30 março, 2015

Metro pagou 9 milhões por terreno que valia menos de 5 milhões. Paulo Morais tentou travar negócio.

Esta é mais uma história de corrupção que todos deveriam conhecer. O caso dos Salgueiros, já é antigo mas o crime e a metodologia é bem actual, continuam a chocar-nos todos os dias, actos ilícitos de representantes do poder público. E nada como recordar aos que já esqueceram e informar os que nunca tomaram conhecimento, pois é urgente despertar um povo adormecido. Temos que entender que é também a censura e a punição politica e moral exercida pelo povo, que contribuirá para erradicar a corrupção instalada. A justiça é ineficaz mas o povo também se tem demitido do seu dever de punir e julgar tudo e todos que lesam o seu interesse.
Nas palavras de Paulo Morais:
"E os casos que denunciou, já conseguiu que algum chegasse ao fim?
Tenho uma panóplia. O Ministério Público tem apreciado e é com alguma perplexidade que vejo alguns arquivados, como o do Metro do Porto. Em determinado momento o Metro do Porto resolveu adquirir uns terrenos no Campo dos Salgueiros. Estavam avaliados na ordem dos 5 milhões de euros. Mas o Metro decidiu pagar quase 9 milhões por um terreno que sabia valer menos de 5 milhões. Fiz uma denúncia, apresentei documentos oficiais, avaliações, actas do conselho de administração do Metro, e o MP entendeu arquivar o processo porque não sabia onde estavam os 4 milhões de euros sobrantes. O povo português foi roubado em 4 milhões só naquele negócio." 

Esta forma mais habitual de desfalcar o estado para enriquecer privados, tem sido uma constante em Portugal. O estado, na pessoa que o representa, compra sempre aos privados, por valores muito acima do mercado ou das avaliações, e vende sempre aos privados, por valores muito abaixo do mercado ou das avaliações. Assim se têm criado muitos milionários em Portugal.
A PARTIR DO MINUTO 2,5 DESTE VIDEO, PAULO MORAIS EXPLICA COMO A CORRUPÇÃO NO URBANISMO ENRIQUECE O CORRUPTOS E EMPOBRECE O PAÍS

28 março, 2015

Gregos avançam com auditoria à divida, Portugueses continuam a pagar dividas alheias.

Há anos que se recolhem assinaturas, em Portugal para legitimar o avanço de uma auditoria à divida portuguesa. No entanto a tarefa é inglória, os anos passam e não se conseguem encontrar 30 mil portugueses interessados em saber quem e como esbnajaram o nosso dinheiro, e por isso não foi possível ainda recolher as 30 mil assinaturas necessárias, neste site. Os portugueses continuam desinteressados, alienados, desunidos e pouco activos.
A da Grécia "É a primeira comissão de auditoria da dívida a ser formada na Europa"
Nós portugueses somos um país muito preocupado e dedicado mas em encher o bolso ao Jorge Jesus e ao Pinto da Costa, mas muito desinteressado em travar quem nos esvazia os bolsos.
Basta um joguinho de futebol e rapidamente se reúnem milhares e milhares de portugueses dispostos a abrir a carteira e pagar dezenas de euros de bilhete para ver a bola e ajudar os pobres jogadores e treinadores de futebol a pagar os seus luxos. Mas para apoiar uma auditoria à divida, uma simples assinatura grátis, andam alguns voluntários, anos a fio para reunir 30 mil assinaturas? Tanta indignação e ódio contra os corruptos e os desfalques deles e quando alguém se propõe a pedir contas, através de uma entidade internacional, não conseguimos unirmos? Nem em algo que beneficiaria todos os cidadãos, menos os que roubaram o país?

Grécia cria comissão de auditoria da dívida coordenada por 
Eric Toussaint.
Segundo esclareceu a presidente do parlamento grego, "o objetivo é determinar o eventual caráter odioso, ilegal ou ilegítimo das dívidas públicas contraídas pelo governo grego".
"É a primeira comissão de auditoria da dívida a ser formada na Europa", lembrou, por sua vez, a deputada do Syriza Sofia Sakorafa.

26 março, 2015

A minha opinião sobre Sócrates é muito simples... Sócrates é doente...

