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Finlândia como lutou contra a corrupção e impôs a moralidade.

 Ministra da Finlândia. 

A Finlândia tem sido reconhecida internacionalmente como um dos  países menos corruptos do mundo, uma parte desse sucesso está na moralidade que impera no país, apesar disso, e para facilitar a transparência, tem também um conjunto de princípios com vista a evitar abuso de poder que são raros na cultura Portuguesa.  
Modelo de luta que a Finlândia usa contra a corrupção:

PRIMEIRO: Em qualquer compra feita na Finlândia, o governo quer compre uma caneta ou um edifício, devem ser adquiridos a preços de mercado e, forçosamente, incluir três ofertas de fornecedores diferentes para escolher o mais competitivo. Não é legal, permitido ou justificável pagar fortunas por obras ou serviços que ultrapassam o razoável, e que mesmo depois de se tornar publicamente conhecido os preços descabidos, não acontece nada aos envolvidos. Como tem sido em Portugal. 

Em Portugal há corrupçao porque votamos nela.

A Finlândia é um dos países no mundo com menos Corrupção. O que faz a Finlândia para evitar o flagelo que temos alimentado em Portugal? Serão a crise e a corrupção amigos inseparáveis?   
A crise é antes o resultado da usurpação de toda uma população, sacrificada para pagar salários e caprichos de uma elite mal escolhida. 
A crise é consequência da corrupção. Décadas e décadas de falsos governantes e verdadeiros burlões, a enriquecerem ás custas de um estado que deveria servir o povo e apenas serve a elite dos políticos.  

Na Finlândia, as aquisições ou contratações do estado passam por um sistema eficaz de licitação, á mínima aquisição do estado é sujeita a pedidos de orçamento e será pago apenas o preço justo do mercado á menor das três propostas orçamentadas.
Em Portugal há uma diferença substancial, tudo é mantido em secretismo e apenas se tem conhecimento dos gastos descabidos em compras que não justificam... ex...
1 - Anacom gasta 150 mil euros para festejar 20º aniversário"
2 - Turismo dos Açores pagou à sociedade anónima New Seven Wonders mais de 1,5 milhões de euros para organizar a cerimónia das 7 Maravilhas Naturais de Portugal."
4 - "Na área da consultadoria jurídica, a Administração da Região Hidrográfica do Norte pagou um 1,351 milhões de euros a um escritório de advogados."
Em Portugal é o Reagabofe, é só ajustes directos, nada de pedir orçamentos nem negociar preços, é logo directo para os bolsos dos amigos...E a lei dá uma ajudinha a este roubo.

Na Finlândia, as declarações de rendimentos são publicas, esta legislação aplica-se a todas as pessoas, incluindo políticos, empresários, show business e assim por diante.
Em Portugal o pouco se sabe sobre isso é certamente e apenas uma pequena percentagem, porque muito do que eles ganham nem dá para declarar ...
1 - "Várias dezenas de titulares de cargos políticos solicitaram nos últimos anos ao Tribunal Constitucional que o conteúdo das suas declarações de rendimentos fossem ocultadas da opinião pública. "
2 - "800 autarcas eleitos em 2005 não entregaram a declaração de rendimentos no TC no prazo de sessenta dias após a tomada de posse."
3 - " 30 deputados foram notificados pelo TC, em 2005, para depositarem a respectiva declaração de rendimentos e património."

Na Finlândia as acções do Estado finlandês são totalmente transparentes, sem factos ocultos ou confidenciais. Qualquer pessoa tem o direito de saber o que está a ser feito com o dinheiro público.
Em Portugal os dinheiros públicos andam perdidos pelos meandros obscuros da corrupção.
1- Saques em todas as frentes, incontáveis empresas para saquear e esconder rastos de fugas e enriquecimentos ilícitos.
2 - Luxos de um país pobre com um estado rico.
3 - Transparência de contratos muito duvidosos.

Na Finlândia não há cargos políticos por mero interesse dos partidos. Aos Cargos do governo e do Estado acede-se por mérito e pela qualidade de uma carreira com provas dadas ao longo de anos.
Os secretários de estado fazem carreira sendo sujeitos e superando avaliações e provas objectivas, em vez de designação partitocrática como em Portugal .
O princípio do livre acesso ao poder. A possibilidade de se tornar um membro do poder politico ou de ministérios, finlandês não está circunscrito numa elite intelectual formada em instituições educacionais concretas (como na França), nem em pessoas que tem a capacidade de atrair investidores de diferentes empresas para financiar suas campanhas ( EUA exemplo) ou membros de partidos e organizações políticas públicas cujo único mérito foi alcançado internamente e apenas no seu partido (caso espanhol e português)
Na Finlândia, as posições no poder, são ocupadas por funcionários públicos (seguindo uma escala de mérito) e cuja escalada na carreira está aberta ao conhecimento de todos os finlandeses.
Em Portugal a carreira política é uma carreira reservada ás elites que se auto-promovem desde o tempo do Salazar. É uma carreira para os peritos em demagogia e manipuladores, subestimando as qualidades profissionais ou o mérito profissional. Uns zés ninguens que apenas porque pertencem a um partido já se julgam competentes.
4 - CGD

