Uma encomenda de 50 milhões, para o lixo? O povo tudo ignora e o importante são os Knots, não o país.


70 milhões de prejuízos por causa de 1 nó? Paga Zé Povinho.


Para se perceber melhor porque é que o PS pretende travar a comissão de inquérito no Parlamento para apurar responsabilidades. Tudo isto foi tratado no momento em que os dois governos, da República e dos Açores, eram chefiados pelos socialistas, José Sócrates e Carlos César, respectivamente.

OS QUE NOS DESGOVERNAM SÃO UNS BRINCALHÕES, VEJAM COMO ELES BRINCAM COM MILHÕES DE IMPOSTOS....
Esta é mais uma história macabra sobre as aventuras e desventuras, dos nossos impostos, que andam, por aí sem rumo, perdidos, de mão em mão, a ser desrespeitados, esbanjados e roubados.
Um desentendimento sério e milionário, que só acontece porque o dinheiro envolvido não é de ninguém ... e é de todos.
Interessante é que mesmo que tenha razão o governo dos Açores ou os estaleiros de Viana, quem sofre é o de sempre, o pagante que ignora tudo e nunca é consultado para nada - o Zé contribuinte.
A banca permanece imune e lucra sempre mesmo no meio do caos e das indecisões, os juros não falham.
Para os culpados sobra a eterna impunidade...para os inocentes sobra a conta.
Se tiver coragem e alento, vá somando as parcelas para perceber quanto nos custa esta brincadeira...
-50 milhões ferry,
-21 milhões do aluguer dos substitutos,
-531 mil de juros trimestrais DESDE 2009,
-9 mil para o parecer,
-400 mil manutenção... etc, etc.
Prejuízos ultrapassam os 70 milhões de euros
Citando o Gen. Vizela Cardoso que explica como o governo dos Açores foi o responsável por exigir mudanças constantes ao projecto inicial.
"Já ouviram falar do famoso "ferry" que foi fabricado nos estaleiros de Viana do Castelo para fazer a interligação das ilhas dos Açores, e que o Governo(?) do Sr César & Cª Lda, rejeitou porque, em vez de dar 20 Knots de velocidade, só dava 18,5Knots (?!).
Ora a princípio projectou-se um "ferry" para transportar uns 12 carros e dois camiões e 80 passageiros, que é o normal para estas viagens inter-ilhas de rotina.
Eis quando um "expert" da política, com grande visão, lembrou que uma vez por ano há as Festas do Senhor Santo Cristo e, nesse dia, com a vinda dos emigrantes, a lotação poderá subir para 600 passageiros. Aí decide-se fazer um navio para 700 lugares para dar 20 knots de velocidade, com uma dada quota de casco!!
Acontece que, depois do desenho "final", o Governo do Sr César mandou introduzir algumas alterações (estilo camarotes de luxo que, quem já fez cruzeiros, ficou de boca aberta !!!) e isso criou mais peso em relação ao projecto inicial e afundou o casco mais uns centímetros, retirando obviamente velocidade !!!
Em resumo: Este "famoso" navio está no Alfeite e a sua manutenção (para que não apodreça) custa a todos nós €400.000/mês!!!! . O Governo dos Açores (por votação da AR, onde estava a Senhora Secretária de Estado da Defesa, que agora tem este tabuleiro quente nas mãos!!!) rejeitou o navio porque em vez de 20 Knots, só dá 18,5Knots, mas foi alugar um "ferry" que só dá 14Knots (ah! ah! ah! ah!) e custa a todos nós uns milhões de Euros/ano (disseram-me o valor mas nem quis acreditar, nem quero dizer!!!!); .
E esta gente continua à solta? O Senhor Presidente da República não sabe disto? Será que isto não é razão para declarar o Estado de Sítio até se arrumar a casa destes casos vergonhosos e até que a economia cresça a 3% e formar um Governo de iniciativa Presidencial para este objectivo e para o de reformar o Estado ? Leiam e "consolem-se"...que eu já não tenho paciência !!!!
No meio de tanta incompetência e indecisão... quem paga é o mexilhão... sem defesa ou salvação!?
Entretanto os estaleiros tiveram de pedir um empréstimo para devolver o dinheiro do ferry que os senhores dos Açores, não quiseram??? Andam a brincar com milhões e milhões dos nossos impostos? Não há ninguém responsável que coloque juízo nesta gente? Que os multe? Que os prenda? Neste país ninguém sabe fazer contratos que salvaguardem os contribuintes? São sempre os otários castigados? O navio está agora abandonado, e já desvalorizou... custava 50 milhões e está agora à venda por 29 milhões...?

