14 setembro, 2011

Os "crimes" que os políticos cometem nunca serão crimes enquanto a lei o permitir.

corrupção impune
Qualquer pessoa que faça uma análise mesmo que superficial pelo percurso profissional - politico - académico - profissional ( por esta ordem) destes senhores " DONOS DE PORTUGAL" vai concordar com as palavras que Armado Vara dirigiu hoje ao juiz, classificando de "absurda" a acusação de tráfico de influências.
A segurança com que ele o afirma não se prenderá tanto com a sua inocência, mas com a certeza que as provas de tal crime são muito difíceis de processar - desde quando é crime, os políticos, após passagem pelo poder politico usufruírem da influência adquirida, em todos os sectores vitais na economia?
Se fosse possível punir ou julgar, ou mesmo vergar esta Vara, muita coisa teria que mudar em Portugal, muitos teriam que se vergar.

Coragem teria que ter um juiz, que um dia julgasse os administradores públicos por perdas de milhões, coragem era sim punir todos que usam o voto do povo para se tornarem posteriormente donos de Portugal embrenhados em jogos de poder, tráficos de influências, manipulações de interesses, favores ... ou seja usando o país em beneficio da classe politica e contra os interesses do povo.
Isso sim é crime...
O que lhe dará tanta segurança para se dirigir assim ao juiz? O que estará aqui em causa? Será a eficiência e isenção da justiça ou a inocência destes senhores?

"Armando Vara , arguido no processo Face Oculta, disse hoje que o juiz Carlos Alexandre precisa de ser corajoso para não o levar a julgamento...Considerando "absurda" a acusação de três crimes de tráfico de influências, o antigo administrador do Millenium/BCP considerou que o processo Face Oculta "morre mediaticamente" caso ele não seja pronunciado" ..Fonte

Os dados que se seguem, outrora disponíveis na Internet, foram "alterados" , faziam parte do perfil de Sócrates em vários mass media e na Wikipédia.
A Sovenco, criada em 1990, era uma Sociedade de Venda de Combustíveis. A sua constituição era; Armando Vara, Fátima Felgueiras, José Sócrates, Virgílio de Sousa.
-Armando Vara – condenado a 4 anos de prisão (pena suspensa); no entanto José Sócrates nomeia-o ADMINISTRADOR DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS, com 20.000,00 euros por mês, mais extras.
-Fátima Felgueiras – andou foragida da Justiça no Brasil dois anos;
-Virgílio de Sousa – condenado a prisão por um processo de corrupção no Centro de Exames de Condução de Tábua.
- Sócrates- ... Por apurar 

Em baixo um percurso exemplar deste senhor que em nada dá mostras de ser receptor e emissor de influências.
Deixemos as coincidências mais uma vez falar por si...
Enredo interessante, veja-se..
Secretário de Estado da Administração Interna (1995-97)
Secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna.de 1997 a 99
Ministro adjunto do primeiro-ministro (1999-2000)
Fundou a Fundação para a Prevenção e Segurança, em 1999 que foi acusada de irregularidades, com fundos estatais.
2000 tomou posse como ministro da Juventude e Desporto
Licenciatura na Universidade Independente (2005) A mesma de Sócrates e outros políticos.
2005-2007 - conselho de administração da CGD (administrador não executivo)
2005-2007 - Conselho de Administração da PT (não-executivo)

CITAÇÕES QUE ATESTAM E COMPLEMENTAM O ACIMA ESCRITO.
"Próximo de Jaime Gama, já vereador na Câmara da Amadora, Vara aproximar-se-ia de Guterres, enquanto, em 1990, fundava uma empresa com o amigo José Sócrates, destinada à venda de combustíveis. Ao integrar o “governo-sombra” do PS nas áreas das Obras Públicas e Transportes, fácil era vaticinar-lhe promissor devir.
Com o triunfo de Guterres, Armando Vara seria secretário de Estado da Administração Interna (1995-97) e, de 1997 a 99, secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna.
ministro adjunto do primeiro-ministro (1999-2000), com os pelouros da juventude, toxicodependência e comunicação social.
Ainda em 2000 tomou posse como ministro da Juventude e Desporto. Alegria efémera, porquanto, não tinha terminado o ano, teve de se demitir devido a alegadas irregularidades cometidas pela Fundação para a Prevenção e Segurança, que fundara em 1999. Rude tempo.
Dada a falta de provas, em 2005 a Procuradoria-Geral da República arquivou o processo, afirmando que Vara não tinha violado a lei.
Há até quem relacione o episódio visando chamuscar Vara com Fernando Gomes, actual administrador da Galp Energia. Incólume a tal enredo político-partidário ficou o amigo e ex-ministro do Ambiente, José Sócrates.
Então, em 2005, por determinação do ministro Teixeira dos Santos, Armando Vara regressa à banca. À CGD." fonte

Video de Armando Vara a ser confrontado por um cidadão.

