26 dezembro, 2014

António Costa a grande ilusão, que serve a rede de clientes/parasitas do estado.



Em baixo, deixo-os com algumas opiniões sobre o que António Costa fará a Portugal, quando ganhar o poleiro.
A comunicação social já tomou o seu partido, e essa opção será seguida cegamente pelos eleitores.
A comunicação social é uma máquina de manipulação que em Portugal não tem travão, pois possui a liberdade e o poder de transformar, aos olhos do povo, o mais cobarde criminoso, num herói.
“Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.” Malcolm X
Os Media servem o capitalismo
A comunicação social que como sabemos está nas mãos dos poderosos e dos partidos mais ricos, consegue fazer ganhar eleições a quem defender os interesses gananciosos das clientelas e não os interesses dos cidadãos.

"A grande ilusão
A comunicação social está a fazer um esforço tremendo para impingir António Costa ao povo português como se ele tivesse a varinha mágica para a solução dos problemas nacionais – como se ele fosse a salvação do país.
Está em marcha uma gigantesca campanha de propaganda apoiada numa imensa teia clientelar criada em torno da Câmara de Lisboa, tudo para dar a vitória ao PS nas próximas eleições legislativas.
Não importa que grande parte dos problemas políticos e financeiros com que Portugal se debate tenha sido originada por governos em que Costa participou;
não importa que o PS e um governo seu tenham criado no passado uma tal rede de promiscuidades políticas e económicas que levou à demissão do próprio líder socialista e primeiro-ministro de então.
O que importa é que o PS chegue rapidamente ao poder para distribuir pela sua clientela faminta e vingativa os milhares de lugares bem remunerados no aparelho de Estado e empresas públicas.


Portugal tem sido, nos quase 40 anos de democracia, sucessiva e alternadamente, governado pelo PS e pelo PSD. Ambos, com a ajuda pontual do CDS/PP, são os grandes responsáveis pela situação em que estamos, porque sempre puseram os interesses das respetivas clientelas acima dos interesses do país.
A sede de poder dos novos dirigentes socialistas é tão forte que não hesitam em recorrer à mesma receita que com sucesso usaram para tomar o poder dentro do próprio PS: interromper a todo o custo mandatos democráticos, recorrendo, se necessário, à mentira, à calúnia ou à humilhação pública dos visados.
O que é importante é que os restos do guterrismo e da tralha política de José Sócrates voltem rapidamente ao poder; o que é urgente é que o país volte a ser comandado por Mário Soares e a sua fundação, por Almeida Santos e os seus negócios, por Jorge Coelho e a Mota-Engil, por Manuel Alegre e o seu "resistencialismo antifascista" de há meio século; o que realmente interessa é que os enxames de incompetentes que gravitam em torno do PS possam ocupar depressa os cargos públicos que agora são ocupados pelos enxames de incompetentes que gravitam em torno do PSD e do CDS/PP. Já só falta que regressem Pina Moura e Armando Vara." Marinho Pinto

Publicamente sempre manifestei muitas reservas ao nome de Pedro Santana Lopes: achava, como muitos outros, que o ex-líder do PSD era um mercenário da política, sem qualquer talento ou competências profissionais para exercer cargos públicos de grande responsabilidade como são os de Presidente da Câmara Municipal de Lisboa ou de Primeiro-Ministro. Confesso que, desde que escrevo textos de opinião pública, sensivelmente a partir dos meus 16 anos, fui (por algumas vezes) excessivamente acutilante para com Pedro Santana Lopes. Ele sempre mereceu as críticas - e, quanto à substância, mantenho-as. Contudo, a vida permitiu-me já descobrir que, afinal, Pedro Santana Lopes não é dos piores, não é um caso tão flagrante como se pensa de inexperiência e incompetência políticas. Há piores, muito piores do que ele. Por isso, não consigo perceber - aliás, reputo de um enorme injustiça - o qualificativo de "mercenário político" que a comunicação social permanentemente atribui a Santana Lopes - quando há outros, no PSD e muitos (sobretudo) no PS, que nunca fizeram nada vida para além da política e são louvados, elogiados à exaustão, apelidados de sérios e visionários. Que discriminação tão descarada! E tão injusta!

