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Deputados PSD/CDS/PS abdicaram da soberania monetária, sem mandato para isso. Pagamos com austeridade

portugal voto abstenção Por que a Islândia experimentou uma forte recuperação económica após o colapso financeiro de 2008?
por Martin Zeis
O Presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimmson, foi entrevistado (26-27/01/2013) no World Economic Forum, em Davos. Perguntaram-lhe porque a Islândia desfrutou uma recuperação tão forte após o seu completo colapso financeiro em 2008, ao passo que o resto do mundo ocidental luta com uma recuperação que não tem pernas para andar.
Grimsson deu uma resposta famosa ao repórter financeiro da MSM, declarando que a recuperação da Islândia se devia à seguinte razão primária:
"… Fomos suficientemente sábios para não seguir as tradicionais ortodoxias prevalecentes do mundo financeiro ocidental nos últimos 30 anos. Introduzimos controles de divisas, deixámos os bancos falirem, proporcionámos apoio aos pobres e não introduzimos medidas de austeridade como você está a ver aqui na Europa. ..."
Ao ser questionado se a política de deixar os bancos falirem teria funcionado no resto da Europa, Grimsson respondeu:
"... Por que é que os bancos são considerados as igrejas sagradas da economia moderna? Por que é que bancos privados não são como companhias aéreas e de telecomunicação às quais é permitido irem à bancarrota se tiverem sido dirigidas de um modo irresponsável? A teoria de que você tem de salvar bancos é uma teoria que permite aos banqueiros desfrutaram apenas dos lucros e do êxito e deixa as pessoas comuns arcarem com os seus fracassos através de impostos e austeridade. O povo em democracias esclarecidas, não vai aceitar isso a longo prazo. ..." fonte

EURODEPUTADO DEFENDE A SAÍDA DO EURO

ECONOMISTA EXPLICA QUE PORTUGAL NÃO TEM AS FERRAMENTAS NECESSÁRIAS PARA LIDAR COM A DIVIDA, E QUE A ALEMANHA E FRANÇA NÃO PAGARAM AS SUAS DIVIDAS

Porque a Islândia nunca quis aderir ao Euro? Em Março cancelou a candidatura.



EM MARÇO DE 2015 ISLÂNDIA CANCELOU A SUA CANDIDATURA AO EURO... MAS EM PORTUGAL MAL SE SE REFERIRAM À NOTICIA MAIS IMPORTANTE DO MÊS OU DO ANO.
A notícia mais importante do dia 12 de Março foi certamente a decisão do governo da Islândia de retirar a sua candidatura a membro da União Europeia. O pedido fora apresentado em Julho de 2009 e as negociações decorriam até agora, quando o governo (conservador) islandês disse um não definitivo à UE. A notícia tem importância internacional e de múltiplos pontos de vista, o que justificaria o destaque devido dos media assim como análises e comentários. No entanto, os noticiários da noite de 12 de Março da TV portuguesa praticamente ignoraram-na. A omissão de informação é a forma de censura preferida do telelixo português.
Engraçado é que foram os países "ricos" e menos corruptos - Dinamarca, UK, Islândia, Noruega - que não quiseram. Estar no Euro é uma obrigação de coordenar politicas. Os países da bancarrota aderiram logo na esperança de ganhos, e houve ganhos. Mas agora não querem as contrapartidas - disciplina financeira.

A Islândia mantém há anos um conflito com a União Europeia devido às quotas de pesca.
O conflito agravou-se quando a União Europeia ameaçou impor sanções comerciais, se a Islândia não reduzisse a sua quota de cavala, e o executivo de Reiquejavique anunciou a suspensão das negociações por tempo indeterminado.
Já o governo português aceita que abusem do território dos portugueses e calam-se bem calados sobre o assunto. 



MARINHO ALERTA OS PORTUGUESES, EM 2022 O MAR PORTUGUÊS SERÁ ABERTO A TODA A UE.

Conseguirá Portugal ter a sorte de encontrar um presidente como o da Islândia?


Ólafur Grímsson, presidente Islândia salvou
A Islândia foi saqueada, tal como Portugal, mas lá o crime não compensa e a impunidade não venceu.
O que contribuiu para o sucesso Islandês, não foi apenas a manifestação que depôs o governo, pois se voltassem para o poleiro políticos corruptos, tudo voltaria ao mesmo. 
O que fez toda a diferença, foi a sorte de encontrarem um presidente com braço de ferro e coração de ouro... Resgatou as pessoas e não os bancos.

À semelhança de Portugal também a Islândia teve um caso ao estilo BPN. Créditos ao desbarato para os amigos. Empréstimos sem garantias. Todos os envolvidos estavam ricos. O governo não cumpria o seu papel, permitindo que a situação atingisse o ponto de ruptura. Tal como em Portugal, era o regabofe.
Contudo ao contrário de Portugal estes senhores, julgando-se intocáveis e crendo que o estado iria assumir todas as suas asneiras, depararam-se com um presidente justo e integro, que os obrigou a "pagar" pelo que fizeram.

Vejamos nos vários pontos, em baixo, as diferenças entre a postura do governo e povo Português e do Islandês, e percebemos que a profundidade da injustiça e corrupção, em Portugal, tem uma dimensão maior que a que julgávamos.
Pior ainda, percebemos que oferecer as dividas de um banco saqueado por políticos, a um povo inocente, não era a única opção mas sim a mais conveniente aos saqueadores.

1- A Islândia deixou cair os seus bancos e persegue os banqueiros.
Vê aí um modelo islandês de saída da crise?
(Ólafur Ragnar Grímsson, Presidente da Islândia) -Talvez não tivesse havido outra opção além dessa: os bancos eram tão grandes que não havia maneira de os resgatar. Mas não interessa se havia ou não opções. A Islândia não aceita a noção de o cidadão comum ter de pagar toda a factura das loucuras dos bancos, como aconteceu com essas nacionalizações feitas noutros lugares pela porta do cavalo.
2 - Ex-primeiro-ministro islandês julgado por negligência governativa.
Em Setembro de 2010, o parlamento islandês decidiu processar por "negligência" o antigo chefe do Governo, que liderava o país na altura em que o sistema financeiro islandês entrou em colapso, em Outubro de 2008.
Para julgar Haarde, foi criado um tribunal especial, o Tribunal Superior de Justiça (Landsdomur). JN

3 - Procurado Sigurdur Einarsson - Procura-se. Homem, 48 anos, 1,80 m, Calvo, olhos azuis. A Interpol acompanha esta descrição de uma foto na qual aparece um tipo bem barbeado enfiado num desses fatos escuros de 2000 euros. A delinquência mudou muito com a globalização financeira. Isto é a Islândia, o lugar onde os bancos vão à ruína e os seus dirigentes podem ir para a cadeia sem que o céu se abata sobre as nossas cabeças; a ilha onde apenas meio milhar de pessoas armadas com perigosos tachos podem derrubar um governo.
Isto é a Islândia, onde agora os taxistas lançam os mesmos olhares furibundos que em todas as partes quando se lhes pergunta se estão mais chateados com os banqueiros ou com os políticos.
O tipo da foto chama-se Sigurdur Einarsson. Era o presidente executivo dum dos grandes bancos da Islândia e o mais temerário de todos, Kaupthing "a praça do mercado" Foi detido há uns dias na sua mansão de Londres. E é um dos protagonistas do livro mais lido na Islândia: nove volumes e 2400 páginas para uma espécie de saga delirante sobre os desmandes que a indústria financeira pode chegar a perpetrar quando está totalmente fora de controlo.
4 - A Islândia foi saqueada por cerca de 20 ou 30 pessoas. Uma dezena de banqueiros, uns poucos empresários e um punhado de políticos formaram um grupo selvagem que levou o país inteiro à ruína: 10 dos 63 parlamentares islandeses, incluindo os dois líderes do partido que governou quase ininterruptamente desde 1944, tinham empréstimos pessoais concedidos por um valor de quase 10 milhões de euros por cabeça. Está por demonstrar que isso seja delito (embora pareça que parte desse dinheiro servia para comprar acções dos próprios bancos: para fazer inchar as cotações), mas pelo menos é um escândalo enorme.

5 - O presidente do país dá com um mandatário - Ólagur Grímsson, que considera "uma loucura" que os seus concidadãos "tenham de pagar a factura da banca sem serem consultados".
O cúmulo deu-se com o novo século: o Estado privatizou a banca e os banqueiros iniciaram uma corrida desaforada pela expansão dentro e fora do país, ajudados pelas mãos deixadas livres com a falta de regulamentação e com taxas de juro à volta de 15% que atraíam as poupanças dos dentistas austríacos, dos reformados alemães e dos comerciantes holandeses.
6 - Mas voltemos a Arnar e ao seu relato: "a banca começou a desbaratar dinheiro em farras com champanhe e estrelas de rock; comprou ou ajudou a comprar meia Oxford Street, vários clubes de futebol da liga inglesa, bancos na Dinamarca, empresas por toda a Escandinávia: tudo o que estivesse à venda e tudo a crédito". Os executivos concediam créditos milionários a si mesmos, a familiares, a amigos e aos políticos próximos, frequentemente sem garantias. A Bolsa multiplicou o seu valor por nove entre 2003 e 2007. Os preços dos andares triplicaram. "Os bancos levantaram um obsceno castelo de cartas que levou tudo à frente", conta Arnar, que conserva o seu emprego, mas com metade do ordenado.
A magnitude da catástrofe foi espectacular. A inflação descontrolou-se, a coroa veio por ali abaixo, o desemprego cresceu a toda a velocidade, o PIB caiu 15%, os bancos perderam uns 100 mil milhões de dólares (há-de passar muito tempo até haver números definitivos) e os islandeses continuaram a ser ricos, mais ou menos: metade do que eram antes. De quem foi a culpa? Dos bancos e dos banqueiros, naturalmente. Dos seus excessos, daquele forrobodó de crédito, da sua desmedida cobiça. Os bancos são o monstro, a culpa é deles e, de toda a forma, dos políticos que lhes permitiram tudo isso. Também do povo que permitiu.