Na Finlândia  Não há governos regionais ou câmaras municipais. As províncias são geridas por funcionários com uma trajectória profissional de êxitos e provas dadas. Com experiência na área. São facilmente retirados das funções em caso de má gestão ou corrupção.
Em Portugal Há sempre governos regionais e câmaras e freguesias com presidentes que são, por vezes, ainda mais corruptos que o governo central. É quase impossível destituir-se um politico de um cargo. 
É demasiado fácil meter um corrupto no poder mas muito difícil desfazer-se deles.
Na Finlândia o governo é em forma de coligação. Para evitar abusos de poder, e o conselho de ministros tem mais poder que o presidente. As penalizações, sanções e multas são aplicadas, mas aplicadas mesmo e proporcionalmente ao rendimento do culpado, o que retira a vontade de muitos caírem na tentação da corrupção .
Em Portugal o poder dos governantes é excessivo, mesmo abusivo. Existe um circulo fechado ....impenetrável, pela lei, pelo povo, pelas entidades fiscalizadoras, e esse poder actua acima de tudo e todos. As penalizações sanções ou multas raramente são aplicadas e quase nunca levadas a bom termo. Perdem-se sempre a caminho do fim nas teias da corrupção. E são sempre insignificantes e pagas com dinheiros públicos. O que incentiva o desleixo e a corrupção .
Na Finlândia penaliza-se e criam-se entraves desmotivando a corrupção.
Em Portugal legisla-se e incentiva-se facilitando a corrupção.

"Ex-primeiro-ministro islandês julgado por negligência governativa
Em Setembro de 2010, o parlamento islandês decidiu processar por "negligência" o antigo chefe do Governo, que liderava o país na altura em que o sistema financeiro islandês entrou em colapso, em Outubro de 2008.
Para julgar Haarde, foi criado um tribunal especial, o Tribunal Superior de Justiça (Landsdomur). O tribunal deverá confirmar a acusação, esta terça-feira, mas segundo a comunicação social islandesa o início do julgamento só deverá ocorrer depois do verão, uma vez que a instância judicial irá atribuir um prazo ao antigo governante para apresentar objecções." 

Professores convidados a emigrar por ministros acéfalos.


Em Portugal os alunos e professores são subestimados ou mesmo tratados como lixo, sem respeito sem motivação e sem direitos dignos daquilo que representam ou fazem. 
Os Professores não têm direito a uma carreira que realmente os prepare para serem professores. Os alunos não têm direito a professores realmente preparados para o efeito. O ensino, a base de uma civilização, o alicerce para a evolução e formação como ser humano e profissional,  é um assunto subestimado e tratado com a ligeireza que por vezes roça a indiferença.
Temos bons exemplos a seguir como o modelo da Finlândia, mas a preocupação em melhorar a qualidade é nula. Os governos, quando o assunto é educação, apenas se preocupam com estatísticas e metas surreais, questões laborais e salariais, com orçamentos e polémicas politicas, oferecer facilitismos nos métodos e nos objectivos dos alunos, para alimentar estatísticas.
Quanto à qualidade e aos resultados reais ( não estatísticos) a evolução tem sido pela negativa.
Agora Passos Coelho incentiva os professores a emigrar, mais uma vez mostrando o quanto subestima a classe e o assunto ensino.
A Finlândia, e o seu sucesso, seja no ensino ou na luta contra a corrupção são a prova viva de que Passos Coelho, continua a dar os passos errados para alcançar bons resultados no futuro dos portugueses e de Portugal. 


Conheça o melhor sistema educacional do mundo 
Como a Finlândia criou, com medidas simples e focadas no professor, o mais invejado sistema educacional
Quem entra numa escola na Finlândia admira a simplicidade das instalações. Era de esperar que o sistema educacional considerado o melhor do mundo surpreendesse também pela exuberância do equipamento didático. Na verdade, na escola Meilahden Yläaste, em Helsinque, igual a centenas de outras do país, as salas de aula são convencionais, com quadro-negro e, às vezes, um par de computadores. Apesar do despojamento, as escolas finlandesas lideram o ranking do Pisa, a mais abrangente avaliação internacional de educação, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O último teste, em 2006, foi aplicado em 400 000 alunos de 57 países. O Brasil disputa as últimas posições com países como Tunísia e Indonésia. O segredo da boa educação finlandesa realmente não está na parafernália tecnológica, mas numa aposta nas duas bases de qualquer sistema educacional. A primeira é o currículo amplo, que inclui o ensino de música, arte e pelo menos duas línguas estrangeiras. A segunda é a formação de professores. O título de mestrado é exigido até para os educadores do ensino básico.

Dar ênfase à qualidade dos professores foi um dos primeiros passos da reforma educacional que o país implementou a partir dos anos 70, e é nesse quesito que a Finlândia mais tem a ensinar ao Brasil.   A reforma educacional colocou a qualificação dos professores a cargo das universidades, com duração de cinco anos. Hoje, a profissão é disputadíssima (só 10% dos candidatos são aprovados) e usufrui grande prestígio social (é a carreira mais desejada pelos estudantes do ensino médio). 

O segundo passo da reforma, em 1985, foi descentralizar o sistema de ensino. Por esse conceito, o professor é o principal responsável pelo desempenho de seus alunos: é ele quem avalia os estudantes, identifica os problemas, busca soluções e analisa os resultados. O Ministério da Educação dá apenas as linhas gerais do conteúdo a ser lecionado. "Isso só é possível porque os professores recebem um treinamento prático específico para saber lidar com tanta independência", disse a VEJA Hannele Niemi, vice-reitora da Universidade de Helsinque, que trabalha com a formação de professores há três décadas. O currículo escolar também é flexível, decidido em conjunto entre professores, administradores, pais e representantes dos alunos. A cada três anos, as metas da escola são negociadas com o Conselho Nacional de Educação, órgão responsável por aplicar as políticas do ministério. 

