28 agosto, 2013

Pacheco Pereira denuncia a podridão que domina a politica, ao serviço das elites.




IGF destruiu, em 2012, documentos dos swaps com apenas 3 anos, mas segundo a lei, deveriam ser conservados durante 20 anos. fonte

Como é possível tanto descaramento?? Destruir provas daquilo que, cada vez mais se afigura, como um crime? 
Nem a máfia italiana deve ter tanto descaramento, ao ponto de comunicar tranquilamente, os crimes que elabora.
Os documentos desapareceram por conveniência de alguém. Porque o que lá estava devia ser tão grave, que optaram por sofrer a penalização, que a lei prevê pela ilegalidade da sua destruição, mas garantir que todos criminosos, sairão impunes do grave crime que são os contratos swaps.
Um buraco nos nossos impostos, da dimensão do das swap, que há 2 anos está a ser objecto de análise do Governo, mas só agora descobriram que faltam os documentos?
Será que os milhares de boys parasitas, que contratam, estiveram 2 anos de férias?
Será que andam a gozar com quem paga os buracos? Ou apenas a brincar com a justiça? É que em Portugal a justiça é mesmo assunto para rir. Senão veja este artigo, vários exemplos, alguns cómicos, de como se pode fintar a justiça. 

Pacheco Pereira, denuncia a podridão da politica, a promiscuidade dos poderes privados que dominam o dinheiro público, negligenciam o interesse público e destroem milhões de portugueses... para alimentar a ganancia das elites.
Os contratos swap são a prova de como o dinheiro público, está ao serviço de máfias.

"Swaps e polícia
O problema dos swaps ajuda a revelar uma questão muito mais importante e decisiva para o nosso futuro democrático: a da captura do Estado pelo sistema de inte­resses económico-financeiros. 
Este sis­tema ultrapassa as separações partidá­rias e desloca-se de governo em gover­no, de partido em partido, desde que es­tes tenham acesso ao poder.
As PPPs e os contratos swap são uma manifesta­ção dessa captura.
E, claro, que também é um problema de pessoas.
Há um pequeno grupo de pessoas que circula dos bancos e das consultoras financeiras, dos escritórios de advogados e dos think tanks das uni­versidades mais conservadoras, de ins­tituições europeias congéneres, para os governos, ocupando, em particular, os lugares-chave das secretarias de Estado, das assessorias, das comissões ad hoc e grupos de estudo, dos lugares de consul­tores nos ministérios. Algumas vezes assumem funções não remuneradas e “patrióticas”, mas a remuneração que recebem reflecte-se em prestígio, currí­culo e na ascensão dentro desta elite, no próximo lugar, esse sim bem remunera­do. 

Garantem sempre os melhores con­tratos estatais para as suas consultoras, escritórios, bancos, empresas, muitas vezes sem qualquer concurso público, por ajuste directo ou convite privilegia­do, são quadros indispensáveis pelos seus “conhecimentos” e pela circulação nos meios políticos. Circulam também por dezenas de Conselhos de Administração, Conselhos Fiscais, Comissões de Remuneração, Co­missões de Supervisão, nalguns casos concentrando literalmente dezenas e de­zenas de lugares numa só pessoa.
Deve-se isso à sua particular competência? Nalguns casos, sim. Mas, como se vê quando as suas carreiras ficam menos protegidas e são mais escrutinadas, em muitos casos não se trata de competên­cia. Há apenas um traço comum do seu papel, esse sim sólido e consistente – são “confiáveis”.

