29 junho, 2014

O ‘projeto’ UE e a democracia de plástico. Um futuro sem esperança.

Convido-os a ler o artigo que se segue. Um assunto  pertinente, que nos força a vislumbrar a urgência de os cidadãos se unirem e pensarem estratégias e medidas para travar ou mesmo, erradicar a ditadura do poder financeiro que se alastra e consolida na Europa. Uma força devastadora que destrói vidas, sociedades, economias, países e esperanças.
As ditaduras são disfarçadas de democracias, a chacina do holocausto é disfarçada de união e entreajuda... mas cada vez é mais visível o lado negro da farsa. Nada democrática e pelos resultados devastadores que todos conhecemos, devemos temer que poderão vir a destruir mais que o holocausto e de forma irreversível.

Sobre o artigo, apenas colocarei, aqui no blog, o ponto 1 e o ponto 4, no final podem optar por ler o artigo completo, basta seguir o link.
Mais uma vez, não posso deixar de elogiar o valioso serviço voluntário de investigação e de cidadania, do cidadão Vítor Lima, a quem ajudo na divulgação.

"Os resultados das eleições para o Parlamento Europeu demonstram apenas um exercício de legitimação do poder do capital financeiro e da austeridade.
                                                                           
1 - A UE, versão para adultos
2 - A romaria europeia de maio
3 – Avaliação histórica das romarias em terras lusitanas
3.1 – Avaliação global
          3.2 – Distribuição pelas cadeiras de Estrasburgo
           3.3 – As votações partidárias
4 – À guisa de conclusão

1 - A UE, versão para adultos
Não é uma união mas uma prisão. Não é europeia mas do capital financeiro global. Uma burla desastrosa e genocida.
Entende-se como evidente a existência de grandes desigualdades na UE, à qual impropriamente se designa por Europa, como se os outros estados tivessem perdido a sua localização geográfica, por estarem fora da UE. E, como vamos assistindo, parece que a Ucrânia, sendo geograficamente Europa não o será ainda totalmente enquanto não tiver a sua estrela plantada na bandeira azul. Essa abusiva designação disfarça mal o pendor hegemónico do grande capital, desejoso de dominar a bacia mediterrânica e as margens do mar Negro.
Na UE podem desenhar-se, um centro de poder polarizado num triângulo que tem vértices em Londres, Berlim e Milão e duas periferias, uma a Leste e outra a Sul onde, por comodidade, incluímos a Irlanda. As periferias correspondem a áreas de produção de bens e serviços que nada têm de relação com as necessidades dos seus povos mas antes, com a segmentação da produção orientada a partir do Centro, de acordo com os interesses do capital financeiro e das multinacionais. Neste contexto, as economias periféricas vão perdendo o que ainda tiverem de articulação interna entre as suas atividades económicas para se tornarem objeto da “especialização” ditada pelo mercado, isto é, pelo poder sediado no Centro. É ainda neste contexto que Portugal, por exemplo, se vem desindustrializando e orientando para o mercado turístico, como produtor de têxteis e calçado ou como terreno para a profusão do eucalipto, enquanto a Alemanha se vocaciona para a produção de material de transporte (automóveis, locomotivas, material de guerra, produtos químicos).

Esta segmentação promove uma grande desigualdade na geração de rendimentos, deficits comerciais nas periferias e superavits no Centro, onde se acumulam capitais ávidos de uma colocação rentável. E daí o fornecimento pelos bancos do Centro, de crédito aos bancos das periferias, para estes se encarregarem de encontrar formas de colocação no financiamento de empresas e famílias, que paguem os juros aos financiadores do Centro e ofereçam ainda margens de lucro para os bancos das periferias. A integração numa mesma área económica, financeira e monetária (como para os países onde vigora o euro) facilita esses fluxos: de empréstimos do Centro para as periferias, reembolsos e juros das periferias para o Centro. Como a aplicação desses capitais nas periferias terá de ter, forçosamente, em conta a divisão de trabalho no seio da UE, aquele financiamento vai privilegiar sectores virados para o consumo interno, para desenvolver bolhas imobiliárias ou de obras públicas de utilidade duvidosa. Os Estados nacionais, como departamentos do capital financeiro, dominados por classes políticas mafiosas, entram nesta dança, endividam-se e quando a ressaca chega, está aberto o caminho para um longo calvário de austeridade.

