06 março, 2015

Banco de Portugal contrata 2 assessorias jurídicas por 3 milhões, em ajuste directo? Só um assessor recebe 300€/hora?

Como podem ver na imagem no final deste artigo, retirada do site das despesas do governo, o banco de Portugal num só dia, contratou 2 assessorias jurídicas por 3 milhões de euros, sem abrir concurso público.(realçado a amarelo) 
O regabofe dos ajustes directos continua. Uma lei muito conveniente, que criaram para poderem oferecer os negócios do estado, chorudos a quem bem lhes apetece e onde possuem interesses.
Várias auditorias do Tribunal de Contas denunciam o excessivo recurso aos ajustes directos, mas o Tribunal de Contas existe apenas para constatar a corrupção e não para a deter, ou condenar.
O Banco de Portugal possui um departamento jurídico próprio, no entanto não disponibiliza a informação do número de juristas que alberga. É portanto secreta a informação? Mas apesar de sustentar um departamento jurídico, ainda tem que recorrer a assessorias jurídicas, externas? Milionárias? Já para não falar que com tanta assessoria jurídica e tanto jurista, esta entidade "regulatória", não conseguiu evitar que Portugal fosse vitima de gigantescas e sucessivas fraudes bancárias, que se desenrolaram e agigantaram durante anos e anos, à vista de tantos, menos do Banco de Portugal?
A pagarem assessores jurídicos a 300 euros à hora, e não detectam ilegalidades? Nem infractores?
O contrato com a Vieira de Almeida & Associados - Sociedade de Advogados, RL exige pagamento base à hora:
Sócio sénior: 300€,
Sócio e counsel: 250€
Associado coordenador: 180€
Associado: 160€
Associado júnior: 130€

04 março, 2015

Paulo Morais revela os nomes dos devedores e o destino dos 3 mil milhões do BES.




Mais uma vez Paulo Morais expõe a incompetência do Banco de Portugal, dos partidos da oposição, das comissões de inquéritos, dos próprios administradores ou presidente do Banco, etc etc ... revelando mais factos do que qualquer um, dos que tem por dever, fazê-lo.
O presidente do BESA garante que não sabe onde ou com quem estão os empréstimos que desfalcaram e abalaram o BES, no entanto Paulo Morais desmascara-o e garante que sabe quem são e onde estão, inclusive revela tudo. Estranhamente, Paulo Morais, sabe coisas que mais ninguém sabe, ou queriam que não se soubesse. Sabe mais do que os próprios responsáveis pela comissão de inquérito e do que os administradores do banco. Mas mais estranho ainda é que a comissão de inquérito, só após os depoimentos dos administradores que tudo ignoram, é que decidiram chamar Paulo Morais, que já tinha garantido possuir informação importante.
Neste video limita-se a referir devedores da elite angolana, assegurando que os nomes da elite portuguesa, serão revelados numa próxima oportunidade.
“BES Angola emprestou 800 milhões a irmã de José Eduardo dos Santos”
Marta dos Santos é uma das devedoras a quem o BES Angola “perdeu o rasto”, garante Paulo Morais.
A Associação Transparência e Integridade assegura que não é difícil perceber quem são os destinatários dos empréstimos concedidos pelo BES Angola, e a que o banco alegadamente perdeu o rasto.
Rui Guerra, o ex-Presidente do BES Angola, disse aos deputados da comissão parlamentar que investiga o caso BES, que o banco não foi capaz de identificar os beneficiários de muitos dos empréstimos concedidos pela instituição e que estes já estavam em incumprimento antes de o Estado angolano conceder uma garantia. Em causa podem estar mais de 5,7 mil milhões de euros.
Mas Paulo Morais, contesta os argumentos de Rui Guerra e acrescenta que tem documentos capazes de contrariar o ex-banqueiro.