"Swaps e administração pública
A questão dos swaps e o modo como são constituídos os governos e os altos car­gos de nomeação ministerial na área económica e financeira, assim como o recurso sistemático à consultadoria ex­terna, revelam um aspecto não discuti­do daquilo que deveria ser uma verda­deira “reforma do Estado”. E os efeitos fáceis e custosos para todos nós da de­magogia com o Estado e com a função pública.
O que seria natural numa administra­ção pública moderna é que ela pudesse fornecer à decisão política todos os ele­mentos necessários, quer técnicos, quer de informação, quer de cenários para as decisões, ao mais alto nível sem recursos exteriores por regra.
Isso significava exac­tamente aquilo que se está hoje a des­truir: uma função pública independen­te do poder político, na tradição do civil service inglês, o que significa uma garan­tia mais sólida do emprego do que no privado, e uma remuneração competiti­va com o sector privado ao mais alto ní­vel. Isto em conjunto com o reforço de escolas especializadas em administração pública, e com carreiras definidas e esta­bilizadas, em que haveria lugar no Esta­do para bons engenheiros, arquitectos, administradores, economistas, gestores, que pudessem ter como vocação o servi­ço público. Todos os países que se des­envolveram na Europa deram uma par­ticular atenção à criação desta “alta” ad­ministração e por isso estão menos dependentes quer dos boys incompeten­tes quer dos interesses representados pela transumância entre consultoras, es­critórios de advogados, bancos e lóbis nacionais e internacionais.
Não é perfeito, como nada é perfeito, e é verdade que existe nas burocracias uma tendência natural para a Lei de Parkinson, mas, pelo menos, evitava esta promiscuidade que os swaps, as PPPs, os contratos de contrapartidas na área da defesa, etc, revelam."
Pacheco Pereira, 16 de agosto de 2013

"A partir do momento em que se criou uma situação em que quem esteve ligado aos 'swap' está mal, é evidente que nem o secretário de Estado nem a ministra das Finanças têm condições para se manterem no cargo. Caso contrário acontece uma permanente duplicidade, que degrada a imagem da política", diz à Renascença Pacheco Pereira.
"Esta promiscuidade com o sistema financeiro é um problema muito preocupante dos governos de hoje. Há várias pessoas no Governo que não deviam lá estar pelo papel que tiveram no descalabro financeiro dos últimos anos, quer do lado do PSD, quer do lado do PS", considera ainda Pacheco Pereira." fonte

Crimes sem provas, crimes sem castigo!
Neste link, veja alguns artigos que provam que o truque de fazer desaparecer provas, é habitual e eficaz, para ilibar corruptos que lesam o país.

SER POLITICO TEM QUE TRAZER MUITAS VANTAGENS, E QUE NÃO SÃO O SALÁRIO... CLARO
Pires de Lima perde 750 mil euros por ano no Governo. 04 Setembro 2013
O ex-presidente executivo da Unicer ganhou mais de 826 mil euros em 2012, sendo que actualmente como ministro da Economia, António Pires de Lima, vai perder, pelo menos, 750 mil euros por ano, face aos rendimentos que apresentou no ano passado. Receberá cerca de 5 mil euros por mês. fonte


11 comentários :

  1. Os documentos do estado só "desaparecem" tão convenientemente, porque não há uma merdosa de uma lei que diga:
    TODOS os documentos do estado e de qualquer entidade participada pelo estado, a partir do ano 2000, devem ser digitalizados e colocados na internet, acessíveis a todos os cidadãos até Dezembro de 2013, sem o que perdem qualquer valor legal.
    A publicação de todos os documentos das entidades suprareferidas na internet, passará a ser obrigatória na sua redacção final, duas semanas antes das respectivas assinaturas a partir de 01 de Janeiro de 2014, sem o que perdem qualquer valor legal.

    Na net, uma vez publicados, já não podem ser rasgados, queimados, inundados ou convenientemente alterados.

    E também não desaprecem: porque será incumbência da Torre do Tombo proceder ao seu arquivo digital logo que publicados.

    E, ainda... não ocupam espaço físico significativo e podem ser muito mais facilmente consultados.

    Então se isto pode (e deve) ser feito, se as vantagens são tantas, porque ainda o não foi?

    Porque dificulta ao extremo a especialidade técnica dos nossos políticos mais destacados: a corrupção.

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    1. Despuniblizar tempo
      e dinheiro para limpar estes ladroes

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  2. Num clima de poupança generalizada, não entendo porque não existem regras orgânicas claras dos gabinetes do governo,
    na dotação de pessoal, respectivas funções e dotação de verbas para os diferentes fins.

    Ainda menos entendo porque a verba dispendida em consultadorias, pelos gabinetes, estruturas orgânicas dos ministérios e empresas públicas, não tem um valor máximo atribuído, com o seu dispêndio parcelar publicamente conhecido e justificado.

