16 março, 2014

O regresso de Relvas... Aquilo que vem nos jornais já não demite ministros??


Quando nada os detém... nem justiça, nem vontade popular, nem comunicação social, nem vergonha...
O voto é a arma do povo, dizem alguns crentes e ingénuos,  mas não sabem como usa-lo e passam a vida a dar tiros no próprio pé e a deixar ilesos quem a arma deveria abater, os que o enganam e roubam à descarada.
Se o voto é a arma do povo, porque saem os criminosos que roubam e enganam o povo, ilesos? Ricos? Risonhos? Felizes? E regressam sempre, ao local do crime, sem medos e sem vergonha?

Ricardo Araújo Pereira escreveu sobre "No tempo em que os jornais contavam", eu sinto-me tentada a escrever, um dia, sobre "Os países onde o voto conta para alguma coisa"
Mas enquanto o povo repete e assimila estas ideias idiotas de que está armado, de que está livre, de que vive em democracia, de que tem o poder... jamais lutarão para que isso seja verdade, a mentira-lha basta-lhes.
Se a democracia é isto, porque o povo a defende? Se a democracia é ser roubado e enganado por pessoas impunes, com morada identificada, com o gang montado e organizado de forma permanente há 40 anos, sem medo, sem vergonha e sem justiça... será isto democracia ou gagsterismo?

"No tempo em que os jornais contavam
No tempo em que os animais falavam, havia tamanha quantidade de ocorrências alegóricas que
ninguém se lembrava de assinalar que a existência de animais falantes também era notável. Os fabulistas eram gente que se maravilhava mais depressa com os prodígios morais do que com os prodígios naturais, e por isso deram muita atenção aos primeiros e nenhuma aos segundos. Como se não fosse mais frequente encontrar na natureza uma lebre fanfarrona, uma cigarra preguiçosa ou uma raposa hipócrita do que um único bicho falante.

O tempo em que os jornais contavam parece agora tão distante como o das fábulas. Não sei se o leitor se lembra: um jornal dava uma notícia que embaraçava um membro do Governo e este, movido por vergonha própria ou pressão alheia, demitia-se. Hoje, há pouca pressão e ainda menos vergonha. Aquilo que vem nos jornais já não demite ministros.

Tanto no tempo em que os animais falavam como no tempo em que os jornais contavam, as histórias acabavam com uma moralidade. As histórias de hoje, sendo menos morais, não deixam de ser instrutivas. Tão pedagógica é uma história moral como uma história imoral. E talvez sejam mais divertidas porque, embora ouvir um ser irracional proferir declarações sensatas dê vontade de rir, ouvir um ser racional proferir declarações absurdas também é humorístico.

Talvez por se terem desabituado de ler fábulas, os analistas não foram capazes de captar a verdadeira lição da história de Miguel Relvas. 
O grande escândalo do Portugal contemporâneo não é que um ministro queira controlar a comunicação social. O escândalo é não haver razão para controlar a comunicação social.
O nosso problema não é termos políticos prepotentes, é termos políticos que perdem tempo com tarefas inúteis.
Parece óbvio que Miguel Relvas tentou pressionar um jornal. E toda a gente pergunta: "Como se atreve?" Ora, a questão é: "Para quê?" Desperdiçou energia que teria sido mais bem aplicada em novas trapalhadas - ou até, quem sabe, na governação. Se Relvas não caiu depois destas notícias, não há nada que se publique em letra de forma que o possa fazer cair. Para quê preocupar-se com o que sai na imprensa? Tanto faz. O ministro deve dar às notícias que lhe apontam contradições gravíssimas o mesmo destino que deu ao clipping sobre a viagem de George Bush ao México: lixo com elas.  Ricardo Araújo Pereira

Mais, algumas compilações sobre o suspeito passado do Relvas
  1. Terá algo de fiável no currículo de Relvas?
  2. As teias de Relvas, Branquinho e Aguiar Branco
  3. Relvas de confiança?
  4. Relvas o artista e Angola... 
  5. Relvas o abusador
  6. Relvas e o currículo... 
  7. A Lusófona muito bem ligada
  8. Relvas doutorado em banha da cobra
  9. Relvas arrogante
  10. Relvas e Passos Coelho... que passado?
  11. Relvas e o BPN (nrº40 desta lista)
  12. Relvas o capanga de Passos Coelho?
  13. BES e a Lusófona
  14. Relvas e a RTP

4 comentários :

  1. Passos INSULTA o Povo16 março, 2014 16:04

    Já não bastava o regresso do "Dôtor" Relvas, a nomeação do Branquinho "Ongoing" para Sec. Estado, a da "Miss Swap" para Ministra e a dos muitos com ligações ao BPN/SLN, vem agora a do nº 2 da lista da "Santa Aliança". Pelo que fez em Viseu devia alterar o apelido de Ruas para... Rotundas. E os eleitores mesmo que não gostem, comem e calam! O lugar é... elegível. Já lá está! Isto é democrático, não é? Sabia que o Fernando "Rotundas", apesar de reformado por idade, requereu o subsídio de reintegração na vida... activa!? E quando confrontado por estar reformado, disse: "Em 2005 não recebi porque continuei em funções. Recebo agora como se fosse um PPR". E isto numa altura em que se cortam salários e pensões. Ai se o voto fosse nominal!

