01 Setembro, 2014

O BES e a cobertura do Banco de Portugal. Não há desculpas que convençam, crime é crime.



Miguel Cadilhe desmonta a desculpa do Banco de Portugal, de que as irregularidades quando camufladas, não são possíveis de ser detectadas... Desculpa esta utilizada para justificar a cegueira da
instituição reguladora perante a gigantesca calamidade que se desenrolava no BES.
Por isso é aconselhável que os portugueses comecem a pensar noutra razão para que tenha sido possível ao BES e ao BPN, levar a cabo, todas as irregularidades que conhecemos e as que desconhecemos, a desculpa da camuflagem não pega. 
Temos que recorrer à dedução e imaginação?
O compadrio, a conivência, os interesses, os favores, a corrupção e um país rendido ao poder dos privados serão as causas mais prováveis. Fechar os olhos a um saque como o do BPN é um abuso, mas fechar os olhos a dois saques semelhantes, já é abusar da inocência e da paciência do povo.
Quando nos bombardeiam com mentiras descaradas será certamente porque a verdade é algo tão abominável e condenável, que vale tudo para a ocultar!
Há crime e criminosos e há rabos presos de gente muito importante de todos os partidos com poder, por isso nenhum viola o voto de segredo que protege a classe politica, aquela onde todos conseguem o acesso aos cofres públicos e à impunidade necessária, para os roubar!
Não é credível que não haja ninguém na oposição ou no poder que não possua conhecimentos para revelar ou exigir a verdade sobre o BES, os nomes e os esquemas, o prejuízo para o país e os culpados pelo encobrimento, das entidades reguladoras e pela bondade da justiça. 

Pedro Sousa Carvalho realçou uma questão moral: o que acontecerá a Ricardo Salgado, depois de ter reconhecido que no BES e no GES houve irregularidades consideradas crime?
«Em Portugal temos o presidente do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, dá uma entrevista a um jornal a dizer que no banco dele, e nas empresas do grupo dele, foram cometidas irregularidades, ou seja, esconderam 1,3 mil milhões de euros, ou seja, ele está a confessar que houve um crime no banco (...) e não acontece nada?! (...) Desde 2008, que o banco está a vender produtos aos seus clientes (...) com base em contas de empresas que estão falsificadas, e não acontece nada?!», questionou o jornalista. TVI

COMISSÃO DE INQUÉRITO BPN - VÍTOR CONSTÂNCIO ACUSADO E EXPOSTO, NÃO RESTAM DÚVIDAS 

"Não dou o benefício da dúvida ao Banco de Portugal"
Em entrevista ao "Diário Económico", o economista e antigo ministro das Finanças sublinha que a supervisão tinha obrigação de ter atuado mais cedo no BES.
Depois daqueles casos do BPP e sobretudo do BPN, que conheci por dentro, tendo a estrutura de supervisão falhado como falhou ao longo de anos, qual a razão para que o BdP nunca tenha mandado fazer, que eu saiba, um inquérito interno às causas das falhas?", questiona Cadilhe
"Chocadíssimo" com o colapso do BES, Miguel Cadilhe afirma que Portugal "sofre claramente de um mal, da falta de qualidade das instituições, públicas e privadas".

31 Agosto, 2014

ALERTA: SMS FRAUDULENTAS ENVIADAS A CLIENTES DAS AUTOESTRADAS. NÃO PAGUEM



UM ALERTA URGENTE a todos os seguidores e amigos, favor partilhar. 

"" A Brisa alertou esta sexta-feira que estão a ser enviados a utilizadores das autoestradas de que é concessionária mensagens de telemóvel (SMS), de origem anónima, a solicitar a regularização de falsas dívidas de portagem.
Nas mensagens são indicadas “referências multibanco para a realização do solicitado pagamento”.
Segundo um comunicado da Brisa, trata-se de “mensagens fraudulentas, totalmente estranhas a esta empresa, que podem comprometer a privacidade e segurança dos clientes e lesar os seus interesses”.