Veja-se o que já dizia o JN em 23.01.2005
(…) Sócrates entrou com o amigo Vara numa empresa de distribuição de combustíveis. Em 1990 os dois deputados do PS tornaram-se sócios da Sovenco – Sociedade de Venda de Combustíveis, com outros três parceiros, um dos quais, Virgílio de Sousa, condenado a prisão por um processo de corrupção no centro de exames de condução de Tábua. Sócrates, quando a revista Focus desenterrou esse episódio, o socialista jurou que estava a ouvir falar dessa empresa “pela primeira vez”. Só após algum esforço de memória se lembrou que tinha sido sócio. (…)

No Público...
"Mas Armando Vara tem marcas que não são fáceis de apagar: ascendeu a banqueiro, com o “rótulo” de emissário político; (...) em 2001, na qualidade de secretário de Estado, ter sido apanhado na polémica à volta da Fundação para a Prevenção e Segurança. Uma instituição privada que criou, com recurso a fundos estatais doados quando estava no Governo de Guterres.
O curriculum académico com a licenciatura em 2005 em Relações Internacionais na Universidade Independente, a mesma onde Sócrates se diplomou. Preparava-se para assumir novos desafios.
Em 2005 José Sócrates ganha as legislativas. Tem 51 anos, quando é nomeado administrador da CGD. Vara toma posse no meio de grande controvérsia: um Job para um boy?
É certo que a alta finança é um espaço de encontro entre a política e os grandes interesses económicos, porque os negócios necessitam das autorizações governamentais.
É neste contexto que em 2008 chegou à vice-presidência do BCP, por convite do socialista Santos Ferreira. A transição da CGD para o BCP deixa rasto, quando se apura terem sido dados créditos em larga escala a accionistas do BCP, para que estes entrassem na disputa pelo controlo do banco. Em troca, a CGD recebeu acções cotadas. Com a crise, o banco assumiu menos-valias de centenas de milhões de euros, o que levou o Estado a aumentar o capital. Hoje mesmo as vozes hostis do sector reconhecem a Vara que gosta de resolver os problemas, é despachado e que ganhou o respeito do sector, mesmo reconhecendo a influência do PS." fonte

No expresso...
"Em 2005, quando um amigo de Vara chegou a primeiro-ministro, Vara foi colocado na administração da CGD. Como dizia João Duque, Vara tinha (e tem) uma qualidade imprescindível no negócio bancário: "tem o n.º de telefone do sr. eng.º José Sócrates memorizado no seu telemóvel e quando lhe telefona ele atende-o"
O percurso de Vara revela que os dois partidos do poder (o PSD também tem 'Armandos Vara') podem fazer tudo o que quiserem dentro do sistema político e económico. O problema não é Armando Vara per se, mas sim todo o regime. A III República está montada de forma a legitimar a promiscuidade entre a política e os negócios." fonte



4 comentários :

  1. O Poder corrompe!
    Sobretudo porque quem comete crimes no Poder não tem lei para o castigar.
    Enquanto assim for, NUNCA há-de melhorar.
    Temos de exigir que a legislação do norte da Europa para crimes políticos seja aplicada - sem reticências - ao nosso quadro legal.

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    1. O problema é que os políticos não aceitam, e eles mandam.

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    2. TEMOS OS POLITICOS QUE MERECEMOS SOMOS NÓS QUE OS MOLDAMOS
      UM POVO QUE NÃO VOTA NEM SABE USAR O VOTO JAMAIS SERÁ REPRESENTADO, TEMIDO OU SEQUER RESPEITADO E JAMAIS SABOREARÁ AS VANTAGENS DA DEMOCRACIA...
      Em Portugal vence sempre a abstenção e a ignorância e os corruptos.
      O povo não sabe que o voto não serve apenas para votar a favor dos que mais se apoiam, serve também para votar contra os que mais roubam e mentem.
      O critério decisivo da democracia é a possibilidade de votar contra os partidos que há 40 anos destroem o país
      Karl Popper, sobre democracia, responsabilidade e liberdade.
      (…)
      Inicialmente, em Atenas, a democracia foi uma tentativa de não deixar chegar ao poder déspotas, ditadores, tiranos. Esse aspecto é essencial. Não se tratava, pois, de poder popular, mas de controlo popular. O critério decisivo da democracia é – e já era assim em Atenas – a possibilidade de votar contra pessoas, e não a possibilidade de votar a favor de pessoas.
      Foi o que se fez em Atenas com o ostracismo. (…)
      Desde o início que o problema da democracia foi o de encontrar uma via que não permitisse a
      ninguém tornar-se demasiado poderoso. E esse continua a ser o problema da democracia. (…)

      ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2015/09/o-criterio-decisivo-da-democracia-e.html#ixzz3qcV7Aoi8

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  2. Depois de ler vários comentários, proponho formação de novo partido que mesmo sendo maioritário, nunca governaria mas fiscalizava o 2º partido mais votado que seria governo e teria de respeitar o anunciado no programa eleitoral.

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