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  2. Vamos ajudar a que se debata com profundidade os pros e contras dos países em que o voto conta : 1º a informação/medias são dos mais controlados pelas elites "democraticas" e pelas outras só que com metodos mais musculados. 2º por sermos contra não temos obrigatoriamente razao 3º temos as nossas ideias e bem mas não é automatico os outros concordarem 4º o facto dos outros nos darem razão não é um atestado de certeza 5º se conseguirmos respeitar as ideias dos outros, discordando, estamos a contribuir para uma sociedade melhor 6º a informação transparente - e os sistemas que tornam isso possivel são as melhores para o cidadão comum . 7º recusar a necessidade de "protectores" que precisam de nos ensinar como devemos pensar é meio caminho andado para a cidadania; a outra metade é termos consciencia que ninguem faz nem tem que dar-nos as soluções numa travessa - temos que labutar forte, discutir muito, confrontar ideias, evoluir e alterar por vezes as crenças para acertarmos melhor. As sociedades mais prosperas e democraticas são as que têm melhor governação - sobre isso não é preciso ter crenças são os dados reais que o demonstram. Como é que sociedades que têm condiçoes de gelo e frio metade do ano conseguem melhores resultados que paises em que se anda de pança ao sol 9 meses por ano? (ontem fui para a praia).São bem governadas, sem necessidade de iluminados muito espertos que sabem o que é melhor para todos e decidem por eles - se necessario á força.
    Vamos estudar a forma de organização politica finlandesa e depois promovemos acabar com as benesses dos politicos no sistema portugues? Vai dar trabalho , mas papinha feita é o que a nossa Brigada das Colheres tem vindo a exercer a volta do tacho publico - só da UE já vieram 240 mil milhoes de euros e continuamos endividados até aos netos . Vamos ajudar os bisnetos a safarem-se destes holandinhos e jotinhas da gosma?.

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  3. Eu diria mesmo mais, se o Acordo Ortográfico não caiu depois de mais de 100 mil assinaturas e um sem fim de audições... ninguém quer aquela m**** do AO90, o que acham que planeiam para Portugal senão a sua decomposição transversal?

    Motivos cívicos de força devem-nos fazer mexer com inteligência e não só na rua. O alerta que deixo, e não sendo contra a tecnologia, é o de uma das agendas silenciosas mais perniciosas para a nação e para a humanidade.

    Se é verdade que "Não há futuro para as crianças que usem as novas tecnologias de informação e comunicação", pois os cérebros estão a ser pirateados para um gueto, semelhante ao autismo e nenhuma democracia sobreviverá aí no futuro:
    http://dererummundi.blogspot.pt/2014/03/nao-ha-futuro-para-as-criancas-que-usem.html

    Pior é a agenda da grelha inteligente e dos contadores inteligentes que por muito conspiracionista que soe, é bem real, tanto quanto os problemas de Saúde Pública que a invasão de electrosmog constitui. Os médicos não poderão abrir a boca por sua iniciativa, nem tão pouco diagnosticar, eles são escravos do Sistema:
    Recuse Contadores Inteligentes

    É que povo desinformado é povo enganado e há guerras que não podem ser perdidas porque nunca mais poderão voltar a ser ganhas!

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  4. Seguindo o link Ricardo Araújo Pereira - http://visao.sapo.pt/no-tempo-em-que-os-jornais-contavam=f669714#ixzz1xrUBfTjY
    Encontrei lá este excelente comentário que mostra o verdadeiro problema.
    "A Comunicação Social está a seguir o mesmo caminho da justiça e a igreja: para baixo. Ou seja, está a perder a credibilidade e assim, a força e a confiança.
    A maior parte dos nossos média são muito medíocres (se calhar porque são as notícias medíocres que vendem e são lidas, e que assim tornam os seus escritores populares)."
    A imprensa onde abunda a censura é um dos problemas graves deste país, mas isso poucos querem ver! Os políticos não são a parte mais grave até porque em geral o que eles fazem sabe-se, mas como está na moda falar dos políticos. Eu não me preocupo com aquilo que pouco afeta as pessoas, como por exemplo alguém ter um rendimento milionário, eu pergunto quanto é que isso me vai custar??? Eu preocupo-me com aquilo que afeta gravemente as pessoas e que é abafado.

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