22 Novembro, 2014

O Cavaco Silva desconhecido dos portugueses, em livro.




«Quanto mais sabemos sobre quem foi Cavaco Silva, menos sabemos quem realmente é´, afirma o autor Frederico Duarte Carvalho em «Cavaco Versus Cavaco», livro que estará à venda a partir de 19 de Julho, data simbólica na carreira política do atual Presidente da República, que ostenta no seu currículo três mandatos enquanto primeiro-ministro e outras duas vitórias em eleições presidenciais.
Foi a 19 de julho de 1987 que Cavaco Silva conquistou a sua primeira maioria absoluta e, 25 anos depois, Frederico Duarte Carvalho analisa «todas as polémicas e factos escondidos/esquecidos sobre o político mais influente da democracia portuguesa».
O autor investigou artigos, notícias, entrevistas e declarações públicas reveladoras das contradições e da personalidade de Cavaco Silva ao longo da sua carreira como político, que começou no dia em que se filiou no PPD, a 7 de julho de 1974. Uma data que a maioria dos portugueses desconhece e um facto omisso na autobiografia de Cavaco Silva. Talvez por se tratar de um domingo, dois dias antes de Sá Carneiro se demitir do I Governo Provisório em solidariedade com o então primeiro-ministro Adelino da Palma Carlos.
Para além das mais conhecidas e recentes polémicas, ficaremos ainda a conhecer factos que Cavaco Silva omitiu na sua autobiografia política, tais como:

• O escândalo das benesses do Banco de Portugal, pouco depois de ter sido eleito líder do PSD e que envolvia a oferta de uma viatura para serviço pessoal. Possivelmente, a mesma viatura na qual diz ter ido fazer a rodagem ao congresso da Figueira da Foz.
• O escândalo do tráfico de armas que ficou esquecido graças à moção de censura que lhe deu depois a primeira maioria absoluta em 1987.
• O «Tabu» e a polémica das obras em sua casa, em novembro de 1994, e a acusação de difamação colocada por um jornalista e que obrigou Cavaco a ir prestar declarações como arguido.
• «A traição a Fernando Nogueira e a armadilha a Santana Lopes».
• As ligações com o BPN antes de ser candidato a Presidente da República»
• As palavras de Pinto Balsemão quando Cavaco não aceitou continuar no governo após a morte de Sá Carneiro.

20 Novembro, 2014

Blindados de 344 milhões que tu pagaste, "apodrecem" em armazém, um caso de polícia.




Há dezenas de Blindados a ganhar ferrugem e a apodrecer num armazém do Barreiro. Foram comprados em 2005. O povinho paga.

 A investigação da SIC teve acesso a documentos que indiciam ilegalidades nas contrapartidas. Em causa estão pelo menos 40 milhões de euros.
Uma fábrica com mais de 60 blindados a apodrecer, que já deveriam estar ao serviço das Forças Armadas, a corrupção e impunidade dá nisto.
A Fabrequipa está parada há quase um ano, com mais de 150 funcionários a receber subsídio de desemprego, por causa de um diferendo que opõe esta empresa a uma outra americana, a quem o Estado português comprou 260 carros de combate PANDUR. O dono da Fabrequipa, que reclama cerca de 100 milhões de euros em contrapartidas à Steyr-GD, diz que este é um verdadeiro caso de polícia, pior que o caso dos submarinos e afirma que o estado é um bando de malfeitores.
Recorde-se que os Estaleiros de Viana também foram uma vitima da corrupção das compras de armamento, mais especificamente os submarinos. Veja o video no final do artigo. 

Portas adjudicou 344 milhões depois de já ter sido demitido.  
O despacho com o nome do vencedor do concurso foi assinado depois de Jorge Sampaio demitir o Executivo. Negócio dos Pandur foi assinado por Governo de gestão.
A adjudicação da compra dos blindados Pandur à empresa austríaca STeyr, em 2004, aconteceu seis dias depois de Jorge Sampaio ter feito saber que ia dissolver o Parlamento. Portugal comprometia-se a gastar 344 milhões de euros na compra de 260 viaturas para o Exército e Marinha., segundo o Correio da Manhã. O contrato foi denunciado no final de 2012 pelo ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco. DN
De notar que por questões de segurança nacional, (dizem eles, os fazedores de leis que tão bem os servem), que as compras hiper-milionárias do ministério da defesa estão, por lei, isentas de concurso público? (Segredo militar?) Ficará assim mais claro porque razão se efectuam numerosas compras milionárias e inúteis, quase sempre envoltas em suspeitas de corrupção, neste mesmo sector?

