02 setembro, 2015

O advogado-deputado degrada o sistema político, ao transformá-lo num mero escritório de representações empresariais.

Uma das maiores lutas que une os que lutam contra a corrupção, é conseguir impedir que os deputados tenham permissão para representar o estado e ao mesmo tempo ter interesses ou representar os privados. Esta é sobejamente conhecida como a promiscuidade que permite que a Assembleia da Republica seja um central de negócios privados a trabalhar contra o interesse público.
Quando Marinho Pinto se atreveu a denunciar a promiscuidade dos advogados que são também deputados e fazem leis para lesar o estado, eis a reacção de um desses advogados dos escritórios milionários que trabalham lado a lado, com os que roubam o estado.



Marinho Pinto propõem-se a combater ferozmente esta promiscuidade que há muito denuncia. E quando foi Bastonário da Ordem dos advogados conseguiu mudar a lei que permitia que os bastonários também exercessem outros cargos. Foi perseguido e difamado pelos seus colegas por se ter atrevido a acabar com os tachos e promiscuidade de alguns.
E tentou também mudar a lei dos deputados advogados, mas foi travado.

"Bastonário abre guerra: Advogados proibidos de serem deputadosMarinho Pinto despacha novo estatuto da Ordem sem ouvir ninguém. Advogados em fúria querem a suspensão.
Os advogados deixam de poder ser deputados. Passam a ser precisos dois terços do plenário do Conselho Geral e do Conselho Superior da Ordem dos Advogados para instaurar processos disciplinares ao bastonário. O Conselho Superior da Ordem perde poderes. O bastonário é o único advogado que se pode pronunciar sobre processos judiciais em curso. Estas são algumas das mudanças da proposta de novo Estatuto da Ordem dos Advogados que Marinho Pinto enviou para o ministério da Justiça, sem ouvir os seus pares, e que agora foi remetido pelo governo ao Conselho Superior do Ministério Público. Tornar incompatíveis o cargo de deputado e a profissão de advogado é uma velha ideia de Marinho Pinto." ARTIGO COMPLETO: 

Neste outro video, Paulo Morais fez também um discurso no Parlamento onde expôs os nomes de alguns dos deputados que exercem em descarada promiscuidade... mas por incrível que pareça, ninguém apareceu no parlamento para se defender... Devemos considerar esta atitude como um assumir de culpa? Devemos perguntar porque razão nenhum deputado, dos principais partidos mostrou interesse em comparecer num debate sobre a corrupção?

31 agosto, 2015

O negócio sujo dos livros escolares. Famílias forçadas a sustentar interesses

Em Portugal tudo tem o preço que os interesses dos lobies exigem, o negócio dos manuais escolares não escapa à ganancia.
"Ricos livros.O fim do ano escolar aproxima-se. E milhões de manuais escolares irão em breve para o lixo: um desperdício. Poderiam ser reutilizados, como acontece em toda a Europa, por novos alunos. Mas não! Quem lucra com este esbanjamento? 
Obviamente as editoras, que dominam o negócio, sem que o Ministério mostre vontade de impor uma nova política.
E sofrem as famílias que, no início de cada ano letivo, gastam fortunas na aquisição de livros. A inexistência de bancos para troca de livros em todas as escolas públicas é incompreensível. Aí todos os alunos poderiam levantar gratuitamente os seus manuais, a troco de deixarem os do ano anterior. É claro que famílias que queiram comprar livros novos seriam livres de o fazer. Mas, para as outras de orçamentos mais apertados, ou simplesmente combatentes do desperdício, as escolas deveriam instituir um sistema universal de entrega de manuais.
É assim em toda a Europa: da Dinamarca a Espanha, passando pela França ou pelo Reino Unido, em todos estes países os manuais são reutilizados. Esta medida é, aliás, também obrigatória em Portugal, pois a legislação determina que "escolas e agrupamentos de escolas devem criar modalidades de empréstimo de manuais escolares". Mas, como a Lei é desprezada, a cada ano, o esforço familiar é enorme e aumenta à medida que os alunos progridem no sistema escolar. Os valores superam as duas centenas de euros, numa escala crescente, insuportável então para quem tenha mais que um filho a frequentar a escola.
Estes preços incomportáveis só são possíveis porque são as editoras quem, no fundo, decide a política de manuais escolares e os preços.
Dominam um setor que representa mais de cem milhões de euros, considerando que os cerca de milhão e meio de estudantes do ensino básico e secundário adquirem perto de dez milhões de livros. O facto de estes bancos escolares para troca de livros não serem uma realidade sistemática e regular em Portugal é mais um exemplo das muitas políticas que o Estado não faz cumprir, permitindo que os cidadãos sejam, deste modo, e mais uma vez, defraudados." Por Paulo Morais

