CONTINUAS A ACHAR QUE ÉS MUITO ESPERTO POR NÃO VOTAR? NEM SABES QUE ÉS ROUBADO PELOS CORRUPTOS ELEITOS PELOS FANÁTICOS QUE SEMPRE VOTAM NOS MESMOS?

NÃO VOTAR É O QUE TEM ELEITO OS MAIS CORRUPTOS DE TODOS OS PARTIDOS. DESDE 1975 QUE GANHA SEMPRE A ABSTENÇÃO E COM ELA A CORRUPÇÃO. NOS PAÍSES MENOS CORRUPTOS DO MUNDO 90%DAS PESSOAS VOTAM, SEMPRE CONTRA OS PIORES, VOTANDO NOS MELHORES ATÉ QUE OS PIORES DESAPARECEM E OS MELHORES SE ESFORÇAM POR SER SEMPRE MELHORES.
SÓ POVOS EVOLUÍDOS E PESSOAS CRITICAS SABEM ELIMINAR A CORRUPÇÃO ATRAVÉS DO VOTO SABENDO COMO FUNCIONA A DEMOCRACIA E O VOTO. POVOS ATRASADOS VIVEM A RECLAMAR E A ELEGER CORRUPTOS, SEM SABER COMO. INCAPAZES DE RETIRAR DO PODER QUEM DESTRÓI O PAÍS E AS SUAS VIDAS. 
PORTUGAL FOI ROUBADO AOS PORTUGUESES HÁ MAIS DE 30 ANOS, POR UMA CORJA DE PARTIDOS QUE SE SENTAM NA AR. UNS NO POLEIRO OUTROS A VOTAR E A APOIAR AS LEIS QUE ELES APROVAM PARA LEGALIZAR O ROUBO E A DITADURA. É ASSIM QUE PORTUGAL É CADA VEZ MENOS DOS PORTUGUESES E OS PORTUGUESES CADA VEZ MENOS DONOS DO SEU DINHEIRO E DA SUA LIBERDADE. PORQUE BASTA VER QUEM APROVA AS LEIS CRIMINOSAS DO PS, PARA PERCEBER QUE NÃO EXISTE DEFESA DO POVO NEM EXISTE OPOSIÇÃO. ACORDEM É URGENTE QUE O ELEITOR EXERÇA O SEU PODER, E VÁ VOTAR EM MASSA CONTRA ESTA SITUAÇÃO.

APRENDAM ANTES QUE SEJA TARDE, VOTAR EM MASSA NUM PARTIDO, NOVO, SEM CADASTRO NEM CADASTRADOS, QUE TEM MAIS HIPOTESES DE DERRUBAR A CORJA DO PASSADO, URGENTE O POVO AGIR, E RECUPERAR O PAÍS A ESSA MÁFIA QUE O ROUBOU AOS PORTUGUESES .... ACABAR COM A DITADURA, MOSTRAR O PODER DO VOTO, VOTA NOUTRO PARTIDO E ELES PERCEBERÃO QUE  QUEM MANDA EM PORTUGAL É O POVO.  QUANDO ELES VIREM QUE ACABOU O CIRCULO VICIADO DA GOVERNAÇÃO, ELES VÃO TREMER OU DESAPARECER.
Ainda não percebeu que são os corruptos que promovem campanhas de desinformação, para convencer os revoltados de que devem abster-se?? Abra os olhos, eles não querem que os descontentes votem, porque esses iriam votar noutros, a abstenção é o trunfo dos corruptos.

Porque o voto não serve apenas para eleger, serve também para impedires que algum partido seja eleito.
Os portugueses são tão atrasados que afirmam que não votam porque não querem colaborar com o sistema ou legitimar os corruptos, nem sabem que quem não vota também elege. Quem não vota legitima os corruptos que as seitas fanáticas elegem sempre.
Também dizem que não votam porque votar dá 3 euros por cada voto aos partidos, acéfalos não entendem que para os corruptos 3 euros não é nada quando eles roubam 3 milhões por dia quando chegam ao poder, porque tu não foste votar noutro e o deixaste ganhar com meia dúzia de votos.
Os partidos mais corruptos agradecem que o povo revoltado não vote, porque esses podiam um dia ficar inteligentes e votar contra os corruptos e como os que não votam válido, são a maioria, seria perigoso para os corruptos poderiam sair do poleiro para sempre. Por isso eles querem que continuem revoltados e a achar que abstenção nulos e brancos é a vingança. Triste povo palhaço servil dos corruptos.
Iniciada oficialmente a campanha eleitoral, sucedem-se os apelos ao voto e,também, ao abstencionismo.
Ora bem, não sendo o voto uma obrigação, respeito plenamente o exercício de liberdade individual dos que decidem não votar. Mas, com todo o respeito, não me convencem.

Sendo a democracia feita de escolhas livres dos cidadãos, a atitude de não
participar põe em causa, se for assumida por uma parte muito elevada da população, o próprio sistema democrático. Quando um eleitor não vai votar, isso significa que abdicou de fazer a sua opção política, confiando no que os restantes eleitores decidam por ele.

No fundo, o abstencionista é geralmente alguém que não acredita que as eleições possam provocar grandes mudanças e por arrastamento também não acredita na utilidade do seu voto. Nesse sentido, o abstencionismo é apenas uma forma de situacionismo, tão legítima como a da maioria dos que votam, elegendo à vez um dos dois partidos do centrão.