Um texto imperdivel que resume em poucas palavras, a história dos desvarios de Sócrates 
"Antes de escrever o que quer que seja, quero referir que não me deixo levar por "teorias de conspiração", que normalmente apenas existem na cabeça de alguns "iluminados" e que felizmente raramente correspondem à realidade.
A minha opinião sobre Sócrates é muito simples... Sócrates é doente...
E como não consegue distinguir a verdade da mentira, tem um discurso coerente e credível, quer seja verdade o que diz, quer seja completamente falso...
Sócrates tem um ego gigantesco...
Acha-se um génio, e no seu desvario achou que o País lhe devia eterno reconhecimento...
Fez de Portugal o seu quintal...
E trouxe para a brincadeira os seus amigos...
Se hoje não duvido da honestidade de homens como Luís Amado, ou Teixeira dos Santos, sempre achei que só num governo comandado por um lunático, se poderiam encontrar personagens como Paulo Campos ou Maria de Lurdes Rodrigues...
Sócrates trouxe para a politica um modo agressivo e de falta de educação, que segundo os seus seguidores o definiam como o "Animal Feroz".
Para mim, e já o referi anteriormente, José Sócrates é apenas um homem que não aceita o contraditório, e é extremamente mal educado...
Que faz do insulto a sua arma...
Que faz do medo o seu "modus operandi"...
Que não hesitou em quebrar a espinha ao ministério público através de magistrados cobardes, como Cândida Almeida, Pinto Monteiro ou Noronha do Nascimento, os quais pura e simplesmente evitaram que qualquer processo que envolvesse o primeiro ministro, chegasse sequer a inquérito...
Que criou na banca uma rede de influências, através das quais manteve uma divida pública artificial, assente na compra de títulos dessa mesma divida por parte da Banca e que levou à sua total descapitalização...
Que tentou silenciar a imprensa que lhe era incómoda, nomeadamente o Sol, o Correio da Manhã e a Revista Sábado, chegando a tentar que a PT comprasse a TVI para afastar Manuela Moura Guedes e o marido...
A partir de determinada altura Sócrates confundiu tudo...
Achou-se um predestinado...
Os outros eram todos "bota baixistas"...

24 março, 2015

É possível acabar com a austeridade na Grécia? Claro se os outros a pagarem.


Se a Grécia não pagar o que deve, quem se 'lixa' é Portugal?
O futuro da Grécia e dos 322 mil milhões de euros que recebeu em empréstimos por parte de outros países europeus está na ordem do dia. O Jornal de Negócios conversou com um economista da Bloomberg que garantiu que, caso o novo Executivo grego decida não pagar o que deve, tal representaria para Portugal uma perda de 5,5 mil milhões de euros.
Assim, em termos absolutos serão os contribuintes alemães a perder mais (60 mil milhões de euros), seguidos dos francesas (46 mil milhões) e dos italianos (40 mil milhões).
Contudo, se olharmos para o que uma falência do Estado grego significa em termos de Produto Interno Bruto então Portugal será o mais prejudicado, perdendo 5,5 mil milhões de euros – o equivalente a 3,2% do seu PIB.
Segundo as estimativas do economista Maxime Sbaihi, depois de Portugal surge o Chipre (2,8%) e Eslovénia, Malta e Espanha, países nos quais as perdas iriam rondar os 2,5% dos respetivos PIB.

Para compreender melhor o artigo que se segue, veja ainda este video sobre como as grandes corporações, possuem poder e ferramentas para manipular a economia dos países e os forçar a pagar dividas ou a falir.


Um artigo interessante que nos leva a algumas reflexões.
O povo grego votou contra a austeridade e a austeridade acabou. É isso a democracia, não é?
"Na verdade, não é. A vontade, mesmo uma vontade maioritária, não se torna em realidade apenas porque existe e se manifesta. Eu não voo só porque tenho a firme vontade de voar. No caso da Grécia, como veremos, não basta a vontade do eleitorado – é preciso também dinheiro, muito dinheiro, e a questão estará em saber onde ir buscá-lo.

22 março, 2015

Sabia (ou recorda-se) que há 40 anos menos de metade das casas tinham água canalizada?