O governo finlandês faz anualmente um teste com todas as escolas do país e o resultado é entregue ao diretor da instituição, comparando o desempenho de seus alunos com a média nacional. Cabe aos diretores e aos professores decidir como resolver seus fracassos. Esse sistema tem o mérito de fazer com que os professores se sintam motivados para trabalhar. Hoje, 99% das escolas são públicas e o aluno conta com material escolar, refeições e transporte gratuitos. Cerca de 20% dos estudantes recebem algum tipo de reforço escolar, índice acima da média internacional, de 6%. "Quando um aluno repete, perde toda sua motivação, torna-se amargo e pode até apresentar resultados piores que na primeira tentativa", diz Eeva Penttilä, do departamento de educação da cidade de Helsinque. (...)

A anedota da politica que merecemos... o país onde tudo é possível.


Este é um video incrível .. Só vendo, porque contado ninguém acreditaria... 



O VIDEO QUE SE SEGUE, não fica atrás. Deixa bem claro a forma como se faz politica em Portugal. O nível vai descendo, à medida que eles percebem o que os eleitores gostam e precisam.
Assim, fazem-se campanhas apelando ao voto por o candidato ser sexy? Em Lamego os valores andam a rolar pela lama? Vale tudo?
FOI ASSIM QUE O SÓCRATES E COELHO GANHARAM AS ELEIÇÕES E RESPECTIVO JACKPOT. OUVE-SE POR TODO O LADO AS SENHORAS MAIS IDOSAS, AFIRMAR QUE, TANTO UM COMO OUTRO, SÃO SEXYS!! AGORA JÁ SABEM PORQUE ESTAMOS FALIDOS... SÃO ESTES OS CRITÉRIOS DE ESCOLHA QUANDO SE CHEGA ÁS URNAS. VEJA O VIDEO NESTE LINK... PASME
AS CAMPANHAS SÃO ESTUDADAS À MEDIDA DA CULTURA DO ELEITOR E A PENSAR NOS ELEITORES... 


E depois olhamos para as capacidades, competências ou currículo desta gente, e é o espanto, ou melhor, a confirmação de que somos um caso perdido.
Os exemplos estão em todas as hierarquias do desgoverno. Desde o primeiro-ministro Passos Coelho, que passou uma vida à sombra de cargos arranjados pelo partido ou pelo padrinho, Ângelo Correia, até Miguel Relvas, que subiu na hierarquia política à conta também da sua passagem pela JSD e aproveitando as vantagens que o uso do avental lhe trouxeou ainda o suspeito engenheiro técnico, Sócrates, tudo exemplos de malta bem preparada para gerir o futuro de uma nação.
As boas intenções são uma mais valia, mas não são suficientes, é preciso que se comece e exigir profissionalismo, competência, currículo, experiência, provas...
Já basta de gozarem com um país sedento de gente honesta e competente, faminto de justiça e racionalidade. Não somos palhaços, somos milhões... somos seres humanos, famílias, crianças, idosos, trabalhadores e exigimos respeito. Exigimos ter direito a que respeitem a politica que nos governa.

Entre governantes e políticos poucos chegaram ao poleiro pelo seu currículo académico ou profissional.
Os partidos do centrão são exemplo disso - PSD, PS e CDS - continuam a produzir fornadas de inúteis parasitas do Estado (e que não se cansam de pedir menos Estado), forjados nas juventudes partidárias, gente que, se não fossem os tachos, poucas possibilidades teria de se evidenciar ou ter uma carreira independente do apoio dos partidos a que pertence.

A Finlândia tem sido reconhecida internacionalmente como um dos  países menos corruptos do mundo, uma parte desse sucesso está na moralidade que impera no país, apesar disso, e para facilitar a transparência, tem também um conjunto de princípios com vista a evitar abuso de poder, princípios que são raros na cultura Portuguesa.  
Modelo de luta que a Finlândia usa contra a corrupção e incompetência:

PRIMEIRO: Em qualquer compra feita na Finlândia, o governo quer compre uma caneta ou um edifício, devem ser adquiridos a preços de mercado e, forçosamente, incluir três ofertas de fornecedores diferentes para escolher o mais competitivoNão é legal, permitido ou justificável pagar fortunas por obras ou serviços que ultrapassam o razoável, e que mesmo depois de se tornar publicamente conhecido os preços descabidos, não acontece nada aos envolvidos. Como tem sido em Portugal. 


SEGUNDO: O princípio da transparência total da administração pública.  
Qualquer decisão de um funcionário público no exercício da sua profissão (excepto as relacionados com a segurança) pode ser conhecido pelos cidadãos. Não pode recusar-se a satisfazer as necessidades de informação não só dos jornalistas, como dos eleitores. 
 
TERCEIRO: O princípio da transparência total nas contas dos cidadãos.  

Os finlandeses podem saber quais são os rendimentos declarados de todos os residentes no país, seja de  uma pessoa que recebe o subsidio de  desemprego, ou do artista de maior sucesso da nação ou mesmo o CEO da Nokia.
 
QUARTANão existem presidentes de Câmara.

O governo dos municípios na Finlândia encontra-se nas mãos de  "gestores da cidade", ou seja, funcionários públicos com experiência na administração de tais entidadesAssim, o público pode distinguir claramente o responsável e que até podem ser despedidos ou substituídos, pela Câmara Municipal ( órgão eleito nas urnas pelo povo e que possui a representatividade da soberania popular). Helsínquia é a excepção a este modelo.

QUINTO: Ausência de cargos de designação politica:

Na Finlândia, os secretários de estado  fazem carreira sendo sujeitos e superando avaliações e provas objectivas, em vez de designação partitocrática como em Portugal. Em 2005 fez-se uma reformulação do sistema para permitir que organizações políticas pudessem escolher os secretários de Estado novamente, mas muitos deles ainda são funcionários públicos, actualmente continuam a ser  promovidos por mérito.