A União de Editores preocupa-se em vender livros, nem que seja à força... em 2005 quando se tentou aumentar o tempo de validade dos livros, a reacção da União dos Editores Portugueses foi apenas salvaguardar o seu lucro.
"De acordo com o documento, o prazo de vigência dos livros será aumentado de três para seis anos, o mesmo tempo de duração dos programas curriculares, "para permitir a possibilidade de reutilização dos manuais e, desse modo, reduzir os encargos das famílias".
Segundo Manuel Ferrão da UEP, este aumento do prazo de vigência dos manuais põe em causa a sobrevivência das editoras escolares, que ficarão sem livros para editar durante vários anos.
"Se os manuais vão durar seis anos, as editoras vão ficar paradas, sem livros para editar durante três ou quatro anos e não sei como poderão sobreviver. O que fazemos aos trabalhadores durante esse período?", questiona. Em Portugal, o mercado da edição escolar representa cerca de 56 milhões de euros, segundo estimativas do ano passado. fonte

Reparem no desplante. Nem têm vergonha proferir estas afirmações em público, porque vivemos num país onde vale tudo? Um loby ter a coragem de afirmar sem qualquer pudor, que precisam que o governo obrigue as famílias a gastar dinheiro em livros mesmo sem necessidade, obrigue o ambiente a ser agredido, obrigue ao desperdício de papel, porque eles precisam para viver bem? Tudo para manter empresas que na verdade são parasitas insustentáveis??? 
E não há vergonha de se pensar assim?De se gerir assim? De se afirmar tamanha barbaridade em público?
Em breve exigem uma lei que obrigasse a mudar os manuais escolares de 6 em 6 meses.!! Ou que os manuais se auto destruam em 3 meses... vale tudo para manter lobies e abusar dos cidadãos e da democracia. O que importa é manter o negócio sem ter que se esforçar muito?? Porque os "clientes" são obrigados a comprar.

28 agosto, 2015

Há condições para se fazer um novo 25 de Abril em democracia, sem violência, apenas com a arma poderosa do voto.

Refundar a República por Marinho Pinto
 Portugal vive, hoje, uma das maiores crises da sua história.
Nunca, como agora, houve ameaças tão sérias à independência e à nossa sobrevivência como Estado.
Os desafios do futuro são ciclópicos para as atuais (e para as próximas) gerações.
Mas, qualquer solução de futuro só será consistente se não ignorar o passado onde radicam as causas da tragédia.
Quem pôs o País e os portugueses na situação de pobreza?
Como foi possível que titulares de cargos políticos tivessem enriquecido tanto?
O que aconteceu aos imensos recursos do País?
Por que é que Portugal já tem de pedir dinheiro emprestado para pagar os juros da própria dívida?
Por que é que países mais pequenos e com menos recursos são prósperos e Portugal anda de mão estendida?
Por que é que, em Portugal, as obras públicas nunca foram pagas pelo preço por que tinham sido adjudicadas?
Por que é que os lucros de uma empresa estratégica para o País como a EDP vão para o povo chinês e não para o português?
O voto nas próximas legislativas só será catalisador de soluções consistentes de futuro quando cada um dos eleitores tiver respostas para essas (e outras) perguntas. Mais do que um governo, o que se vai avaliar é o sistema de partidocracia dominante que esmaga a cidadania.
As próximas eleições só serão decisivas para a mudança se os portugueses tiverem o discernimento de responsabilizar não apenas os partidos do atual governo (PSD e CDS) mas também o PS pelo papel de todos na génese da situação atual.
Pela primeira vez os cidadãos podem recusar a armadilha de julgar só o atual governo, mas todos os das últimas três décadas, incluindo o símbolo máximo da nossa decadência que é o atual Presidente da República.

