23 Julho, 2014

Associação de Paralisia Cerebral roubada, usada e abusada pela presidente?


Já nem os deficientes escapam dos impiedosos e gananciosos corruptos? Desviar fundos, bens e serviços de uma Associação de deficientes é algo que ultrapassa a sujidade da corrupção, roça o macabro e o mesquinho.

GUIMARÃES
"Durante os 9 anos em que presidiu a Associação de Paralisia Cerebral (APC), Maria Rodrigues ter-se-á apoderado de 96.800 mil euros, além de equipamentos vendidos e mensalidades desviadas, Maria Rodrigues, que se comportava como a dona da instituição, usou ainda um funcionário da entidade para trabalhar na sua quinta e fazer-lhe compras, avança o Jornal de Notícias.
Entre 1997 e 2006, a educadora de infância de 61 anos presidiu o núcleo de Guimarães da associação sem fins lucrativos.
Pelos cálculos feitos por um juiz, a mulher, que deveria ganhar um salário de 700 euros enquanto funcionária pública, arrecadou mais 75.600 euros nos nove anos em que exerceu funções de presidente.
O Ministério Público acredita que retirou 2.500 euros à associação e que vendeu os aparelhos de ar condicionado, fotocopiadoras e livros, além de se apropriar das verbas de mensalidades no valor de 21 mil euros.
Neste momento, enfrenta as acusações no Tribunal de Guimarães." 
Se se provar culpada, a pena será suavíssima.


22 Julho, 2014

A China não respeita as regras do jogo, mas pode continuar em campo? Estranho!


A competição já começou há muito, a China já está na luta, preparada para tudo e de objectivos traçados.
Nós, ocidentais, ainda nem saímos da partida, e desconhecemos a capacidade inata do adversário, disposto a sofrer privações e a desrespeitar os básicos direitos humanos e do mercado, em detrimento dos objectivos.
A China está habituada ás mais duras condições de vida e de trabalho, que aceita sem reclamar.
Não imaginamos sequer o quanto teremos que nos sacrificar e o quão baixo teremos de descer, para poder competir com um adversário que teima dominar, ganhar mais e mais poder e entranhar-se em todo o mundo como uma potência inabalável que arrasa qualquer concorrente.
A luta é desleal e desigual... Estranhamente a UE ou os USA, e as organizações internacionais reguladoras do mercado, e dos direitos humanos, que deveriam exigir o respeito pela igualdade, lealdade e direitos humanos, nada fazem contra isso.
O povo chinês, não respeita as normas restritivas e de certa forma castradoras que os obriguem a perder tempo e dinheiro com leis de trabalho, normas de segurança, direitos humanos e outras leis mundiais ou europeias, o que desnivela e arrasa a competitividade... não respeita as regras do jogo, mas pode continuar em campo?
Será difícil entender se somos nós, os normalizados que temos leis a mais, ou os chineses que tem leis a menos...
  1. Assista neste link ao que os chineses são capazes de se sujeitar
  2. Será que os portugueses aguentarão privar-se, até este extremo
  3. Assista aos slides neste link, exemplos de indústria chinesa. 
  4. Aqui, neste link veja como tratam as crianças para poupar nos infantários e poderem trabalhar. Desconheço a dimensão quantitativa desta prática, mas pelas imagens parece ser comum.
  5. Se for sensível e ainda civilizado, aconselho-o a não ver este video.  A desumanização e crueldade de um povo bárbaro. Criança chinesa atropelada e deixada em sofrimento perante a indiferença dos que a atropelam mais que uma vez e dos que passam na rua. Video chocante, inconcebível em Portugal... Espero que por muitos anos.
  6. China: Relatório expõe o opressivo regime de trabalho na Foxconn

21 Julho, 2014

Francisco Leal, ex presidente da C.M.Olhão, exige subsidio de reintegração, mesmo reformado!

Francisco Leal o ex presidente da C.M.Olhão, exige subsidio de reintegração, mesmo já estando reformado!
Tal brincadeira, vai fazer com que saia dos bolsos dos contribuintes um ano de ordenado o que é o 60 000€.
mesmo que dizer que nos vai roubar a módica quantia de aproximadamente
Os governantes  aprovam leis onde se favorecem a eles próprios, mas que roubam os ordenados de quem ainda trabalha, com cortes atrás de cortes, à maioria dos trabalhadores, e até aos reformados.
Essa lei é uma afronta a todos os cidadãos honestos, e que são roubados todos os dias, pois o pedinte F.Leal, já estava reformado quando saiu da presidência da CMOlhão. Devemos denunciar esta pouca vergonha de um Cacique que deixou a CMOLhão endividada até à raiz dos cabelos por causa da sua gestão. Com diversos indícios de corrupção Fernando Leal tem dezenas de processos em tribunal por causa dos crimes cometidos.