7 - O país inteiro viu-se apanhado numa bolha. A banca sentiu um desenvolvimento repentino, coisa que agora vemos como algo estúpido e irresponsável. Mas as pessoas fizeram algo parecido. As regras normais das finanças permaneceram suspensas e entramos na era do vale tudo: duas casas, três casas por família, um Range Rover, uma moto de neve. Os salários subiam, a riqueza parecia sair do nada, os cartões de crédito deitavam fumo", explica Ásgeir Jonsson, ex-economista chefe da Kaupthing. "Nós islandeses contribuímos para que se passasse o que passou, por permitirmos que o governo e a banca fizessem o que fizeram, mas também participamos dessa combinação de cobiça e estupidez. Os bancos merecem ficar afastados do jogo e nós merecemos uma parte do castigo: mas só uma parte"

8 - Tudo isso elevou a dívida pública acima de 100% do PIB e para controlar o défice os islandeses nem sequer se livraram da maré de austeridade que percorre a Europa desde o Estreito de Gibraltar até à costa da Gronelândia: mais impostos e menos gastos públicos. No final a Islândia teve que pedir um resgate ao FMI e o Fundo aplicou as receitas habituais: elevaram o IRS e o IVA islandeses e criaram novos impostos, e pelo lado dos gastos baixaram os salários e benefícios sociais e estão a fechar escolas; reduziu-se o Estado social. Que é o que costuma suceder quando de repente um país é menos rico do que pensava.

9 - A maioria dos executivos da banca estão na rua e alguns aguardam julgamento. O nosso Sigurdur Einarsson, o banqueiro mais procurado, tratou de comprar uma mansão em Chelsea, um dos bairros mais exclusivos de Londres, por 12 milhões de euros. A maioria dos banqueiros que tem problemas com a justiça fizeram o mesmo durante os anos do boom, e menos mal que o fizeram: as pessoas apupavam-nos no teatro, atiravam-lhes bolas de neve em plena rua, lançavam bocas nos restaurantes ou deixavam espirituosas pinturas nas casas. Saíram a correr da Islândia. A hipoteca não era problema: Einarsson decidiu alugá-la ao banco enquanto vivia na casa; ao fim e ao cabo, um presidente é um presidente e esse é o tipo de demonstrações de talento financeiro que só trazem surpresas, no improvável caso, de que a justiça se meta no meio.

10 - "Deixar falir os bancos e dizer aos credores que não vão cobrar tudo o que se lhes deve ajudou a mitigar algumas das consequências das loucuras dos seus banqueiros", a Islândia deixa várias lições fundamentais.
Uma: não está claro se deixar cair um banco é um acto reaccionário ou libertário, mas o custo, ao menos para Islândia, é surpreendentemente baixo; o PIB da Irlanda (cujo governo garantiu toda a dívida bancária) caiu o mesmo e as suas perspectivas de recuperação são piores.
Dois: ter moeda própria não é um mau negócio. Em caso de aflição desvaloriza-se e vitória, vitória que se acabou a história; isso permite sair da crise com exportações, algo que nem a Grécia nem a Irlanda (nem a Espanha) podem fazer.

11 - Os directores de bancos islandeses que arrastaram o país para a bancarrota em finais de 2009 foram presos por ordem das autoridades, sob a acusação de conduta bancária criminosa e cumplicidade na bancarrota da Islândia.
Os dois arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações. tsf

12 - (Actualização 2/12/2011) Na Islândia o crescimento económico triplica em relação à UE em 2012.
De acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Islândia vai fechar 2011 com um crescimento do PIB de 2,5%, prevendo-se novo crescimento de 2,5% para 2012 – números que representam quase o triplo do crescimento económico de todos os Estados-membros da UE que em 2011 ficarão pelos 1,6% e que descerão para os 1,1% em 2012. A taxa de desemprego no país vai ainda descer para os 6%, contra os actuais 9,9% da zona euro.
Contra factos não há argumentos e nem as agências de rating conseguem ignorar os efeitos positivos das decisões políticas. "A economia da Islândia está a recuperar das falhas sistemáticas dos seus três maiores bancos e voltou a um crescimento positivo depois de dois anos de contracção severa".
Das consecutivas decisões que o país foi tomando – e que continua a tomar – desde 2008 que não há vítimas a registar, a não ser os banqueiros e políticos que levaram à crise da dívida pública.
O crescimento económico, potenciado ainda por medidas como a criação de uma comissão constituinte de cidadãos sem filiação partidária que agora é consultada em quase todas as decisões políticas e pela contínua busca e julgamento dos responsáveis pelo estalar da crise. Resultado: para além dos números já avançados, está previsto um crescimento de 2,7% do PIB islandês em 2013. ionline

13 - (Actualização 5/3/12) Ex-primeiro-ministro islandês já começou a ser julgado.
Geir H. Haarde arrisca-se a uma pena de dois anos de prisão, por responsabilidade no colapso financeiro da Islândia, em 2008, é acusado de ignorar os alertas da supervisão em relação à crise iminente, que atingia os principais bancos islandeses.
A investigação considerou Haarde e outros três políticos responsáveis pela falência do país, mas o parlamento decidiu que só o ex-primeiro ministro devia ir ao tribunal. fonte

14 - (Actualização 21/10/12) "Os islandeses estão hoje a votar um referendo sobre questões relacionadas com a elaboração da nova Constituição do país, considerada a primeira do mundo que poderá ser redigida pelos próprios cidadãos.
O referendo inclui seis questões sobre temas como o papel dos recursos naturais do país, da igreja nacional ou o futuro sistema democrático da ilha. As perguntas, que devem ser respondidas com "sim" ou "não" , foram elaboradas por uma comissão de 25 cidadãos, eleitos em 2010, que ficou encarregue de rever a constituição. Por sua vez, estas 25 pessoas, de diferentes contextos sociais, pediram sugestões aos islandeses através da internet.
O islandeses estão ainda a ser questionados sobre o modo de elaboração desta Constituição e se estão de acordo que esta seja redigida através das contribuições dos cidadãos.
"Para mim, a escolha não é difícil. Penso que é o povo quem tem de decidir o que consta na constituição", disse à AFP Magret Einarsdottir, uma islandesa reformada. fonte

15 - "A Islândia reduziu a taxa de desemprego dos 12%, em maio de 2010, para os 5%, sem setembro deste ano, segundo dados do Gabinete de Estatística islandês, hoje citados pelo site do jornal espanhol 'ABC'." fonte
(Este artigo, contém ainda resumos de alguns artigos do site, Esquerda net)

Isto foi onde nos levou Cavaco Silva, o nosso presidente e companhia limitada.... 
- «Em cada hora, 17 portugueses perdem o emprego» PS acusa Álvaro Santos Pereira de ser «um exterminador de empregos», ministro da economia pede diálogo e defende «reindustrialização do país» FONTE
- "FAMÍLIAS ENTREGAM 16 CASAS POR DIA À BANCA" fonte
Video... 

A Islândia foi saqueada, tal como Portugal, mas lá o crime não compensa e a impunidade não venceu.


O que contribuiu para o sucesso Islandês, não foi apenas a manifestação que depôs o governo, pois se voltassem para o poleiro políticos corruptos, tudo voltaria ao mesmo. O que fez toda a diferença, foi a sorte de encontrarem um presidente com braço de ferro e coração de ouro... Resgatou as pessoas e não os bancos.

À semelhança de Portugal também a Islândia teve um caso ao estilo BPN. Créditos ao desbarato para os amigos. Empréstimos sem garantias. Todos os envolvidos estavam ricos. O governo não cumpria o seu papel, permitindo que a situação atingisse o ponto de ruptura. Tal como em Portugal, era o regabofe.
Contudo ao contrário de Portugal estes senhores, julgando-se intocáveis e crendo que o estado iria assumir todas as suas asneiras, depararam-se com um presidente justo e integro, que os obrigou a "pagar" pelo que fizeram.

Vejamos nos vários pontos, em baixo, as diferenças entre a postura do governo e povo Português e do Islandês, e percebemos que a profundidade da injustiça e corrupção, em Portugal, tem uma dimensão maior que a que julgávamos.
Pior ainda, percebemos que oferecer as dividas de um banco saqueado por políticos, a um povo inocente, não era a única opção mas sim a mais conveniente aos saqueadores.

