28 agosto, 2011

Feitas as contas do TGV, ficamos a pagar 10 euros por mês para o sustentar.

Paulo portas passos coelho
"O TGV é um facto consumado. Voltar atrás ainda ficaria mais caro do que conclui-lo.»
Mentira ou piada só pode...  
Pensem nisto: se me oferecerem um telemóvel, terei de arcar com as mensalidades. Estas em um ano ou dois perfazem o custo do dito aparelho e ultrapassam-no. Eu necessito de saber, após a construção, quanto dinheiro irá para tapar os sucessivos buracos da gestão. Ninguém no seu perfeito juízo acha que o TGV será rendível, e o break-point nunca será atingido. E ninguém pensa que 1/60 da população de Lisboa se deslocaria diariamente para Madrid a 125 euros por sentido. Permitam-me o jogo de palavras, mas não faz sentido. Se eu necessito de 12300 × 2 × 125 × 365,25 por ano para equilibrar as contas do TGV, isto quer dizer que o buraco financeiro será qualquer coisa como mil, cento e vinte e três milhões de euros</i≳ anuais, subtraído das comissões da RENFE por cada passageiro não transportado abaixo dos 12300 diários. tenho o número 12300 de memória como aquele que era dado nos estudos de pessageiros ente Lisboa e Madrid para que o TGV fosse viável. Posso estar errado, e nesse caso agradeceria uma pequena correcção. As contas são, no entanto, proporcionais ao número de passageiros estimados. Ora 1.123 milhões de euros por ano são dois submarinos e uma frota de corvetas, ou, numa comparação mais socialista, o suficiente para quase um bilhete de TGV de ida a cada português para Madrid (aproveitava isso não pagando o bilhete de volta aos responsáveis pela construção daquele elefante alvo).   Cada português vai ter de pagar, utilize-o ou não, quase dez euros mensalmente para aquela abrenúncia, fora serviço de dívida na construção..Não sei se o custo de construção são os 3.500 milhões de euros que se anunciam, porque sempre haverá derrapagens (os orçamentos são feitos sempre sobre um filme de óleo). O que quero crer é que em três anos teremos duplicado os custos, porque acredito que o TGV vai estar quase sempre vazio. Indo de automóvel é, paradoxalmente, mais barato que ir no TGV, mesmo se for apenas uma pessoa.

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