40 anos do 25 de Abril: Portugal antes e agora
Sabia (ou recorda-se) que há 40 anos menos de metade das casas tinham água canalizada? E que apenas havia um divórcio por cada 100 casamentos? e que em 2013, há 70,4 divórcios por cada 100 casamentos? Veja como mudámos




Evolucao 1974 2014 from Maria Paiva


De 1930 a 1974 , Obra efectuada na Região de Lisboa:
1) Construção de Bairros Sociais.
 (Arco do Cego; Madre de Deus; Encarnação; Caselas; Alvalade; Olivais; Bairros para Polícias).

2) Construção do Aeroporto Internacional da Portela.

3) Construção do Aeroporto Marítimo de Lisboa.
 (Hoje extinto. Na Doca dos Olivais está actualmente instalado o Oceanário de Lisboa).

4) Construção do Instituto Superior Técnico.

5) Construção da Cidade Universitária de Lisboa.
(Faculdade de Direito, Faculdade de Letras, Reitoria, Cantina e o Complexo do Estádio Universitário).

20 março, 2015

Mais de 1 milhão de abstencionistas fantasma. Ninguém tem medo de fantasmas?

Os eleitores fantasma, tal como o nome indica, não existem, e portanto não votam, são um mega exército de abstencionistas fixos, mantidos pelos politicos. Mas ainda há quem se atreva a dizer que os políticos têm medo dos abstencionistas e da sua poderosa arma da abstenção? O medo é tanto que são os próprios políticos que sustentam e fomentam esta situação, apenas para receberem mais dinheiro do OE e mais tachos.
Num país com pouco mais de 10 milhões de habitantes temos 9 425 894 eleitores? E ninguém acha estranho? Ninguém exige regularizar a situação? Ninguém teme abstencionistas? Nem fantasmas? Claro que não... deixa estar assim que dá jeito aos corruptos.
"Eleitores-fantasma valem dinheiro.
Bourdain, autor de estudos sobre comportamento eleitoral, estimou que nas legislativas de 2005 e 2009 quase um milhão dos eleitores estavam mal inscritos nos cadernos eleitorais. "Falo quase só de mortos - dez por cento."
O politólogo explica que este é um problema nacional  mas começa nas autarquias, que têm interesse em manter os cadernos. Comparando os números do último recenseamento com os do INE, o problema salta à vista: Vila Real e Bragança são dois exemplos de municípios que têm mais eleitores do que habitantes. Mesmo que menos flagrante, a história repete-se um pouco por todo o interior.
Além da vantagem no financiamento autárquico - quanto mais eleitores, mais dinheiro transferido do Orçamento -, ter um número elevado de inscritos também significa a eleição de mais deputados para a Assembleia da República pelo respectivo círculo." DN

Já imaginou? O perigo que seria, para os corruptos, se os milhões de portugueses que não fazem nada, um dia se dirigissem ás urnas e votassem contra os que odeiam, os que criticam e os que querem derrubar? Já imaginaram? Claro que é isso que eles mais temem. Que um dia sejam escorraçados do poder, que há 40 anos dominam. 
Por isso estes politicos, camuflados,  investem em campanhas de apelos à abstenção. Estás indignado? Não gostas de nós? Não gostas do sistema que nós gostamos? Não gostas de ver os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres? Não votes, vai para a praia... 
Deixem que o nosso sistema se mantenha com 2 milhões de votos, (imagem em cima) e basta, porque não há adversários, só votos a favor. Não queremos adversários a votar. 
Agora pense bem no que tem andado a fazer... está na hora de mudar, não?

Estudo demonstra que falta de actualização dos cadernos eleitorais pode “conceder a vitória ao partido errado”

18 março, 2015

Governo rápido a criar leis anti terrorismo, mas lento a travar o terrorismo da corrupção.