Contudo, há um argumento interessante que tem vindo a ser usado com alguma frequência pelos descrentes no actual sistema político. A regra das cadeiras vazias, que basicamente se destinaria a dar um sentido a um voto não expresso, o do cidadão que não foi votar ou que chegado às urnas entregou um voto em branco ou nulo. Se estes cidadãos não
escolheram ninguém para os representar, então os lugares correspondentes deveriam ficar por preencher. Por exemplo: se votam apenas 60% dos eleitores só deveriam ser ocupados 60% dos lugares no Parlamento.

Mas a verdade é que as leis eleitorais são feitas pelo Parlamento, e de nada adianta querermos que as leis que regem a nossa vida colectiva sejam diferentes se não somos capazes de eleger as pessoas comprometidas com as mudanças que reivindicamos. O “devia ser assim” pode ser importante para a discussão intelectual, mas no campo da acção política o que tem de se questionar é o que estamos dispostos a fazer para que as coisas mudem no sentido que queremos.

Pois a grande vantagem da democracia sobre todos os outros sistemas políticos é a possibilidade que dá aos cidadãos de intervirem politicamente, retirando do poder governantes passados da validade ou escolhendo em cada momento eleitoral o projecto político que a maioria dos cidadãos considera mais adequado.
Ou seja, cria alternativas e permite as reformas necessárias do sistema, evitando as rupturas que noutros sistemas podem originar conflitos violentos, guerras civis e revoluções. E isto funciona tanto melhor quanto mais esclarecidos, interessados e intervenientes forem os cidadãos.

Agora se cremos verdadeiramente que um sistema político é irreformável por dentro, então só nos resta agir exteriormente para impor as mudanças necessárias. Mas como a revolução não está na ordem do dia, ficar à espera que o sistema caia de podre ou que alguém venha um dia oferecer o poder, de mão beijada, àqueles que pelo abstencionismo sempre mostraram indiferença pelo nosso destino colectivo,
é uma atitude verdadeiramente inconsequente.

O poder, tal como a natureza, tem horror ao vazio, e por isso as cadeiras do poder nunca ficam desocupadas. O que podemos e devemos fazer é contribuir para que alguns assentos mudem de dono, e que os novos ocupantes tenham as qualidades necessárias e sejam em número suficiente para poderem decidir de forma diferente, ou pelo menos influenciar as decisões, não se deixando manietar e corromper pelos vícios dos que já estão instalados.

CLICA NA IMAGEM PARA VERES VIDEOS SOBRE A ABSTENÇÃO, VOTOS NULOS E BRANCOS E O VALOR DE CADA UM NA LEI E NAS ELEIÇÕES. APRENDE A VOTAR, APRENDE A VIVER EM DEMOCRACIA SE A QUERES TER E DEFENDER

E se os eleitores politicamente ignorantes fossem impedidos de votar? Os corruptos deixavam de ser eleitos

E se os eleitores politicamente ignorantes fossem impedidos de votar?
A democracia aprende-se. E pode aprender-se, na escola, através da educação democrática. É esta educação que permite que os indivíduos sejam capazes, livre e conscientemente, de participar, como cidadãos, na definição colectiva da sociedade.

No livro Contra a Democracia, o filósofo americano Jason Brennan defendia que a democracia é um sistema de governo injusto e ineficaz, pois a maior parte dos cidadãos são hobbits — apáticos e ignorantes quanto à política —​ e hooligans  — fanáticos tendenciosos da política (activistas e militantes). Resta uma minoria — os vulcanos — os que pensam a política de forma informada, que não são determinantes na eleição dos políticos. Sendo assim, este filósofo defende a substituição da democracia pela epistocracia, um sistema de governo dos sábios, semelhante ao regime aristocrático (o rei-filósofo) proposto por Platão. Terá razão Brennan?

A ignorância política da maioria dos cidadãos tem sido, desde sempre, o principal argumento para os excluir ou subestimar na democracia. Antes do século XX foi o principal entrave apontado para a implementação do sistema democrático; depois foi defendido para restringir o sufrágio universal.

É certo que as últimas eleições nos EUA, no Brasil e em muitos países na Europa parecem dar razão aos partidários da epistocracia, que talvez suponham que Bolsonaro, Trump ou outros líderes populistas europeus tenham sido gerados por uma maioria de hobbits. No entanto, parece-me razoável que, se os cidadãos numa democracia são politicamente ignorantes e desinformados (talvez seja verdade!) e que, por esse motivo, escolhem maus líderes, há que experimentar melhorar os seus níveis de conhecimento político em vez de pensar excluí-los da participação política. Como?

A ignorância só pode ser resolvida de uma forma: através do conhecimento. Os filósofos costumam designar o conhecimento como crença verdadeira justificada. Ora, boa parte das crenças dos cidadãos sobre política e políticos ou são falsas ou são injustificadas. Será por esse motivo que a maioria dos portugueses não consegue identificar fake news, como revelou recentemente um estudo da Comissão Europeia?

Talvez. A democracia aprende-se. E pode aprender-se, na escola, através da educação democrática. É esta educação que permite que os indivíduos sejam capazes, livre e conscientemente, de participar, como cidadãos, na definição colectiva da sociedade; de, por exemplo, votar de forma esclarecida ou, como afirma a filósofa americana Amy Gutman, em Democratic Education, “deliberar sobre vias alternativas de vida política e pessoal”.

