O BANCO DE PORTUGAL NÃO GOSTAVA QUE LHE COMUNICÁSSEMOS AS FRAUDES QUE ÍAMOS ENCONTRANDO, COMO SE O MENSAGEIRO É QUE FOSSE O CULPADO DOS CRIMES QUE COMUNICAVA.
O ministro das Finanças mentiu descaradamente, e por isso deve ter sido condecorado pelo Cavaco Silva... pela incompetência e deslealdade ao povo.
Uma auditoria descobriu em 6 horas o que o Banco de Portugal não descobriu em muitos anos, por isso Meira Fernandes, sugere uma auditoria à supervisão do Banco de Portugal.
Meira Fernandes acusou o antigo governador do Banco de Portugal e o ex-ministro das Finanças de terem agravado a situação do BPN com declarações feitas na altura em que o ‘escândalo’ rebentou. O antigo administrador do banco entretanto nacionalizado disse ainda que o Estado teria poupado 380 milhões de euros se tivesse seguido o 'plano Cadilhe'.
"Como havia uma participação dos acionistas de 380 milhões de euros, em qualquer caso era sempre menos 380 milhões de euros. É aritmética, porque o Governo podia depois nacionalizar [o banco] em qualquer altura", defendeu Meira Fernandes.
O plano de reestruturação de Miguel Cadilhe, então presidente do BPN, passava por um misto de capitais públicos e privados, com a injeção de 380 milhões de euros pelos acionistas, enquanto o Estado entrava com 600 milhões de euros em ações preferenciais, com um dividendo prioritário.
No entanto, o Governo de José Sócrates optou pela nacionalização do banco, decisão igualmente criticada por Meira Fernandes durante a audição. Para o responsável, o argumento de risco sistémico utilizado pelo executivo não se colocava para um banco que tinha dois por cento de quota de mercado. (MENTIRAS DO GOVERNO) Para além disso, o Governo terá recusado a injeção dos 600 milhões de euros devido aos “custos para os contribuintes”, quando essa cedência de capital era "remunerada" e com "dividendo prioritário", e depois considerou que a nacionalização seria a melhor opção.
“Fomos completamente enganados” O ex-administrador do BPN afirmou que a sua equipa, liderada por Miguel Cadilhe, foi "completamente enganada", inclusive “por alguns dos acionistas” da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), numa alusão ao facto de a equipa desconhecer o teor de um documento intitulado "estado da Nação" sobre a situação do grupo.
De acordo com Meira Fernandes, a sua equipa entendia que a SLN deveria opor-se à nacionalização do BPN proposta pelo Governo, apresentando duas ações, uma delas sobre os critérios de avaliação do valor patrimonial do banco para efeitos de indemnização.
Não há nenhum empresário português "relevante" que não esteja ligado a Angola.
"O poder político pôs-se de joelhos perante a elite angolana"
Têm sido limadas arestas para que o poder angolano não se irrite com as elites portuguesas.
A ideia foi defendida pelo jornalista Nicolau Santos na apresentação do livro Os Donos Angolanos de Portugal.Vinte e sete ex-governantes portugueses da era democrática, de ministros dos Negócios Estrangeiros a ministros da Presidência e secretários de Estado, assumem protagonismo nas relações económicas entre Portugal e Angola.
Quando Francisco Louçã, Jorge Costa e João Teixeira Lopes começaram a desenrolar o novelo da burguesia portuguesa para um próximo livro, concluíram que as ligações económicas entre Portugal e Angola justificavam um volume isolado.
A investigação, parte de um trabalho mais amplo dos mesmos autores sobre a burguesia portuguesa e que dará origem a outra publicação ainda este ano, permitiu aos três dirigentes do BE concluir que não há praticamente nenhum empresário português "relevante" que não esteja ligado a Angola. E que Portugal tem sido uma espécie de "offshore" ou sector estratégico para os capitais angolanos.
Têm sido limadas arestas para que o poder angolano não se irrite com as elites portuguesas.
A ideia foi defendida pelo jornalista Nicolau Santos na apresentação do livro Os Donos Angolanos de Portugal.Vinte e sete ex-governantes portugueses da era democrática, de ministros dos Negócios Estrangeiros a ministros da Presidência e secretários de Estado, assumem protagonismo nas relações económicas entre Portugal e Angola.