terrorismo portugal governo corrupçãoO terrorismo manchou de sangue a Europa, o medo instalou-se e alastrou. Mas em Portugal o medo que nos tolhe, é de outro tipo de terrorismo, somos vitimas dele há décadas, o terrorismo da corrupção, um fenómeno que comprovadamente, devasta países inteiros, mas não faz manchete nas noticias. 
Em Portugal identificaram-se uma dúzia de terroristas do Estado Islâmico, e logo o governo, invulgarmente eficiente, reagiu ao "problema", elaborando e aprovando novas leis para os combater.
Ficamos todos descansados... ou deveria dizer, alarmados, pois percebemos que a eficiência a legislar, é afinal selectiva. Portugal é devastado há décadas por centenas de terroristas camuflados de políticos e empresários/gestores e a lei continua a deixa-los circular livremente plenos de poder e dinheiro alheio. É um terrorismo que todos sentimos na pele, não é apenas uma ameaça, o terrorismo da corrupção é um terror bem real. Qual é o cidadão português, informado e vitima da corrupção, que não vive apavorado com a presença dos corruptos que impunemente têm acesso ao dinheiro e ao poder público? E utilizam todas as artimanhas enriquecerem alguns destruindo o país? Podem-nos roubar a casa, o carro, o emprego, os salários, a família e o futuro, impunemente. É uma certeza avassaladora, sabemos que houve corrupção ontem, hoje e vai continuar amanhã. Um terrorismo silencioso e legalizado, que mata por dentro mas também por fora. Morrem pessoas porque os impostos, que nos deveriam proteger, são desviados pela corrupção. O terrorismo que mais nos corrói e assusta está aí, de boa saúde, fazendo parte do quotidiano, mas contra esse, tardam as leis. Os terroristas que abusam do poder e do dinheiro público são o maior perigo para o país.
Continua a farsa, a sangria que esvai o dinheiro do povo, ninguém a estanca.

Esta seria uma ideia a seguir.
O Governo grego nomeou, pela primeira vez na história do País, um ministro anti-corrupção. Um bom exemplo para a Europa. Panagiotis Nikoloudis - que já foi procurador-geral e director da Unidade contra crimes financeiros - já entregou às autoridades 3200 ficheiros com informação de contas bancárias na Grécia e no estrangeiro, onde estará dinheiro resultante de fuga ao fisco. Paulo de Morais

A ministra da justiça moldou uma lei onde os autarcas não podem exercer advocacia, por suposta incompatibilidade, mas que permite aos deputados, que aprovam leis depois de as encomendar aos grandes escritórios de advogados, exercer essa mesma advocacia. Num grande escritório de advogados, claro. Eis a ministra do “a impunidade acabou” em todo o seu esplendor. Mas tenho que lhe reconhecer a exactidão. Com efeito, legalizado-se a incompatibilidade, nada há a punir. Voilà.

Em Portugal as urgências dos nossos políticos, não são as nossas... (A azul o meu comentário)
Terrorismo: os novos crimes aprovados pelo Governo
O Conselho de Ministros aprovou oito propostas de lei que têm como objetivo «ajustar a legislação existente» à Estratégia Nacional de Combate ao Terrorismo, também hoje divulgada pelo Governo.
Uma das propostas passa pela criação de novos tipos de crimes de terrorismo, nomeadamente a criminalização da apologia pública do crime de terrorismo, viagens para adesão a organizações terroristas e o ato de aceder ou ter acesso aos sítios da internet onde se incita ao terrorismo.
No final do Conselho de Ministros, a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, explicou que a apologia pública do crime de terrorismo consiste em «recompensar ou louvar alguém pela prática de atos de terrorismo em reunião pública ou através de um meio de comunicação social», sendo a pena agravada caso essa apologia seja feita pela internet. 
(Era bom que também esta lei abrangesse os políticos que fazem apologia pública ao voto louvando corruptos, 
mentindo e prometendo ilusões, através de um meio de comunicação social, sendo a pena agravada caso essa apologia seja feita pela internet. Também seria crime louvar ou promover alguém, apesar dos seus actos de má governação, como é hábito em Portugal