A educação democrática desenvolve-se através da pedagogia democrática, dentro da sala de aulas (criando uma disciplina obrigatória, de Educação Política, no 12.º ano, por exemplo), e de processos formais ou informais de organização e governação da escola. Esta educação, infelizmente, não existe nas nossas escolas. Os alunos não aprendem nem dentro nem fora da sala de aulas a viver na democracia. Se quisermos saber que competências democráticas aprendem fora da sala de aulas basta acompanhar as campanhas eleitorais para as associações de estudantes nas escolas básicas e secundárias para percebermos quão castradoras são as escolas do espírito democrático dos jovens. Publico 


Toda a verdade sobre a lei eleitoral e a ignorancia do eleitorado

TEMOS OS POLITICOS QUE MERECEMOS SOMOS NÓS QUE OS MOLDAMOS UM POVO QUE NÃO VOTA NEM SABE USAR O VOTO JAMAIS SERÁ REPRESENTADO

As virtudes da democracia  

Portugal é hoje um país doente, governado por impulsos de curto prazo, em que a grande preocupação é a conquista e a preservação do poder, afastados da realidade política e económica, nacional e internacional, ou de uma estratégia de desenvolvimento, que, aliás, verdadeiramente nunca existiu

Nestes textos semanais, os subscritores do “Manifesto: Por Uma Democracia de Qualidade” têm defendido a democratização do regime político e a reforma das leis eleitorais, mas escrito menos acerca das consequências negativas, quer políticas quer económicas, resultantes da inexistência de verdadeiros órgãos democráticos de fiscalização dos governos, o que permitiu a governamentalização do regime – o que resulta do seguidismo partidário e da falta de qualidade e de independência dos deputados escolhidos para a Assembleia da República, qualidade que tem piorado com o tempo e por força do crescente sentimento de impunidade da classe política.

Ou seja, a vitória da fidelidade ao chefe e do conformismo à custa da competência e do mérito tornou-se uma forte característica do regime político português, consequência que se esperaria do critério usado na escolha dos representantes do povo por meios autocráticos das direções partidárias, em que os objetivos de poder dos partidos se sobrepõem ao interesse nacional. Já aqui escrevi que se trata de um modelo em que os chefes escolhem os índios de maior confiança e os índios, agradecidos, “elegem” o chefe, sem que os eleitores tenham qualquer poder na escolha dos deputados.

Também, como seria de esperar, centralizar todo o poder político no topo dos partidos, à custa da liberdade e do poder de intervenção política e social dos cidadãos e das instituições da sociedade, é o resultado da falta de competência e de seriedade, ética e política, dos escolhidos pelos partidos para governar Portugal, com a consequência lógica do crescimento da corrupção. Há, naturalmente, exceções, mas que não alteram a realidade do atraso crescente de Portugal relativamente à generalidade dos outros países da União Europeia, com sistemas eleitorais democráticos.

Assim, apesar de todas as promessas feitas e das bem-aventuranças prometidas pelos partidos políticos, Portugal é hoje um país doente, governado por impulsos de curto prazo, em que a grande preocupação é a conquista e a preservação do poder, afastados da realidade política e económica, nacional e internacional, ou de uma estratégia de desen-volvimento, que, aliás, verdadeiramente nunca existiu. O que existe é a incapacidade dos governos de prever e de antever o futuro, para centrar toda a sua atenção e recursos na conjuntura.

Não surpreende, portanto, que Portugal continue a afastar-se dos restantes países da União Europeia. Sobre isso, cito o prof. Nuno Garoupa: “Se os números não estiverem completamente errados, Portugal terá sido ultrapassado em 2018 pelos países do Alargamento. República Checa, Eslovénia, Eslováquia, repúblicas bálticas. Têm agora um rendimento per capita superior ao português . Não tinham há 15 anos. E eram países significativamente mais atrasados que Portugal há 30 anos. Mas as más notícias não param. Portugal desceu de 84% em 1999 para 78% do rendimento per capita europeu em 2018. Portugal está hoje mais distante da média europeia do que em 1999. E ainda há mais. Olhando os países que ainda estão atrás de Portugal em 2018, se as trajetórias de crescimento não forem significativamente alteradas, Croácia, Hungria e Polónia ultrapassarão Portugal na próxima década. Quer isso dizer que, dentro de dez anos, com enorme probabilidade, apenas a Bulgária e a Roménia serão mais pobres que Portugal. E veremos o caso grego.”

Não se trata de um acaso e, para compreender melhor algumas causas económicas do nosso atraso, bastará atentar em alguns dos erros que os governos portugueses cometeram ao longo dos anos e comparar com o que fizeram os outros países que previram a evolução futura da Europa e do mundo. Por exemplo:

– Desperdiçámos a oportunidade de ter uma estratégia euro-atlântica, de acordo com a nossa posição geográfica, a nossa história e a nossa experiência universalista;

– Privilegiámos os produtos e bens não transacionáveis à custa dos transacionáveis. Ler a este respeito o que escreveu em livro o economista Vítor Bento;

– Os governos desenvolveram uma logística interna – autoestradas – e privilegiaram o mercado interno à custa da logística externa – marítima e ferroviária – e das exportações;

– Quando toda a Europa apostou na ferrovia e no uso de energias renováveis nos transportes, os governos portugueses apostaram na rodovia e nas energias de origem fóssil;

– Sucessivos governos privilegiaram o transporte individual e desleixaram o transporte coletivo;

– Na educação, em vez de exigência, os governos escolheram o facilitismo, em detrimento de uma sólida formação de base – creches e pré-escolar –; privilegiaram o topo – ensino universitário – e, infelizmente, sem quaisquer critérios de empregabilidade. Como resultado, formámos jovens para o desemprego e para a emigração.

