30 novembro, 2014

Empresa de amigo de Vítor Gaspar contratada para assessorar privatização da EDP e da REN

Terá sido o próprio ministro das Finanças, Vítor Gaspar, a dar indicações à CGD para subcontratar a empresa Perella Weinberger Partners para assessorar o Estado na venda da EDP e da REN. 
Paulo Cartucho Pereira, amigo de Vítor Gaspar e sócio da Perella Weinberger Partners.
A notícia conta que os administradores da Caixa Geral de Depósitos António Nogueira Leite e Nuno Fernandes Thomaz manifestaram a sua discordância com todo o processo, que está a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

"A contratação da firma norte-americana esteve desde o início envolta em polémica. Não só por se tratar de uma empresa, alegadamente, sem experiência em privatizações e sem historial de conhecimento da área da energia, mas também porque o seu nome foi posto em cima da mesa pelo ministro das Finanças", escreve o Público. 
"E já depois de ter sido elaborada uma lista restrita, com nomes de assessores financeiros, que não incluía a Perella. A exclusão dos candidatos portugueses, como o BESI (que seria contratado pelos grupos que venceram as duas privatizações), o BCP e estrangeiros, levou alguns deles a questionar a opção governamental."

26 novembro, 2014

Os esquemas e rastos que incriminaram Sócrates, passo a passo até à prisão.

Alegadamente foram encontrados 25 milhões numa conta secreta na Suiça, em nome do amigo de Sócrates, Santos Silva.
Sócrates utilizava o amigo, a mãe, o motorista, a ex mulher e outras pessoas como testas de ferro para "lavar" e fazer circular o dinheiro. Um dos esquemas usados, era a compra e venda de casas, comprava casas a ele próprio ou à mãe e ex mulher baratas, e vendia muito mais caras a Santos Silva, que alegadamente era quem tinha o dinheiro de Sócrates, portanto comprava-as com o próprio dinheiro.
Para justificar a vida de luxo, utilizou também um esquema com a Octapharma, onde ganhava 12 mil euros, mas como já nem os 12 mil euros eram suficientes, para disfarçar as suas despesas, Sócrates daria dinheiro ao Joaquim Lalanda de Castro, o seu amigo dentro da Octapharma, para que este lhe pagasse esse dinheiro disfarçado de bónus da empresa.
Conheça em baixo os muitos esquemas obscuros que compõem este escândalo do caso Marquês.

@@ Actualizações 26/9/15 - Carlos Santos Silva, amigo de José Sócrates, tinha "dezenas de contas" na Suíça, segundo as informações enviadas pelas autoridades daquele país. Essa informação consta do acórdão da Relação, que subscreveu o entendimento do Ministério Público quanto aos prazos do inquérito – 18 meses mais nove, devido à especial complexidade e aos pedidos de cooperação internacional. "O acesso à informação bancária e sobre os procedimentos necessários para a reconstituição de circuitos financeiros, em particular quando refletidos em dezenas de contas, cujo conhecimento foi sendo sucessivamente obtido, é, por vezes, muito complexo e moroso", lê-se no acórdão que teve como relator Rui Rangel, explicando que, face à quantidade de informação remetida pela Suíça, a carta rogatória enviada em novembro de 2013 só foi concluída em fevereiro de 2015. Durante 15 meses, foram sucessivamente enviadas novas informações pelo banco UBS, à medida que eram identificadas "novas contas" em nome do amigo de José Sócrates. Esta situação é descrita pelos juízes para contrariar o alegado pela defesa de que os prazos do inquérito já tinham sido ultrapassados. Ler mais em: 

@@ Actualizações 28/08/2015. Esquemas de Sócrates para ocultar origem do dinheiro. 
Facturas e quadros tramam Sócrates. Quando José Sócrates viajava, as agências de viagens começavam por emitir a factura em seu nome, depois anulavam-na e substituíam-na por uma nota de crédito. Passado algum tempo, emitiam uma nova factura mas já em nome do seu amigo Carlos Santos Silva ou da XLM, uma das suas empresas, que só depois pagavam a despesa das viagens à agência.
Este esquema para ocultar a proveniência do dinheiro foi detectado pelos investigadores da Operação Marquês em buscas a agências e hotéis efectuadas já depois da prisão de Sócrates e é um dos motivos por que este continua em prisão preventiva...
Entre 2009 e 2014 - ou seja, incluindo o período em que Sócrates foi primeiro-ministro -, as despesas assim facturadas de viagens e hotéis, algumas com familiares e amigos, incluindo Santos Silva, totalizaram 350 mil euros. As novas provas da investigação surgiram em buscas a agências do grupo Top Atlântico, em Dezembro, e ao Sheraton Pine Cliffs, em Albufeira, em Janeiro. Neste hotel, os registos indicam que os pagamentos das estadas de Sócrates foram feitos “em numerário, por vezes de quantias próximas dos 10 mil euros”. Trata-se, segundo o semanário Sol, de um acórdão “muito duro”, que liga o ex-primeiro-ministro à prática reiterada de ocultação de provas. O caso dos quadros é outro exemplo. Segundo o Sol, Santos Silva adquiria quadros valiosos à galeria de arte de Lisboa Antik Design, quadros esses que estavam depois na casa de Sócrates e aí inventariados durante as buscas ao apartamento na Braancamp. Mais tarde, de acordo com relatos feitos pelo procurador Rosário Teixeira à Relação, algumas dessas obras foram “deslocadas para a casa da empregada da mãe” de Sócrates.

@@ -  Actualização/07/08/2015. Armando Vara terá recebido 2 milhões de euros de luvas. O Ministério Público (MP) suspeita que recebeu dois milhões de euros, quando era administrador da Caixa Geral de Depósitos, no âmbito do negócio do empreendimento do Vale do Lobo, no Algarve, que implica também José Sócrates.
As contas conjuntas que Armando Vara terá na Suíça com a filha Bárbara estarão a ser investigadas pelo Ministério Público há vários meses, no domínio da Operação Marquês.
O Correio da Manhã adianta agora que o MP suspeita que a essas contas terão chegado dois milhões de euros de luvas, alegadamente recebidas por Armando Vara pelo envolvimento no caso do empreendimento turístico do Vale do Lobo.
Foi a Caixa Geral de Depósitos que concedeu o crédito de 200 milhões de euros que permitiu a construção do resort de luxo, numa altura em que Armando Vara era o administrador do Banco do estado. José Sócrates também está envolvido nas suspeitas do MP em torno do empreendimento por causa de alegadas alterações ao Plano Regional de Ordenamento do Território do Algarve (PROTAL), durante a sua governação, que foram fundamentais para a viabilização da construção do “resort”. Armando Vara, que está em prisão domiciliária, terá negado todas as suspeitas de ilegalidade. 

