24 setembro, 2015

O critério decisivo da democracia é a possibilidade de votar contra os partidos que há 40 anos destroem o país

corrupção vota contra corruptos Karl Popper, sobre democracia, responsabilidade e liberdade. 
(…)
Inicialmente, em Atenas, a democracia foi uma tentativa de não deixar chegar ao poder déspotas, ditadores, tiranos. Esse aspecto é essencial. Não se tratava, pois, de poder popular, mas de controlo popular. O critério decisivo da democracia é – e já era assim em Atenas – a possibilidade de votar contra pessoas, e não a possibilidade de votar a favor de pessoas. 
eleições voto contra corruptos

Foi o que se fez em Atenas com o ostracismo. (…)
Desde o início que o problema da democracia foi o de encontrar uma via que não permitisse a
ninguém tornar-se demasiado poderoso. E esse continua a ser o problema da democracia. (…)
Numa democracia, é essencial a consciência da responsabilidade, a responsabilização daqueles que detêm o poder e o exercem. Tudo gira à volta disso.
Responsabilidade significa responder a uma acusação. É nisso que consiste, fundamentalmente, o ser responsável.
corrupção legislativas corrupção 2015Dar respostas às criticas e afastar-se quando essas respostas não forem suficientemente convincentes.
Trata-se, por consequência, não de conduzir o povo, mas de dar satisfação ao povo. (…)
cidadania civismo corrupção legislativasTeríamos de ser democratas, ainda que se viesse a provar ser a ditadura economicamente mais eficaz. Não devemos trocar a nossa liberdade por um prato de lentilhas! Todavia, é evidente que a democracia é mais bem sucedida, e por uma razão puramente humana. Ela é mais bem sucedida porque a iniciativa humana e a força criativa do Homem estão natural e intimamente associadas à liberdade. Só se for possível falar livremente, poderemos desenvolver as nossas ideias. Sempre que numa sociedade moderna a
criatividade e a iniciativa são reprimidas, as coisas correm pior para esses países do ponto de vista económico.
(…) A riqueza é uma consequência da liberdade, da iniciativa e, sobretudo, da liberdade de expressão.
Karl Popper: "Temos pois de proclamar, em nome da tolerância, o direito de não sermos tolerantes com os intolerantes."
(Excertos de uma entrevista de Manfred Schell a Karl Popper, publicada em exclusivo no jornal Público em 1990 – sublinhados do transcritor)

Talvez este virar de costas de alguns cidadãos para a política, seja resultado da decepção, da sua "imundice" do seu "aparelho", da sua "porca existência".
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São os políticos de ontem e de hoje que mais têm contribuído para chegarmos à realidade actual de alheamento de muitos cidadãos da participação política. Hoje a maioria dos portugueses apenas sabem que a política não existe para servir os seus interesses, mas para servir os interesses dos próprios políticos. A história diz isso, não vale a pena tapar o sol com a peneira. 
abstenção não conta corrupção eleitores Mas também temos que reconhecer que quando os eleitores não vigiam os seus políticos, não os punem nas urnas nem os censuram, o resultado é o mesmo que o de uma empresa cujo patrão não vigia os empregados, não pune os maus, não selecciona os melhores inevitavelmente encontra o caos e a falência.
Por isso o não ir votar no dia das eleições é um perpetuar da realidade caótica que nos atinge há décadas. É dar o voto a quem vota sempre e elege os mesmos de sempre. Os mesmos que têm alternado o poder e têm conduzido o país e a descredibilização da política ao que conhecemos hoje.

Deslocar-se a uma assembleia de voto não custa nada. Fazer uma cruz num boletim de voto muito menos custa. Se pensarmos que nunca tivemos um boletim de voto com tantos quadradinhos e
alternativas disponíveis, então mais fácil se torna. 
Idealmente vote em consciência, mas mesmo que se sinta indeciso e pouco ciente dos benefícios do partido novo que quer votar, (O que é natural tendo em conta as manipulações diárias a que estamos sujeitos), faça uma cruz em qualquer partido novo e fora dos que tem tido mais poder na Assembleia da República, mas faça algo para ajudar a mudar!

Deixar os outros decidirem por nós é perpetuar o actual sistema, é prolongar aquilo que muitos criticam hoje. Hoje sabemos que muitos dos que promovem a abstenção nas redes
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sociais, são pagos pelos partidos do sistema mesmo para incutir esse argumento na nossa forma de pensar, perpetuando assim a sobrevivência dos mesmos de sempre.

Não é aceitável que muito critiquem o actual sistema e a democracia e depois no dia das eleições, quando é-lhes dada a oportunidade de poder inverter o rumo que tomamos até aqui, abstém-se de o fazer e ficam em casa e ainda digam de boca cheia que não querem saber disso para nada. Quem não vota, não tem o direito de criticar depois o estado do país, já que não fez nada
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por ele nem pela positiva, votando em alternativas nem pela negativa, votando contra quem há 40 anos nos destrói. Deve ficar calado e resignar-se à sua condição de mera marioneta da vontade de quem foi eleito e de quem elegeu.
Por isso abstenção não é solução. Cumpra o seu dever de cidadão, exerça seu direito. Mostre o seu poder. Vote em quem quiser, mas vote, para que a abstenção não seja novamente o partido mais votado e portanto um governo legitimo mas eleito por minorias.


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Deixamos destruir Portugal com Bipartidarismo e abstenção
Pessoas cultas e confiantes votam e eles não querem isso.

Abstenção sustenta o arco da governação /corrupção.

