02 agosto, 2015

Caso Submarinos: todas as perguntas que continuam sem respostas. Portas e Sócrates em guerra.

A investigação à compra dos submergíveis continua mergulhada em dezenas de dúvidas. O processo já foi arquivado, mas são os próprios investigadores a escrever no despacho final que nem tudo ficou esclarecido. Então mas arquivar um inquérito que ainda tem pontas soltas não é uma contradição? À primeira vista é, mas a equipa do DCIAP justifica que nada pode fazer contra a falta de colaboração das autoridades alemãs ou até mesmo contra os prazos. Isto porque defendem que os principais crimes, a terem existido, já prescreveram. A investigação acabou formalmente – ainda que tenham sido extraídas duas certidões –, mas continua a correr muita tinta sobre o que poderia ter sido averiguado e não foi. Não foi porque este processo se tornou um entra e sai de procuradores, porque muitas provas não estavam em Portugal, e porque houve “elevadíssimo melindre” em indiciar políticos num ano eleitoral.
(Nota do blog: recordo que comissões significa "luvas")

COMECEMOS PELA DÚVIDA QUE TODOS TÊM. PORQUE É QUE HOUVE CONDENADOS NA ALEMANHA E NA GRÉCIA E EM PORTUGAL NÃO?
Vamos aos factos: o ex- -ministro grego da Defesa Akis Tsochatzpoulos foi condenado a 20 anos de prisão por branqueamento de 6 milhões de euros provenientes de subornos para viabilizar o negócio da compra de quatro submarinos à Man Ferrostaal e outro equipamento militar.
Na Alemanha, dois ex-gestores do consórcio alemão admitiram ter pago luvas no valor de 62 milhões de euros a intermediários na Grécia e em Portugal para conseguirem vencer os concursos dos submarinos.
O ex-cônsul honorário de Portugal em Munique Jürgen Adolff também foi condenado por corrupção: em vez de defender os interesses de Portugal, aceitou defender os interesses dos alemães a troco de contrapartidas patrimoniais. O seu papel seria promover contactos directos "com representantes do governo português destinados a aumentar as hipóteses de adjudicação ao
consórcio".
Se assim foi, por que razão nunca foi ouvido no processo em Portugal? Os procuradores deram uma resposta detalhada a esta pergunta no longo despacho de arquivamento. Desde logo, por um princípio jurídico: o do "ne bis in idem", que determina que ninguém pode ser julgado pelos mesmos factos duas vezes. Além disso, explica o mesmo despacho, as autoridades alemãs não forneceram elementos essenciais para reconstituir os circuitos financeiros dos eventuais pagamentos de luvas, ao contrário do que aconteceu com a Grécia. Uma testemunha do processo alemão, que trabalhou para a empresa Man Ferrostaal, denunciou mesmo que os visados negociaram com a justiça alemã um acordo de sigilo. Acordo esse que não é legal em Portugal. Como se tudo isto não bastasse, os únicos elementos que a Alemanha forneceu não permitiam identificar "decisores políticos ou outros" elementos que tenham sido corrompidos em Portugal".
contrapartidas impunidade socrates portas
As contrapartidas nunca cumpridas

EM QUE CONSISTEM OS DOIS PROCESSOS QUE FORAM ABERTOS SOBRE OS SUBMARINOS?
De forma genérica explica-se da seguinte forma: num processo investigam-se as circunstâncias em que o contrato foi celebrado e no outro se as contrapartidas que estavam nesse contrato eram reais ou fictícias. O processo arquivado em Dezembro tinha o objectivo de investigar como se processou o concurso para aquisição de dois submarinos, bem como a forma como foi celebrado o contrato entre o Estado e o German Submarine Consortium (GSC).