Empresa que forneceu 'Pandur' é suspeita de corromper políticos, será por isso que em Portugal tudo correu mal para os contribuintes e pouco se fez por eles?
República Checa tem indícios de que a austríaca Steyr corrompeu políticos. 
'Pandur' chegaram a Portugal no meio de polémica.
A polícia anticorrupção da República Checa está a investigar a empresa austríaca Steyr, que em 2004 vendeu 260 viaturas blindadas Pandur de oito rodas a Portugal, por suspeitas de subornar políticos locais (de dois partidos) envolvidos na compra do mesmo material.
O caso aparenta ser em tudo semelhante ao que ocupa as autoridades alemãs, na polémica sobre a venda de submarinos a Portugal. Segundo o jornal Prague Post, a investigação - a que se juntaram, a pedido do primeiro-ministro, os serviços de informações de segurança - "vai centrar-se em duas questões principais: o alegado suborno de políticos e as razões militares para pagar três vezes mais pelas Pandur do que Portugal".
O jornal adianta que Portugal investiu cerca de 1,4 milhões de euros por cada viatura (em média), ao passo que a República Checa adquiriu 107 por quase 5,3 milhões de euros cada. 
Segundo Lisboa, a razão para a diferença de custos resultou do facto de Portugal ser o primeiro País a comprar um modelo novo de oito rodas. Praga avança outro argumento, segundo o Prague Post: a "inclusão de tecnologia que os portugueses não pediram para as suas viaturas."
Uma fonte lusa precisou que os checos compraram dezenas de viaturas de uma versão "muito mais cara" (torre equipada com canhão, lança-mísseis, lança-granadas e metralhadora, etc).
Portugal, através do então ministro da Defesa, Paulo Portas, comprou 260 viaturas blindadas de rodas (VBR) Pandur 8x8, num processo também envolto em polémica pelo resultado e pelo número. 

Escolha do modelo que chumbou nos testes?
Por um lado, a comissão técnica do concurso tinha recomendado o já comercializado modelo Piranha - da empresa suíça Mowag - e a exclusão da Pandur. Entre outras razões, porque a primeira passou nos testes operacionais e a segunda (viatura nova) chumbou.
Mas a comissão classificou a proposta da Steyr em primeiro lugar porque (num negócio de 364 milhões) era inferior em cerca de 12 milhões de euros à da Mowag. Acresce que o fabricante austríaco aceitava o fabrico das viaturas em Portugal - o que permitia salvar, segundo Portas, a Bombardier e os respectivos postos de trabalho.

Outro aspecto curioso nesse concurso foi o número. 
Segundo a Lei de Programação Militar (LPM) aprovada em Novembro de 2001, o programa das VBR para o Exército previa só 60 viaturas: 10 de reconhecimento e 50 para combate de infantaria. Mas a revisão da lei que se seguiu, já com Portas como ministro, levou à transformação do programa. Na LPM de Maio de 2003 estava inscrita a "aquisição de cerca de 300 viaturas" de emprego imediato nas operações de apoio à paz em que Portugal participa" (o que até hoje não aconteceu).
Mais, quando Portugal já começara a reduzir o número de militares no estrangeiro, as "Grandes Opções de Política para 2004" citam o "exemplo do lançamento do concurso para o fornecimento de 322 viaturas blindadas de rodas". No fim desse ano, acabaram por ser compradas apenas 260, com opção de compra por mais 33 com canhão de 105 mm. Cinco anos depois, as entregas estão muito atrasadas e os defeitos de fabrico por corrigir. DN

Portas perdoou 189 M€ de contrapartidas na compra dos Pandur.
A empresa que forneceu as viaturas blindadas Pandur para o Exército e Marinha apresentou, em Novembro de 2004, uma proposta em que oferecia 705 milhões de euros de contrapartidas, mas o contrato assinado estabeleceu um valor de incentivos à economia de apenas 516 M€, ou seja, menos 189 milhões do que a oferta inicial, escreve o Diário de Notícias (DN).
Os 705 milhões de euros de compensações foram corrigidos para 687 milhões e, posteriormente, no contrato de compartidas assinado por Paulo Portas, então ministro da Defesa do Executivo liderado por Pedro Santana Lopes, o valor voltou a baixar, desta feita para 516 milhões.
De acordo com o jornal, quer a Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC) quer Paulo Portas recusaram esclarecer a questão.
O DN refere um estudo de um professor do ISCTE no qual são levantadas dúvidas sobre os critérios que a CPC utilizou e que foram homologados pelo ministro. DiárioDigital

18 Novembro, 2014

Os vídeos que expõem a exploração e abusos da EDP, apoiados pelos governos PS e PSD.