SEM CIDADANIA NÃO EXISTE DEMOCRACIA, SÊ CIDADÃO

Dou comigo, inúmeras vezes a tentar entender as razões de tantos países
funcionarem de forma tão desajustada e injusta. E percebo que sem pensamento critico e sem coragem para fazer uso dele, seremos sempre menores e o que nos rodeia, reflecte essa menoridade.
E a fraca democracia que nos rodeia, é esse mesmo reflexo, de um eleitorado incapaz de fazer uso do seu entendimento.
Sobre um conceito de Kant e sobre a democracia, urge educar para a democracia funcionar. Estamos a perder a noção de cidadania e morre, assim, a democracia.
Não deveríamos permitir que as opiniões dos outros passem a ser as nossas, acriticamente, que as orientações dos outros nos orientem, que os "opinion makers" (marcelos rebelos de sousa, miguel sousa tavares, jorges coelhos, Sócrates, etc) nos manipulem apenas porque possuem acesso privilegiado aos meios de comunicação, isso não deveria ser, só por si, um sinal de credibilidade, nem deles nem do meio de comunicação que eles usam. Mas em sociedades acríticas parece que é.
No texto em baixo, Kant explica como, por preguiça e/ou cobardia, as pessoas se auto impedem de fazer funcionar a democracia e alcançar a maioridade, pois não insistem ou desistem da autonomia na criação do pensamento individual/ pessoal. Só as ovelhas seguem pastores. Mas a maioria das pessoas opta por essa postura, alguém.

"A menoridade é a incapacidade de se servir do entendimento sem a orientação de outrem. Tal menoridade é por culpa própria, se a sua causa não residir na carência de entendimento, mas na falta de decisão e de coragem em se servir de si mesmo, sem a guia de outrem. Sapere aude!" ("atreva-se a conhecer")"
Em Portugal, os media em geral, inundam os portugueses com comentadores tendenciosos e servis partidários, a debitar subjectividades e a moldar opiniões, e milhões de portugueses são incapazes de perceber que se trata de meras "opiniões" com intuitos e alvos bem definidos, não factos.
E na incapacidade de pensar e discernir, os portugueses aceitam a opinião sem questionar, para muitos, as opiniões são factos. Ficam fãs ou fanáticos do emissor e a partir daí nada questionam. Foi assim que o Marcelo Rebelo de Sousa, o mais popular comentador de actualidade politica, ganhou milhões de fãs. Um
comentador politico, que num país minado de corrupção nunca referiu a corrupção ou a denunciou, mas é amado por quase todo o país, apesar de ter sido sempre um ilusionista e branqueador da verdade suja em que nos afundamos. Mantendo as vítimas do sistema, essencialmente os eleitores, anestesiados ao "apagar" dos seus comentários políticos, o caos corrupto que destrói todas as infraestruturas do país.
Por isso temos o país que temos, pejado de rebanhos acríticos, incapazes de saber exercer cidadania pois a cidadania é o julgamento que exige discernimento e critica, censura e avaliação pública, do desempenho dos partidos. E se as pessoas não sabem pensar por elas, pensam através das dicas dos manipuladores ao serviço dos partidos mais corruptos de Portugal, e que por isso dominam os media.
Em baixo cito um artigo interessante sobre a urgência de educar as pessoas visando uma democracia que funcione. Porque a democracia é o povo, se o povo é pouco funcional, ela também o será. Se o povo não sabe ser exigente e mostrar o que não quer e o que quer, através da democracia/ voto, ele não terá qualidade nem representação dos seus direitos mais básicos. Se não é crítico aceita como verdade o que lhe colocam à frente. Se não vota, não exerce justiça.
É preciso um eleitor de qualidade para se obter uma democracia de qualidade. Um eleitor exigente para que os que o representem se sintam impulsionados a corresponder às exigências.
""Um texto fundamental para compreender a democracia moderna.
Resposta à pergunta: que é o iluminismo? O opúsculo de Immanuel Kant datado de 1784, é um dos textos mais importantes para quem queira pensar sobre a complexa relação entre a democracia e a educação.
De facto, Artur Morão, o tradutor que li, mesmo apontando algumas críticas que a passagem do tempo autoriza, reconhece que se trata de
"um dos mais contundentes apelos ao exercício autónomo da razão, à liberdade de pensamento (...) constitui ainda uma expressão sintomática de um momento fundamental na estruturação da consciência moderna (...) Propõe, de certo modo, um ideal imperativo e inatingível – precisamente a consecução da genuína e plena ilustração intelectual."
Se alguma finalidade a educação deve perseguir, com destaque para a educação escolar, é a formação do "entendimento", da "razão", que permite a escolha autónoma e responsável, o exercício do livre-arbítrio e cria as condições para o exercício da liberdade e da dignidade.
Logo ao princípio diz Kant nesse texto:
"A menoridade é a incapacidade de se servir do entendimento sem a orientação de outrem. Tal menoridade é por culpa própria, se a sua causa não residir na carência de entendimento, mas na falta de decisão e de coragem em se servir de si mesmo, sem a guia de outrem. Sapere aude! Tem a coragem de te servires do teu próprio entendimento! Eis a palavra de ordem do Iluminismo.
A preguiça e a cobardia são as causas de os homens em tão grande parte, após a natureza os ter há muito libertado do controlo alheio (naturaliter maiorennes) continuarem, todavia, de bom grado menores durante toda a vida; e também de a outros se tornar tão fácil assumir-se como seus tutores. É tão cómodo ser menor. Se eu tiver um livro que tem entendimento por mim, um director espiritual que em vez de mim tem consciência moral, um médico que por mim decide da dieta, etc., então não preciso de eu próprio me esforçar. Não me é forçoso pensar, quando posso simplesmente pagar; outros empreenderão por mim essa tarefa aborrecida. Porque a imensa maioria dos homens (...) considera a passagem à maioridade difícil e também muito perigosa é que os tutores de bom grado tomaram a seu cargo a superintendência deles. Depois de terem, primeiro, embrutecido os seus animais domésticos e evitado cuidadosamente que estas criaturas pacíficas ousassem dar um passo para fora da carroça em que as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça, se tentarem andar sozinhas. ""