@@ -  Actualização/13/06/2015 - O DIA FATAL. As ligações do caso Marquês a Helder Bataglia (BES/ESCOM)... e outros suspeitos, são cada vez mais claras. José Sócrates já estudava em Paris há mais de um ano quando o seu primo, que estava a ser escutado no âmbito do processo Monte Branco, fez um telefonema que viria a mudar a vida de ambos. José Paulo Bernardo Pinto de Sousa ligou para o ex-administrador do Grupo Lena, Carlos Santos Silva, pedindo apoio monetário. Ao que o SOL apurou, os investigadores não perceberam de início o porquê do pedido - parecia até desesperado - e decidiram colocar também sob escuta o empresário de Leiria Santos Silva, que se prontificara a ajudar o primo, José Paulo. (Era o banco da família?)
O primo de Sócrates e Hélder Bataglia passaram, nos últimos meses, a ser figuras-chave neste caso
Não foi preciso muito até o procurador Rosário Teixeira, que já pedira à Suíça os movimentos financeiros de cerca de seis milhões de euros através de offshores apanhadas no Monte Branco -, perceber que entre ambos havia uma forte relação.
Estes novos dados vieram  preencher a lacuna de outro caso: pouco tempo antes tinha chegado ao DCIAP e à Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária uma informação da CGD sobre avultadas transferências de dinheiro da mãe de Sócrates para a conta do filho. Sem explicação para a origem do capital, a CGD fez a comunicação às autoridades.
Rapidamente o DCIAP chegou à conclusão de que os cerca de 600 mil euros eram resultado da venda de imóveis de Maria Adelaide ao empresário Santos Silva. E enquanto a PJ decidiu não abrir um inquérito, o DCIAP deu início à Operação Marquês.
Sócrates e amigo garantem que primo tem muito dinheiro
Quando foram detidos, Sócrates e Santos Silva foram confrontados não só com as vendas dos imóveis de Maria Adelaide - que o MP considera terem sido simuladas - como com a transferência de 5,5 milhões de euros das contas de José Paulo para as de Santos Silva. Ambos referiram que esses movimentos financeiros, de 2007 e 2008, eram resultado da venda de uma salina em Benguela, da família Pinto de Sousa, e que o primo de Sócrates teria dado uma parcela na sociedade a Santos Silva.
Mas, de acordo com uma investigação do SOL em Angola, José Paulo apenas vendeu parte da salina à Escom, empresa do Grupo Espírito Santo, em 2009, tendo o resto do negócio sido concluído quatro anos depois. Além disso, em nenhuma dessas sociedades surge o nome do ex-administrador do Grupo Lena. José Paulo foi sócio apenas de Hélder Bataglia, presidente da Escom - que além dos 5,5 milhões de euros transferidos para José Paulo através de uma das suas offshores, está na origem de mais 12 milhões de euros que entraram nas contas de Santos Silva, entre 2008 e 2009.
Primo e Bataglia: as novas figuras-chave
As ligações de José Paulo e Hélder Bataglia à Operação Marquês afiguram-se cada vez mais perigosas. Segundo a revista Sábado, o procurador Rosário Teixeira confrontou Sócrates, no segundo interrogatório, no final de Maio, com o facto de uma quinta em Sintra, que já pertenceu a Duarte Lima, ter passado por diversos proprietários, entre os quais o seu primo. Os investigadores acreditam mesmo que a offshore que detém a offshore proprietária dos terrenos terá passado das mãos de José Paulo para as do administrador do Grupo Lena Joaquim Barroca, tendo o resultado desse negócio - um milhão de euros - ido parar às contas de Santos Silva.
O primo de Sócrates e Hélder Bataglia passaram, nos últimos meses, a ser figuras-chave neste caso. O SOL já tentou contactá-los quer em Angola, quer em Portugal, mas sem sucesso. E mesmo Rosário Teixeira ainda não terá tido oportunidade de questionar José Paulo. (Andam desaparecidos?)

@@ -  Actualização/30.05.2015 - José Sócrates vai continuar em prisão preventiva, depois de ter recusado a prisão domiciliária com pulseira electrónica, porque o Ministério Público acredita que ele pode perturbar “de forma significativa o inquérito”, nomeadamente a recolha e conservação das novas provas que terão sido encontradas contra ele. O “novo Aeroporto de Lisboa está na mira dos investigadores” que estarão a passar “a pente fino” as “compras e vendas de terrenos na Ota e em Alcochete”.
O MP suspeitará, que José Sócrates terá recebido luvas para alterar a localização do Aeroporto, entretanto adiado por causa da crise, da Ota para Alcochete. Esta ideia baseia-se em negócios de compra e venda de terrenos, por parte de elementos do Grupo Lena, na zona para onde esteve prevista a construção.
Mas o MP acredita que a “corrupção também pode passar por imobiliário de luxo em Vale do Lobo“, afiança o mesmo diário, frisando que está em causa a “alteração do plano de ordenamento do Algarve”.
O Correio da Manhã cita uma resolução do Conselho de Ministros de 2007 que aprovou o Plano de Ordenamento do Território do Algarve e refere que foram detectadas transferências bancárias na ordem dos 12 milhões de euros para os empresários Hélder Bataglia, ligado à Escom, e Joaquim Barroca, do Grupo Lena.
Esse valor terá sido depois transferido para Carlos Santos Silva, o amigo de José Sócrates que é visto pelo MP como o “testa de ferro” do ex-governante.
A revista Sábado, por seu lado, fala da compra de uma quinta que era propriedade de Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, por intermédio de uma “offshore” das Ilhas Virgens britânicas.
Esta empresa já foi propriedade do construtor civil José Guilherme, depois passou para as mãos do primo de José Sócrates, José Paulo Bernardo, e finalmente passou a ser detida pelo empresário Luís Barroca, ligado ao Grupo Lena e um dos suspeitos no domínio da Operação Marquês, segundo adianta a mesma publicação. 

@@ -  Actualização/14.05.2015 - Sócrates para além de motorista, sustentava secretária pessoal apesar de viver de empréstimos dos amigos? A 2 de Abril de 2014, Carlos Santos Silva entregou pessoalmente a José Sócrates 10 mil euros em notas. O ex-primeiro-ministro precisava de pagar à sua secretária pessoal Maria João, saldar a sua conta na agência de viagens Top Atlantic e cobrir as despesas de alojamento em Paris, onde manteve casa a seguir a ter concluído o seu mestrado de Filosofia Política em Sciences Po.
Dois dias depois, a 4 de abril, Sócrates recebia do amigo mais 10 mil euros. Carlos Santos Silva admitiu ao Ministério Público ter entregado 550 mil euros em dinheiro a José Sócrates.
A 27 de setembro de 2013, Santos Silva entregou-lhe 10 mil euros, mas sete dias antes já tinham sido outros 10 mil euros. E quatro dias antes disso outros cinco mil.
As descrições incluem duas entregas que tiveram como intermediário André Figueiredo, ex-chefe de gabinete no PS. A 4 de outubro de 2013, no dia seguinte a Sócrates ter combinado com Santos Silva a “entrega de uma quantia entre 10.000 e 50.000 euros”. Houve uma outra vez, a 27 de novembro desse ano, que uma quantia de cerca de 50 mil euros esteve para ser entregue a Figueiredo, mas acabou por ir parar diretamente às mãos de Sócrates. E a 20 de dezembro, o homem de confiança do ex-primeiro-ministro no partido recebeu 10 mil euros de Santos Silva, sendo que, segundo os investigadores, a verba destinava-se a comprar exemplares do livro “A Confiança no Mundo”, lançado por Sócrates 2 meses antes.
Amiga-mistério de Sócrates recebia dinheiro pela Western Union. Para além do motorista, da secretária pessoal ainda sustentava amiga secreta? Amiga-mistério de Sócrates recebia dinheiro pela Western Union. Desde 2008 que Sandra Santos, uma pessoa “do relacionamento pessoal” de Sócrates a residir na Suíça, recebia milhares de euros regularmente do amigo de Sócrates. Só em 2013 o empresário fez 11 transferências para Sandra, num total de 25 mil euros, mais outras despesas que ele pagava, como viagens. Expresso  (Livro, Fernando Esteves, "O cercado")
@@ - Actualização/23.4.2015 -O administrador do Grupo Lena Joaquim Barroca foi detido depois de buscas realizadas à sede do grupo, em Quinta da Sardinha, no concelho de Leiria.
Joaquim Barroca foi identificado como autor de várias transferências de milhões de euros para contas bancárias na Suíça, pertencentes ao arguido na Operação Marquês, em que está também envolvido José Sócrates.
Barroca o gestor , tinha um compromisso com Sócrates, que ALEGADAMENTE envolvia o pagamento de contrapartidas (luvas) por concursos públicos atribuídos ao Grupo Lena.
Entre julho de 2007 e fevereiro de 2008, Joaquim Barroca terá usado contas de Santos Silva para esconder os pagamentos(luvas) ao antigo governante, num total de 15,8 milhões de euros.
24 /4/2015 -A mulher de Carlos Santos Silva é a mais recente arguida da Operação Marquês. Esta tarde, depois do interrogatório a Joaquim Barroca Rodrigues, vice-presidente do grupo Lena, foi anunciado que Inês Pontes do Rosário também entra na lista de suspeitos do Ministério Público. É a sétima pessoa a ser constituída arguida no caso.