31 julho, 2015

António Costa aprova 3 milhões para nova mesquita que os Muçulmanos querem construir na Mouraria


Lisboa prepara-se para a construção do segundo espaço de culto islâmico, este no centro da cidade.
A sul do Tejo e no Porto também se sonha com um edifício próprio. Falta um terreno.
O projeto está feito, o espaço adjudicado, falta libertar os terrenos e demolir os prédios para que nasça a Praça da Mouraria, entre as ruas da Palma e do Bem Formoso.
"Pode dizer-se que a rua é nossa", diz o presidente da Comunidade Islâmica do Bangladesh e vice-presidente da Associação Europeia do Bangladesh. Isto porque porta sim, porta sim há uma loja de imigrantes originários da Ásia: telecomunicações, mercearias, talhos, restaurantes, roupas, souvenirs, artigos orientais, jornais e revistas.
"A Mesquita Central fica na Praça de Espanha e estamos no Martim Moniz. É muito longe, tem de se ter o passe. Aqui há muitos muçulmanos, vivemos aqui e trabalhamos aqui. Fazemos cinco orações diárias, não dá para ir à Praça de Espanha." Razões de Mohd Mohabub, 44 anos, comerciante (roupa e souvenirs) e que chegou a Portugal há dois anos.
As novas comunidades de imigrantes alteraram a sociologia dos muçulmanos residentes em Portugal, estimados em 50 mil e que já foram entre 60 e 70 mil. Mas continuam em maioria os originários de Moçambique e da Guiné-Bissau, quem tem dinamizado a religião em Portugal. E com o apoio financeiro dos governos e empresários países árabes mais ricos.
E em Palmela há uma escola que forma imãs. DN

Câmara dá três milhões. Um projecto da Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovado em 2012 e que, segundo fonte oficial da autarquia, deverá avançar em breve. 

29 julho, 2015

Os falsos argumentos para privatizar Empresas Públicas. Extorquir empresas públicas cobiçadas pelos capitalistas?

- Entre 1987 e 2008 as privatizações deram ao Estado receitas de €28 mil milhões 
- Mas a Divida Pública no mesmo período aumentou 5,8 vezes mais!
RESUMO DESTE ESTUDO 
No passado, os governos do PSD e do PS utilizaram diversas razões para justificar, perante a opinião pública, a privatização de empresas públicas. A experiência mostrou que essas razões não eram válidas. 
Entre 1987 e 2008, os governos de Cavaco Silva, Guterres, Durão Barroso e Sócrates, procederam à privatização maciça de inúmeras empresas públicas, obtendo uma receita de 28.039,6 milhões de euros a preços nominais. No entanto, no mesmo período, a Divida Pública passou de 19.049,4 milhões de euros para 110.346,6 milhões de euros, ou seja, aumentou 5,8 vezes (+ 91.297,2 milhões de euros).
Até 2013, o governo PS tinha previsto privatizar (INAPA, Edisoft, EID, Empordef, Sociedade Portuguesa de Empreendimentos) (GALP, EDP, TAP, CTT, ANA, Companhia de Seguros Fidelidade-Mundial e Império-Bonança, e EMEF), e arrecadar desta forma cerca de 6.000 milhões de euros. É bem claro o fracasso desta politica de venda de empresas públicas para resolver o problema do aumento rápido da divida pública.
Quem privatizou mais? PS ou PSD?

Ao vender empresas públicas o Estado perde uma importante fonte de receitas para o Orçamento do Estado. No período compreendido entre 2004 e 2008, o Estado recebeu das empresas com capitais públicos que ainda escaparam à fúria das privatizações dos governos PSD, PSD/CDS e PS, de dividendos e de remunerações de capital, 2.251,1 milhões de euros. É uma fonte de lucros que os governos pretendem vender aos grandes grupos económicos. É evidente que, se o Estado abdicar desta fonte importante de receitas, o défice orçamental e a divida pública aumentarão. 

28 julho, 2015

Porque a Islândia nunca quis aderir ao Euro? Em Março cancelou a candidatura.