02 março, 2015

Eu também quero ser verbo de encher. O BES a encher os bolsos aos amigos


Os administradores sem responsabilidade. Um artigo interessante que expõe Godinho de Matos e as intenções obscuras que motivam as escolhas dos altos cargos das grandes empresas. 
"Nada atormenta os advogados das “senhas de presença” em tanto conselho de administração – "senhas" para eles moverem as suas influências, que no fundo é a razão profunda por que lhes pagam. 
Desde hoje de manhã que estou de boca aberta. Não sei se conseguirei fechá-la tão depressa. Tudo porque li uma entrevista como há muito, muito tempo, não lia algo de semelhante: a de Nuno Godinho de Matos ao jornal i.

Perguntarão: quem é Nuno Godinho de Matos? Pois é um advogado de Lisboa que era, até ao mês passado, administrador não executivo do Banco Espírito Santo. Uma busca na internet rapidamente nos indica que, além disso, foi fundador do Partido Socialista, trabalha há décadas com Daniel Proença de Carvalho, é atualmente vice-presidente da Ordem dos Advogados e foi durante muitos anos membro da Comissão Nacional de Eleições, lugar a que renunciou por ter representado nas últimas eleições autárquicas Moita Flores. Alguém de múltiplos talentos que, quero crer, falará com conhecimento de causa.

28 fevereiro, 2015

Santa Casa pagou 32 milhões por edifícios que nunca usou. A máfia, o regabofe e os boys.

Os casos estranhos na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O regabofe.
Compraram um edifício de 32 milhões, que não usam!
A empresa a quem compraram o edifício é de Aprígio Santos, que deve 150 milhões ao BPN!
As obras de 200 mil euros que não se fizeram!
Os boys que se multiplicam como coelhos!
Aumento de 10 milhões de euros com boys?
As cores partidárias dos boys e as amizades!
Os milhões de euros gastos em estranhos ajustes directos!
Dos 240 ajustes directos em 2011, apenas cumpriu a lei em 61.
Em 2012 e 2013 as infracções à lei continuam.
A impunidade e a falta de vergonha fazem crescer a máfia e o crime.

"Quatro anos depois de ter pago 32 milhões por três imóveis para aí instalar os seus serviços, por razões de segurança, a instituição desistiu da mudança e nada diz sobre os motivos nem sobre o futuro dos edifícios
Ainda há meses, o complexo adquirido pela Misericórdia de Lisboa em 2008, na Av. José Malhoa, estava rodeado de tapumes e tinha um estaleiro de obras a seu lado. Aparentemente estavam finalmente a iniciar-se as obras de adaptação da antiga sede da seguradora Bonança para ali serem instalados o Departamento de Jogos da instituição e uma grande parte dos seus serviços. De repente, o estaleiro desapareceu, sem que haja sinais de ter sido feita qualquer obra, mas nem a Misericórdia nem a empresa de construção que montou o estaleiro explicaram porquê.
No portal dos contratos públicos na Internet encontra-se, porém, o anúncio de uma adjudicação por ajuste directo e pelo valor de 200.000 euros feita em Maio deste ano à empresa Casais, a mesma que montou o estaleiro na José Malhoa e disse ao PÚBLICO não prestar quaisquer informações sobre os trabalhos ali efectuados.

O que não bate certo nesta situação é que os edifícios em causa foram comprados há quase cinco anos a uma empresa de Aprígio Santos (do clube Naval Primeiro de Maio da Figueira da Foz). A decisão de compra foi da responsabilidade da anterior direcção da Misericórdia, presidida pelo socialista Rui Cunha,(...)
Mediante a realização de obras de adaptação estimadas em 7,7 milhões de euros, estes poderiam acolher o Departamento de Jogos e outros serviços, com mais de 500 pessoas.
As tentativas feitas para contactar o Provedor da instituição, o social-democrata Pedro Santana Lopes, também não resultaram.  O projecto sido abandonado.

OS BOYS - Santana Lopes faz da SCML, o clube dos amigos?