Quando Francisco Louçã, Jorge Costa e João Teixeira Lopes começaram a desenrolar o novelo da burguesia portuguesa para um próximo livro, concluíram que as ligações económicas entre Portugal e Angola justificavam um volume isolado.
A investigação, parte de um trabalho mais amplo dos mesmos autores sobre a burguesia portuguesa e que dará origem a outra publicação ainda este ano, permitiu aos três dirigentes do BE concluir que não há praticamente nenhum empresário português "relevante" que não esteja ligado a Angola. E que Portugal tem sido uma espécie de "offshore" ou sector estratégico para os capitais angolanos.
Elisabete Tavares afirma que os partidos, da velha guarda, não servem o país nem a economia
Elisabete Tavares, jornalista no "Expresso" afirma que os partidos não servem o país nem a economia, servem a banca e as sociedades secretas.
Afirma ainda que os partidos pagam a comentadores, para andar na internet a comentar e a desacreditar, aqueles que divulgam verdades/factos que lhe desagradam, ou opinam contra eles.
Garante ainda que não podemos esperar que sejam os partidos a mudar este caos, pois eles gostam e da-lhes geito, temos que ser nós a mudar. A apostar em novos partidos e em pessoas independentes e deixar de apenas criticar, é preciso agir contra os partidos que se apoderaram do país e estão cheios de vícios e clientelas. Votar contra os que nos roubam e os que criticamos.
LISTA DE SAQUES : http://goo.gl/jHVZE
LISTA DE TACHOS : http://goo.gl/f4FcW
"Deve ser à união dos portugueses em geral enquanto cidadãos para assumirem finalmente as suas responsabilidades e perceberem que existem dois países, existe o país que é o nosso, dos portugueses e existe o país dos partidos. Os países vivem fechados neles próprios, no seu próprio país"
"mas eles servem também muitos interesses, desde sociedades secretas ao sector financeiro, depois cada um tem os seus lobbys, enfim"
"Vou dar-te um exemplo, estou aqui sentada agora eu e os meus colegas do expresso e da exame vimos aqui sentamo-nos e damos o nosso comentário, depois de seguida colocamos no nosso site, no site do expresso, o vídeo, depois os partidos, alguns partidos têm comentadores pagos só para ir lá comentar se as nossas
opiniões não lhes forem favoráveis. Portanto, é este o País que queremos? É este tipo de ética que nós queremos? (...) Estas coisas têm que ser ditas. É um bocado aquela ideia estamos à espera que os partidos mudem, os partidos não mudam, e se há uma coisa que ficou provada recentemente é que os partidos não existem para nos servir, nem para servir a economia nem o País, e portanto, união sim, mas eu penso que os portugueses têm que começar alguns também, sei lá, alguns terão que concorrer a eleições também, e alguns já estão a fazê-lo, a concorrer agora às eleições autárquicas, há vários portugueses como independentes a concorrer (...) já não basta só criticar"
Afirma ainda que os partidos pagam a comentadores, para andar na internet a comentar e a desacreditar, aqueles que divulgam verdades/factos que lhe desagradam, ou opinam contra eles.
Garante ainda que não podemos esperar que sejam os partidos a mudar este caos, pois eles gostam e da-lhes geito, temos que ser nós a mudar. A apostar em novos partidos e em pessoas independentes e deixar de apenas criticar, é preciso agir contra os partidos que se apoderaram do país e estão cheios de vícios e clientelas. Votar contra os que nos roubam e os que criticamos.