Actualizado: Entretanto a desvalorização prosseguiu e foi finalmente vendido por 8,7 milhões em set de 2014?? A Douro Azul de Mário Ferreira, vai pagar 8,7 milhões de euros, pelo Atlântida.
Mais uma pechincha para os privados e graves prejuízos para os contribuintes. Viva a corrupção e a incompetência de quem nos gere os impostos. Em Maio de 2015, a Douro Azul consegue vender o mesmo navio por 17 milhões aos noruegueses... que maravilha. Os nossos representantes não o conseguiram vender nem por 9 milhões, apesar de ter menos anos e estar menos degradado, só ao fim de 5 anos conseguiram vende-lo por uma pechincha. O Empresário Mário Ferreira em menos de um ano consegue vende-lo e valoriza-lo para mais do dobro? Apesar de estar mais velho e degradado? E ninguém questiona o incompetente que vendeu o navio por 8 milhões? 

AÇORES MUDAM DE IDEIAS? POUCO IMPORTA SALVAGUARDAR OS IMPOSTOS, OS KNOTS É QUE SÃO IMPORTANTES.
"Os Estaleiros de Viana estão a pagar, trimestralmente, 530 mil euros em juros do empréstimo contraído para devolver as verbas recebidas pela construção do `ferryboat` Atlântida, recusado pelos Açores, disse fonte da administração da empresa.
Aquele navio foi encomendado aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) pela Atlânticoline, dos Açores, ambas as empresas de capitais exclusivamente públicos, mas a responsável pelo transporte marítimo naquele arquipélago rescindiu em 2009 o contrato com o construtor naval, alegando uma diferença na velocidade máxima do `ferryboat`.
No final do mesmo ano, ENVC e Atlânticoline chegaram a um acordo prevendo que os estaleiros pagariam 40 milhões de euros e ficavam com o Atlântida e com o Anticiclone - o segundo `ferryboat` encomendado pelos Açores e cuja construção ainda estava numa fase inicial quando o contrato foi igualmente cancelado.
Este acordo, explicou à Lusa fonte da administração dos ENVC, obrigou "à devolução das verbas adiantadas pela Atlânticoline" até 2009. Isso implicou a contração de um empréstimo bancário que "custa atualmente 530 mil euros de juros trimestrais" aos estaleiros.
"Já chegou a custar 250 mil euros mensais", precisou a mesma fonte.
O ferryboat Atlântida está avaliado em 29 milhões de euros, indica o último relatório e contas da empresa, consultado pela Lusa. Segundo o documento, o navio estava avaliado, aquando da construção, em mais de 40 milhões de euros.

Ancorado há dois anos na Base Naval do Alfeite, foi registado na capitania de Viana do Castelo, a favor dos ENVC, em 07 de março de 2012, e está à venda no mercado internacional desde o final de 2009. 
Os ENVC são detidos a 100% pela Empordef e aquela `holding` pública das indústrias de defesa entregou, já este ano, uma participação na Procuradoria-Geral da República (PGR) alegando dúvidas na argumentação utilizada pela Atlânticoline, empresa controlada pelo Governo Regional dos Açores, para rescindir o contrato com os estaleiros.
Essa argumentação está suportada num parecer jurídico encomendado a uma sociedade de advogados por 9.500 euros, "relativamente à construção do navio Atlântida", lê-se no contrato de prestação deste serviço, consultado hoje pela agência Lusa.
A administração daquela `holding` pública tem vindo a apontar "várias dúvidas" nas justificações utilizadas pelos Açores para recusar o navio, que passaram pelo não cumprimento dos requisitos contratuais, nomeadamente de velocidade.
Entretanto, em 2012, o presidente da Atlânticoline, Carlos Reis, revelou que aquela empresa processou judicialmente os ENVC para exigir o pagamento de uma dívida de 7,9 milhões de euros, a última tranche do acordo e que está por liquidar há dois anos." fonte

