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E o português também... |
Foi este o país em que nos tornamos, um país onde o estado social serve para dar casas aos ricos, subsídios aos ricos, bolsas aos ricos, empregos aos ricos, e deixar na miséria quem precisa.
Os casos descritos em baixo são uma verdadeira e dolorosa ofensa, aos milhões de portugueses que estão a ser sufocados pelos impostos, e se debatem para não cair na pobreza e na rua.
Enquanto isso estes parasitas snobs e arrogantes, autênticos sociopatas, acham correcto usufruírem de casas sociais, para manter uma casa de reserva "para o caso de se divorciar" casa essa que nem deveria ter-lhe sido atribuida e faz falta a tantas famílias.
Foi norma na CML atribuir casa camarárias a funcionários, artistas, pessoas conhecidas, partidos políticos, ou simplesmente por cunha. Tudo isto está documentado e parece ser admitido pelos próprios responsáveis. Em 1989 o semanário "Tal&Qual" denunciou o que se passava com a atribuição de casas pelas CML. Passaram-se 20 anos sem nada se alterar.
"O director do Departamento de Apoio aos Órgãos Municipais, que integra a presidência da Câmara de Lisboa, recebeu há 19 anos uma casa cedida pelo então autarca Krus Abecassis. Há sete anos que não vive lá. Esteve mais de um ano sem pagar os 95 euros mensais de renda pelo apartamento T1 em Telheiras e, por isso, o executivo camarário chamou-lhe a atenção. Em carta ao então presidente da Câmara, Santana Lopes, pediu desculpas pessoais, confessou "a dívida" e o "constrangimento" pela situação e colocou o lugar à disposição.
A demissão foi aceite. Mas a casa não foi devolvida.
Hoje, José Bastos é de novo director daquele departamento e na casa da Câmara mora agora o seu filho. O director tem razões para achar que não está a abusar, tanto mais que, no andar de cima, também mora o filho de uma outra dirigente da Câmara. Isabel Soares, actual membro da equipa do número dois da autarquia lisboeta, Marcos Perestrello, recebeu uma casa de 'renda técnica' há 18 anos. Há cerca de quatro anos pediu a opção de compra do apartamento por 10 mil euros. A então vereadora da Habitação, Helena Lopes da Costa, analisou o processo, classificou-o de "escandaloso" e recusou. Ao DN, Isabel Soares assume que o filho "está lá à luz do que é permitido".