23 novembro, 2018

TEMOS OS POLITICOS QUE MERECEMOS SOMOS NÓS QUE OS MOLDAMOS UM POVO QUE NÃO VOTA NEM SABE USAR O VOTO JAMAIS SERÁ REPRESENTADO

As virtudes da democracia  

Portugal é hoje um país doente, governado por impulsos de curto prazo, em que a grande preocupação é a conquista e a preservação do poder, afastados da realidade política e económica, nacional e internacional, ou de uma estratégia de desenvolvimento, que, aliás, verdadeiramente nunca existiu

Nestes textos semanais, os subscritores do “Manifesto: Por Uma Democracia de Qualidade” têm defendido a democratização do regime político e a reforma das leis eleitorais, mas escrito menos acerca das consequências negativas, quer políticas quer económicas, resultantes da inexistência de verdadeiros órgãos democráticos de fiscalização dos governos, o que permitiu a governamentalização do regime – o que resulta do seguidismo partidário e da falta de qualidade e de independência dos deputados escolhidos para a Assembleia da República, qualidade que tem piorado com o tempo e por força do crescente sentimento de impunidade da classe política.

Ou seja, a vitória da fidelidade ao chefe e do conformismo à custa da competência e do mérito tornou-se uma forte característica do regime político português, consequência que se esperaria do critério usado na escolha dos representantes do povo por meios autocráticos das direções partidárias, em que os objetivos de poder dos partidos se sobrepõem ao interesse nacional. Já aqui escrevi que se trata de um modelo em que os chefes escolhem os índios de maior confiança e os índios, agradecidos, “elegem” o chefe, sem que os eleitores tenham qualquer poder na escolha dos deputados.

Também, como seria de esperar, centralizar todo o poder político no topo dos partidos, à custa da liberdade e do poder de intervenção política e social dos cidadãos e das instituições da sociedade, é o resultado da falta de competência e de seriedade, ética e política, dos escolhidos pelos partidos para governar Portugal, com a consequência lógica do crescimento da corrupção. Há, naturalmente, exceções, mas que não alteram a realidade do atraso crescente de Portugal relativamente à generalidade dos outros países da União Europeia, com sistemas eleitorais democráticos.

Assim, apesar de todas as promessas feitas e das bem-aventuranças prometidas pelos partidos políticos, Portugal é hoje um país doente, governado por impulsos de curto prazo, em que a grande preocupação é a conquista e a preservação do poder, afastados da realidade política e económica, nacional e internacional, ou de uma estratégia de desen-volvimento, que, aliás, verdadeiramente nunca existiu. O que existe é a incapacidade dos governos de prever e de antever o futuro, para centrar toda a sua atenção e recursos na conjuntura.

Não surpreende, portanto, que Portugal continue a afastar-se dos restantes países da União Europeia. Sobre isso, cito o prof. Nuno Garoupa: “Se os números não estiverem completamente errados, Portugal terá sido ultrapassado em 2018 pelos países do Alargamento. República Checa, Eslovénia, Eslováquia, repúblicas bálticas. Têm agora um rendimento per capita superior ao português . Não tinham há 15 anos. E eram países significativamente mais atrasados que Portugal há 30 anos. Mas as más notícias não param. Portugal desceu de 84% em 1999 para 78% do rendimento per capita europeu em 2018. Portugal está hoje mais distante da média europeia do que em 1999. E ainda há mais. Olhando os países que ainda estão atrás de Portugal em 2018, se as trajetórias de crescimento não forem significativamente alteradas, Croácia, Hungria e Polónia ultrapassarão Portugal na próxima década. Quer isso dizer que, dentro de dez anos, com enorme probabilidade, apenas a Bulgária e a Roménia serão mais pobres que Portugal. E veremos o caso grego.”

