16 setembro, 2012

A esperança esvai-se e o povo já não tem nada a perder.


Este texto circula na internet...Uma carta dirigida aos politicos portugueses. 
Da politica já quase ninguém espera nada de bom para o país e para os portugueses. A esperança esvai-se, o respeito pela classe politica desvanece-se... e o povo liberta-se!

"Vão-se foder.
Na adolescência usamos vernáculo porque é “fixe”. Depois deixamo-nos disso. Aos 32 sinto-me novamente no direito de usar vernáculo, quando realmente me apetece e neste momento apetece-me dizer: Vão-se foder!
Trabalho há 11 anos. Sempre por conta de outrém. Comecei numa micro empresa portuguesa e mudei-me para um gigante multinacional.
Acreditei, desde sempre, que fruto do meu trabalho, esforço, dedicação e também, quando necessário, resistência à frustração alcançaria os meus objectivos. E, pasme-se, foi verdade. Aos 32 anos trabalho na minha área de formação, feliz com o que faço e com um ordenado superior à média do que será o das pessoas da minha idade.
Por isso explico já, o que vou escrever tem pouco (mas tem alguma coisa) a ver comigo. Vivo bem, não sou rica. Os meus subsídios de férias e Natal servem exactamente para isso: para ir de férias e para comprar prendas de Natal. Janto fora, passo fins-de-semana com amigos, dou-me a pequenos luxos aqui e ali. Mas faço as minhas contas, controlo o meu orçamento, não faço tudo o que quero e sempre fui educada a poupar.
Vivo, com a satisfação de poder aproveitar o lado bom da vida fruto do meu trabalho e de um ordenado que batalhei para ter.
Sou uma pessoa de muitas convicções, às vezes até caio nalgumas antagónicas que nem eu sei resolver muito bem. Convivo com simpatia por IDEIAS que vão da esquerda à direita. Posso “bater palmas” ao do CDS, como posso estar no dia seguinte a fazer uma vénia a comunistas num tema diferente, mas como sou pouco dado a extremismos sempre fui votando ao centro. Mas de IDEIAS senhores, estamos todos fartos. O que nós queríamos mesmo era ACÇÕES, e sobre as acções que tenho visto só tenho uma coisa a dizer: vão-se foder. Todos. De uma ponta à outra.