24 agosto, 2015

Os mitos da abstenção, da esquerda e direita e da democracia directa. Legislativas pela mudança

1.  MITOS DA ABSTENÇÃO
A. Sabe que a Lei Eleitoral das Eleições Legislativas não prevê máximos de abstenção - mínimos de
participação - para validar os resultados eleitorais? Pois os votos válidos, sejam eles apenas 40 ou 4 milhões, são esses que são considerados os 100%. São esses 100% que são contabilizados como o todo que é depois dividido.
Sabe que através do Método de Hondt, com apenas 23 (vinte e três) votos expressos, um por distrito elege o Parlamento com 230 deputados e elege o Governo?
(VIDEO SOBRE O Método de Hondt: onde entra a abstenção? Nulos e brancos?)
Que na realidade o Método de Hondt funciona apenas através de percentagens relativas, atribuindo na Assembleia da República uma distribuição de deputados por distrito dependendo apenas da distribuição percentual dos votos expressos nos partidos nesse distrito, independentemente do número de votos? O Distrito de Lisboa elege por exemplo 47 deputados.
Basta um voto apenas no Partido X no Distrito Y para eleger todos os lugares previstos para esse distrito na Assembleia da República com deputados do Partido X.
B. Sabe que nas últimas Eleições Presidenciais Cavaco Silva foi eleito com 53,3% de abstenção?
C. Acha que o único financiamento dos Partidos são os 3,11 € por voto por ano de legislatura que os Partidos recebem do Estado após cada Eleição Legislativa, e que não votando leva os Partidos à falência?
D. Sabe que a Lei do Financiamento dos Partidos inclui também Quotas, Donativos, Angariações de Fundos, Rendimentos do Património e Empréstimos Financeiros, como meios de financiamento? E para além da lei, existem claro as luvas, os favores, as rendas e os tachos milionários.
E. Acha que a falência dos Partidos e a ausência do Parlamento é a solução para Portugal? Mesmo que não vote os partidos possuem rendas pagas pelas empresas que eles favorecem quando estão no governo, e é graças à abstenção que esses partidos continuam a chegar ao poder.
F. Sabe que mesmo na Suiça que pratica a Democracia Participativa e em alguns cantões a Democracia Directa, existe um Parlamento?
G. Ainda acha que uma abstenção superior a 50% vai impedir o próximo governo de tomar posse?
H. Sabe que o voto em branco em nada influencia a eleição do Parlamento e do Governo, à semelhança dos voto nulo e da abstenção?
I. ENTÃO VOTE, MAS VOTE VÁLIDO NUM PARTIDO!!! NÃO DESPERDICE MAIS O SEU VOTO E O SEU PODER DE VOTAR CONTRA A CORRUPÇÃO.

