24 setembro, 2013

Governo coloca Portugal ao serviço dos agiotas.


Neste video, Paulo Morais garante que estamos a ser escravizados, e não resgatados.


"Servos da dívida
O desígnio maior das políticas do governo é o pagamento de juros.
Os governantes reduzem assim cidadãos e empresas à condição de escravos ao serviço de agiotas.
A intervenção externa, a que estamos condenados desde 2011, já teve por primeiro objetivo garantir que o estado português disporia de recursos para pagar os juros usurários a que se tinha comprometido ao longo dos anos, em particular nos últimos meses da era Sócrates.
Os sucessivos empréstimos da troika não vieram resgatar o estado português, mas sim os bancos a quem este devia dinheiro.
Com o resgate da banca veio o sequestro do estado português. A maior das despesas públicas é agora o pagamento de serviço da dívida, que orça em cerca de oito mil milhões de euros anuais. Mais do que à educação, à saúde ou à segurança social, os impostos dos portugueses destinam-se ao pagamento de dívidas mal contratualizadas ao longo dos anos.
Gastar mais em juros do que em qualquer área social é irracional. Seria o equivalente, em termos de economia doméstica, a uma família despender mais em perfumes do que em alimentação.
Para sustentar um orçamento monstruoso e enviesado, o governo endurece a carga fiscal, agrava o IVA na restauração, aumenta o IRS a quem ganha mil euros, baixa as pensões e as reformas. A quebra do poder de compra reflete-se na diminuição do consumo e consequente redução da riqueza do país. Fecham empresas, aumenta o desemprego. O modelo de gestão das finanças públicas destrói a economia.
Cidadãos e empresas ficam assim sujeitos ao empobrecimento e reduzidos à condição de servidores do orçamento de estado.
Até as verbas da segurança social são, de forma perversa, desviadas para títulos de dívida pública. Ao obrigar os pensionistas à condição de credores do estado, o governo inviabiliza qualquer renegociação de dívida. Pois doravante a redução de juros ou o alargamento da maturidade dos empréstimos virá prejudicar fortemente as reformas e pensões.
Voltamos ao sistema feudal. Assim como na Idade Média rural os portugueses eram servos da gleba, hoje, em época de predomínio financeiro, estamos condenados à condição de meros servos da dívida." Paulo Morais

Apenas um escravo suporta tanto abuso; 
"Os portugueses vão precisar de trabalhar este ano mais de cinco meses, até ao dia 4 de Junho, apenas para pagar impostos e só daí em diante o salário se torna verdadeiro rendimento líquido, segundo um estudo." fonte

Só um escravo suporta no silêncio, sustentar larápios e empobrecer por eles. Neste video perceba a verdade sobre o seu empobrecimento... 

Mas não é apenas a banca nacional que beneficia com resgates... Os países que nos "resgatam" também se divertem imenso a emprestar dinheiro aos que nos desgovernam.
Situação, muito bem explicada, por Daniel Oliveira, neste texto.

"Choremos pelos contribuintes do norte da Europa
O lucro do BCE terá aumentado, em apenas um ano, 37%. Segundo o próprio e o "Wall Street Journal", isso deveu-se, em parte, ao resgate à Grécia. O seu excedente, por exemplo, que em 2011 já fora de 1,894 milhões de euros, passou, em 2012, para 2,164 milhões de euros.Mas o BCE está longe de ser o único beneficiário público da desgraça das economias do sul da Europa.
Recentemente, o governo da Holanda fez saber que, "no total, o Banco da Holanda irá lucrar 3,2 mil milhões no período 2013-2017 com a participação em operações relacionadas com a crise ". O Estado holandês, através de engenharia financeira, assumiu uma garantia de 5,7 mil milhões ao Banco da Holanda . Em contrapartida, o banco transferiu para o Estado os lucros resultantes das suas operações de ajuda a Estados e bancos. Esse dinheiro permitiu a nacionalização do SNS Reaal (que se arruinou com operações imobiliárias em 2006, apostando em ativos tóxicos em Espanha) e o cumprimento das metas do défice. Vale a pena recordar que Jeroen Dijsselbloem, ministro das Finanças holandês, é presidente do Eurogrupo. E ele mesmo assumiu que, apesar dos riscos destas operações de ajuda às economias em aflição, a Holanda terá "ganhos substanciais".