@@ - actualização - José Sócrates gastou €9,2 milhões de Santos Silva. Dinheiro terá financiado, entre outras operações, a aquisição e obras no apartamento em Paris e a compra de direitos televisivos do campeonato espanhol, e beneficiou várias pessoas próximas do ex-primeiro ministro. Juízes não acreditam na "boa vontade" dos "empréstimos" do amigo de José Sócrates. 3,5 milhões de euros na aquisição e remodelação de um apartamento em Paris; 2,6 milhões de euros para a compra dos direitos televisivos da Liga espanhola de futebol através de uma empresa de Rui Pedro Soares, ex-administrador da PT e atual presidente da SAD do Belenenses; 712 mil euros para a compra de três apartamentos à mãe de Sócrates, mais 1,2 milhões para a ex-mulher deste, Sofia Fava; 672 mil euros de entregas em numerário (os tais "empréstimos pessoais", segundo a defesa) ao ex-primeiro ministro; 87,5 mil euros para o motorista João Perna, e 92 mil para Sandra Santos, uma amiga na Suíça; somem-se 170 mil euros para promover o livro "A Confiança no Mundo" e 200 mil em viagens. Expresso

@@ - actualização 03.2015 - Primo e amigo de Sócrates ganham fortuna em Angola.
Carlos Santos Silva garante que as salinas de Benguela foram o seu primeiro grande negócio, onde começou a sua fortuna. Diz ter ganho 6 milhões de euros com a venda de quota, não tendo especificado ao juiz como se processou o negócio. Também José Paulo Pinto de Sousa, o primo de José Sócrates investigado na operação Marquês, diz ter ganho 9 milhões com as mesmas salinas. Segundo uma reportagem publicada ontem no semanário ‘Sol’, os terrenos da Bela Vista, em Benguela, foram comprados por uma empresa do grupo Espírito Santo, por valores claramente inflacionados. O objetivo era dar corpo a um gigantesco projeto imobiliário de 1,4 mil milhões de dólares, com vendas de imóveis de valores ainda superiores. O projeto nunca passou do papel e o prejuízo acabou por recair no banco de Ricardo Salgado. Ler mais em: 

@@ - actualização 19 fev - Advogado apanhado em escutas, a mandar destruir documentos de Sócrates.O advogado Gonçalo Trindade, arguido no processo 'Marquês' que está em liberdade mas proibido de sair do País, foi intercetado nas escutas telefónicas a providenciar a destruição de documentos que poderiam ser comprometedores. Em causa estarão provas das trocas de dinheiro entre José Sócrates e Carlos Santos Silva.

@@ - actualização/29 Jan, 2015: Próxima estratégia da defesa de Sócrates, é invalidar as provas com registos bancários, recorrendo à lei que Sócrates criou. 
Defesa diz que provas sobre milhões de Sócrates são “proibidas”
Recurso da defesa de Sócrates não contesta os factos, apenas alega que as provas sobre o rasto do dinheiro na Suíça não poderão ser usadas em tribunal. E aponta o dedo ao juiz Carlos Alexandre.
“A prova, não se sabe qual ou de quê, que a investigação possa procurar em diligências junto de bancos e autoridades estrangeiras pode ingressar na qualidade de prova proibida, face ao que dispõem os artigos 5.º, número 5 do Regime Extraordinário de Regularização Tributária (RERT) I, II, III”, dizem os advogados, citados pelo jornal.
Em causa estão as informações bancárias com origem no estrangeiro que as autoridades suíças deverão enviar para Portugal. E que o procurador Rosário Teixeira acredita serem a peça principal para desvendar o rasto do dinheiro que permitiria a Sócrates “ter uma vida de luxo”. RTP

@@ - actualização, 12/2014- 33 MIL EUROS POR MÊS 
santos silva corrupção socrates marques
Sócrates recebeu, entre meados de 2011 e 21 de Novembro passado, quando foi detido, mais de um milhão de euros em dinheiro vivo, que depois utilizou exclusivamente para pagar viagens, incluindo as deslocações a Paris, almoços e outras despesas que compunham a vida de luxo que exibia.
Dinheiro era levantado da conta onde estavam os 20 milhões de euros
Segundo o SOL apurou, só no último ano a investigação da Operação Marquês acompanhou e registou 40 entregas de dinheiro, que totalizaram 400 mil euros – ou seja, uma média de 33 mil euros por mês.
O dinheiro em numerário chegava às mãos de Sócrates em envelopes, através dos seus agora co-arguidos Carlos Santos Silva, Gonçalo Ferreira e João Perna, o motorista que o ex-primeiro-ministro contratou quando saiu do Governo, em Junho de 2011, e, sem emprego, decidiu ir estudar Filosofia Política para Paris.
Foi ao motorista, aliás, que coube fazer o maior volume de entregas, uma vez que a vida empresarial de Santos Silva o levava a ausentar-se muitas vezes do país. Nessas alturas, era Gonçalo Ferreira, advogado de Santos Silva, quem, com cheques passados pelo patrão, se dirigia ao balcão do BES para fazer os levantamentos em numerário. Por diversas vezes, ainda, João Perna chegou a depositar esse dinheiro na sua conta e a pagar ele próprio as despesas de Sócrates. SOL
Através da sua conta, o motorista pagou a Sócrates viagens, compras de supermercado e o mais que fosse necessário. Isso mesmo aconteceu logo em Agosto de 2011, quando Sócrates, acabado de sair de cena com a derrota nas legislativas, perdeu o irmão, António Pinto de Sousa, vítima de uma doença pulmonar. Sem suporte na sua conta oficial na CGD – que publicamente assegurou ser a única que manteve durante 25 anos – foi através da conta do motorista que foram pagas as cerimónias fúnebres do irmão. sol

"José Sócrates e o seu amigo Carlos Santos Silva, ambos detidos no âmbito da Operação Marquês, fizeram donativos no total de 12 mil euros à campanha de António Costa, durante as primárias do PS"

@@ - Prisão preventiva e o bilhete de viagem para o Brasil.
Sócrates tinha previsto voo para o Brasil a 24 de Novembro, exactamente no dia em que lhe foi decretada a medida de coacção da prisão preventiva. Este voo foi revelado no Supremo Tribunal de Justiça no âmbito da discussão do habeas corpus para a sua libertação interposto pelo jurista Miguel Mota Cardoso.
Nas conversas gravadas pelas autoridades, Sócrates sabia da investigação, desafiava procuradores e garantia que ninguém teria coragem de o mandar prender.
As conversas ouvidas pelas autoridades dão conta do desafio claro à investigação. "Eles não têm coragem de me prender", dizia o ex-primeiro-ministro a Carlos Santos Silva, que nem perante as notícias do Correio da Manhã e da revista ‘Sábado’ a darem conta da investigação – publicadas no final do mês de julho – se mostrava preocupado com o processo judicial. Ironizava ao telefone, com os amigos, e ameaçava mobilizar a opinião pública contra a Justiça.

@@ - Porque é que Sócrates está condenado a sair inocente? 
O tráfico de influências não é travado por nenhuma cela prisional, é algo que flui autonomamente, o poder de influenciar, não se detém. Neste momento já devem estar organizados exércitos de amigos, de advogados, de maçons, de políticos, de ex sec de estado, ex ministros, poderosos empresários, Mários Soares e até directores gerais da prisão preocupados, zelando pelo bem estar de Sócrates. Nós, cidadãos comuns não temos capacidade para imaginar quantos cordelinhos se movem para salvar um caso como este.
A romaria socialista à prisão de Évora aparenta ser uma tentativa de o sossegar.
O estranho prisioneiro Sócrates, que é preso para evitar interferir com a investigação. No entanto, 2 dos principais suspeitos foram encarcerados na mesma cela? Não será isto propicio a interferir na investigação? O detido Sócrates não pode beneficiar de direitos excepcionais, nem de usar prerrogativas que a sua condição de arguido e de preso não lhe concede - mesmo que o Director dos serviços prisionais seja o seu ex sec de estado e amigo socialista, maçon e ex-espião operacional, Rui Sá Gomes. O diretor-geral de Reinserção e Serviços Prisionais - que tutela o Estabelecimento Prisional de Évora onde está detido preventivamente, na ala feminina sob o n.º 44 - o ex-primeiro-ministro José Sócrates, é Rui José Simões Bayão de Sá Gomes, que foi secretário de Estado da Administração Interna no primeiro Governo Sócrates (2008-2009), é membro da Loja Século XXI (Lisboa) da maçonaria do Grande Oriente Lusitano, e foi «diretor de serviços em área operacional do Serviço de Informações e Segurança (SIS)» de 1997 a 2006. Fonte