Desde que este pequeno, mas maravilhoso país se descobriu de corda na garganta com dívidas para a vida nunca me insurgi. Ouvi, informei-me aqui e ali. Percebi. Nunca fui a uma manifestação. Levaram-me metade do subsídio de Natal e eu não me queixei. Perante amigos e família mais indignados fiz o papel de corno conformado: “tem que ser”, “todos temos que ajudar”, “vamos levar este país para a frente”. Cheguei a considerar que certas greves eram uma verdadeira afronta a um país que precisava era de suor e esforço. Sim, eu era assim antes de 6ª feira. Agora, hoje, só tenho uma coisa para vos dizer: Vão-se foder.
Matam-nos a esperança.
Onde é que estão os cortes na despesa? Porque é que o 1º Ministro nunca perdeu 30 minutos da sua vida, antes de um jogo de futebol, para nos vir explicar como é que anda a cortar nas gorduras do estado? O que é que vai fazer sobre funcionários de certas empresas que recebem subsídios diários por aparecerem no trabalho (vulgo subsídios de assiduidade)?… É permitido rir neste parte. Em quanto é que andou a cortar nos subsídios para fundações de carácter mais do que duvidoso, especialmente com a crise que atravessa o país? Quando é que páram de mamar grandes empresas à conta de PPP’s que até ao mais distraído do cidadão não passam despercebidas? Quando é que acaba com regalias insultosas para uma cambada de deputados, eleitos pelo povo crédulo, que vão sentar os seus reais rabos (quando lá aparecem) para vomitar demagogias em que já ninguém acredita?
Perdoem-me a chantagem emocional senhores ministros, assessores, secretários e demais personagem eleitos ou boys desta vida, mas os pneus dos vossos BMW’s davam para alimentar as crianças do nosso país (que ainda não é em África) que chegam hoje em dia à escola sem um pedaço de pão de bucho. Por isso, se o tempo é de crise, comecem a andar de opel corsa, porque eu que trabalho há 11 anos e acho que crédito é coisa de ricos, ainda não passei dessa fasquia.
E para terminar, um “par” de considerações sobre o vosso anúncio de 6ª feira.
Estou na dúvida se o fizeram por real lata ou por um desconhecimento profundo do país que governam.
Aumenta-me em mais de 60% a minha contribuição para a segurança social, não é? No meu caso isso equivale a subsídio e meio e não “a um subsídio”. Esse dinheiro vai para onde que ninguém me explicou? Para a puta de uma reforma que eu nunca vou receber? Ou para pagar o salário dos administradores da CGD?
Baixam a TSU das empresas. Clap, clap, clap… Uma vénia!
Vocês, que sentam o já acima mencionado real rabo nesses gabinetes, sabem o que se passa no neste país? Mas acham que as empresas estão a crescer e desesperadas por dinheiro para criar postos de trabalho? A sério? Vão-se foder.
As pequenas empresas vão poder respirar com essa medida. E não despedir mais um ou dois.
As grandes, as dos milhões? Essas vão agarrar no relatório e contas pôr lá um proveito inesperado e distribuir mais dividendos aos accionistas. Ou no vosso mundo as empresas privadas são a Santa Casa da Misericórdia e vão já já a correr criar postos de trabalho só porque o Estado considera a actual taxa de desemprego um flagelo? Que o é.
A sério… Em que país vivem? Vão-se foder.
Mas querem o benefício da dúvida? Eu dou-vos:
1º Provem-me que os meus 7% vão para a minha reforma. Se quiserem até o guardo eu no meu PPR.
2º Criem quotas para novos postos de trabalho que as empresas vão criar com esta medida. E olhem, até vos dou esta ideia de graça: as empresas que não cumprirem tem que devolver os mais de 5% que vai poupar. Vai ser uma belo negócio para o Estado… Digo-vos eu que estou no mundo real de onde vocês parecem, infelizmente, tão longe.
Termino dizendo que me sinto pela primeira vez profundamente triste. Por isso vos digo que até a mim, resistente, realista, lutadora, compreensiva… Até a mim me mataram a esperança.
Talvez me vá embora. Talvez pondere com imensa pena e uma enorme dor no coração deixar para trás o país onde tanto gosto de viver, o trabalho que tanto gosto de fazer, a família que amo, os amigos que me acompanham, onde pensava brevemente ter filhos, mas olhem… Contas feitas, aqui neste t2 onde vivemos, levaram-nos o dinheiro de um infantário.
Talvez vá. E levo comigo os meus impostos e uma pena imensa por quem tem que cá ficar.
Por isso, do alto dos meus 32 anos digo: Vão-se foder" http://www.facebook.com/groups/grito/permalink/472714549427745/

TODOS TEMOS RAZÕES PARA OS MANDAR F****, BASTA VER ESTES LINKS PARA SENTIR UMA VONTADE INCONTROLÁVEL DE O FAZER.... 

11 comentários :

  1. Felizmente o Povo Português acordou. Viva o 15 de Setembro. E dia 29 de Setembro lá estarei a lutar com o meu povo contra os corruptos.

    ResponderEliminar
  2. O problema é o desprezo que eles demonstram pelo desespero do povo e pela manifestação.
    Já houve quem se pronunciasse sobre a matéria, os comentários de deputados do PSD e CDS sobre as manifestações na TSF. Deixo-vos um que ouvi ontem na TSF:

    "Admiramos os portugueses pela força e mobilização que hoje demonstraram, tal como têm feito ao acatar com seriedade e espírito de sacrifício as medidas que o Governo tem tomado para bem do país. A maior lição que tiramos destas manifestações é que temos de saber explicar melhor aos portugueses o porquê destas medidas, absolutamente essenciais para o futuro de Portugal."

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Por outras palavras, querem-nos avisar que... "não vamos ceder, vamos continuar a sacrificar os mais pobres, mas vamos passar a explicar melhor."

      Para o ano, (3 meses) quando estas medidas entrarem em vigor e o povo der inicio a mais uma descida em direcção à miséria, talvez eles sintam na pele o que a fome e a revolta pode fazer de um povo, quando as pessoas sabem que estão a ser descaradamente roubadas. Quando as empresas começarem a falir, as poucas que sobram e puserem na rua mais desempregados, que por sua vez originam desalojados, esfomeados, empobrecidos e desesperados..