LISTA DE SAQUES : http://goo.gl/jHVZE
LISTA DE TACHOS : http://goo.gl/f4FcW
"Deve ser à união dos portugueses em geral enquanto cidadãos para assumirem finalmente as suas responsabilidades e perceberem que existem dois países, existe o país que é o nosso, dos portugueses e existe o país dos partidos. Os países vivem fechados neles próprios, no seu próprio país"
"mas eles servem também muitos interesses, desde sociedades secretas ao sector financeiro, depois cada um tem os seus lobbys, enfim"
"Vou dar-te um exemplo, estou aqui sentada agora eu e os meus colegas do expresso e da exame vimos aqui sentamo-nos e damos o nosso comentário, depois de seguida colocamos no nosso site, no site do expresso, o vídeo, depois os partidos, alguns partidos têm comentadores pagos só para ir lá comentar se as nossas
opiniões não lhes forem favoráveis. Portanto, é este o País que queremos? É este tipo de ética que nós queremos? (...) Estas coisas têm que ser ditas. É um bocado aquela ideia estamos à espera que os partidos mudem, os partidos não mudam, e se há uma coisa que ficou provada recentemente é que os partidos não existem para nos servir, nem para servir a economia nem o País, e portanto, união sim, mas eu penso que os portugueses têm que começar alguns também, sei lá, alguns terão que concorrer a eleições também, e alguns já estão a fazê-lo, a concorrer agora às eleições autárquicas, há vários portugueses como independentes a concorrer (...) já não basta só criticar"A Junta de Benfica e os ajustes directos aos amigos do partido: PS
Em Portugal vale tudo quando se pretende fazer favores a amigos e distribuir impostos.... Quem recebe o dinheiro das obras são os amigos do partido, mas quem faz o serviço, são os escravos do centro de desemprego? E nem sequer cumprem o serviço contratado? E depois as empresas que concorrem aos concursos vem-se a descobrir que na realidade, são uma só empresa, apenas para garantir que ganham? Só visto... Mais um rol infindável de estranhas coincidências e favores, que deixam antever o desprezo pela defesa do interesse público.
Junta de Benfica entrega ajustes directos a colegas e amigos do PS
A autarquia socialista entregou três obras, no total de 134.576 euros, por ajuste directo, a duas empresas com ligações a colaboradores seus e ao PS. Parte dos trabalhos acabou por ser feita por desempregados ao serviço da própria junta.
Num dos casos, parte dos trabalhos acabou por ser feita por pessoal da autarquia. Já neste mandato, a junta contratou também, por 26.400 euros, um membro do secretariado do PS de Lisboa, que dirige as suas obras e trabalha há pelo menos uma década com um dos donos da empresa agora contratada. Um outro ajuste directo contemplou um ex-vereador socialista da Câmara de Lisboa com mais 64.800 euros.
A corrupção no urbanismo em Portugal, é mais lucrativa que o tráfico de droga.
Neste video Paulo Morais explica como funciona a corrupção no urbanismo, uma autêntica máfia sincronizada e estruturada, para lesar o estado.
A Bolha
Os pelouros de urbanismo nas câmaras municipais deveriam planear o território e autorizar apenas construções que respeitassem os planos. Mas, na prática, isto nunca acontece. Como os vereadores de urbanismo estão subjugados aos promotores imobiliários que dominam os partidos, estes ‘patos bravos’ compram por tuta e meia terrenos agrícolas e, através de um despacho administrativo obtido na câmara, transformam-nos em urbanizáveis.
Com esta simples operação, esquecem o interesse do povo, multiplicam o investimento dez e mais vezes e garantem lucros obscenos, apenas equivalentes aos do tráfico de droga. O rendimento fica desde logo assegurado. Porque, das três, uma. Ou constroem, vendem apartamentos a preços inflacionados e ganham fortunas. Ou acabam por vender caro ao Estado, porque sobre o terreno, hipervalorizado, vai edificar-se um qualquer equipamento público.
Deputados PSD/CDS/PS abdicaram da soberania monetária, sem mandato para isso. Pagamos com austeridade
Por que a Islândia experimentou uma forte recuperação económica após o colapso financeiro de 2008?por Martin Zeis
Grimsson deu uma resposta famosa ao repórter financeiro da MSM, declarando que a recuperação da Islândia se devia à seguinte razão primária:
"… Fomos suficientemente sábios para não seguir as tradicionais ortodoxias prevalecentes do mundo financeiro ocidental nos últimos 30 anos. Introduzimos controles de divisas, deixámos os bancos falirem, proporcionámos apoio aos pobres e não introduzimos medidas de austeridade como você está a ver aqui na Europa. ..."