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    1. porque os eleitores se esquecem que são os unicos a poder julgar quando das eleiçoes.quem faz as leis claro que se protege. So que os que não votam entregam o "ouro ao bandido".porque os compadres vão lá todos e no meu concelho com 19% têm maioria absoluta, legalmente.

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  3. Convirá aqui lembrar que foi o amigo de Pacheco Pereira e de Manuela Ferreira Leite, conhecido por Cavaco Silva quem, no início da década de 90, enqaunto primeiro-ministro, fez publicar uma lei escaqueirando aos privados os lugares de topo da administração pública até aí, apenas para funcionários públicos de carreira.

    A razão cavaquiana era: São necessários os mais competentes (como ele...) para melhorar a função pública... Viu-se...!!!

    Com essa fantástica lei, todos os funcionários dos grandes interesses privados vieram fazer umas comissãozitas de 3 ou 6 anos aos organismos de estado, com os quais os seus antigos-futuros patrões tinham interesses comerciais e/ou dificuldades legislativas, voltando às empresas de origem para serem, gloriosamente, promovidos.

    A minha memória não consegue apagar os 6 (seis) ex-ministros que o Belmiro contractou de uma só penada, para servirem a Sonae, acabados de sair de um governo do tal Cavaco...



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    1. Concordo mas... Este artigo não é um elogio ao Pacheco, mas uma critica aos swaps e à promiscuidade dos políticos...

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  4. Passa pela cabeça de alguém (mentalmente são e responsável) que documentos tão importantes (pelos montantes envolvidos ou pela extensão no tempo) sejam destruídos?

    A lei invocada refere-se à gestão de arquivos de documentos "correntes".

    Neste caso, trata-se de documentos relativos a contratos que ainda estão em vigor (e muitos deles vigorarão por mais de uma década) logo a sua destruição seria...ilegal?!

    Um exemplo: O cidadão A contrai junto do banco B um empréstimo para a compra de habitação.
    Não creio que qualquer um dos outorgantes do empréstimo (o comprador A ou o banco B) vá destruir os documentos relativos ao mesmo. Pelo menos, durante a vigência do contrato de empréstimo.
    Qualquer um de nós deve conservar durante pelo menos cinco anos (5) as suas declarações de IRS relativamente ao ano a que referem.

    E certamente que as partes contratantes (empresa pública/serviço público ou banco) terão cópia autenticada do contrato. Não?

    Se possuísse fundadas razões para duvidar da idoneidade moral da classe política, diria que esta era uma forma de PSD e PS "enterrarem" o assunto dos "swap" e conterem danos.

    Muito provavelmente, a sua destruição deveu-se ao zelo excessivo de um anónimo funcionário da IGF.

    Cumps.,
    Falso Vate

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  5. Só não vê quem não quer28 agosto, 2013 19:33

    Os Políticos estão ao serviço da oligarquia de interesses que domina o País. Esses interesses, com a Banca e a M*ç*n*r*a à cabeça, capturaram os Partidos para os usarem como cavalos de Tróia para assim chegarem ao Poder. As eleições são uma farsa. PS e PSD são 2 faces da mesma moeda. É o bloco central dos interesses. Os restantes Partidos também fazem parte do “status quo”. Contentam-se em “apanhar as migalhas” que lhes calham. Os Jotinhas e ex-Jotinhas que hoje dominam os aparelhos partidários “venderam-se” a esses poderes não escrutinados democraticamente. São fracos e medíocres. Não passam de meros “testas-de-ferro”. O País está entregue a esses “travestis” da política que mais não são do que comissários desses interesses obscuros.

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  6. Dr. Pacheco Pereira , sigo sempre com bastante interesse os seus debates na quadratura do circulo e este último no dia 22/10/2015 ,notei que o sr. se esqueceu de fazer lembrar ao seu colega de painel Dr. Lobo Xavier de que o partido que defende e que é militante ,foi o partido mais antieuropeista , em determinada altura e que depois quando lhe deu interesse deu uma grande uma grande cambalhota .

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