EM MARÇO DE 2015 ISLÂNDIA CANCELOU A SUA CANDIDATURA AO EURO... MAS EM PORTUGAL MAL SE SE REFERIRAM À NOTICIA MAIS IMPORTANTE DO MÊS OU DO ANO.
A notícia mais importante do dia 12 de Março foi certamente a decisão do governo da Islândia de retirar a sua candidatura a membro da União Europeia. O pedido fora apresentado em Julho de 2009 e as negociações decorriam até agora, quando o governo (conservador) islandês disse um não definitivo à UE. A notícia tem importância internacional e de múltiplos pontos de vista, o que justificaria o destaque devido dos media assim como análises e comentários. No entanto, os noticiários da noite de 12 de Março da TV portuguesa praticamente ignoraram-na. A omissão de informação é a forma de censura preferida do telelixo português.
Engraçado é que foram os países "ricos" e menos corruptos - Dinamarca, UK, Islândia, Noruega - que não quiseram. Estar no Euro é uma obrigação de coordenar politicas. Os países da bancarrota aderiram logo na esperança de ganhos, e houve ganhos. Mas agora não querem as contrapartidas - disciplina financeira.

A Islândia mantém há anos um conflito com a União Europeia devido às quotas de pesca.
O conflito agravou-se quando a União Europeia ameaçou impor sanções comerciais, se a Islândia não reduzisse a sua quota de cavala, e o executivo de Reiquejavique anunciou a suspensão das negociações por tempo indeterminado.
Já o governo português aceita que abusem do território dos portugueses e calam-se bem calados sobre o assunto. 



MARINHO ALERTA OS PORTUGUESES, EM 2022 O MAR PORTUGUÊS SERÁ ABERTO A TODA A UE.

27 julho, 2015

Os 10 Boys do Diário de Noticias, integrados no governo.

Com a ida do jornalista Licínio Lima para a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais,
elevam-se para 10 - convém repetir este número: dez - os jornalistas que transitaram da redacção do Diário de Notícias para cargos de nomeação directa do Governo de Pedro Passos Coelho.

Por ordem alfabética:
  1. Carla Aguiar é assessora do ministro da Administração Interna,
  2. Eva Cabral é assessora do primeiro-ministro, 
  3. Francisco Almeida Leite é vogal da administração do Instituto Camões, 
  4. João Baptista é assessor do ministro da Economia,
  5. Licínio Lima foi nomeado para director-geral adjunto de Reinserção,
  6. Luís Naves é assessor de Miguel Relvas,
  7. Maria de Lurdes Vale é administradora do Turismo de Portugal,
  8. Paula Cordeiro é assessora do ministro das Finanças,
  9. Pedro Correia é assessor de Miguel Relvas  
  10. Rudolfo Rebelo é assessor de Pedro Passos Coelho. 
Espero não me estar a esquecer de ninguém.
Entre estas pessoas há, como é óbvio, de tudo: gente inteligente e competente, gente inteligente mas pouco competente, e gente pouco inteligente e muito incompetente. Eu sei disso porque trabalhei durante vários anos com quase todos na redacção do Diário de Notícias.
No meio dos dez há inclusivamente uma amiga minha, e se trago para aqui esta lista com nomes concretos não é para acusar ninguém de se ter andado a vender ao Governo enquanto jornalista (embora, a bem da verdade, não ponha as mãos no fogo por todos) e muito menos para acusar o Diário de Notícias de ser um viveiro de "laranjinhas" - até porque na altura de José Sócrates o jornal era acusado de andar a fazer fretes ao PS. Se exponho isto publicamente é, isso sim, porque a minha consciência me obriga a denunciar, com mais do que palavras vagas, a extrema hipocrisia do Governo de Passos Coelho, que anda por aí a pregar um novo Portugal e uma nova forma de fazer política, e depois continua a encher gabinetes e administrações de jornalistas.

O problema, aliás, não é só encher os gabinetes e as administrações - é também a forma como os enche. Quase todos os jornalistas que vão para cargos de nomeação directa saem com requisições de serviço, como se estivessem a ser convocados pelo Governo para ir para a guerra. Ou seja, o lugar no quadro fica assegurado. E as administrações, que recusam com frequência licenças sem vencimento a jornalistas que querem tirar mestrados e valorizar-se profissionalmente, usando o argumento de que são indispensáveis ao funcionamento do jornal, mostram-se depois disponíveis para aceitar estas saídas para o Governo, mesmo que às tantas elas já representem 10 ou 15% da redacção, como é o caso do DN. E mostram-se disponíveis porquê? Não é porque concordem, nem porque não lhes desse jeito aliviar o quadro. É porque não querem chatices com os Miguéis Relvas desta vida.

