23 julho, 2014

Associação de Paralisia Cerebral roubada, usada e abusada pela presidente?


Já nem os deficientes escapam dos impiedosos e gananciosos corruptos? Desviar fundos, bens e serviços de uma Associação de deficientes é algo que ultrapassa a sujidade da corrupção, roça o macabro e o mesquinho.

GUIMARÃES
"Durante os 9 anos em que presidiu a Associação de Paralisia Cerebral (APC), Maria Rodrigues ter-se-á apoderado de 96.800 mil euros, além de equipamentos vendidos e mensalidades desviadas, Maria Rodrigues, que se comportava como a dona da instituição, usou ainda um funcionário da entidade para trabalhar na sua quinta e fazer-lhe compras, avança o Jornal de Notícias.
Entre 1997 e 2006, a educadora de infância de 61 anos presidiu o núcleo de Guimarães da associação sem fins lucrativos.
Pelos cálculos feitos por um juiz, a mulher, que deveria ganhar um salário de 700 euros enquanto funcionária pública, arrecadou mais 75.600 euros nos nove anos em que exerceu funções de presidente.
O Ministério Público acredita que retirou 2.500 euros à associação e que vendeu os aparelhos de ar condicionado, fotocopiadoras e livros, além de se apropriar das verbas de mensalidades no valor de 21 mil euros.
Neste momento, enfrenta as acusações no Tribunal de Guimarães." 
Se se provar culpada, a pena será suavíssima.


4 comentários :

  1. E não vai presa nem tão pouco vai a tribunal para ser julgada...?
    Algo vai mal neste país...

    ResponderEliminar
  2. A generosidade tambem(como tudo o mais) precisa ser esclarecida e todos devem fazer um esforço de conhecer bem os meandros antes de desatarem a esbanjar dinheiro. No campo do voluntariado e dadivas,muitos ficariam espantados com a quantidade de desperdicio,gastos exagerados se qualquer rentabilidade pratica e percentagem minima que chega aos necessitados por mau uso das dadivas.
    Vou simular -como se tivesse sido verdade uma situação de emergencia num país das Caraibas e que os generosos dão dinheiro para assistencia aos necessitados. A ONG decide enviar um tecnico de avião, um contentor com o equipamento e alugar uma casa e comprar um carro para o dito especialista -aqui devemos analizar que nem o tecnico lá faz grande falta,pois há muitos tecnicos ali perto, mas é esse a especialidade da dita ONG e graças a esta ida tem reportagem da televisão e loas a grande "esforço" dos voluntarios. Agora vamos ver o que acha o generoso que deu dez, vinte, cinco, dois ou duzentos euros e se apercebe que só a partir dos 650 mil euros é que um habitante de lá começa a receber alguma ajuda - já que foi preciso pagar a viagem do contentor com equipamento do tecnico, alugar a casa e comprar o carro. Se tiver juizo para a proxima só dá algo a quem sabe que não faz politica com as dadivas mas usa de grande cautela e rigor para que a ajuda chegue quase toda a quem precisa( no fim o que o generoso pensa que deve acontecer quando dá).
    Mas cidadãos tenham olhos bem abertos porque em muitos casos não é a seriedade o guiao destas ONG e fazerem que não sabem disso não ajuda quem realmente precisa. Se querem ser amigos informem-se com profundidade de comousam os euros que deu; vai apanhar cada susto que nem imagina.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É bem verdade o que diz. Ele há estudos conhecidos que demonstram que por cada 100 euros doados entre 60 a 99,9 euros são consumidos pela máquina da ONG.
      Avanço-lhe com uma situação em concreto. Uma empresa, não interessa agora o nome, do sector dos legumes faz um donativo real ao Banco Alimentar de 5 toneladas de batata e 1 tonelada de alface mas na factura que é obrigado passar duplica as quantidades e ao mesmo tempo indica um preço mais elevado do que pratica para assim branquear vendas e volumes efectuadas no mercado paralelo

      Eliminar