O ambientalista Joanaz de Melo diz que as novas barragens são inúteis e que a construção deve ser suspensa.
O dirigente da GEOTA, defendeu que o Plano Nacional de Barragens é a terceira maior PPP do país. Já Medina Carreira diz que o sector de produção de energia devia ser nacionalizado.
«Todo o Plano Nacional de Barragens e a barragem do Tua é totalmente inútil e deve ser parado», disse, considerando que «as novas barragens têm um custo elevadíssimo e produzem muito pouco».
Por fim, Joanaz de Melo considerou que «os nossos governantes têm todos um medo terrível da EDP».
Ouçam bem a anedota ao MINUTO 2.30 ... engenheiro a mentir ao país?? AINDA BEM QUE O SÓCRATES É ENGENHEIRO (SERÁ?) PORQUE ASSIM O POVINHO ACREDITA NELE 
"COM ESTAS BARRAGENS VAMOS DIMINUIR A NOSSA DEPENDÊNCIA DO PETRÓLEO E A IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO"... DIZ O SRº ENGENHEIRO, PARA JUSTIFICAR A SUA DECISÃO DE AVANÇAR COM AS 9 BARRAGENS INÚTEIS. 
NO ENTANTO O PROFESSOR DO I.S.T, DESARMA A TEORIA DO SR ENGENHEIRO SÓCRATES, POIS GARANTE QUE JÁ HÁ MUITOS ANOS QUE NÃO SE UTILIZA PETRÓLEO PARA PRODUZIR ELECTRICIDADE!!!! 
VEJAM OS VIDEOS QUE SE SEGUEM E PASMEM... SEREMOS SEMPRE OS OTÁRIOS?

16 Novembro, 2014

Gastamos milhões de impostos a travar o avanço do mar, privados lucram milhões, por o deixar avançar





O efeito dos obstáculos à circulação de areias ao longo da costa é bem conhecido.
Alguém lucra com a areia que faz falta nas praias. Onde é que ela anda? Fica presa nas barragens inúteis para o país mas úteis para a os lucros dos privados. 
As causas são também as barragens e a exploração de inertes nos rios. 
Dados dos anos 90 do século XX indicam reduções no transporte de sólidos para o litoral após a construção de barragens que chegam aos 80% no Douro, 82% no Tejo e 84% no Minho. Dragagens para manter a segurança e a operacionalidade na barras e portos, com a venda das areias ou a descarga no alto mar também contribuíram para diminuir as afluências sedimentares ao litoral. Prolongadas explorações de areias de praia adelgaçaram-nas e diminuíram ainda mais o transporte de sedimentos pela deriva marítima.
Por outro lado, a construção de edifícios e infra-estruturas sobre praias, em plena duna ou cordão dunar agravou o problema e tornou muitas vezes irreversível o recuo da linha de costa, ao destruir essas defesas naturais, que deixaram de reter as areias empurradas pelo vento e pelas marés.
Decisores políticos e técnicos discutem o que fazer: continuar a construir e a manter regularmente obras de engenharia pesada de elevados custos, ou proceder à realimentação artificial de praias e dunas. A primeira parece ser indispensável para proteger grandes aglomerados consolidados; a segunda está a dar resultados em troços não urbanizados, mas também como complemento à engenharia. JN
Antes das barragens entravam 1,8 milhões de metros cúbicos de areia no mar, agora entram apenas 250 mil metros cúbicos, agora imaginem quando se construírem as 12 barragens!!! que estes gananciosos querem construir para dar dinheiro aos amigos.

BARRAGENS - 16 mil milhões para produzir zero energia?? (Video)

14 Novembro, 2014

59.590 portugueses, vitimas de penhoras do fisco em processos de venda de imóveis, só este ano.

São centenas de milhares os casos como este ou semelhantes a este. Pessoas perseguidas pelo fisco por razões pouca justas, relacionadas com a falta de informação e ausência de uma justiça acessível a todos, por igual.
Enquanto centenas de milionários PORTUGUESES bem informados, fogem ao fisco e enganam as finanças em milhões, com a ajuda de exércitos poderosos de advogados de renome... o zé povinho é empurrado para a miséria, sem dó nem piedade e sem oportunidade de se defender, por uns tostões. Muitas vezes encurralados pelos serviços públicos e pelas finanças em vez de ajudados.
A mera falta de informação é muitas vezes a culpada porque não permite que as pessoas tenham noção de que as coisas chegaram a este ponto.
Uma viúva com 3 filhos e 2 netas arriscava ficar sem a sua humilde casinha porque durante 5 anos acumulou juros de um imposto gerado apenas porque se esqueceu de cumprir uma das diversas partes da burocracia.
Se ela tivesse roubado 43 mil milhões ao fisco como fazem os corruptos, nada lhe aconteceria... mas assim é imperdoável, roubar trocos e "sem ser por mal" ou roubar sem ter exércitos de advogados a ajudar, é crime... roubar milhões "por mal" e com ajuda de exércitos de advogados, é apenas mais um dos "negócios" sujos que minam o país e são apoiados por quem decide o futuro deste país. Estes até podem ter 10 mansões que o fisco nem uma lhes leiloa... Assim é que é. A democracia e a justiça dominada pelo capital.