Por isso os portugueses se embriagam e devoram as ideias dos opinion makers, que debitam informação manipulada na tv e afins ... É difícil raciocinar, usar o entendimento autónomo, para compilar informação, organiza-la, e criar a nossa própria opinião e saber expô-la, ter também a coragem para o fazer. Não é para todos. É muito mais fácil ouvir outros, despejar o produto acabado, engoli-lo e já está, já sei o que pensar... Mais fácil do que procurar informação e desenhar a nossa opinião.
Apesar de tudo, ainda existem alguns, poucos que recusam engolir comida mastigada por outros, que procuram ser maiores. Apesar de saberem que é um esforço inglório e por vezes até ridicularizado, porque parece estranho, à vista da maioria, mas é um orgulho para o próprio pq só ele sabe o valor que isso tem, a conquista que isso foi e a lucidez que isso lhe dá quando o caos nos tenta engolir... E acima de tudo só as pessoas que atingem esta maioridade, podem alcançar a moralidade, porque só a maioridade nos permite ser conscientes e nós próprios e só assim podemos discernir entre o moral e imoral. Entre o admissível e o inadmissível.
Sem cidadania não pode existir democracia, estamos presos a este ciclo viciado de corrupção, graças a um eleitorado incapaz de fazer uso do seu entendimento autónomo. E a cidadania é a intervenção séria, activa e consciente, dos cidadãos. Saberem em quem e no que devem acreditar, e saberem quais as regras da democracia. Mais de 70% dos eleitores, por exemplo, não sabem o valor nem o significado do voto válido, do voto nulo ou branco, e muito menos da abstenção. Pois se o soubessem, não existiriam estatísticas a mostrar que apenas 30% vota
válido, que é o único voto que conta e muda alguma coisa.
Não existiriam eleitores fanáticos por partidos, em vez de leais seguidores da verdade, do bem comum e da qualidade. E seria finalmente quebrada esta ditadura dos partidos, pois as pessoas saberiam criticar/avaliar os maus executantes pelo seu passado, pelo seu cadastro e pelo seu desempenho e votariam em conformidade. E essa é uma falha que nos custa, há décadas, muitos milhões de impostos, muitos postos de trabalho, muita degradação das infraestruturas do país, empobrecimento, atraso, corrupção… etc

ELEITORES NÃO ENTENDEM QUE TÊM QUE IR ÁS URNAS PARA EXPULSAR OS MAIS CORRUPTOS DO PODER


Má notícia: corrupção não conta na hora do voto. Eleitores não avaliam entre os mais e menos corruptos. Saiba por quê

diante de candidatos corruptos, os eleitores se sentiam menos motivados para comparecer às urnasPesquisas apontam que a corrupção pode impactar negativamente o comparecimento às urnas, mas costuma não ser considerada na decisão do voto ou seja o eleitor não sabe o que deve fazer para votar contra a corrupção e então deixa de votar ou anula o voto, portanto não vota contra os mais corruptos e não pune a corrupção.

PROTESTO CONTRA A CORRUPÇÃO: 29% dos eleitores apontaram o fato de todos os candidatos serem corruptos como razão para anular o voto

O problema é que, diferentemente do que se poderia imaginar, a corrupção não leva os eleitores às urnas para mudar o quadro de políticos eleitos ou tirar os corruptos do poder —estudos apontam que, na verdade, a corrupção não é nem
CORRUPÇÃO , ABSTENÇÃO, VOTOS BRANCOS NULOS
levada em conta na hora de votar.

Impacto no comparecimento

Dois pesquisadores das universidades da Califórnia e de Pittsburgh, nos Estados Unidos, se uniram para mostrar que a indignação com a corrupção impacta negativamente o comparecimento às urnas. Miguel Carreras e Sofia Vera incluíram uma pergunta experimental em uma pesquisa de opinião nacional na Colômbia, conduzida entre agosto e outubro de 2016, para avaliar o impacto da corrupção na participação eleitoral. Eles decidiram realizar o experimento na Colômbia por ser um país com níveis altos de corrupção —segundo o AmericasBarometer, 80% dos colombianos afirmaram, em 2012, que a corrupção era “muito generalizada” em seu país.