@@ -Paris e as casas compradas à mãe
2011: no desemprego e apenas com uma única conta bancária, como garantiu numa entrevista à RTP, José Sócrates investiu então 95 mil euros num Mercedes e faz-se estudante de Filosofia Política em Paris.
Preso à oculta realidade financeira que criara, mas já com o dinheiro numa conta em Portugal, em nome de Santos Silva, veio a justificar a vida de luxo que levava em Paris – onde alugou um apartamento, na zona mais cara – através do recurso a um empréstimo da CGD (de valor quase igual ao do carro topo de gama que comprara em leasing) e com a herança deixada à mãe, Maria Adelaide Pinto de Sousa.
Foi com este argumento da herança, aliás, que já justificara a aquisição do seu luxuoso apartamento no edifício Heron Castilho, na rua Braamcamp, em Lisboa, em 1995, dois meses antes de a mãe também se ter instalado num andar do mesmo edifício (o Heron Castilho) por um preço semelhante: 224 mil de euros. (Avaliados por muito mais)
Mas o valor do património que tocou a Maria Adelaide com a morte do pai (...) está longe de cobrir os gastos de Sócrates. 
Os investigadores suspeitam que a mãe de Sócrates tem sido um dos meios que este tem usado para branquear o dinheiro das ‘luvas’ que foi recebendo como governante.
Do património que recebeu de herança, Maria Adelaide vendeu alguns apartamentos em Queluz que, à risca, apenas lhe dariam para pagar a casa nova no Heron Castilho. Em 2011, sobrava-lhe um espólio de pouca monta em Setúbal, dois apartamentos no Cacém e um rés-do-chão num prédio modesto em Cascais, de onde se mudara quando optou pela vizinhança com o filho em Lisboa.
Com a nova vida de Sócrates, Maria Adelaide, que nada sabe sobre o tesouro escondido do filho, teve de se desfazer de tudo. Ainda em 2011, após a eleição que colocou no seu lugar Passos Coelho, Sócrates pediu à mãe que vendesse a Santos Silva (o tal que guardava os milhões de Sócrates) os dois apartamentos no Cacém – e esta, sem saber que o real comprador é o filho, fez negócio com o empresário da Covilhã por 175 mil euros, verba que este foi colocando em tranches nas contas do ex-primeiro-ministro.

24 novembro, 2014

Os vampiros milionários do SNS. O estado ao serviço dos negócios privados.




Neste video é deixado a nu como os favores, o poder promiscuo, e os interesses privados, destroem e desvirtuam o SNS. 
Grupo Sanfil em destaque, uma reportagem chocante que dava um filme, não deixe de ver e divulgar, Portugal precisa.

Fraudes e indícios de corrupção na Grande Reportagem da SIC sobre o Grupo Privado de Saúde Sanfil.
Este é o quarto maior grupo privado de Saúde em Portugal, sendo detido por cinco famílias da região de Coimbra: Amaral Dias, Mira, Fânzeres da Mota, Serpa Oliva e Cardoso. O seu administrador é Henrique Amaral Dias que acumula cargos de administrador em 27 empresas.
A facturação deste Grupo registou um grande crescimento a partir de 2007 com o programa SIGIC (Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia), programa que visa encaminhar doentes para cirurgia nos hospitais públicos para os privados por alegada incapacidade do SNS.
Este grupo que facturava 4 milhões em 2001, passou a facturar 44 milhões, em 2012??Video original.

Entre 2008 e 2012 a Sanfil, foi o mais procurado operador do SIGIC, tendo sido responsável por 17.000 operações, o equivalente a 13,5% de todas as operações realizadas ao abrigo deste programa. Como referência, o segundo operador com mais operações realizou menos 7.000 operações. Também é de assinalar que durante este período, o Grupo contava somente com 2 blocos operatórios e 30 camas.
Após a emissão desta reportagem, o Ministro da Saúde Paulo Macedo decidiu enviar o caso à IGAS para proceder a averiguações acerca da gestão do SIGIC e da separação entre o exercício da medicina pública e privada.

A reportagem focou os pontos que se seguem:
@ - Fraude com a ADSE
A Sanfil facturou indevidamente à ADSE medicamentos e equipamentos em colonoscopias e endoscopias, comparticipados em 80% pela ADSE e facturados aos doentes os restantes 20%.
Após averiguação dos medicamentos e equipamentos em causa com profissionais do sector, foi concluído que os medicamentos nunca poderiam ter sido utilizados nesse tipo de intervenções e que as pinças de cirurgia facturadas são equipamento reutilizável, logo não passível de facturação. Nas facturas existentes ainda se detectou que o mesmo equipamento aparece facturado com preços diferentes. Tudo isto para receber do estado, dinheiro que não se gastou. Há quanto tempo e quantas vezes fazem isto? Não se sabe, a reportagem apenas se focou num caso.
Confrontada com esta situação a Administração diz ter encontrado o responsável, alguém de confiança e com uma posição alta no Grupo, garante que lhe instaurou um processo disciplinar e que vai creditar o valor de 69.000€ aos lesados.(!!)
Independentemente do processo disciplinar esta situação é um crime evidente que deveria ser tratado pelo Ministério Público.
A restituição do dinheiro, que não se chega a compreender se é o total ou se é só a parte dos 20% referentes aos doentes, nem como o ADSE aceitará o dinheiro sem qualquer reacção, não iliba a Sanfil.

@@ - Funcionamento sem licença de um TAC
O Grupo manteve em funcionamento um equipamento de TAC sem a devida licença emitida pela Administração Regional de Saúde (ARS).
Confrontado com este facto a Sanfil justificou-se com um Decreto de 2009, que segundo a Sanfil esse decreto exigia apenas ser necessário comunicar a existência do aparelho. No entanto, os equipamentos previsto no referido Decreto não contemplam o TAC devido à radiação envolvida.
O serviço de TAC foi suspenso, após a investigação da SIC, sem qualquer justificação, estando o caso a ser investigado pela ARS desde Dezembro de 2013.

@@ - Aquisição do Centro Hospitalar São Francisco em Leiria barato e limpo
Em Dezembro de 2012 o Grupo adquiriu por 4,1M€ o Centro Hospitalar São Francisco no seguimento do processo de privatização do BPN, sem herdar qualquer das dívidas do Centro. 
Ao assumir a gestão o Grupo procedeu à demissão em bloco da equipa de enfermagem que foi substituída por pessoal com pouca experiência e recém licenciado, assim como de outros quadros médicos, situação já noticiada no Jornal de Leiria.

@@ - Concorrência desleal e investimentos em perigo?
A Idealmed e a Clínica Particular, candidataram-se ao programa SIGIC para colocarem ao serviço do SNS as suas instalações médica e assim dar mais liberdade de escolha aos doentes. O estado paga despesas fixas por cada tipo de cirurgia quando encaminham os doentes para hospitais privados. Mas como a entrada destas clínicas/hospitais traria concorrência à Sanfil até então inexistente, o processo arrasta-se há mais de um ano de forma inexplicável.
No entanto, aquando da reportagem estas empresas aguardavam resposta à 13 meses e 7 meses respectivamente.
Após a SIC ter contactado a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), estas empresas foram convidadas para uma reunião onde lhes foi comunicado que os processos seriam concluídos em breve. Contudo, ambos os processos teriam de ser submetidos ao visto prévio do Tribunal de Contas, que no caso da Idealmed só aconteceu 11 meses depois da entrada do processo.
O responsável do ARSC não quis ser entrevistado.

