Olhos de Água... Momentos altos do programa, resumidos.
Neste video, Paulo Morais afirma que as manifestações de 15 de Setembro são uma clara demonstração de que existe neste momento
um divórcio absoluto entre o povo e a classe politica. Já não é apenas uma guerra entre governo e oposição.
Os políticos têm mentido e não cumprido há anos e anos. Barroso prometeu baixar impostos, não o fez, Sócrates fez o mesmo, prometeu e não cumpriu, Passos Coelho reincidiu no mesmo descaramento.
É evidente que as pessoas saturam-se e aprendem. E também se sentem inseguras, pois os mais pobres nunca sabem o que está para acontecer, sabem que o governo pode tomar medidas inesperadas a qualquer momento.
Medina Carreira critica os portugueses que procuram, nas manifestações, apenas alternar entre partidos... Acreditando que se mudarem de governo se muda o caos em que se vive... é o erro de sempre.
Ele acredita que o máximo da austeridade está ligado ao auge da imoralidade que hoje caracteriza os políticos, mais que nunca.
Afirma ainda que o erro do governo foi ter partido para a austeridade sem esgotar primeiro o "tratamento" (redução) da despesa pública.... Nunca se viu uma acção real para diminuir a despesa pública.
A preocupação é apenas aumentar a receita ás custas da exterminação dos que eram a fonte de receita.
Aos 6 minutos fala do caso das PPP, que é chocante, uma imoralidade e não se percebe a dificuldade do governo em acabar com isso... Não se entende que raio de juristas eles tem lá dentro ... Se o estado está falido, deixou de pagar os salários na totalidade...Porque razão o estado falido é obrigado a pagar as PPP e não é obrigado a pagar aos seus assalariados??
Uma entidade falida não tem que cumprir aquilo a que estava obrigado.
Quando começou a cortar as despesas tropeçava num amigo ou num poderoso e parava...
Paulo Morais aos 8 minutos refere o caso dos submarinos para criticar as
afirmações de Cândida Almeida. Situação que mostra como somos realmente corruptos. Já ficou provado e julgado na Alemanha, que existiram políticos portugueses corrompidos e em
Portugal continua tudo na impunidade, nem
identificados foram e provavelmente
desempenham altos cargos de estado.
Para mim o mais grave neste cenário é ficarmos a saber que a corrupção existe na politica e é apoiada pela corrupção da justiça.
Há acusados, condenados e presos na Alemanha e Grécia Os tribunais alemães provaram que houve pagamento de luvas a responsáveis políticos portugueses.
O que é estranho é que os tribunais portugueses não identifiquem agora os responsáveis que, em Portugal, receberam esses subornos.
Mas verdadeiramente incompreensível é que os dirigentes políticos envolvidos nas compras, os primeiros-ministros Guterres e Barroso, a par dos seus ministros da defesa Rui Pena e Paulo Portas, não queriam ver o assunto julgado e esclarecido com urgência.
Até que se identifiquem os corruptos, é a eles, enquanto responsáveis, que devem ser assacadas responsabilidades e é a sua reputação que estará em causa.
E dado os cargos que ocupam no plano internacional, estando sob suspeita de ligações a corrupção, é também Portugal que fica mal representado.
Este caso vem demonstrar que há corrupção na política. Em termos de crimes de colarinho branco, o que não há é justiça.
Mas Paulo Morais vai mais longe e afirma que é estranho que
Guterres, Barroso e Portas , se estão inocentes, e estão a dar a cara pelo crime, pois eram as figuras máximas durante o processo, não sejam eles os primeiros a querer limpar os nomes e a identificar os culpados exigindo o funcionamento da justiça... porque será?
Aos 10 minutos conclui." Em Portugal há corrupção e muita... não há é justiça."
Medina Carreira afirma que é uma vergonha que o Presidente da Republica não diga nada, o chefe do governo também nada diz, assistem a esta imoralidade que toma conta de Portugal e ninguém faz nada.
A partir do minuto 18 Paulo Morais relata mais duas das formas muito utilizadas pelos corruptos para extorquir dinheiro dos nosso impostos.
Uma delas é o licenciamento de obras que não cumprem os requisitos e portanto obrigam a subornos, para serem licenciadas.
A outra é alterar o PDM de forma a ganhar dinheiro extra com expropriações, por exemplo, os autarcas e outros dos círculos partidários, ao terem conhecimento que vai haver uma obra pública a passar em determinados terrenos, compram-nos ainda como um terreno agrícola por 100, e depois alteram o PDM, classificando-o como urbano e passa a valer dezenas de vezes mais. O estado quando iniciar a expropriação é assim lesado pelos que trabalhando para o estado se aproveitam do acesso à informação antecipada, e abusam do poder para conseguirem extorquir milhões ao estado, hiper valorizando terrenos.
Para termos uma ideia basta perceber que há SCUTs cujas expropriações custaram metade do custo total do investimento..
Conta ainda um caso de como com estas falcatruas se descapitalizou a banca principalmente o BPN.
Medina Carreira conclui que perante tanta impunidade a única forma de justiça contra os corruptos é a opinião pública.
Afirma ainda que nenhum governo consegue obter credibilidade e prestigio para governar se tem a lata de cortar salários e prestações sem negociar com ninguém - chegou e cortou- e não tem a coragem de fazer o mesmo com as rendas das PPP... não tem a capacidade de tomar o problema pelas rédeas. Não há tempo a perder em negociações, onde claramente se vai colocar o estado de cócoras perante os interesses privados.
Medina afirma que o ideal era chegar e dizer "estamos falidos e não há dinheiro para rendas..." é um principio de direito que deveria ser usado e o único que poderia salvar esta situação. Andamos por isso a ser enganados.
Paulo Morais revela já aos 44 minutos que não tem dúvidas nenhumas que a lei contra o enriquecimento ilícito foi deliberadamente feita de forma a ser inconstitucional para ser chumbada e desta forma o povo acreditar que eles tentam combater a corrupção.
Portugal clama por justiça...