29 Julho, 2014

Parlamento paga 18 mil euros por estatueta para o 25 de Abril, atrasada.

Impressão em 3D para o Parlamento custou 18 mil euros!
A Assembleia da República encomendou a Leonel Moura uma escultura sobre a democracia. O trabalho estava previsto para as comemorações do 25 de Abril, mas atrasou-se e foi entregue apenas agora em Julho. É uma impressão em 3D de resina e ainda não está exposto.

A arte robótica chegou ao Parlamento. 
"Usei uma espécie de robô que esculpe a partir de um bloco", explica ao Expresso o artista, autor de uma representação de Amália Rodrigues já exposta no Parlamento.
"Esta escultura foi feita com base numa imagem de uma bailarina profissional, que existe mesmo. O Parlamento está cheio de esculturas de mulheres robustas, impositivas, mas eu optei por uma imagem bela e frágil, como a democracia".
"Quando assinámos contrato estava previsto que fizesse uma imagem maior, em metal, mas já não deve haver dinheiro para isso", lamenta Leonel Moura, que estima em "80 mil euros" uma versão definitiva, maior e em metal. "Mas esta vai durar muitos anos".

ALGUNS EXEMPLOS DE MAIS DESPESISMO DAS ELITES QUE SE SERVEM DE NÓS
  1. Em flores de luxo
  2. Em Assistentes pessoais
  3. Em cantinas
  4. Em subvenções vitalícias, precoces e que dobram de valor aos 60 anos
  5. Em Golf subsidiado, é essencial
  6. Em regalias aos ex-presidentes
  7. Em despesismo inútil
  8. Em Regalias e mais regalias aos deputados
  9. Em Incompetência / irresponsabilidade
  10. Majestoso menu de luxo, da AR
  11. Em video, mais luxos
  12. Os carros de luxo... ou bólides
  13. O orçamento da AR de 2013, engorda?
  14. Deputados defendem o povo, atacam deputados?
  15. Em Água mineral, por favor.
  16. Deputados representam o interesse dos deputados
  17. Em numerosos de deputados 
  18. O futuro dourado
  19. Marinho Pinto tenta enfrentar os deputados advogados
  20. os privilegiados
  21. CORRUPÇÃO À DESCARADA

28 Julho, 2014

PCP fez proposta de lei que protegeu Juízes e diplomatas, de pagar CES e outras contribuições extraordinárias, sobre pensões?


NA SUIÇA NÃO HÁ REFORMAS PARA ELITES. Uma democracia moderna e justa.



Certamente há algo aqui que nos falha... a justiça é protegida da crise?
1º - Os reformados, da justiça, vão ser poupados aos ás contribuições extraordinárias exigidas aos reformados de Portugal?
2º - Isto é um acto descarado e cobarde de elitismo inaceitável e quem fez a proposta de lei para isto ser legal, foi o PCP!?
"O Parlamento aprovou por unanimidade uma proposta do PCP que elimina a possibilidade das pensões dos magistrados jubilados serem alvo de contribuições extraordinárias, como as incluídas no orçamento. A proposta do PCP visava eliminar o artigo 73 da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012. Previa que as pensões dos magistrados podiam ser alvo de contribuições extraordinárias." DN