1- A Islândia deixou cair os seus bancos e persegue os banqueiros.
Vê aí um modelo islandês de saída da crise?
(Ólafur Ragnar Grímsson, Presidente da Islândia) -Talvez não tivesse havido outra opção além dessa: os bancos eram tão grandes que não havia maneira de os resgatar. Mas não interessa se havia ou não opções. A Islândia não aceita a noção de o cidadão comum ter de pagar toda a factura das loucuras dos bancos, como aconteceu com essas nacionalizações feitas noutros lugares pela porta do cavalo.

2 - Ex-primeiro-ministro islandês julgado por negligência governativa.
Em Setembro de 2010, o parlamento islandês decidiu processar por "negligência" o antigo chefe do Governo, que liderava o país na altura em que o sistema financeiro islandês entrou em colapso, em Outubro de 2008.
Para julgar Haarde, foi criado um tribunal especial, o Tribunal Superior de Justiça (Landsdomur). JN

3 - Procura-se. Homem, 48 anos, 1,80 m, Calvo, olhos azuis. A Interpol acompanha esta descrição de uma foto na qual aparece um tipo bem barbeado enfiado num desses fatos escuros de 2000 euros. A delinquência mudou muito com a globalização financeira. Isto é a Islândia, o lugar onde os bancos vão à ruína e os seus dirigentes podem ir para a cadeia sem que o céu se abata sobre as nossas cabeças; a ilha onde apenas meio milhar de pessoas armadas com perigosos tachos podem derrubar um governo.
Isto é a Islândia, onde agora os taxistas lançam os mesmos olhares furibundos que em todas as partes quando se lhes pergunta se estão mais chateados com os banqueiros ou com os políticos.

Sigurdur Einarsson. Era o presidente executivo dum dos grandes bancos da Islândia e o mais temerário de todos, Kaupthing "a praça do mercado" Foi detido há uns dias na sua mansão de Londres. E é um dos protagonistas do livro mais lido na Islândia: nove volumes e 2400 páginas para uma espécie de saga delirante sobre os desmandes que a indústria financeira pode chegar a perpetrar quando está totalmente fora de controlo.

4 - A Islândia foi saqueada por cerca de 20 ou 30 pessoas. Uma dezena de banqueiros, uns poucos empresários e um punhado de políticos formaram um grupo selvagem que levou o país inteiro à ruína: 10 dos 63 parlamentares islandeses, incluindo os dois líderes do partido que governou quase ininterruptamente desde 1944, tinham empréstimos pessoais concedidos por um valor de quase 10 milhões de euros por cabeça. Está por demonstrar que isso seja delito (embora pareça que parte desse dinheiro servia para comprar acções dos próprios bancos: para fazer inchar as cotações), mas pelo menos é um escândalo enorme.

5 - O presidente do país dá com um mandatário - Ólagur Grímsson, que considera "uma loucura" que os seus concidadãos "tenham de pagar a factura da banca sem serem consultados".
O cúmulo deu-se com o novo século: o Estado privatizou a banca e os banqueiros iniciaram uma corrida desaforada pela expansão dentro e fora do país, ajudados pelas mãos deixadas livres com a falta de regulamentação e com taxas de juro à volta de 15% que atraíam as poupanças dos dentistas austríacos, dos reformados alemães e dos comerciantes holandeses.

6 - Mas voltemos a Arnar e ao seu relato: "a banca começou a desbaratar dinheiro em farras com champanhe e estrelas de rock; comprou ou ajudou a comprar meia Oxford Street, vários clubes de futebol da liga inglesa, bancos na Dinamarca, empresas por toda a Escandinávia: tudo o que estivesse à venda e tudo a crédito". Os executivos concediam créditos milionários a si mesmos, a familiares, a amigos e aos políticos próximos, frequentemente sem garantias. A Bolsa multiplicou o seu valor por nove entre 2003 e 2007. Os preços dos andares triplicaram. "Os bancos levantaram um obsceno castelo de cartas que levou tudo à frente", conta Arnar, que conserva o seu emprego, mas com metade do ordenado.
A magnitude da catástrofe foi espectacular. A inflação descontrolou-se, a coroa veio por ali abaixo, o desemprego cresceu a toda a velocidade, o PIB caiu 15%, os bancos perderam uns 100 mil milhões de dólares (há-de passar muito tempo até haver números definitivos) e os islandeses continuaram a ser ricos, mais ou menos: metade do que eram antes. De quem foi a culpa? Dos bancos e dos banqueiros, naturalmente. Dos seus excessos, daquele forrobodó de crédito, da sua desmedida cobiça. Os bancos são o monstro, a culpa é deles e, de toda a forma, dos políticos que lhes permitiram tudo isso. Também do povo que permitiu.

7 - O país inteiro viu-se apanhado numa bolha. A banca sentiu um desenvolvimento repentino, coisa que agora vemos como algo estúpido e irresponsável. Mas as pessoas fizeram algo parecido. As regras normais das finanças permaneceram suspensas e entramos na era do vale tudo: duas casas, três casas por família, um Range Rover, uma moto de neve. Os salários subiam, a riqueza parecia sair do nada, os cartões de crédito deitavam fumo", explica Ásgeir Jonsson, ex-economista chefe da Kaupthing. "Nós islandeses contribuímos para que se passasse o que passou, por permitirmos que o governo e a banca fizessem o que fizeram, mas também participamos dessa combinação de cobiça e estupidez. Os bancos merecem ficar afastados do jogo e nós merecemos uma parte do castigo: mas só uma parte"

8 - Tudo isso elevou a dívida pública acima de 100% do PIB e para controlar o défice os islandeses nem sequer se livraram da maré de austeridade que percorre a Europa desde o Estreito de Gibraltar até à costa da Gronelândia: mais impostos e menos gastos públicos. No final a Islândia teve que pedir um resgate ao FMI e o Fundo aplicou as receitas habituais: elevaram o IRS e o IVA islandeses e criaram novos impostos, e pelo lado dos gastos baixaram os salários e benefícios sociais e estão a fechar escolas; reduziu-se o Estado social. Que é o que costuma suceder quando de repente um país é menos rico do que pensava.

9 - a imensa maioria dos executivos da banca estão na rua e alguns aguardam julgamento. O nosso Sigurdur Einarsson, o banqueiro mais procurado, tratou de comprar uma mansão em Chelsea, um dos bairros mais exclusivos de Londres, por 12 milhões de euros. A maioria dos banqueiros que tem problemas com a justiça fizeram o mesmo durante os anos do boom, e menos mal que o fizeram: as pessoas apupavam-nos no teatro, atiravam-lhes bolas de neve em plena rua, lançavam bocas nos restaurantes ou deixavam espirituosas pinturas nas casas. Saíram a correr da Islândia. A hipoteca não era problema: Einarsson decidiu alugá-la ao banco enquanto vivia na casa; ao fim e ao cabo, um presidente é um presidente e esse é o tipo de demonstrações de talento financeiro que só trazem surpresas, no improvável caso, de que a justiça se meta no meio.

10 - "Deixar falir os bancos e dizer aos credores que não vão cobrar tudo o que se lhes deve ajudou a mitigar algumas das consequências das loucuras dos seus banqueiros", a Islândia deixa várias lições fundamentais.
Uma: não está claro se deixar cair um banco é um acto reaccionário ou libertário, mas o custo, ao menos para Islândia, é surpreendentemente baixo; o PIB da Irlanda (cujo governo garantiu toda a dívida bancária) caiu o mesmo e as suas perspectivas de recuperação são piores.
Dois: ter moeda própria não é um mau negócio. Em caso de aflição desvaloriza-se e vitória, vitória que se acabou a história; isso permite sair da crise com exportações, algo que nem a Grécia nem a Irlanda (nem a Espanha) podem fazer.

