23 março, 2014

OS CORTES QUE SACRIFICARIAM AS ELITES E SALVAVAM A ECONOMIA E O POVO, ESTÃO PROIBIDOS?



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"Está em curso o processo de subdesenvolvimento do País.
As medidas que o anunciam, longe de serem transitórias, são estruturantes e os seus efeitos vão sentir-se por décadas.
As crises criam oportunidades para redistribuir riqueza. Consoante as forças políticas que as controlam, a redistribuição irá num sentido ou noutro. Imaginemos que a redução de 15% do rendimento aplicada aos funcionários públicos, por via do corte dos subsídios de Natal e de férias, era aplicada às grandes fortunas, a Américo Amorim, Alexandre Soares dos Santos, Belmiro de Azevedo, famílias Mello, etc. Recolher-se-ia muito mais dinheiro e afetar-se-ia imensamente menos o bem-estar dos portugueses. À partida, a invocação de uma emergência nacional aponta para sacrifícios extraordinários que devem ser impostos aos que estão em melhores condições de os suportar. Por isso se convocam os jovens para a guerra, e não os velhos. Não estariam os super-ricos em melhores condições de responder à emergência nacional?
Esta é uma das perplexidades que leva os indignados a manifestarem-se nas ruas. Mas há muito mais. Perguntam-se muitos cidadãos: as medidas de austeridade vão dar resultado e permitir ver luz ao fundo do túnel daqui a dois anos?
Suspeitam que não porque, para além de irem conhecendo a tragédia grega, vão sabendo que as receitas do FMI, agora adotadas pela UE, não deram resultado em nenhum país em que foram aplicadas - do México à Tanzânia, da Indonésia à Argentina, do Brasil ao Equador - e terminaram sempre em desobediência e desastre social e económico. Quanto mais cedo a desobediência, menor o desastre.
Em todos esses países foi sempre usado o argumento do desvio das contas superior ao previsto para justificar cortes mais drásticos. Como é possível que as forças políticas não saibam isto e não se perguntem por que é que o FMI, apesar de ter sido criado para regular as contas dos países subdesenvolvidos, tenha sido expulso de quase todos eles e os seus créditos se confinem hoje à Europa. Porquê a cegueira do FMI e por que é que a UE a segue cegamente? O FMI é um clube de credores dominado por meia dúzia de instituições financeiras, à frente das quais a Goldman Sachs, que pretendem manter os países endividados a fim de poderem extorquir deles as suas riquezas e de fazê-lo nas melhores condições, sob a forma de pagamento de juros extorsionários e das privatizações das empresas públicas vendidas sob pressão a preços de saldo, empresas que acabam por cair nas mãos das multinacionais que atuam à sua sombra.

Assim, a privatização da água pode cair nas mãos de uma subsidiária da Bechtel (tal como aconteceu em Cochabamba, após a intervenção do FMI na Bolívia), e destinos semelhantes terão a privatização da TAP, dos Correios ou da RTP. O back-office do FMI são os representantes de multinacionais que, quais abutres, esperam que as presas lhes caiam nas mãos. Como há que tirar lições mesmo do mais lúgubre evento, os europeus do Sul suspeitam hoje, por dura experiência, quanta pilhagem não terão sofrido os países ditos do Terceiro Mundo sob a cruel fachada da ajuda ao desenvolvimento.
É uma democracia pós-institucional, quer porque quem controla as instituições as subverte (instituições criadas para obedecer aos cidadãos passam a obedecer a banqueiros e mercados) quer porque os cidadãos vão reconhecendo, à medida que passam da resignação e do choque à indignação e à revolta, que esta forma de democracia partidocrática está esgotada e deve ser substituída por uma outra mais deliberativa e participativacom partidos mas pós-partidária, que blinde o Estado contra os mercados, e os cidadãos contra o autoritarismo estatal e não estatal. Está aberto um novo processo constituinte. A reivindicação de uma nova Assembleia Constituinte, com forte participação popular, não deverá tardar."
(Boaventura Sousa Santos in Visão.)

PAULO MORAIS TAMBÉM EXPLICA, COMO ATRAVÉS DE CORTES JUSTOS, SE PODERIAM ENCAIXAR 7 MIL MILHÕES DE EUROS

  1. Economia paralela das mais elevadas da Europa
  2. Subvenções vitalícias duplicam aos 60 anos
  3. Mordomias deputados 
  4. Mordomias dos políticos 
  5. Quem e quanto nos roubaram no BPN
  6. O descaramento do BPN
  7. A banca e os favores



12 comentários :

  1. Caro Apodrecetuga

    Pode também colocar um postal:

    CORTAR A DOAÇÃO ANUAL DE 500 MILHÕES DE EUROS AOS PAÍSES CORRUPTOS AFRICANOS E A TIMOR, HÁ MAIS DE QUIZE ANOS DOAMOS TODOS OS ANOS 500 MILHÕES DE EUROS DE NOSSOS IMPOSTOS Á PAÍSES CORRUPTOS.
    Tenho dito.

