25 junho, 2011

500 milhões em fuga aos impostos prescrevem


"As prescrições de dívidas fiscais ultrapassaram os 500 milhões de euros em 2006.
Segundo o relatório da Conta Geral do Estado de 2006, divulgado esta segunda-feira pela Direcção Geral do Orçamento, o Estado perdeu 501,2 milhões de euros no último ano, por dívidas que não conseguiu cobrar, tendo mesmo caducado o direito deste a recebê-las.
Além disso quase 57% das prescrições são relativas a dívidas do Imposto sobre o Valor Acrescentado.

Com 88,5 milhões de euros, aparecem as prescrições de Imposto sobre os Rendimentos de Pessoas Colectivas (IRC) e, posteriormente, as prescrições de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), com 64,8 milhões de euros.
A inexistência de bens dos devedores ou dos fiadores para fazer face ao pagamento das dívidas fiscais justifica o valor de 500 milhões de euros de prescrições."

2 comentários :

  1. ...nem sei se é bom se é mau!
    Se tivessem cobrado os 500 milhões, era para serem gastos em projectos que entregam o dinheiro a uns 'patos-bravos' amigos!
    Acho que ninguém devia pagar impostos, pois podia ser que ninguém quisesse ir pra político...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois... boa questão, mas lembre-se quem mais foge ao fisco são os mais ricos. Não há novidade nenhuma em admitir que quando se fala de verbas avultadas a serem enviadas todos os anos para Offshores estamos perante fugas massivas ao fisco. A recuperação destas verbas para a economia formal permitiria – por exemplo – ter um orçamento tem défice zero. Assim, quando o Fisco anuncia que vai chamar cerca de 600 contribuintes cujos Bancos reportaram terem transferido grandes quantias para Paraísos Fiscais e que não deveriam ter gerado tais montantes segundo as suas declarações de rendimentos estamos perante uma situação grave. Trata-se obviamente de gente muito abastada e 600 nomes representam certamente uma boa percentagem de todas as famílias “ricas” de Portugal. Tal fenómeno explica porque é que os Ricos conseguem atravessar todas as crises de forma quase imperturbável: porque arrastam a maior parte das suas fortunas na economia subterrânea.

      O grande mal não está, contudo, na imoralidade dos Ricos, mas na existência de Offshores. Haverá sempre ricos imorais, mas terá sempre que haver Leis e países que toleram Offshores que servem sempre para lavagens de dinheiros da droga, do crime e do terrorismo e para que os mais ricos se furtem aos seus deveres sociais e comunitários?

      Fonte:
      http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1691216

      Eliminar