O QUE É O SUBSIDIO DE REINTEGRAÇÃO. 
Subsidio inventado pelos políticos, para os políticos, para eles terem sempre salários garantidos, mesmo quando estão entre tachos ou a receber reformas.
O dito subsidio consiste em:
Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (deles) a um subsídio que dizem de reintegração.
Um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou governo.

20 Julho, 2014

Quando os jornalistas, medrosos, respeitavam os criminosos



Encontrei este artigo, bastante interessante, mas ao qual gostaria de acrescentar um comentário, especificamente ao seguinte paragrafo:
"Não sei se foi a crise, o tempo ou a simples ganância que nos ajudaram a revelar o que todos hoje sabemos. Talvez os banqueiros se tenham tornado mais desleixados ou as autoridades e os jornalistas mais eficazes e competentes." 
Não foi a crise, nem o tempo nem a ganancia, também não foram as autoridades ou os jornalistas que se tornaram mais competentes. O que fez com que hoje seja possível revelar tudo o que sabemos, que ainda é pouco e muito está por revelar, foi sim a internet que permitiu a livre circulação da informação. Foi a internet que passou a permitir que também os cidadãos e activistas, através dos blogs, do facebook, do youtube e outros sites pudessem expor o que todos sabiam mas ninguém queria contar. Foram esses factores que obrigaram os jornalistas a ter que competir com a verdade, a ter que fazer o seu trabalho e a explicar porque as coisas se passavam e como se passavam. As pessoas sabiam que as coisas aconteciam, mas a informação era escassa e camuflada com eufemismos, fragmentada e geralmente comunicada como comentário do politico A, B ou C. A investigação isenta e profunda era pura e simplesmente nula. Os jornalistas deixaram de poder continuar calados e à sombra da inércia, perante o risco de perderem definitivamente leitores e credibilidade.
Quando por todo o lado, os poderosos (da politica, da economia e da finança) nos bombardeavam com crimes financeiros, despesismo público, escândalos de favores políticos, promiscuidades, injustiça e contratos públicos ruinosos, os jornalistas abordavam os assunto muito timidamente muitas vezes fazendo com que tudo parecesse nada mais que um pequeno imprevisto, um acidente de percurso, um acontecimento aceitável e comum da vida do país ou um acaso. As descrições e os dados eram fornecidos de forma vaga e sem relevo. Acerca do paraíso da politica e da finança, o palco onde se cometiam os maiores crimes contra o país, os jornalistas teimavam em manter as palavras crime, corrupção, fraude, nepotismo, etc etc como tabus.
A Internet e as tecnologias móveis, são uma nova forma de intervenção cívica, acelerada pelo espaço público virtual e pelas redes sociais, e está a germinar e a emergir progressivamente e com isso a reconfigurar a informação e a própria democracia.
O número de cidadãos que se preocupam com a cidadania e exigem conhecer a realidade nacional crescem e autonomizam-se, tornam-se mais exigentes e próximos da realidade e o jornalismo teve de acompanhar  e reinventar-se numa lógica de sobrevivência.

"Os intocáveis
Durante muito tempo foram protegidos por uma espécie de escudo invisível que os tornava quase intocáveis. Comportavam-se como reis e eram temidos por todos, incluindo o poder político. Sabiam que por eles passava também a sobrevivência de muitos jornais, rádios e televisões e por isso não temiam nada nem ninguém. Ironicamente acabaram por ser vítimas deles próprios e estão agora em quase todas as primeiras páginas.
Foi sempre o segredo mais mal guardado mas que poucos ousavam revelar. Mais do que os políticos e os governos, foi o poder económico e financeiro o que mais tentou condicionar a informação nas últimas décadas.

19 Julho, 2014

José Seguro até tem ideias. Tem uma ideia, vá. Mas chega-lhe.