Juízes e diplomatas não pagam CES sobre pensões.
Aos juízes do TC não se aplica a CES.
A CES não se aplica às suas pensões devido a uma norma do Orçamento do Estado que abre uma excepção para as "pensões e subvenções automaticamente actualizadas por indexação à remuneração de trabalhadores no activo".
Se não fosse esta norma, «oportunissimamente» introduzida na Lei do Orçamento, a CES teria sido certamente chumbada.
Esta gente já beneficia (não sei por que razão…) com a indexação das suas pensões aos trabalhadores no activo!
E agora, outra benesse: - não pagam CES!!! Têm direito a carros topo de gama. Recebem as reformas por inteiro em caso de incapacidade por doença do foro psiquiátrico. Auferem subsídio de renda de casa, no valor mensal de 750,00€, mesmo morando em casa própria e mesmo quando reformados.
Para alem disto tudo os juízes têm transporte gratuito, mesmo depois de jubilados e se foram dois juízes casal, ambos têm direito a subsídio de renda de casa, apesar de viverem no mesmo espaço. E mais, sobre este valor não incide qualquer desconto.
Afinal nem todos os reformados com pensões elevadas saem a perder com a decisão do Tribunal Constitucional (TC). Os juízes e os diplomatas jubilados não são afectados pela polémica contribuição extraordinária de solidariedade (CES), viabilizada pelos juízes do TC. E com a decisão do TC passam também, como qualquer funcionário público, a ter direito a subsídio de férias.
Que gente esta! Eis a explicação para o "NÃO CHUMBO" da CES. Protegem-se a todos os azimutes e armadilham tudo à volta. E o Governo alinha…
E depois vêm falar de equidade, justiça social, etc. e tal…
Barra da Costa

27 Julho, 2014

Os vídeos que resumem o saque BPN, quem foi, quanto foi, como foi, onde estão?




A SIC, através do jornalista Pedro Coelho, fez uma excelente reportagem sobre o escândalo BPN. Mais do que as novidades, que também tinha algumas, o trabalho de sistematização é notável. 
(O video em cima foi retirado dessa reportagem)
O resultado é ficarmos sem dúvidas sobre quem foram os principais beneficiários das ações suspeitas levadas a cabo por Oliveira Costa e a sua equipa (o termo é um eufemismo, porque na realidade são mais do que suspeitas). Esses beneficiários foram, mais coisa menos coisa, os amigos de Oliveira Costa, seus colegas na gestão do banco e outros acionistas da SLN, como Dias Loureiro, por exemplo, ou (eu sei que é incorreto invocar o seu nome) Cavaco Silva. E alguém anda a pagar estes benefícios.

26 Julho, 2014

Novo canal de TV do PSD, vai revolucionar a informação.

O PSD vai ter um Canal próprio de TV
Previsão da Programação do novo canal de TV do PSD.
A equipa técnica, que está ainda em debate, deverá incluir:

  1. Para Presidente nem poderia deixar de ser o experiente e bem sucedido, Cavaco Silva. 
  2. Director Financeiro: Oliveira e Costa, uma garantia que sairão sempre a ganhar. 
  3. Provedor de Ética: Miguel Relvas, um exemplo único, um currículo raro
  4. Para além dos normais Telejornais, conduzidos por Manuela Moura Guedes, a programação deverá incluir, no prime-time, uma série de “talk shows”:
  5. Segunda: “CSI Oeiras”, com Isaltino de Morais
  6. Quarta: “Moda e Elegância”, com Carlos Abreu Amorim
  7. Quinta: “Macho Latino”, com Paulo Portas e Pedro Mota Soares
  8. Sexta: “Ética nos Negócios”, com Dias Loureiro
  9. Ao Sábado e Domingo, haverá dois Concursos de Cultura:
  10. “De onde sopra o Vento?”, com Marcelo Rebelo de Sousa, e
  11. “Quem matou a Velha?”, com Duarte Lima.
  12. As manhãs da semana, serão abrilhantadas com 2 programas de Culinária:
  13. "Quem vamos cozinhar hoje?" e “Os meus Aventais”, com Luís Montenegro  e Fernando Lima
  14. Quinzenalmente, Alberto João Jardim animará um debate de Alcoólicos Anónimos.
  15. Terá ainda uma secção de emprego, gerida e apresentada por Paula Teixeira da Cruz.
  16. A secção de desporto será apresentada por Valentim Loureiro, no programa "Ambrósio e o apito"
  17. José Luís Oliveira, amigo de Valentim Loureiro, será consultor Financeiro.
  18. E depois claro, haverá espaço para alguns convidados contarem os seus casos de vida...  Apresentada pela comovente Assunção Cristas, a rubrica terá o nome de "PSD anónimos"
  19. Está previsto ainda um programa diário para os imprescindíveis debates acesos, por sugestão de Sócrates. José Sócrates já está a negociar a entrada para a TV do PSD, alegando que ele não cobra nada e que tem que haver alguém para o contraditório, senão o povo não adere. O povo gosta de palhaçadas, intrigas e portanto convém alguém da oposição e que represente bem o papel de opositor... O PSD concordou e os castings já estão abertos para o melhor actor. Sócrates é até agora o preferido. 