Caído o Governo, corrido o pessoal dos gabinetes e das administrações, esses jornalistas regressam então alegremente às redacções de origem, como se aquele período às ordens dos políticos, passado a praticar spin, fosse um curso de formação profissional - que, com sorte e boa capacidade argumentativa, até os vai habilitar a exercer melhor a sua actividade no futuro. Querem uma explicação para o estado em que Portugal se encontra? Têm aqui mais uma.
Enquanto os portugueses são espremidos de segunda a domingo, e Pedro Passos Coelho utiliza discursos comoventes sobre a necessidade de modificar a mentalidade da pátria, o que se vê nas estruturas do Estado é o mesmo de sempre - ou até um bocadinho pior, porque saltarem dez jornalistas de uma única redacção deve ser algo inédito na história da democracia portuguesa. Pela boca morre o peixe, e pela boca há-de morrer este Governo, que é incapaz de manter a elevação ética necessária para impor os níveis gigantescos de sacrifícios que os portugueses estão a suportar. Promulgam-se novas leis laborais, exige-se a perda de velhos hábitos, tudo se quer flexibilizar, mas o círculo dos protegidos, esse continua ao abrigo de todas as tempestades.

Com as empresas de media a atravessarem extremas dificuldades, com cortes salariais constantes e falta de perspectivas na profissão, qualquer lugar num gabinete de imprensa é uma atracção irresistível para um jornalista que começa a ver a sua vida a andar para trás. Só que tudo isto mina de forma indelével a imagem de políticos e de jornalistas, duas classes essenciais para nos tirarem do pântano onde nos encontramos, mas que todos os dias, de forma suicida, se vão afundando um bocadinho mais. Até porque se dá esta suprema ironia - cereja em cima do bolo da incompetência - de quantos mais jornalistas se contratam mais desgraçada parece ser a comunicação do Governo. E diante disto, até eu, que votei no PSD, fico cheio de vontade de cantar a Grândola. É uma vergonha, senhores.
Por JOÃO MIGUEL TAVARES/Publico

Marinho Pinto denuncia como os media são utilizados para lesar uns e beneficiar outros



24 julho, 2015

Os mega contratos do grupo Lena e as blindagens de Sócrates.

GRUPO LENA GANHOU JACKPOT do TGV E CONCORREU AO AEROPORTO?
Carlos Santos Silva, amigo de Sócrates, era vice-presidente da sociedade do Grupo Lena que controla as duas empresas deste grupo que integraram o consórcio vencedor do troço do TGV entre o Poceirão e Caia.
O consórcio ELOS, do qual faziam parte Lena – Concessões e Serviços, SGPS, SA e Lena – Engenharia e Construções, SA, ganhou esse concurso com uma proposta de mais de 1,32 mil milhões de euros, menos 10,3 milhões de euros do que o segundo classificado. O júri do concurso não recomendou a adjudicação.
A Lena – Engenharia e Construção, SGPS, SA, foi constituída em 17 de março de 2008, três dias após o anúncio das condições técnicas para o concurso da concessão desse troço do TGV (ver cronologia). Santos Silva saiu da empresa em agosto de 2009, quatro meses antes da adjudicação do concurso ao ELOS.
O Grupo Lena diz que "a constituição da Lena Engenharia e Construção decorre da reorganização estrutural do Grupo Lena e nada tem a ver com qualquer concurso público ou outro evento, seja de que natureza for." E frisa que Santos Silva não teve "nenhum papel relevante" no TGV. CMvideo 