12 Novembro, 2014

A punção fiscal e o destino do saque. A ilegitimidade dos governos.


O Estado é o beneficiário de uma relação única.
As pessoas são coagidas a entregar-lhe parte substancial do seu rendimento sem qualquer explicação credível ou especificação que denote a sua futura utilização; nem as pessoas têm qualquer intervenção sobre o seu destino concreto. 
O autoritarismo estatal verifica-se na recolha do imposto e na sua aplicação prática; não há uma relação bilateral, de direitos e deveres, apenas a perpetração de um saque.

As pessoas são consideradas tecnicamente como “obrigados fiscais” designação que expressa essa profunda desigualdade entre as pessoas e o Estado, dito representante de “todos nós”. Por isso, quem precisar de uma escola nas imediações, ao pagar os seus impostos, provavelmente terá o seu contributo “investido” num tanque de guerra, num pagamento de consultadoria, num banco em dificuldades ou em juros de dívida; e não terá qualquer via para contestar um gasto considerado inútil, excessivo ou um investimento não efetuado, mesmo se inscrito no orçamento.

A classe política sabe-se com poder para usar o dinheiro dos impostos como quiser. 
Sabe que pode gastar mais do que o que lhe foi entregue, contrair empréstimos, proceder a contratos ruinosos ou conceder benefícios fiscais, atribuir rendas e privilégios (incluindo aos seus próprios membros), sem qualquer mandato para além das votações genéricas do orçamento, efetuadas em sessões parlamentares teatralizadas entre membros da classe política. O espetáculo transforma-se em farsa quando se sabe que o orçamento é previamente aprovado (sem recurso) pela Comissão Europeia, enquanto a dívida pública ultrapassar os 60% do PIB, situação que, de modo otimista se sabe irá ter uma vigência de dezenas de anos.
Podem ainda referir-se as promessas feitas em campanha eleitoral que todos sabem (votantes e mandarins) ser uma encenação, cujo conteúdo todos irão esquecer ou, se necessário, revogado por algum estudo elaborado à medida ou outro subterfúgio, para justificar o não cumprimento do prometido.

10 Novembro, 2014

O partido-estado é um meta-partido, uma espécie de guardião deste regime


Os políticos destroem os impostos dos portugueses para ganhar votos, e os portugueses apoiam e premeiam. 



NESTE VIDEO, Medina Carreira explica como o estado tem vivido acima das nossas possibilidades.
Ou seja os políticos portugueses, verdadeiros gestores criminosos, conseguem gastar sempre mais do que aquilo que pagamos de impostos, mais do que o que existe para se gastar.
Nunca se equilibra a balança. A receita é sempre inferior à despesa e o endividamento é imparável, até se tornar incontornável e insuportável.
Os políticos prometem benefícios aos cidadãos, benefícios esses pagos por todos nós, com o objectivo único de ganharem eleições. Mas o mais grave é que esses benefícios são muitas vezes insustentáveis e corroem a sustentabilidade e o futuro do estado social.
Os políticos são irresponsáveis, não possuem uma visão a longo prazo, ganham eleições esbanjando os impostos dos portugueses. Prometendo aquilo que já ninguém consegue pagar.
Os políticos sabem que existem cerca de 6 milhões de pessoas em Portugal que, de uma forma ou de outra, recebem rendimentos do estado e para poderem ganhar eleições, basta-lhes prometer subsídios, benesses e aumentos a esses 6 milhões e já sabem que ganham eleições.
Tem sido assim que se gere o Orçamento do estado, em Portugal. O dinheiro dos impostos é para esbanjar sem qualquer seriedade ou responsabilidade.
Este é mais um dos embustes de que os incompetentes políticos usam e abusam e que contribuiu para levar Portugal à falência, aumentando a despesa até níveis insustentáveis.
Para eles apenas importa o presente e ganhar o poleiro a todo o custo.
Para eles também não importa que um dia as pessoas a quem deram subsídios, benesses e aumentos sejam os que vão sofrer mais com os cortes. Que como podem perceber é o que está a acontecer. Os reformados, os desempregados, os subsidiados, os carenciados, de repente assistem aterrorizados e impotentes a cortes injustos, porque os demagogos políticos, em quem votaram por prometerem o paraíso, faliram o estado social.
E claro os próprios trabalhadores perdem empregos e os que não perdem, pagam cada vez mais impostos...
É ISTO QUE MEDINA CRITICA, ESTES GOVERNOS QUE DESPREZAM AS CONSEQUÊNCIAS DO MAL QUE FAZEM E DESPREZAM AS PESSOAS QUE VITIMAM.