Não se trata de um acaso e, para compreender melhor algumas causas económicas do nosso atraso, bastará atentar em alguns dos erros que os governos portugueses cometeram ao longo dos anos e comparar com o que fizeram os outros países que previram a evolução futura da Europa e do mundo. Por exemplo:

– Desperdiçámos a oportunidade de ter uma estratégia euro-atlântica, de acordo com a nossa posição geográfica, a nossa história e a nossa experiência universalista;

– Privilegiámos os produtos e bens não transacionáveis à custa dos transacionáveis. Ler a este respeito o que escreveu em livro o economista Vítor Bento;

– Os governos desenvolveram uma logística interna – autoestradas – e privilegiaram o mercado interno à custa da logística externa – marítima e ferroviária – e das exportações;

– Quando toda a Europa apostou na ferrovia e no uso de energias renováveis nos transportes, os governos portugueses apostaram na rodovia e nas energias de origem fóssil;

– Sucessivos governos privilegiaram o transporte individual e desleixaram o transporte coletivo;

– Na educação, em vez de exigência, os governos escolheram o facilitismo, em detrimento de uma sólida formação de base – creches e pré-escolar –; privilegiaram o topo – ensino universitário – e, infelizmente, sem quaisquer critérios de empregabilidade. Como resultado, formámos jovens para o desemprego e para a emigração.

Em resumo, podemos dizer que aquilo que os governos portugueses fizeram é o contrário do que os outros países europeus andaram a fazer. De facto, os governos portugueses teriam acertado se tivessem feito o contrário do que fizeram e Portugal seria hoje um país diferente.

A nossa convicção é a de que tudo teria sido melhor se os portugueses tivessem escolhido os seus representantes de entre os cidadãos que conhecem e merecem a sua confiança. Infelizmente, não foi isso que aconteceu e os escolhidos pelas direções partidárias não têm sido suficientemente sérios, suficientemente competentes e suficientemente dedicados ao bem público para fazerem as escolhas que, estou certo, resultariam do debate democrático.

Com toda a probabilidade, teríamos tido governos e primeiros-ministros com maior visão estratégica, mais sérios e mais competentes do que tivemos. Na realidade, tivemos governantes que, sendo sérios, não eram competentes e outros que, sendo competentes, não eram sérios.

Repito para que não esqueçamos: se as regras eleitorais portuguesas fossem verdadeiramente democráticas, em que os eleitores escolhessem livremente os seus representantes, as virtudes do debate democrático teriam conduzido a melhores governantes e teriam sido evitados muitos erros e desperdícios Além disso, com melhores deputados e melhores governantes, teria sido evitada muita da corrupção que está a destruir a democracia portuguesa.

Termino com a pergunta: porque será que nenhum dos partidos sentados na Assembleia da República aceita rever as leis eleitorais?
Empresário
Subscritor do “Manifesto: Por Uma Democracia de Qualidade” por uma democracia de qualidade


CLIQUE NAS IMAGENS E VEJA OS VIDEO DE HENRIQUE NETO ESSE GRANDE DEMOCRATA VISIONÁRIO E PATRIOTA, QUE COMO TODOS OS VISIONÁRIOS E PATRIOTAS SÃO ANULADOS PELOS CORRUPTOS COM A COLABORAÇÃO DO POVO IGNORANTE E MANIPULADO.



Henrique Neto na luta por um país e um povo melhor

Pedagogia para eleitores lúcidos. Clubismo e eleições.


Tragédia de Portugal, estava à vista, mas ninguém a quis travar?


Portugal está uma vergonha. Já todos sabem, só tu não vês?

Maçonaria comanda o PS. Henrique Neto explica como.


A corrupção em Portugal, é já à descarada, e mesmo assim votam neles?


Corrupção, a alma do negócio. Submarinos afundam estaleiros de Viana.


Presidente e deputados protegem a corrupção. Mudanças na lei eleitoral


Mexia, o milionário malabarista do loby EDP, sai caro.


Pedagogia para eleitores lúcidos. Clubismo e eleições.

