05 novembro, 2011

Estado incentiva estudantes ao abandono escolar, oficial.


Ensino serve estatísticas não o saber
Caso de injustiça para os alunos que estudam anos e anos, basta um exame de Inglês, para provocar vitimas de injustiça. Suponhamos que este aluno viveu num país que se falava inglês, só por isso tirou a vaga a outros que estudaram várias disciplinas durante os anos impostos pela legislação.  
Este tipo de injustiças promove a desistência de muitos alunos. Cursos fáceis e que dão acesso ao ensino superior, de forma injusta, para outros. 
O desespero de pertencer a uma lista top de atribuição de diplomas, leva o estado a gastar 2.720,7 milhões de euros em formação, ás cegas.
Diplomas é o que importa ...  mesmo que vazios de esperança e de saber. Mesmo que injustos para os bons alunos e para aqueles que estudam anos e anos.
Não interessa que estes cursos sejam totalmente desacreditados profissionalmente.
Não interessa se levaram à obtenção ou não de empregos.
Não interessa saber que os formadores eram na sua maioria alvo de queixas de desleixo, incompetência e absentismo.
Não interessa saber que os bons alunos iriam ser confrontados com concorrência desleal.
Não interessa saber que iriam banalizar o valor das licenciaturas.
Não interessa saber nada... apenas atribuir diplomas para ser glorificado pelas organizações internacionais e ficar bem na fotografia.
Se isso custou milhões aos portugueses, se isso permitiu uma falsa formação, incompatível com o mercado de trabalho?? Isso já não é questão que preocupe os governantes.
A superficialidade acima de tudo? Mesmo quando se trata de educação?
CITAÇÕES QUE ATESTAM O ACIMA ESCRITO. "Novas Oportunidades" elevaram indicadores de instrução em Portugal. Empurrou Portugal para a maior taxa de obtenção de diplomas do ensino secundário no espaço da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE).  fonte
Nuno Crato"Actualmente, a avaliação das Novas Oportunidades é «muito limitada», indicou, acrescentando que «é preciso saber o que serviu às pessoas, não só em termos de valor pessoal, mas profissional e de empregabilidade».fonte
Formação e apoio ao emprego: Governo gasta €2.720,7 milhões, mas não avalia essa formação e nem o seu impacto no emprego.
"No caso das  "Novas Oportunidades", em que se gastaram 669,9 milhões de euros, não existem quaisquer dados sobre horas de formação realizadas (não se sabe se cada acção de formação teve a duração de 20 horas, 50, 100 , 500 ou 1000 horas); nem áreas de formação (se foram acções de informática ou de qualquer outra matéria); nem sobre os resultados obtidos pelos formandos (quantos tiveram aproveitamento e quantos nem terminaram as acções, quantos conseguiram obter o diploma do 9º ano e do 12º ano"); nem sobre a empregabilidade (se depois de terminarem a formação conseguiram arranjar emprego, ou se continuaram no desemprego)."

Mais um buraco do erário público que o governo podia e devia evitar, fazendo as coisas com respeito pelo povo. 
Tudo isto continua perante a passividade da Comissão Europeia e do Governo Português, que apenas estão interessados em saber se o dinheiro foi gasto de acordo com os regulamentos e se conseguiram alcançar os padrões exigidos pelas UE, sem avaliar as acções realizadas com esses fundos  ou estudar o seu impacto. E isto porque o País ocupava os últimos lugares a nível escolarização e qualificação da sua população na União Europeia. O objectivo foi apenas distribuir diplomas...

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