SOMOS UM DOS PAÍSES DA UE QUE MAIS GASTA EM PENSÕES MAS TAMBÉM SOMOS DOS QUE TÊM O MAIS ELEVADO RISCO DE POBREZA ENTRE OS IDOSOS.
AFINAL O DINHEIRO VAI PARA QUEM?
Ao que parece e segundo um relatório do FMI, Repensar o Estado - Opções Seleccionadas de Reforma de Despesa), as ajudas e apoios sociais distribuídos na fúria cega e irresponsável das campanhas, nem sequer chegam a quem mais precisam ou melhoram a vida dos mais carenciados.  
Por exemplo, uma das criticas do FMI, entre as muitas contidas no relatório:
"44. Contudo, o sistema português de pensões de reforma não representa uma protecção adequada face à pobreza na terceira idade, permanecendo fora dos parâmetros de equidade. Enquanto que Portugal tem, no contexto da UE, um dos mais elevados ratios de despesa com pensões, tem também um elevado valor de risco de pobreza entre os mais velhos (partindo do indicador relativo aos indivíduos com 65 e mais anos cujos rendimentos se situam abaixo dos 60% da média do rendimento das famílias)... "
56. Há espaço para melhorar o modelo de muitos benefícios, e as reformas devem visar principalmente o reforço da protecção social com base no custo-eficácia. Por exemplo, benefícios de
assistência social, que não estão ligados a contribuições para a segurança social, não vão apenas para aqueles com baixo rendimento: de facto, os dados disponíveis mostram que 56,4 por cento foi gasto com pessoas que não os 20 por cento mais pobres da população em 2009 (Tabela 5.1). Em particular, subsídios à habitação e abonos de família / criança, embora atribuídos em função do rendimento, poderiam ser melhor direccionados."

O partido-estado
O partido-estado é um partido transversal, é um transpartido que acolhe cerca de 6 milhões de portugueses que, directa ou indirectamente, dependem das suas remunerações, benefícios, prestações e contratos.
O partido-estado pode ser definido como uma constelação de interesses e poderes que vivem e sobrevivem acoplados aos diversos aparelhos do poder do Estado e que, para o efeito, construíram uma rede de interdependências de tal ordem que estão, para o melhor e o pior, prisioneiros desse mesmo Estado dos interesses.

Num outro registo, podemos definir o partido-estado, em sentido amplo, como o conjunto de agentes prestadores e beneficiários, directos e indirectos, permanentes e circunstanciais, que vivem dentro e à volta do Estado e que, por via do orçamento e através dele, estruturam uma rede arterial e capilar de tal modo densa e fina que vivem permanentemente o “dilema do prisioneiro”.
Numa terceira aceção, podemos definir o partido-estado como um campo de forças que providencia expectativas positivas, de estabilidade, previsibilidade, permanência e segurança, que suscita e estimula a nossa adesão, de tal modo que legitimam e justificam a existência de um meta-partido para lá das divisões político-ideológicas dos partidos do sistema em vigor. O partido-estado é, pois, um meta-partido, uma espécie de guardião do regime e de todos os direitos adquiridos, sempre ausente mas sempre omnipresente, o partido-constituição por natureza.

08 Novembro, 2014

O feudalismo é um sistema de senhorio e vassalagem, em que os vassalos têm os deveres e os senhores têm os direitos. Portugal é um feudo?

politicos corruptos clara ferreira alves"POR FAVOR NÃO DÊ MILHO AOS POMBOS

Não se espera que os chefes de clã das dinastias desapareçam de um dia para o outro. Mas temos, definitivamente, de deixar de dar milho aos pombos.
O feudalismo é um sistema de senhorio e vassalagem, em que os vassalos têm os deveres e os senhores têm os direitos. Grosso modo. Pensava que o sistema tinha sido abolido e na era do capitalismo democrático liberal éramos todos mais ou menos constitucionalmente iguais. Sendo uns mais iguais do que outros.