Enquanto não tivermos um povo critico, com educação e um grau de exigência que exija políticos sérios, não teremos políticos sérios. Henrique Neto - Os eleitores exercem a cidadania como se a politica fosse "clubismo", agarram-se a um partido para a vida, de forma acrítica, façam eles os erros que fizerem, os fieis elegem sempre o "seu" partido. Enquanto não tivermos um povo critico, com educação e um grau de exigência que exija políticos sérios, não teremos políticos sérios. A iliteracia politica e falta de espírito de cidadania, favorece e promove a corrupção, pois os portugueses deixam impunes nas urnas os partidos mais corruptos. Porque uns votam neles cegamente independentemente do mal que façam ao país, e a maioria não vota em ninguém, nem contra eles. Já rondam os 60%, o nr de eleitores que não usa o seu voto para proteger o país da corrupção, não votam contra os partidos corruptos já bem identificados. Nem mostram interesse em apoiar partidos novos e com gente honesta. ARTIGO COMPLETO: http://goo.gl/rgkO5y 
Um povo cego e confuso graças a anos e anos de treino. Os verdadeiros valores e sentimentos patrióticos de protecção que permitiriam aos cidadãos defender e manter Portugal limpo de corruptos oportunistas, foram apagados precisamente pelos corruptos manipuladores. As pessoas foram manipuladas/ treinadas pelos media e pelas campanhas eleitorais e outras que tais, para confundirem a responsabilidade cívica que todos temos de defender o interesse nacional e o país, com a defesa de partidos de estimação. Foram ensinadas a transferir esse dever cívico de lealdade ao país, por uma lealdade cega que defende é partidos. Para agravar este triste cenário, as pessoas ficaram reféns da adrenalina criada pelo suspense de saber quem ganha e quem perde as eleições, são assim levadas a torcer para que o seu voto seja vencedor, numa atitude acrítica e típica do espírito de claque, superficial, histérico, cego e injusto. Não importa quem merece ganhar, quem é melhor para o país, ou quem é mais honesto, interessa é que ganhe quem a claque apoia. A análise responsável do desempenho e da seriedade dos partidos e a justiça dos votos passou a ser feita de forma inconsequente como se se tratasse de um jogo de futebol, como se as decisões do eleitor em nada afectassem os destinos do país, porque os eleitores acreditam que a sua função é apenas fazer a sua equipa/partido ganhar, mesmo que esse partido/ equipa use e abuse da batota (corrupção). Começaram a defender os seus partidos com o mesmo fanatismo com que defendem os clubes de futebol, esquecendo que são os partidos que possuem o poder de destruir o país, de o roubar, de empurrar-nos para a miséria e sacrifícios. Vêem os partidos como sendo apenas o seu clube do coração, mesmo que façam batota, roubem, percam ou ganhem, façam asneira ou mintam, têm que ser defendidos pelos seus adeptos, contra tudo e contra todos. ARTIGO COMPLETO: http://goo.gl/zxFwbh 
Álvaro Santos Pereira foi um caso caso raro de coragem que há anos não se vê na politica, tentou enfrentar o poderoso loby da EDP, mas os portugueses, na costumeira ignorância e desinteresse pelos factos, insistiram em ajudar a EDP a desacredita-lo e a humilha-lo. Ou seja o povo atacou o seu próprio defensor e apoiou o seu explorador (EDP). Somos espertos ou não somos? Em Portugal os bons elementos continuarão a ser impedidos de chegar ao poder e defender o interesse do povo, pelos media que servem os maus, e pelo próprio povo que é um prolongamento da vontade dos partidos dominantes. Porque o povo analisa os factos de forma errada. ARTIGO COMPLETO ... http://goo.gl/LV2zUN 

TEMOS OS POLITICOS QUE MERECEMOS SOMOS NÓS QUE OS MOLDAMOS UM POVO QUE NÃO VOTA NEM SABE USAR O VOTO JAMAIS SERÁ REPRESENTADO, TEMIDO OU SEQUER RESPEITADO E JAMAIS SABOREARÁ AS VANTAGENS DA DEMOCRACIA... 

Em Portugal vence sempre a abstenção e a ignorância e os corruptos. O povo não sabe que o voto não serve apenas para votar a favor dos que mais se apoiam, serve também para votar contra os que mais roubam e mentem. O critério decisivo da democracia é a possibilidade de votar contra os partidos que há 40 anos destroem o país Karl Popper, sobre democracia, responsabilidade e liberdade. (…) Inicialmente, em Atenas, a democracia foi uma tentativa de não deixar chegar ao poder déspotas, ditadores, tiranos. Esse aspecto é essencial. Não se tratava, pois, de poder popular, mas de controlo popular. Desde o início que o problema da democracia foi o de encontrar uma via que não permitisse a ninguém tornar-se demasiado poderoso. E esse continua a ser o problema da democracia. (…) ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2015...