AÇORES SEM RAZÃO? OU NÃO?
"O navio "Atlântida", fabricado nos estaleiros de Viana do Castelo, superou em testes de mar a velocidade de 19 nós, ao contrário do que invocou o Governo Regional dos Açores para rescindir o contrato de fornecimento do ferry.
O navio deveria ter seguido em 2009 para os Açores, mas a empresa pública açoriana AtlânticoLine, que o tinha encomendado, rescindiu o contrato com a empresa pública de Viana, no valor de 50 milhões de euros, alegando uma diferença de 1,4 nós na velocidade máxima que o ferry conseguia alcançar em relação à que tinha sido acordada (18 nós)." fonte

NÃO SE ENTENDEM?
"O relatório dos testes de mar efetuados ao Atlântida pela empresa Germanischer Lloyd, divulgado pela Lusa em outubro de 2011, indica que o navio apenas atingiu uma velocidade de 16,5 nós a 85 por cento da potência dos motores, quando o contrato exigia 19 nós.
O contrato entre os ENVC e o Governo dos Açores exigia uma velocidade de 19 nós a 85% da potência dos motores, admitindo que o navio poderia ser aceite se atingisse uma velocidade entre 18 e 19 nós, definindo para o caso cláusulas indemnizatórias." FONTE

AÇORES QUEREM MAIS DESPESA? 20 MILHÕES PARA ALUGAR FERRY? 
"Apenas para fretar dois navios, para os anos de 2010 e 2011, a AtlânticoLine, empresa pública detida pelo Governo dos Açores, vai gastar mais de 20 milhões de euros.
Segundo dados disponíveis no portal das contratações públicas, a AtlânticoLine assumiu com a empresa Hellenic Seaways, por ajuste directo, o fretamento de dois navios para "realizar o serviço de transporte marítimo de passageiros e viaturas entre as ilhas da Região Autónoma dos Açores" (...)
Do outro lado está o luxuoso ferry Atlântida, encostado há mais de um ano na doca dos ENVC e que só em manutenção já representa um prejuízo de 300 mil euros, ao que acresce ainda a desvalorização constante do navio, inicialmente avaliado em 49,5 milhões de euros, segundo o contrato fechado com o Governo Regional dos Açores. Para já, a única hipótese de negócio para o Atlântida passa pela venda à Venezuela, processo que ainda pode demorar.
O navio construído em Viana do Castelo foi rejeitado pelo Governo dos Açores por uma diferença de 1,5 nós na velocidade, o que aconteceu pela primeira vez na história daquela empresa pública. De resto, luxo é algo que não falta ao Atlântida, que apresenta características pouco habituais para aquele tipo de navio. É o caso de um salão especial equipado com slot-machines e de condições para receber um mini casino. fonte

RELATÓRIO DO TRIBUNAL DE CONTAS (aqui)
Não tendo tempo nem para ler atentamente, fui na diagonal dar uma vista de olhos...concluindo que algumas alterações ao projecto, inicialmente contratado, foram solicitadas. E deparei-me com alguns absurdos propostos na construção EXIBINDO PURO novo-riquismo... OU ABUSO.

Processo ‘confuso’
No dossiê, preparado pela Defesa, estará um parecer do Tribunal de Contas, que conclui que a diferença na velocidade (cerca de 2 nós) não justificava a devolução do navio. E ainda as declarações do ex-presidente dos ENVC, Carlos Veiga Anjos, que considerou que a empresa nunca devia ter acordado o pagamento de uma indemnização aos Açores.
O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, quer que sejam apuradas todas as responsabilidades que envolvem a recusa, da açoriana Atlanticoline, em receber o navio encomendado aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).
A empresa pública acabou por recusar o navio, (com capacidade para 750 passageiros) entretanto construído, alegando que não cumpria o exigido do caderno de encargos, nomeadamente, a velocidade (de 20 para 18,5 nós) depois de ter sofrido alterações profundas ao inicialmente contratado, e como se poderá confirmar mais à frente.

