08 novembro, 2012

A verdade e nada mais que a verdade, da TROIKA.


troika memorando governo sacrifica mais
Resolvi partilhar este artigo por saber que os portugueses e os políticos insistem em desculpabilizar com a TROIKA, todos os flagelos que assolam  Portugal. De repente a troika é a culpada, da crise que se aprofunda desde 2008, devido à corrupção imparável.
A troika é culpada da fome, do desemprego, das medidas tomadas, das medidas por tomar, e os governos são uns santinhos!!!! Amen... 
NÃO SE PRETENDE FAZER DA TROIKA UMA SANTA MAS TAMBÉM NÃO PODEMOS PERMITIR QUE A TROIKA DESCULPABILIZE OS NOSSOS DIABOS. 

"Já leram o memorando da troika, assinado por Portugal em Maio de 2011? Eu li, e em pé de página deixo o link para quem o quiser consultar, na sua tradução oficial. São 35 páginas, escritas num português desagradável e tecnocrático, que têm servido a este governo para justificar tudo.
Ainda ontem, com descaramento, um dirigente do PSD dizia que "este não era o Orçamento do PSD, mas sim da troika"! Ai sim? Então eu proponho a todos um breve exercício de leitura. Tentem descobrir, lendo o memorando, onde é que lá estão escritas as 4 medidas fundamentais pelas quais este governo vai entrar para história de Portugal!
Sim, tentem descobrir onde é que lá está escrito que se deve lançar uma sobretaxa no subsídio de Natal de todos os portugueses (decidida e executada em 2011); cortar os subsídios aos funcionários públicos e pensionistas (decidido e executado em 2012); alterar as contribuições para a TSU (anunciada e depois retirada em Setembro); ou mexer nas taxas e nos escalões do IRS, incluindo nova sobretaxa (anunciados no Orçamento para 2013), e definidos pelo próprio ministro das Finanças como "um aumento enorme de impostos"?
Sim, tentem descobrir onde estão escritas estas 4 nefastas medidas e verão que não estão lá, em lado nenhum. Ao contrário do que este Governo proclama, estas 4 medidas, as mais graves que o Governo tomou, não estão escritas no "memorando com a troika"! Portugal nunca se comprometeu com os seus credores a tomar estas 4 medidas!
Elas foram, única e exclusivamente, "iniciativas" do Governo de Passos Coelho, que julgava atingir com elas certos objectivos, esses sim acordados com a "troika".
Porém, com as suas disparatadas soluções em 2011 e 2012, o Governo em vez de melhorar a situação piorou-a. Além de subir o IVA para vários sectores chave, ao lançar a sobretaxa e ao retirar os subsídios, o Governo expandiu a crise económica, e acabou com menos receita fiscal e um deficit maior do que tinha. Isto foi pura incompetência, e não o corolário de um "memorando de entendimento" onde não havia uma única linha que impusesse estes caminhos específicos!
Mais grave ainda, o Governo de Passos e Gaspar, sem querer admitir a sua incúria, quer agora obrigar o país a engolir goela abaixo "um enorme aumento de impostos", dizendo que ele foi imposto pela "troika". Importa-se de repetir, senhor Gaspar? É capaz de me dizer onde é que está escrito no "memorando de entendimento" que em 2013 o IRS tem de subir 30 por cento, em média, para pagar a sua inépcia e a sua incompetência?
Era bom que os portugueses aprendessem a não se deixar manipular desta forma primária. Foram as decisões erradas deste Governo que, por mais bem intencionadas que fossem, cavaram ainda mais o buraco onde já estávamos metidos. E estes senhores agora, para 2013, ainda querem cavar mais fundo o buraco, tentando de caminho deitar as culpas para a "troika"?
Só me lembro da célebre frase de Luís Filipe Scolari: "e o burro sou eu?" Fonte
Para ler o memorando, aqui. (http://www.portugal.gov.pt/media/371372/mou_pt_20110517.pdf).

Não foi a troika que mandou abusar, desta forma injusta, do povo.
- Educação: "Governo corta o triplo do que a troika mandou. "
- SNS: "A ‘troika’ mandou cortar 550 milhões e o Governo cortou mais 650 milhões e este ano vai cortar mais”, sublinhou.

