23 agosto, 2012

Quem cria empregos? Não, não são os ricos. Essa é apenas a desculpa para proteger os ricos dos impostos.




Politica e economia para tótos???
"Um comum consumidor da classe média cria muito mais emprego do que um capitalista como eu."
Se todos acordarmos para a verdade, saberemos que estamos a ser geridos para a ruína deliberadamente. Com incompetentes e destruidores da economia, no poder, é apenas o que se pode esperar.
Impingem teorias de tótos para tótos, e infelizmente ninguém as questiona, porque os que pertencem à elite, beneficiam delas, e o Zé Povinho, esse, não sabe metade da história.

Nick Hanauer é um investidor de sucesso, milionário, habituado a contratar pessoas para trabalhar nas suas empresas. Foi convidado para uma palestra TED - uma organização não-lucrativa norte-americana dedicada à divulgação de ideias inovadoras nas áreas da tecnologia e do investimento. A palestra não agradou aos organizadores e não publicaram o vídeo no site, porque ele decidiu expor verdades que incomodam os ricos e deveriam despertar os pobres, vitimas da ganancia deles.

Começou por deitar por terra a teoria que todos teimam impor como verdade absoluta - 
A de que são os ricos que criam emprego, e portanto devem ter todo o apoio e isenções fiscais, dos governos. 
Explica que na verdade são os consumidores que criam emprego, portanto a classe média, os que compram os produtos que as empresas criam e querem vender. 
Um patrão apenas contrata empregados como último recurso; se a empresa não crescer, se os consumidores não comprarem, se a classe média perder poder de compra, não há novos empregos e os antigos começam a ficar ameaçados.
Por isso, o milionário Hanauer, defende que os impostos sobre os mais ricos devem ser aumentados para atenuar as desigualdades sociais e aumentar o poder de compra da classe média.  Parece simples e evidente, não é?

Seria interessante que alguém do Governo português avaliasse o discurso de Hanauer e percebesse que a destruição da classe média, que está a ser levada a cabo, é meio caminho andado para a ruína do país
E a ideia, muito conveniente, de que os ricos são beneméritos criadores de postos de trabalho, não passa de uma manipulação da verdade para beneficiar os que manobram a economia e a conduzem para a ruína - os ricos.
Nick Hanauer desmorona assim um dos mitos mais malignos de que os ricos merecem ter impostos reduzidos para que possam continuar a desempenhar a sua suposta função social de criador de postos de trabalho.
Afirma "Um comum consumidor da classe média cria muito mais emprego do que um capitalista como eu."
"Muito do que Nick Hanauer escreveu já tinha sido defendido no ano passado por um grupo de milionários norte-americanos, arrastados por um artigo escrito no New York Times pelo magnata Warren Buffet: "Enquanto os pobres e a classe média combatem em nosso nome no Afeganistão, e enquanto a maioria dos americanos luta para esticar o salário, nós, os mega-ricos, continuamos a beneficiar de impostos reduzidos". O texto de Buffet, tinha como título "Deixem de mimar os super-ricos" e terminava com uma frase que também podia ter sido escrita por Nick Hanauer:
"Eu e os meus amigos temos sido mimados há muito tempo por um Congresso amigo dos multimilionários.
Taxar os mais ricos para que eles invistam no crescimento da classe média é a medida mais inteligente que podemos tomar para ajudar a classe média, os pobres, mas também os ricos"

Num email enviado por Chris Anderson ao milionário, o curador da TED expõe os seus argumentos: "Nick, eu partilho da tua repugnância pelo crescimento das desigualdades nos EUA, e gostaria de ter encontrado uma forma de dar às pessoas uma ideia mais clara sobre o assunto, sem alimentar a entediante versão partidarizada dos argumentos que ouvimos todos os dias nos media tradicionais. A minha opinião - e é apenas uma opinião, por isso é que o meu cargo é "curador" - é que publicar a tua palestra não iria ao encontro desse objectivo".  (Foi esta a justificação para que o video fosse censurado!!!!)
Como seria de esperar, a decisão foi mal recebida nas redes sociais. "Hey, @ted_com, é inaceitável não publicarem a palestra de Nick Hanauer. Se vocês não fazem parte da solução, fazem parte do problema"; "Digam à TED para não censurar a verdade sobre os impostos: deixem-nos ouvir Nick Hanauer"; e "O quê? A TED recusa-se a publicar uma palestra do milionário e investidor de risco Nick Hanauer?" eram algumas das mensagens de protesto contra a fundação publicadas em poucas horas no Twitter. Publico

