Quanto mais calado mais roubado... e o roubo continua a subir!

 Clique na imagem para ampliar .


Tal como nas PPP o estado é obrigado a pagar rendas a todas as empresas, onde haja chicos espertos influentes. Mesmo que essas empresas nadem em dinheiro, e paguem milhões de euros aos seus empregados influentes, os nossos governantes corruptos GENEROSOS, aceitaram pagar rendas à EDP ou deveremos chamar-lhe subsídios ao lucro?
Mas o mais escandaloso é que Portugal, como é o mais corrupto e o mais pobre, devido à mansidão do povo, os nossos (des) governos decidiram que Portugal seria o que paga as rendas mais elevadas da Europa e mesmo dos EUA... o desplante é tanto que até escandalizou a Troika.
A Troika impôs cortes... o sec de estado Henrique Gomes tentou cumpri-los assim como Álvaro dos Santos Pereira... mas ambos acabaram na rua, porque isto de governar é coisa para gente que defende as grande empresas e não o interesse nacional... Como tal foram corridos do Governo e reconheceram que era impossível lutar contra o loby da EDP quando o ministro das Finanças e o Passos Coelho, se colocam do lado do inimigo e não defendem o interesse nacional. Isto relatado em vídeos e relatado, por alguns jornalistas.

Enquanto o preço médio de venda de eletricidade (PVP) no mercado regulado foi de 51,80 € / MWh, a EDP recebe do Estado uma renda de luxo, de – pasme-se - 101,8 € por cada MWH de origem eólica.

E como em 2012 produziu 11.500.000 MWH o Estado entregou à EDP 1.103,9 milhões de euros, que vai buscar onde lhe parece mais fácil, às pensões, aos salários, ao emprego, à saúde, ao ensino.
Mesmo com a crise e a falência de famílias e empresas à vista, mesmo com a imposição de cortes da Troika, a situação agravou-se já que o preço das energias renováveis foi subindo de 97 € / MWh em 2010 até 109,9 € / MWh em 2012 e continua a crescer em 2013.
É fácil pagar estas rendas, para eles, decisores, não lhes custa nada e mantêm a habitual filosofia reinante em Portugal que é a transferência de riqueza dos menos ricos para os mais ricos fazendo de Portugal o país mais desigual da União Europeia.
Olhem só para Eduardo Catroga como foi recompensado com um salário de 40.000 € por mês num emprego sem atividade no Conselho Geral da EDP. Mas não está só, outros ex-ministros lá estão, como Celeste Cardona ou Jorge Braga de Macedo e muita outra gente muito respeitável mas que são de facto os empregados de luxo da casta financeira que por detrás dos nossos votos governa, na verdade, Portugal. Veja no final deste video, a lista dos boys da EDP

Os verdadeiros “donos de Portugal”. 
A EDP recebe 101,8 € por MWH em Portugal. Mas em Espanha onde o seu poder de influência é menor contenta-se com 88 € e nos EUA basta-lhe 35,82 € e ainda ganha o que deve ganhar, obviamente.
O então secretário de Estado Henrique Gomes tratou do assunto, como lhe competia. Achou as rendas “ilegítimas” e até “ilegais” (ver abaixo, nos vídeos, as suas declarações). Entregou o relatório e as suas propostas ao seu ministro Álvaro Santos Pereira, que o enviou em mão, ao 1º ministro, mas... uma hora depois estava na posse do presidente da EDP.

O secretário de Estado foi demitido a grande velocidade por “vontade própria e razões pessoais” e o ministro (então ainda ministro) da Economia, informou pela TV, indignado mas conformado, que o presidente da EDP festejara com champanhe a demissão do seu secretário de estado que se metera, legítima mas ingenuamente, como se pode concluir, nos negócios da EDP e dos bancos, convencido que eram assunto do seu ministério.

“Mas… foi a EDP como empresa ou foram principalmente os bancos seus acionistas e que ganham também como credores a influir no governo?”. Perguntava José Gomes Ferreira (ver vídeo) a Henrique Gomes e este concordou que “as pressões passavam principalmente por aí”. 

A crise… mas qual crise? Interrogará a EDP – aqui (na EDP) a “crise é esta: “... os lucros líquidos foram em milhões de euros os seguintes:

           2007:    907,2                2008:   1.091,5          2009:   1.023,8           
      2010:  1.078,9                2011:   1.332             2012:   1.182.         