11 - Os directores de bancos islandeses que arrastaram o país para a bancarrota em finais de 2009 foram presos por ordem das autoridades, sob a acusação de conduta bancária criminosa e cumplicidade na bancarrota da Islândia.
Os dois arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações. tsf

12 - (Actualização 2/12/2011)
Na Islândia o crescimento económico triplica em relação à UE em 2012.
De acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Islândia vai fechar 2011 com um crescimento do PIB de 2,5%, prevendo-se novo crescimento de 2,5% para 2012 – números que representam quase o triplo do crescimento económico de todos os Estados-membros da UE que em 2011 ficarão pelos 1,6% e que descerão para os 1,1% em 2012. A taxa de desemprego no país vai ainda descer para os 6%, contra os actuais 9,9% da zona euro.
Contra factos não há argumentos e nem as agências de rating conseguem ignorar os efeitos positivos das decisões políticas. "A economia da Islândia está a recuperar das falhas sistemáticas dos seus três maiores bancos e voltou a um crescimento positivo depois de dois anos de contracção severa".
Das consecutivas decisões que o país foi tomando – e que continua a tomar – desde 2008 que não há vítimas a registar, a não ser os banqueiros e políticos que levaram à crise da dívida pública.
O crescimento económico, potenciado ainda por medidas como a criação de uma comissão constituinte de cidadãos sem filiação partidária que agora é consultada em quase todas as decisões políticas e pela contínua busca e julgamento dos responsáveis pelo estalar da crise. Resultado: para além dos números já avançados, está previsto um crescimento de 2,7% do PIB islandês em 2013. ionline

13 - (Actualização 5/3/12) Ex-primeiro-ministro islandês já começou a ser julgado.
Geir H. Haarde arrisca-se a uma pena de dois anos de prisão, por responsabilidade no colapso financeiro da Islândia, em 2008, é acusado de ignorar os alertas da supervisão em relação à crise iminente, que atingia os principais bancos islandeses.
A investigação considerou Haarde e outros três políticos responsáveis pela falência do país, mas o parlamento decidiu que só o ex-primeiro ministro devia ir ao tribunal. fonte

14 - (Actualização 21/10/12) "Os islandeses estão hoje a votar um referendo sobre questões relacionadas com a elaboração da nova Constituição do país, considerada a primeira do mundo que poderá ser redigida pelos próprios cidadãos.
O referendo inclui seis questões sobre temas como o papel dos recursos naturais do país, da igreja nacional ou o futuro sistema democrático da ilha. As perguntas, que devem ser respondidas com "sim" ou "não" , foram elaboradas por uma comissão de 25 cidadãos, eleitos em 2010, que ficou encarregue de rever a constituição. Por sua vez, estas 25 pessoas, de diferentes contextos sociais, pediram sugestões aos islandeses através da internet.
O islandeses estão ainda a ser questionados sobre o modo de elaboração desta Constituição e se estão de acordo que esta seja redigida através das contribuições dos cidadãos.
"Para mim, a escolha não é difícil. Penso que é o povo quem tem de decidir o que consta na constituição", disse à AFP Magret Einarsdottir, uma islandesa reformada. fonte

15 - "A Islândia reduziu a taxa de desemprego dos 12%, em maio de 2010, para os 5%, sem setembro deste ano, segundo dados do Gabinete de Estatística islandês, hoje citados pelo site do jornal espanhol 'ABC'." fonte
(contém ainda resumos de alguns artigos do site, Esquerda net)

A Islândia em nada se pode comparar a Portugal...

bpn roubam islandia
Não devemos iludir-nos e pensar que Portugal terá o mesmo percurso de sucesso que a Islândia tem exibido após o colapso de 2008. 
Portugal é um mundo diferente. Aqui, os responsáveis pela estrutura deficiente existente neste país, têm-se assegurado de que: 
a) nunca serão eles a pagar a factura da crise; 
b) continuarão a estruturar o país de forma a manterem a sua posição. 
Não há como negá-lo, as evidências estão aí. E pergunta-se: "E o povo pá?" Até agora temos estado mansos, mas eu, povo me confesso, já sentir uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes...
Na Islândia...
1 - A Islândia exige democracia, e estão empenhados contra a corrupção. 
2 - Os cidadãos islandeses recusaram-se a pagar os buracos feitos por banqueiros e políticos corruptos.
3 - O islandeses não deram tréguas aos corruptos do sector bancário e financeiro,  perseguiram-nos na rua e na justiça.  As pessoas apupavam-nos no teatro, atiravam-lhes bolas de neve em plena rua, lançavam bocas nos restaurantes ou deixavam "espirituosas" pinturas nas casas deles.
4 - O Ex-primeiro-ministro islandês vai ser julgado por negligência governativa. Em Portugal ninguém sabe o que isso é, em termos jurídicos, mas sentimos na pele todos os dias os seus efeitos.
5 - Na Islândia os bancos vão à ruína mas os seus dirigentes podem ir para a cadeia. 
6 - Na Islândia a imensa maioria dos executivos da banca, responsáveis pelos desfalques estão na rua, não permanecem em cargos, e alguns aguardam julgamento. 
7 - A Islândia possui uma comissão constituinte de cidadãos sem filiação partidária que agora é consultada em quase todas as decisões políticas e pela contínua busca e julgamento dos responsáveis pelo estalar da crise.
8 - O resgate da Islândia foi apenas de de 2,1 mil milhões, o de Portugal já ultrapassou em larga escala.
9 - A Islândia não pertencia à UE nem ao Euro. 

Em Portugal 
1 - A democracia já não passa de uma palavra vazia de sentido, e o povo continua a pactuar com o regime corrupto, votando sempre nos mesmos.
2 - Os cidadãos portugueses tiveram que assumir os buracos e as loucuras dos banqueiros e políticos corruptos... se o fizemos por excesso de apatia ou por ausência de democracia é um dilema de solução difícil, já que um conduz ao outro e alimentam-se mutuamente.
3 - Em Portugal ao descobrirem-se os autores dos golpes corruptos do sector bancário e financeiro, responsáveis por grande parte da crise, não se fez nada de concreto. Não os perseguiram na rua ou na justiça, As pessoas nunca os apupavam no teatro, nunca lhes atiraram objectos em plena rua,  nem lançavam bocas nos restaurantes nem deixaram "espirituosas" pinturas nas casas deles. Ainda lhes é permitido circular em cargos políticos e públicos. E se um dia se candidatarem a presidente arriscam-se a ganhar o posto.
4 - O Ex-primeiro-ministro islandês vai ser julgado por negligência governativa. Em Portugal ninguém sabe o que isso é em termos jurídicos, mas sentimos na pele todos os dias os seus efeitos. O nosso digníssimo ex-Sócrates está a viver uma vida regalada e de luxo em Paris. Com um nível de vida nunca possível pelo salário que usufruiu enquanto PM. 
5 - Os bancos caem reincidentemente em ruína mas os seus dirigentes saem sempre ilesos.
6 -  A imensa maioria dos executivos da banca, responsáveis pelos desfalques continuam a exercer cargos de responsabilidade e impunes.
7 - Os Portugueses tem um intervenção reduzida a zero nas decisões mais vitais para o país.
8 - Talvez Portugal deveria ter abandonado o Euro, a UE, a PAC, as Quotas, a Globalização e todas as regras que atrasam o crescimento nacional na Agricultura, Pesca e Indústria, que a UE nos obrigou a desmantelar. 

Noticia do crescimento exemplar dos islandeses, o povo que bateu o pé e recusou pagar os buracos dos banqueiros.
"Em 2008, quando a falência de grandes instituições financeiras dos EUA arrastou bancos e países para crises da dívida pública sem precedentes, a Islândia fazia parte desta lista. Agora, quatro anos passados, o país apresenta ao mundo um crescimento económico notável.

NA ISLÂNDIA, RÁDIO E TEATRO TRANSMITIAM AS HISTÓRIAS DA CORRUPÇÃO QUE LEVARAM AO COLAPSO, E O POVO OUVIU.

Neste video perceba como a Islândia acabou com a corrupção




Este artigo resume algumas das acções que os Islandeses levaram a cabo para colocar um travão à corrupção e repor a democracia, no país.
Deixo realçado a amarelo, as medidas que fizeram toda a diferença, permitindo aos cidadãos que retomassem para si, o direito e o poder da verdadeira democracia, o de participarem nas decisões do futuro do país, e de terem o poder de impedir os políticos corruptos e vilões de voltarem ao poder. 

Uma das medidas fundamentais, foi terem redesenhado a constituição. Pois é a constituição que atribui direitos e deveres aos cidadãos e governantes. Actualmente, a nossa constituição admite excessivas limitações/deveres para os cidadãos e excessivas liberdades/direitos para os governantes, portanto claras vantagens para quem tem poder de mudar a constituição, e claras desvantagens para quem já não tem poder para nada.
Os cidadãos foram excluídos de exercer o seu direito e poder, de participar nas decisões vitais, para o país.
islandia exterminou corrupção

O essencial do sistema de protecção social escapou aos cortes, ou foi, até, melhorado.
Filha de um ex-governador do Banco Central, é professora de Ética, diretora do departamento, na Universidade da Islândia. "Nunca me interessei por política", diz, a rir, no seu novo gabinete, que ocupa desde novembro de 2010.
Ela é uma das 25 pessoas "comuns", cidadãos dos 18 aos 91 anos, eleitos pelo povo para reescrever a Constituição do país.
Os bancos faliram, o Governo não teve dinheiro para os salvar. Nacionalizou-os, mas não assumiu as maiores dívidas.
Vieram as histórias de compadrio, corrupção, o buraco negro de milhares de milhões de euros, a súbita e inesperada fragilidade das pessoas. A pobreza, o desemprego. "Era preciso dar uma resposta", explica Salvör.
Dois meses depois da crise, desencadeada em outubro de 2008, e de a revolução se ter instalado nas ruas de Reiquiavique a capital, com milhares de islandeses dispostos a tudo para conseguir uma solução para os seus problemas, Salvör integrou a Comissão Especial de Inquérito que reconstituiu a história da kreppa islandesa, o mais extraordinário e abrupto crash da história económica do mundo, parafraseando o Prémio Nobel da especialidade, Paul Krugman.
Eram apenas seis, na Comissão.

Aconteceu na Islândia, a libertação da corrupção e da ruína.