A propósito de Pedro Santana Lopes, correu, inclusive, um rumor no PSD de que este no dia em que tomou posse como Presidente da Câmara Municipal de Lisboa deu ordens ao seu gabinete e aos funcionários mais próximos para começarem a preparar o terreno para a sua candidatura presidencial. Ou seja, assim que ganhou Lisboa - Santana Lopes já só pensava no seu futuro em Belém. O PS ri-se da situação. António Costa gosta muito de contar esta história. Pois bem, era precisamente em António Costa que estava a pensar quando afirmei que há políticos que só nunca fizeram nada na vida senão política, que são o mais incompetentes ou impreparados que Santana Lopes - e, no entanto, gozam de uma benevolência impressionante por parte da comunicação social (pelo menos de alguma).
De facto, foi criada uma imagem de António Costa como sendo um político de princípios, impoluto, que não se mete nos jogos partidários, é muito trabalhador e não quer saber das politiquices.
Na verdade, esta percepção que os portugueses têm do socialista não corresponde rigorosamente à verdade. Bem pelo contrário: António Costa não dá ponto sem nó. E assim tem construído uma carreira política com sucesso, subindo gradualmente, sem pressas - sempre medindo o próximo passo. Os que melhor conhecem o verdadeiro lado de António Costa são os lisboetas: António Costa tem sido um Presidente de Câmara perfeitamente mediano, sem criatividade, sem chispa, sem o verdadeiro amor pela cidade que permite fazer muitíssimo embora com recursos limitados. Não nos deixemos enganar: António Costa utilizou e utiliza diariamente o cargo político que actualmente exerce para ter influência dentro do seu partido e do país. António Costa não se compara a Pedro Santana Lopes, pois não: é muito pior. De longe! Porque António Costa encara as suas funções políticas como um trampolim para um cargo que ele julga superior: assim, Lisboa serve apenas para alimentar as suas ambições de chegar a Primeiro-Ministro ou a candidato do PS a Belém.

De facto, basta estar minimamente atento para perceber que Costa tem uma equipa permanente que é constituída, em grande parte, pelas "marionetes do PS": marionetes porque agora andam muito coladinhos a Mário Soares (Pedro Nuno Santos, Delgado Alves, Cordeiro, Galamba...) mas que fazem o jogo de Costa dentro do PS.
Até por aqui se percebe a fibra política de António Costa: ele nunca aparece, não dá a cara pelas suas causas - primeiro, manda os seus meninos para ver como corre. Se correr mal, nega e remete responsabilidades para outros. Este é o estilo António Costa de estar na política (ah, e depois, na Quadratura do Círculo aparece como muito moderado...). Nestes jogos politiqueiros, aqui sim, António Costa tem talento...
Veja-se o que sucedeu esta semana: uma sondagem publicada num jornal que nitidamente virou à esquerda com a entrada dos novos accionistas, António Costa passa dos 20%, em cerca de um mês, para os 50% das preferências de voto dos portugueses para Belém! Como é possível? Não é possível! É que a visibilidade mediática de Costa até desceu no mês passado! Há mesmo cada bruxa na política portuguesa...é só mistérios.... Expresso.

Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal?
A câmara municipal de Lisboa, presidida há 7 anos pelo candidato a primeiro-ministro António Costa, parece cada vez mais uma réplica do Portugal em Pequenino de José Sócrates.
Nos últimos 4 anos a diferença acumulada entre receitas orçamentadas e receitas efectivas foi de quase 400 milhões o que deixa as finanças da autarquia à beira da ruptura.
O grau de endividamento da câmara de Lisboa (114,67% em 2013) é dos mais altos.
O endividamento total em 2013 era de 558,8 milhões e seria 845 milhões se não fossem 286 milhões recebidos do governo em 2012 «pela compra há mais de 70 anos dos terrenos do aeroporto, 20 anos antes de Costa ter nascido, e pela «compra» dos terrenos da Expo, uns 20 anos antes de Costa ter aterrado na câmara». (ver este post)
Enquanto se procura vender terrenos municipais para preencher uma parte do buraco, o orçamento de 2015 que deveria ter sido apresentado até 31 de Outubro está pendente de serem encontradas receitas adicionais de cerca de 60 milhões em taxa e impostos municipais – aproximadamente a receita proveniente da derrama que as Finanças entregam à câmara de Lisboa como adicional ao IRC das empresas sedeadas em Lisboa, valor que, como se imagina, não encontra paralelo em qualquer outra autarquia.
O aumento dos impostos ficou mais difícil depois do putativo sucessor de Costa ter dito na apresentação orçamento de 2014 «ao contrário do que se passa no país, a finalidade em Lisboa é reduzir impostos». E mais difícil ficou quando o ministro da Economia resolveu fazer no parlamento uma paródia sobre «taxas e taxinhas» que a câmara de Lisboa poderia vir a criar deixando a corte do ungido bastante embaraçada.Publicada por Pertinente

