08 outubro, 2011

Lucro ou extorsão? Estado rouba em todas as frentes.

Exultam-se os nossos governantes pela "fácil" gestão das empresas mais rentáveis de Portugal! Muito lucro!... mas de onde vem esse lucro? Do esforço e competência dos gestores, pagos a peso de ouro? Da inteligente estratégia de gestão? 
Não... o lucro advém de uma manobra muito mais simples e óbvia... do monopólio que detêm estas empresas, como produtoras/fornecedoras, de bens essenciais e indispensáveis  permitindo ao governo, abusar e elevar as tarifas até ao lucro ofensivo.
Bem espremidinho, o povo, tem sempre mais qualquer coisa para sacrificar e ajudar os milionários. 
Se lhe explicarem que é pela crise... pela pátria... pelo futuro, o português até acredita... mas senão acreditar paga à mesma e não bufa. E sai mais um aumento da electricidade. 
Até quando vamos tolerar isto? O povo português definha, perde poder de compra, poder de subsistência, o poder de ser autónomo e digno, perde tudo... pois eles não deixam nada.
"[…] Os 5 maiores bancos alcançaram 1700 milhões de euros de lucros em 2009, a EDP mais de 1000 milhões, a PT mais de 680 milhões, a Cimpor mais de 245 milhões, a Galp Energia mais de 210 milhõesDe onde vêm estes lucros? Vêm de benefícios fiscais, de dinheiros e apoios públicos, de privatizações. Vêm de um processo de esbulho do rendimento das famílias e da asfixia financeira das pequenas e médias empresas (PME) a partir de uma política de efectiva usura no créditoVêm da imposição de preços elevados de bens e serviços essenciais à vida das populações e à actividade produtiva.
As empresas acima citadas, e outras, anunciam que vão distribuir parte dos lucros pelos accionistas. E, obviamente, pelos seus gestores (prémios). Como é sabido, no nosso país um gestor executivo de uma empresa do PSI 20 ganha, em média, mais de 50 mil euros brutos mensais (1666 euros por dia). Há quem, com mais sorte, chegue aos 8500 euros/dia. Para os seus trabalhadores, aqueles que, sublinhe-se, produziram esta enorme riqueza, temos apelos à solidariedade nacional e à responsabilidade, porque o país não suporta aumentos salariais. Estamos esclarecidos. 
(A Vilarigues, "Público" 16/abr)

4 comentários :

  1. Corrupção "Ao mais alto Nível", são estes filhos da P... que nos F...d... todos os dias!

    Até quando?...

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    1. Até à bancarrota se deixarmos e parece que sim deixamos e ainda apoiamos com votos.

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    2. TEMOS OS POLITICOS QUE MERECEMOS SOMOS NÓS QUE OS MOLDAMOS
      UM POVO QUE NÃO VOTA NEM SABE USAR O VOTO JAMAIS SERÁ REPRESENTADO, TEMIDO OU SEQUER RESPEITADO E JAMAIS SABOREARÁ AS VANTAGENS DA DEMOCRACIA...
      Em Portugal vence sempre a abstenção e a ignorância e os corruptos.
      O povo não sabe que o voto não serve apenas para votar a favor dos que mais se apoiam, serve também para votar contra os que mais roubam e mentem.
      O critério decisivo da democracia é a possibilidade de votar contra os partidos que há 40 anos destroem o país
      Karl Popper, sobre democracia, responsabilidade e liberdade.
      (…)
      Inicialmente, em Atenas, a democracia foi uma tentativa de não deixar chegar ao poder déspotas, ditadores, tiranos. Esse aspecto é essencial. Não se tratava, pois, de poder popular, mas de controlo popular. O critério decisivo da democracia é – e já era assim em Atenas – a possibilidade de votar contra pessoas, e não a possibilidade de votar a favor de pessoas.
      Foi o que se fez em Atenas com o ostracismo. (…)
      Desde o início que o problema da democracia foi o de encontrar uma via que não permitisse a
      ninguém tornar-se demasiado poderoso. E esse continua a ser o problema da democracia. (…)

      ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2015/09/o-criterio-decisivo-da-democracia-e.html#ixzz3qcV7Aoi8

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  2. Aqueles que tem possibilidade devem divulgar estes artigos muito bem escritos nos jornais diarios mais lidos.
    Aqui escondidos nestes blogs não vale a pena.
    Despertem as consciências do povo adormecido, mas ordeiramente.

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