26 fevereiro, 2015

Na Suécia, os eleitores eliminam a corrupção nas urnas. 90% dos eleitores votam, não perdoam atentos contra a corrupção.

Este artigo serve para renovar a esperança de todos que sonham ver Portugal limpo da corrupção. Serve ainda para mostrar que as formas de luta contra a corrupção, estão nas nossas mãos, acessíveis a todos. Saiba como poderia ser viver sem corrupção, perceba o quão ridículo é, aceitarmos viver atolados na sujidade da corrupção. Veja o Video com a reportagem sobre a democracia na Suécia. Como deveria ser a verdadeira democracia. Sonhe... e lute.




A Suécia tem servido de exemplo a muitos países que lutam para sobreviver à corrupção. Desde a década de 70 só houve dois casos de corrupção política.
Um país onde a justiça que condena os maus políticos e os corruptos, é exercida pelo eleitor activo, que pune nas urnas e através da opinião pública, uma justiça pesada e eficaz. E onde os mais activos denunciantes de corrupção, são os órgãos de informação e os cidadãos. Por isso, casos de corrupção politica, são acontecimentos tão raros, que se perdem na memória.
É também um país onde a politica é levada a sério tanto pelos cidadãos, como pelos políticos, não se admitem jogos sujos, insultos e ataques pessoais entre os políticos em campanha ou no governo... quem escolher esse caminho, é também penalizado nas urnas.
Um país onde 90% dos eleitores votam e fazem questão de fazer sentir aos políticos, que estiveram atentos, fazem-nos sentir o peso da sua justiça e da vontade do povo, não se abdicam de se manifestarem nas urnas, escolhendo quem satisfaz a maioria e o bem comum, e penalizando quem não satisfaz. Só 10% de abstenção. Ou seja 90% dos eleitores, lutam contra a corrupção e a favor da democracia. Em Portugal, ao que parece, só votam os ricos, os amigos dos corruptos, os boys e os militantes fanáticos. Pois esses são os únicos que têm sido representados e defendidos pelos governos. 
56% deixam que esses escolham por eles e depois queixam-se que o governo não os representa.

Na Suécia a corrupção na politica quase não existe, e quem se atreve a pisar o risco, por mais insignificante que seja o acto, desaparece da politica, pois os eleitores e a comunicação social, garantirão que esses nunca mais terão votos ou a confiança do povo.
Como é que permitimos que Portugal chegasse a este ponto? Onde os políticos mais parecem famílias da máfia? E afinal é tão simples travar os políticos desonestos e corruptos basta que o eleitor exerça o seu dever e direito de os julgar, votando com justiça e informados, não cegamente, por clubismos, protegendo criminosos.
Nas entrevistas que se seguem, poderemos perceber que Portugal necessita urgentemente de lições de literacia politica e cidadania, precisa aprender a ser um eleitor/juiz eficaz e justo, porque o estado do país e a qualidade dos políticos que temos, é o reflexo directo do cidadão: das suas acções e da falta delas.

Entrevista a Claudia Wallin, que vive na Suécia, jornalista e autora do livro “Um País Sem Excelências e Mordomias” 
-Quais são as diferenças mais chocantes entre as rotinas de um político eleito na Suécia e de um político eleito no Brasil?
Claudia Wallin: A Suécia não oferece luxo ou privilégios aos seus políticos. Parlamentares suecos vão de ônibus para o trabalho, e viram manchete de jornal quando se atrevem a pegar um táxi com o dinheiro do contribuinte.
Vivem em apartamentos funcionais que chegam a ter 18 metros quadrados, e onde não há comodidades como máquina de lavar. O ministro sueco Anders Borg, que em 2011 foi eleito pelo jornal britânico ”Financial Times” como o melhor ministro das Finanças da Europa, vive na capital num apartamento de cerca de 25 metros quadrados.
Nenhum deputado sueco tem direito a pensão vitalícia, plano de saúde privada nem imunidade parlamentar.
Nenhum político sueco tem o privilégio fabuloso de poder aumentar o próprio salário.
Parlamentares suecos trabalham em gabinetes de cerca de 15 metros quadrados, e não têm direito a secretária, assessor nem motorista particular.
Vereadores suecos não recebem sequer salário, e não têm direito a gabinete – trabalham de casa.
Na concepção sueca, sistemas que concedem privilégios e regalias aos políticos são perigosos. Porque transformam políticos em uma espécie de classe superior, que não sabe como vivem os cidadãos comuns. Dessa maneira, conforme sublinham vários políticos suecos, cria-se uma distância entre o povo e seus representantes, o que por sua vez gera um sentimento de desconfiança e descrença da população em relação aos políticos.

