62 Cargos para um só? Questiona-se a disponibilidade e a competência?

Democracia e livre concorrência é coisa que não há por estas bandas... Os cargos são para os senhores eleitos, e os outros que emigrem.
A denúncia partiu de, Francisco Louçã, referindo-se a um relatório da CMVM:
«Há 20 administradores das maiores empresas portuguesas que têm mil cargos de administração. Cada um deles tem, em média, 50 empregos».
Segundo o coordenador do BE, «um deles tem 62 empregos e os outros não lhe ficam muito longe», acrescentando que «o ordenado mais importante que é pago a uma destas pessoas, é o que está à frente, no topo, é de dois milhões e meio de euros»
«São os homens mais poderosos de Portugal».
Louçã explicou, quando se pergunta «onde é que está a dívida, que problemas é que tem a economia, porque é que nos últimos anos cresceram os problemas, porque é que se fizeram construções desnecessárias, a resposta está aqui: 20 pessoas com mil cargos de administração, cruzando grupos diferentes, cruzando todo o mapa da economia».
«É um pequeno grupo de turbo-administradores que voam de empresa para empresa. Chamam a isto trabalho talvez mas certamente a isto chama-se renda», condenou Louçã num comício em Elvas. fonte

Esta massa de parasitas, na sua maioria nem possui perfil de gestor e muito menos um passado de sucesso, mas aumenta todos os dias, pela facilidade que há em Portugal de corromper os dinheiros públicos e os cargos. Pela facilidade com que se cometem crimes de gestão danosa, impunemente.
Eles sabem que estes tachos são a forma mais eficaz, rápida e sem risco de ficar milionário e com o futuro garantido.
Também sabemos que nenhum gestor, minimamente empenhado no sucesso da empresa que gere, possui tempo para gerir mais que uma grande empresa. Mas os grandes cargos públicos em Portugal são invariavelmente acumulados com diversos outros grandes cargos, o resultado são empresas públicas arruinadas, sem ninguém que se responsabilize.
Originam erros graves de gestão do erário público aqui, erros graves de tomadas de decisões aqui e proliferam os casos de abuso de poder e dinheiro aqui, sem que os respectivos gestores tomem medidas de vigilância e controle ou sequer responsabilidades. aqui... mas sempre muito procurados pelo mercado de trabalho para cargos de topo.
  • António Nogueira Leite, o rei tos tachos
  • É tudo deles??
  • Veja mais alguns exemplos de gestores relâmpago  percorrem todos os tachos e acumulam muitos tachos, que competência impressionante!!!
    O Bill Gates ainda não convidou nenhum para gerir a Microsoft? A Nokia que está a falir, ainda não se lembrou de vir buscar um destes senhores fenomenais? E Portugal coitado...? Ninguém descobre uma formula que o livre da ruína, porque será que Passos Coelho não os utiliza para salvar o país? 
  • Em breve Portugal não possuirá cargos de chefia disponíveis, no mercado livre de trabalho,  pois eles dominarão todas as empresas.
  • Portugal não possuirá mercado para novas empresas, pois as que se agigantam aspiram tudo. E o António Borges está bem empenhado nessa missão. Aos grandes tudo, os pequenos que se apaguem. 


2 comentários:

  1. Vamos denunciar a roubalheira a que estamos sujeitos. Roubalheira levada a cabo pela quadrilha do crime organizado, composta por PS / PSD / CDS, presidente da republica e todas as instituições que deveriam zelar pela democracia e estão de braços cruzados.

    https://www.facebook.com/510621995743436/videos/vb.510621995743436/543287845810184/?type=2&theater

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  2. Fernando Castro23 janeiro, 2017 23:32

    Houve uma Alta Autoridade Contra a Corrupção, presidida pelo então Tenente-Coronel Costa Brás, homem sério e íntegro que não conseguiu uma única condenação, apesar dos inúmeros processos com todos os indícios da existência de fraudes, corrupção, dolo entre outros delitos. As provas nos locais do "crime" sempre estavam convenientemente destruídas quando os inspectores iam por elas. Foi um homem que se sentiu frustrado quando a AACC foi extinta. Hoje existe uma coisa parecida que se chama alto comissário eleito por maioria de dois terços e controlado pela AR. Se funciona não se dá por isso. Por que não uma ageniazinha anti-corrupção, isenta e imparcial, não controlada pelos corruptos?

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