USE MÁSCARA. Graça Freitas já assumiu que não há por isso não se ensina a usar.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoasEM BAIXO VEJA O VIDEO ONDE Graça Freitas se descai e admite que um dia pode haver máscaras e luvas para 10 milhões, mas como não há, dar explicação sobre como usar não seria medida "útil".
USEM AS MÁSCARAS PAREM DE OUVIR PESSOAS QUE SACRIFICAM TUDO PELA CARREIRA POLITICA, INCLUINDO MATAR PORTUGUESES ... A MÁSCARA PROTEGE-TE A TI E AOS OUTROS E AO PAÍS, NÃO É 100% MAS É 80% OU MAIS DE PROTECÇÃO... VEJAM O VIDEO EM BAIXO ONDE GRAÇA FREITAS SE DESCAIU E ASSUMIU QUE NÃO HÁ MÁSCARAS E POR ISSO QUEREM GUARDAR AS MASCARAS PARA OS MÉDICOS. QUANDO HOUVER 10 MILHÕES DE MÁSCARAS ENTÃO SIM ENSINAMOS OS PORTUGUESES A USA-LAS. DIZ ELA. Na China quem andar sem máscara na rua é multado, USEM LENÇOS, CACHECOIS, O QUE FOR, MAS TAPEM AS VIAS RESPIRATÓRIAS PARA BEM DE TODOS.
"Covid-19 propaga-se pelo ar
Ao contrário do que se dizem as autoridades de saúde, o virus não se propaga apenas através de gotícolas projectadas directamente para as pessoas ou para superfícies com as quais as pessoas contactam.
O vírus também se transmite através do efeito aerossol (por exemplo, quando espirramos), permanecendo activo no ar durante até 3 horas.
O uso de máscara de protecção individual é, assim, absolutamente indispensável."
Fonte: The New England Journal of Medicine
USE MÁSCARA POR FAVOR. SE SAIREM DE CASA PROTEJAM-SE E PROTEJAM OS OUTROS. Não acreditem no que dizem, quem afirma que não é preciso usar máscaras. Eles apenas dizem isso porque se dissesse que eram precisas, tinha que as fornecer e como não há, causaria a histeria e o ódio, e eles preferem ficar bem vistos do que salvar a nossa saúde. Na China, Japão e Coreia é obrigatório usar máscara sempre que existem pessoas a menos de 3 metros de nós. E foram os mais rápidos a travar o Virus.
NÃO TEM MÁSCARAS? USE UM LENÇO, SE QUISER REFORÇAR O LENÇO COLOQUE UM GUARDANAPO NO MEIO DA DOBRA E MUDE POR UM NOVO TODOS OS DIAS. AJUDE A TRAVAR O MOSNTRO, ele transmite-se pela boca, nariz e olhos, sendo que os olhos são os menos vulneráveis.
As luvas não servem para nada, pois o virus não se contagia pelas mãos mas sim pelo toque das mãos no rosto, por isso quer tenha luvas ou não, se toca na cara contagia na mesma, ou se toca em objectos como o telemovel, só a mascara o protege do telemovel e do ar dos outros, e do toque das mãos, reflexo impensado... salvemos o país.
CLARO QUE A MÁSCARA NÃO É 100% DE PROTECÇÃO, ATENÇÃO MAS GARANTIDAMENTE É MELHOR QUE NADA. Protege do ar, do toque das suas mãos, do ar das pessoas com quem fala, do falar ao telemovel que está sempre contaminado...
Ao usar máscara OU LENÇO, protege-se a si e aos outros. USE. OBRIGADA

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29 milhões de luvas, para Sócrates lesar o país e favorecer Ricardo Salgado?

Henrique Granadeiro e Zeinal Bava foram ontem constituídos arguidos na Operação Marquês, na qual José Sócrates é a figura central.
No período de 2006 a 2011, o total das ‘luvas’ entregues pelo BES a várias personalidades ascendeu a 96 milhões de euros. Segundo o MP, Sócrates terá recebido 29 milhões – que, somados às ‘luvas’ de Vale do Lobo e Grupo Lena, perfazem 32,8 milhões.
Armando Vara, que já era arguido neste processo por causa de Vale do Lobo, também é suspeito de intervenção neste processo, como representante da CGD.  

Adiante-se que, em julho do ano passado, numa das buscas realizadas aos gestores da PT, foi
apreendida documentação que mostra as ordens dadas por Ricardo Salgado para distribuição das ‘luvas’, quer no que toca aos nomes, quer aos valores. Mas a confirmação ainda está dependente de uma carta rogatória que o MP enviou para a Suíça e cuja chegada se prevê para depois de março.

