08 setembro, 2011

Como gerir para falir um país.


Os mass media continuam a salpicar os cabeçalhos das suas noticias com a, já repetitiva frase; "O tribunal de contas investiga o estado" mas neste momento parece apenas um eco, desprovido de força e de verdade. Inofensivo, raramente chega à fase da condenação. O Tribunal de Contas investiga... e investiga, mas quanto maior a dimensão do crime menor a hipótese de arranjar culpados. Reforça-se assim a ideia de impunidade que cada vez mais contribui para a ruína do país.
Outra das muitas investigações activas é o mega "negócio" da venda do património do estado. Neste momento fala-se em 980 milhões de euros realizados desta forma ruinosa para o futuro do país, que apesar de ter recebido muitos milhões, irão ser gastos em cerca de 10 anos de rendas. aqui
Infelizmente estes actos, de puro vandalismo contra o património do estado, (vandalismo é o termo corrrecto já que o único objectivo é o prejuízo), repetem-se, agravam-se e disseminam-se.
Alguém anda a lucrar muito com isso mas está visto que o estado não é.
Na area da saúde verificou-se a mesma atitude de gestão danosa ou ruinosa, tal como mostra neste video.
Desta feita venderam-se 2 dos maiores hospitais para construir um, que obviamente não foi construído e agora pagamos aluguer.

Questão eminente, que se impõe após leitura das citaçoes abaixo colocadas: Algum gestor geriria assim o seu património?
Mesmo os gestores domésticos, aqueles que apenas gerem a sua própria vida, sem estudos na área, sem responsabilidade perante uma nação ... acham que alguém vendia a sua própria casa para ficar a pagar por ela uma renda ruinosa, que ao fim de 10 anos já tinha absorvido o dinheiro feito pela sua venda?
Para não ter que acreditar no insultuoso perfil, que classificaria de burros, a todos os que protagonizam este esquema repetitivo, que mais parece um "modus operandi" criminoso,( vende para construir, paga aluguer, ninguém quer construir, anula-se a construção, fica a renda ruinosa ) ... resta a opção de acreditar que prevalecem interesses obscuros envolvendo esta "estratégia" do governo.

PORMENORES DA NOTÍCIA NAS FONTES
"Tribunal de Contas vai investigar gastos do ministério da Justiça. O Tribunal de Contas está a realizar uma auditoria ao Institutode Gestão Financeira e de Infra-Estruturas da Justiça. Em causa estão, principalmente, os actos de alienação e arrendamento de património. O Estado vendeu alguns estabelecimentos prisionais - nomeadamente o de Lisboa e dePinheiro da Cruz – mas continua a alugá-los o que leva a um gasto, por ano superior a sete milhões de euros." fonte
"Ministério da Justiça já arrecadou mais de 230 milhões de euros pela venda de património. Agora, paga todos os meses uma renda. Se a actual situação se prolongar, todo o dinheiro recebido pela venda dos imóveis acaba dissipado nas rendas mensais. Trata-se de um bom negócio sobretudo para quem compra, pois, ao ter de pagar as rendas, acaba por ser o próprio vendedor a suportar os encargos da aquisição, com a nuance de que, ao final, fica sem nada. Estes dois exemplos repetem-se em vários outros imóveis, nomeadamente nos EP de Castelo Branco e de Portimão, e em vários edifícios na cidade de Lisboa ocupados pela Polícia Judiciária (PJ). Isto na área de influência do MJ, porque há situações idênticas em vários outros ministérios. Em números reais, o MJ, pelo EP de Lisboa, paga anualmente de renda cerca de três milhões de euros, desde 2007. Ou seja, recebeu 60 milhões e, em três anos, já pagou mais de nove milhões. Ora, o concurso para a construção da nova prisão de Lisboa e Vale do Tejo, em Almeirim, para substituir o EP de Lisboa, com capacidade para 800 reclusos, foi lançado pelo preço-base de 55 milhões. Concurso esse entretanto anulado porque nenhuma empresa se predispôs a adjudicar a empreitada por menos de 68,5. Pelo EP de Pinheiro da Cruz, vendido em 2008, aplicando-se a mesma fórmula, o MJ já terá pago de renda, em dois anos, cerca de oito milhões de euros. O concurso para a nova prisão de Grândola, para substituir a de Pinheiro da Cruz, também com capacidade para 800 reclusos, foi lançado pelo preço-#-base de 50 milhões. Porém, ninguém se atreveu a pegar na obra por menos de 62 milhões. O mesmo está a acontecer com os EP de Castelo Branco e de Portimão. Os concursos para as novas prisões substitutas, uma em Castelo Branco e outra em Elvas, ambas com capacidade para 300 reclusos, foram também anulados na semana passada. Todos os construtores convidados apresentaram propostas acima dos 31,25 milhões de euros sobre os valores-base de 25 milhões apresentados pelo Estado. Entretanto, os velhos edifícios já foram vendidos, e agora o MJ paga igualmente renda pela ocupação.  O negócio do "vende-se agora e arrenda-se logo a seguir" alarga-se a outros edifícios do MJ, nomeadamente àqueles onde funcionam as directorias da PJ de combate ao banditismo, na Avenida José Malhoa, de combate à droga, na Avenida Duque de Loulé, e na de combate ao crime económico, na Avenida Alexandre Herculano, em Lisboa.Se a todas estas rendas se somar a verba de um milhão de euros que todos os meses o MJ paga pelo Campus da Justiça, no Parque das Nações, é de crer que os cerca de 230 milhões que o MJ já arrecadou com a venda de património se vão esgotar em pouco tempo, e sem obra nova."  fonte


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