Não deixe de ver este video com as verdades que nos querem ocultar, de um povo que se libertou do poder politico e económico que sufocava o país e o povo.
Na Islândia a corrupção não venceu... Leia alguns exemplos de mais medidas que colocaram um fim ao regabofe dos políticos. O povo libertou-se, tomou as rédeas do país e da constituição e salvou o país da ruína, lançando-o rumo ao sucesso. 
Na Islândia o crescimento económico triplica em relação à UE em 2012. À semelhança de Portugal também a Islândia teve um caso ao estilo BPN.  
                                                                                                                                          Hoje, 15 de Setembro, na manifestação todos unidos contra quem nos saqueia... EXIGIR CORTES NAS GORDURAS DOS PARASITAS E NÃO NO PÃO DOS TRABALHADORES. BASTA DE SACRIFICAR OS POBRES... MOSTREM QUE OS SACRIFÍCIOS SÃO PARA TODOS!!
"Baixar TSU foi iniciativa do Governo, não da troika, diz chefe de missão do FMI." fonte
O governo é que não sabe fazer mais nada, senão cortar aos mais pobres. Não sabem mais, coitados... São novos, inexperientes, incompetentes e cobardes.
Que se lixe a Troika? Ou que se lixe a austeridade? Seja ela imposta pelos políticos ou pelos credores de Portugal, todos deveríamos saber que a Troika não está por detrás de tanta austeridade nem tão pouco foi ela que arruinou o país, a Troika já afirmou que as medidas da TSU não foram exigência da TROIKA. A Troika mandou cortar nas PPP, nas fundações, na ADSE, nas offshores, nos benefícios fiscais, nas associações, nas despesas do governo, nos salários de luxo escondidos... etc etc. O governo já há muito que deveria ter começado a cortar nas gorduras e insiste em não o fazer, fintando a Troika... ofendendo os sacrifícios do povo. E fingindo que gorduras é o SNS, a CGA, o ensino, etc
Antes de escorraçar a Troika temos que escorraçar quem nos levou até ela, quem continua a engana-la, a ela e a nós.


"Investigação CM: Troika quer que o executivo introduza alterações no sistema de apoios financeiros à carreira diplomática . Estado esconde subsídios de luxo a diplomatas. Entre salário, abonos de representação e casa, um diplomata pode receber mais de 11 mil euros por mês." cmjornal
PORQUE NOS QUEREM FAZER CRER QUE A TROIKA É O LOBO MAU??? PARA O GOVERNO SACUDIR O CAPOTE DAS RESPONSABILIDADES? 


Em Portugal financiam-se aventuras de investidores incompetentes, até colocar Portugal no "buraco", na Islândia colocam-se os incompetentes no "buraco"

paraiso crime
Paraíso à medida dos
criminosos - Portugal 
Os responsáveis pela ruína de Portugal continuam a usufruir tranquilamente do dinheiro que usurparam ao abrigo da impunidade a que estão habituados.
A lei é igual em todo o mundo - Roubar é crime, lesar o estado é crime maior... Em que paraíso é que vivem os nossos criminosos do BPN e restantes cúmplices, para permanecerem intocáveis?
Na Islândia já há muito se iniciou uma cruzada activa e revolucionária da caça aos corruptos e à corrupção, pois todos sabemos que a única forma de travar este "mau hábito" é a punição... Em Portugal continuamos a protege-los incentivando o crime.

"Os directores de bancos islandeses que arrastaram o país para a bancarrota em finais de 2009 foram presos por ordem das autoridades, sob a acusação de conduta bancária criminosa e cumplicidade na bancarrota da Islândia.
Os dois arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações.
A imprensa islandesa avança que estas são as primeiras de uma longa lista de detenções de responsáveis pela ruína do país, na sequência do colapso bancário e financeiro da Islândia.
Na lista de possíveis detenções nos próximos dias e semanas estão mais de 125 personalidades da antiga elite política, bancária e financeira, com destaque para o ex-ministro da Banca, o ex-ministro das Finanças, dois antigos primeiros-ministros e o ex-governador do banco central.
A hipótese de cadeia e confiscação de bens paira também sobre uma dezena de antigos deputados, cerca de 40 gestores e administradores bancários, o antigo director da Banca, os responsáveis pela direcção-geral de Crédito e vários gestores de empresas que facilitaram a fuga de fortunas para o estrangeiro nos dias que antecederam a declaração da bancarrota.
Em Outubro de 2008, o sistema bancário islandês, cujos activos representavam o equivalente a dez vezes o Produto Interno Bruto do país, implodiu, provocando a desvalorização acentuada da moeda e uma crise económica inédita. (In, TSF.)

Estaremos a assistir a uma revolução no obscurantismo do estado?

confissões de políticos
As revelações, as confissões e as acusações começam a surgir em catadupa. Os meios de comunicação bombardeiam o povo com noticias cada vez mais reveladoras da causa real da crise em Portugal.
O estado é gerido em plena falta de respeito pela nação e pelo povo, o estado é o habitat natural do crime politico. O estado está em desgoverno. O estado é um caos de interesses que de tanto se cruzarem e acumularem, começaram a "tropeçar" uns nos outros e os dedos começaram a ser apontados.
Paulo Morais,  Marques Mendes e Marinho Pinto  têm contribuído para a revelação do que alguns pretendem ocultar. Mas a "crise" com a Madeira está a trazer também à superfície, muitas das revelações, numa guerra" aberta ... os "tiros" surgem de todos os lados... esperemos que "tombem" finalmente muitos dos culpados.
É certamente o momento ideal para o povo se unir e entender que, já não se trata de defender ou acusar partidos mas de derrubar uma classe aristocrática - a classe politica - que precisa de ser desmascarada para salvaguardar os interesses de uma nação massacrada, PARA SALVAR PORTUGAL.

REVELAÇÕES A VALORIZAR, DADO QUE FORAM FEITAS POR QUEM CONHECE O MEIO.
1 - Marques Mendes  "Diz-se que determinada empresa é tutelada pelo Estado, mas o Estado não tem meios para tutelar nem fiscalizar nada. As empresas estão em autogestão, por isso é que há grandes orçamentos não controlados e um grande regabofe nas empresas públicas"fonte

2 - "Paulo Morais afirmou que "o centro de corrupção em Portugal tem sido a Assembleia da República, pela presença de deputados que são, simultâneamente, administradores de empresas".  70% são administradores ou gestores de empresas que têm diretamente negócios com o Estado"fonte  

3 - "Duas pessoas ligadas à empresa Smith & Pedro testemunham que Manuel Pedro, o sócio português da empresa de consultoria Simth & Pedro, disse várias vezes que pagou 500 mil contos (2,5 milhões de euros) ao então ministro do Ambiente e actual primeiro-ministro, José Sócrates, para que o projecto do centro comercial Freeport fosse autorizado do ponto de vista ambiental, para que pudesse avançar o processo de licenciamento, noticia hoje o semanário “Expresso”.
"Uma assessora de Manuel Pedro, da empresa promotora do Freeport, a consultora Smith & Pedro, disse em 2004 à Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal que durante o licenciamento do Freeport, houve o pagamento de “avultadas comissões”, incluindo ao actual primeiro-ministro, que terá recebido “400 mil” – sem que seja especificada a unidade monetária – noticia hoje o diário “Correio da Manhã”. fonte

4 - "Mas não confio e tenho razões para não confiar", referia, sublinhando que nos sufrágios realizados na Região "há 'chapelada' e da grande", afirmou António Fontes. fonte

5 - "José Silva Lopes disse hoje que se Portugal tivesse uma lei que punisse os violadores das regras orçamentais, o presidente do Governo Regional da Madeira não seria eleito há mais de duas décadas.
"As pessoas que violassem regras orçamentais teriam de ter uma punição. Aos políticos, defendo que a punição teria de ser a não reelegibilidade durante dez anos", afirmou Silva Lopes.
"Esse senhor é um incompetente, foi um colaboracionista dos governos comunistas de Vasco Gonçalves e foi um desastre quando esteve no Governo", declarou o social-democrata Alberto João Jardim." 
fonte

6 - Vera Jardim "Até porque este regime de devolução existente em Portugal "é para fugir à proibição da UE de isentar a Igreja de IVA." (Contorno da lei para "dispensar" 100 milhões do estado.) fonte


7- Paulo Morais, "algumas empresas municipais são sedes partidárias disfarçadas", onde disse haver uma "grande promiscuidade entre as máquinas partidárias e os poderes autárquicos. a maioria desse tipo de empresa "não tem atividade", não sendo mais do que "um departamento municipal a fingir de empresa".fonte

8 - " Rouba-se aqui. Rouba-se acolá. Nunca ninguém é julgado. Nunca ninguém presta contas." sustentou.
Sobre eventuais novas "surpresas" em termos de dívida escondida, Medina Carreira disse que em Portugal "tudo é possível em matéria de dinheiro" num Estado "onde realmente não há rigor, não há seriedade, não há verdade", sublinhou." 
FONTE