Ao ser questionado se a política de deixar os bancos falirem teria funcionado no resto da Europa, Grimsson respondeu:
"... Por que é que os bancos são considerados as igrejas sagradas da economia moderna? Por que é que bancos privados não são como companhias aéreas e de telecomunicação às quais é permitido irem à bancarrota se tiverem sido dirigidas de um modo irresponsável? A teoria de que você tem de salvar bancos é uma teoria que permite aos banqueiros desfrutaram apenas dos lucros e do êxito e deixa as pessoas comuns arcarem com os seus fracassos através de impostos e austeridade. O povo em democracias esclarecidas, não vai aceitar isso a longo prazo. ..." fonte
EURODEPUTADO DEFENDE A SAÍDA DO EURO
ECONOMISTA EXPLICA QUE PORTUGAL NÃO TEM AS FERRAMENTAS NECESSÁRIAS PARA LIDAR COM A DIVIDA, E QUE A ALEMANHA E FRANÇA NÃO PAGARAM AS SUAS DIVIDAS
As manhas e artimanhas que os partidos inventam para se perpetuar no poder. Votos ao "lixo"?
Partidos em Portugal, julgam-se donos da democracia, isso é fascismo, atacaram Marinho Pinto?
504 982 votos ao lixo por Paulo Morais.
Meio milhão de cidadãos sai de casa para depositar o seu voto numa urna que serve apenas para enterrar o ato de participação cívica.
Reza a Constituição que o sistema eleitoral deve ser proporcional. Ou seja, que a atribuição de mandatos aos partidos corresponda à proporção de votos que receberam. Um princípio evidente que… só existe na teoria. Na prática, o que temos é, por exemplo, os deputados do Bloco a precisarem do dobro dos votos dos do PSD para ser eleitos.
Nesta distorção de proporcionalidade, ganham PS e PSD e perdem todos os outros partidos. A Constituição exige que o número de deputados de cada partido seja proporcional ao número de votos, um postulado que vem sendo reiteradamente violado. Se considerarmos apenas os resultados das legislativas de 2011, verifica-se que o PSD elegeu um deputado por cada 19 992 votos e, no outro extremo, o BE necessitou de 36 115 votos por cada mandato obtido. Já o PAN e o MRPP não elegeram qualquer deputado, apesar de terem recebido muito mais votos do que o número de votos por deputado de qualquer dos partidos parlamentares.
504 982 votos ao lixo por Paulo Morais.
Meio milhão de cidadãos sai de casa para depositar o seu voto numa urna que serve apenas para enterrar o ato de participação cívica.
Reza a Constituição que o sistema eleitoral deve ser proporcional. Ou seja, que a atribuição de mandatos aos partidos corresponda à proporção de votos que receberam. Um princípio evidente que… só existe na teoria. Na prática, o que temos é, por exemplo, os deputados do Bloco a precisarem do dobro dos votos dos do PSD para ser eleitos.
Nesta distorção de proporcionalidade, ganham PS e PSD e perdem todos os outros partidos. A Constituição exige que o número de deputados de cada partido seja proporcional ao número de votos, um postulado que vem sendo reiteradamente violado. Se considerarmos apenas os resultados das legislativas de 2011, verifica-se que o PSD elegeu um deputado por cada 19 992 votos e, no outro extremo, o BE necessitou de 36 115 votos por cada mandato obtido. Já o PAN e o MRPP não elegeram qualquer deputado, apesar de terem recebido muito mais votos do que o número de votos por deputado de qualquer dos partidos parlamentares.
Ex-autarca da Parede desvia mais de 400 mil euros, com ajuda da filha e tesoureiro
A autarquia da Parede esteve envolvida num esquema fraudulento pelas mãos de um tesoureiro, autarca, a filha do autarca e mais cinco funcionários.
No total foram desviados cerca de 410 mil euros, apurou o Público.
O ex-tesoureiro da Junta de Freguesia da Parede, João Magno, o ex-autarca, a filha deste e outros cinco funcionários da autarquia foram acusados pelo Ministério Público de desviarem dinheiros públicos, para fins pessoais, no valor de 410 mil euros.A responsabilidade é atribuída essencialmente ao, na altura tesoureiro, um eleito do CDS, que saiu do cargo em 2010 e que retirou aos cofres da freguesia 382 mil euros.
O Ministério garante que o ato foi com pleno conhecimento e com o acordo do então presidente da junta, Carlos de Almeida que, entretanto, acabou por falecer.