25 Julho, 2014

Portugal gerido pelos interesses dos negócios privados. Um SNS para abater



"Paulo Macedo foi o vice-presidente do conselho de administração executivo do Millennium BCP e administrador da Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde, S.A. (Médis).
A Médis integra a Millenniumbcp Ageas, e afirma ter uma responsabilidade para com os acionistas, que diz esperarem da Médis o justo retorno do capital que lhes pertence.
DEFINE COMO OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS O CRESCIMENTO DO NÚMERO DE CLIENTES, a garantia da representatividade junto da rede de prestadores Médis, e a rentabilidade do negócio.
Um homem que vem da Médis e do BCP, e cujos objectivos estão atrás descritos pelos próprios, cujo futuro como ministro da saúde será temporário, deduzo que voltará à Médis ... ou outro cargo no BCP, depois de destruir as carreiras médicas públicas, a qualidade da prestação de cuidados médicos nos sistema público e por fim o próprio SNS ... pelo que certamente atingirá os objectivos da Médis ... "LUCRO PARA RETORNO DO CAPITAL, CRESCIMENTO DE CLIENTES E RENTABILIDADE DO NEGÓCIO".

Já como ministro da saúde a sua conduta de MISERABILISMO no SNS levou ao que pretendia se concretizasse como administrador da Médis:
“Segundo as contas da mesma, TEM EXISTIDO UM AUMENTO SIGNIFICATIVO DAS ADESÕES QUANDO COMPARADO COM O MESMO PERÍODO DO ANO ANTERIOR, o que no entender da Medis, evidencia “o aumento da procura de soluções complementares de saúde”, acrescentando ainda que tem assistido “apesar da situação económica que vivemos, temos verificado na Médis uma evolução positiva com a redução dos movimentos de saída de pessoas seguras em linha com a previsão que traçámos para 2013”.
A explicação é simples: “as medidas observadas do lado da oferta do sistema nacional de saúde prevêem que a tendência de procura de oferta complementar a nível do seguro privado de saúde irá manter-se. As famílias tendencialmente irão procurar garantir a sua protecção acedendo às alternativas de protecção efectiva da sua saúde e dos seus”, salienta a Médis. Jornal i 19/8/2013
Manuela Ferreira Leite que sempre apoiou Paulo Macedo, afirmou um dia que SE UM HOMEM COM MAIS DE SETENTA ANOS TIVER NECESSIDADE DE HEMODIÁLISE ... TEM SEMPRE ESSE DIREITO ... SE O PAGAR...
ELES NÃO SÃO ANJINHOS ... SÃO PARTIDÁRIOS E NEGOCIANTES... trabalhando nos cargos governativos que desempenham ... para as suas empresas empregadoras." Por, Augusto Martins

Mas há mais interesses privados em destruir o público.
O caso British Hospital. 
Eis o momento assumir mais um prejuízo? O British Hospital, está a cair em ruína, já se prevê o seu destino, já que faz parte do grupo de empresas que pertencem ao universo SLN/BPN.
O British Hospital pertence ao Grupo Português de Saúde desde o início dos anos 1980. O Grupo Português de Saúde pertence ao universo da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a tal que tinha um banco dentro. Exactamente: o BPN.