corrupção zeinal bava cavaco medalhaA ministra adiantou que é também criminalizado «o ato de viajar ou tentar viajar para um território diferente daquele onde residem ou de onde são nacionais, com intenção de receber treino, dar treino, ou prestar apoio logístico a quem se dedica a praticar atos terroristas ou a aderir a um grupo terroristas». 
(Também podiam criminalizar os políticos e afins que viajam a fim de exercer influências no estrangeiro para obter favores para empresas privadas de amigos, sabe Deus o que eles oferecem a troco desses favores. Ou ainda os que viajam apenas para passear às custas do zé povinho, ou ainda os que viajam para negócios privados, com dinheiro público.
As pessoas que organizem, financiem ou facilitem tal viagem vão ser também punidas, disse, afirmando que é igualmente «criminalizado o ato de aceder ou ter acesso aos sítios da Internet onde se incita ao terrorismo com intenção de ser recrutado».
(E os que assinam e autorizam essas viagens, também deveriam ser punidos.)
A ministra da Justiça referiu que há «um agravamento da pena aplicada ao crime de incitamento ao terrorismo», quando for feito através da internet.
As «competências exclusivas» da Polícia Judiciária são alargadas no âmbito da investigação deste novos tipos de crimes, afirmou, esclarecendo que a moldura penal dos crimes de terrorismo pode ir dos três aos 20 anos.
(A pena para corruptos também podia ser agravada, já que os maiores criminosos do país, responsáveis por mortes e destruição, estão a ser condenados a um ou 2 anos de prisão, imaginária, ou a multas irrisórias)
Paula Teixeira da Cruz disse que é também alterada a lei da nacionalidade, criando-se um novo requisito para a concessão da nacionalidade portuguesa por naturalização.
No âmbito das propostas de lei aprovadas foram feitas alterações à lei que estabelece o regime jurídico das ações encobertas para fins de prevenção e investigação criminal, passando a incluir, nas ações encobertas, todos os ilícitos criminais relacionados com o terrorismo, nomeadamente os respeitantes ao financiamento.
São feitas também alterações à lei que estabelece medidas de combate à criminalidade organizada e económica e financeira, de modo a abranger todos os ilícitos criminais relacionados com terrorismo e ao regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional, densificando os requisitos para a concessão e cancelamento de vistos e para a aplicação da pena acessória de expulsão.
(Também eram importantes medidas de combate à criminalidade organizada e económica e financeira, de modo a abranger todos os ilícitos criminais relacionados com politicos)
Paula Teixeira da Cruz disse ainda que a Estratégia Nacional de Combate ao Terrorismo hoje aprovada «não é e nem nunca será securitária».

Continuam brandos com a corrupção
"Deputados de todos os partidos saudaram hoje na comissão parlamentar a aprovação do texto, sublinhando um esclarecimento: a legislação aprovada passa a prever a faculdade de possibilidade de não aplicação de pena a quem efetivamente se arrepender da prática do crime de corrupção, se "tiver denunciado o crime no prazo de 30 dias após a prática do ato e sempre antes da instauração do procedimento criminal, desde que voluntariamente restitua a vantagem ou o respetivo valor".
A situação atual é de que esta não aplicação de pena é automática, passando agora a constituir uma faculdade, que depende da decisão de um juiz, frisaram os deputados.

O tráfico de influências passará a ter um prazo de prescrição de 15 anos, passando a ter um idêntico aos dos crimes de corrupção.O diploma eleva a moldura penal do crime de tráfico de influência, criminalizando-se o tráfico de influência ativo para ato lícito e punindo-se, inclusivamente, a tentativa da prática daquele crime.
Pela nova redação, o funcionário que ilegitimamente se apropriar, em proveito próprio ou de outra pessoa, de dinheiro ou de qualquer coisa móvel ou imóvel, pública ou particular, que lhe tenha sido entregue, esteja na sua posse ou lhe seja acessível em razão das suas funções, é punido com pena de prisão de 01 a 08 anos. O conceito de funcionário é alargado, passando a abranger agentes de organizações de direito internacional público, bem como jurados e árbitros nacionais de outros Estados, quando a infração tiver sido cometida, total ou parcialmente, em território português."

Descaradamente protegeram um dos maiores focos de corrupção? A promiscuidade dos deputados na AR! A central de corrupção onde se desviam milhões.