CONTRATO DO TGV BLINDADO CONTRA CANCELAMENTO 

Ainda sobre o TGV o Grupo de Trabalho assinala que "as conclusões da análise económica e financeira do presente contrato apontam para aquilo que no acordo estabelecido com a concessionária se designa por ‘adiamento ou ‘cancelamento’ por iniciativa da entidade pública". Porém, sublinha-se a dificuldade da aplicação, uma vez que "não prevê o contrato nem a lei nenhum instituto jurídico aplicável à situação presente que se designe de ‘cancelamento’".
2008 "O consórcio Asterion, que vai concorrer à concessão da ANA e à construção do novo aeroporto de Lisboa, está "fechado" com a entrada das construtoras MSF e Lena, havendo apenas a possibilidade de uma nova entrada se for para um parceiro estratégico.
Segundo o presidente do conselho geral do consórcio, Vasco de Mello, que hoje falava aos jornalistas à margem de uma conferência na Associação Comercial de Lisboa, a MSF e a Lena ficaram com uma participação no consórcio de 5% cada uma." Expresso (Desconheço a razão porque o Expresso apagou esta noticia já depois de eu fazer este artigo) Encontrei a noticia noutra fonte
No relatório de contas da Brisa: "Ao nível das infra-estruturas ferroviárias, a Brisa está presente no consórcio ELOS, ao qual foi atribuída a concessão do troço do Comboio de Alta Velocidade entre o Poceirão e Caia. Já no projecto do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) e de privatização da ANA, a Brisa lidera o único consórcio anunciado até à data (Asterion)." 
- O Observador repara, citando a TVI, que Carlos Santos Silva “conseguiu 852 contratos públicos, a maioria por adjudicação e ajuste directo – 426 contratos por adjudicação, 281 por ajuste direto e 145 por concurso público”, entre Novembro de 2008 e Janeiro de 2015.
A publicação frisa ainda que “a grande maioria dos contratos assinados com o Estado e com autarquias foi celebrada no período entre 2009 e 2011, quando José Sócrates era ainda primeiro-ministro”. ZAP

17 julho, 2015

Paulo Morais: A justiça está a trabalhar porque o povo está a acordar.

Recentemente Ricardo Salgado foi obrigado a sair de um restaurante porque estava a ser humilhado pelos restantes clientes. Os portugueses começam a acordar e não respeitar os seus carrascos. 
Neste Video Paulo Morais confirma que também a justiça está a melhorar porque o povo e a comunicação social estão a fazer pressão e a exigir mais e melhor justiça.
A corrupção destrói a vida das pessoas, e existe agora a consciência disso, porque começaram a sentir cada vez mais na pele as consequências da corrupção, percebem inclusive que a crise foi provocada pela corrupção.
Também contribui para melhorar a justiça o facto de terem mudado os protagonistas que dominavam a justiça. Pinto Monteiro e Cândida Almeida deixaram a corrupção avançar sem actuar.
Nunca tínhamos visto uma justiça tão actuante como com esta procuradora.
NO DIA EM QUE O POVO ACORDAR OS CORRUPTOS NÃO CONSEGUIRÃO DORMIR



EXEMPLOS DE UM POVO QUE COMEÇA A DEIXAR DE RESPEITAR O SEU CARRASCO
Salgado já não é bem-vindo entre os seus pares. Recentemente, foi obrigado a sair de um restaurante.
Recentemente, num almoço que decorreu no conhecido restaurante Panorama, no Guincho, o antigo banqueiro teve uma recepção bastante hostil, acabando por ter de se levantar e sair porque os comensais começaram a bater com os talheres em cima da mesa logo que este entrou.
A situação seria impensável há um ano, quando Salgado ainda punha e dispunha na família, em muitas das empresas portuguesas, como a Ongoing, sem esquecer o mundo da política, com especial destaque para Paulo Portas, com quem se encontrava regularmente, e até José Sócrates, que depois acabou por deixar cair quando defendeu publicamente a inevitabilidade da intervenção da troika.
Mais um fenómeno novo em Portugal, que já há muitos anos se pratica noutros países, mas em Portugal é prática recente, manifestações de apoio à justiça e não apenas de apoio aos que lesaram o país.
"Militantes do PNR manifestam-se na prisão de Évora
Um grupo de militantes do partido de extrema-direita, manifestou-se à porta da prisão de Évora, onde José Sócrates está detido. Tentaram entregar uma carta ao antigo primeiro-ministro, mas o pedido foi negado. O grupo de manifestantes do PNR condena os ataques ao juiz Carlos Alexandre e ao ministério publico, depois das críticas de Mário Soares e do próprio José Sócrates."