Em relação à cobrança de dívidas de portagem da Brisa, a empresa refere que “é realizada através da Via Verde Portugal e os seus contactos para a respetiva regularização são efetuados através de carta”.
Em comunicado, a concessionária de autoestradas portuguesas informa ainda que “os únicos SMS enviados pela Via Verde para os seus clientes estão relacionados com a prevenção de irregularidades”, acrescentado que “não exigem qualquer pagamento”.  fonte

Estejam alerta divulguem e não paguem contas cobradas por SMS, alguém está a ganhar dinheiro com os que caíram na asneira de ir fazer os pagamentos.



O Euro, não podendo funcionar senão numa espiral de empobrecimento para um número muito numeroso de países, está condenado.


Um sistema que produz mais de 1 milhão de pobres ano, a quem interessa? Aos que ficam ricos.


O EURO: Uma análise que nos deveria surpreender e revoltar a todos que somos vitimas deste jogo sujo. 
A não perder: Ao fim de 13 anos já deu para perceber que o Euro trouxe consequências devastadoras para os países mais pobres e fracos e vantagens gigantescas para os países mais fortes e ricos, principalmente para a Alemanha.
O euro Ampliou e fortaleceu algumas economias em detrimento de outras, agravando o fosso entre os países ricos e os países pobres, agravou também esse mesmo fosso dentro de cada país. Portugal é o exemplo. 
O euro tem sido também um travão para o crescimento económico dos países, à excepção da Alemanha.
O euro tem ainda o poder negativo de agravar os deficits. Há coincidências a mais que beneficiam sempre os mesmos, e quem está mal é que tem que lutar contra esta situação, e não estar à espera que sejam os que mandam e  enriquecem que queiram mudar esta situação que os beneficia.

por Jacques Sapir
1. Senhor Professor: Foi dos primeiros economistas europeus a destacar os danos produzidos pelo Euro e a pedir o seu fim. Numa das vossas últimas análises escreveu que doravante o fim é inevitável. Na vossa opinião, quanto tempo ainda decorrerá até que isso aconteça e de que país partirá a iniciativa?
Há que distinguir aqui dois problemas. O primeiro é o da análise da situação económica que o Euro criou e das suas consequências.
Vemos a partir de agora, após 13 anos, que o Euro não só não induziu convergências macroeconómicas mas que, ao contrário, exacerbou as divergências. 
Já o disse várias vezes e, doravante, esta posição tem o consenso dos economistas. Também vemos que o Euro é um enorme travão ao crescimento para a maioria dos países que o adoptaram, salvo, naturalmente, a Alemanha.
Vemos finalmente que o Euro agrava os défices, tanto internos como externos, e que ele conduz a um endividamento sempre maior dos países que entraram na União Económica e Monetária. Tudo isto está copiosamente documentado por numerosos autores. 
Deduzo que o Euro, não podendo funcionar senão numa espiral de empobrecimento para um número muito numeroso de países, está condenado. Mas, aqui, temos um segundo problema, o das condições que porão fim ao Euro. Estas condições podem ser uma crise catastrófica que nasce no mercado obrigacionista. 
No momento, deste ponto de vista, a situação está estabilizada pelo Banco Central Europeu. Mas a credibilidade deste último tem muito a ver com o facto de que não está testada. Um dia destes os mercados vão testar a resolução do BCE e, neste dia, o sr. Mario Draghi vai-se encontrar muito desamparado. Estas condições também podem provir das tensões políticas crescentes que o Euro provoca tanto entre os países membros da UEM como no seio destes países em que as forças anti-europeias hoje ganham dimensão. Elas podem a qualquer momento confrontar os actores políticos com a necessidade de dissolver a zona Euro ou de deixar o Euro.
Pessoalmente, super-estimei a rapidez das evoluções financeiras, com base no que havíamos experimentado em 2008-2009. Mas isto em nada muda a análise de fundo.