@@ - Os facilitadores? 
-- Rita Cristóvão foi contratada em 2013 como Directora de Operações da Sanfil.
Até então era quadro na Autoridade Central de Sistemas de Saúde (ACSS) com o pelouro do SIGIC.
Conflito de interesses com o principal fornecedor de cirurgias. O principal fornecedor de cirurgias ao Grupo Sanfil é o Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra. Por coincidência, várias pessoas com ligações estreitas ao Grupo ocupam posições relevantes no Hospital:
-- José Martins Nunes, antigo Secretário de Estado da Saúde do XII Governo Constitucional liderado por Cavaco Silva, Presidente do Conselho de Administração desde 2011 e director do serviço de anestesiologia e coordenador do bloco operatório central desde 2005. Em 2011 pertenceu ao grupo técnico criado pelo XIX Governo Constitucional, liderado por Passos Coelho, para a Reforma Hospitalar.
Foi durante vários anos colaborador da Sanfil, embora não seja encontrada qualquer referência a tal no seu Curriculum. É contudo possível encontrar uma ligação à Sanfil, neste link.
José Martins Nunes foi convidado de honra no jantar de Natal de 2012 sa Sanfil, semanas antes da Sanfil adquirir o Centro Hospitalar São Francisco.
-- João Manuel da Serpa Oliva, membro de uma das famílias, é deputado do CDS com mandato suspenso e foi até Outubro de 2008 chefe do serviço de ortopedia do Hospital.
-- Joaquim Mira, outro membro das famílias, foi oftalmologista no Hospital até se aposentar em 2012.
-- Alfredo Fânzeres da Mota, outro membro das famílias, é o director de urologia e transplante renal.
Mas segundo Henrique Amaral Dias, não passa tudo de uma coincidência... 
Isto traz-nos à memória o famoso caso dos colégios privados, que também padece de muitas... demasiadas coincidências...  

23 novembro, 2014

Colecção de vídeos e links sobre casos suspeitos de Sócrates.

A corrupção dos políticos é um crime hediondo e cobarde. Aqueles que são eleitos para representar o país e o povo, vendem-se e traem os que confiaram neles. Aceitam ser pagos/subornados para lesarem o país e o povo e beneficiarem aqueles que os subornam.
Mas o mais grave é que os corruptos aceitam 20 milhões de euros para lesarem o país e os contribuintes, em 70 mil milhões de euros. Para ganharem alguns milhões não se importam de devastar um país inteiro. Porque para eles nunca há nada a perder, os que perdem estão afastados destas negociatas. Tudo se passa entre corrupto e corruptor e nenhuma das partes tem nada a perder, apenas muito a ganhar. O povo esse nada sabe a muitas vezes ainda os defende. A justiça tem demonstrado que a corrupção em Portugal compensa. 

(clique no link para ir para o video)
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22 novembro, 2014

O Cavaco Silva desconhecido dos portugueses, em livro.




«Quanto mais sabemos sobre quem foi Cavaco Silva, menos sabemos quem realmente é´, afirma o autor Frederico Duarte Carvalho em «Cavaco Versus Cavaco», livro que estará à venda a partir de 19 de Julho, data simbólica na carreira política do atual Presidente da República, que ostenta no seu currículo três mandatos enquanto primeiro-ministro e outras duas vitórias em eleições presidenciais.
Foi a 19 de julho de 1987 que Cavaco Silva conquistou a sua primeira maioria absoluta e, 25 anos depois, Frederico Duarte Carvalho analisa «todas as polémicas e factos escondidos/esquecidos sobre o político mais influente da democracia portuguesa».
O autor investigou artigos, notícias, entrevistas e declarações públicas reveladoras das contradições e da personalidade de Cavaco Silva ao longo da sua carreira como político, que começou no dia em que se filiou no PPD, a 7 de julho de 1974. Uma data que a maioria dos portugueses desconhece e um facto omisso na autobiografia de Cavaco Silva. Talvez por se tratar de um domingo, dois dias antes de Sá Carneiro se demitir do I Governo Provisório em solidariedade com o então primeiro-ministro Adelino da Palma Carlos.
Para além das mais conhecidas e recentes polémicas, ficaremos ainda a conhecer factos que Cavaco Silva omitiu na sua autobiografia política, tais como:

• O escândalo das benesses do Banco de Portugal, pouco depois de ter sido eleito líder do PSD e que envolvia a oferta de uma viatura para serviço pessoal. Possivelmente, a mesma viatura na qual diz ter ido fazer a rodagem ao congresso da Figueira da Foz.
• O escândalo do tráfico de armas que ficou esquecido graças à moção de censura que lhe deu depois a primeira maioria absoluta em 1987.
• O «Tabu» e a polémica das obras em sua casa, em novembro de 1994, e a acusação de difamação colocada por um jornalista e que obrigou Cavaco a ir prestar declarações como arguido.
• «A traição a Fernando Nogueira e a armadilha a Santana Lopes».
• As ligações com o BPN antes de ser candidato a Presidente da República»
• As palavras de Pinto Balsemão quando Cavaco não aceitou continuar no governo após a morte de Sá Carneiro.

20 novembro, 2014

Blindados de 344 milhões que tu pagaste, "apodrecem" em armazém, um caso de polícia.




Há dezenas de Blindados a ganhar ferrugem e a apodrecer num armazém do Barreiro. Foram comprados em 2005. O povinho paga.

 A investigação da SIC teve acesso a documentos que indiciam ilegalidades nas contrapartidas. Em causa estão pelo menos 40 milhões de euros.
Uma fábrica com mais de 60 blindados a apodrecer, que já deveriam estar ao serviço das Forças Armadas, a corrupção e impunidade dá nisto.
A Fabrequipa está parada há quase um ano, com mais de 150 funcionários a receber subsídio de desemprego, por causa de um diferendo que opõe esta empresa a uma outra americana, a quem o Estado português comprou 260 carros de combate PANDUR. O dono da Fabrequipa, que reclama cerca de 100 milhões de euros em contrapartidas à Steyr-GD, diz que este é um verdadeiro caso de polícia, pior que o caso dos submarinos e afirma que o estado é um bando de malfeitores.
Recorde-se que os Estaleiros de Viana também foram uma vitima da corrupção das compras de armamento, mais especificamente os submarinos. Veja o video no final do artigo. 

Portas adjudicou 344 milhões depois de já ter sido demitido.  
O despacho com o nome do vencedor do concurso foi assinado depois de Jorge Sampaio demitir o Executivo. Negócio dos Pandur foi assinado por Governo de gestão.
A adjudicação da compra dos blindados Pandur à empresa austríaca STeyr, em 2004, aconteceu seis dias depois de Jorge Sampaio ter feito saber que ia dissolver o Parlamento. Portugal comprometia-se a gastar 344 milhões de euros na compra de 260 viaturas para o Exército e Marinha., segundo o Correio da Manhã. O contrato foi denunciado no final de 2012 pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco. DN
No caso dos Pandur, ‘as luvas’ são de 10 milhões e foram colocados em paraísos fiscais. Quanto aos submarinos, as comissões chegam aos 30 milhões e foram pagos à Escom.
O jornal i noticiou ontem que a família Espírito Santo também estaria envolvida na comissão pela compra dos submarinos mas desconhece-se se tiveram alguma participação nos blindados.
Os submarinos comprados ao German Submarine Consortium, em 2004, e os 260 Pandur adquiridos à empresa austríaca Steyr, em 2005, custaram cerca de 1,1 mil milhões de euros, sem juros. Os submarinos custaram 769 milhões de euros – a comprar mais cara de sempre – e os Pandur 344 milhões. SOL
De notar que por questões de segurança nacional, (dizem eles, os fazedores de leis que tão bem os servem), que as compras hiper-milionárias do ministério da defesa estão, por lei, isentas de concurso público? (Segredo militar?) Ficará assim mais claro porque razão se efectuam numerosas compras milionárias e inúteis, quase sempre envoltas em suspeitas de corrupção, neste mesmo sector?

Amigo de Portas ganha 50 milhões.