A filha do ex-presidente é também acusada de estar envolvida e de ter beneficiado de empréstimos ilegais da autarquia, em cerca de 30 mil euros, que não devolveu. E terá também ajudado o tesoureiro a falsificar as contas da autarquia, colocando uma despesa de 56 mil euros quando a fatura era de apenas seis mil.
O antigo tesoureiro é acusado de sete crimes de peculato e três de falsificação de documentos agravada. A filha do ex-presidente é acusada do crime de peculato e falsificação e os restantes arguidos são acusados do crime de peculato cada um.
Considerando um orçamento anual de 760 mil euros, em três anos as receitas e despesas rondaram os 2,3 milhões de euros. Durante esses mesmos anos, desapareceram 410 mil euros. Ou seja, desviaram anualmente quase 20% da receita total da autarquia. Fonte
A justiça está nas nossas mãos, somos nós eleitores que temos o dever cívico de punir as más politicas, os maus políticos e os maus partidos políticos. Ao contrário do que temos feito.
Actualmente o eleitorado português vota nos corruptos ou nem vota válido. (ver gráfico)
Se existe tanta corrupção e descaramento é porque eles sabem que o eleitorado português é inofensivo, não os pune nem vota contra eles.
Votar nos partidos corruptos é incentivar a corrupção. Votar branco ou nulo ou abster-se é deixar impunes os corruptos.
Está na hora de saber usar o voto, votando contra os que queremos criticar, censurar ou condenar.
Votar contra os que lesam o interesse do país.
- Os mandarins locais
- Luis Filipe Menezes tem mais para acrescentar
- Empresas municipais, e os boys
- Como é possível, tanta incompetência?
- Exemplos de boa gestão
- Ninhos de boys
- Compadrio e despesismo
- Gestores sem currículo...
- O contribuinte sabe onde gastam o seu dinheiro?
- Parasitas e charlatões que se acotovelam por um lugar na Câmara Municipal, numa empresa pública, Fundação, ou Instituto.
- Os Marajás de Portugal
- O desastre do esbanjamento irresponsável.
- Demolir 32 milhões, pavilhão novo?
- A crise deixa os autarcas loucos pelo poleiro... a vergonha é nula.
Ricardo Salgado apanhado nas escutas a distribuir os milhões dos submarinos: "Só vejo aldrabões à nossa volta"
Neste vídeo Ricardo Salgado afirma "não saber o que vai acontecer ao processo dos submarinos". Mas agora já sabemos. Por coincidência (ou não), à hora a que o vídeo foi divulgado no Jornal das 8H da TVI já era público o arquivamento do inquérito por "inexistência de indícios de favorecimento do negócio" e porque os "factos susceptíveis de consubstanciar a prática de crimes de corrupção já se encontram prescritos desde Junho passado", referiu a estação televisiva citando uma publicação da Revista VISÃO. Que conveniente.... e oportuno.
Entretanto, a TVI divulgou outro excerto das gravações, no qual Ricardo Salgado fala dos 14 milhões alegadamente recebidos do construtor Zé Guilherme insistindo que "não recebeu comissão nenhuma" e recusando dar explicações adicionais aos seus pares por se tratar de "um assunto do foro pessoal".
Olha quem fala: "Só vejo aldrabões à nossa volta"
O processo dos submarinos pode não permitir a criminalização dos responsáveis, mas não pode deixar de exigir que pelo menos se puna quem permitiu os desmandos que estão patentes na frase dos Espírito Santo.
A frase foi dita por Ricardo Salgado numa reunião “familiar” para distribuir os despojos do negócio dos submarinos. A audição das gravações dessa reunião, que a TVI tornou possível, apesar da ameaça de processos, permitiu-nos ouvir os representantes dos diferentes clãs da família Espírito Santo a fazerem essa distribuição ao vivo. Salgado fala com uma voz pausada e de autoridade, os outros fazem perguntas concretas sobre a parte que lhes coube. Com a maior das calmas, sem sequer qualquer visível entusiasmo pelo que cada um ia receber - um milhão de euros, que deixariam qualquer mortal feliz -, percebe-se como era habitual lidarem com milhões e milhões, os que eram deles e os que não eram.