07 setembro, 2018

ELEITORES NÃO ENTENDEM QUE TÊM QUE IR ÁS URNAS PARA EXPULSAR OS MAIS CORRUPTOS DO PODER


Má notícia: corrupção não conta na hora do voto. Eleitores não avaliam entre os mais e menos corruptos. Saiba por quê

diante de candidatos corruptos, os eleitores se sentiam menos motivados para comparecer às urnasPesquisas apontam que a corrupção pode impactar negativamente o comparecimento às urnas, mas costuma não ser considerada na decisão do voto ou seja o eleitor não sabe o que deve fazer para votar contra a corrupção e então deixa de votar ou anula o voto, portanto não vota contra os mais corruptos e não pune a corrupção.

PROTESTO CONTRA A CORRUPÇÃO: 29% dos eleitores apontaram o fato de todos os candidatos serem corruptos como razão para anular o voto

O problema é que, diferentemente do que se poderia imaginar, a corrupção não leva os eleitores às urnas para mudar o quadro de políticos eleitos ou tirar os corruptos do poder —estudos apontam que, na verdade, a corrupção não é nem
CORRUPÇÃO , ABSTENÇÃO, VOTOS BRANCOS NULOS
levada em conta na hora de votar.

Impacto no comparecimento

Dois pesquisadores das universidades da Califórnia e de Pittsburgh, nos Estados Unidos, se uniram para mostrar que a indignação com a corrupção impacta negativamente o comparecimento às urnas. Miguel Carreras e Sofia Vera incluíram uma pergunta experimental em uma pesquisa de opinião nacional na Colômbia, conduzida entre agosto e outubro de 2016, para avaliar o impacto da corrupção na participação eleitoral. Eles decidiram realizar o experimento na Colômbia por ser um país com níveis altos de corrupção —segundo o AmericasBarometer, 80% dos colombianos afirmaram, em 2012, que a corrupção era “muito generalizada” em seu país.

14 março, 2017

29 milhões de luvas, para Sócrates lesar o país e favorecer Ricardo Salgado?

Henrique Granadeiro e Zeinal Bava foram ontem constituídos arguidos na Operação Marquês, na qual José Sócrates é a figura central.
No período de 2006 a 2011, o total das ‘luvas’ entregues pelo BES a várias personalidades ascendeu a 96 milhões de euros. Segundo o MP, Sócrates terá recebido 29 milhões – que, somados às ‘luvas’ de Vale do Lobo e Grupo Lena, perfazem 32,8 milhões.
Armando Vara, que já era arguido neste processo por causa de Vale do Lobo, também é suspeito de intervenção neste processo, como representante da CGD.  

Adiante-se que, em julho do ano passado, numa das buscas realizadas aos gestores da PT, foi
apreendida documentação que mostra as ordens dadas por Ricardo Salgado para distribuição das ‘luvas’, quer no que toca aos nomes, quer aos valores. Mas a confirmação ainda está dependente de uma carta rogatória que o MP enviou para a Suíça e cuja chegada se prevê para depois de março.

Entretanto, como adiantou ao SOL uma fonte do Ministério Público, o aparecimento de novos arguidos poderá dificultar a elaboração da acusação até 17 de março, data imposta pela procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal.
96 milhões de ‘luvas’ por 4 negócios
O pagamento de ‘luvas’ teve em vista a obtenção de decisões favoráveis ao Grupo Espírito Santo no âmbito da participação no capital da Portugal Telecom.
Em causa estão quatro negócios que só puderam ser concretizados em resultado de decisões políticas e empresariais polémicas: a OPA da Sonae à PT, que implicava a desblindagem dos estatutos da empresa (2006), a autonomização (spin off) da PT Multimédia (2007), a venda da Vivo à Telefónica (2010) e a compra da Oi. No conjunto destas operações o GES obteve enormes dividendos, beneficiando de opções controversas e questionáveis, que acabaram por ditar o colapso da operadora nacional.
Os investigadores da Operação Marquês calculam que Salgado distribuiu, através da sociedade offshore Espírito Santo Enterprises (o conhecido saco azul do BES), 30 milhões de euros em ‘luvas’ no falhanço da OPA da Sonae sobre a PT, e cerca de 66 milhões pelos restantes negócios. sol

