Passos Coelho e Sócrates, os eleitos? (Anedota)


O Português ainda consegue ter sentido de humor.

O velho e conhecido padre português, durante anos, tinha trabalhado fielmente com o povo africano, mas voltou a Lisboa, doente e moribundo. No Hospital de Santa Maria, é a notícia da hora.
Já nos últimos suspiros, ele faz um sinal à enfermeira, que se aproxima.

- Sim, Padre? diz a enfermeira.
- Eu queria ver dois proeminentes políticos antes de morrer: Sócrates e Passos Coelho, sussurrou o padre.
- Sim, Padre, verei o que posso fazer, respondeu a enfermeira.

Ela entra em contacto com os partidos e logo recebe a notícia: ambos também gostariam muito de visitar o padre moribundo, para agradecer a sua missão generosa.

A caminho do hospital, Sócrates e Passos Coelho intrigados comentam:

- Eu não sei porque é que o velho padre nos quer ver, talvez para nos propor uma união... seja como for, certamente que isto vai ajudar a melhorar a nossa imagem perante a Igreja e o povo, o que é sempre bom. Os partidos bem precisam.
Passos Coelho concordou, naturalmente.

Era uma oportunidade para eles, pelo que até foi enviado um comunicado oficial à imprensa sobre a visita, para filmarem e difundirem o momento.
Quando chegaram ao quarto, com toda a imprensa presente, o velho padre pegou na mão de Sócrates, com sua mão direita e na mão de Passos Coelho, com sua esquerda.
Houve um grande silêncio e notou-se um ar de pureza e serenidade no semblante do padre.

Passos Coelho, morto de curiosidade, pergunta:
Padre, porque é que fomos nós os escolhidos, entre tantas pessoas, para estar ao seu lado, no seu fim?

O Padre, lentamente, disse:
- Sempre, em toda a minha vida, procurei ter como modelo o Nosso Senhor Jesus Cristo. Seguir os seus passos para chegar ao paraíso. E como Ele morreu entre dois ladrões, eu quero fazer o mesmo!!!




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