      Eliminar
  3. As barreiras da polícia ontem começaram a ser empurradas. Acredite que eles não desprezam, muito pelo contrário, este discurso é típico de quem tenta "amansar" e "amanteigar" o povo. Mas discursos não enchem a barriga de quem tem filhos para alimentar. Ontem foi um excelente exemplo de unidade por uma causa superior ao indivíduo.

    Se o Governo não repensar a sua estratégia simplesmente terá de se continuar a insistir com mais força ainda. Até deixarem de cortar no povo e começarem a acabar com a corrupção. Uma coisa é certa...alguém vai ter de ceder, a situação já está insustentável.

    ResponderEliminar
  4. Ainda é cedo...ainda não atingimos o ponto de fusão!

    Este governo cairá em 2013 (algures entre o final de Abril e o final de Julho). A dúvida é se será porque o PP desfaz a coligação, ou porque serão "empurrados" como o governo de Santana Lopes.

    Falso Vate

    ResponderEliminar
  5. A troika impõe os recuos financeiros.

    "Governar" é ditar a forma de lá chegar.

    Das duas, uma: Ou queremos sair do euro, ou não.

    Se sim, podemos fazer como a Inglaterra que nunca entrou no euro e há cerca de 2 anos desvalorizou a libra em 30%.
    Ficamos com o mesmo salário, só que tudo o importado fica mais caro.
    Se não, é aguentar esta porra!

    Porque chegámos a este ponto?

    Os maiores crimes dos últimos anos contra os portugueses foram as PPPs e o BPN.

    Pedir prisão para o Paulo Campos e para o Sócrates Pinto de Sousa é o mínimo de higiene institucional que se pode considerar...
    Foram eles, com o Oliveira e Costa, quem mais fez para estarmos neste lamaçal.
    Há que aplicar-lhes castigos exemplares!

    As manifestações devem exigir prisão para esta gente, quanto mais não seja, para que os actuais tenham, algum, medo...


    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Para entrarmos no Euro, não houve referendo! O povo não foi consultado. Logo, se decidirem sair do Euro, também não seremos consultados. Pelo rumo que a Europa leva, ou o Euro vai implodir, ou alguns países serão "forçados" a sair (por factores internos e externos).
      Concordo consigo quanto à responsabilização política e criminal dos políticos que nos trouxeram até aqui! E a lista destes é longa...
      Quanto às medidas a tomar: estudem o séc. XX. Como é que a Europa e os EUA saíram da crise dos Anos 30. Como foi que a Europa se reconstruiu? Houve austeridade, sim, mas não cega e arbitrária e a incidir sempre sobre os mesmos. Vejam como controlaram a inflação, os preços e o salários! Em suma, estudem Keynes! Por duas vezes a solução funcionou onde mais nenhuma outra teoria económica resultou!

      Falso Vate

      Eliminar
  6. Anónimo
    E quando o Governo cair, quem acha que vai para lá? irá acontecer o mesmo que na Itália, iremos ser governados por um cãozinho do FMI, pouco irá mudar, em vez de corruptos nacionais, teremos internacionais.

    Saudações

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Para entrarmos no Euro, não houve referendo! O povo não foi consultado. Logo, se decidirem sair do Euro, também não seremos consultados. Pelo rumo que a Europa leva, ou o Euro vai implodir, ou alguns países serão "forçados" a sair (por factores internos e externos).
      Concordo consigo quanto à responsabilização política e criminal dos políticos que nos trouxeram até aqui! E a lista destes é longa... . A Islândia mostra que é possível sobreviver à crise e sem Euro! Afinal, como seria se não tivéssemos entrado no Euro? Teríamos deixado de existir como Estado-nação?
      Quanto às medidas a tomar: estudem o séc. XX. Como é que a Europa e os EUA saíram da crise dos Anos 30. Como foi que a Europa se reconstruiu? Houve austeridade, sim, mas não cega e arbitrária e a incidir sempre sobre os mesmos. Vejam como controlaram a inflação, os preços e o salários! Em suma, estudem Keynes! Por duas vezes a solução funcionou onde mais nenhuma outra teoria económica resultou!