Verdade divulgadas no video
É espantoso a forma como uma ideia pode influenciar/manipular/enganar a sociedade e as suas políticas.
A mentira que tem sido impingida - Se os impostos dos mais ricos aumentarem, a criação de emprego declinará. Por vezes, as ideias que damos como certas estão completamente erradas. 
Um político que acredita que são os ricos e os seus negócios, os verdadeiros ‘criadores de empregos’ e que por isso, não devem pagar impostos, é um mau decisor político.
"Fundei ou ajudei a fundar dúzias de negócios e, inicialmente, contratei imensas pessoas. Mas se ninguém tivesse a capacidade de comprar o que tínhamos para vender, todos os meus negócios teriam fracassado e todos esses postos de trabalho ter-se-iam evaporado.
E é por isto que afirmo, com confiança, que as pessoas ricas não criam emprego, nem as empresas, pequenas ou grandes. O que conduz a mais emprego é um ciclo de reacção entre consumidores e negócios. E apenas os consumidores podem colocar em movimento este ciclo virtuoso de aumentar a procura e, por conseguinte, a contratação de trabalhadores. 
Neste sentido, denominarmo-nos como criadores de emprego não só é desadequado, como desonesto.
As nossas políticas actuais estão viradas ao contrário. Quando se tem um sistema fiscal no qual a maioria das isenções e as taxas mais baixas beneficiam os mais ricos, tudo em nome da criação de emprego, o que acaba por acontecer é que os ricos ficam mais ricos.
Desde 1980, a quota de rendimentos para os americanos mais ricos mais do que triplicou, ao mesmo tempo que as taxas de impostos efectivas declinaram quase 50%.
Se fosse verdade que taxas mais baixas de impostos e mais riqueza para os ricos conduziriam a uma maior criação de emprego, então hoje estaríamos afogados em empregos. Mas e como sabemos o desemprego e o sub-emprego continuam em níveis elevadíssimos”.

Em 2011, Hanauer afirmou ter pago uma taxa efectiva de impostos na ordem dos 11%. Ao se posicionar no escalão mais elevado de um grupo protegido de americanos, os que pertencem ao tão falado 1%, ao negar que são os ricos que criam emprego, valoriza a importância de proteger a classe média, ao mesmo tempo que apela à redução de privilégios e isenções de impostos aos ricos. “Quando a classe média prospera, as empresas crescem e contratam, e os seus proprietários lucram”, afirma.
Em Portugal passa-se o mesmo, ricos protegidos, pobres sacrificados. 

Enquanto não se der inicio à inversão de todo este paradigma, o resultado será a inevitável ruína das nações.
Cada vez mais se  torna óbvio a urgência de injectar energia na classe média, ao contrário do que se tem feito. Os governos insistem em cortar o poder de compra e não conseguem ver mais além. 
Apesar de vários especialistas apoiarem a necessidade de fazer esta inversão económica. 
Pesquisas tem vindo a demonstrar que a prosperidade de longo prazo, está posta em causa simplesmente porque a classe média está a ser destruída e os ricos abandonam o barco que se afunda. 
Assim, as evidências sugerem não só que o argumento de Hanauer está correcto, como ilustram que os Estados Unidos precisam de uma classe média vibrante para voltarem ao crescimento. E não estão sozinhos nesta contenda.

O governo insiste em enganar os pobres, fracos e oprimidos... 
Os 1,37 mil milhões de euros de benefícios fiscais em sede de IRC concedidos pelo Estado em 2010 foram distribuídos por 10.835 empresas. Se excluirmos os incentivos dirigidos à Zona Franca da Madeira, que anualmente absorve boa parte da despesa fiscal do Estado com este imposto, são os grandes grupos nacionais, como a Portucel, o BPI, a Volkswagen Autoeuropa e a Portugal Telecom (PT) que melhor aproveitam os incentivos fiscais, mostram os dados divulgados pela Autoridade Tributária e Aduaneira. Fonte

9 comentários :

  1. Vivemos tempos de mudança, acentuada!
    A continuar a bola de neve consumista sem contrapartida útil (automóveis, viagens, telemóveis, ipad, ipods,500 canais de tv, roupa e mais roupa, sapatos e mais sapatos), estamos condenados como sistema económico, financeiro, social, ambiental e logo, político.