Entretanto, como adiantou ao SOL uma fonte do Ministério Público, o aparecimento de novos arguidos poderá dificultar a elaboração da acusação até 17 de março, data imposta pela procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal.
96 milhões de ‘luvas’ por 4 negócios
O pagamento de ‘luvas’ teve em vista a obtenção de decisões favoráveis ao Grupo Espírito Santo no âmbito da participação no capital da Portugal Telecom.
Em causa estão quatro negócios que só puderam ser concretizados em resultado de decisões políticas e empresariais polémicas: a OPA da Sonae à PT, que implicava a desblindagem dos estatutos da empresa (2006), a autonomização (spin off) da PT Multimédia (2007), a venda da Vivo à Telefónica (2010) e a compra da Oi. No conjunto destas operações o GES obteve enormes dividendos, beneficiando de opções controversas e questionáveis, que acabaram por ditar o colapso da operadora nacional.
Os investigadores da Operação Marquês calculam que Salgado distribuiu, através da sociedade offshore Espírito Santo Enterprises (o conhecido saco azul do BES), 30 milhões de euros em ‘luvas’ no falhanço da OPA da Sonae sobre a PT, e cerca de 66 milhões pelos restantes negócios. sol

Ricardo Salgado terá pago 40 milhões a Sócrates e Zeinal Bava
Ex-presidente do BES foi constituído arguido na Operação Marquês. Em causa estão ‘luvas’ por quatro negócios que implicaram decisões polémicas de José Sócrates.
O conjunto de provas reunido pelo Ministério Público contra Ricardo Salgado na Operação Marquês indicia que este pagou várias dezenas de milhões de euros em ‘luvas’, no período que vai de 2006 a 2011, para obter decisões favoráveis ao Grupo Espírito Santo no âmbito da participação na Portugal Telecom. Os beneficiários terão sido José Sócrates (21 milhões), Zeinal Bava (18,5 milhões) e outros administradores da PT.
Em causa estão quatro negócios que implicaram decisões políticas e empresariais polémicas: o chumbo da OPA da Sonae à PT (2006), a autonomização da PT Multimédia (2007), a venda da Vivo à Telefónica (2010) e a compra da Oi.
Neste processo, Sócrates ordenou a utilização pela primeira vez da golden share (ação qualificada) do Estado. Em todos os casos o GES obteve dividendos milionários, mas a PT foi levada ao colapso.

O GES foi ‘propositadamente’ beneficiado

Lista dos 9 maiores devedores que afundam a Caixa Geral de Depósitos

Caixa tem 2,3 mil milhões de euros em dividas de risco. Quem deve mais? Amigos dos corruptos com direito a créditos sem deixarem garantias? Veja a lista dos que andam a viver com o dinheiro dos teus impostos e não pagam o que devem.
A maioria destas operações foi autorizada na década passada e o jornal destaca o peso das transações com perdas decididas durante a gestão de Carlos Santos Ferreira e Armando Vara que esteve no banco público entre 2005 e o final de 2007. Haverá, no entanto, operações novas realizadas depois dessa data e ainda a renovação ou mesmo ampliação de empréstimos já concedidos.
Os créditos e os investimentos mais problemáticos da CGD em Portugal e Espanha remontam ao período entre 2005 e 2010 e resultaram em perdas de €6 mil milhões. 
O pior período de erros de gestão na Caixa Geral de Depósitos (CGD) concentrou-se entre 2005 e 2010. Empréstimos de dezenas de milhões de euros, ou por vezes mesmo de centenas de milhões de euros, concedidos com garantias frágeis, investimentos em aquisições de participações sociais e uma elevada exposição, através de crédito, a empresas espanholas que se relevou ruinosa, foram algumas das decisões que estão ainda hoje a pesar nas contas da Caixa.
Foram anos de euforia. José Sócrates era primeiro-ministro. Carlos Santos Ferreira e Armando Vara lideravam a Caixa, como presidente e administrador, respetivamente, onde estiveram entre 2005 e 2008. Saltaram depois para a administração do BCP. Foi um período de boom de crédito para investimentos mais arriscados e especulativos — houve vários empréstimos para compra de ações e foi nesta altura que a CGD emprestou quase €300 milhões para o empreendimento turístico de Vale de Lobo (um projeto liderado por Hélder Bataglia), tornando-se acionista. Um negócio que remonta a 2006 e que está a ser investigado. fonte

O total de imparidades registadas pelos nove maiores devedores chega aos 912,1 milhões de euros. Seguem os nomes que surgem na lista dos maiores devedores da CGD divulgada pelo jornal: CM

Grupo Artlant – 476,4 milhões de euros e 214 milhões em perdas de crédito (imparidades) reconhecidas. A Artlant foi criada para desenvolver um grande projeto industrial em Sines, com a construção de uma unidade do setor químico. O promotor era o grupo catalão La Seda, grupo que depois de entrar em crise chegou a ter como acionista de referência o empresário português Carlos Moreira da Silva, líder da Barbosa e Almeida (e acionista do Observador). A Caixa Geral de Depósitos começou por ser uma grande financiadora, mas acabou por se tornar acionista da La Seda, onde ainda tem 14%, e da própria Artlant. Um envolvimento que tinha também como objetivo assegurar a realização do investimento na fábrica de Sines.
A empresa avançou com um processo de revitalização especial (PER) e em 2015, a Caixa reclamou créditos superiores a 520 milhões de euros. A última informação disponível já do início de 2015 é da que foi proferida a sentença de homologação do plano de recuperação.