Sabe-se também que, graças a turbulência na generalidade das economias europeias, a Alemanha, dos poucos portos seguros que restam para quem queira guardar o seu dinheiro - e nunca houve tanto dinheiro para guardar -, tem conseguido financiar-se sem custos ou mesmo com juros negativos.

Sempre que ouço os comentadores domésticos verterem lágrimas pelos contribuintes do norte da Europa, vítimas da irresponsabilidade grega, portuguesa e italiana, não consigo deixar de sorrir. Pelo contrário, enquanto a crise económica não chegar a sério a estes países, a situação aflitiva dos países do Sul e os resgates que têm sido obrigados a aceitar - e que têm tido como únicas consequências o agudizar das suas crises e aumento das suas dívidas -, têm sido excelentes notícia para os contribuintes do norte da Europa obrigados, como nós, a pagar as irresponsabilidades dos banqueiros.
Não, Alemanha, Holanda e outras economias europeias não estão a financiar a dívida dos países do Sul. Pelo contrário, as dívidas dos países do sul é que estão a financiar estes Estados. Os contribuintes dos países intervencionados têm pago a relativa estabilidade financeira dos países que financiam os resgates.(...)"
Publicado no Expresso Online
Entretanto ... 
O lucro do BCE terá aumentado, em apenas um ano, 37%. Segundo o próprio e o "Wall Street Journal
e.. 
"La Universidad de Atenas suspende todas sus actividades, su funcionamiento se hace imposible por los masivos despidos de personal." fonte

11 comentários :

  1. Como disse e aprovo o P.Morais ao se repetir tantoas denucias de má gestão camararia damos uma ideia errada de milhares de eleitos que fazem um bom trabalho e com apouca formaçao que tinham é notavel.
    E se com a ajuda da Transparencia e das TIC nos deixassemos de lamurias e partissimos a formação de novos eleitores e candidatos as eleiçoes num compromisso entre a divulgaçao da sabedoria e militanciapela causa publica transparente?

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  2. O problema é que a transparência é tão "transparente" que está invisivel nas denúncias que lhe foram feitas sobre a CML.

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  3. Gostava de conhecer um bom e honesto político ao serviço de uma autarquia, a maior parte do que tem sido feito é um perfeito vómito quer económico, quer ambiental, etc. Vejam os jardins larilas produto das requalificações em Lisboa, investiguem quanto custaram e vão custar após a remodelação pirosa e pouco agradável como o miradouro do jardim do Adamastor em Sta.Catarina, a foleirada da Placa da Praça de Londres, a zona do Terreiro do Paço e Ribeira das Naus. Agora detesto lá passar, mete-me nojo tanta estupidez. Talvez não possam perceber, mas essas mariquices em nada beneficiaram os nossos jardins, ambiente e saúde, só deram dinheiro aos intervenientes e fazem com que as pessoas mais civilizadas já lá não queiram passar, é uma espécie de recolher obrigatório encapotado. Isso e o exagero de quiosques, música e actividades e feiras por todo o espaço público, também é óptimo para entreter os papalvos e não os deixar trocar ideias ou poderem descansar e ou pensar. Quando se aperceberem disto já pode ser tarde demais.

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  4. bilhões em jogo.
    Do primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Juncker (à esquerda) , da França, o presidente Sarkozy ea chanceler Merkel : resgate do euro é de pico a pico mais caro para ampliá-la
    REUTERS

    Do primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Juncker (à esquerda) , da França, o presidente Sarkozy ea chanceler Merkel : Euro resgate é caro a partir de pico a pico

    Hamburgo - ainda a euforia após a cimeira UE é enorme. Mas em breve pode ocorrer desilusão . Porque com todas as cimeiras desde o início da crise do euro , o resgate da união monetária tornou-se mais caro : Só tinha apoiado a Grécia, depois Portugal e Irlanda , e agora ainda há instituições financeiras, para que o contribuinte alemão será responsável . Quantidades inimagináveis ​​foram acumuladas ao longo dos últimos quase dois anos.