30 Agosto, 2014

A ténue fronteira que separa o anti racismo do racismo e a tolerância da intolerância.


Para reflexão e discussão, deixo-os com um tema polémico.
"Os condescendentes
Findo o serviço militar obrigatório, escaqueirada a escola pública em nome da pedagogia, sobram os
estádios e os centros comerciais onde os jovens se cruzam independentemente da origem social e étnica
Centenas de jovens afluíram ao Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, numa acção convocada através do facebook.
O objetivo seria manifestarem-se contra o racismo.
Geraram-se confrontos entre grupos rivais de jovens.
Algumas lojas fecharam com receio de desacatos.
A PSP foi chamada.
Dois jovens foram acusados de resistência e coação a agente de autoridade.
Duas raparigas foram acusadas de posse de arma branca utilizada durante o roubo de um telemóvel e uns óculos a uma menor.
Um rapaz de 15 anos sofreu ferimentos provocados por uma chave de fendas.
Cinco agentes ficaram feridos.

Tendo em conta a juventude dos intervenientes, a presença da polícia (que, note-se, acabou com cinco agentes feridos) deve ser agradecida por todos, a começar pelas famílias dos jovens, pois nestas idades a distância entre um desacato e uma tragédia é uma linha finíssima.
Mas há um problema: os jovens seriam maioritariamente negros e aí o desacato deixa de ser um desacato e torna-se um problema racial.
Os polícias deixam de ser forças da ordem e tornam-se agentes da opressão.
Os lojistas deixam de sofrer prejuízos e passam a símbolos da intolerância.
Os jovens deixam de ser jovens em idade parva e com propensão para o disparate como são todos os jovens daquela idade para se tornarem em vítimas da discriminação e, por fim mas não por último, os jornalistas redigem as notícias sobre os factos com pinças não venha de lá a acusação de racismo.
Por último vem como não podia deixar de ser o comunicado da associação que diz lutar contra o racismo. No caso a SOS Racismo.

29 Agosto, 2014

Moita Flores pagou programas da RTP com dinheiro das Águas de Santarém!

Na politica, em Portugal vale tudo!! 
RTP cobrou directos de programa em que participou Moita Flores, à Águas de Santarém!
"A RTP facturou à empresa Águas de Santarém, exclusivamente detida pela câmara, as transmissões em directo do programa "Justiça Cega", a partir de Santarém e da Figueira da Foz, num total de mais de 12 mil euros.
A estranheza do envolvimento da empresa já tinha sido levantada numa reunião de câmara mas nunca se soube bem os contornos do negócio que envolveu Francisco Moita Flores, que foi presidente da Câmara de Santarém e que por inerência de funções presidia também à empresa.
O MIRANTE teve agora acesso às facturas referentes às duas transmissões que curiosamente foram emitidas cerca de dois meses antes de Moita Flores ter renunciado ao cargo de presidente da câmara, após um período em que suspendeu as funções alegando razões de saúde. Razões essas que não o impediram de continuar a participar como comentador no programa, sendo a sua participação paga pela estação pública de televisão.

28 Agosto, 2014

As negociatas ruinosas da banca que todos pagamos. Devedores perdoados?


A mesma banca (BES e BCP) que o governo tem vindo a financiar com o dinheiro dos nossos impostos e dos nossos descontos, perdoou uma dívida de 190 milhões de euros a Joaquim Oliveira para salvar o seu grupo de comunicação social. Um grupo para onde vai entrar também com 14% do capital, o genro de Cavaco Silva. O tal Luís Montez que estava cheio de dividas mas continua a ter muitos milhões para investir e comprar património nacional em saldo.
O descaramento é ilimitado, a banca continua a servir para branquear as transferências do dinheiro público para os privados. Os nossos impostos continuam a ser usados para ajudar e mesmo para salvar os incompetentes da ruína.
Os negócios ruinosos da banca, podem aparentar irresponsabilidade ou incompetência, mas como são apoiados pelo estado, não há perigo. Há sempre muitos milhões de contribuintes que pagam a irresponsabilidade e a incompetência, neste país do regabofe.