Grupo Efacec – 303,2 milhões de euros de créditos e 15,2 milhões de imparidades. A exposição resultará do financiamento à empresa, mas também aos seus dois maiores acionistas, o grupo José de Mello e a Têxtil Manuel Gonçalves. Os grupos portugueses venderam 65% da principal unidade do grupo Efacec, a Efacec Power Solutions, a Isabel dos Santos há cerca de um ano. O negócio, avaliado em 200 milhões de euros, foi mais do que uma simples venda, esteve enquadrado numa reestruturação de dívida dos acionistas e da empresa. A Caixa enquanto credora participou no financiamento desta operação.

Vale de Lobo – 282,9 milhões de euros de exposição e 138,1 milhões em imparidades. É um negócio imobiliário polémico que se cruza com o inquérito judicial ao antigo primeiro-ministro José Sócrates e que envolve ainda Hélder Bataglia, o presidente da Escom. A decisão da Caixa Geral de Depósitos de entrar no empreendimento de luxo no Algarve data de 2006 e tem sido atribuída ao então administrador do banco público, Armando Vara. A Caixa é acionista da sociedade que explora Vale do Lobo, ao mesmo tempo que é a maior financiadora. Em 2014, a holding de imobiliário que detinha esta participação reconheceu perdas de 196 milhões de euros, parte da qual será atribuída a Vale do Lobo. Nas contas de 2015, a Caixa diz que a situação líquida era negativa em 137 milhões de euros. O banco do Estado tem uma participação financeira de 24%, mas é também o maior credor deste empreendimento que no ano passado foi posto à venda.

Auto Estradas Douro Litoral – 271,3 milhões de exposição e 181,4 milhões de créditos perdidos. A concessão de autoestradas volta a cruzar os caminhos do banco do Estado com o grupo José de Mello que, através da Brisa, é um dos maiores acionistas desta concessionária que entrou em incumprimento dos compromissos financeiros assumidos com os bancos financiadores, nomeadamente ao nível dos rácios. A Douro Litoral é uma concessão com portagens cuja receita tem-se revelado muito abaixo do previsto e insuficiente para remunerar o investimento. A empresa tem em curso vários pedidos de compensação financeira ao Estado, no valor global de cerca de 1,4 mil milhões de euros que estão a ser analisados em tribunal arbitral.

Grupo Espírito Santo – 237,1 milhões de euros em créditos e 79 milhões de imparidades. A Caixa Geral de Depósitos, enquanto maior banco português, foi também a instituição financeira que mais exposta estava ao Grupo Espírito Santo. O Observador fez um levantamento, em maio do ano passado, da exposição da banca ao GES, ainda com base em listas provisórias de valores reclamados pelos credores de sete sociedades que estavam em processo de revitalização ou insolvência. O montante era da ordem dos 1.300 milhões de euros. A Caixa reclamava cerca de 410 milhões de euros.

Grupo Lena – 225 milhões de créditos e 76,7 milhões de imparidades. O grupo construtor com sede em Leiria foi um dos que mais cresceu durante o último ciclo de obras públicas em Portugal, durante os governos de José Sócrates. O Grupo Lena esteve nas autoestradas, na renovação do parque escolar, e no projeto da rede de alta velocidade (TGV), onde fez parte do consórcio que ganhou o primeiro contrato, e que entretanto foi cancelado. A Lena cresceu também para outros setores — turismo, energia e comunicação social — e outras geografias, ganhando importantes contratos em mercados emergentes, como a Argélia e a Venezuela. A demora e incerteza na concretização destes contratos internacionais, alguns obtidos à boleia das viagens oficiais do ex-primeiro ministro, José Sócrates, e o asfixia do mercado de construção português apanharam o grupo em contramão, em plena aposta expansionista. A Lena teve que travar a fundo e fazer uma reestruturação do seu endividamento.

Grupo António Mosquito – 178 milhões de euros e 49,2 milhões de euros de créditos perdidos. O empresário angolano está associado a dois investimentos em Portugal: a Soares da Costa e a Controlinveste. No caso da Caixa, a exposição a António Mosquito poderá resultar do financiamento ao empresário português que era o maior acionista da Soares da Costa, Manuel Fino. A Caixa era um das grandes financiadoras de Manuel Fino, tendo inclusive, executado uma parte das ações que o empresário tinha na Cimpor.

Reyal Urbis – 166,6 milhões de euros de empréstimos que lhe foram concedidos, com 133,3 milhões de imparidades. A imobiliária espanhola já estava identificada em 2013 como uma das principais devedoras da Caixa, altura em que apresentou um processo de insolvência — o segundo maior da história de Espanha. No ano anterior, o endividamento da empresa tinha chegado ao 3, 6 mil milhões de euros. O Santander e a filial Banesto estavam entre os maiores credores da imobiliária que lhe devia 830 milhões de euros, apontava então o jornal espanhol El Mundo que colocava a CGD na lista dos credores minoritários.

Finpro SCR – 123,9 milhões de euros e 24,8 de imparidades totalizadas. Esta sociedade teve como acionistas Américo Amorim, o fundo da Segurança Social e o Banif, e realizou vários investimentos internacionais, financiados com dívida, sobretudo na área das infraestruturas. A Finpro entrou em processo especial de revitalização em 2014 e notícias apontam a Caixa como detentora de mais de metade da dívida da Finpro. Uma das participações da Finpro era no sociedade gestora do Porto de Barcelona que foi vendida no ano passado. A sociedade terá entretanto sido considerada insolvente com uma dívida de 268 milhões de euros.  fonte