22 setembro, 2013

Governo continua a perseguição dos mais fracos... protegendo os ricos.



CONTRA A EVASÃO FISCAL DOS RICOS, O GOVERNO NÃO FAZ NADA... MAS CONTRA A EVASÃO FISCAL DO POBRE, NA BICA E NA CARCAÇA, O GOVERNO É TOTALITÁRIO.
Paulo Morais expõe mais uma vez a forma como as medidas do governo são anti democráticas e injustas, acabando por piorar sempre a situação do país em geral e das classes mais fracas/desprotegidas. Já que os mais ricos e responsáveis pela crise, permanecerão intocáveis.
Obrigar a pedir factura a todo o tipo de transacção é apenas fingir que se está a lutar contra a evasão fiscal. Iludir o povo... pois a grande evasão fiscal, aquela que abala e fere de morte a receita fiscal, essa continua protegida, e nem sequer se dignam a falar sobre o assunto.
Ai de quem se atreva a tocar nos grandes evasores fiscais, que mandam e controlam os políticos que nos desgovernam.

"Fartura de faturas
Perversa e cara, a obrigatoriedade da entrega de fatura em qualquer transação no pequeno comércio é, além de tudo, uma prática inútil.
É apenas mais uma forma de o regime mostrar que é forte com os fracos, mas fraco face aos poderosos.
O ministro Vítor Gaspar deveria deixar de se preocupar com os impostos devidos pela compra de um jornal ou de um café. Não é agravando as taxas de imposto e apertando o cerco aos que cumprem que se aumenta a coleta. Pelo contrário, é alargando a base de tributação, obrigando a contribuir os que não pagam. 
Gaspar deveria, isso sim, perseguir os especuladores imobiliários que estão isentos de pagamento de IMI e IMT, porque têm propriedades tituladas em fundos imobiliários; bem como extinguir benefícios a fundações e outros setores fiscalmente favorecidos.
Esta moda das faturas é, além do mais, perversa, porque lança sobre todos os contribuintes o anátema de criminosos fiscais. Este controlo sistemático, num sistema de "big brother", é totalitário e contamina o ambiente social.
Nas democracias evoluídas, a fiscalização é habitualmente de caráter aleatório. Todos, cidadãos e empresas, sabem que em determinado momento podem ser selecionados, à sorte, para uma ação de inspeção. Esta prática tem um efeito muito mais dissuasor do que uma verificação sistemática e universal. Por outro lado, esta modalidade de encharcar os contribuintes com faturas é dispendiosa para os comerciantes, que tiveram de renovar os seus equipamentos e atualizar o "software". Mas, ainda pior, é o tempo imenso que os funcionários gastam a preencher números fiscais em faturas ridículas. Tempo, muito tempo, que representa custos para as empresas. Apesar desta fartura de faturas, a coleta de impostos irá mais uma vez diminuir, ao contrário do que parece pretender-se.
A receita fiscal, de novo, será inferior a sessenta mil milhões, o défice orçamental subsiste.
Gaspar está ferido de morte e, com ele, está o governo condenado ao fracasso. Até porque o que realmente convenceria os portugueses a pagarem regularmente os seus impostos, sem quererem sequer fugir, seria um argumento de que este governo jamais disporá: o de que os políticos andam a gastar bem e a distribuir equitativamente o dinheiro dos nossos impostos." Paulo Morais
  1. Evasão fiscal dos ricos, se fosse travada resolvia a crise.
  2. Especuladores imobiliários
  3. Medina Carreira afirma que o governo continua a não ter coragem de sacrificar os ricos
  4. Fundações servem para os ricos receber dinheiro do estado e ainda ficarem isentos de vários impostos
  5. A balança não se equilibra, os fracos pagam
  6. Mais ricos protegidos dos sacrifícios 
  7. Quando a corrupção é legalizada, está tudo perdido
  8. Fingir que se luta contra a evasão fiscal tal como se finge que se luta contra a corrupção.
  9. Se Passos Coelho os tivesse no sitio...
- Em 2011, 25% da riqueza produzida em Portugal, não pagou impostos.
- Num só ano, excedeu mais de metade do valor do empréstimo pedido à Troika. 43,5 mil milhões de rendimentos não tributados.
- Este tipo de evasão fiscal é perpetuado na maior impunidade, pela chamada economia oculta. Na maioria através da corrupção, de negócios ruinosos para o estado e de facturação falsa com empresas fantasmas. -  Estas fortunas, resultantes destes negócios ilícitos, são transferidas para offshores, e regressam a Portugal livres de impostos, através de complexas operações de branqueamento de capital.
- Portugal com 25% de economia paralela, está muito acima da média dos países da OCDE, que é de 16%. Artigo completo



4 comentários :

  1. Uma parte dos portugueses está atenta e em sintonia com Paulo Morais. O grande problema nacional é a tendência "manada" (perdoem-me o termo) dos restantes cidadãos que enquanto a crise não lhes bata a porta, nada fazem .
    Como inverter a situação? Alguém tem alguma ideia genial que possa contribuir para uma mudança positiva sem afetar a absurda "sensibilidade" moral e ética da nossa peculiar sociedade?

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    1. Fazer o que fez a Finlandia. derrubar o governo e indicar pessoas competentes fora dos partidos para governar o país. E que os há, há

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  2. Uma parte dos portugueses está atenta e em sintonia com Paulo Morais. O grande problema nacional é a tendência "manada" (perdoem-me o termo) dos restantes cidadãos que enquanto a crise não lhes bata a porta, nada fazem .
    Como inverter a situação? Alguém tem alguma ideia genial que possa contribuir para uma mudança positiva sem afetar a absurda "sensibilidade" moral e ética da nossa peculiar sociedade?

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  3. TAL COMO O HINO NACIONAL "ÁS ARMAS, ÁS ARMAS"

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