A democracia precisa de vigilância. Acordem! (Luís de Matos)

Só quando o povo der o "coice violento" nos corruptos, é que isto muda. Votar contra

PDR quer democracia direta/ participativa e nova lei eleitoral
 Pedagogia para eleitores lúcidos. Clubismo e eleições.

Suiça o milagre da democracia direta, vamos votar por ela?
 General desafia civis a cumprir o dever de votar, proteger o país da corrupção(Loureiro dos Santos)
Método de Hondt: onde entra a abstenção? Nulos e brancos?

 Eu voto contra a corrupção. Diz não à abstenção, age.











8 comentários :

  1. O voto talvez sirva para tirar os habituais dos seus lugares.
    Mas concerteza não irá mudar a corrupção, pois essa está consagrada na própria Lei.
    É sim preciso mudar as regras eleitorais. Até lá é ver a banda a passar.

    Mais uma vez volto a dizer (pois parece que é uma aberração o que falo)... não é com novos partidos. Olhem para o caso grego. Começou muito bem, mas rápido se vergou ao poder económico.

    E depois tem mais uma coisa... qual é a credibilidade dos políticos?

    O povo não quer para amanhã, quer para ontem, pois ele é que sofre.

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    1. E como quer mudar as leis, abstendo-se? A abstenção dá força aos mais corruptos se essa é a sua intenção então não vote. Além do mais o voto contra os corruptos é sempre uma peça fundamental da democracia mas parece que não leu o artigo. E depois existem partidos que querem mudar a lei, mas informar-se dá trabalho. A credibilidade dos politcos adquire-se através do voto de censura e vigilancia.

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    2. Simples... criando um partido sem pessoas; com um programa a executar (claro e transparente para todos); se esse partido fosse eleito, esse programa era executado e auto extinguia-se. Depois íamos a eleições normalmente, mas com outro sistema eleitoral. Porque este sistema está viciado, E entre me tornar cúmplice ou deixar andar, deixo andar. Afinal sempre posso optar. Só não posso é agradar a todos.

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    3. Enquanto cria esse sistema perfeito, nada o impede de ir votando contra os corruptos para aperfeiçoar este.... Votar contra os corruptos que não deixam mudar o sistema, é a forma de podermos um dia ter partidos que criem um bom sistema. Como se fez nos países menos corruptos do mundo e nos países que tem partidos e onde as pessoas nem sabem o que é a corrupção, mal conhecem o desemprego, vivem bem e pagam impostos de bom grado... se calhar era melhor seguirmos esse caminho não?
      São pessoas que votam, que prezam a cidadania e usam o voto para o bem comum e não para as suas revoltas egocêntrica. Cidadania é pensar no bem dos outros. Eu sei que se votar contra os corruptos estou a fazer um favor ao país e a punir os corruptos.
      Portanto o que lhe proponho, é que enquanto cria esse sistema... vote contra os corruptos. Um dia quem sabe poderemos ser um país onde as pessoas sabem usar a democracia e o voto, um país como a Suiça, Suecia, Noruega, Dinamarca, etc etc São só os países com melhor nivel de vida, maior riqueza per capita, melhores condições de vida, etc etc
      Como vê a roda não precisa de ser inventada, só precisa de ser usada

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    4. A Suécia tem servido de exemplo a muitos países que lutam para sobreviver à corrupção. Desde a década de 70 só houve dois casos de corrupção política.
      Um país onde a justiça que condena os maus políticos e os corruptos, é exercida pelo eleitor activo, que pune nas urnas e através da opinião pública, uma justiça pesada e eficaz. E onde os mais activos denunciantes de corrupção, são os órgãos de informação e os cidadãos. Por isso, casos de corrupção politica, são acontecimentos tão raros, que se perdem na memória.
      É também um país onde a politica é levada a sério tanto pelos cidadãos, como pelos políticos, não se admitem jogos sujos, insultos e ataques pessoais entre os políticos em campanha ou no governo... quem escolher esse caminho, é também penalizado nas urnas.
      Um país onde 90% dos eleitores votam e fazem questão de fazer sentir aos políticos, que estiveram atentos, fazem-nos sentir o peso da sua justiça e da vontade do povo, não se abdicam de se manifestarem nas urnas, escolhendo quem satisfaz a maioria e o bem comum, e penalizando quem não satisfaz. Só 10% de abstenção. Ou seja 90% dos eleitores, lutam contra a corrupção e a favor da democracia. Em Portugal, ao que parece, só votam os ricos, os amigos dos corruptos, os boys e os militantes fanáticos. Pois esses são os únicos que têm sido representados e defendidos pelos governos.
      56% deixam que esses escolham por eles e depois queixam-se que o governo não os representa.


      ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2015/02/na-suecia-corrupcao-cura-se-nas-urnas.html#ixzz3nLzdVrrf

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    5. Quanto mais corrupto é o país, mais infeliz é o povo. Dinamarca o país mais feliz do mundo.
      ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2015/04/quanto-mais-corrupto-e-o-pais-mais.html#ixzz3nLzmDDQO

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    6. https://www.youtube.com/watch?list=PLPAKyd_5x-2sooEl_5X7whpca2-tP-mOs&v=HdYWl4qcuQs

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  2. Infelizmente, também os que se abstêm de votar, contam. 117 dos 230 deputados, segundo o método de Hondt, são eleitos pelos "abstencionistas", na lógica da distribuição - OBRIGATÓRIA - de todos os que estão registados (mesmo aqueles que já faleceram) nos cadernos eleitorais.

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