SEXTAA estrutura do poder é de coligação: 

Corrupção espalha-se mais facilmente quando o poder está concentrado em apenas (em Portugal o poder está cada vez mais concentrado apesar de fingirem que se divide em 3 partidos)  é por isso que na Finlândia se promove a tomada de decisão através do debate e consenso. O Conselho de Ministros tem mais poder que o Presidente da República. A responsabilidade das decisões é dividida por vários, e não por 1 ou 2.

SÉTIMOO princípio do livre acesso ao poder.  

A possibilidade de se tornar um membro do poder politico ou de ministérios, finlandês não está circunscrito numa elite intelectual formada em instituições educacionais concretas (como na França), nem em  pessoas que tem  a capacidade de atrair investidores de diferentes empresas para financiar suas campanhas ( EUA exemplo) ou membros de partidos e organizações políticas públicas cujo único mérito foi alcançado internamente e apenas no seu partido (caso espanhol e português) 
Na Finlândia, as posições no poder, são ocupadas  por funcionários públicos (seguindo uma escala de mérito) e cuja escalada na carreira está aberta ao conhecimento de todos os finlandeses. 
 
OITAVO: O princípio da proporcionalidade no castigo mesmo na corrupção. 

As multas ou sanções  por violar as regras é geralmente proporcional ao rendimento dos indivíduos e empresas. Em 2001, Anssi Vanjoki, executivo sênior da Nokia, foi multado ao passar o limite de velocidade, na sua mota  Harley Davidson e a multa foi cerca de 104.000 dólares na época. Este princípio da proporcionalidade no castigo, leva os políticos  tentados a participar num caso de corrupção,  a pensar duas vezes antes de serem tentados a cruzar o limite da legalidade. E tem resultado.

Crime ou decisão política? Onde começa um e acaba o outro?

rousseau citação democracia crimes politica"Porque será que nunca se legislou neste sentido?
Porque será que "o legislador" imediatamente isentou de crime todo o acto praticado por políticos ou juizes no exercício de funções?
Todos entendemos que quem tem a responsabilidade de decidir, por vezes sobre montantes muitíssimo elevados, teria muita dificuldade em fazê-lo caso soubesse que no futuro, muito provavelmente, alguém lhe viria pedir justificações alegando que ele teria agido de má-fé.
Sendo compreensível que a responsabilização possa limitar a decisão, não o será menos que a irresponsabilidade, possa conduzir à tentação criminosa.
Existe, no entanto, um meio-termo que não sendo perfeito, pode limitar imenso a responsabilidade da decisão, quando pesada, ter de ser solitária: torná-la colectiva!
Se no meio judicial tal já é recorrente, com o recurso aos colectivos de juízes, em política, tal parece não ser nada simpático aos decisores. Porquê?

Se um ministro ou secretário de estado tem de propor uma decisão envolvendo montantes muito elevados, porque será que ele não solicita - e publica em Diário da República, junto ao seu Despacho - pareceres a toda a cadeia hierárquica técnica, jurídica e financeira da direcção-geral ou equiparado que se encontra envolvida no processo, decidindo posteriormente na sequência desses pareceres?
Ainda que a decisão política final seja contrária ao proposto, a argumentação será certamente muito mais justificada e compreensível do que o habitual “concordo e autorizo” sustentado apenas pelo parecer de um ou dois membros do seu gabinete pessoal!
A assumpção de tanto risco isoladamente, SÓ pode levantar suspeitas..."desabafosdeumtraido

Na Finlândia, um dos países menos corruptos do mundo, já descobriram isso mesmo, e implementaram... por cá a vontade é pouca, ou nula. Por cá todos os que legislam teimam em manter a liberdade de esbanjar e desviar os dinheiros públicos, sem limitações ou entraves. Aproveitando-se de uma lei que serve para libertar os politicos de responsabilidades excessivas e castradoras, abusam da irresponsabilidade para se tornarem criminosos descarados e impunes.
Na Finlândia... 
SEXTA: A estrutura do poder é de coligação: 

Apenas 35% dos portugueses com mais de 25 anos terminaram o 2.º ciclo de escolaridade, na Alemanha, 86%


corrupção destroi ensino analfabetos "Segundo o estudo 'Retrato de Portugal na Europa', publicado pelo Público, Portugal apresenta resultados muito fracos a nível de educação em comparação com os restantes países da Europa. Resultados que provam que Portugal não é um "país de engenheiros e doutores".
A educação em Portugal vai mal e precisa de ver o seu sistema de ensino repensado. Esta é a conclusão que pode retirar-se do retrato a Portugal realizado pelo Pordata, a base de dados da Fundação Manuel dos Santos.

O estudo, que compara os indicadores portugueses com os dos 28 países membros da União Europeia, permite concluir que Portugal é o terceiro país com níveis de abandono escolar mais elevados e que apenas 40% dos portugueses, entre os 25 e os 64 anos, tem o ensino secundário completo.
Assim, conclui a demógrafa Maria João valente Rosa, ao Público, que Portugal “não é um país de engenheiros e doutores”. Uma afirmação dita muitas vezes por “pessoas com muitas responsabilidades no país” e que “tem efeitos terríveis sobre uma sociedade que nem gente suficiente com o secundário tem”.
Segundo o estudo, 70,6 % das pessoas que trabalham por conta própria não têm o ensino secundário completo, sendo que a média da Europa é de 24,3%. Já os que trabalham por conta de outrem, 50,4% não conclui o 12.º ano de escolaridade.
O país destaca-se, ainda, por ser aquele que regista mais chumbos na escola.
Números preocupantes tendo em conta que os 15,1% que possuem qualificações ao nível do ensino superior estão a ser “empurrados para fora do país”, defende a demógrafa.
Para Maria João Rosa a baixa escolaridade dos portugueses traduz-se nos resultados registados a nível de produtividade, sendo que apesar de sermos dos países que mais horas de trabalho pratica, tal não se reflete nos níveis de produtividade, estando Portugal em 21.º lugar no que diz respeito a este indicador." fonte

PORTUGAL ENTRE OS QUE TRABALHA MAIS HORAS, MAS PRODUZ E ESTUDA MENOS.