Casos escandalosos que se vivem na Câmara Municipal de Lisboa   


Manuel Monteiro, no video em baixo, explica como funcionam as redes clientelares que gravitam em torno dos impostos.
 


Comendador Marques de Correia
Costa avançou para o partido, mas com o cuidado de não revelar o que seriam as grandes linhas da sua ação. Isso - disse - ficaria para o Congresso.
Agora, que avança para o Congresso, tem o extremo cuidado de não revelar as linhas fundamentais do que fará quando chegar ao Governo. Apresenta uma agenda para a década, que como se compreende (até por ser para 10 anos, tem de ser vagamente... hum... vaga). A solução dos problemas concretos, afirma - e bem -, ficará para uma grande discussão que se fará brevemente.
Para o ano, Costa avançará para as eleições com um programa eleitoral que será o resultado das grandes linhas para o Congresso, do grande debate entretanto feito, da Agenda para a Década e de todos os contributos que receber. No entanto, ninguém espere uma concretização excessiva, porque isso terá de ficar para o programa de Governo, que será mais abrangente do que o PS, como, em boa hora, já prometeu.
O próprio programa do Governo não poderá, tendo em conta a diversidade e multiplicidade de acordos feitos, ser absolutamente específico. Essa especificidade é própria de um Orçamento, pelo que no Orçamento do Estado feito pelo Governo de António Costa teremos mais certezas sobre o caminho que o país percorrerá.
No entanto, como se sabe, Costa defende Orçamentos do Estado plurianuais, o que é bem visto. Assim sendo, o próprio Orçamento, como o próprio Costa explicou ao jornal "Público", numa inovação saudável e respeitável "é móvel e vai sendo adaptado".
Digam lá quem não fica rendido a isto? Só se for o Dr. Pires de Lima... Expresso

Mais temas, sobre o PS que lhe podem interessar conhecer para votar. (Do PSD também encontrará muitos, basta navegar no blog.)
  1. António Costa recusa mostrar as contas da CML
  2. 92 mil euros para quê?
  3. Deixa buraco de 3,5 mil milhões no SNS
  4. No SNS
  5. No património nacional 
  6. Na Segurança Social
  7. Sócrates e a EDP
  8. Sócrates investe 
  9. Sócrates regressa 
  10. Os milhões de Sócrates. 
  11. As luvas de Sócrates
  12. O aeroporto de Sócrates
  13. A Sovenco de Sócrates 
  14. A manipulação de Sócrates 
  15. O resgate de Sócrates
  16. O BPN do Sócrates
  17. O inglês de Sócrates 
  18. A má gestão 
  19. A poderosa mãe de Sócrates 
  20. As SCUT´s de Sócrates 
  21. Sócrates e as Swap




4 comentários :

  1. Tenham MEDO! Muuuito MEDO!27 dezembro, 2014 01:25

    O Costa é um embuste, uma fraude, um logro e só não vê isso quem não quer. Quem se der ao trabalho de pesquisar e escrutinar a sua vida política e mesmo assim votar nele e no PS "socrático" dele, das duas uma: ou é faccioso ou não ama os seus filhos ou ambos.

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    1. Diz que António Costa referiu que ao contrário do que afirma Passos Coelho, "o que estava no memorando de entendimento com a 'troika' [assinado pelo PS] não era a previsão de uma privatização a 100% da TAP. Não, o que estava no memorando de entendimento era que a TAP só seria privatizada parcialmente e nunca na sua totalidade".