O BPN serviu para financiar a compra do British.
Um fiasco. Entre 1999 e 2009, o British recuou de uma média anual de 12 mil consultas para cerca de 1800. Entre 2004 e 2007, o presidente do Grupo Português de Saúde foi o economista José António Mendes Ribeiro, o qual, quando saiu do grupo, deixou um passivo de perto de 100 milhões de euros. Depois de um currículo marcado por negócios ruinosos e prejuízos avultados, eis que o seu "mérito" é reconhecido...
Pois foi precisamente José António Mendes Ribeiro que o ministro da Saúde, Paulo Macedo, foi buscar para coordenar o grupo de trabalho que vai propor os cortes a aplicar no Serviço Nacional de Saúde.
Isto permite antever um final muito infeliz, onde os interesses de uma nação se irão vergar novamente a interesses económicos privados. Já que este senhor terá provavelmente interesses em empurrar os utentes do SNS para os privados, área onde antes trabalhava e que deixou afundar. Esta pode ser a tábua de salvação, para corrigir os erros que deixou na área da saúde privada? ARTIGO COMPLETO: 

PAULO MORAIS DENUNCIA UM DOS MAIORES FLAGELOS NACIONAIS, QUE DE TÃO BANALIZADO JÁ PASSA DESPERCEBIDO.
ALGUNS EXEMPLOS DE INTERESSES PRIVADOS DOS NOSSOS DEPUTADOS PÚBLICOS







24 Julho, 2014

Salários em Portugal estão adequados à baixa produtividade dos trabalhadores



2 estudos apontam Portugal como sendo um país com mão de obra muito pouco produtiva, sendo que na administração pública, o caso é ainda mais grave. 
A situação é de tal forma preocupante e óbvia, que os investidores estrangeiros afirmam mesmo que os salários baixos em Portugal, são relativos, pois quando comparados com a produtividade, até não são nada baixos! 

"Vender" Portugal lá fora
Qual o problema? Apenas 8% das empresas germânicas consideram Portugal atrativo como localização de investimento, conclui o estudo da Roland Berger. Apesar da crise económica, cerca de metade das empresas que já têm negócios no país pensava manter o seu nível de investimento e mais de 30% consideravam mesmo aumentá-lo em 2014-2015. Uma dicotomia que não se restringe às firmas alemãs. Segundo o "Portuguese Atractiveness Survey", da consultora EY (antiga Ernst & Young), em 2013, apenas 22% dos 200 líderes empresariais ouvidos planeavam estabelecer ou expandir operações em Portugal no horizonte de um ano. Mas, quando foram questionadas apenas as empresas já com operações no país (metade da amostra), 95% indicaram pretender manter a sua atividade num horizonte de 10 anos. Um valor muito acima da média da europeia (84%).

Quem já está no país valoriza mais
"A perceção sobre a atratividade de Portugal é significativamente melhor por parte de quem já tem atividades no nosso país", conclui a EY. Até porque "há um grande desconhecimento de muitos investidores estrangeiros que ainda não estão cá, sobre a realidade portuguesa", alerta António Vitorino, sócio fundador da sociedade de advogados Macedo Vitorino & Associados.
Uma constatação que levou a sociedade a elaborar o estudo "The case for investing in Portugal", apresentando factos concretos a partir da análise de relatórios internacionais. "Em muitos indicadores estamos melhor do que a média europeia e do que concorrentes diretos pela captação de investimento, como Espanha ou os países da Europa de Leste", salienta António Vitorino(...)
Semelhanças de língua e cultura com economias emergentes, diversidade e qualidade da mão de obra, estabilidade do ambiente de negócios e capacidade de investigação e de inovação foram os fatores de atratividade lusa mais apontados pelos líderes empresariais inquiridos pela EY. Jaime Esteves, sócio da consultora PwC, aponta outros pontos fortes: "Excelentes infraestruturas, uma mão de obra flexível e com muitas competências e oferecemos tudo isso a um custo muito acessível". Características que apontam para oportunidades na captação de projetos de serviços qualificados e de investigação & desenvolvimento, já que "os salários médios dos trabalhadores qualificados são inferiores à média europeia", nota o estudo da EY.