-Que interpretação faz dessas diferenças? Quais são as raízes históricas e culturais que levaram a modelos tão diferentes?
Claudia: A Suécia tem uma história marcada por uma longa tradição de democracia, e por um forte sentimento de igualdade entre as pessoas. Mesmo durante o período de poder monárquico, ao lado do rei sempre existiu um parlamento, e já na Idade Média havia a participação de pessoas comuns e camponeses nas assembléias políticas, ao lado do clero e da nobreza. Ao longo dos tempos, foi preciso lutar contra o poder do rei e os privilégios da nobreza. O rei perdeu todos os poderes na década de 70, e o desenvolvimento da democracia sempre esteve associado aos valores igualitários da sociedade sueca: ninguém deve ser melhor do que ninguém, e isso inclui a classe política. Políticos suecos sabem que não estão no poder para enriquecer, e sim para representar os interesses da sociedade como um todo.
Já no Brasil, ainda vigoram o conceito patrimonialista e os privilégios políticos que marcaram o processo de formação do Estado brasileiro, com a visão de que a coisa pública não é de ninguém. O interessante é notar que a Suécia, que juridicamente ainda é uma monarquia, conseguiu concretizar o ideal republicano. O Brasil, que formalmente é uma república, ainda é um país de súbditos.

24 fevereiro, 2015

Sociedades de advogados e a promiscuidade nas privatizações

Neste artigo conheça alguns trechos do livro "Os Facilitadores". Livro que revela e sistematiza as listas de clientes das maiores sociedades de advogados, as interligações políticas e empresariais (desde o recrutamento de ex-políticos ou políticos no activo até à acumulação de cargos de administração em grandes empresas), as participações no âmbito da produção legislativa ou da actividade regulatória, entre outros elementos. E onde entram os grandes escritórios e o dinheiro de todos nós?
“Ajustes directos, contratos swap, PPP (nos sectores da saúde, educação, águas, resíduos, vias rodoviárias e ferroviárias, etc.), privatizações de empresas públicas, concessões e subconcessões, contratos de exploração a meio século, auto-estradas com portagens virtuais, rendas excessivas no sector energético, mais-valias decorrentes da venda de gás natural não partilhadas com os consumidores, aumentos das taxas nos aeroportos nacionais, direitos adquiridos sobre pontes e aeroportos que ainda não foram construídos, indemnizações devidas por causa de projectos adiados, ou mudanças de sede fiscal para a Holanda ou para a Zona Franca da Madeira...
Quase todos estes contratos, negócios e direitos adquiridos foram assessorados, intermediados, aconselhados, estruturados, facilitados pelas principais sociedades de advogados que operam em Portugal. As que mais facturam. Quer do lado do Estado, em representação do interesse público, quer do lado do sector privado, defendendo os interesses empresariais dos respectivos clientes. Ou em ambos os lados, muitas vezes em simultâneo, por entre indícios de conflitos de interesses”. 

Os Facilitadores
«Acelerar privatizações e concessões
Das referidas interligações entre Marques Mendes e Passos Coelho, o Governo em funções e o PSD resulta – aparentemente – um canal de informação privilegiada que, não raras vezes, extravasa para o seu comentário político na televisão.