Carta que circula na internet, com o suposto resumo das exigências da Troika, interpretado na perspectiva que poderia ser mais justa e eficaz. 
Aparentemente, o governo interpretou o memorando segundo as suas conveniências e falta de coragem.

Troika proibiu boys.
Troika proibiu as fundações
Que se lixe a troika? Ou o governo?
Onde usou o governo, as ajudas da troika?
A troika em más companhias.
Troika descobre luxos

6 comentários :

  1. Uma bandeira negra em cada janela.
    Repassem este pedido todos os vossos conhecidos, nos blogs sociais no facebook no twitter, repassem, pois ela demonstra ele é o laço que o nosso sentir, identifica-nos e reconhece o sentir global.
    Divulguem este querer pelo: Ameba, aSmallWorld, Socialite Europeia, Facebook, Google+, Hi5, imeem, Kaveris, Kibop, LinkedIn, LiveJournal, Blogging, Mingle, MySpace, Netlog, Orkut, Skoob, Sonico, Twitter, Tumblr, V2V, Wallop, Rede social da Microsoft, Windows Live Spaces.

    Uma bandeira negra em cada janela.

    Próxima segunda-feira dia 12 de Novembro de 2012, proponho o desfraldar de uma bandeira negra em todas as casas do nosso Portugal, uma janela uma bandeira negra; um carro uma bandeira negra; um estádio de futebol uma bandeira negra; uma manifestação popular contra os caminhos tomados uma bandeira negra; um indivíduo uma bandeira negra, uma braçadeira negra, um lenço negro. Demonstremos o nosso repúdio.

    http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1231653&page=-1

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  2. Para lá do simbolismo da iniciativa proposta pelo anónimo das 14.44, devemos também ponderar que soluções de futuro pretendemos.

    Ao longo dos próximos 12 meses (até final de Outubro de 2013) ocorrerão importantes acontecimentos políticos:

    1. A demissão/destituição do actual governo e a convocação de eleições legislativas antecipadas (creio que estas terão lugar no início do Verão).
    2. Até ao final do Verão, o país deverá solicitar um 2º resgate financeiro internacional.

    Em 2013, a crise irá agudizar-se e da UE apenas poderemos esperar passividade. Antes de Setembro (data das eleições alemãs) a Europa limitar-se-à, como até agora, a adiar a tomada de decisões.

    2013 será um ano negro para a economia e finanças de Portugal. O pior em muitas décadas. Para largas camadas da população será dramático.

    O que pode cada um dos leitores fazer?
    Qual deverá ser a atitude do PR neste cenário?
    Como se deverão comportar os demais orgãos de soberania e partidos políticos?
    Que esperar das Forças Armadas?
    Como se comportará a população?

    Cumps.,
    Falso Vate

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  3. Bom dia Zita !

    Parece que a Troika tem as costas largas e que justifica o injustificável. Não se vê no Memorando de Entendimento muitas das medidas anunciadas mas vê-se outras que o (des)governo não está interessado em tomar, desde logo a perda de poderes das Câmaras Municipais mas então onde é que os partidos do arco da governação iriam fazer os seus "negócios" ?

    O (des)governo também não está interessado em acabar com a promiscuidade entre a política, as "vacas sagradas" (Institutos que se repetem nas competências, Observatórios que não observam nada, Empresas Públicas e Municipais onde se gasta à tripa forra, Fundações que não servem para nada a não ser gastar, gastar e mais gastar), a banca (dos negócios deles e seus amigalhaços) e os grandes interesses do capital financeiro apátrida. Pois claro : e para onde iriam os políticos - e os seus boys e girls quando tivessem que dar lugar a outros políticos, boys e girls ?

    Além da bandeira preta - que acho muito bem - também poderemos receber a sra. Merkel com cravos vermelhos na lapela (para lhe mostrar que fomos capazes de resgatar a nossa liberdade e que estamos dispostos a resgatá-la outra vez) acompanhados de silêncio cavo e profundo, diferente de estar calado, e que nestas alturas é a voz que fala mais alto - parece mais civilizado do que lhe atirar com tomates também vermelhos mas que não adiantavam muito à sua sujidade habitual.