9 -  "Marinho Pinto, afirmou que o Ministério da Justiça é gerido “por uma coutada de familiares e amigos” de Paula Teixeira da Cruz.
Disse que o ministério “está entregue a João Correia [ex-secretário de Estado da Justiça do Governo de José Sócrates], cunhado da ministra”, Paula Teixeira da Cruz, criticando ainda a nomeação de assessores por parte da ministra." 
fonte

NÃO PODEMOS PERMITIR QUE ISTO CONTINUE ATÉ AO NÍVEL ZERO. TOMEMOS A ISLÂNDIA COMO EXEMPLO... DE QUEM JÁ ESTEVE NESSE NÍVEL E FINALMENTE RECONHECEU COMO SE CHEGA LÁ. SE NA ISLÂNDIA ERAM 20 OU 30 PESSOAS EM PORTUGAL SÃO 60 OU 90 OS CABECILHAS DO SAQUE. MAS O QUADRO É O MESMO.
"A Islândia foi saqueada por cerca de 20 ou 30 pessoas. Uma dezena de banqueiros, uns poucos empresários e um punhado de políticos formaram um grupo selvagem que levou o país inteiro à ruína: 10 dos 63 parlamentares islandeses, incluindo os dois líderes do partido que governou quase ininterruptamente desde 1944, tinham empréstimos pessoais concedidos por um valor de quase 10 milhões de euros por cabeça. Está por demonstrar que isso seja delito (embora pareça que parte desse dinheiro servia para comprar acções dos próprios bancos: para fazer inchar as cotações), mas pelo menos é um escândalo enorme.
Na Islândia presidente Ólagur Grímsson, que considera "uma loucura" que os seus concidadãos "tenham de pagar a factura da banca sem serem consultados"
fonte

O porquê de a Islândia não se juntar à União Europeia. As diferenças que afundam Portugal.


À semelhança de Portugal também a Islândia teve um caso ao estilo BPN.
Créditos ao desbarato para os amigos. Empréstimos sem garantias. Todos os envolvidos estavam ricos. O governo e o Banco de Portugal, "desatentos" não cumpriam o seu papel, permitindo que a situação atingisse o ponto de ruptura. Tal como em Portugal, era o regabofe.
Contudo ao contrário de Portugal estes senhores na Islandia, julgando-se intocáveis e crendo que o estado iria assumir todas as suas asneiras, depararam-se com um governo justo e integro e um povo resistente, que os obrigou a "pagar" pelo que fizeram.
As diferenças entre a postura do governo e povo Português e do Islandês, ditaram o destino do país.Assim percebemos que a profundidade da injustiça e corrupção, em Portugal, tem uma dimensão maior que a que julgávamos.
Pior ainda, percebemos que oferecer as dividas de um banco saqueado por políticos, a um povo inocente, não era a única opção mas sim a mais conveniente aos saqueadores.
Se quiser conhecer os 15 passos que salvaram a Islândia, siga o link.


PS/PSD QUAL É CORRUPTO AFINAL? META-OS NUM SACO, BATA COM UM PAU, E VERÁ QUE ACERTA SEMPRE NO CERTO.


NOS 10 ANOS REFERIDOS NO VIDEO, QUAL FOI O PARTIDO QUE GOVERNOU OU VOTOU LEIS NA AR, QUE NÃO FOI CORRUPTO? DESCUBRAM ...


Para os que insistem em distorcer a verdade tentando concentrar as culpas num só partido, dividindo o povo e valorizando um dos partidos do arco da governação, em detrimento de outro, vejamos a falta de lógica deste tipo de conclusões manipuladas.

Pergunto... 
Se o PSD levou a cabo, sozinho, o saque BPN, porque razão o PS, não fez nada para os deter?
PSD/PS corrupção mais
clique na imagem para ampliar
Porque não denunciou ninguém?
Porque não condenou ninguém?
Porque ofereceu o banco saqueado ao povo, decidindo nacionaliza-lo?
Porque decidiu, ao nacionalizar, deixar os lucros do BPN na empresa privada dos saqueadores, a SLN agora Galilei, e todos os prejuízos ficaram no BPN para o povo?
Porque não se opôs quando estava na oposição, e não os prendeu quando chegou ao poder?

Alguém em Portugal tem consciência do ridículo que é tentar achar que o PSD é corrupto e o PS não é, ou vice versa?
Alguém consegue perceber que os crimes de corrupção precisam de continuidade no apoio do poder, são crescentes, aperfeiçoados e perpetuados por todos os governos, há décadas? Tem que existir o apoio de vários partidos, para garantir a impunidade a todos?
Ou ainda há quem acredite que quando está o PS no governo acaba a corrupção, prendem-se os corruptos do PSD e o país torna-se num paraíso?
Mas quando chega o PSD ao governo,  volta a mudar as leis para facilitar a corrupção, volta a distribuir impunidade, começa de novo a corromper, a roubar, a destruir, ...
Mas eis que chega o PS, de novo,  e volta a por tudo no sitio, a justiça a funcionar, a impunidade acaba, prendem-se de novo os larápios do PSD, mudam-se de novo as leis, acabam-se com as PPP, os contratos ruinosos com amigos, acabam-se com os boys, os tachos, o despesismo.... ?
Mas eis que vem de novo o PSD...
Eu já me cansei deste jogo, vocês ainda não?
Se realmente, algum fosse honesto, integro, competente e justo, garanto que todos os portugueses já se tinham apercebido dessa qualidade e não o deixariam sair do poder... nunca mais.
Mas se o povo está sempre a alternar entre um e outro é porque ambos ganham as eleições falando mal, superficialmente, nunca denunciando os verdadeiros crimes, denunciam apenas pequenas coisas do que lá está e o povo acredita que quem não está, é que vai resolver tudo, já que o que lá está, destrói sempre tudo. Que raciocínio tão limitado. Depois de mim virá quem bom de mim fará?
Claro que é sempre fácil falar mal de quem está no poder. Mas isso não quer dizer que o que está fora e a falar mal, quer fazer melhor, apenas quer ir para o poder, valendo-se do facto de ser fácil parecer bem quando se critica o que os outros fazem.
Ou seja... Com corrupção e incompetências do PS, elege-se o PSD, com corrupção e incompetências do PSD, elege-se o PS... Nunca se elegem pela positiva, mas pela negativa.

Mas eles, os partidos, ali andam contentes, alternando, ora agora mamas tu e depois mamo eu. The show must go on... 
Se um dos partidos que fazem sempre parte dos governos (e já não falo dos outros partidos que nunca estiveram no poder) não fosse corrupto, era simples, resolver esta dúvida, chegava ao poder e virava o jogo.
Mudava a legislação que dá impunidade aos corruptos. 
Agilizava as leis que condenariam os corruptos. 
Denunciavam os actos corruptos dos anteriores, na TV e na AR, para que todos soubessem a vergonha. 
Mudavam a constituição que afasta o povo do poder e o torna uma nulidade. 
Mudava as leis que ninguém entende e cheias de buracos para ajudar os que as entendem. 
Mudava os rendimentos que se dão aos abusadores.
Acabava com os privilégios da banca, como fizeram na Islândia.

Etc etc etc etc

E não venham dizer que não podem, porque a oposição não deixa... eles, OS QUE NÃO SÃO CORRUPTOS, que se coloquem ao lado do povo, contra os corruptos e que tombem, desmascarando o tal partido, que é o corrupto. Na Islândia, um homem sozinho conseguiu fazê lo e o PS, (ou o tal partido que não é corrupto, que eu desconheço-o), não o consegue fazer, porquê? Porque não quer claro!!!!  
Mas isto jamais acontecerá, jamais um partido tomará a posição de se opor aos corruptos e defender o país e o povo. E sabem porquê? Porque o jogo tem funcionado ás mil maravilhas... eles estão cada vez mais ricos, mais poderosos, mais impunes e mais seguros. O dinheiro chega para os 3 e vai dando para viver a mais uns 3 ou 4 que ajudam a manter a farsa.
Acorda povo escravo e cego, que escravizas os teus filhos e netos, que entregas nas mãos dos corruptos um país inteiro e muitos inocentes.

Dias Loureiro se tivesse roubado a Islândia era escorraçado.

Dias Loureiro impune
Diz-me com quem, andas e dir-te-ei quem és

MAS EM PORTUGAL TUDO É POSSÍVEL, VIVE COMO UM PRÍNCIPE RICO E RESPEITADO. SOMOS OS MAIORES OTÁRIOS DA HISTÓRIA ATÉ VOTAMOS NELES PARA TEREM ACESSO FACILITADO AO DINHEIRO... E OS QUE NÃO VOTAM NELES, FICAM EM CASA A DEIXA-LOS GANHAR...


Reencaminho o que recebi de um amigo…POR UMA QUESTÃO DE CIDADANIA
Adivinha do dia: Quem é?
Não tem que se esconder de nada.
Não é arguido de coisa alguma.
Ainda por cima pertencia AO " GRUPO DOS PROTEGIDOS" DE CAVACO SILVA que terá dito que confiava plenamente neste "SENHOR" quando ele era membro do Conselho de Estado!!!
VIVE no ESTORIL NUMA DAS CASAS QUE ERA DO GRANDE EMPRESÁRIO JORGE DE MELLO e, ao que alegadamente consta, é também proprietário de mais um lote anexo (tudo em nome de Sociedades Off-Shore).