"3 junho 2013-  o dono da fábrica dos Pandur chega a acordo com firma que processou Estado Português. Fabrequipa recebe contrapartidas.
Francisco Pita, amigo de Paulo Portas e proprietário da fábrica onde eram montados os Pandur, ganhou 50 milhões de euros em dinheiro com o acordo obtido com a General Dynamics, empresa norte-americana que forneceu aquelas viaturas blindadas a Portugal, avança hoje o Correio da Manhã.
A cessação do contrato de fornecimento dos Pandur, que foi assinado quando Paulo Portas era ministro da Defesa, aconteceu seis anos após Francisco Pita ter adquirido a GOM - Gestão e Operações Matalomecânicas, empresa constituída por quadros da antiga Bombardier para ser a destinatária das contrapartidas da aquisição dos Pandur. Segundo o Correio da Manhã pela GOM, o proprietário da Fabriequipa, que era então uma fábrica de semirreboques, terá pago cerca de três milhões de euros em 2006. fonte

Empresa que forneceu 'Pandur' é suspeita de corromper políticos, será por isso que em Portugal tudo correu mal para os contribuintes e pouco se fez por eles?
República Checa tem indícios de que a austríaca Steyr corrompeu políticos. 
'Pandur' chegaram a Portugal no meio de polémica.
A polícia anticorrupção da República Checa está a investigar a empresa austríaca Steyr, que em 2004 vendeu 260 viaturas blindadas Pandur de oito rodas a Portugal, por suspeitas de subornar políticos locais (de dois partidos) envolvidos na compra do mesmo material.
O caso aparenta ser em tudo semelhante ao que ocupa as autoridades alemãs, na polémica sobre a venda de submarinos a Portugal. Segundo o jornal Prague Post, a investigação - a que se juntaram, a pedido do primeiro-ministro, os serviços de informações de segurança - "vai centrar-se em duas questões principais: o alegado suborno de políticos e as razões militares para pagar três vezes mais pelas Pandur do que Portugal".
O jornal adianta que Portugal investiu cerca de 1,4 milhões de euros por cada viatura (em média), ao passo que a República Checa adquiriu 107 por quase 5,3 milhões de euros cada. 
Segundo Lisboa, a razão para a diferença de custos resultou do facto de Portugal ser o primeiro País a comprar um modelo novo de oito rodas. Praga avança outro argumento, segundo o Prague Post: a "inclusão de tecnologia que os portugueses não pediram para as suas viaturas."
Uma fonte lusa precisou que os checos compraram dezenas de viaturas de uma versão "muito mais cara" (torre equipada com canhão, lança-mísseis, lança-granadas e metralhadora, etc).
Portugal, através do então ministro da Defesa, Paulo Portas, comprou 260 viaturas blindadas de rodas (VBR) Pandur 8x8, num processo também envolto em polémica pelo resultado e pelo número. 

Escolha do modelo que chumbou nos testes?
Por um lado, a comissão técnica do concurso tinha recomendado o já comercializado modelo Piranha - da empresa suíça Mowag - e a exclusão da Pandur. Entre outras razões, porque a primeira passou nos testes operacionais e a segunda (viatura nova) chumbou.
Mas a comissão classificou a proposta da Steyr em primeiro lugar porque (num negócio de 364 milhões) era inferior em cerca de 12 milhões de euros à da Mowag. Acresce que o fabricante austríaco aceitava o fabrico das viaturas em Portugal - o que permitia salvar, segundo Portas, a Bombardier e os respectivos postos de trabalho.

Outro aspecto curioso nesse concurso foi o número. 
Segundo a Lei de Programação Militar (LPM) aprovada em Novembro de 2001, o programa das VBR para o Exército previa só 60 viaturas: 10 de reconhecimento e 50 para combate de infantaria. Mas a revisão da lei que se seguiu, já com Portas como ministro, levou à transformação do programa. Na LPM de Maio de 2003 estava inscrita a "aquisição de cerca de 300 viaturas" de emprego imediato nas operações de apoio à paz em que Portugal participa" (o que até hoje não aconteceu).
Mais, quando Portugal já começara a reduzir o número de militares no estrangeiro, as "Grandes Opções de Política para 2004" citam o "exemplo do lançamento do concurso para o fornecimento de 322 viaturas blindadas de rodas". No fim desse ano, acabaram por ser compradas apenas 260, com opção de compra por mais 33 com canhão de 105 mm. Cinco anos depois, as entregas estão muito atrasadas e os defeitos de fabrico por corrigir. DN

Portas perdoou 189 M€ de contrapartidas na compra dos Pandur.
A empresa que forneceu as viaturas blindadas Pandur para o Exército e Marinha apresentou, em Novembro de 2004, uma proposta em que oferecia 705 milhões de euros de contrapartidas, mas o contrato assinado estabeleceu um valor de incentivos à economia de apenas 516 M€, ou seja, menos 189 milhões do que a oferta inicial, escreve o Diário de Notícias (DN).
Os 705 milhões de euros de compensações foram corrigidos para 687 milhões e, posteriormente, no contrato de compartidas assinado por Paulo Portas, então ministro da Defesa do Executivo liderado por Pedro Santana Lopes, o valor voltou a baixar, desta feita para 516 milhões.
De acordo com o jornal, quer a Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC) quer Paulo Portas recusaram esclarecer a questão.
O DN refere um estudo de um professor do ISCTE no qual são levantadas dúvidas sobre os critérios que a CPC utilizou e que foram homologados pelo ministro. DiárioDigital

18 novembro, 2014

Os vídeos que expõem a exploração e abusos da EDP, apoiados pelos governos PS e PSD.



O ambientalista Joanaz de Melo diz que as novas barragens são inúteis e que a construção deve ser suspensa.
O dirigente da GEOTA, defendeu que o Plano Nacional de Barragens é a terceira maior PPP do país. Já Medina Carreira diz que o sector de produção de energia devia ser nacionalizado.
«Todo o Plano Nacional de Barragens e a barragem do Tua é totalmente inútil e deve ser parado», disse, considerando que «as novas barragens têm um custo elevadíssimo e produzem muito pouco».
Por fim, Joanaz de Melo considerou que «os nossos governantes têm todos um medo terrível da EDP».
Ouçam bem a anedota ao MINUTO 2.30 ... engenheiro a mentir ao país?? AINDA BEM QUE O SÓCRATES É ENGENHEIRO (SERÁ?) PORQUE ASSIM O POVINHO ACREDITA NELE 
"COM ESTAS BARRAGENS VAMOS DIMINUIR A NOSSA DEPENDÊNCIA DO PETRÓLEO E A IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO"... DIZ O SRº ENGENHEIRO, PARA JUSTIFICAR A SUA DECISÃO DE AVANÇAR COM AS 9 BARRAGENS INÚTEIS. 
NO ENTANTO O PROFESSOR DO I.S.T, DESARMA A TEORIA DO SR ENGENHEIRO SÓCRATES, POIS GARANTE QUE JÁ HÁ MUITOS ANOS QUE NÃO SE UTILIZA PETRÓLEO PARA PRODUZIR ELECTRICIDADE!!!! 
VEJAM OS VIDEOS QUE SE SEGUEM E PASMEM... SEREMOS SEMPRE OS OTÁRIOS?

16 novembro, 2014

Gastamos milhões de impostos a travar o avanço do mar, privados lucram milhões, por o deixar avançar





O efeito dos obstáculos à circulação de areias ao longo da costa é bem conhecido.
Alguém lucra com a areia que faz falta nas praias. Onde é que ela anda? Fica presa nas barragens inúteis para o país mas úteis para a os lucros dos privados. 
As causas são também as barragens e a exploração de inertes nos rios. 
Dados dos anos 90 do século XX indicam reduções no transporte de sólidos para o litoral após a construção de barragens que chegam aos 80% no Douro, 82% no Tejo e 84% no Minho. Dragagens para manter a segurança e a operacionalidade na barras e portos, com a venda das areias ou a descarga no alto mar também contribuíram para diminuir as afluências sedimentares ao litoral. Prolongadas explorações de areias de praia adelgaçaram-nas e diminuíram ainda mais o transporte de sedimentos pela deriva marítima.
Por outro lado, a construção de edifícios e infra-estruturas sobre praias, em plena duna ou cordão dunar agravou o problema e tornou muitas vezes irreversível o recuo da linha de costa, ao destruir essas defesas naturais, que deixaram de reter as areias empurradas pelo vento e pelas marés.
Decisores políticos e técnicos discutem o que fazer: continuar a construir e a manter regularmente obras de engenharia pesada de elevados custos, ou proceder à realimentação artificial de praias e dunas. A primeira parece ser indispensável para proteger grandes aglomerados consolidados; a segunda está a dar resultados em troços não urbanizados, mas também como complemento à engenharia. JN
Antes das barragens entravam 1,8 milhões de metros cúbicos de areia no mar, agora entram apenas 250 mil metros cúbicos, agora imaginem quando se construírem as 12 barragens!!! que estes gananciosos querem construir para dar dinheiro aos amigos.

