28 junho, 2013

A politica Portuguesa tornou-se um carrossel roda, roda, mas nada muda.


"TALVEZ A CULPA SEJA MINHA. 
Talvez eu esteja a ficar cínica, ou talvez a situação portuguesa nos deixe cínicos. Ou talvez não. A política portuguesa está a tomar-se carrossel de feira, em que um grupo de candidatos a andar à roda espera a vez para girar sempre no mesmo sentido e da mesma maneira que o grupo anterior.
Recapitulemos.
Há uns dois anos, o povo português estava farto do Partido Socialista e dos ministros e secretários de Estado do Partido Socialista e das caras do Partido Socialista e das promessas e utopias do Partido Socialista, todas em segunda mão. Com a ajuda providencial de um Presidente da República reformado que acha que a reforma do sistema começa no facto de ele preferir receber a refor­ma do que o salário da Presidência, a par de outros ilustres reformados como a presidente da Assembleia da República, embora a reforma do primeiro seja, nas palavras do dito, uma miséria, adiante, o povo português apeou aquele grupo e elegeu outro grupo.

Como se viu, em breve percebemos que o novíssimo grupo eleito não fazia ideia do que era governar com transparência, desígnio, rigor e, digamos, uma certa elegância litúrgica. Apascentado por um jovem bem falante que contrastava com o estilo ríspido do primeiro-ministro anterior, o Governo passou dois anos a tentar vender Portugal a retalho, com contratos assinados por um analfabeto encartado que comprou um curso superior, e a guerrear com toda a gente e sobretudo com o povo português que o tinha eleito. Renegando todas as promessas eleito­rais, o programa do partido, e a confian­ça que tinham depositado na urna ao elegê-lo. O Governo manteve o analfabe­to em funções tempo demais e não conseguiu reformar o que se tinha pro­posto, o Estado, a administração, as leis. Não conseguiu combater as corporações. Não conseguiu fazer crescer a economia, executar os orçamentos, apresentar contas, respeitar compromissos internos.
Externamente, rastejou entre a ideologia e a subserviência, recusando a realidade do falhanço da austeridade. Uma realida­de que a Europa, hoje, admite como provável. De caminho, destruiu a paz social e rebentou com a sociedade portu­guesa, enquanto o analfabeto convidava à emigração e o primeiro-ministro ao empobrecimento de um povo de “cigar­ras” piegas.

Não esqueçamos. A única coisa boa do Governo são dois ou três ministros que continuaram a fazer o seu trabalho metodicamente, alguns deles ganhando experiência no exercício do cargo, experiência útil em qualquer Governo que suceda. Os minis­tros da Saúde, da Educação e dos Negó­cios Estrangeiros, quer se goste deles ou não, tentaram fazer com competência o que se lhes pedia, ou o que o das Finan­ças pedia, e era impossível de fazer. Não são perfeitos, ninguém é, deixemos de lado a querela partidária. O analfabeto foi corrido e bem substituído.
O neoliberal agudo continua lá, mas será corrido, juntamente com o conselheiro bórgia. E agora? Agora, a avaliar pelas caras que vimos no congresso do Partido Socialis­ta, e que já lá estavam todas no tempo do anterior congresso do Partido Socialis­ta, ou dos anteriores congressos do Partido Socialista, elegendo líderes a 100%, prometem que vão ganhar as eleições e continuar a governar, mas desta vez bem, com rigor e austeridade, com transparência e boas intenções reformistas.
Aí vêm de novo o Carrilho, a Estrela, o Ferro, a Maria de Belém, o Martins, quiçá o Vitorino, e outras excelentes criaturas, mais os boys e as juvenis promessas, e desta vez capita­neados pelo inefável António José Seguro, amigo e companheiro do analfabeto, ou ex-amigo, e cuja expe­riência de governo em altas e difíceis funções é, digamos, nula, embora os colegas reconheçam mestria na intriga “aparelhística”. Sublime vantagem. E os dois génios de serviço, que ninguém percebe se são seguristas ou socorristas, Assis e Costa. Costa é um bom presiden­te da Câmara e assim vai continuar, embora fosse a óbvia escolha para pri­meiro-ministro (o partido não quis). Assis é um daqueles moderados sem convicção que também aprendem de­pressa no cargo.

E o povo português irá eleger estas luminárias, que se sucedem às luminá­rias anteriores, enquanto continuamos a pedir dinheiro emprestado a juros agiotas. As luminárias, com exceção de Costa e mais três ou quatro, excluindo os anciãos, não sabem governar ou governaram mal. Dois anos e dois mil assessores mais tarde, os juvenis perceberão o que andam ali a fazer. Nessa altura, mais endividado, o povo português ameaçará apeá-los aos gritos de bandidos, bandidos. É assim. Será assim. O Estado continuará por reformar e o país continuará a definhar, porque o cartel é o do costume, a clientela não mudou e a burocracia também não. O carrossel gira, comentado cá em baixo por aqueles que enjoaram nas voltas da roda. Segurem-se bem.
Por: Clara Ferreira Alves

Apenas alguns pontos a acrescentar à competência de António Costa, que me parece sobrevalorizada neste artigo.
O nepotismo
O despesismo
A incoerência 
etc...

4 comentários :

  1. Sim...

    A classe política anda no carrossel, a comer algodão doce enquanto o cidadão comum assiste impávido e vai pagando as fichas do carrossel.

    NWO

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  2. Até tenho alguma consideração pela Clara Ferreira Alves.
    Pela sua postura política e pela sua prespicácia jornalística.
    Partilho a opinião que António Costa é um político muito mais débil do que parece.
    Raiando mesmo a indigência além de ser estrondosamente permiável à pressão de políticos que julga seus amigos mas, que o usam escandalosamente.
    Falo, por exemplo, da "escolha" de Fernando Medina para nº2 da CMLisboa nas próximas eleições.
    Fernando Medina foi secretário de estado, distinguindo-se por ser entusiasta apoiante de Sócrates.
    Nada de relevo fez profissional ou politicamente. Estudou muito? Também eu! Provavelmente mais anos e com melhores notas...
    Costa pagará a Sócrates favores do passado e agradará a um oculto(?) protector financeiro de Medina.
    Costa renova também acordo com Helena Roseta. Para quê? Acaso Roseta valerá mais votos do que o dela própria? Acaso se distinguiu em algum acto notório enquanto vereadora há 6 anos?
    Costa é um coronel sem tropas.
    Desconfiado, com um comportamento humano ao nível do pior que se conhece (rivaliza com Sócrates, neste domíno) revela uma insegurança política parva, dependendo de nomes que ele pensa "sonantes" para o apoiarem e, actua como uma pungente vítima das tácticas socratianas de regresso ao poder (quando se atirou com força a Seguro e depois, saiu pianinho...).

    Enfim: Um político fraco, de fala forte... Mais um jota para aturar.
    Uma novidade: Ao que dizem, é honesto!

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  3. Elementar, Elementar,Os cargos políticos estarão sempre de acordo com a agenda dos de-méritos da pós formação da universidade do Avental, Elementar, Elementar.

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  4. http://rascunhospoliticos.blogspot.pt/ acadei de criar este blog e gostava que passassem por lá e comentassem

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