As desigualdades daí resultantes geram dependências e subalternidades, grandes diferenças salariais e na qualidade de vida, longe das promessas que pareciam concretizáveis, sobretudo a partir das entradas massivas de fundos comunitários, de uma homogeneidade de bem-estar para todos os povos comunitários e que se demonstra ter sido publicidade enganosa para os povos das periferias, como também para muitos milhões de trabalhadores dos países do Centro.
(...) 4 – À guisa de conclusão

Formalmente, o modelo de representação vigente é imune ao volume de participação eleitoral e o mandarinato sente-se legitimado para a ação política autocrática que permite o cálido encosto ao pote, qualquer que seja o nível de participação.
Essa atitude é acima de tudo de ordem prática pois dispensa atitudes e esforços para captação do apoio popular, para além da apresentação do produto eleitoral nos mesmos moldes em que se publicitam sabonetes ou automóveis mas, com uma maior margem de falsificação face à real valia do produto.

Consuma-se assim a existência de uma clivagem profunda entre “eles” e “nós” o que configura a razoabilidade da referência à existência de uma “classe política” termo que agasta todo o espetro partidário e provoca pinotes de indignação entre as suas claques; a classe política mostra-se um género de nobreza, a quem compete a política e a gestão da res publica, distanciada da multidão de servos, reduzida por diversos regulamentos e práticas sociais ao imundo planeta do trabalho ou da indigência. Como no ancien regime, esta nobreza considera como legítima a posse de direitos próprios, tenças, mordomias, imunidades diferenciadoras e é particularmente cuidadosa com a sua inclusão em leis de nível superior.

No tempo do fascismo qualquer pessoa detentora de esquerda considerava que a democracia dita representativa interessava como forma transitória entre as burlas eleitorais dos fascistas e a democracia “proletária”, embora se tenha tornado claro que esta última também se veio a revelar como pouco recomendável. Atualmente, a “civilizada” esquerda do sistema, tosco esquiço de qualquer pensamento alternativo de sociedade, aceita e privilegia os pleitos eleitorais, a democracia (não) representativa, a verbosidade fútil nos parlatórios, em detrimento da defesa da democracia de base, direta ou, da autogestão, da qual se terá esquecido, na sua senilidade. E, quais cabouqueiros da ordem capitalista, zurzem os abstencionistas e outros que se recusam a mostrar preferências de voto em gangs partidários.

Durante o fascismo era, de facto, mais fácil perceber do que atualmente, a inutilidade do voto, em eleições grosseiramente falsificadas ou restritas a uma minoria de potenciais inscritos. A possibilidade de defesa de ideias e de crítica não conduz, hoje, a uma perseguição policial extensiva mas seletiva, pois os sistemas políticos atuais emitem formas mais subtis e leves de controlo social. Entre essas formas, destacam-se uma escolaridade tecnocrática e apolítica prolongada, uma exposição elevada à boçalidade televisiva ou a superficialidade dos media em geral e o culto do individualismo como arma de sucesso, num contexto competitivo de superação ou esmagamento do outro. Sendo o sucesso, em última análise, medido pelo volume do consumo de bens e serviços, fica assim justificada a aceitação de jornadas de trabalho mais intensivas e extensivas, absolutamente em contradição com as capacidades dos meios de produção e de comunicação existentes, capazes de permitir uma redução substancial da parcela da vida dedicada ao trabalho. O consumo inveterado induz uma alegre submissão esclavagista ao mundo da mercadoria.

Os tópicos anteriores configuram a passagem das sociedades disciplinares para as de controlo biopolítico e que conduzem a diferenças na configuração dos modelos de representação que perpetuam, com normas distintas, a dominação da multidão pela minoria capitalista e pelos seus funcionários políticos.