Salários não são problema
Portugal deve continuar a desenvolver a educação e as qualificações, aconselham os líderes empresariais ouvidos pela EY sobre como pode o país melhorar a sua atratividade. E tem de reduzir carga fiscal. A reforma do IRC pode dar, aqui, resposta. Mas, "é preciso mostrar resultados rapidamente", alerta Luís Florindo. Apoiar as indústrias de alta tecnologia e a inovação, aumentar os incentivos para o investimento direto estrangeiro e facilitar o acesso ao crédito são os outros pontos mais referidos. Já a redução dos custos com a mão de obra, que esteve no centro das preocupações da troika, é "um não tema para os investidores, que consideram que está adequado à produtividade dos trabalhadores", nota Luís Florindo. Jaime Esteves remata com dois conselhos aos governantes: apostar na estabilidade e previsibilidade das políticas públicas e atacar os licenciamentos. Obstáculos que, se forem derrubados, terão grande impacto na atração de IDE, considera.  Sónia M. Lourenço

AS CONCLUSÕES DA CATÓLICA:
Mudar a mentalidade para aumentar a produtividade
A captação de investimento direto estrangeiro foi o alvo de mais uma investigação dos alunos da Católica.
Centraram-se em dois países e duas indústrias - a indústria marítima na Noruega e a automóvel na Alemanha - e identificaram fatores de atração e os maiores entraves ao investimento estrangeiro.
Com base em entrevistas e inquéritos a empresas, câmaras de comércio e associações industriais e sectoriais, estatísticas e teses de mestrado, os alunos concluem que, ao nível dos recursos humanos, Portugal apresenta "alta percentagem de portugueses com formação superior (26ª posição no mundo, de acordo com o World Economic Forum)" e uma "elevada qualidade dos profissionais de engenharia", que estão a ser recrutados por empresas norueguesas.
Ainda assim, há pontos fracos a apontar aos recursos humanos portugueses: "Falta de mão de obra qualificada, a relativa vantagem com baixo custo salarial que desaparece com a reduzida produtividade do trabalho, e a legislação laboral que é vista como entrave ao desenvolvimento dos negócios".

Aumento da produtividade
Para atrair mais IDE, faz falta também, um aumento de produtividade. Aqui, é preciso uma "alteração de mentalidade no sentido do brio profissional, da promoção de eficiência, da diminuição de tempos mortos, da melhoria da qualidade; da promoção do mérito; do exemplo das chefias; da coragem em encerrar situações de ineficiência e do reconhecimento público dessa coragem". É igualmente relevante "reformular e flexibilizar a legislação laboral", seguindo padrões europeus de legislação laboral.
Ao nível das infraestruturas, "os entrevistados salientam a excelente integração de estruturas em torno de Lisboa", bem como as "características únicas do Porto de Sines". Ao mesmo tempo, porém, destacam "o mau aproveitamento do Porto de Sines e a falta de ligação ferroviária de mercadorias". A investigação sugere, assim, uma racionalização dos investimentos públicos em infraestruturas de transportes e a potencialização do Porto de Sines e ligação Sines-Madrid para mercadorias.

Reforma do Estado
Em termos da infraestrutura administrativa, as conclusões dos alunos da Católica notam uma "eficiência baixíssima da administração pública (116º no ranking mundial do World  Economic Forum 2014), a inexistência de consequências visíveis de amplo e exaustivo debate sobre a reforma do Estado (recorrentemente se critica que o "Estado Português nada mais faz do que cobrar impostos")".
A este nível, para atrair mais captação de investimento direto estrangeiro (IDE), é preciso uma "redefinição do papel do Estado como veículo de apoio à economia, e não como mecanismo de condução da economia; uma verdadeira e ampla reforma do Estado, dando o exemplo na promoção de eficiência e na qualidade de serviço". Mas também é necessário "continuar, reforçar e dar visibilidade a esforços de desburocratização e e-government", bem como a estabilização do enquadramento tributário e de políticas económicas e fiscais.
No que diz respeito à infraestrutura energética, a análise revela também que os entrevistados receiam a tendência para o aumento de preços com fortes impactos na totalidade dos custos operacionais em Portugal. "Tornar custos energéticos mais competitivos internacionalmente e evitar aumentos de preços na fatura energética", são as recomendações da investigação.