Salgado, apesar de ser considerado internacionalmente o pior gestor do mundo, em Portugal continua a ser rei, no meio da podre política nacional.

Num escândalo desta dimensão, que gerou um dano à sociedade de milhares de milhões, porque não há ainda contas congeladas nem património confiscado? E porque não há ainda ninguém preso?
Neste video Paulo Morais explica que Ricardo Salgado saiu de todo este caos, tão ou mais rico que antes e livrou-se dos problemas graves que tinha.
Como é possível que mafiosos desta envergadura, diligentes e experientes, sejam interrogados, a maior parte das vezes, por deputados ingénuos sem formação na área da investigação, da finança ou da economia? Como é que estes mafiosos não haveriam de escapar sempre impunes?
Evidentemente que ninguém  possui meios ou capacidade para aceder à documentação que prova qual é o património dele e para quem o transferiu?
"Ricardo Salgado não tem nenhum bem imobiliário em seu nome. A mulher, também não. A SIC sabe que nos registos da Autoridade Tributária e Aduaneira nada consta em nome do antigo homem forte do Grupo Espírito Santo." 
sic



"Ricardo Salgado foi ao Parlamento depor no âmbito do inquérito ao BES.
Foi recebido como um rei, discursou com sobranceria, desprezou os deputados e nada esclareceu. Que trunfos tem Salgado para poder agir com tanta arrogância?
Na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Salgado só falou do que quis.
Até porque ninguém lhe colocou questões verdadeiramente incómodas.
Ficaram por fazer as perguntas que permitiriam clarificar como foi possível desaparecer tanto dinheiro do BES e quem foram os atores na política e na Administração cúmplices no processo.
Ficamos sem saber como foi possível o BES transferir para Angola três mil milhões, na maior operação de fuga de capitais, mesmo debaixo do nariz do Banco de Portugal;
quem no governo autorizou o abate ilegal de sobreiros que viabilizou o negócio imobiliário da ‘Vargem Fresca’;
quem foram os portugueses subornados na compra de submarinos intermediada pela ESCOM.
Tão-pouco se esclareceu qual a intervenção do ex-ministro Miguel Relvas na privatização da EDP e qual a sua ligação ao BES;
que papel teve o BES nas parcerias público-privadas, tão ruinosas para o Estado.
Ou, até, a troco de quê o BES financiou os estudos de Durão Barroso em Georgetown.
E, finalmente, nem uma pista sobre onde está o dinheiro proveniente de tanto negócio obscuro.
Ao fim de horas de inquirição, nenhuma destas questões foi esclarecida.
As perguntas pareciam escolhidas pelo inquirido. Perante uma CPI submissa, Salgado fez o seu espectáculo. Sentado no topo da mesa, em vez de confrontado, de frente para os inquiridores, como se faz em qualquer parlamento decente do mundo. Assumiu ar professoral e usou os deputados como figurantes das suas manobras para influenciar a opinião pública.

Mais um banco protegido pelo estado e sustentado pelo sacrifício de inocentes.

  O BANIF é o protegido que se segue!  

A história que se segue é uma verdadeira ofensa a todos os contribuintes. 
O estado, quando se trata de ajudar banqueiros falidos, não tem mãos a medir. 
Os milhões jorram e aparecem sempre, nem que tenham que se sacrificar lares e famílias portuguesas. Tranquilos, os contribuintes, desconhecem por onde se esgotam os seus impostos e sacrifícios. 
Vejamos mais este descaramento, o BPN foi um golpe de mestre, este, do BPP, teve outros contornos, mas o dinheiro do estado também não foi poupado.
Na Islândia deixaram falir-se os bancos, julgaram-se os banqueiros e salvou-se o país. 
# - O estado deu garantias a quem investisse num fundo para salvar o BPP, e agora vamos ter que as pagar, e custarão entre 142 milhões e 248 milhões aos cofres do estado! De mestre!?
# - Uma dessas empresas, que investiu no BPP, era uma empresa pública de tratamento de lixo, investiu mais de 15 milhões. A IGF estranha que uma empresa pública arrisque dinheiro neste tipo de negócios de risco. 
#- O estado para além de dar a garantia aos clientes (250 mil euros por cada cliente) também deu uma garantia aos credores, aqueles que emprestaram dinheiro ao BPP... no valor de 450 milhões. Como o BPP não pagou, o estado teve que pagar. 

É neste o regabofe que gerem os nossos impostos...  tudo isto foi realizado no governo de Sócrates, mas como são todos amigos, Passos Coelho fez questão de prosseguir o saque aos portugueses! 

O BANIF, outro saco para despejar impostos sem retorno... os bancos estão a falir não conseguem pagar, e o estado empresta os nossos impostos, o resultado será o de sempre, não haverá retorno, é um empréstimo sem devolução. O próprio banco está avaliado em metade do que pediu emprestado. O que temos nós de garantia? Mas quem se importa? Eles não se importam, os contribuintes fingem que não sabem de nada, nem percebem nada?!!...
"O Estado atirou 1100 milhões de euros no Banif, avaliado em metade e afundado em dívidas. Eis a nacionalização às direitas: o Estado paga e assume futuros riscos, sem quaisquer garantias. Você já viu este filme no BPN, no qual há mais três mil milhões de dívidas em incumprimento. Ou seja, o buraco pode chegar aos sete mil milhões. (...) A coisa é simples: chama-se expropriação do dinheiro dos contribuintes. Os sacrifícios que lhe estão a pedir servem para salvar bancos. O resto são trocos."
As semelhanças entre o BANIF e o BPN, em video.


Citação da noticia original, sobre o BPP.
 "A Inspecção-Geral de Finanças (IGF) fez as contas e estima que a garantia do Estado concedida aos ex-clientes do Banco Privado Português (BPP) vai custar aos cofres do Tesouro entre 142,9 milhões de euros e 248,6 milhões de euros.
A factura a pagar pelos contribuintes resulta do compromisso assumido em 2010 pelo governo de José Sócrates com os ex-clientes de retorno absoluto do BPP que aderiram ao Fundo de Gestão Passiva – Fundo Especial de Investimento Fechado (FEI). 
O compromisso foi reiterado pelo actual executivo de Passos Coelho.
Recorde-se que a instituição de João Rendeiro entrou em processo de saneamento financeiro em Novembro de 2008, dadas as dificuldades de liquidez e a impossibilidade de cumprir as suas obrigações financeiras. 
Em Abril de 2010, o Banco de Portugal revogou-lhe a autorização de exercício de actividade bancária. O Estado substitui-se ao banco, concedendo uma garantia até 250 mil euros por cada titular que aderiu ao FEI para cobrir a eventualidade de, na maturidade em Março de 2014, o fundo não render o esperado e o suficiente para devolver o dinheiro a todos os ex-clientes.
No relatório de actividades de 2011, divulgado recentemente, a IFG revela ter feito uma estimativa das responsabilidades globais do Estado com base na análise exaustiva das contas de 4152 titulares, o equivalente a mais de 915,4 milhões de euros de património dos ex-clientes. No entanto, 19,5% deste montante ficou excluído da garantia estatal por situações de não elegibilidade. Assim, o compromisso do Estado vai incidir no património global de 737,2 milhões de euros.
Entre os clientes que foram excluídos, as Finanças destacam uma entidade do sector público administrativo, (...) Esta empresa do sector público administrativo é uma entidade de tratamento de lixos, embora o relatório não a identifique. Em Novembro de 2008, essa empresa tinha quatro aplicações no BPP, no montante global de 15,9 milhões de euros, não elegível para o Sistema de Indemnização de Investidores, Fundo de Garantia de Depósitos e garantia do Estado, pelo que apenas será ressarcida através da eventual valorização do Fundo Especial de Investimento. 
Neste caso particular, a IGF “estranha que uma entidade do sector público administrativo tenha aplicado os seus excedentes em capitais que, embora garantidos pelo banco, revelavam nas condições gerais forte exposição ao risco”, pode ler-se no relatório.

Além da garantia dada aos clientes, o Estado concedeu aval estatal ao empréstimo de 450 milhões de euros prestado por seis bancos ao BPP em 2008. Depois de revogada a licença bancária ao banco de João Rendeiro, as instituições accionaram a garantia estatal e o Estado foi obrigado a pagar esses 450 milhões de euros que continuam por reaver.
O Banif Gestão de Activos é a entidade gestora do FEI. Segundo o relatório do primeiro semestre deste ano, disponível na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o Fundo regista uma valorização de 3,56% anualizada desde o início da actividade. No essencial, o património do FEI está investido em dívida financeira, dívida de crédito estruturado e acções.
Actualmente, o valor das unidades de participação do FEI é de 0,9945 euros e já foram efectuadas quatro distribuições de rendimentos. Os ex-clientes vão receber, na próxima segunda-feira, um novo pagamento, que, segundo a informação da sociedade gestora, será de 0,0297 euros líquidos por unidade de participação." fonte

"Banif paga prémio milionário a gestora.
Com o banco intervencionado, a administradora Conceição Leal ganha 982,3 mil euros, mais do que qualquer outro banqueiro em Portugal. Conceição Leal recebeu o triplo do que ganhou o presidente do banco Jorge Tomé, e foi o gestor bancário mais bem pago em Portugal. Em 2012, o Estado passou a deter 99,2% do banco."  fonte


Portugal não terá o mesmo destino que a Islândia?