BARRAGENS - 16 mil milhões para produzir zero energia?? (Video)

14 novembro, 2014

59.590 portugueses, vitimas de penhoras do fisco em processos de venda de imóveis, só este ano.

São centenas de milhares os casos como este ou semelhantes a este. Pessoas perseguidas pelo fisco por razões pouca justas, relacionadas com a falta de informação e ausência de uma justiça acessível a todos, por igual.
Enquanto centenas de milionários PORTUGUESES bem informados, fogem ao fisco e enganam as finanças em milhões, com a ajuda de exércitos poderosos de advogados de renome... o zé povinho é empurrado para a miséria, sem dó nem piedade e sem oportunidade de se defender, por uns tostões. Muitas vezes encurralados pelos serviços públicos e pelas finanças em vez de ajudados.
A mera falta de informação é muitas vezes a culpada porque não permite que as pessoas tenham noção de que as coisas chegaram a este ponto.
Uma viúva com 3 filhos e 2 netas arriscava ficar sem a sua humilde casinha porque durante 5 anos acumulou juros de um imposto gerado apenas porque se esqueceu de cumprir uma das diversas partes da burocracia.
Se ela tivesse roubado 43 mil milhões ao fisco como fazem os corruptos, nada lhe aconteceria... mas assim é imperdoável, roubar trocos e "sem ser por mal" ou roubar sem ter exércitos de advogados a ajudar, é crime... roubar milhões "por mal" e com ajuda de exércitos de advogados, é apenas mais um dos "negócios" sujos que minam o país e são apoiados por quem decide o futuro deste país. Estes até podem ter 10 mansões que o fisco nem uma lhes leiloa... Assim é que é. A democracia e a justiça dominada pelo capital.

12 novembro, 2014

A punção fiscal e o destino do saque. A ilegitimidade dos governos.


O Estado é o beneficiário de uma relação única.
As pessoas são coagidas a entregar-lhe parte substancial do seu rendimento sem qualquer explicação credível ou especificação que denote a sua futura utilização; nem as pessoas têm qualquer intervenção sobre o seu destino concreto. 
O autoritarismo estatal verifica-se na recolha do imposto e na sua aplicação prática; não há uma relação bilateral, de direitos e deveres, apenas a perpetração de um saque.

As pessoas são consideradas tecnicamente como “obrigados fiscais” designação que expressa essa profunda desigualdade entre as pessoas e o Estado, dito representante de “todos nós”. Por isso, quem precisar de uma escola nas imediações, ao pagar os seus impostos, provavelmente terá o seu contributo “investido” num tanque de guerra, num pagamento de consultadoria, num banco em dificuldades ou em juros de dívida; e não terá qualquer via para contestar um gasto considerado inútil, excessivo ou um investimento não efetuado, mesmo se inscrito no orçamento.

A classe política sabe-se com poder para usar o dinheiro dos impostos como quiser. 
Sabe que pode gastar mais do que o que lhe foi entregue, contrair empréstimos, proceder a contratos ruinosos ou conceder benefícios fiscais, atribuir rendas e privilégios (incluindo aos seus próprios membros), sem qualquer mandato para além das votações genéricas do orçamento, efetuadas em sessões parlamentares teatralizadas entre membros da classe política. O espetáculo transforma-se em farsa quando se sabe que o orçamento é previamente aprovado (sem recurso) pela Comissão Europeia, enquanto a dívida pública ultrapassar os 60% do PIB, situação que, de modo otimista se sabe irá ter uma vigência de dezenas de anos.
Podem ainda referir-se as promessas feitas em campanha eleitoral que todos sabem (votantes e mandarins) ser uma encenação, cujo conteúdo todos irão esquecer ou, se necessário, revogado por algum estudo elaborado à medida ou outro subterfúgio, para justificar o não cumprimento do prometido.

10 novembro, 2014

O partido-estado é um meta-partido, uma espécie de guardião deste regime


Os políticos destroem os impostos dos portugueses para ganhar votos, e os portugueses apoiam e premeiam. 



NESTE VIDEO, Medina Carreira explica como o estado tem vivido acima das nossas possibilidades.
Ou seja os políticos portugueses, verdadeiros gestores criminosos, conseguem gastar sempre mais do que aquilo que pagamos de impostos, mais do que o que existe para se gastar.
Nunca se equilibra a balança. A receita é sempre inferior à despesa e o endividamento é imparável, até se tornar incontornável e insuportável.
Os políticos prometem benefícios aos cidadãos, benefícios esses pagos por todos nós, com o objectivo único de ganharem eleições. Mas o mais grave é que esses benefícios são muitas vezes insustentáveis e corroem a sustentabilidade e o futuro do estado social.
Os políticos são irresponsáveis, não possuem uma visão a longo prazo, ganham eleições esbanjando os impostos dos portugueses. Prometendo aquilo que já ninguém consegue pagar.
Os políticos sabem que existem cerca de 6 milhões de pessoas em Portugal que, de uma forma ou de outra, recebem rendimentos do estado e para poderem ganhar eleições, basta-lhes prometer subsídios, benesses e aumentos a esses 6 milhões e já sabem que ganham eleições.
Tem sido assim que se gere o Orçamento do estado, em Portugal. O dinheiro dos impostos é para esbanjar sem qualquer seriedade ou responsabilidade.
Este é mais um dos embustes de que os incompetentes políticos usam e abusam e que contribuiu para levar Portugal à falência, aumentando a despesa até níveis insustentáveis.
Para eles apenas importa o presente e ganhar o poleiro a todo o custo.
Para eles também não importa que um dia as pessoas a quem deram subsídios, benesses e aumentos sejam os que vão sofrer mais com os cortes. Que como podem perceber é o que está a acontecer. Os reformados, os desempregados, os subsidiados, os carenciados, de repente assistem aterrorizados e impotentes a cortes injustos, porque os demagogos políticos, em quem votaram por prometerem o paraíso, faliram o estado social.
E claro os próprios trabalhadores perdem empregos e os que não perdem, pagam cada vez mais impostos...
É ISTO QUE MEDINA CRITICA, ESTES GOVERNOS QUE DESPREZAM AS CONSEQUÊNCIAS DO MAL QUE FAZEM E DESPREZAM AS PESSOAS QUE VITIMAM.

SOMOS UM DOS PAÍSES DA UE QUE MAIS GASTA EM PENSÕES MAS TAMBÉM SOMOS DOS QUE TÊM O MAIS ELEVADO RISCO DE POBREZA ENTRE OS IDOSOS.
AFINAL O DINHEIRO VAI PARA QUEM?
Ao que parece e segundo um relatório do FMI, Repensar o Estado - Opções Seleccionadas de Reforma de Despesa), as ajudas e apoios sociais distribuídos na fúria cega e irresponsável das campanhas, nem sequer chegam a quem mais precisam ou melhoram a vida dos mais carenciados.  
Por exemplo, uma das criticas do FMI, entre as muitas contidas no relatório:
"44. Contudo, o sistema português de pensões de reforma não representa uma protecção adequada face à pobreza na terceira idade, permanecendo fora dos parâmetros de equidade. Enquanto que Portugal tem, no contexto da UE, um dos mais elevados ratios de despesa com pensões, tem também um elevado valor de risco de pobreza entre os mais velhos (partindo do indicador relativo aos indivíduos com 65 e mais anos cujos rendimentos se situam abaixo dos 60% da média do rendimento das famílias)... "
56. Há espaço para melhorar o modelo de muitos benefícios, e as reformas devem visar principalmente o reforço da protecção social com base no custo-eficácia. Por exemplo, benefícios de
assistência social, que não estão ligados a contribuições para a segurança social, não vão apenas para aqueles com baixo rendimento: de facto, os dados disponíveis mostram que 56,4 por cento foi gasto com pessoas que não os 20 por cento mais pobres da população em 2009 (Tabela 5.1). Em particular, subsídios à habitação e abonos de família / criança, embora atribuídos em função do rendimento, poderiam ser melhor direccionados."