Apostar no Brasil e África
Culturalmente, as conclusões apontam para diferenças entre Portugal, a Alemanha e a Noruega: "Tanto os noruegueses como os alemães têm muita dificuldade em lidar com fornecedores nacionais, que utilizam estratégias de negociação, começando por posicionar preços em patamares mais elevados para posteriormente negociarem os valores até chegarem a números consistentes com a realidade dos mercados. Esta situação que ocorre fundamentalmente de questões culturais gera desconfiança e incerteza nos parceiros destes países".
Por isso, sugerem os alunos, há que apostar na proximidade cultural ao Brasil e a África, "o que faz de Portugal uma ponte ou mesmo uma porta de entrada para esses mercados". Mas também na formação e na capacitação de empresários nacionais para "cross-cultural management" e na aproximação a padrões europeus, bem como no melhor esclarecimento sobre as condições dos mercados internacionais. Margarida Fiúza

INDÚSTRIA MARÍTIMA
A indústria marítima (construção, manutenção e reparação de embarcações) é pouco relevante para a economia portuguesa (representava 0,13% do PIB em 2011), sendo que existem cerca de duzentas empresas a operar em Portugal, cinco das quais com capacidade para competir a nível global (a LISNAVE é reconhecida como uma empresa de referência)
Tendências na indústria marítima a nível global: aumento da dimensão média dos navios a produzir; crescimento da frota mundial (cerca de 20% até 2020); e elevados níveis de exigência no que respeita a inspeções de navios, o que tem levado as grandes empresas de transporte marítimo a substituir os seus navios
Estas tendências abrem excelentes janelas de oportunidade ao nível dos subsectores de reparação e de manutenção que Portugal pode aproveitar. Está muito próximo das mais importantes rotas internacionais e é o país europeu mais próximo do Panamá.

INDÚSTRIA AUTOMÓVEL
A indústria automóvel tem um peso significativo na economia portuguesa (mais de 4% no PIB e mais de 9% nas exportações nacionais)
Existem cerca de 30 empresas alemãs (fabricantes de automóveis e componentes) em Portugal
Com base numa amostra de 161 operações de investimento alemão em Portugal (entre 1996 e 2013), conclui-se que os projetos feitos de raiz têm maior impacto na economia do que a aquisição de projetos existentes
O IDE alemão (feito sobretudo por grande empresas alemãs e cotadas em Bolsa) prefere realizar novos projetos em sectores com mais I&D, maior crescimento e onde a presença de empresas alemãs já está mais consolidada.  Ler mais: 

EM PORTUGAL TUDO ESTÁ DO AVESSO
  1. Investir na promoção da eficiência, promoção do mérito e no exemplo das chefias, video
  2. Mentalidade e produtividade
  3. A baixa produtividade tem várias causas
  4. 11 milhões para funcionários públicos fantasmas
  5. O exemplo vem de cima
  6. CP premeia a incompetência 
  7. Águas de Portugal premeia incompetentes
  8. Governo alberga boys sem fim 
  9. Os tachos e a mentalidade da cunha
  10. Este país não é para competentes, Rui Reis, um caso real.
  11. Promovido Vitor Bento, após 8 anos de licença sem vencimento?
  12. Público versus privado
Claro que não há produtividade, estes também contam para a estatística
  1. Empresas municipais
  2. Outros organismos com 4560 parasitas de luxo 
  3. As fundações que a TROIKA mandou encerrar, mas ... 
  4. Parasitas de Porche 
  5. Sorvedouro imparável na Madeira... 
  6. A RTP
  7. Os institutos parasitas 
  8. Os observatórios 
  9. Os diplomatas
  10. No SNS, veja o video no final do artigo e a lista da improdutividade




23 Julho, 2014

Associação de Paralisia Cerebral roubada, usada e abusada pela presidente?