      Falso Vate

      Eliminar
    2. Neste momento a Alemanha tem que se decidir, se faz algum sacrifício por o EURO, ou deixa estar as coisas como estão, e o EURO vai perder a a guerra com o dollar , as agências de rating que avaliam a nossa divida tem um objectivo enfraquecer o EURO e para isso estão a atacar os países periféricos e a Alemanha ainda não percebeu isso ou não o quer perceber, porque em parte também está a ganhar com esta situação.

      Quanto a keynesianismo na minha opinião e como os antibióticos, é eficaz quando usado em casos pontuais, e cada vez que o usamos vai perdendo a eficácia até que deixa de fazer efeito, é o que esta a acontecer actualmente.

      Não me diga que o que aconteceu com a entrada do Euro , até 2007/2008, não foram medidas keynesianasno seu expoente maximo! O problema agora está a reflectir-se na divida, duvido muito que a solução seja o BCE jogar mais dinheiro para o Problema...

      Saudações

      Eliminar
    3. Boas,

      Como resposta remeto para a leitura do tópico intitulado "É a Política" de 21 de Agosto, que pode encontrar aqui:

      http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/

      Apresento desde já minhas desculpas à autora deste blog por estar a publicitar um outro blog.

      Não esqueçamos que a obsessão de Trichet foi a inflação com o resultado que se vê!

      Há de facto um plano americano para "rebentar" com o Euro, passe a expressão. Mas ao colocarmos Goldman Sachs boys em locais de decisão em países e instituições da Europa(ex. Draghi, Papademos, Monti, Carlos Moedas, etc), é como darmos a chave do galinheiro à raposa.

      A análise da situação actual requereria um debate mais aprofundado! Em síntese o que tivemos entre 2002 e 2008, não foi Keynesianismo nem estado social mas antes o regabofe descontrolado do costume na gestão dos dinheiros públicos e da UE. Ou seja, o dinheiro foi distribuído de acordo com critérios do clientelismo partidário e de outras afinidades pelos suspeitos do costume nas mais diversas áreas de actividade (formação profissional, obras públicas, PPP´s, favorecimento de grupos privados).

      No âmbito do IV QCA (Quadro Comunitário de Apoio) entraram em Portugal entre 01/01/2007 e 31/12/2013 cerca de 10 Milhões de Euros/dia em fundos comunitários.

      Quanto ao Keynesianismo, em épocas em que o sector privado se revela incapaz de relançar a economia (não é do seu interesse, nem sua vocação, nem dispõe do poder de soberania para esse efeito), só mesmo o Estado o pode e deve fazer. Veja-se que das democracias (EUA e Suécia, p.e.) até aos regimes autoritários (Salazar e Hitler), em todos estes exemplos foi a intervenção maciça do Estado que permitiu relançar a economia.

      Os tempos que vivemos requerem um esforço idêntico da parte dos estados. O Estado deve assumir um papel activo e intervencionista, regulando a acção do sector privado. A China muitas vezes apontada como um exemplo até por aqueles que sempre vociferaram por um Estado mínimo, mais não é do que o actual expoente máximo do capitalismo de Estado!

      Quero aqui ressalvar que não sou comunista, nunca o fui. Foi um regime totalitário terrível que infelizmente ainda perdura em alguns países.

      Um Estado forte não significa a ausência de sector privado e cooperativo. Bem pelo contrário, existem domínios da economia em que a iniciativa privada pode estar presente de forma muito mais útil e eficiente do que o Estado.

      A crise actual não é monocausal (aliás nenhuma o é). A saída desta crise exigirá uma actuação concertada entre os estados europeus, o que se me afigura improvável com a actual liderança alemã. Exigirá também uma reavaliação das relações económicas da Europa com o outros blocos económicos (NAFTA, Mercosur) e relações bilaterais com os EUA, India e China sob pena desta globalização económica assimétrica descambar numa retoma de políticas mercantilistas e no recrudescer dos nacionalismos.

      É imperativo que a Europa volte a produzir, a deter indústria significativa, relance o emprego, restabeleça o mercado interno, etc.

      Cumprimentos,
      Falso Vate

      Eliminar