Desacato no Rato
Em Novembro de 2012, escrevi aqui:
“O consenso sobre Seguro diz que ele é, e uso aqui o termo técnico de engenharia, uma parede. Que não tem uma única ideia e que está basicamente (‘basicamente’ nos dois sentidos: de ‘essencialmente’ e de ‘como um básico’) à espera que chegue a sua vez de ser primeiro-ministro. (…)

Mas não é verdade. Seguro até tem ideias. Tem uma ideia, vá. Mas chega-lhe. A ideia é que se a recessão económica é negativa, então vamos pelo crescimento económico, que é positivo. Pronto, este problema está resolvido, podemos ir almoçar.
Eis a Doutrina Tozé Seguro. (…) É uma ideia simples, mas tão poderosa que substitui um programa político. E mesmo um programa de vida, já que tem aplicação universal:
Viver mal é maçador, viver bem é agradável.
Desemprego é negativo, positivo é o emprego.
Tristeza é má, alegria é que é boa.
Estamos a perder? Então vamos ganhar!
Ter borbulhas é feio, opte-se antes por ter pele lisa.
Chove e isso molha. Faça-se sol.
Tenho 1,67, mas vou passar a ter 1,85.
Levar com um pau nas costas aleija. É preferível não levar para não doer.
Ser pobre é pior do que ser rico.
Dificuldades devem ser substituídas por facilidades.
Entre um pneu careca e um novo, escolha o segundo.
Parecem verdades óbvias. E são. Estes truísmos podiam ser da autoria de António José Seguro. Ou de uma criança de sete anos. É justamente esse o ponto forte de Seguro: quem é que não gosta de crianças? E o povo português começa a tratar Seguro como uma criança, não ligando ao que ele diz.”

18 Julho, 2014

Um sistema que produz mais de 1 milhão de pobres por ano, interessa a quem?



O presidente da Rede Europeia Anti Pobreza (REAP), padre Agostinho Jardim, diz que a crise gerou um grupo de novos pobres - pessoas da classe média que foram afectados pelo desemprego.
“Conheço alguns casais formados que vivem com 100 euros por mês, comem massa com massa, de manhã à noite, e têm vergonha de pedir. Ou, então são as famílias ou vizinhos que lhes vão em socorro”, conta Agostinho Jardim à Renascença.
O presidente da REAP sublinha o facto de, muitas vezes, os casos da chamada "pobreza envergonhada" não constarem dos números oficiais.
No dia mundial para a Erradicação da Pobreza, o padre Agostinho Jardim aconselha o Governo a rever as políticas de combate à pobreza, sugerindo que as medidas que se encontrem não contribuam para a humilhação dos mais pobres, muitos deles a viverem verdadeiros estados de desespero.

17 Julho, 2014

Pina Moura: "De Cunhal dos pequeninos a cardeal dos socialistas."

Há partidos que são vistos como meras rampas de lançamento, para voos mais altos. Para alguns claro, nem todos têm a "sorte" de conseguir passar da eterna oposição para o eterno poleiro, que uma vez alcançado, jamais deixará de render milhares ou mesmo, milhões de euros.
Por isso muitos encaram alguns partidos como porta de entrada na vida gloriosa e fácil de ser politico em Portugal: Fortuna, glória e fama tudo de mão beijada, sem esforço sem mérito, sem responsabilidade e, claro, com toda a impunidade.

"Aquele que um dia foi um dos mais promissores políticos comunistas, delfim de Cunhal, transformou-se, em 15 anos, num dos mais badalados capitalistas nacionais com várias ligações.
Eis o perfil de Joaquim Pina Moura, um homem 12 vezes mais rico do que quando iniciou a sua carreira política.
Em Outubro de 1991, um militante comunista com o cartão nº 130 entrava na sede do PCP e entregava um envelope com 14 páginas manuscritas. Joaquim Pina Moura explicava os motivos pelos quais abandonava o partido a que aderira em 1972.
Quando na véspera da Assembleia Geral da Media Capital, Pina Moura renunciar ao lugar de deputado e abandonar os cargos nos órgãos nacionais do PS, onde se filiou em 1995, para assumir o lugar de administrador não executivo da empresa que domina a TVI, irá cumprir o que prometera numa entrevista ao Expresso em 2000 e em que (quase) ninguém acreditara nessa época: "eu reformar-me-ei" da política.

Sai da política activa uma pessoa diferente. 34 anos depois de aderir ao PCP e 12 de militância PS, Pina Moura é hoje um homem mais rico e sobretudo mais influente a nível empresarial. Em 12 anos, triplicou o seu rendimento. Segundo o declarado, na declaração de IRS teve um rendimento bruto em 1994 de cerca de 44 mil euros.
A declaração é conjunta com a mulher, a enfermeira Herculana Rosa Diogo de Carvalho, filha de um mítico militante comunista e herdeira da grande fortuna do avô paterno.
Em 1995, ano em que chega ao PS e ao Governo, ainda enquanto secretário de Estado adjunto de António Guterres, o rendimento bruto apurado para efeitos de IRS atinge os 59 mil euros. Em 2001, ano em que cessa funções governamentais, declara um rendimento como trabalhador dependente de 72.398,7 euros (este terá sido o rendimento individual já que ao contrário dos outros anos em que optou por apresentar os comprovativos da entrega do IRS, neste caso o valor foi divulgado no formulário do Tribunal Constitucional, onde se pede o valor individualizado).