2. MITOS DA ESQUERDA E DIREITA
A. Acha que nacionalizações, intervenções do Estado na Economia e Cidadãos afogados em Impostos para pagar a incúria e incompetência é apanágio apenas das políticas de esquerda socialistas e comunistas? Claro que não, é isso que se está também a passar com o governo actual de direita.
B. Acha que a privatização e a gestão privada é sempre melhor do que a pública ? Foi isso que se passou no BPN, BPP, BES e Portugal Telecom?
C. Acha que num regime de economia liberal se os erros da gestão privada levarem a falências de empresas isso em nada lesa o Estado e o Contribuinte ? Então e quem está a pagar as intervenções do Estado no BPN e BES falidos, através de brutais impostos e taxas e cortes?
D. Sabe que a convocação do Referendo em Portugal é totalmente discricionária, dependendo de a Assembleia da República, o Governo e o Presidente da República estarem simultaneamente de acordo ?

22 agosto, 2015

Milhares de euros gastos por administradores da empresa pública Metro Mondego, em hotéis, vinho, jogos e striptease

A corrupção alastra-se e corrói o nosso PRESENTE E futuro, apodera-se dos nossos impostos e do nosso trabalho.
O descaramento com que se rouba o povo só pode ser sintomático de que é o povo que assim o permite. Um país onde quase 60% do eleitorado abdica de julgar, de punir, de censurar e criticar as más politica e os maus políticos nas urnas, no dia do julgamento, um povo assim não pode esperar RESPEITO dos corruptos. Um povo ausente.
Se os corruptos sabem que o povo não vota, não pune e é inofensivo, depressa descobrem que por muito que roubem e abusem, serão eleitos de novo, por isso não precisam de parar de roubar. O eleitorado português, é para eles o verdadeiro "corno manso" que é roubado e nada faz contra o ladrão, nem uma simples cruz num boletim de voto. Mas depois queixa-se que não é respeitado como contribuinte nem como cidadão?

"PJ concluiu investigação num inquérito em que seis ex-administradores são arguidos por administração danosa, peculato e participação económica em negócio. Cartões de crédito da empresa pública pagaram despesas pessoais e responsáveis duplicaram estudos e custos.
Em quase duas décadas de existência, o projecto da Metro Mondego quase não saiu do papel, mas das suas contas saíram cerca de 100 mil euros que ex-administradores usaram em despesas pessoais pagas com cartões de crédito da empresa pública. Seis ex-administradores, dois anteriores presidentes e quatro antigos vogais executivos são arguidos num inquérito do Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra em que estão em causa crimes de administração danosa, peculato e participação económica em negócio que terão ocorrido entre 2004 e 2010.

Num caso, um dos administradores usou o cartão de crédito, que lhe tido sido distribuído pela empresa para despesas inerentes ao cargo, para gastar 72 mil euros em jogos de computador, perfumes, artigos de decoração, estadias em hotéis, compras no supermercado, vinho, material de surf e até para pagar serviços numa empresa organizadora de eventos, especializada em festas infantis, sublinha o relatório final da PJ de Coimbra que concluiu recentemente a investigação. Este responsável foi avisado pela empresa de que as despesas que pagou eram pessoais. Apesar da advertência, continuou a usar o cartão para o mesmo tipo de pagamentos.
Parte da despesa foi paga através de cash advance, ou seja, o administrador levantou 17 mil euros com o cartão de crédito onerando a empresa com uma taxa de 5% de juro. No relatório, a PJ sustenta que os cartões de crédito eram “usados despudoradamente” e os inspectores foram mesmo surpreendidos por uma despesa inesperada para uma empresa pública.
Em Dezembro de 2005, um dos arguidos deslocou-se ao bar de striptease Elefante Branco, em Lisboa e pagou uma conta de 139 euros com um dos cartões da empresa.

Outro administrador pagou 27 mil euros com o cartão de crédito da empresa. Foi o próprio departamento financeiro da Metro Mondego que detectou a situação e informou os administradores que as despesas, não tendo justificação profissional nem tão-pouco existindo os respectivos recibos, eram pessoais. Por isso, os dois viriam a devolver, mas não de forma total, os valores vários anos após saírem dos seus cargos. Um deles fê-lo em 2010, três anos após deixar funções.