    Ramiro Lopes Andrade

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    1. Obrigada pelo seu contributo para enriquecer a informação.

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    2. Car Ramiro Lopes,
      Ingratidao e injustica, mesmo por falta de informacao. Chamar corrupto a Timor que ofereceu UM MILHAO DE DOLARES A PORTUGAL, enquanto Xanana Gusmao lamentou a situacao que o Povo portugues sofre, parece-me desinformacao e injustica.

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  2. António Barreto*23 março, 2014 11:12

    Não consegui acabar de ler o texto tal a idiotice!, bolas!, faça lá um cálculo sumário do montante das 100 maiores fortunas do país e diga lá em quanto importaria o correspondente confisco. Eu digo-lhe; entre 10 a 15 MME; daria para cobrir o défice público em 2 anos!, que faríamos depois?, eu digo-lhe; iríamos confiscando tudo e todos até estabelecer a completa servidão!, Boaventura Sousa Santos nada fez na vida além de viver do erário público ajudando a escravizar os que estão fora do circulo do poder. Venha cá para fora ganhar o pão de cada dia e ganhará o respeito de muitos. Claro que algumas sugestões que deu deveriam ser levadas a cabo, mas, parece que a sua alegada sabedoria não lhe chega para perceber porque não acontecem. Afinal qual é a sua luta Zita?, promover a ascensão do PC fomentando a abstenção?, denunciar e combater a fraude e as injustiças é necessário e louvável, mas não chega!, qual é a sua proposta de organização sociopolítica?, porque não cria um partido e se apresenta a sufrágio?, ponha todas as suas cartas na mesa!, assuma-se!

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    1. Parece-me que insultando as pessoas em vez dos argumentos não mostra grande inteligencia. Informar livremente só devia ser motivo de agardecimento para todos os que gostam do debate. Quem gosta duma unica opinião vai rezar a fatima ou à Qta da Atalaia: quemprecisa de guias espirituais ou politicos tambem têm muitos e bons gurus aí sem precisar de se incomodar com quem gosta de acompanhar debates contraditorios. Há por aí muito onde se pode ofender livremente que é bem vindo.

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    2. A arrogancia do sr. barreto ´ directamente proporcional a sua nefasta acçao sobre a reforma agraria e ´ sua avidez de poleiro. Sinistro e deploravel figurao.

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  3. Livro raríssimo e imperdível, 40 anos depois de farsa democrática.

    25 de Abril - Episódio do Projecto Global, de Fernando Pacheco de Amorim (1996)

    Podem fazer o download do livro em:
    http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2011/08/25-de-abril-epis%C3%B3dio-do-prejecto-global-de-fernando-pacheco-de-amorim-1996.html

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  4. Concordo com os postais mas duvido que algúem os torne realidade após se sentar no poder, quem nos paga não são os patrões ? Então nós somos os patrões do governo e só nós conseguiremos atingir essa realidade

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  5. Quando todos perceberem Que se forem votar em branco, mais de 51 % leva a Que nenhum dos politicos possa ser eleito, pode ser que esta geracao politica abutre, controlada por obscuros, fique alerta

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  6. O Governo continua a ser forte com os fracos e fraco com os fortes. Foi lesto a aumentar impostos e a cortar subsídios aos pensionistas e funcionários públicos. Mas quanto a mexer nos interesses dos oligopólios como é o caso das rendas excessivas do sector da Energia e das PPP, já não mostra tamanha prontidão.

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  7. Em 1º quero lhe dar os meus parabéns por esta viagem ao mundo do crime.

    Com esta compilação a minha luta fica bem mais fácil e com a sucessiva divulgação irá facilitar muitos de nós que pretendemos ajudar a mudar o rumo dos acontecimentos.

    Quero também partilhar um facto que se estende ao Planeta inteiro: Nunca nenhum partido representou mais que 30% da população com direito de voto, Portugal não é excepção ficando-se pelos 29% no melhor ano desde 76 até hoje. Por consequência nunca vivemos uma Democracia e todos os Governos existentes até há data foram uma fraude, pois continuam a vender gato por lebre.

    Cpts

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    1. Obrigada, quantos mais formos melhor. É preciso é informar

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