    Mas quanto dinheiro Alemanha prevê o resgate do euro até agora? E alguns dos que já está perdido para sempre? Uma Visão Geral .

    Dos € 110.000.000.000 do primeiro resgate à Grécia em maio de 2010 A Alemanha contribui € 22400000000 . 13,5 bilhões , dos quais já foram pagos . Para o dinheiro , existem empréstimos que devem ser reembolsados ​​e interesse. Se tudo correr bem , a Alemanha Assim, mesmo ganhou.

    Para o pleno € 778.000.000.000 fundo de resgate EFSF , na Alemanha fornece garantias no montante de € 211.000.000.000 disponíveis . Este é um tipo de garantia : o EFSF toma dinheiro emprestado no mercado de capitais , que ele weiterverleiht a países em crise , como Portugal e Irlanda - ea Alemanha garantido juntamente com outros países para garantir que o Fundo pode também devolver o dinheiro .

    Devido aos 211.000.000.000 € apenas quando algo dá errado : se , por exemplo, um país com base crise dos empréstimos do FEEF não vai reembolsar os fundos e, portanto, entra em dificuldades financeiras. Com a alavancagem prevista para o fundo é o risco de que uma parte do dinheiro em caso de emergência não é apenas fora , mas tudo está subindo.





    Meados de 2013 , o mecanismo de a crise do euro ESM permanente para substituir o EFSF . Ele será equipado com injeção de 80 bilhões de euros em numerário e com adicionais 620.000.000.000 € garantias . A Alemanha tem a oferecer € 168.000.000.000 e garantias quase 22 bilhões de injeção de dinheiro do euro, que deve ser pago progressivamente 2013-2017 . Os empréstimos e garantias , o FEEF já concedeu até então, deve ser transferido para o ESM , bem como os títulos públicos adquiridos pela transferência de fundos.

    Se tudo correr bem , o contribuinte alemão , portanto, não perde dinheiro, mas ainda assim merece algum dos juros sobre os empréstimos.

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  5. ATÉ AS VERBAS DA SEGURANÇA SOCIAL SÃO, DE FORMA PERVERSA, DESVIADAS PARA TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA. (Nota : Ver a Portaria 216/A/2013 foi publicada em 2 de Julho, no mesmo dia em que V. Gaspar se demitiu do Ministério das Finanças. É assinada tanto por ele como por Mota Soares, que na altura também considerava demitir-se. O referido diploma ordena ao Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS) que proceda à substituição dos activos em outros estados da OCDE por dívida pública portuguesa até ao limite de 90% da carteira de activos do Fundo. Ou seja, o dinheiro pertencente aos trabalhadores, acumulado naquele Fundo para servir a Segurança Social, será lançado à voragem do financiamento da impagável dívida pública portuguesa.).

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  6. "A explosão simultânea das dívidas públicas dos países do sul da Europa não foi qualquer coincidência, muito menos fruto de qualquer “regabofe” desses povos. A crise global que estourou em Wall Street em 2008 representa a falência global do capitalismo, que se revela cronicamente incapaz de ultrapassar a crise de sobreprodução em que se encontra mergulhado, de forma intermitente, desde os ínicios do século 20, e que já provocou duas guerras mundiais. Mares de riqueza “fictícia” criada pela bolha especulatória que precedeu a crise, estão assim a esfumar-se ou em risco disso. O capital está desesperado à procura de “portos seguros” onde o investir com “rendas garantidas” e de novas maneiras de garantir a reprodução do capital e a manutenção ou aumento das taxas de lucro. Obviamente, depois de destruídas as ilusões financeiristas e especulatórias do capital, só lhes resta, como “solução”, a imposição de dívidas “vitalícias” às nações/povos periféricas e o brutal aumento da taxa de exploração dos trabalhadores (baixa de salários, corte de direitos, etc).

    Toda a periferia europeia foi assim escolhida, pelo capital anglo-americano e franco-alemão, para ser escravizada pela dívida. Os misteriosos ataques dos “mercados” não têm qualquer mistério. Tratou-se de uma estratégia concertada para nos colocar a “canga” às costas, obviamente, com a cumplicidade dos, cobardes e serviçais, governos liberais e social democratas da periferia. A dívida pública é assim, efectivamente, uma renda do capital, cujo pagamento nos está a ser imposto. Nada há nada de “ideológico” nesta afirmação. Para além de mais, as dívidas foram deliberadamente “contruídas” de forma a serem impagáveis. Os agiotas globais, tal como os da mafia, não querem que nós saldemos definitivamente qualquer dívida. Querem que continuemos a pagar “eternamente”. Esta é a natureza da escravatura pela dívida." - Anónimo

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    1. Em total acordo.
      Muito bem visto.