Já nem os deficientes escapam dos impiedosos e gananciosos corruptos? Desviar fundos, bens e serviços de uma Associação de deficientes é algo que ultrapassa a sujidade da corrupção, roça o macabro e o mesquinho.

GUIMARÃES
"Durante os 9 anos em que presidiu a Associação de Paralisia Cerebral (APC), Maria Rodrigues ter-se-á apoderado de 96.800 mil euros, além de equipamentos vendidos e mensalidades desviadas, Maria Rodrigues, que se comportava como a dona da instituição, usou ainda um funcionário da entidade para trabalhar na sua quinta e fazer-lhe compras, avança o Jornal de Notícias.
Entre 1997 e 2006, a educadora de infância de 61 anos presidiu o núcleo de Guimarães da associação sem fins lucrativos.
Pelos cálculos feitos por um juiz, a mulher, que deveria ganhar um salário de 700 euros enquanto funcionária pública, arrecadou mais 75.600 euros nos nove anos em que exerceu funções de presidente.
O Ministério Público acredita que retirou 2.500 euros à associação e que vendeu os aparelhos de ar condicionado, fotocopiadoras e livros, além de se apropriar das verbas de mensalidades no valor de 21 mil euros.
Neste momento, enfrenta as acusações no Tribunal de Guimarães." 
Se se provar culpada, a pena será suavíssima.


22 Julho, 2014

A China não respeita as regras do jogo, mas pode continuar em campo? Estranho!


A competição já começou há muito, a China já está na luta, preparada para tudo e de objectivos traçados.
Nós, ocidentais, ainda nem saímos da partida, e desconhecemos a capacidade inata do adversário, disposto a sofrer privações e a desrespeitar os básicos direitos humanos e do mercado, em detrimento dos objectivos.
A China está habituada ás mais duras condições de vida e de trabalho, que aceita sem reclamar.
Não imaginamos sequer o quanto teremos que nos sacrificar e o quão baixo teremos de descer, para poder competir com um adversário que teima dominar, ganhar mais e mais poder e entranhar-se em todo o mundo como uma potência inabalável que arrasa qualquer concorrente.
A luta é desleal e desigual... Estranhamente a UE ou os USA, e as organizações internacionais reguladoras do mercado, e dos direitos humanos, que deveriam exigir o respeito pela igualdade, lealdade e direitos humanos, nada fazem contra isso.
O povo chinês, não respeita as normas restritivas e de certa forma castradoras que os obriguem a perder tempo e dinheiro com leis de trabalho, normas de segurança, direitos humanos e outras leis mundiais ou europeias, o que desnivela e arrasa a competitividade... não respeita as regras do jogo, mas pode continuar em campo?
Será difícil entender se somos nós, os normalizados que temos leis a mais, ou os chineses que tem leis a menos...
  1. Assista neste link ao que os chineses são capazes de se sujeitar
  2. Será que os portugueses aguentarão privar-se, até este extremo
  3. Assista aos slides neste link, exemplos de indústria chinesa. 
  4. Aqui, neste link veja como tratam as crianças para poupar nos infantários e poderem trabalhar. Desconheço a dimensão quantitativa desta prática, mas pelas imagens parece ser comum.
  5. Se for sensível e ainda civilizado, aconselho-o a não ver este video.  A desumanização e crueldade de um povo bárbaro. Criança chinesa atropelada e deixada em sofrimento perante a indiferença dos que a atropelam mais que uma vez e dos que passam na rua. Video chocante, inconcebível em Portugal... Espero que por muitos anos.
  6. China: Relatório expõe o opressivo regime de trabalho na Foxconn