21 dezembro, 2011

Professores convidados a emigrar por ministros acéfalos.


Em Portugal os alunos e professores são subestimados ou mesmo tratados como lixo, sem respeito sem motivação e sem direitos dignos daquilo que representam ou fazem. 
Os Professores não têm direito a uma carreira que realmente os prepare para serem professores. Os alunos não têm direito a professores realmente preparados para o efeito. O ensino, a base de uma civilização, o alicerce para a evolução e formação como ser humano e profissional,  é um assunto subestimado e tratado com a ligeireza que por vezes roça a indiferença.
Temos bons exemplos a seguir como o modelo da Finlândia, mas a preocupação em melhorar a qualidade é nula. Os governos, quando o assunto é educação, apenas se preocupam com estatísticas e metas surreais, questões laborais e salariais, com orçamentos e polémicas politicas, oferecer facilitismos nos métodos e nos objectivos dos alunos, para alimentar estatísticas.
Quanto à qualidade e aos resultados reais ( não estatísticos) a evolução tem sido pela negativa.
Agora Passos Coelho incentiva os professores a emigrar, mais uma vez mostrando o quanto subestima a classe e o assunto ensino.
A Finlândia, e o seu sucesso, seja no ensino ou na luta contra a corrupção são a prova viva de que Passos Coelho, continua a dar os passos errados para alcançar bons resultados no futuro dos portugueses e de Portugal. 


Conheça o melhor sistema educacional do mundo 
Como a Finlândia criou, com medidas simples e focadas no professor, o mais invejado sistema educacional
Quem entra numa escola na Finlândia admira a simplicidade das instalações. Era de esperar que o sistema educacional considerado o melhor do mundo surpreendesse também pela exuberância do equipamento didático. Na verdade, na escola Meilahden Yläaste, em Helsinque, igual a centenas de outras do país, as salas de aula são convencionais, com quadro-negro e, às vezes, um par de computadores. Apesar do despojamento, as escolas finlandesas lideram o ranking do Pisa, a mais abrangente avaliação internacional de educação, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O último teste, em 2006, foi aplicado em 400 000 alunos de 57 países. O Brasil disputa as últimas posições com países como Tunísia e Indonésia. O segredo da boa educação finlandesa realmente não está na parafernália tecnológica, mas numa aposta nas duas bases de qualquer sistema educacional. A primeira é o currículo amplo, que inclui o ensino de música, arte e pelo menos duas línguas estrangeiras. A segunda é a formação de professores. O título de mestrado é exigido até para os educadores do ensino básico.

Dar ênfase à qualidade dos professores foi um dos primeiros passos da reforma educacional que o país implementou a partir dos anos 70, e é nesse quesito que a Finlândia mais tem a ensinar ao Brasil.   A reforma educacional colocou a qualificação dos professores a cargo das universidades, com duração de cinco anos. Hoje, a profissão é disputadíssima (só 10% dos candidatos são aprovados) e usufrui grande prestígio social (é a carreira mais desejada pelos estudantes do ensino médio). 

O segundo passo da reforma, em 1985, foi descentralizar o sistema de ensino. Por esse conceito, o professor é o principal responsável pelo desempenho de seus alunos: é ele quem avalia os estudantes, identifica os problemas, busca soluções e analisa os resultados. O Ministério da Educação dá apenas as linhas gerais do conteúdo a ser lecionado. "Isso só é possível porque os professores recebem um treinamento prático específico para saber lidar com tanta independência", disse a VEJA Hannele Niemi, vice-reitora da Universidade de Helsinque, que trabalha com a formação de professores há três décadas. O currículo escolar também é flexível, decidido em conjunto entre professores, administradores, pais e representantes dos alunos. A cada três anos, as metas da escola são negociadas com o Conselho Nacional de Educação, órgão responsável por aplicar as políticas do ministério. 

O governo finlandês faz anualmente um teste com todas as escolas do país e o resultado é entregue ao diretor da instituição, comparando o desempenho de seus alunos com a média nacional. Cabe aos diretores e aos professores decidir como resolver seus fracassos. Esse sistema tem o mérito de fazer com que os professores se sintam motivados para trabalhar. Hoje, 99% das escolas são públicas e o aluno conta com material escolar, refeições e transporte gratuitos. Cerca de 20% dos estudantes recebem algum tipo de reforço escolar, índice acima da média internacional, de 6%. "Quando um aluno repete, perde toda sua motivação, torna-se amargo e pode até apresentar resultados piores que na primeira tentativa", diz Eeva Penttilä, do departamento de educação da cidade de Helsinque. (...)

A Finlândia é o país menos corrupto, segundo a Transparência Internacional.
 A educação de qualidade foi essencial para uma virada na economia finlandesa. A mão-de-obra qualificada permitiu que a eletrônica substituísse a madeira e o papel como principais produtos de exportação. A Finlândia tem hoje o terceiro maior investimento em pesquisa e desenvolvimento do planeta, grande parte feita por empresas privadas. Uma antiga fábrica de papéis e de botas de borracha do interior do país foi o símbolo dessa transformação. A empresa, Nokia, hoje é a maior fabricante mundial de celulares, com 40% do mercado internacional. Juntos, ela e o sistema educacional são os dois maiores orgulhos dos finlandeses.

Finlândia x Brasil
Em comparação com o Brasil, a Finlândia mantém os alunos por mais tempo na escola e investe mais na formação dos professores. O fato de ganharem menos que os brasileiros em proporção à renda per capita nacional demonstra que salário não é a única maneira de estimular professores.fonte


1 comentário :

  1. Dois detalhes:

    Ecologia, ética, música, artes e economia doméstica são matérias ministradas.
    Notem: ética!
    Que falta faz neste país!

    O Ministério da Educação dá apenas as linhas gerais... E depois, como é que funciona lá o negócio da venda massiva dos livros? (Mal, suponho...)

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