Manuel Pinho apresentou, recentemente no Expresso, um estudo, muito útil para quem gosta de constatar o estado em que estamos, mas omisso, para quem quer saber porque lá chegamos.
Pois esqueceu-se de referir a raiz de todos os males - A corrupção! O nepotismo!
Aliás, esta é uma palavra que qualquer corrupto se recusa a pronunciar, seja em que circunstancia for.
No artigo, Manuel Pinho refere que os portugueses trabalham mais horas, mas produzem menos (ver gráficos), porque possuímos más condições de trabalho (máquinas, ferramentas, infraestruturas, etc.), baixas qualificações dos funcionários, assim como gestores incompetentes.
Explica que a culpa é também das empresas e do Estado, por terem investido tão pouco e tão mal.
Expõe os dados que nos envergonham, apenas 35% dos portugueses com mais de 25 anos terminaram o 2.º ciclo de escolaridade, o que compara com 86% na Alemanha, 84% na Finlândia e 72% em França.  
Espantosamente nunca aborda um dos dramas, que está na base de todos estes embaraçosos resultados, ou seja, a corrupção/nepotismo de que somos vitimas.
Portugal é um caso raro de improdutividade e os especialistas, afirmam que uma das maiores causas é a cunha/nepotismo. A valorização do mérito é a forma mais eficaz de potenciar a produtividade. Segundo um artigo no Expresso, em que se questionava porque razão os estrangeiros não investem em Portugal já que temos mão de obra das mais baratas da Europa. E a resposta foi dolorosa. Ele afirmou que mesmo sendo das mais barata, ainda está cara, porque também somos os que produzimos menos. E terminou referindo que a cunha é a maior causa desse problema português, onde se insiste na desvalorização do mérito.

A mentira e a manipulação são a mais poderosa arma dos corruptos.

Desde 2011 que este blog compila casos de corrupção, um fenómeno que devasta Portugal há décadas sem que nenhum governo o tente sequer travar. E o país empobrece na medida em que a corrupção cresce.
A mentira e a manipulação são uma poderosa arma de corrupção, perpetuam os corruptos no poder. Basta recordar que é com mentiras e manipulações que se têm ganho eleições.  
Pior que termos milhões de portugueses que não sabem o que fazer para lutar contra a corrupção, é termos milhões de portugueses, que sem o saber, ainda apoiam a corrupção ao ajudarem a comunicação social a disseminar as mentiras e a não as questionar e censurar.
É importante não esquecer as palavras de Malcolm X “Se você não estiver atento, os jornais farão odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.” 
É pois um dever de cidadania mostrar ás pessoas como desmontar e reconhecer a manipulação. Porque lutar pela verdade é também uma luta contra a corrupção.

Este blog sempre tentou defender a verdade e primar pela isenção. Posso falhar mas o esforço é sempre nesse sentido.
Fui avisada, por vários seguidores, para desistir de defender Marinho Pinto porque iria ser "cilindrada", perseguida e "esmagada". Tenho notado que sim. Mas atrevo-me mais uma vez a defender a verdade, correndo o risco de ser mal interpretada e acusada de estar a defender o PDR ou o Marinho Pinto.
Já antes me atrevi, contra tudo e contra todos, expor a verdade sobre outros casos manipulados da politica, e portanto já conheço a reacção do público, pensar que estou a defender partidos.
Quando estava na moda atacar o Ministro da Economia, percebi que havia ali algo estranho e descobri os famosos vídeos, que a comunicação social desprezou/camuflou onde era explicada toda a verdade no caso da EDP versus Álvaro Santos Pereira e Henrique Gomes. Defendi a verdade sobre Manuel Monteiro. Mais um que quis lutar por Portugal e foi esmagado.
Contudo sei que para as pessoas isentas é fácil perceber que não significou que eu estava a defender o PSD ou o CDS, apenas a forma como se silenciam os inconvenientes.
Neste artigo irei tentar expor as mais recentes manobras de manipulação que visam silenciar a nova ameaça ao sistema que os corruptos tanto prezam e protegem, ao que parece Marinho Pinto é uma ameaça. 

João Jardim, o doutor que não fala com os pobres... patas rapadas!!