NA SUÉCIA.... A Suécia tem servido de exemplo a muitos países que lutam para sobreviver à corrupção. Desde a década de 70 só houve dois casos de corrupção política.
Um país onde a justiça que condena os maus políticos e os corruptos, é exercida pelo eleitor activo, que pune nas urnas e através da opinião pública, uma justiça pesada e eficaz. E onde os mais activos denunciantes de corrupção, são os órgãos de informação e os cidadãos. Por isso, casos de corrupção politica, são acontecimentos tão raros, que se perdem na memória.
É também um país onde a politica é levada a sério tanto pelos cidadãos, como pelos políticos, não se admitem jogos sujos, insultos e ataques pessoais entre os políticos em campanha ou no governo... quem escolher esse caminho, é também penalizado nas urnas.
Um país onde 90% dos eleitores votam e fazem questão de fazer sentir aos políticos, que estiveram atentos, fazem-nos sentir o peso da sua justiça e da vontade do povo, não se abdicam de se manifestarem nas urnas, escolhendo quem satisfaz a maioria e o bem comum, e penalizando quem não satisfaz. Só 10% de abstenção. Ou seja 90% dos eleitores, lutam contra a corrupção e a favor da democracia.

NA ISLÂNDIA.... A maioria dos banqueiros que tem problemas com a justiça fizeram o mesmo durante os anos do boom, e menos mal que o fizeram: as pessoas apupavam-nos no teatro, atiravam-lhes bolas de neve em plena rua, lançavam bocas nos restaurantes ou deixavam espirituosas pinturas nas casas.

NA SUIÇA... Neste video a partir do minuto 3, podem ver como funcionamos democracias quando os cidadãos são activos e interessados.

É importante perceber que a origem da corrupção é fácil de identificar, mas este é um dilema, sem solução, na cabeça dos portugueses. As pessoas pensam que deixaram de votar porque surgiu a corrupção, mas na verdade a corrupção surge quando as pessoas deixam de votar e os políticos, nossos empregados perdem o medo do patrão, pois sabem que ele não exerce o seu poder nem a sua vigilância. Como se costuma dizer "Patrão fora, dia santo na loja"
As pessoas pensam que a corrupção não tem solução, mas esquecem que nos primórdios da democracia mal havia corrupção, porque os politicos só com o tempo foram percebendo que podiam fazer tudo e o povo não votava contra eles, e os ceguinhos por eles, votavam sempre como qualquer fanático acrítico. A corrupção é actualmente uma praga que está por todo o lado e continua a alastrar. Isto deveria ser suficiente para as pessoas perceberem que este enigma não é tão complexo como o do ovo e da galinha, o da corrupção tem uma resposta fácil. Quem nasceu primeiro? O corrupto desavergonhado ou o eleitor desleixado, ausente e irresponsável?