22 fevereiro, 2015

SE NÓS NÃO SOMOS A GRÉCIA É PORQUE SOMOS PARVOS

Por Miguel Sousa Tavares
O “nós não somos a Grécia”, repetido por esta maioria como um mantra, é das frases politicamente mais estúpidas que me foi dado ouvir. É claro que nós somos a Grécia a partir do momento em que quisemos ser europeus e porque a Grécia é a Europa: foi a Grécia que fundou a civilização europeia ao abrigo de cujos valores queremos continuar a viver. Porque a Europa — entre outros, sonhada pelo alemão Adenauer — é muito mais do que o défice e a dívida, os investidores e os mercados. É uma ideia política — de democracia, de espaço de todas as liberdades, de defesa dos cidadãos contra os abusos dos poderes, de progresso social, económico e científico, de paz e de segurança comum — a que se juntou depois a difícil tarefa de a englobar também num espaço económico comum, sem fronteiras comerciais e cimentado numa moeda única. Seria uma tragédia que as dificuldades de consolidação da moeda única, causadas pelas desigualdades à nascença entre os países aderentes e pelas desigualdades das regras de jogo entre eles (diferentes taxas de juros para as empresas e para as dívidas públicas, diferentes regimes fiscais, diferentes condições para a poupança e investimento) conduzissem à implosão daquilo que foi fundamental na criação da União Europeia. Mas é para aí que parecemos caminhar: a Europa que enfrenta a ameaça do fundamentalismo islâmico mas que rejeita integrar a Turquia, que cerca a Rússia e se vai enfiando cada vez mais no vespeiro ucraniano, que aceita o neofascismo húngaro mas não se conforma com a vontade democraticamente expressa pelos gregos de querer mudar de vida, essa Europa caminha para a desagregação. Foi construída por visionários e, se nada de substancial mudar, vai ser destruída por merceeiros.

20 fevereiro, 2015

O retrato do SNS do tempo de Sócrates, para avivar memórias.

De repente o país ficou histérico com o que se passa no SNS e com o caos nos hospitais, como se todos os portugueses tivessem aterrado agora em Portugal, recém chegados de Marte, e desconhecessem todo o passado do país. Nunca tinham percebido que o caos no SNS é uma realidade antiga e que se agrava de ano para ano. Não se lembram de nada... 
E o agravamento do caos vai continuar, porque os portugueses teimam em não saber avaliar os governos, nem os políticos nem a saber julga-los politicamente, nas urnas. A memória é curta e a literacia politica, é fraca.
Para os portugueses, qualquer coisa serve para fazer da discussão cívica sobre politica, um circo, um disparar de insultos ocos, um achincalhar público e histérico. Não existe a preocupação de pesquisar, indagar ou questionar a veracidade do que se comenta e se alguém tenta remar contra a onda de insultos ou chamar à razão para factos, rapidamente passa a ser também alvo de insultos.
E enquanto os eleitores continuarem a fazer da politica um circo, continuaremos a ser governados por palhaços.
Enquanto os portugueses continuarem a não saber condenar os maus e a reconhecer e premiar os bons nas urnas, continuará a compensar o crime na politica e claro, continuaremos a ter criminosos na politica.
Enquanto os portugueses não se preocuparem em saber o que está por trás de cada frase descontextualizada e fizerem chacota de todos os políticos indiferenciadamente, em vez de se darem ao trabalho de fazer análises criticas, fundamentadas e justas, continuaremos a ter na politica, apenas os piores, porque pessoas de respeito com valor e competência, não se sujeitarão a julgamentos públicos de gente injusta e inculta.
Enquanto o insulto for a única arma que os portugueses sabem usar, para comentar e julgar actos dos políticos, continuaremos a ter políticos de muito pouca qualidade.
Tudo na vida é um processo de causa efeito... quem começou este ciclo de causa efeito, que parece inquebrável?
Foram os eleitores que começaram a mostrar que eram pouco exigentes, pouco justos, pouco lúcidos, e fáceis de enganar? Ou foram os políticos que começaram a aproveitar-se da ingenuidade, da falta de lucidez, da falta de justiça e da ausência de exigência dos eleitores?
O importante é perceber quem tem que começar a mudar... e isso é óbvio, nós somos certamente os mais interessados nessa mudança, porque eles, os políticos, apesar de insultados e humilhados por uns pobres coitados, continuam  a viver à grande e à francesa, impunemente e a lesar os cidadãos...
Já os cidadãos, não ganham nada com esta situação portanto temos que ser nós, como eleitores e bons portugueses, a dar o primeiro passo para a mudança. Saber falar de politica, analisar a politica e os políticos, interessar-se, querer saber o que está por trás das famosas "bombas" jornalísticas, avaliar com espírito critico os dados, é uma urgência.

