30 outubro, 2012

Ex-administradores da ERSE mantêm remuneração 2 anos após saírem.

edp facturas roubo
Já antes tinha aqui revelado, para onde vai o dinheiro que nos é extorquido, nas facturas da EDP.
Paulo Morais, desvenda neste artigo, mais alguns destinos do dinheiro que nos é subtraído na conta da EDP.

"Hoje, só pouco mais de metade do valor da factura corresponde a electricidade que de facto consumimos. O restante é constituído por impostos, taxas e outras alcavalas, tais como os custos dos designados serviços de interesse económico geral, os SIEG. Os SIEG são uma forma de a EDP lançar um imposto encapotado para subsidiar algumas actividades, nomeadamente enriquecer os seus parceiros das energias renováveis.
Com a energia a preços incomportáveis, as famílias mais humildes passarão frio no próximo inverno, com o frio os mais idosos verão agravados os seus problemas de saúde. Enquanto isto, muitas empresas deixarão de ser viáveis por causa dos custos de energia e terão mesmo de fechar, lançando mais portugueses no desemprego. A electricidade é hoje uma energia negativa."sapo.

Legislam para eles, para o bem deles, para que nada lhes falte. Por outro lado, vão cortando direitos aos cidadãos pois esses não têm ninguém que os defenda.
VEJAM BEM O DESCARAMENTO...
Um subsidio de desemprego de luxo?
Ex-administradores da ERSE mantêm remuneração dois anos após saírem.
"Os antigos administradores da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) "têm o direito" a receber uma remuneração durante dois anos após terem saído de funções por não poderem ocupar qualquer cargo no setor da energia, refere o novo estatuto do regulador.
Publicado hoje- 25/09/2012- em Diário da República, o novo estatuto da ERSE indica que, depois do termo do seu mandato, "os membros do conselho de administração ficam impedidos, durante um período de dois anos, de estabelecer qualquer vínculo de natureza laboral, contrato de prestação de serviços ou qualquer relação, direta ou indireta" com as empresas ou organismos regulados pela instituição.
"têm direito a receber uma remuneração mensal no montante correspondente a dois terços da respetiva remuneração à data da cessação de funções, cessando esse direito a partir do momento em que sejam contratados ou nomeados para o desempenho remunerado de qualquer função ou atividade pública ou privada". Fonte

À semelhança do famoso subsidio de reintegração dos senhores deputados, que sofrem na pele, o flagelo do desemprego.
Façam as contas, 2 terços destes estrondosos salários
ERSE – Tutelado pelo Ministério da Economia, tem 63 colaboradores. O orçamento de 2008, é de 8,1 milhões de euros, e o Conselho de Administração é nomeado por um período de cinco anos, renovável uma vez. Tal como acontece na Anacom, o salário mensal do Presidente da Erse " Vitor Martins " é de 16.300,00 euros mensais. EXPRESSO 08/03/2008

Pagamos todo este regabofe que ninguém quer deter.
"A Deco criticou a proposta de aumento de 2,8% dos preços da electricidade, a partir de 1 de janeiro de 2013, por considerar que vai agravar as dificuldades das famílias e, ao mesmo tempo, a dívida tarifária. Fonte
E os ricos acham que devemos pagar mais... 
"O presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich, afirmou que o país tem de aguentar mais austeridade" fonte

Mais desfalques da EDP.

6 comentários :

  1. A grande questão, ao longo da história, tem sido e sempre será:
    Como nos livramos deste grupo de "ladrões" no poder e garantir que o próximo não nos rouba mais do que este?
    Já conhecem a minha proposta para evitar canalhas impunes no poder. Quanto mais tarde a impusermos, mais roubados seremos...!

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    1. Não há nada que possamos impor...

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  2. Segurem-me que senão mato-o.

    http://economia.publico.pt/Noticia/fernando-ulrich-o-pais-aguenta-mais-austeridade-ai-aguenta-aguenta-1569395

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    1. Já tinha visto essa, mas depois da sua intervenção decidi acrescenta-la ao artigo.

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    2. Mais irritante do que o conteúdo das declarações de Ulrich é a arrogância, a desfaçatez e a impunidade com que afirma tais enormidades.

      Apetece ignorar a lógica, a racionalidade e a compostura e passar a "vias de facto".

      Mas é simples.
      O BPI recebeu 4,5 mil milhões de Euros da tal ajuda da Troika aos bancos.

      Esse dinheiro está agora a fazer muita falta ao país. Especialmente quando se fala de um segundo resgate.

      Sem essa injecção de capital (sem contrapartidas práticas) o banco estaria falido. Logo, devia ter sido extinto ou nacionalizado com apuramento de responsabilidades.

      Cumps.
      Falso Vate

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