Como é óbvio quem deu inicio a este ciclo de corrupção crescente foi o povo que quis sentar-se à sombra da democracia e deixa-la andar em piloto automático, sem a menor censura, sem a menor vigilância, sem a menor critica ou justiça nas urnas.
Em Portugal usa-se o voto apenas para ajudar o partido que se considera ser da sua seita, como se fosse o seu clube do coração, mas não sabem usar o voto contra os partidos que criticam para os punir, criticar, fazer justiça e os eliminar do panorama politico. Ou seja os fanáticos dos partidos sabem usar o voto a favor dos seus partidos mesmo que sejam reconhecidamente corruptos. Mas a balança fica desequilibrada quando ninguém faz frente a esses que votam fielmente nos partidos corruptos, porque os que querem lutar contra a corrupção, não fazem nada por isso, pois não sabem que o voto serve também para votar contra. E eis que chegamos ao descalabro da total impunidade. 59% dos eleitores desperdiçam o seu voto em brancos, em nulos e na abstenção, e portanto milhões de contribuintes, pais, mães, avós e estudantes não votam válido, deixam impunes nas urnas, quem os rouba e quem criticam. E mais grave ainda, deixam os fanáticos acríticos, escolher os governos por eles.
Este é um passo fulcral para limpar o país da corrupção. Precisamos de um povo exigente, critico, que censura as más politicas e os maus políticos, que é juiz e policia dos políticos, cidadãos que fazem os corruptos sentirem-se mal sempre que se cruzaram com eles na rua.
Por isso há que completar toda esta evolução a que estamos a assistir, para que a censura social passe a ser também uma censura prática e real e mostre aos corruptos que Portugal está mesmo a acordar, resta-nos dar o golpe final nos partidos corruptos. Os eleitores têm que perceber que é preciso ir ás urnas e usar o voto útil para fazer o mesmo que se faz nas manifestações, mas ruas e nas redes sociais, é preciso também julgar, punir, censurar, criticar, dizer que não ás más politicas e maus políticos, nas urnas que é onde mais lhes dói, votando contra aqueles que mais criticamos.
Não se esqueça o futuro de milhões de pessoas e do país está nas nossas mãos, se tens consciência cívica, como podes não ajudar o país a lutar contra a corrupção? Como és tu capaz de não ir ás urnas votar contra os corruptos? Como podes tu abster-te de votar contra os corruptos?

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  1. Abstenção é inofensiva na luta contra a corrupção
  2. As alternativas para um voto válido e contra a corrupção
  3. O voto em branco e nulo sem valor

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Deixamos destruir Portugal com Bipartidarismo e abstenção
 Pessoas cultas e confiantes votam e eles não querem isso.
 Abstenção sustenta o arco da governação /corrupção.
Eleitores com hábitos de corte, participam pouco na politica
A democracia precisa de vigilância. Acordem! (Luís de Matos)

Só quando o povo der o "coice violento" nos corruptos, é que isto muda. Votar contra
PDR quer democracia participativa e nova lei eleitoral
Pedagogia para eleitores lúcidos. Clubismo e eleições.
 Suiça o milagre da democracia direta, vamos votar por ela?
General desafia civis a cumprir o dever de votar, proteger o país da corrupção (Loureiro dos Santos)











15 julho, 2015

Tachos em Estremoz levam o presidente da Câmara e seu adjunto a extremos. As cunhas descaradas

Os nossos impostos e o cargos na função pública continuam a servir os interesses pessoais de quem nos deveria representar e não o interesse dos contribuintes. Dois representantes públicos de Estremoz decidem arranjar tacho para as suas esposas. Tentam abrir concurso interno mas não conseguem, devido à ilegalidade. Abrem concurso externo mas ao ver que houve muitos candidatos e com boas notas, e que existe o perigo das esposas não serem seleccionadas, anulam o concurso. Finalmente conseguem contornar a ilegalidade do concurso interno e abrem o concurso muito bem direccionado para as respectivas esposas que extraordinariamente só não tiveram nota 20 nos exames, por um triz. 
Andamos todos a dormir... e eles bem despertos fazem de nós parvos.
Não permitas que a politica seja um antro de corrupção, vota e pune os partidos corruptos. Cumpre o teu dever, protege o país, sê um vigilante activo dos teus impostos e da democracia. 
tachos esposa luis mourinha

MULHERES DO PRESIDENTE E DO ADJUNTO GANHAM CONCURSOS NA CÂMARA DE ESTREMOZ
A mulher do Presidente da Câmara, Luís Mourinha e do seu adjunto, António Serrano foram as candidatas melhor classificadas nas Provas de Conhecimentos e de Entrevista Profissional de Seleção nos Procedimentos Concursais abertos pela autarquia estremocense para Técnicos Superiores da área de Ciências da Informação e Documentação e na área de Turismo, respectivamente, segundo se pode constatar no site da Câmara Municipal de Estremoz (www.cm-estremoz.pt).
Segundo os elementos divulgados no site oficial da autarquia, a candidata Maria Helena Galego Borges Mourinha, mulher do Presidente da Câmara, obteve classificações de 19 e 17,90 valores naquelas provas e a candidata Marisa Isabel Varela Serrano, mulher do adjunto do Presidente da Câmara obteve classificações de 19,20 e 13,30.