Ricardo Salgado terá pago 40 milhões a Sócrates e Zeinal Bava
Ex-presidente do BES foi constituído arguido na Operação Marquês. Em causa estão ‘luvas’ por quatro negócios que implicaram decisões polémicas de José Sócrates.
O conjunto de provas reunido pelo Ministério Público contra Ricardo Salgado na Operação Marquês indicia que este pagou várias dezenas de milhões de euros em ‘luvas’, no período que vai de 2006 a 2011, para obter decisões favoráveis ao Grupo Espírito Santo no âmbito da participação na Portugal Telecom. Os beneficiários terão sido José Sócrates (21 milhões), Zeinal Bava (18,5 milhões) e outros administradores da PT.
Em causa estão quatro negócios que implicaram decisões políticas e empresariais polémicas: o chumbo da OPA da Sonae à PT (2006), a autonomização da PT Multimédia (2007), a venda da Vivo à Telefónica (2010) e a compra da Oi.
Neste processo, Sócrates ordenou a utilização pela primeira vez da golden share (ação qualificada) do Estado. Em todos os casos o GES obteve dividendos milionários, mas a PT foi levada ao colapso.

O GES foi ‘propositadamente’ beneficiado
Os investigadores suspeitam que as decisões que foram tomadas na PT nos últimos 10 anos - e que acabaram por ditar a sua morte, em 2015 - beneficiaram propositadamente os acionistas, em particular o GES, acionista de referência da operadora.
E constatam as coincidências temporais entre as principais decisões aí tomadas (desde a derrota da OPA da Sonae até à compra da Oi) com as transferências de dinheiro para as contas de Carlos Santos Silva na Suíça. Contas estas que pertencerão na realidade a Sócrates, tendo em conta a forma como dispôs desse dinheiro.

No conjunto dos quatro negócios, couberam ao ex-primeiro-ministro, como se disse, 21 milhões de euros - que acabaram por ser depositados nas contas bancárias de Carlos Santos Silva, depois de passarem por um complexo circuito de offshores pertencentes a Hélder Bataglia (administrador do BES Angola e próximo de Salgado), José Paulo Pinto de Sousa (primo de Sócrates) e Joaquim Barroca (administrador do Grupo Lena, a que pertenceu Santos Silva).
Os 18,5 milhões de euros que o MP suspeita terem sido recebidos por Zeinal Bava, ex-CEO da PT, terão circulado através de uma offshore do GES no Panamá.

Hélder Bataglia, recorde-se, foi interrogado no passado dia 5 pelos investigadores da Operação Marquês. Já antes, em abril do ano passado, disse ao Expresso que o dinheiro que passou pelas suas offshores com destino a Sócrates tinha origem no GES: «O dinheiro do caso Sócrates vem do GES», afirmou. Bataglia é arguido neste processo por crimes de corrupção para ato ilícito, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.

Investigação entrou na reta final
O interrogatório de Salgado no DCIAP, esta semana, insere-se numa linha de investigação que entrou no verão passado na reta final. Por essa altura, após uma série de buscas a antigos gestores da PT, incluindo Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, o MP já chegara à conclusão de que grande parte dos cerca de 30 milhões de euros que José Sócrates acumulou em contas do amigo Carlos Santos Silva tiveram origem em sociedades do Grupo Espírito Santo e corresponderão, na sua maioria, ao pagamento de comissões nos anos da sua governação, em troca de decisões do Estado em negócios e investimentos da PT que favoreceram o grupo de Ricardo Salgado.

Recorde-se que o Governo de Sócrates assumiu uma posição contrária à OPA lançada em 2006 pelo grupo de Belmiro de Azevedo à PT, tendo dado ordens à CGD, enquanto gestora da participação do Estado, para votar contra a revisão dos estatutos da operadora, na assembleia-geral de março de 2007, o que fez a OPA ir por água-abaixo.
O chumbo da OPA da Sonae levou à autonomização da área de media e comunicações da PT, dando origem à PT Multimédia - na qual o GES ficou com 13% das ações, cujo valor era de 165 milhões de euros.

Negócios no Brasil levaram PT à falência
O MP suspeita ainda que, em 2009 e 2010, Ricardo Salgado conseguiu, mercê da sua posição na PT e com o apoio de outros acionistas, que a PT comprasse papel comercial de sociedades do GES (Espírito Santo International e Rioforte). Estima-se que os títulos de dívida da ESI subscritos pela PT ascendiam, em 2010, a 400 milhões de euros.