Em seis anos, a EDP, e os seus acionistas receberam 6.615,4 milhões € de lucros líquidos enquanto a maioria dos portugueses empobrecia. Como consequência destes lucros excessivos, os dividendos distribuídos aos accionista dispararam. Segundo dados do próprio "site" da EDP, no período 2007-2012, o valor do dividendo por ação subiu todos os anos e passou de 0,125 € a 0,185 € entre 2007 e 2012. Enquanto os salários e as pensões diminuíam nestes 5 anos, os lucros (dividendos) dos acionistas da EDP subiram 48%. Mas o custo da eletricidade esse tem aumentado sempre. No mesmo período de 5 anos o preço da eletricidade em Portugal aumentou 23,9%,

“E como reconheceu o ex-secretário de Estado no discurso que escreveu, mas que não leu, para as famílias "em 2010, a fatura de eletricidade já era superior às despesas com a educação (2,2%), estando a aproximar-se do valor médio das despesas com a saúde que, entre 2000 e 2010, tem apresentado um valor estável entre 5% e 6%". 
Segundo o inquérito aos orçamentos familiares realizado pelo INE em 2010-2011, as despesas com a eletricidade e gás já representavam 5,8% do orçamento das famílias.

A natureza dos Governos fica aqui bem ilustrada. A “resolução” da crise, por estes governos, arruinará as classes trabalhadoras e classes médias mas salvará “os donos de Portugal”. É absolutamente indispensável uma grande mobilização da sociedade civil, no trabalho e na rua, para que Portugal não volte, no plano social e quiçá político, ao Portugal do tempo da ditadura agora pela mão desta democracia falsificada.

Henrique Gomes, ex-secretário de Estado da Energia do governo PSD/CDS, num discurso escrito que elaborou para ser lido numa conferencia organizada pelo ISEG (acima referido) escreveu o seguinte: " As rendas excessivas e a atual garantia de potência impactam fortemente na sustentabilidade futura do sector elétrico, estando a desviar da economia e das famílias recursos num valor global de cerca de 3.500 milhões € até 2020. Em termos anuais, as rendas representam cerca de 370 milhões € " (pág. 18). Com os juros aqueles 3.500 poderão atingir cerca de 5.300 milhões € como refere também. 

Os Vídeos com o resumo da entrevista. 
Video 1
Video 2
Video 3
Video que explica quem manda em Portugal
(Conheça os restantes vídeos desse canal e pasme com a corrupção que nos devasta)
O artigo de Eugénio Rosa, com dados interessantes sobre as rendas excessivas.

Outros artigos interessantes sobre o loby EDP
- PS criou as rendas excessiva da EDP

1 comentário:

  1. TEMOS OS POLITICOS QUE MERECEMOS SOMOS NÓS QUE OS MOLDAMOS
    UM POVO QUE NÃO VOTA NEM SABE USAR O VOTO JAMAIS SERÁ REPRESENTADO, TEMIDO OU SEQUER RESPEITADO E JAMAIS SABOREARÁ AS VANTAGENS DA DEMOCRACIA...
    Em Portugal vence sempre a abstenção e a ignorância e os corruptos.
    O povo não sabe que o voto não serve apenas para votar a favor dos que mais se apoiam, serve também para votar contra os que mais roubam e mentem.
    O critério decisivo da democracia é a possibilidade de votar contra os partidos que há 40 anos destroem o país
    Karl Popper, sobre democracia, responsabilidade e liberdade.
    (…)
    Inicialmente, em Atenas, a democracia foi uma tentativa de não deixar chegar ao poder déspotas, ditadores, tiranos. Esse aspecto é essencial. Não se tratava, pois, de poder popular, mas de controlo popular. O critério decisivo da democracia é – e já era assim em Atenas – a possibilidade de votar contra pessoas, e não a possibilidade de votar a favor de pessoas.
    Foi o que se fez em Atenas com o ostracismo. (…)
    Desde o início que o problema da democracia foi o de encontrar uma via que não permitisse a
    ninguém tornar-se demasiado poderoso. E esse continua a ser o problema da democracia. (…)

    ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2015/09/o-criterio-decisivo-da-democracia-e.html#ixzz3qcV7Aoi8

    ResponderEliminar