais para trabalhar, novo demais para a reforma, dizia-me, com os olhos pregados no chão «quem quer alguém com cancro?». Nunca lhe tinha ouvido nada derrotista. Desde o primeiro minuto, desde sempre, nunca desistia ou se sentia derrotado. Desta vez era diferente. Pronto para enfrentar o mundo e a doença, sabia bem das limitações.
Fomos então pedir a invalidez. A Segurança Social recusou. Sem subsídio de desemprego, sem pensão, a companheira desempregada de longa duração. Uma filha de três anos.
Os medicamentos eram pagos entre mim e a minha irmã. A família ajudava no que podia. O meu pai não tinha carro. A minha lata velha servia-lhe, enquanto pôde conduzir, para ir aos tratamentos (não há transportes públicos nem hospitalares)
Acabada a fase da quimioterapia, seguia-se a radioterapia paliativa. O hospital recusou. Era paliativa.

Levantámos uma tempestade, todos os órgãos de comunicação social se interessaram. O hospital voltou atrás. Foi ao IPO – Porto onde tinha que ficar todo o dia porque só havia um transporte para os doentes. Caso quisesse vir mais cedo, porque não aguentava estar lá, teria que pagar. Ficava lá.
Houve meses em que não tomou toda a medicação. Não tinha dinheiro e era demasiado orgulhoso. Não pedia. Era preciso descobrir e estar atento ao que faltava.
Liguei para a Fundação Champalimaud mal soube da máquina que apenas com uma sessão de radioterapia diminuía o tumor de forma significativa. Responderam-me que precisava de uma consulta de avaliação e a sessão de radio seria 5 000 euros. Perguntei se no público haveria máquina idêntica. Disseram-me que não. Agradeci e desliguei. 
Descobri que havia uma máquina parecida no Hospital do Barreiro. E que o médico, por querer que todos pudessem aceder aos tratamentos teria sido afastado.

Ouvi o meu pai uma vez «para sofrer tanto para poder ter tratamentos mais vale morrer de uma vez. Isto não é vida». Lentamente ia perdendo o seu corpo, a sua mente.
Acompanhava-o nos longos dias de exames, feitos no hospital privado da Boavista porque nenhum hospital público dispunha das máquinas necessárias. Almoçávamos uma francesinha a meio dos tratamentos e víamos coisas para o único neto do meu pai. E voltávamos ao hospital.

Nunca lhe propuseram estar internado. Não lhe deram soro nem morfina, fomos nós que exigimos. Já não aguentava mais ver o sofrimento contínuo do meu pai. 
A cadeira articulada, foi emprestada, arranjou-a a minha tia, e uma grade para a cama. O meu cunhado passou a levar e a trazer o meu pai, ele já não conseguia conduzir. A companheira dividia a medicação e aplicava. Aprendi a dar injecções porque a Joana, que é minha amiga e é enfermeira me ensinou, ensinou-me a dar-lhe banho, a virá-lo na cama para que não ganhasse feridas, a limpar-lhe a boca e a alimentá-lo. Tirei licença para estar com o meu pai. A minha irmã não pôde, era um falso recibo verde.

Pedi um empréstimo para poder pagar tudo isto. Tive que mudar de banco e vou pagar o empréstimo nos próximos dez anos. Estive sempre ao lado do meu pai. Colocámos o soro, dei-lhe de comer. Começou a tossir, sem parar. A família reuniu-se em volta dele. O gato, saiu dos pés do meu pai e começou a aproximar-se lentamente do seu peito. E eu pensei, é agora.
Corri para o lado dele, dei-lhe a mão e vi uma lágrima a correr-lhe na face esquerda.
O meu pai morreu.
Não houve jornais, não houve televisão. De vez em quando há uma notícia que diz que os tratamentos estão a ser negados aos doentes oncológicos, que o IPO não tem dinheiro.

O meu pai tinha 54 anos. A vida inteira pela frente. 
Nunca defendeu salários baixos nem privatizações. Trabalhou desde os 14. Tirou um curso aos 53 porque era o seu sonho. A estes não há homenagens. Aos que lutam pela sobrevivência durante todos os dias com dores excruciantes e a violência do Estado. Não, para estes não há memória, não há camas de hospital, medicamentos.
António Borges tinha cancro no pâncreas. Daqueles fulminantes que supostamente matam de imediato. Durou bem mais do que o meu pai. «Trabalhou sempre», dizem. Certamente não terá passado por nada disto. Certamente, até na morte, ou perto dela, teve conforto e o melhor tratamento para não sentir dor e adiar a inevitabilidade da morte.
Não lhe sinto raiva pela forma como morreu, mas desprezo o que defendeu em vida. Porque foram homens como ele e são homens como ele que ditam que homens, mulheres e crianças passem o que o meu pai passou para morrer. E ninguém merece estas mortes lentas.
Que lhe pese a terra? Não, não acredito em nada depois da morte. Preferia que lhe pesassem as suas ideias durante a vida. Principalmente nos dias e meses antes da morte."  fonte

@ - "Uma radioterapia que pode eliminar o cancro numa única sessão, mesmo com o tumor já espalhado, estará em breve disponível em Portugal, através de uma máquina quase única no mundo que ficará instalada na Fundação Champalimaud."  2011
@ - "Governo paga medicamentos em hospitais privados, que não há nos hospitais públicos?" fonte