Neste artigo não se pretende discutir quem tratou melhor o SNS, se o Sócrates se o Coelho, porque se a discussão fosse essa, teria sido outra a pesquisa.
O que se pretende provar com este artigo é que a análise dos portugueses é quase sempre demasiado superficial e injusta. Porque como podem constar, já no tempo do Sócrates, existiam muitos problemas no SNS, em tudo semelhantes aos que agora tanto escandalizam os portugueses, como se nunca tivessem visto nada assim. E 2010, 2009, 2008, não foi assim há tanto tempo. Por isso reparem como os portugueses analisam a politica... este exemplo do SNS é flagrante e gritante. Esqueceram?
"O esquecimento é o adubo que nutre a impunidade." (Wesley E. Hayas)
E fazem o mesmo com o caos na educação, na construção pública, no nepotismo, e no despesismo... esquecem tudo?

@ - 29.09.2010
MORRE APÓS 13 HORAS NO S. JOSÉ. 
José Gonçalves, de 43 anos, entrou às 20h21 do dia 25 de Agosto no Hospital de São José, em Lisboa, acabando por falecer às 10h30 do dia seguinte vítima de lesões traumáticas abdominais, resultado de um acidente de viação. A família acusa o hospital de não ter sido célere na detecção do real problema de José Gonçalves. "Estiveram das 20h30 até às 04h00 para perceber que o meu irmão tinha uma hemorragia interna. Como é possível?", questiona António Gonçalves, recordando que "às 22h30 o médico foi alertado para um hematoma no lado direito do abdómen". O Hospital de São José reconhece ter existido uma "degradação do estado clínico" e que, por isso, "foi submetido a intervenção cirúrgica" onde foram visíveis "lesões abdominais de extrema gravidade, tendo o doente falecido após tentativa de as controlar".

@ - 13/10/2010 - Espera na urgência de Braga chegou às 12 horas
A urgência do Hospital de Braga esteve entupida na noite de segunda-feira. A impaciência apoderou-se de quem esperava por ser atendido e não conseguia. Registaram-se esperas de mais de doze horas. ...enquanto a sua filha esperava para ser atendida há seis horas, por causa de uma dor de cabeça.

@ - Junho de 2009
Bebé morre na fila das urgências
Pais acusam Centro de Saúde de Monção de ter perdido tempo. Um bebé de dias morreu na fila das urgências do hospital de Viana do Castelo. Os pais de Simão acusam o Centro de Saúde de Monção de ter perdido tempo, noticia o «Correio da Manhã». 

@ - 29-12-2011
Hospital de S. João da Madeira. Doente morre à espera de ser atendido
Um homem morreu, segunda-feira, dia 26, enquanto aguardava por uma consulta no Hospital de S. João da Madeira. A unidade de saúde chamou o INEM, mas este não chegou a tempo. Só o resultado da autópsia, realizada anteontem, poderá revelar as causas da morte.