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  7. A previsão da troika é de que a dívida pública portuguesa, segundo os critérios de Maastricht, atinja 124% do PIB em 2014. A OCDE aponta para 132%. Se considerarmos a dívida total das Administrações Públicas sem o sector financeiro (conceito bem mais amplo que a dívida de Maastricht), ela estava nos 167,8% do PIB em Junho deste ano. Qualquer que seja a métrica, o valor é demasiado elevado para uma economia sem crescimento. Sobretudo se as taxas de juro forem altas, como hoje, em mercado, são. Por isso é que é especialmente frustrante observar que ao fim de três anos de austeridade, dois dos quais sob resgate, o Governo não consegue livrar o Estado do défice. Cristina Casalinho, tão credível quanto insuspeita : "Para se reduzir a dívida pública nos próximos vinte anos, seguindo as novas regras orçamentais europeias, a manutenção do défice público da última década exige um crescimento económico real de 8%." Impossível.’
    Como é que, perante este quadro, há economistas que mantêm que tudo vai bem e alguns deles continuam a afastar a necessidade de uma renegociação da dívida?

    A história da dívida pública europeia:
    Como os bancos privados enriqueceram às custas da população por Salim Lamrani - o exemplo Francês - 1.º Parte

    "Todos os países europeus enfrentam o problema da dívida que afeta severamente as contas públicas. A França, quinta potência mundial, também não escapa da crise que faz a felicidade dos bancos privados.

    Nenhuma nação europeia escapa do problema da dívida pública, apesar da gravidade da crise diferir de um país para outro. De um lado, encontram-se os "bons alunos", como Bulgária, Roménia, República Checa, Polónia, Eslováquia, seguidos pelos países bálticos e escandinavos, com um endividamento inferior a 60% do PIB. De outro lado, estão os quatro "maus alunos", cuja dívida pública ultrapassa os 100% do PIB: Irlanda (108%), Portugal (108%), Itália (120%) e Grécia (180%). Entre esses dois extremos, residem os outros países da União Europeia, tais como França (86%), cuja dívida oscila entre 60% e 100% do PIB.

    Os governos europeus de filosofia liberal, simbolizados pela Alemanha de Ângela Merkel, são unânimes quanto à importância que se deve dedicar ao "desendividamento" público, aplicando políticas de austeridade. Desta forma, Pierre Moscovici, embora seja ministro da Economia do governo socialista francês de François Hollande, estabeleceu como prioridade a "redução do défice", comprometendo-se a limitá-lo a 3% do PIB ao ano, entre outras coisas, por meio da redução das despesas públicas.

    No entanto, é de conhecimento público que as políticas de austeridade promovidas pela União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, aplicadas no Velho Continente, são economicamente ineficazes. Causam inclusive um efeito contrário, já que, longe de estimular o crescimento, a redução de gastos, a diminuição dos salários e das aposentadorias – além das catastróficas consequências sociais e humanas que provocam – levam inevitavelmente a uma retracção do consumo. Com isso, as empresas são forçadas a reduzir a produção e os salários, e até demitir seus funcionários. Como consequência, as receitas fiscais do Estado diminuem, enquanto seus gastos – para atenuar os efeitos do desemprego – explodem, criando assim um interminável círculo vicioso, cujo símbolo é a crise grega. Assim, vários países europeus estão em recessão.(...)