Controlinveste: 190 milhões de dívida convertidos em 30% de capital. (2013)
BES e BCP, mãos largas, perdoam...

27 Agosto, 2014

Autarca esconde rendimentos há 16 anos, acusado de se apropriar de milhares de euros do município.

Com a justiça portuguesa tudo é possível, quando se está na politica.
Autarca esconde rendimentos há 16 anos e nada lhe aconteceu? Acusado, só agora de desvios de centenas de milhares de euros? Paga Zé!!

Desde 1998, António Mira, PS, ex-vice-presidente da Câmara de Monchique só entregou uma vez a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional.
O ex-autarca só entregou uma declaração de rendimentos em março de 1998, como vereador da Câmara de Monchique.
António Mira foi vice-presidente da autarquia algarvia entre 2004 e 2009 e exerceu no mandato seguinte, de 2009 a 2013, o cargo de vereador sem pelouro. Por força da lei do controlo da riqueza dos titulares de cargos políticos, o ex-autarca estava obrigado a entregar uma declaração de rendimentos no TC. A lei diz ainda que esse documento, no qual são referidos o rendimento e o património, tem de ser apresentado no prazo de 60 dias a contar da data em que iniciam funções.
No ano passado, António Mira foi acusado pelo Ministério Público de ter praticado 11 crimes: sete de peculato e quatro de falsificação de documentos, na forma continuada.
Segundo a acusação, "o arguido apropriou-se de quantias monetárias no total de, pelo menos, 332 744,94 euros pertencentes ao município". 
O atual presidente da Câmara de Monchique, Rui André, diz que já foram apurados novos dados – e que o valor em causa poderá ser muito superior. O CM tentou contactar António Mira, mas o ex-autarca não atendeu o telemóvel nem respondeu ao SMS enviado.

26 Agosto, 2014

Indecoro do BES foi o destapar do fétido tacho da pouca-vergonha.


VIDEO: Limpeza no BES. Salgado "limpa" mais 1,5 mil milhões, 10 dias antes de sair do BES! 

Hoje decidi partilhar dois artigos muito interessantes. Não deixe de ler e reflectir, porque estas palavras são o reflexo da indignação que começa a tomar conta de todos nós. O descaramento dos saques torna-se cada vez mais evidente e ofensivo. 
O país está a acordar, e no dia em que acordar, os corruptos deixarão de conseguir dormir. 

- A hidra
            por BAPTISTA-BASTOS, agosto 2014

"Um espectro percorre Portugal: é o espectro da pobreza, da miséria moral, da fraude, da mentira, do embuste, da indecência, da ladroagem, da velhacaria.
Este indecoro do BES foi o destapar do fétido tacho da pouca-vergonha. Os valores mais rudimentares das relações humanas pulverizaram-se.
Já antes haviam sido atingidos por decepções constantes daqueles que ainda acreditavam na integridade de quem dirige, decide, organiza. Agora, o surto alcançou a fase mais sórdida. Creio que, depois de se conhecer toda a extensão desta burla, algo terá de acontecer.
Com outra gente, com outros padrões, não com estes que se substituem, num jogo de paciências cujo resultado é sempre o mesmo. Mas esta afirmação pertence aos domínios da fé, não aos territórios das certezas.
O Dr. Carlos Costa revelou ter avisado a família Espírito Santo de que ia ser removida.
Na TVI, Marques Mendes, vinte e quatro horas antes, anunciara o cambalacho.
Já destituído, Ricardo Salgado e os seus estabeleceram três negócios ruinosos para o banco, abrindo o buraco da vigarice para quase cinco mil milhões de euros. Quem são os outros cúmplices, e quais as razões explicativas de não estarem na cadeia?
Enquanto o País mergulha num atoleiro, o Dr. Passos nada o crawl, com esfuziante aprazimento, nas doces águas algarvias.