Estudos e custos duplicados
Em causa está ainda o facto de a empresa ter encomendado em 2010 dois estudos por ajuste directo a duas firmas privadas com o mesmo objectivo: procurar saber os custos operacionais da Sociedade Metro Mondego. Contratou uma empresa à qual pagou 60 mil euros e, sem esperar pelas conclusões, pediu igual estudo a outra à qual pagou 55 mil euros. “Valores sempre superiores ao previsto inicialmente pela Metro Mondego”, sublinha PJ. No total, a Metro Mondego duplicou as despesas em relação ao mesmo objectivo: 115 mil euros.

“O convite à segunda empresa para a realização do estudo acontece quando a primeira empresa ainda estava a elaborar o relatório final”, destaca ainda a PJ. Já em 2011 o Tribunal de Contas arrasara a gestão da sociedade com uma auditoria em que revelou que o projecto sofreu um aumento de custos quatro vezes superior, tendo passado de uma estimativa de 112,8 milhões de euros, em Abril de 1997, para 512 milhões de euros, em Janeiro de 2011. A auditoria é uma das peças-chave neste inquérito-crime. O processo teve, porém, origem numa denúncia apresentada em 2011 por um funcionário judicial e por Jaime Ramos, porta-voz do Movimento Cívico de Coimbra, Góis, Lousã e Miranda do Corvo e ex-presidente de câmara neste município. Na queixa, os dois davam conta de crimes de sabotagem, gestão danosa e delapidação de património público.
No ano passado, ambos queixaram-se de que, passados mais de dois anos, ainda não tinham sido ouvidos e pediram a aceleração processual do caso considerando que o prazo de inquérito já tinha sido ultrapassado. A Procuradoria-Geral da República recordou que o processo é complexo e indeferiu o pedido.
A Metro Mondego foi fundada em 1996, mas a linha nunca foi criada. O projecto resultou apenas em demolições de edifícios na Baixa de Coimbra e eliminação de linhas de comboio que serviam esta cidade, o que gerou grande contestação. Em 2009, os comboios deixaram de circular no Ramal da Lousã, primeiro apenas entre Serpins e Miranda do Corvo e, um mês depois, em toda a extensão da ferrovia com o arranque das obras do metro.

Em 2010, o Governo suprimiu às duas empreitadas em curso a colocação de plataformas na via, dos carris, bem como de toda a catenária, justificando a decisão com os cortes do Plano de Estabilização e Crescimento (PEC) 3. O Ramal da Lousã foi desactivado em Janeiro de 2010, estando concluída apenas parte da empreitada. As obras foram interrompidas após um investimento de cerca de 140 milhões de euros. Em 2011 o Governo anunciou a extinção da empresa, que, porém, continua activa. Em 2013, gastava 500 mil euros só com remunerações.

Esta não é a primeira vez que no DIAP de Coimbra investiga aquela empresa pública. Em Novembro de 2010, abriu uma averiguação preventiva com base numa notícia do jornal “As Beiras” que dava conta de que a Metro Mondego pagava o aluguer de automóveis que estariam a ser usados por administradores já demitidos. O uso dos veículos foi equiparado a remunerações acessórias e a averiguação foi arquivada. O DIAP considerou não existirem indícios de crimes de administração danosa e abuso de poder. De acordo com o relatório e contas de 2009, a empresa pagou quase 30 mil euros pelo aluguer dos três automóveis nesse ano. Público

CASO QUEIRA PROSSEGUIR, LEIA AS CONCLUSÕES DO TRIBUNAL DE CONTAS: Metro Mondego, 7 administradores para 5 empregados? Mais um albergue de parasitas abusadores. As derrapagens, o prejuízo, os interesses... a vergonha. ARTIGO COMPLETO: 