O resultado dos concursos para estes Técnicos Superiores já tinha sido previsto pelo Ecos online em Janeiro de 2011 quando em artigo intitulado “ESTREMOZ: CÂMARA ABRE CONCURSOS PÚBLICOS DIRECIONADOS?”escrevíamos que “a simples análise dos requisitos exigidos pela autarquia, nomeadamente no que se refere à nomenclatura das licenciaturas exigidas para os quadros superiores, comprova a informação recolhida pelo Ecos online e aponta mesmo para que os lugares em aberto venham a ser ocupados por pessoas com ligações familiares a quadros dirigentes do actual executivo ou a quadros que exercem funções de apoio político ao executivo camarário.” e acrescentávamos que “os resultados destes concursos comprovarão se a informação recolhida pelo Ecos online tem ou não fundamento”.

O historial dos concursos abertos pela Câmara Municipal de Estremoz para a as áreas de Informação e Documentação e para a Área de Turismo não deixa quaisquer dúvidas sobre o seu previsto resultado. Em Setembro de 2010, o executivo de Luís Mourinha tentou que a Câmara aprovasse a abertura de concursos internos para aquelas áreas mas perante o risco de ilegalidade de tal procedimento voltou atrás e em 23 de Novembro do mesmo ano a Câmara abriu Concursos Públicos para técnicos superiores daquelas áreas através da sua publicação no Diário da República, II Série.
Depois de decorridos os prazos concursais e de ter inclusivamente marcado as datas das provas de seleção para os candidatos que se apresentaram a concurso, o executivo de Luís Mourinha viria a anular estes concursos na reunião pública da Câmara de 15 de Fevereiro de 2012 tendo apresentado como justificação que a Lei do Orçamento de Estado para 2012 – Lei n.º64-B/2011 proibia a sua realização, facto que foi contestado por vereadores da oposição que argumentaram que este tipo de concursos não eram proibidos por aquela Lei.

Como a Ecos online denunciou na altura e leitor atento não deixou de reparar, o elevado número e a qualificação dos candidatos designadamente para a Área de Turismo terá sido alegadamente a razão desta anulação, uma vez que punha em perigo a candidata Marisa Isabel Varela Serrano, mulher do adjunto do Presidente da Câmara.
Anulados estes Concursos Públicos, a Câmara voltou a abrir novos concursos, mas agora internos, o que, de modo conveniente, veio reduzir o número de candidatos, uma vez que para a Área de Turismo apenas a candidata Marisa Serrano prestou as duas provas concursais e para a Área de Informação e Documentação, a candidata Maria Helena Mourinha apenas contou com dois oponentes.

Entretanto o Jornal local Ecos, que denunciou esta situação, foi encerrado...
O presidente da Câmara de Estremoz, Luís Mourinha, foi condenado por difamação e calúnia contra Eduardo Basso, ex-director do jornal local Ecos, já extinto, e presidente de uma associação que era subsidiada pelo município. Em causa estão afirmações feitas pelo autarca, que insinuou que Basso utilizaria a verba atribuída pela câmara para pagar dívidas pessoais. Mourinha suspendeu o apoio à instituição e terá, por isso, de voltar a julgamento, acusado de prevaricação.
Mourinha foi eleito presidente da câmara pela CDU durante 12 anos e optou por não se recandidatar em 2005. Voltou à corrida como independente em 2009, ano em que conquistou a autarquia ao socialista José Alberto Fateixa. Voltou a vencer nas eleições autárquicas de Setembro passado. Público