Portugal versus Espanha, segundo Paulo Morais
"A crise é grave em Portugal e Espanha, mas, do outro lado da fronteira, beneficiam-se as pessoas, enquanto aqui se privilegiam os bancos, à custa do sofrimento da população.
Ao mesmo tempo, o Governo espanhol recusa liminarmente ajudar os bancos, razão pela qual nunca aceitou um resgate à portuguesa. A banca espanhola beneficia, de facto, de apoios europeus, a taxas bem favoráveis, de cerca de 1%, mas os apoios chegam directamente de Bruxelas aos bancos, sem comprometerem minimamente o estado espanhol. 
Ao contrário do que por cá se passa, em que o Estado se endivida para depois colocar – ou melhor, enterrar – até doze mil milhões de euros na banca portuguesa." fonte

A GIGANTESCA TEIA DE CORRUPÇÃO QUE DESTRÓI O PAÍS HÁ DÉCADAS E O ENRIQUECIMENTO ILÍCITO !


NESTE VIDEO - COMO A ISLÂNDIA DISSE NÃO À CRISE E À CORRUPÇÃO, NACIONALIZANDO A BANCA E FAZENDO JUSTIÇA AOS CORRUPTOS.


Temos vindo a assistir na Assembleia da República, sobretudo nos actuais tempos de crise e na situação de eminência de bancarrota, a uma discussão sobre a corrupção e o enriquecimento ilícito, que no entanto são tudo face da mesma moeda que tem vindo a destruir a economia e a sociedade – a corrupção e o tráfico de influências.

A não aprovação ainda (por manifesta falta de vontade e/ou coragem politica) de legislação adequada para punir eficazmente o enriquecimento ilícito, sustentada na falaciosa argumentação da “inversão do ónus da prova”, representa já a mais abominável falta de vergonha de toda a classe politica e dos poderes instituídos.
E mais “a Inversão do ônus da prova é uma falácia que consiste em isentar-se de provar uma afirmação feita, exigindo que o outro prove a que essa não é válida. Assemelha-se ao apelo à ignorância. Se alguém quer provar que tal coisa é verdadeira, precisa testá-la tautologicamente e não exigir que alguém que não a defende prove a sua falsidade.” [Fonte Wikipédia].

Mas independentemente desta discussão sobre o ónus da prova (e a questão da sua inversão), está em causa uma prática perversa que o país inteiro sabe passar-se há décadas, e que faz do enriquecimento ilícito que (alguns) políticos e outros detentores de cargos no estado, praticam despudoradamente e que lesa a nação de diversas formas graves, e ao qual importa pôr cobro com urgência, até como moralização e responsabilização de quem ocupa os mais altos cargos da nação, que deveriam sempre dar o exemplo perante os cidadãos.

Isto só demonstra que elegemos, através deste sistema politico “nada-representativo”, e no lugar de “representantes” indirectos do povo no parlamento e na governação do país, autênticos predadores da “coisa pública”, sustentados sob a farsa de uma democracia que sempre dizem legitimada pelo povo, a quem não tem restado outra alternativa que não o votar de 4 em 4 anos, e num sistema de partidos em pura rotatividade ao melhor estilo de, “agora pilhas tu” e a “seguir vou eu”.

E tal apenas tem consubstanciado uma governação do país e a legitimização de uma autêntica plutocracia, que se tem vindo sistemáticamente a apropriar do aparelho de estado e da própria democracia, nomeando sempre um séquito de cargos de “confiança” partidária, como forma de assegurarem o saque dos dinheiros públicos, que são na sua maioria das vezes postos ao serviço de interesses partidários e de “organizações” correlacionadas, de forma ilegítima e que danosamente têm vindo a empobrecer a nação, tal como têm mantido o país e a sua economia, reféns de interesses individuais e de grupos, que atentam sempre contra o colectivo.

Este saque perpetrado ao longo de décadas e estas práticas dos principais partidos com assento nos sucessivos governos, contribuíram de forma decisiva para que a corrupção se tivesse mais facilmente instalado em todo o aparelho de estado, Governos e mesmo na Assembleia da República (onde apenas deveriam estar os representantes do povo), e também nas empresas pública e privadas, tendo o país e a economia ficado completamente reféns da corrupção, que varre na actualidade a nação e a empobrece ainda mais a cada dia que passa.

Associado ainda a estes fenómenos está a enorme fuga aos impostos, sempre perpetrada pelas grandes empresas públicas e privadas, bancos e não só, mas sobretudo facilitadas pelas enormes teias de interesses tecidas por políticos e empresários, num conluio criminoso contra a nação, e que tem vindo em crescendo de ano para ano, e tendo mesmo merecido nos últimos anos reparos da transparência internacional e de outros organismos como o Banco Mundial.

Em 2005 o Banco Mundial num seu relatório, citou a corrupção no mundo e referindo-se a este país disse “A corrupção prejudica famílias mais pobres com impostos injustos e cria a necessidade e aguça o engenho de «subornos» nos serviços públicos, aumentando cada vez mais os níveis de corrupção no poder local, junto de municípios e juntas de freguesia, onde esta já representa uma fatia rondando os 60% do total nacional estimado valores ligados à corrupção.”
Mais, este estudo mostra algo mais surpreendente, o de que o fim da corrupção poderia colocar Portugal ao nível de um país como a Finlândia.

A situação da corrupção em Portugal é de tal forma grave que levou o Prof. Paulo Morais, membro da transparência internacional, a fazer inúmeras declarações, uma delas bem grave e a de que “a Assembleia da República é o Centro da Corrupção em Portugal” e ainda outra bem mais controversa ainda, mas que tem demonstrado e citando nomes de pessoas e empresas, – a de que “a principal razão da actual crise que enfrentamos é devida à enorme corrupção no estado e com a conivência dos vários governos, de que se destaca o actual em funções”.

Relembro e cito também recentes declarações à imprensa, da directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, Maria José Morgado, como “a corrupção empobreceu Portugal “nos últimos 25 anos” ou que e que aponta soluções para o seu combate como “é preciso o País decidir se quer “ter maior capacidade de ataque à corrupção”, ou antes “um combate mais fraco”, sendo que a criminalização do enriquecimento ilícito poderá permitir “o confisco dos bens ilegitimamente adquiridos”, mas também “criar mecanismos que facilitem a prova de aquisição por interposta pessoa, tendo em conta a camuflagem que é oferecida pela quantidade de off-shores que existem” (“in” Jornal de Negócios).
Ainda Maria José Morgado, a propósito do enriquecimento ilícito da classe politica, nomeadamente e não só, adianta mais “A maioria dos políticos conseguem acumular autênticas fortunas e saem ricos da politica, ao fim de uma mera dezena de anos! “

E isto é corroborado, e mais que evidente, por investigações e reportagens jornalisticas efectuadas sobretudo ao longo dos últimos anos. E finalmente, face a todas estas evidências e factos, nunca vi nenhum dos visados a defender a sua honra (ou tentar pelo menos) !
Só silêncios e “assobios para o ar “, para passarem (criminosamente) despercebidos e paulatinamente inocentados pelo sistema colaboracionista da justiça, e da lei que “eles próprios cozinham através de gabinetes de advogados privados” (Prof. Paulo Morais), em seu favor e sustentando uma “família” de autênticas Máfias, disseminadas pelo país, e servindo-se dos poderes centrais e autárquicos, deixando cada vez mais este pobre país em agonia e talvez já hoje no seu estertor!

Face ao estado a que chegámos, e até por entre a pobreza que já atinge quase metade da população do país, impõe-se por fim a estes crimes abomináveis contra a nação, que degradam a sua própria existência, a sua moral e ética, pela pior corrupção e tráfico de influências com que os governantes e políticos de mãos dadas se governam escandalosamente a si próprios, na maior impunidade e porque com a conivência colaboracionista, ou o medo da própria justiça em os incomodar.

Perante tal sinto, na actualidade, vergonha de ser português e principalmente face a esta imunda impunidade e ignomínia maior, traduzindo-se também na imagem de corrupção que é transversal a todo o país, e que é passada desde há anos para o exterior de Portugal. E assim desta forma destruindo também qualquer hipótese de credibilidade da nação perante o mundo civilizado, tal como qualquer hipótese de captar investimento sério e comprometido, que possa relançar a nossa economia em bases sólidas e de futuro e muito menos alicerçar qualquer plano estratégico de longo prazo, que vise o desenvolvimento sustentável do meu país.

“.. um empreendedor que tenta criar um negócio numa sociedade enferma é como uma semente num vaso que nunca é regado: por mais talentoso que seja esse empreendedor, o negócio nunca poderá florescer.” [Reid Hoffman, Co-Fundador do Linkedin] ...
Francisco Gonçalves

Sem transparência não existe democracia
A democracia não sobrevive neste clima de pobreza e gatunagem...