A justiça está nas nossas mãos, somos nós eleitores que temos o dever cívico de punir as más politicas, os maus políticos e os maus partidos políticos. Ao contrário do que temos feito.
Actualmente o eleitorado português ou vota nos corruptos ou nem vota válido. (ver gráfico no inicio)
Se existe tanta corrupção e descaramento é porque eles, os corruptos, sabem que o eleitorado português é inofensivo, não sabe usar o voto e não os pune votando contra eles.
Votar nos partidos corruptos é incentivar a corrupção. Votar branco ou nulo ou abster-se é deixar impunes os corruptos.
Está na hora de saber usar o voto, votando contra os que queremos criticar, censurar ou condenar.
Votar contra os que lesam o interesse do país. Fazer justiça e mostrar que os portugueses possuem o poder o dever e a lucidez de escolher e decidir que partidos que lesam o país não tem direito a chegar ao governo, e o teu voto contra eles é decisivo.



20 agosto, 2015

PS com memória curta e as mentiras de António Costa.

Neste video podemos constatar a hipocrisia do PS que critica as medidas do governo actual que na realidade eram as mesmas medidas que eles, do PS, planeavam aplicar ao país.  


A MÁ MEMÓRIA DAS PESSOAS SEM CARÁCTER
António Costa referiu que ao contrário do que afirma Passos Coelho, "o que estava no memorando de entendimento com a 'troika' [assinado pelo PS] não era a previsão de uma privatização a 100% da TAP. Não, o que estava no memorando de entendimento era que a TAP só seria privatizada parcialmente e nunca na sua totalidade".
A questão não é de opinião, é de facto.
O que o memorando afirma é objectivo e por isso nada como dar a palavra ao texto que em Maio de 2011 foi assinado entre a troika nacional e a troika internacional. Para que não restem dúvidas, eis a transcrição completa do ponto 3.31 do "memorando":

privatizações ps versus psd gráfico 3.31. O Governo acelerará o programa de privatizações. O plano existente para o período que decorre até 2013 abrange transportes (Aeroportos de Portugal, TAP, e a CP Carga), energia (GALP, EDP, e REN), comunicações (Correios de Portugal), e seguros (Caixa Seguros), bem como uma série de empresas de menor dimensão. O plano tem como objectivo uma antecipação de receitas de cerca de 5,5 mil milhões de euros até ao final do programa, apenas com alienação parcial prevista para todas as empresas de maior dimensão. O Governo compromete-se a ir ainda mais longe, prosseguindo uma alienação acelerada da totalidade das acções na EDP e na REN, e tem a expectativa que as condições do mercado venham a permitir a venda destas duas empresas, bem como da TAP, até ao final de 2011. O Governo identificará, na altura da segunda avaliação trimestral, duas grandes empresas adicionais para serem privatizadas até ao final de 2012. Será elaborado um plano actualizado de privatizações até Março de 2012.
Sublinho:
"O Governo acelerará o programa de privatizações. O plano existente para o período que decorre até 2013 abrange transportes (Aeroportos de Portugal, TAP, e a CP Carga), energia (GALP, EDP, e REN), comunicações (Correios de Portugal), e seguros (Caixa Seguros), bem como uma série de empresas de menor dimensão. (...) O Governo compromete-se a ir ainda mais longe, prosseguindo uma alienação acelerada da totalidade das acções na EDP e na REN, e tem a expectativa que as condições do mercado venham a permitir a venda destas duas empresas, bem como da TAP, até ao final de 2011."