    E quanto ao (des)governo, este ou outro qualquer que lhe suceda neste regime podre, só há uma solução : derrubar o regime de preferência através da "Desobediência civil pacífica" que é legal - artigo 21º da CRP - e não pode haver represálias em relação aos "desobedientes". É muito "mais fácil, mais barato e dá milhões" do que fazer manifestações onde estamos sujeitos ás provocações dos "infiltrados" que fazem tudo para justificar as cargas policiais.

    Tanto quanto sei os militares, como lhes compete, estarão do lado do povo desde que o povo não tome a iniciativa de usar a violência mas sim quando a violência (gratuita) for desencadeada pelo regime contra o povo.

    Imaginem que as Freguesias - que não as Câmaras Municipais - resolvem mudar de assunto e em vez de manifestações deixam de executar qualquer processo eleitoral - é a bomba atómica porque só isso derruba o regime pacificamente, sem apelo nem agravo.

    Vamos a isso ?

    Saudações para todos.

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    1. Concordo com tudo o que diz.
      No entanto é difícil organizar um povo tão inculto para uma acção tão individual.A desobediência civil requer que cada um por si, desafie a lei e isso é menos encorajador que uma manifestação, onde se juntam centenas a incentivar-se mutuamente... esse é o problema da desobediência civil... a ideia é boa e limpa mas difícil de implementar e espalhar

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    2. Também concordo mas, sou persistente, vou continuar a tentar.

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  4. Mas vejamos, com mais pormenor, esta “redução” das Pensões:

    1 - PONTO PRÉVIO:
    Começarei por declarar que, em minha opinião, é inadmissível e seguramente inconstitucional, qualquer redução arbitrária das Pensões de Reforma, pelas seguintes razões:
    a) O cidadão aposentado é um cidadão indefeso, porque NÃO TEM AO SEU ALCANCE OS MEIOS DE DEFESA que têm os cidadãos em Funções Públicas, nomeadamente recurso à greve, a possibilidade de migrar para o sector privado ou mesmo de emigrar para outro país, ao verem os rendimentos do seu trabalho ameaçados por cortes arbitrários;

    b) O dinheiro das pensões é uma reserva, uma provisão, para os anos da inatividade etária, que o cidadão, sem que tivesse sido consultado, “confiou” ao Estado;

    Deveria estar, esse dinheiro, protegido no mais RIGOROSO RESPEITO PELO DIREITO DE RETORNO.


    c) Um Estado que permite que nasçam e cresçam à sua volta, dinâmicas financeiras perniciosas, delapidadoras das finanças Públicas e privadas, e rarissimamente consegue incriminar efetivamente (confinar à prisão) os seus autores, ou recuperar dos seus ultrajantes patrimónios os bens ilicitamente acumulados, não tem, esse Estado, qualquer legitimidade ética (ainda que lhe assista suporte jurídico), para captar arbitrariamente supostos “contributos solidários”, pela captura arbitrária e abusiva dos legítimos direitos de retorno, de cidadãos honestos e cumpridores dos seus DEVERES SOCIAIS.


    2 - ANÁLISE DA DESGRAÇA
    - Partamos, contudo, do humilhante e depressivo pressuposto de que nada podemos fazer, contra a fatalidade de vivermos num Estado que parece ter prescindido, em absoluto, da confiança dos seus cidadãos, e vejamos como nem ao menos, a “desgraça” é repartida equitativamente:

    a) AS PENSÕES NÃO SÃO “CORTADAS” A PARTIR DE € = 1350,00:

    Se assim fosse, os cidadãos seriam privados da percentagem redutora, apenas (!!) no que a sua Pensão ilíquida excedesse esse valor

    Mas não é isso que acontece:
    os pensionista que auferem até 1349,00 Euros (QUASE TRÊS Ordenados Mínimos Nacionais!) estão completamente isentos de redução, enquanto os que tenham a Pensão ilíquida de 1400 Euros (apenas mais 51 €/MÊS !) perdem 3,5% dos seus direitos, isto é, 47,25 €/MÊS, = 618,98€/ANO (considerando as 13,1 Pensões que o Governo anuncia [por enquanto] pagar em 2013).

    Se fosse legítima a redução das Pensões, e se houvesse preocupação pelo PRINCÍPIO DA IGUALDADE, como determina a CONSTITUIÇÃO, todas as pessoas FICARIAM ISENTAS DE CORTES ATÉ AOS 1350 EUROS; (1)


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