    Como sair daqui, se este é o círculo económico actual?
    É necessário pensar o passo seguinte!

    Dar ao nosso investimento (compra) um sentido útil ou seja, torná-lo tão reprodutivo quanto possível!

    Evitar a compra inconsequente, só pelo prazer de ter e/ou mostrar que tem.

    O investimento (compra) tem de ter um retorno positivo num prazo razoável se possível, promovendo o que é fabricado neste país.

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    1. Primeiro devíamos dizer isso aos parasitas dos politicos... Não acho nada bem que continuemos a culpar os cidadãos pelo despesismo. Isso é o que os politicos gostam, para esquecermos quem é que realmente esbanja nisso tudo que refere, mais em submarinos, pontes, barragens, scuts, etc etc isso sim é que está mal.

      "8- Revelações que todos devem saber e divulgar... a culpa da crise é da corrupção e dos políticos.
      Paulo Morais chega mesmo ao ponto de desmistificar a velha teoria que os políticos nos querem impingir - portugueses andaram a gastar mais do que podiam - segundo o video, a corrupção é a culpada pela ruína de Portugal, e a responsável tanto pela divida pública como pela privada e Paulo Morais explica como."

      Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/07/corrupcao-descarada-do-presidente-da.html#ixzz24O3bAK1C

      Quem viveu à grande e irresponsavelmente foram os governos e a banca. Não o povo.

      Óbvio que não têm que ser os cidadãos a perceber os vossos esquemas financeiros e economicos assim como o seu impacto no futuro!
      O cidadão comum não tem que perceber que comprar casa com crédito no banco é perigoso para a economia nacional ou mundial.... os governos é que tem que perceber isso, regulamentar isso e colocar um travão nisso.
      Deixar os bancos receber lucros gigantescos ás custas
      Acesse ao Artigo completo: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/01/colocar-os-interesses-dos-politicos-e.html#ixzz24O3v7VZJ

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  2. Boas

    As duas maiores crises económicas e sociais que o Mundo enfrentou no séc. XX foram a crise dos anos 30 e a reconstrução europeia no pós-2ª Guerra Mundial. Esta situações só foram superadas graças à intervenção maciça dos estados centrais nas nas respectivas economias. Não foram os Rockfeller ou os Rothschild, mas antes o Estado. Os 30 anos que seguem à 2ª Guerra mundial foram as denominadas "Décadas Douradas" da economia europeia. Querem sair desta crise? Estudem Keynes! Os grandes do sector privado não têm capacidade, nem interesse na criação de emprego estável e em condições dignas. Aliás, o desemprego elevado até lhes é conveniente para instaurar uma lógica de mercado de trabalho característica do séc. XIX. Leiam Dickens ou vejam as caricaturas de Daumier e verão como são actuais. A "chinesização" das classes médias é considerado um modelo de desenvolvimento económico sustentável e viável por essas luminárias do pensamento económico mas que nunca foram capazes de inverter a tendência macro-económica a que vimos assistindo no mundial ocidental nos últimos 30 anos (1980-2012).

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  3. Não posso estar mais de acordo!

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  4. Por cá temos sempre o Belmiro e o Soares dos Santos a vangloriarem-se de que sem eles haveria muitos mais desempregados, pois eles empregam dezenas de milhares de pessoas,da maneira como falam, até parece que é uma favor que fazem ás pessoas que lá trabalham.

    Se houvesse um prémio Madre Teresa devia ser entregue a um destes senhores, por tanta boa vontade....

    "O cidadão comum não tem que perceber que comprar casa com crédito no banco é perigoso para a economia nacional ou mundial"

    Zita
    Acho que o cidadão não precisa saber isso, mas precisa de saber se adquirir um credito pode ser perigoso para a sua própria economia, os cidadãos também cometeram erros um dos principais é pensarem que os bancos são amigos, e que nos fornecem credito porque se preocupam connosco, e com o nosso bem estar.

    É como essas grandes superfícies de hipermercados, que montam aquele espectáculo de publicidade, em que dão a entender que se preocupam com o cidadão para que ele gaste menos, é exactamente o mesmo.
    E toda a gente sabe o que aconteceu naquela famosa promoção do P.Doce, ante houve pancada para para levar uma lata de atum por metade do preço.