Cada vez são mais as queixas de que na Madeira se vive uma ditadura a sério. Numa manifestação, recente, Alberto João Jardim foi criticado por manter os bombeiros sem pagamentos.
Mas a reacção dele ficou muito longe de ser digna de um líder, de um politico ou a de um representante do povo. A reacção dele foi típica de um ditador ameaçador, que não tranquiliza, não justifica nem promete resolver (mesmo que mentindo) a situação de que legitimamente os cidadãos se queixavam. Apenas exibiu a arrogância senil de um ditador ofendido na sua importância de imperador superior e dirigiu-se ao povo como se estivesse a falar com inimigos... pior que isso... com inimigos e seres inferiores... "Eu não falo com patas rapadas.Um doutor não fala com patas rapadas" - Jardim abanava o dedo ameaçador…

A este triste episódio, segue-se um outro caricato, Sofia Fernandes, mulher de Miguel Albuquerque, tem um cargo de chefe de divisão do departamento da juventude, recebendo um salário líquido mensal de 1900 € e não aprece ao serviço. Este cargo foi criado como “um fato à medida”, para que a esposa do autarca beneficie dos privilégios de titular deste cargo e de um salário elevado. Há um abuso de poder da parte de Albuquerque, pois utiliza a sua posição e o seu poder criar cargos públicos que beneficiam os seus familiares.
fonte fonte

Mas para não deixar mal vistas as teorias que definem o perfil psicológico de uma pessoa como João Jardim, este decidiu vingar-se e mostrar que ele é que decide como e onde gasta o dinheiro dos contribuintes e como tal decidiu partir para uma viagem bem afastado, para que os Patas rapadas, que ele tem rapado e bem, não o pudessem apupar nem vaiar..
Partiu "da Madeira sem dar conhecimento aos órgãos de soberania regional, e vai fazer umas férias pela Europa dos ricos e dos doutores.
No dia seguinte à inauguração e à vaia dos bombeiros durante uma inauguração na Ribeira Brava, o “Chefe das Angústias” saiu da região para uma viagem turística que começou com uma estadia de quatro dias na Finlândia. No passado dia 16, Jardim saiu da Finlândia rumo a Dubrovnik na Croácia, a “pérola do Adriático” . Durante seis dias vai apanhar uns belos banhos de sol, para se recompor do frio da Lapónia.
Jardim saiu da Madeira em segredo sem dar explicações aos “patas rapadas” que governa há mais de 30 anos, nem mesmo à Assembleia Regional.
A viagem pela Europa dos ricos culmina com uma breve passagem pela Suíça. Vai dar um saltinho ao Multibanco do UBS para ver o saldo bancário e tem uma breve reunião com o seu gestor de lavagem de fundos.
Regressa à pátria dos “patas rapadas” na Sexta-feira à noite. Para no Domingo assistir a mais uma missa do regime, desta vez na Autoguia, Calheta. Não faltem ao sermão jardinista e levem um amigo.
fonte

O DEPUTADO SEM MEDO - José Manuel Coelho enfrenta Jardim.
Onde é que está a democracia?
Visita a casa de Cavaco Silva, do Algarve e também aí a policia o incomoda.
Veja no final, deste video, os comentários de Miguel Sousa Tavares....
Não se vive em democracia na Madeira.
E ridiculariza as afirmações de Jardim, que prometia um referendo para obter a independência da Madeira.

Corrupção espalha-se mais facilmente quando o poder está concentrado em apenas um ou dois partidos

Na Suiça, um dos países menos corruptos do mundo, onde a democracia serve o interesse do país e do seu povo, os governos são formados por 7 membros de vários partidos... 




Nos países menos corruptos do mundo, governa-se sem maiorias, no caso da Finlândia a estrutura do poder é de coligação: 
Corrupção espalha-se mais facilmente quando o poder está concentrado em apenas um ou dois partidos, é por isso que na Finlândia se promove a tomada de decisão através do debate e consenso. O Conselho de Ministros tem mais poder que o Presidente da República. A responsabilidade das decisões é dividida por vários, e não por 1 ou 2 partidos. ARTIGO COMPLETO: 

Nas verdadeiras democracias, onde não se apoia a corrupção onde o interesse nacional é protegido e o povo representado, as pessoas percebem que quanto mais dividido estiver o poder de decidir, dos governantes, mais difícil é abusar do poder, roubar e lesar o estado.

Autoestradas ás moscas, contribuintes pagam os prejuízos aos milionários.


Vejamos como é que nos países honestos, funciona a exploração e construção de estradas. 

" Em 2010, o INIR declarava que 40% das AUTO ESTRADAS portuguesas tinham tráfego médio diário (TMD) abaixo dos 10.000 veículos, valor que por mero acaso é o critério utilizado para justificar a construção de uma AE. Ou seja não se justificava a construção da AE.
A situação era praticamente a mesma já em 2008.
A lista incluía as A6, A7, A10, A11, A13, A14, A15, A17, A19, A21, A24, A27, A32, A43. Ou seja, 40% da rede, antes da crise, antes da troika.
Daí para cá a situação só piorou, claro, mas não tanto como seria de esperar. As diferenças são:
- As A11, A17, A27, que no global já tinham TMD abaixo dos 10.000 carros, deixaram de ter qualquer troço com TMD acima dos 10.000 carros
- A A22 passou a ter TMD global abaixo dos 10.000 carros, superando-o apenas a Leste de Loulé (antes era só a Oeste de Lagos)
- A A23 passou a ter TMD global abaixo dos 10.000 carros, superando-o apenas a Leste de Abrantes
Até aqui já são 50%… mas há mais, “para além da troika”:
- A A41 continua globalmente acima do limite, por via dos troços onde já o tinha, mas os 39km do prolongamento feitos pós-2008 têm TMD de apenas 4.000 carros (!!!)
- A A25 já caiu até ao limite, mas abaixo dele já a Leste de Vouzela (antes era só a Leste da Guarda)
E com isto chegamos a 60%…
Neste momento (fim de 2012) já mais de 1.500km, ou 60%, dos 2.500km de AEs de Portugal estão às moscas, mas que se têm de pagar, ou pelos utentes ou pelos contribuintes.
Chamo a atenção que estes cálculos ainda não incluem os 135km da AE Transmontana, que abrirá totalmente só em 2013, ou os 25km do troço que inclui o Túnel do Marão, qualquer um deles com TMD esperada muito abaixo dos 10.000 veículos. Nem os 120km de troços da A2 onde o TMD caiu abaixo do limite, a Sul de Grândola.
Lembrem-se

A Internet em Portugal é um meio pouco eficaz para chegar a todos.