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  8. Salim Lamrani - o exemplo Francês - 2.º Parte

    Como nasceu a dívida pública da França

    "Em 1973, a França não tinha problema de dívida e o orçamento nacional estava equilibrado. O Tesouro podia ser financiado directamente pelo Banco da França para construir escolas, infraestrutura viária, portuária e aérea, hospitais e centros culturais, sem ter de pagar uma taxa de juros exorbitante, então tinha apenas défice. No entanto, em 3 de janeiro de 1973, o governo do presidente Georges Pompidou, antigo director-geral do Banco Rothschild, influenciado pelo mundo financeiro, adoptou a Lei n°73/7 sobre o Banco da França, apelidada de "Lei Rothschild" pela ala do sector bancário favorável a sua adopção. Elaborada por Olivier Wormser, presidente do Banco da França, e Valéry Giscard d'Estaing, então ministro da Economia e das Finanças, a lei estipula em seu artigo 25 que "o Tesouro não pode ser recebedor de créditos de seus próprios títulos sacados junto ao Banco da França".

    Por outras palavras, o Estado francês já não poderia financiar o Tesouro contratando empréstimos sem juros com o Banco da França, mas teria de recorrer aos mercados financeiros. Dessa forma, o Estado torna-se obrigado a pedir empréstimos e pagar juros às instituições financeiras privadas, enquanto até 1973 podia criar moeda para equilibrar o orçamento pelo Banco Central. Os bancos comerciais dispõem agora do poder de criação monetária mediante crédito, enquanto antes era uma prerrogativa exclusiva do Banco Central, ou seja, do Estado, e enriquecem às custas dos contribuintes, em uma situação de quase monopólio.

    Assim, os bancos privados podem emprestar, graças ao sistema de reserva fraccionária, mais de seis vezes a quantia que têm em moeda central. Por outras palavras, por cada euro que têm, podem emprestar até seis euros, graças à criação monetária mediante crédito. Como se não bastasse, podem contratar junto ao Banco Central todos os fundos necessários, muitas vezes com uma taxa de 0%, com o objectivo de emprestá-los em seguida aos Estados, com uma taxa de 3% a 18%, como é o caso da Grécia. Com isso, a criação monetária mediante crédito representa 90% da massa monetária em circulação na zona do euro.

    Maurice Allais, Prémio Nobel de Economia francês, denunciou esta situação e afirmou que a criação monetária deveria ser uma prerrogativa do Estado e do Banco Central. Segundo ele, "toda a criação monetária deve ser do Estado e somente do Estado: toda criação monetária diferente da moeda da base do Banco Central deve ser impossibilitada, de modo que desapareçam os 'falsos direitos', que resultam actualmente da criação monetária pelos bancos […]. Por essência, a criação monetária ex nihilo que praticam os bancos se assimila – não hesito em dizê-lo para que as pessoas entendam bem o que está em jogo – à fabricação de dinheiro por falsificadores, acertadamente punidos pela lei. Concretamente, leva aos mesmos resultados. A única diferença é que aqueles que dela se beneficiam são diferentes".

    Actualmente, a dívida da França equivale a mais de 1,7 milhão de milhões de euros. No entanto, entre 1980 e 2010, o contribuinte francês pagou mais de 1,4 milhão de milhões de euros aos bancos privados apenas pelos juros da dívida. Dessa forma, sem a lei de 1973, o Tratado de Maastricht e o Tratado de Lisboa, a dívida francesa seria de apenas 0,3 milhão de milhões de euros.

    A França paga por ano 50 mil milhões de euros de juros, o que coloca este pagamento em primeiro lugar no orçamento, antes da Educação. Com a mesma quantia, o governo poderia construir 500 mil casas de 100 mil euros ou criar 1,5 milhões de postos de trabalho no serviço público (educação, saúde, cultura, lazer) com um salário líquido mensal de 1.500 euros. O contribuinte é despojado de 1 mil milhões de euros por semana em proveito dos bancos privados. " (...)

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  9. Salim Lamrani - o exemplo Francês - 3.º Parte

    "Portanto, a categoria mais rica da população recebeu do Estado o grande privilégio de enriquecer às custas do contribuinte sem nenhuma contrapartida e sem o menor esforço.

    Além disso, este sistema permite ao mundo financeiro submeter a classe política aos seus interesses e ditar a política económica através das agências de qualificação, elas próprias financiadas pelos bancos privados. Ou seja, se um governo adopta uma política contrária aos interesses do mercado financeiro, essas agências baixam a nota do Estado, tendo como efeito imediato o aumento das taxas de juros.