    Os cidadãos deviam começar a comporta-se menos como uma manada, porque assim é muito fácil para Pastor...

    Saudações

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    1. Os cidadãos deviam começar a comporta-se menos como uma manada, porque assim é muito fácil para Pastor...

      Gostei da frase... muito realista, muito verdadeira e contextualizada.

      Quando eu afirmo que não deve ser o cidadão a preocupar-se com o impacto que a usura e ganancia dos bancos tem na economia nacional, refiro-me especificamente a que essa é uma das funções dos Banco de Portugal e dos governos... protegerem os cidadãos das instituições que os tentam destruir e proteger a economia nacional.

      Mais... qd digo que não tem que ser o cidadão, refiro-me ao facto de que existem milhares de portugueses que pouco ou nada percebem de economia, finanças, juros etc, e confiam nas instituiçoes aprovadas e fiscalizadas pelo estado. O estado é que falhou em primeiro lugar, por omissão. permitindo aos bancos manipular os cidadãos menos informados, assegurando-lhes que era seguro todos vivermos de empréstimos...
      Não ilibo o cidadão de alguma culpa, mas como sempre considero que é o último nesta cadeia de predadores...

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  5. Queria só realçar quando ele diz no inicio: “(…) no inicio contratei muitas pessoas. Mas se não houvesse ninguém que pudesse comprar o que tínhamos para vender (…) todos esses empregos ter-se-iam evaporado”

    1. Ele criou emprego ANTES de vender o que quer que seja pois “no início contratei muitas pessoas”
    2. A falta de consumo iria fazer com que os empregos se “evaporassem”, portanto, se perdessem, mas foram criados para se perderem…

    Portanto, não é consumir que cria emprego, porque o emprego foi criado antes, mas consumir MANTEM emprego.
    Esta é uma questão complexa que remonta a um dos teoremas menos compreendidos da economia: A 4ª preposição de John Stuart Mill de 1848.

    Mas sim, os ricos devem ser taxados. Mas os ricos não são o mesmo que os capitalistas! O capitalista não tem de ser rico. O capitalista, por definição, cria emprego. Se o capitalista deixar de ser capitalista e tornar-se apenas um administrador rico, já não cria emprego.

    Hoje em dia estas definições estão demasiado baralhadas para as pessoas perceberem bem do que se está a falar :(

    Resumidamente, o capitalista cria emprego e o consumidor mantém o emprego. Os ricos não são para aqui chamados tirando que podem mais fácilmente tornar-se capitalista e consumir mais...

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    1. Obrigado pelo seu esclarecimento....
      Contudo creio que a ideia mais importante fica à vista.
      É necessário existir quem possua poder de compra e consuma, para que a economia funcione... e não devemos acreditar que o governo isenta os ricos de vários impostos, com a desculpa de que são eles que criam emprego, pois ao isenta-los a eles de impostos, sobrecarregará mais de impostos, outras classes que são tb importantes para fazer girar o motor da economia.

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  6. Os ricos criam emprego, ideia absurda de economia de algibeira.
    É óbvio que um pobre não vai criar emprego, pois nem consome , nem tem para investir.

    Proteger grandes fortunas é crime nacional.Proteger as instituições financeiras que não produzem bens, é proteger um agente económico sem razão aparente ou sem qualquer lógica económica, portanto outro crime, mas ainda há mais,

    Quem cria emprego é o consumo. Qualquer emprego nao criado nesta permissa cria uma economia insustentável.

    Um dos problemas com os Boys, tem a ver exatamente com isto,(já nem falo na injustiça social e moralidade da sociedade) ganhar 200.000 euros por mês, sem criar riqueza deste montate, é gerar um buraco no sistema economico que depois terá de ser pago por alguem. Normalmente é o mexilhão que se lixa através dos seus impostos, pois é o elo mais fraco.


    È assim que se condena um pais, mas perguntem ao gato Vitor gaspar, esse autista, sabe mais do que aparenta. Além de engatar as folhas de excel todas ainda se especializou em ler trabalhos dos seus acessores em inglês, lidos para os media estrangeiros, onde diz que a economia portuguesa não presta e está caduca.

    Com amigos assim, ninguem precisa de inimigos. ora be, o home era coerente, so que se esqueceu que lá foi posto para enganr os estrangeirtos e não apra enganr os portugueses.

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