Só queriam explicações sobre por que é que não era mais, sabendo que outros tinham ficado pelo caminho, nos intermediários de baixo e no “alguém” que não é nomeado. A voz da ganância perguntava: “como é que aqueles três tipos receberam 15 milhões” e eles só cinco? Quando as perguntas começaram a querer ir mais longe, Salgado manda que não "[remexessem] mais no assunto”.
(...)De onde veio o dinheiro? Do bolso dos portugueses, os tais que estavam a “viver acima das suas posses” e que o pagaram quando compraram os submarinos mais caros devido ao rastro de corrupção que eles deixaram atrás. Sabem quando estas frases foram ditas? Há um ano, em Novembro de 2013, estavam os portugueses no seu quinto ano de empobrecimento.
Caso Submarinos: todas as perguntas que continuam sem respostas. Portas e Sócrates em guerra.
A investigação à compra dos submergíveis continua mergulhada em dezenas de dúvidas. O processo já foi arquivado, mas são os próprios investigadores a escrever no despacho final que nem tudo ficou esclarecido. Então mas arquivar um inquérito que ainda tem pontas soltas não é uma contradição? À primeira vista é, mas a equipa do DCIAP justifica que nada pode fazer contra a falta de colaboração das autoridades alemãs ou até mesmo contra os prazos. Isto porque defendem que os principais crimes, a terem existido, já prescreveram. A investigação acabou formalmente – ainda que tenham sido extraídas duas certidões –, mas continua a correr muita tinta sobre o que poderia ter sido averiguado e não foi. Não foi porque este processo se tornou um entra e sai de procuradores, porque muitas provas não estavam em Portugal, e porque houve “elevadíssimo melindre” em indiciar políticos num ano eleitoral.(Nota do blog: recordo que comissões significa "luvas")
COMECEMOS PELA DÚVIDA QUE TODOS TÊM. PORQUE É QUE HOUVE CONDENADOS NA ALEMANHA E NA GRÉCIA E EM PORTUGAL NÃO?
Vamos aos factos: o ex- -ministro grego da Defesa Akis Tsochatzpoulos foi condenado a 20 anos de prisão por branqueamento de 6 milhões de euros provenientes de subornos para viabilizar o negócio da compra de quatro submarinos à Man Ferrostaal e outro equipamento militar.
Na Alemanha, dois ex-gestores do consórcio alemão admitiram ter pago luvas no valor de 62 milhões de euros a intermediários na Grécia e em Portugal para conseguirem vencer os concursos dos submarinos.
O ex-cônsul honorário de Portugal em Munique Jürgen Adolff também foi condenado por corrupção: em vez de defender os interesses de Portugal, aceitou defender os interesses dos alemães a troco de contrapartidas patrimoniais. O seu papel seria promover contactos directos "com representantes do governo português destinados a aumentar as hipóteses de adjudicação ao
Se assim foi, por que razão nunca foi ouvido no processo em Portugal? Os procuradores deram uma resposta detalhada a esta pergunta no longo despacho de arquivamento. Desde logo, por um princípio jurídico: o do "ne bis in idem", que determina que ninguém pode ser julgado pelos mesmos factos duas vezes. Além disso, explica o mesmo despacho, as autoridades alemãs não forneceram elementos essenciais para reconstituir os circuitos financeiros dos eventuais pagamentos de luvas, ao contrário do que aconteceu com a Grécia. Uma testemunha do processo alemão, que trabalhou para a empresa Man Ferrostaal, denunciou mesmo que os visados negociaram com a justiça alemã um acordo de sigilo. Acordo esse que não é legal em Portugal. Como se tudo isto não bastasse, os únicos elementos que a Alemanha forneceu não permitiam identificar "decisores políticos ou outros" elementos que tenham sido corrompidos em Portugal".
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| As contrapartidas nunca cumpridas |
EM QUE CONSISTEM OS DOIS PROCESSOS QUE FORAM ABERTOS SOBRE OS SUBMARINOS?
De forma genérica explica-se da seguinte forma: num processo investigam-se as circunstâncias em que o contrato foi celebrado e no outro se as contrapartidas que estavam nesse contrato eram reais ou fictícias. O processo arquivado em Dezembro tinha o objectivo de investigar como se processou o concurso para aquisição de dois submarinos, bem como a forma como foi celebrado o contrato entre o Estado e o German Submarine Consortium (GSC).
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