Ao minuto 1, Marinho Pinto conta o caso de Pina Moura


A promiscuidade entre o poder público e privado- outro video fabuloso
A última declaração recebida por esta instância, data de Março de 2005, apresenta o rendimento de 2003, ano em que Pina Moura além de deputado era consultor do Millennium bcp. Nesse ano recebeu 54.493,7 euros como trabalhador dependente e 118.164,5 euros como independente.
Pina Moura, que deixa o Parlamento no dia 2 de Maio, tem 60 dias para actualizar a informação ao Constitucional, mas a presidência da Iberdrola, que assumiu em 2004, estima-se que lhe renda, mensalmente, 60 mil euros, a que se juntam os cerca de nove mil euros da Media Capital.
Pina Moura, à RTP, justificou a opção da Prisa pelos créditos que lhe são conferidos como gestor. Certo é que a sua vida na gestão executiva começa tarde. A influência política, no entanto, vem de trás.
O "Cunhal dos Pequeninos", como era conhecido nos tempos em que liderava a União dos Estudantes Comunistas (UEC) e era apontado como potencial sucessor do líder mítico.
Governante socialista
Talvez por isso a aproximação ao PS parecesse tão rápida - o grupo tinha a convicção de que era possível empurrar, por dentro, o PS para a esquerda - e, comentariam os cínicos, acabariam eles por ser arrastados para a direita.
Estabelece uma cumplicidade com Guterres, sobre o qual dirá que o facto de o ter conhecido foi "das coisas muito boas" que lhe sucederam na vida. Pina Moura será, sucessivamente, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, ministro das Finanças e superministro da Economia e das Finanças. É como governante que começa a sua aproximação ao mundo empresarial.
Entretanto, salta para o jargão político o cognome "cardeal". Jorge Coelho leu um artigo no Avante! em que surge aquele título eclesiático numa comparação entre Guterres e Pina Moura com Luís XIII e Richelieu - e, desde então, o próprio chefe do governo adoptaria a alcunha com que se referia ao seu ministro.

EM 2006 - (...)"Mas o CDS/PP não pretende só ouvir explicações do Governo e prepara-se para solicitar a audição parlamentar do deputado do PS, Pina Moura, como representante da eléctrica espanhola Iberdrola, sobre a possível entrada desta nos órgãos sociais da empresa portuguesa de electricidade.
A polémica continua em torno da presença da Iberdrola, concorrente da EDP, no conselho superior da companhia portuguesa, no âmbito de um novo modelo de governação a criar em breve e já consensualizado entre accionistas privados e públicos.
Pires de Lima sugeriu que o Governo pretende favorecer a empresa espanhola. E acusou José Sócrates de ter "uma compulsiva inclinação para interferir na vida das empresas com alguma ou muita dependência pública, instrumentalizando as mesmas para seu aproveitamento político ou de companheiros partidários".
O que a Iberdrola, liderada em Portugal pelo agora deputado socialista Pina Moura, tem a ganhar com esta situação é óbvio para todos", sublinhou o responsável do CDS/PP, adiantando que "o objectivo último desta iniciativa, facilitada pelo Governo português, tem como propósito a absorção da empresa portuguesa pela sua concorrente espanhola"."
Em 2005 - "A Iberdrola quer atingir em Portugal, nos próximos cinco anos, uma quota de mercado de electricidade entre 15% e 20%, fornecendo mais de um milhão de consumidores. A meta foi ontem assumida por Joaquim Pina Moura, presidente-executivo (CEO) da Iberdrola Portugal, à margem da apresentação pública de um protocolo assinado com os CTT. A Iberdrola aguarda apenas que "algumas questões técnicas" relacionadas com a abertura do mercado doméstico (baixa tensão) sejam resolvidas, o que segundo Pina Moura, "poderá ocorrer no final de 2005 ou no princípio do ano que vem".
Em 2008 - "A Iberdrola anunciou, a criação da Aeólia, uma sociedade para a prospecção, desenvolvimento e construção de parques eólicos em Portugal. A nova empresa resulta de uma parceria com o grupo Visabeira e a A. Mesquita e arrancará com um capital social de 150 mil euros. A empresa espanhola é o principal accionista (78%), ao passo que os parceiros portugueses têm participações de 11%.

