25 abril, 2012

A submissão é o primeiro sinal de uma sociedade demente e uma politica doente.

Nada mais eficaz para a degradação de um país, do que aliar ao poder económico o poder politico, e
abençoar ambos, com a cegueira e a inércia da justiça.

Encontrei este artigo que achei interessante partilhar para percebermos como, lentamente, nos tornamos servos da banca e dos políticos, que na realidade representam ambos a mesma entidade: aquela que insiste em oprimir e submeter os cidadãos aos interesses da corja que detém o poder em Portugal.

"A Universidade Lusófona fez um apelo pouco ortodoxo aos seus colaboradores: que passassem a ser clientes do Banco Espírito Santo e que, além disso, aderissem a um determinado cartão daquela entidade bancária. A razão para este ‘pedido’ é simples: a Universidade em causa está a renegociar o financiamento do BES e este exige, em troca, cem novas contas. E esta chantagem foi explicada, em carta e sem rodeios e secretismos, aos que trabalham para a Lusófona. A Universidade tinha oito dias para angariar cem novos clientes para o BES.
Não discuto aqui a legalidade desta forma de ‘marketing’, que passa por fazer chantagem sobre empregadores para estes fazerem chantagem sobre empregados. Se é legal, não devia ser. Porque é imoral.
Mas já nada me espanta. A crise económica deu todo o poder aos chantagistas.

Na Europa e em Portugal, já quase todos aceitam a cobardia como um comportamento aceitável e até merecedor de louvor. A Europa faz chantagem sobre Portugal, o Governo faz chantagem sobre os portugueses, os bancos fazem chantagem sobre as empresas, as empresas fazem chantagem sobre os trabalhadores.
E o medo é a máquina que faz Portugal funcionar. O que o BES exige à Lusófona e a Lusófona exige aos seus colaboradores é apenas mais um episódio na nossa degradação moral. Quem pode, aproveita-se da crise. Quem deve, aceita e cala-se. E o exemplo, no abuso e na cobardia, vem de cima."
(Daniel Oliveira, no Expresso)



5 comentários :

  1. Porquê que o cartão de estudante do ensino superior é agregado a uma conta numa entidade bancária? Porquê que um estudante do mesmo grau, que não queira possuir uma conta num banco é obrigado a tê-la através do referido cartão? Porquê que as universidades são cada vez mais um negócio que o protocolo de Bolonha veio, ainda mais, legitimar? Será que tem alguma coisa que ver com a distinção entre o que se paga(cada vez mais) por um ano de propina da licenciatura que é inferior ao que se paga por um ano de propina num mestrado, agora quase que obrigatório?

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    1. Obrigada pelas informações.
      E pelas questões... realmente são pertinentes, mas as respostas devem ficar bem guardadas no segredo dos deuses... (demónios)
      Resta-nos calcular o que essas medidas ocultam

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    2. Concordo querem fazer de tudo negócio

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  2. Saúdo muito o seu blog que especifica o que muitos portugueses já sabem...que estamos a ser saqueados à plena luz do dia. Posso lançar-lhe um "desafio"? Achei curiosa a lista do lado direito que mostra vários valores espoliados ao erário público...se achasse por bem, poderia indicar-nos um total de todos estes negócios danosos para o povo português e compará-lo com o valor que teremos de pagar ao FMI pela "ajuda"?

    Cumprimentos!

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    1. A ideia é realmente interessante, mas não se esqueça que haverá ainda muitos desfalques que desconhecemos e existem também os desfalques que envolvem favores.... favores esses que nos saem caríssimos mas não são quantificáveis..
      Exemplo 1. Quase todos os ex-políticos tem direito a exercer cargos em empresas que antes favoreceram com contratos milionários, ou com medidas que custaram muito dinheiro aos portugueses.
      Exemplo 2. Muitos ex-políticos lesam o erário público oferecendo cargos a amigos e família a ganharem 3mil euros, 5 mil euros, sem currículo e muitas vezes sem terem sequer que aparecer no posto de trabalho. Ou seja esta bola de neve inclui já milhares de boys e girls que custarão ao estado milhões de euros por ano, que não é possível deslindar quais os beneficiados e quanto beneficiam.
      Exemplo 3. Existe também o truque de pagar as dividas que os políticos tem em bancos (subornos) que nunca saberemos o que os levou a pagar as dividas desses senhores.
      Temos ainda os casos Joe Berardo... e outros semelhantes que devem milhões ao estado e pedem empréstimos e ninguém os detém.
      Ou seja esta minha lista está ainda muito longe de estar completa. Mas se tiver tempo poderei tentar fazer isso.
      Entretanto convido todos que gostem de contas a fazer esse exercício e oferece-lo ao blog. Seria realmente revelador para todos e uma ajuda, para mim e para os portugueses.

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