Ministra da Justiça preparou diploma para advogados que prevê que eleitos para cargos relacionados com o poder local não possam exercer aquela profissão.
Deputados da Assembleia da República estão fora desta proibição.
Os vereadores eleitos para as câmaras e os membros das assembleias municipais que sejam advogados vão ser proibidos de exercer a profissão enquanto estiverem nos cargos municipais. Já os deputados eleitos para a Assembleia da República podem continuar a exercer advocacia.
A exclusividade no exercício da profissão é defendida há anos pela Ordem dos Advogados. "Parece-me óbvio que um advogado que esteja com um cliente de manhã, à tarde não possa estar no Parlamento a intervir num determinado processo legislativo que possa beneficiar esse mesmo cliente", frisou ontem a bastonária Elina Fraga. (...) Apesar de Elina Fraga referir que não está "em conflito com ninguém", pede a exoneração de Paula Teixeira da Cruz admitindo que a ministra não "sabe viver em democracia" e que "nem na ditadura se assistiu a uma coisa assim!"
A maioria dos deputados à Assembleia da República são homens, com idades entre os 41 e os 50 anos e são advogados, magistrados ou outro tipo de juristas, segundo relatórios estatísticos da atividade parlamentar divulgados no ano passado. J.P.H.
"O presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados defendeu hoje que os deputados da Assembleia da República deviam ter o mesmo regime de incompatibilidade do exercício da advocacia a aplicar aos presidentes e vereadores das autarquias."

E os entraves à justiça prosseguem... 
A diretora do DIAP atribuiu a existência de mais casos mediáticos nos últimos tempos à maior experiência e coragem dos magistrados, mas também aos efeitos da crise financeira que se vive em Portugal. “A crise económica é como quando o mar baixa, aparece o lodo. Então houve muito lodo que ficou à vista e que possibilitou o avanço da tutela“, disse, acrescentando que a chegada da crise ajudou a explicar “como é que o dinheiro dos nossos impostos era esbanjado e como o orçamento de Estado era uma manjedoura para muita gente”. A própria dureza da crise “permite o partir do vidro e perceber o que está para além de uma paisagem aparentemente harmoniosa”.

14 março, 2015

FAM: fundo de 650 milhões para ajudar as câmaras que mais mal gastaram os nossos impostos?

Os que melhor geriram o dinheiro público sentem-se injustiçados.
Estradas esburacadas. Parques de skate às moscas. Operações às cataratas em Cuba. Centro cultural com salas para centenas de pessoas em localidade de 7000 residentes.
Saneamento básico de 3º mundo...
Apenas para ganhar votos, esbanjam-se os impostos em megalomanias. 
Vale Geão em Vila Nova de Poiares, distrito de Coimbra. "Mas há casas, nas aldeias, onde é necessário retirar a janela [sic] para colocar as mangueiras, atravessar a sala de jantar e limpar a fossa", assegura o trabalhador que faz a extração. Aqui, apenas 20% do município está coberto por esgotos - a maioria da população, até mesmo na sede do concelho, depende do trator da Câmara para a cíclica limpeza das fossas. Os que as têm chegam a pagar mais pelo serviço do que os cinco euros mensais cobrados na fatura da água aos que têm esgotos.

Um dos municípios mais desequilibrados do ponto de vista financeiro, com cerca de 20 milhões de euros em dívida, Vila Nova de Poiares é um local sui generis. Tem piscina municipal, centro cultural, parque de desportos radicais, uma imponente "Alameda" onde se realizam eventos ao ar livre, uma enorme cruz no centro da localidade, um jardim com estátuas que evocam profissões tradicionais da região e um sem número de outras coisas vistosas. Mas não tem saneamento básico. Em média, cada um dos 7200 habitantes deve 2776 euros mas a Câmara só recolhe receitas de 890 euros por munícipe. Por isso, quase todos os impostos locais e taxas estão no máximo. Para Alfredo Pinto, do PCP de Coimbra, falta apurar as responsabilidades da antiga gestão. "Porque no fundo, é o povo que paga o descontrolo das câmaras".
Face à situação, este é um dos primeiros municípios a recorrer ao Fundo de Apoio Municipal, o programa do Governo para acudir às autarquias falidas. "Não estamos a fazer qualquer tipo de investimento ou quaisquer obras. Só temos os trabalhadores necessários à manutenção dos serviços mínimos essenciais. Poupamos até na luz: a partir das cinco horas, cortamos a iluminação pública", nota o presidente da Câmara, João Henriques, eleito pelo PS em 2013, depois de 37 anos de gestão do social-democrata Jaime Marta Soares.