16 Julho, 2014

700 milhões/ano em 300 suplementos estranhos nos salários da Função Pública.


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Função Pública usufrui de quase 300 subsídios que custam 700 milhões de euros ano.
A tabela de suplementos remuneratórios dos funcionários públicos é bem mais vasta do que o imaginado. Segundo o Expresso, são 280 os suplementos salariais que o Executivo quer agora clarificar e racionalizar, mas a escolha não será fácil. Em alguns dos casos, a título de exemplo, o funcionário é pago para tocar o sino, enfrentar o mar ou para garantir a redução do preço dos comboios.
O Expresso revela esta semana alguns dos suplementos pagos. Uns existem para gratificar “tratador de canídeos ou de solípedes” (Ministério da Administração Interna - MAI), outros servem para pagar a pessoa responsável pelo “toque de sino nas cerimónias” e pela colocação da bandeira nacional (Ministério da Educação e da Ciência) e ainda mais um para garantir a “redução do preço dos comboios” (Ministério da Justiça), este pago a 5.234 funcionários. Contudo, existe ainda um suplemento salarial que diz respeito ao subsídio de isolamento, aplicado a 179 funcionários do Ministério das Finanças.
No Ministério da Solidariedade e Segurança Social há um suplemento salarial de “colónia de férias”, usufruído por 798 beneficiários. No Ministério do Mar, por exemplo, é pago a 12 funcionários um “subsídio de gases e do mar”, com um custo anual de mais de 13 mil euros.
O MAI é o ministério que mais suplementos paga. Mensalmente são 53, quase tantos como aqueles que apenas cinco funcionários no país recebem (52). De acordo com a publicação, existe quase um quarto das carreiras do Estado que usufruem de mais de cinco suplementos todos os meses. fonte

Suplementos dos funcionários públicos custam 700 milhões de euros por ano, sem contar com horas extraordinárias e ajudas de custo. Representam 5% da despesa com salários. Governo quer criar uma tabela única de suplementos para harmonizar condições e reduzir despesa.
(...)E confirma que a intenção é criar uma tabela única de suplementos, racionalizando as situações e o montante em que são pagos. O corte na despesa com suplementos deveria garantir uma poupança de 67 milhões de euros por ano.
O documento assume que “é necessário aprofundar o estudo efectuado no sentido de melhor apoiar a tomada de decisão”.
(...) Propõe-se ainda que estas prestações sejam apenas pagas durante o período de exercício de funções a que respeitam.
É sugerida a definição de limites temporais e até “condições de recurso” de alguns suplementos. Esta expressão aponta para o condicionamento de alguns suplementos em função do rendimento da pessoa em causa e é tipicamente utilizada na Segurança Social, para decidir se as pessoas devem ou não ter acesso a um apoio de solidariedade.(...)
Entre os suplementos analisados estão os que se referem ao trabalho extraordinário, trabalho nocturno, ajudas de custo e subsídio de transporte. Entre os permanentes destacam-se o trabalho por turnos, ou o abono para falhas, por exemplo.
Metade desta despesa é explicada por cinco suplementos: o suplemento da condição militar (17%), por serviço nas forças de segurança, e o Fundo de Estabilização Tributário são os que têm mais peso.
Isto apesar de serem atribuídos cerca de 280 suplementos diferentes na Administração Pública.
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Os Ministérios da Administração Interna, da Defesa, da Saúde, das Finanças e da Justiça concentram 86% da despesa com suplementos. FONTE
O relatório do Governo conclui que o total de encargos da administração pública com salários
ultrapassa os 15,5 mil milhões de euros ilíquidos por ano, dos quais 700 milhões, respeitam a 280 suplementos diferentes. Este montante não considera o subsídio de refeição (520 milhões por ano), o trabalho extraordinário (120 milhões) e as ajudas de custo.
A maioria da despesa com suplementos na administração central (86%) concentra-se em cinco ministérios: Administração Interna (27%) Defesa Nacional (25%), Saúde (13%), Finanças (11%) e Justiça (10%).
(...) Realça-se ainda que dos 280 suplementos 52 são atribuídos a apenas um a cinco trabalhadores e apresentam um total de despesa de 1,6 milhões de euros anuais.
Além disso, recomenda-se a fusão dos suplementos que têm um fundamento similar e a eliminação ou substituição dos suplementos com reduzido número de beneficiários. fonte