    Ao mesmo tempo, quando o Estado e o Banco Central Europeu resgatam os bancos privados em dificuldade – isto é, procedem à sua estatização de fato, sem o benefício de qualquer vantagem, como por exemplo o poder decisório no Conselho de Administração –, fazem-no com taxas de juros menores do que essas mesmas instituições financeiras cobravam do Estado.

    O SISTEMA DE CRÉDITO QUE SE ESTABELECEU NA FRANÇA DESDE 1973 E QUE FOI SANCIONADO NOS TRATADOS DE MAASTRICHT E DE LISBOA TEM APENAS UM OBJECTIVO: ENRIQUECER OS BANCOS PRIVADOS ÀS CUSTAS DOS CONTRIBUINTES. É LASTIMÁVEL QUE NÃO SE ABRA UM DEBATE SOBRE AS ORIGENS DA DÍVIDA PÚBLICA DA FRANÇA NOS MEDIA OU NO PARLAMENTO. NO ENTANTO, BASTARIA DEVOLVER AO BANCO CENTRAL A EXCLUSIVIDADE DA CRIAÇÃO MONETÁRIA PARA RESOLVER O PROBLEMA DA DÍVIDA. "

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  10. http://www.youtube.com/watch?v=f7cJ_ZBiU-I : Compreender a Dívida Pública


    O artigo 123 º do Tratado de Lisboa

    "Há um mecanismo essencial para compreender o núcleo da armadilha, o motor da nossa impotência ... É Maastricht artigo 104 (que passou a artigo 123 do Tratado de Lisboa) Lê-se: "Os Estados não podem pedir mais emprestado aos seus bancos centrais. " Para meros mortais é incompreensível". O que significa isso? Durante séculos, os estados deixaram parte de seu poder de criar dinheiro nas mãos dos bancos privados. Os bancos têm obtido dos governantes, através da corrupção, é claro, o direito (fundamental) para criar a moeda. Mas, até recentemente (até 1974, no caso da França), os Estados-Membros, pelo menos, compartilhada até mesmo com a os bancos privados o direito de criar dinheiro. Quando um Estado precisava de dinheiro para construir caminhos de ferro, casas ou hospitais, o Estado criou para si a sua moeda, e não ter que pagar juros durante reembolso. Manter o foco e não se esqueça que este é o aspecto crucial, que o condena a você a trabalhar incansavelmente para o benefício daqueles que cobram taxas a não fazer nada. O estado criou a moeda da seguinte forma: O Estado obteve um empréstimo de seu banco central (que ganhou dinheiro para o efeito), e como o estado pagar o empréstimo, o Banco Central destruiu o dinheiro, mas que o Estado teve que pagar juros! Na França, desde 1974, no momento da a "serpente monetária europeia", o Estado certamente como em outros países europeus proibiram-se recorrer a empréstimos de seu próprio banco central e, assim, privou-se da criação de moeda. Portanto, o Estado (e, todos nós!) Compromete-se a tomar emprestado de instituições privadas, que terão de pagar juros, o que torna tudo mais caro. O interesse é de quem? Não é no interesse de todos nós. Note-se que, precisamente a partir de 1974, a dívida pública tem vindo a aumentar, como é o caso também do desemprego. Eu afirmo que existe uma ligação entre os dois. Mas isso não é tudo. Desde 1992, o artigo 104 º do Tratado de Maastricht, a proibição de os Estados a criar dinheiro foi levantado ao mais alto nível de direito, direito internacional e constitucional. Assim, tornou-se irreversível, e ficou fora do alcance dos cidadãos. Isso não é claramente indicado. Se o artigo 104 diz que "os Estados não podem mais criar dinheiro. Agora eles têm que tomar emprestado de instituições privadas pagando esses interesses que levam à ruína e tornam extremamente caros investimentos públicos, mas os ricos estão vivendo felizes com esta situação.
    Os proprietários dos fundos de empréstimo "estão a fazer uma verdadeira revolução, um autêntico roubo escandaloso que está custando à Europa Milhares de milhões de euros por ano e que é o que nos está a arruinar.
    Mas contra isto o povo não pode fazer nada, e é essa questão que deve ser o foco de todas as nossas lutas. Mas em vez disso, ninguém menciona o assunto."

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