Em 2009, através do tribunal arbitral, as duas partes, Atlanticoline e os ENVC, chegaram a acordo para o pagamento de uma indemnização à primeira parte no valor de 40 milhões de euros. O acordo cobria ainda a desistência de um segundo navio, o Anticiclone ( C 259), cuja construção ainda estava numa fase inicial.
Tudo isto foi tratado no momento em que os dois governos, da República e dos Açores, eram chefiados pelos socialistas, José Sócrates e Carlos César, respectivamente.
Na audição do Orçamento do Estado sobre Defesa, Aguiar-Branco concordou com as críticas feitas pelo PCP a este processo, questionando mesmo:
clique na imagem para ampliar
«Como é possível que o Governo socialista tenha feito um acordo com outro Governo socialista para prejudicar os ENVC?».

Mais: O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, entregou à PGR um dossiê sobre o assunto no final do ano passado, considerando tratar-se de um processo «esquizofrénico» que contribuiu para a situação «calamitosa» dos ENVC. Pode estar em causa o crime de participação económica em negócio por dirigente do Estado (desbaratar o património ou bem público). 
O que é certo, é que a Atlanticoline acaba de receber o 1º navio construído em Espanha (por certo, com os 40 Milhões que a ENVC teve que restituir), em detrimento do "cadáver" depositado no Alfeite o tal C 258. Esta notícia do Diário Insular começa a lançar alguma luz sobre as razões que levaram a que o projecto original do Atlântida fosse alterado, raiz e razão óbvia dos seus actuais problemas. (veja nas imagens as alterações que causaram prejuízo a todos, menos aos responsáveis dos Açores)
clique na imagem para ampliar

QUESTÃO QUE SE IMPÕE
Se os estaleiros de Viana ganharem o processo, o estado paga multa aos estaleiros, se os Açores ganharem, o estado paga a multa aos Açores, e entretanto a empresa estrangeira, continua a facturar uns bons milhões, enquanto poderíamos ter um barco que já pagamos, a fazê-lo sem mais custos.
Eu só encontro uma explicação para alguém criar tantos problemas ao erário público, à justiça, aos estaleiros de Viana, e aos portugueses ... corrupção?

Entretanto.... 
"Martifer fica com Estaleiros de Viana. Estaleiros Navais de Viana do Castelo vão ser adjudicados ao grupo português Martifer, depois de excluído um investidor russo." fonte
Mas como sempre, os buracos ficam para nós...

AINDA SOBRE OS ESTALEIROS... 
O estranho caso da encomenda da Venezuela
Sufocar as empresas para privatizar... a preço de saldo





1 comentário:

  1. A abstenção afinal obtém um resultado contrário, ao que pretendem os abstencionistas
    Por isso, o que me chateia na vossa abstenção é a falta de colaboração num trabalho importante. Não é uma questão de direitos ou deveres cívicos em abstracto. O problema é concreto. Temos uma tarefa difícil, da qual depende o nosso futuro, e vocês ficam encostados sem fazer nada.
    Isto tem consequências graves para a democracia. Quando a maioria não quer saber das propostas dos partidos, está-se nas tintas para o desempenho dos candidatos e nem se importa se cumprem os programas ou não, o melhor que os partidos podem fazer para conquistar votos é dar espectáculo. Insultarem-se para aparecerem mais tempo na televisão ou porem o Marinho Pinto como cabeça de lista, por exemplo. Vocês dizem que se abstêm porque a política é uma palhaçada mas a política é uma palhaçada porque vocês não votam.
    A culpa é vossa porque não é preciso muita gente votar em palhaços para os palhaços ganharem. Basta que a maioria não vote. Também é por vossa culpa que os extremistas estão a ganhar terreno, e pela mesma razão. É fácil pôr os fanáticos a votar. Basta abanar o pano da cor certa e, se mais ninguém vota, eles ficam na maioria. Mas se vocês colaborassem e se dessem ao trabalho de avaliar as propostas dos partidos, se os responsabilizassem pelas promessas que fazem e votassem de acordo com o que acham ser a melhor solução, deixava de haver palhaços, interesseiros e imbecis na política.

    Quando opta por não votar pode estar a atingir o resultado contrário daquilo em que acredita.
    Esclareça-se e compreenda porque é importante votar em consciência contra os partidos corruptos.
    Faça uma escolha, opte por votar com quem mais se identifica, e quem menos o lesou, o poder é seu! Use-o para ajudar todos nós.
    http://apodrecetuga.blogspot.pt/2015/10/percebam-que-abstencao-afinal-obtem-um.html#more

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