Seguem-se, finalmente, os investimentos e vendas que a PT fez em 2010 e 2011. Por ordem de Sócrates, o Estado usou a sua golden share na PT para impedir que os acionistas vendessem à espanhola Telefónica, por 7,15 mil milhões de euros, a participação na brasileira Vivo. Para dar um ar credível e afastar qualquer suspeição, enquanto José Sócrates dizia no Finantial Times que o Estado iria usar «todos os instrumentos ao seu dispor para defender aquilo que acredita serem os melhores interesses da PT e do país», Salgado mostrou-se desagradado com a intervenção do Estado no processo. Apenas um mês depois (e após a Telefónica subir em 350 milhões de euros a sua proposta), o Estado aceitou, desde que a PT permanecesse no Brasil. Esta decisão levou a PT a comprar 22% da Oi, por 3,5 mil milhões de euros, valor considerado muito inflacionado. Pelo meio, o GES encaixou a sua quota-parte de dividendos pela venda da Vivo, o que terá proporcionado o pagamento de mais comissões a Sócrates e gestores da PT.

Helder Bataglia, ex- presidente da Escom, terá garantido ao Ministério Público que Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, lhe pediu o favor de transferir 12 milhões de euros para Carlos Santos Silva, o amigo de José Sócrates. A informação é avançada pela edição deste sábado do jornal Expresso.
Segundo revela aquela publicação a revelação terá sido feita por Bataglia, no início de janeiro, a Jorge Rosário Teixeira, o procurador que coordena a investigação a Sócrates, a “Operação Marquês”. Terá sido com base no interrogatório de dez horas a Bataglia que Ricardo Salgado terá sido chamado e constituído arguido no processo.
O Expresso avança mesmo que o depoimento do ex-homem forte da Escom “reforça os indícios de culpabilidade do ex-primeiro-ministro”.
As declarações de Bataglia terão ido no sentido de que o motivo para a alegada corrupção a Sócrates tem a ver com a sucessivas intervenções do ex-primeiro-ministro na Portugal Telecom, nomeadamente o chumbo à OPA da Sonae, em 2007, e à venda da Vivo e a compra da Oi.

Segundo o Expresso, o Ministério Público (MP) acredita que os alegados pagamentos a Sócrates começaram em 2007 através de um primo, José Paulo Pinto de Sousa.
Ainda de acordo com Bataglia, Ricardo Salgado chamou-o à sede do Banco Espírito Santo para saber se ele lhe podia fazer um favor: transferir de um conta do empresários luso-angolano na UBS, na Suíça, a quantia de 12 milhões de euros para Carlos Santos Silva. Salgado terá, na altura, perguntado a Bataglia se sabia quem era Santos Silva, ao que o empresário luso angolano terá respondido que sim, mas não questionou o motivo da transferência. Em troca Bataglia terá pedido para si uma verba de 3 milhões de euros, como prémio pelo facto de ter obtido a licença bancária para o BES Angola (BESA), meia dúzia de anos antes.

Os 12 mihões acabaram transferidos em seis tranches entre abril de 2008 e maio de 2009. O dinheiro terá sido recebido na conta da Bataglia atavés da ES Enterprises.
Bataglia terá ainda afirmado que estava combinado que as transferências para a sua conta e as saídas não podiam coincidir no tempo e terão sido feitos através de contratos feitos em offshores, sobretudo no Panamá. Outro dos esquemas foi o recurso a umas das contas na UBS de Joaquim Barroca, do grupo Lena, com quem Santos Silva trabalhava e de quem era amigo. O ex- presidente da Escom diz mesmo que foi alertado pelo seu gestor de conta na UBS- Michel Canals, com quem viria pouco tempo depois a criar a gestora de fortunas, Akoya, que está no epicentro do processo “Monte Branco” de que estaria a transferir dinheiro para uma conta de Barroca e não de Santos Silva.
Esta informação vem de encontro às declarações decJoaquim Barroca, quando foi ouvido pelo Ministério Público, disse desconhecer os movimentos bancários da sua conta tendo mesmo apontado o dedo a Santos Silva.

Contactado pelo Expresso, o advogado de Ricardo Salgado, Francisco Proença de Carvalho afirma que “qualquer tese nesse sentido é completamente falsa e recentemente inventada por motivos que deviam ser investigados”. fonte

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