NESTE OUTRO VIDEO MARIANA MORTÁGUA EXPLICA QUEM FORAM OS PRIVATIZADORES E QUEM GANHA COM AS PRIVATIZAÇÕES

O famoso PEC IV, cujo chumbo levou à demissão do Governo PS/Sócrates, referia no ponto sobre privatizações o seguinte:

18 agosto, 2015

Ex-administrador do BPN diz que Victor Constâncio só agravou o prejuízo para o país, e Sócrates mentiu

O BANCO DE PORTUGAL NÃO GOSTAVA QUE LHE COMUNICÁSSEMOS AS FRAUDES QUE ÍAMOS ENCONTRANDO, COMO SE O MENSAGEIRO É QUE FOSSE O CULPADO DOS CRIMES QUE COMUNICAVA.
O ministro das Finanças mentiu descaradamente, e por isso deve ter sido condecorado pelo Cavaco Silva... pela incompetência e deslealdade ao povo.
Uma auditoria descobriu em 6 horas o que o Banco de Portugal não descobriu em muitos anos, por isso Meira Fernandes, sugere uma auditoria à supervisão do Banco de Portugal.



Meira Fernandes acusou o antigo governador do Banco de Portugal e o ex-ministro das Finanças de terem agravado a situação do BPN com declarações feitas na altura em que o ‘escândalo’ rebentou. O antigo administrador do banco entretanto nacionalizado disse ainda que o Estado teria poupado 380 milhões de euros se tivesse seguido o 'plano Cadilhe'.
"Como havia uma participação dos acionistas de 380 milhões de euros, em qualquer caso era sempre menos 380 milhões de euros. É aritmética, porque o Governo podia depois nacionalizar [o banco] em qualquer altura", defendeu Meira Fernandes.
O plano de reestruturação de Miguel Cadilhe, então presidente do BPN, passava por um misto de capitais públicos e privados, com a injeção de 380 milhões de euros pelos acionistas, enquanto o Estado entrava com 600 milhões de euros em ações preferenciais, com um dividendo prioritário.
No entanto, o Governo de José Sócrates optou pela nacionalização do banco, decisão igualmente criticada por Meira Fernandes durante a audição. Para o responsável, o argumento de risco sistémico utilizado pelo executivo não se colocava para um banco que tinha dois por cento de quota de mercado. (MENTIRAS DO GOVERNO) Para além disso, o Governo terá recusado a injeção dos 600 milhões de euros devido aos “custos para os contribuintes”, quando essa cedência de capital era "remunerada" e com "dividendo prioritário", e depois considerou que a nacionalização seria a melhor opção.
“Fomos completamente enganados” O ex-administrador do BPN afirmou que a sua equipa, liderada por Miguel Cadilhe, foi "completamente enganada", inclusive “por alguns dos acionistas” da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), numa alusão ao facto de a equipa desconhecer o teor de um documento intitulado "estado da Nação" sobre a situação do grupo.
De acordo com Meira Fernandes, a sua equipa entendia que a SLN deveria opor-se à nacionalização do BPN proposta pelo Governo, apresentando duas ações, uma delas sobre os critérios de avaliação do valor patrimonial do banco para efeitos de indemnização.

16 agosto, 2015

Não há praticamente nenhum empresário português "relevante" que não esteja ligado a Angola.

"O poder político pôs-se de joelhos perante a elite angolana"

Têm sido limadas arestas para que o poder angolano não se irrite com as elites portuguesas.
A ideia foi defendida pelo jornalista Nicolau Santos na apresentação do livro Os Donos Angolanos de Portugal.Vinte e sete ex-governantes portugueses da era democrática, de ministros dos Negócios Estrangeiros a ministros da Presidência e secretários de Estado, assumem protagonismo nas relações económicas entre Portugal e Angola.
Quando Francisco Louçã, Jorge Costa e João Teixeira Lopes começaram a desenrolar o novelo da burguesia portuguesa para um próximo livro, concluíram que as ligações económicas entre Portugal e Angola justificavam um volume isolado.
A investigação, parte de um trabalho mais amplo dos mesmos autores sobre a burguesia portuguesa e que dará origem a outra publicação ainda este ano, permitiu aos três dirigentes do BE concluir que não há praticamente nenhum empresário português "relevante" que não esteja ligado a Angola. E que Portugal tem sido uma espécie de "offshore" ou sector estratégico para os capitais angolanos.