41% dos portugueses nunca surfaram na Net
Por vezes pensamos que a internet está demasiado presente na vida dos portugueses. Que é por isso uma forma eficaz para chegar a todos os cidadãos, para passar a palavra, informar, vender... etc. Aparentemente é uma ideia errada, estamos entre os que menos utilizam a internet, na Europa.
Agora já sabe porque os portugueses continuam na ignorância politica.
Apesar de 57% das casas já terem acesso à Internet em banda larga, 41% dos portugueses entre 16 e 74 anos nunca usaram a mãe de todas as redes. Entre 2006 e 2011 o número de casas com acesso à Internet mais do que duplicou (24% em 2006 para 57% em 2011), mas os portugueses continuam a destacar-se entre os europeus que nunca usaram a Internet. (instituto de estatísticas da União Europeia (Eurostat ).
O ranking UE27 dos que nunca usaram a Net é liderado pela Roménia (54%), seguindo-se a Bulgária (46%), Grécia (45%), Chipre e Portugal (41%).
Em contrapartida, os nórdicos são os mais assíduos.Cidadãos entre os 16 e os 74 anos que nunca acederam à Internet
- Na Suécia 5% 
- na Holanda (7%), 
- No Luxemburgo (8%)  
- Na Finlândia (9%)
- Em Portugal (41%) Fonte

"Países com melhor educação tendem a ser menos corruptos
Os países com melhores índices de educação tendem a ter menores taxas de corrupção. É isso que mostra um cruzamento entre os dados do Índice de Percepção de Corrupção Mundial e do Pisa, exame internacional que avalia estudantes de 15 e 16 anos em matemática, leitura e ciências (ensino básico).

Quanto mais corrupto é o país, mais infeliz é o povo. Dinamarca o país mais feliz do mundo.




DINAMARCA, O PAÍS MAIS FELIZ DO MUNDO. O INCRÍVEL PAÍS ONDE SE REFERENDAM OS ELEVADOS IMPOSTOS E O POVO DECIDE MANTER A CARGA FISCAL. PAGAM IMPOSTOS COM PRAZER, MESMO SENDO OS MAIS ELEVADOS DO MUNDO, O PAÍS ONDE AS PESSOAS DETESTAM RECEBER SUBSÍDIOS...
No top 5 dos países mais felizes do mundo está a Suécia/5, a Holanda/4, Suiça/3, Noruega/2, Dinamarca/1. Nos últimos lugares do top da UE, estão Portugal no honroso penúltimo lugar e a Bulgária, no último. Impressionado?
O Dia Internacional da Felicidade foi no dia 20 de Março, mas por cá, não há grandes motivos para celebrar: os portugueses estão no grupo de cidadãos europeus menos satisfeitos com a sua vida.
É na Finlândia, Dinamarca e Suécia que há cidadãos europeus mais satisfeitos: os três países dão nota 8 à sua satisfação com a vida.
O estudo divulgado pelo Eurostat concentra-se no indicador de satisfação com a vida porque ele é "um indicador-chave de bem-estar subjectivo". "A satisfação com a vida é um conceito multi-dimensional que é muito moldado por vários factores sócio-demográficos, que conduzem a situações de vida distintas, bem como a diferentes expectativas e preferências", lê-se no destaque da publicação.
Surpreendentemente, ou não, não é o salário que mais contribui para os europeus estarem satisfeitos com a sua vida. "As condições de saúde são um dos factores determinantes na satisfação com a vida, à frente de outros factores como a posição financeira, a situação do mercado laboral ou as relações sociais", conclui o Eurostat. jornaldenegocios 

O grande salto para o endividamento de Portugal, fez-se no período 2000 a 2008

Entre 1995 e 2000, Portugal manteve uma dívida pública, em percentagem do PIB, substancialmente inferior à média da Europa. 
O grande salto para o endividamento faz-se no período 2000 a 2008, antes da crise internacional. 
Em 1995, só 4 países tinham dívidas mais baixas do que o nosso país. 
Em 2000, Portugal tinha das dívidas mais baixas; só 3 países (Irlanda, Reino Unido e Finlândia) tinham valores inferiores. 
Em 2008, só 3 países (Grécia, Itália e Bélgica) tinham valores superiores. 
Nenhum país conheceu neste período maior acréscimo do peso da dívida. 
Neste período, metade dos países conheceram decréscimos. Tivemos um acréscimo de 42,1% contra uma média de apenas 0,5% em média na Europa. Já no período pós-crise, embora Portugal esteja entre os países que mais viu crescer a dívida, a diferença é menos marcante; tivemos um acréscimo de 50,6% contra uma média de 39% e 3 países (Irlanda, Espanha e Reino Unido) conheceram um crescimento maior.

A narrativa que atribui à crise o insuportável endividamento publico português não é apenas uma atrevida e errónea interpretação do passado. Ela serve o desígnio de alimentar a insistência nos mesmos erros de política económica que nos trouxeram à desgraçada situação de falência: sempre mais dívida, agora trasvestida de euro-obrigações, obrigações de projecto, acréscimo de créditos e de massa monetária do BCE e o mais que por aí circula loucamente. Justifica-se, assim, duplamente a sua refutação. Avelino de Jesus no Jornal de Negócios

A continuação da subida vertiginosa da dívida mesmo após a saída de Sócrates, não se deveu à continuação das obras públicas, pois essas pararam. Não se deveu ao aumento de subsídios e outros benefícios sociais sem critério. Deveu-se aos compromissos assumidos no governo Sócrates com as PPP e com os credores.