      A questão não é de opinião, é de facto. O que o memorando afirma é objectivo e por isso nada como dar a palavra ao texto que em Maio de 2011 foi assinado entre a troika nacional e a troika internacional. Para que não restem dúvidas, eis a transcrição completa do ponto 3.31 do "memorando":

      3.31. O Governo acelerará o programa de privatizações. O plano existente para o período que decorre até 2013 abrange transportes (Aeroportos de Portugal, TAP, e a CP Carga), energia (GALP, EDP, e REN), comunicações (Correios de Portugal), e seguros (Caixa Seguros), bem como uma série de empresas de menor dimensão. O plano tem como objectivo uma antecipação de receitas de cerca de 5,5 mil milhões de euros até ao final do programa, apenas com alienação parcial prevista para todas as empresas de maior dimensão. O Governo compromete-se a ir ainda mais longe, prosseguindo uma alienação acelerada da totalidade das acções na EDP e na REN, e tem a expectativa que as condições do mercado venham a permitir a venda destas duas empresas, bem como da TAP, até ao final de 2011. O Governo identificará, na altura da segunda avaliação trimestral, duas grandes empresas adicionais para serem privatizadas até ao final de 2012. Será elaborado um plano actualizado de privatizações até Março de 2012.

      Sublinho:

      "O Governo acelerará o programa de privatizações. O plano existente para o período que decorre até 2013 abrange transportes (Aeroportos de Portugal, TAP, e a CP Carga), energia (GALP, EDP, e REN), comunicações (Correios de Portugal), e seguros (Caixa Seguros), bem como uma série de empresas de menor dimensão. (...) O Governo compromete-se a ir ainda mais longe, prosseguindo uma alienação acelerada da totalidade das acções na EDP e na REN, e tem a expectativa que as condições do mercado venham a permitir a venda destas duas empresas, bem como da TAP, até ao final de 2011."

      O famoso PEC IV, cujo chumbo levou à demissão do Governo PS/Sócrates, referia no ponto sobre privatizações o seguinte:

      "No quadro da programação plurianual das operações de privatização, continuará a promover-se, em geral, a alienação das participações integradas na denominada carteira acessória, contemplando-se, ainda, um conjunto de diversas empresas nas áreas da energia, construção e reparação naval, tecnologias de informação e comunicação, serviço postal, infra-estruturas aeroportuárias, transporte aéreo e transporte ferroviário, bem como a alienação de activos detidos fora do país."

      Assim, e ao contrário do que agora diz António Costa, em parte alguma o memorando refere que "a TAP só seria privatizada parcialmente e nunca na sua totalidade". É por isso de uma enorme desonestidade vir agora o PS dizer que nada tem a ver com o processo de privatização da Companhia. Sobretudo quando o sugeriu na fase dos PECs, "negociou" e assinou no memorando de 2011, e defendeu ao longo dos últimos anos.

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  2. Boca no Trombone31 dezembro, 2014 19:15

    Apesar do preso 44 aparentemente, e ao que se sabe, não usar "avental" não deixa de ser estranha a sua promiscuidade com os "irmãos". É que curiosamente a maior parte das visitas que recebe são dessa malta que faz da corrupção, do compadrio e do tráfico de influências a sua razão de existir. Será que eles têm medo que ele comece a "cantar"? Será que já lhe disseram para estar quieto assegurando-lhe juízes "irmãos" na Relação e no Supremo? Lembram-se da destruição das escutas? Embora os "irmãos" Pinto e Noronha já lá não estejam isso não quer dizer que a coisa não esteja controlada. O PS é onde os "irmãos" mais militam mas o PSD também está por eles capturado. Os escândalo dos vistos Gold provam-no. O ex-diretor do SEF foi nomeado por Costa!

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  3. A vitória do PS nas próximas eleições não nos vai conduzir-nos a mais um resgate. Vai, isso sim, levar-nos ao resgate. Daqueles à séria, em que se vão os depósitos bancários como em Chipre e se despedem funcionários públicos às dezenas ou centenas de milhar, se baixam reformas, salários... Este, comparado com o próximo, foi um resgate de brincadeira!

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