Em Portugal e perante a crise económica e social em curso, já anunciada para durar décadas; face à existência de um sistema político e um modelo de representação criados ambos para garantir a perenidade do capitalismo dependente tradicional; e com a impune corrupção que por aí lavra, evidenciando a domesticação do poder judicial é, sem dúvida, de espantar a eficácia do caldo de cultura que incute a crença ou a inocência de quem votou em partidos, sem ter nada a ganhar com a continuidade da situação atual.

Esse conservadorismo resulta da perigosa ausência de contestação social, de construção política alternativa. Prefiguram-se iniciativas de faixas próximas da decadente esquerda institucional de pendor social-democrata e europeísta para manter morna a contestação e procurar ganhar algum alento, colando-se ao mediático Podemos e, numa segunda linha, ao Tsipras. Esse segmento político constitui um novelo que tem pontas soltas em Carvalho da Silva e no seu CES, atrelado ao Boaventura, o Tavares, a Ana Drago, o Daniel Oliveira; para mais, a guerra de chefes no PS pode fazer aproximarem-se alguns militantes que se juntem ao projeto de criação requentada de uma social-democracia. Do lado do PC, espera-se a continuidade da gestão sindical, recheada das rituais manifestações que não assustam o governo, nem fornecem qualquer incentivo à plebe, da gestão das câmaras que domina e a presença na concertação social, para além do habitual discurso nacionalista e de apelo a eleições.
Em Portugal, vive-se a continuidade do empobrecimento, económico e político."

Caso queira ler os restantes temas com gráficos e estatísticas que provam que a democracia é apenas uma miragem, na Europa, siga o link para o artigo completo, aquionde os restantes pontos, são focados:
2 - A romaria europeia de maio
3 – Avaliação histórica das romarias em terras lusitanas
3.1 – Avaliação global
          3.2 – Distribuição pelas cadeiras de Estrasburgo
           3.3 – As votações partidárias

NIGEL FARAGE DENUNCIA FRAUDE DEMOCRÁTICA DA UE, E ENVERGONHA DURÃO BARROSO



3 comentários :

  1. O PSD vai ter um Canal próprio de TV.
    A equipa técnica, que está ainda em debate, deverá incluir:
    Diretor Financeiro: Oliveira e Costa
    Provedor de Ética: Miguel Relvas
    Para além dos normais Telejornais, conduzidos por Manuela Moura Guedes, a programação deverá incluir, no prime-time, uma série de “talk shows”:
    Segunda: “CSI Oeiras”, com Isaltino de Morais
    Terça: “Portugal dos Pequeninos”, com Marques Mendes
    Quarta: “Moda e Elegância”, com Carlos Abreu Amorim
    Quinta: “Macho Latino”, com Paulo Portas e Pedro Mota Soares
    Sexta: “Ética nos Negócios”, com Dias Loureiro
    Ao Sábado e ao Domingo, haverá dois Concursos de Cultura:
    “De onde sopra o Vento?”, com Marcelo Rebelo de Sousa, e “Quem matou a Velha?”, com Duarte Lima.
    As manhãs da semana, serão abrilhantadas com um programa de Culinária:
    “Os meus Aventais”, com Luís Montenegro.
    Para assegurar a total independência do canal, estão ainda pensados diversos debates de membros do Governo, com os principais líderes da oposição: Manuela Ferreira Leite, José Pacheco Pereira e Rui Rio.
    Quinzenalmente, Alberto João Jardim animará um debate de Alcoólicos Anónimos.

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  2. um futuro minado planeado por uma constituição portuguesa que diz que a "a sociedade portuguesa caminha para o socialismo"
    o socialismo é a polarização social como aconteceu na união sovietica - uma elite super rica e um massivo povo miseravel e religioso
    leiam o preâmbulo da constituição portuguesa, uma constituição traidora elitista e socialista, leiam e repudiem o socialismo catolico elitista, é a vossa forca, ó portugueses

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  3. o vinte e cinco de abril foi a pior merda que aconteceu em portugal
    foi apenas a justificação do trafego de armas que se faziam nas colonias e que o governo de Marcelo já não controlava

    precisamos de liberdade, não de socialismo

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