RELATÓRIO DO FMI REVELA CAOS NACIONAL: UM ESTADO CAPTURADO PELAS CORPORAÇÕES, CONDENADO À BANCARROTA.




O estudo do FMI intitulado ‘Repensar o Estado – Opções Seleccionadas de Reforma de Despesa’, elaborado por seis técnicos do Fundo, faz um diagnóstico exaustivo da estrutura da despesa pública (excessiva) em Portugal e ilustra, ao longo de 96 páginas, como o designado ‘Estado Social’ também pode promover desigualdades, injustiça e desperdício de recursos, tornando-se perverso e lançando um país na bancarrota.

Os subscritores do relatório assinalam, logo de início, que o mesmo ‘discute as opções de reforma da despesa em Portugal contra o pano de fundo do debate sobre o tamanho e funções do estado, assim como sobre as experiências de reforma de outros países’, precisando que, no caso português, ‘a meta de redução de despesa do governo só pode ser atingida se forem focados os itens principais do orçamento, em especial a massa salarial e as despesas com pensões. Em conjunto, estes dois itens representam 24% do PIB e 58% das despesas do governo não relacionadas com juros’.

ESTADO CAPTURADO
Os argumentos avançados por James Buchanan e Gordon Tullock quanto à possibilidade de certos grupos de interesses e coligações levarem ‘o governo a instituir programas que promovem os seus próprios interesses, à custa da sociedade e da economia em geral’. A leitura do documento conduz à conclusão de que Portugal constitui um ‘case study’ da captura do Estado por interesses corporativos.

Os exemplos referidos ao longo do relatório que comprovam esta realidade são abundantes. E para os remover os técnicos do FMI preconizam reformas ‘inteligentes’ na despesa, ou seja, ‘reformas precisas com um objectivo definido (por oposição à austeridade indiscriminada), são passíveis de ajudar a convencer investidores da sustentabilidade a longo curso das finanças públicas e pode ter um papel importante no relançar do crescimento’. ‘Idealmente, acrescenta o relatório, a maioria das reformas a ser consideradas poderiam cumprir os objectivos de eficiência e equidade simultaneamente. Por exemplo cortes na despesa com vista ao crescimento poderão ter prejudicados a curto prazo que poderão sair beneficiados no médio e longo prazo’.fonte

Relatório original do FMI, alguns trechos
As reformas nas despesas com pessoal deverão concentrar-se em áreas com potencial
para propiciar ganhos de eficiência e poupanças orçamentais importantes. Nomeadamente, verifica-se um excesso de pessoal nos setores da educação e das forças de segurança, bem como de trabalhadores com baixas habilitações, sendo também de salientar a elevada fatura com horas extraordinárias (dos médicos) no setor da saúde. Devem também ser promovidas outras reformas de modernização do Estado (por exemplo: estruturas remuneratórias e contratuais suscetíveis de atrair os melhores talentos, equidade entre emprego público e privado com a redução do prémio salarial no setor publico(...) pg7

No entanto, com o sistema de pensões a envelhecer estruturalmente, a despesa com pensões irá continuar a aumentar na década em curso, se não se avançar com novas reformas. Trata-se de uma situação insustentável, sendo ainda de salientar que o sistema não é equitativo por, pelo menos, duas razões. Em primeiro lugar, o valor da pensão média da Caixa Geral de Aposentações (CGA) pago aos funcionários públicos é quase três vezes superior ao da pensão média do Regime Geral Contributivo (RGC), sendo ainda de acrescentar que os pensionistas da CGA trabalharam menos horas por semana e tiveram uma carreira contributiva mais curta que os pensionistas do RGC. Em segundo lugar, as atuais gerações de trabalhadores são duplamente penalizadas, na medida em que devem financiar as elevadas pensões dos pais e dos avós, mas irão auferir pensões muito mais baixas. (...) pg7

Por exemplo, no que se refere à despesa em educação, Mandl, Dierx e Ilzkovitz7 concluem que "a Finlândia, Áustria e Portugal gastam aproximadamente o mesmo, em percentagem do PIB, em educação, mas o seu desempenho no PISA (Programa internacional de Avaliação de Alunos) é muito diferente.” Também Afonso e St. Aubyn8, considerando alguns indicadores de eficiência (em termos de resultados), mostram que, dos 17 países da sua amostra, “Portugal regista os níveis de eficiência mais baixos. Os recursos investidos pelo país no setor da educação obtiveram, no PISA, um resultado 15,6% inferior ao obtido em condições de eficiência.” Da mesma forma, ao analisar o ensino superior na Europa, St. Aubyn et al. 9 concluem: “Portugal apresenta um fraco desempenho na nossa análise, quer considerando apenas os outputs da investigação, quer considerando apenas os outputs do ensino”. Vários estudos realizados sobre o setor da educação, entre outros, sugerem que, de um modo geral, Portugal poderia melhorar a eficiência da despesa pública sem comprometer a equidade. (...) pg12

Ao contrário de vários outros países da OCDE e da UE, em Portugal as transferências sociais beneficiam mais os grupos sociais com maiores rendimentos do que os de baixos rendimentos, agravando as desigualdades. (...) pg 15
Fonte para o Relatório original do FMI

  1. OCDE garante que Portugal está falido devido à corrupção
  2. A falsa luta contra a corrupção
  3. O mesmo relatório denuncia o desvio do dinheiro público, para as classes menos carenciadas