O partido-estado
O partido-estado é um partido transversal, é um transpartido que acolhe cerca de 6 milhões de portugueses que, directa ou indirectamente, dependem das suas remunerações, benefícios, prestações e contratos.
O partido-estado pode ser definido como uma constelação de interesses e poderes que vivem e sobrevivem acoplados aos diversos aparelhos do poder do Estado e que, para o efeito, construíram uma rede de interdependências de tal ordem que estão, para o melhor e o pior, prisioneiros desse mesmo Estado dos interesses.

Num outro registo, podemos definir o partido-estado, em sentido amplo, como o conjunto de agentes prestadores e beneficiários, directos e indirectos, permanentes e circunstanciais, que vivem dentro e à volta do Estado e que, por via do orçamento e através dele, estruturam uma rede arterial e capilar de tal modo densa e fina que vivem permanentemente o “dilema do prisioneiro”.
Numa terceira aceção, podemos definir o partido-estado como um campo de forças que providencia expectativas positivas, de estabilidade, previsibilidade, permanência e segurança, que suscita e estimula a nossa adesão, de tal modo que legitimam e justificam a existência de um meta-partido para lá das divisões político-ideológicas dos partidos do sistema em vigor. O partido-estado é, pois, um meta-partido, uma espécie de guardião do regime e de todos os direitos adquiridos, sempre ausente mas sempre omnipresente, o partido-constituição por natureza.

08 novembro, 2014

No feudalismo os vassalos têm os deveres e os senhores têm os direitos. Portugal é um feudo?

politicos corruptos clara ferreira alves"POR FAVOR NÃO DÊ MILHO AOS POMBOS

Não se espera que os chefes de clã das dinastias desapareçam de um dia para o outro. Mas temos, definitivamente, de deixar de dar milho aos pombos.
O feudalismo é um sistema de senhorio e vassalagem, em que os vassalos têm os deveres e os senhores têm os direitos. Grosso modo. Pensava que o sistema tinha sido abolido e na era do capitalismo democrático liberal éramos todos mais ou menos constitucionalmente iguais. Sendo uns mais iguais do que outros.

06 novembro, 2014

PORTUGAL PODERÁ SER UMA NOVA ILHA FERROVIÁRIA. ESTAMOS QUASE A PERDER O COMBOIO.

Um país comandado por incompetentes gananciosos, sucessivos governos sem vergonha e sem responsabilidade, que não se preocuparam em desenvolver o país e as infraestruturas necessárias para fomentar a competitividade do país, ao facilitar a vida aos que impulsionam e economia.
Governos que nunca se preocuparam em desenvolver o país lado a lado com os parceiros europeus para permitir aos empresários portugueses, uma luta mais igual.
Um país cada vez mais isolado e menos desenvolvido.
A preocupação dos políticos portugueses visa apenas ganhar eleições e perceberam que dá menos trabalho apoiar e fomentar o parasitismo do que desenvolver o país. Dar esmolas aos pobres em vez de apoiar a economia promovendo a autonomia e sustentabilidade dos que investem e lutam por sobreviver sem parasitismo.
Dá menos trabalho dar um peixe aos pobres do que ensina-los a pescar, mesmo sabendo que o peixe ia acabar, e acabou.

04 novembro, 2014

"Economia de Portugal, entre 2000/12, perdeu mais que os EUA na Grande Depressão e o Japão na Década Perdida

lennon citações beatles
História de Portugal e desta crise 
A «perspetiva histórica» que tanto surpreendeu é a única maneira de perceber seja o que for. Quem se predispõe a ler a História de Portugal com olhos de ler, tem de dar dois estalos na própria cara para confirmar que está bem acordado e não num pesadelo.

Parece pesadelo, por exemplo, ver a procuradora Cândida Almeida a ir para o Supremo Tribunal quando a História inclui factos como estes: foi responsável por dossiers como Freeport e Submarinos e teve-os em mãos durante anos sem que nada acontecesse.
Portugal teve um primeiro-ministro (José Sócrates) que tresanda a corrupção por todos os lados e nem sequer foi arguido. Primeiro-ministro esse que em 2004, na oposição ao governo de Santana Lopes, conseguiu que o seu partido chumbasse a lei anti corrupção. Isto no dia em que Santana Lopes (que também é dado aos abusos de poder) o apelidou de «reencarnador do guterrismo já vestido de um novo-riquismo sofisticado», e o acusou de estar vendido aos interesses económicos. Altura esta mesma em que o Presidente da República Jorge Sampaio (camarada de Sócrates no partido socialista) dissolve o governo de Santana, e Sócrates é eleito primeiro-ministro em 2005.
Cândida Almeida a tal que garante que não há corrupção em Portugal.

Em 2006 Sócrates manda João Cravinho preparar um pacote anti corrupção. Cravinho prepara, mas eis que o Parlamento o chumba, da esquerda à direita. «Foi dos maiores choques da minha vida (…) apesar de algumas dificuldades que antevia, não contava com uma atitude de absoluta incompreensão para a natureza real do fenómeno da corrupção» (Cravinho à Visão em 2007). Entretanto lá se aprova qualquer coisita mas eis que em 2008, Cravinho dá de caras com a "sua" própria lei e… Nas suas costas alguém mexeu certas "vírgulas".

02 novembro, 2014

Submarinos atingem o PS. A corrupção e a impunidade é uma festa multipartidária?


Neste video são revelados nomes do PS, que se têm mantido longe das investigações, mas que estiveram envolvidos em compras militares, milionárias e suspeitas.


DOSSIER DOS SUBMARINOS DESACONSELHADO 
O ex-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, o tal que levou sumiço do governo porque tentou defender o interesse nacional contra a EDP e os corruptos, denunciou a farsa das contrapartidas negociadas pelos vários governos em nome do Estado português na compra de equipamento militar, afirmando que eram "imaginárias", devido ao seu grau de incumprimento generalizado. Ou seja ninguém cumpria o que prometia e assinava.
E que os preços que Portugal pagava pelo material era até insuflado com a desculpa que seria recompensado pelas contrapartidas que afinal nunca são cumpridas. Por exemplo Portugal pagou vários milhões a mais pelos submarinos, porque os alemães se comprometeram a investir milhões em Portugal. Mas quase nada foi cumprido. No fundo as "contrapartidas" que mais importaram foram as luvas, a partir daí e assegurado o interesse privado e corrupto, mais ninguém se preocupa com o interesse nacional. E claro os alemães gastaram 30 milhões em luvas, e agora ainda querem que cumpram as contrapartidas?? Estejam mas é caladinhos, senão eles ainda contam a quem deram as luvas.
Foi ainda durante o inquérito parlamentar aconselhado a "não mexer no dossiê" por se tratar de um assunto com um grande "passivo reputacional".
"O responsável pelas pastas da Economia e do Emprego entre junho de 2011 e julho de 2013 disse ter sido confrontado com uma "baixíssimo grau de execução" das contrapartidas, mas que não hesitou em "pôr mãos à obra".
"Recusei todas as opiniões que me diziam para não falar nem mexer neste dossiê, de pessoas ligadas ao meu gabinete, de amigos, diziam que este assunto tem grande passivo reputacional devido a ser uma questão polémica há muito tempo", reconheceu.
"O objetivo era aproveitar e tentar trazer benefícios para a economia portuguesa. Não tive problema algum em mexer porque nada tinha a temer", continuou, exemplificando com o projeto de remodelação de um empreendimento turístico no Algarve, o Alfamar, acordado com um dos parceiros do consórcio alemão com o qual o Estado português contratou o fornecimento de dois submarinos U-291." JN

"Dias antes de ser afastado do Ministério da Economia, Álvaro Santos Pereira, terá anulado o contrato assinado por Paulo Portas para a compra dos torpedos dos submarinos. O atual vice-primeiro-ministro assinou o contrato que custou ao país mais de 42 milhões de euros quando tinha a tutela da Defesa, 12 dias depois das eleições legislativas de 2005, numa altura e que o Governo já era de gestão."ARTIGO COMPLETO: