Apenas 35% dos portugueses com mais de 25 anos terminaram o 2.º ciclo de escolaridade, na Alemanha, 86%


corrupção destroi ensino analfabetos "Segundo o estudo 'Retrato de Portugal na Europa', publicado pelo Público, Portugal apresenta resultados muito fracos a nível de educação em comparação com os restantes países da Europa. Resultados que provam que Portugal não é um "país de engenheiros e doutores".
A educação em Portugal vai mal e precisa de ver o seu sistema de ensino repensado. Esta é a conclusão que pode retirar-se do retrato a Portugal realizado pelo Pordata, a base de dados da Fundação Manuel dos Santos.

O estudo, que compara os indicadores portugueses com os dos 28 países membros da União Europeia, permite concluir que Portugal é o terceiro país com níveis de abandono escolar mais elevados e que apenas 40% dos portugueses, entre os 25 e os 64 anos, tem o ensino secundário completo.
Assim, conclui a demógrafa Maria João valente Rosa, ao Público, que Portugal “não é um país de engenheiros e doutores”. Uma afirmação dita muitas vezes por “pessoas com muitas responsabilidades no país” e que “tem efeitos terríveis sobre uma sociedade que nem gente suficiente com o secundário tem”.
Segundo o estudo, 70,6 % das pessoas que trabalham por conta própria não têm o ensino secundário completo, sendo que a média da Europa é de 24,3%. Já os que trabalham por conta de outrem, 50,4% não conclui o 12.º ano de escolaridade.
O país destaca-se, ainda, por ser aquele que regista mais chumbos na escola.
Números preocupantes tendo em conta que os 15,1% que possuem qualificações ao nível do ensino superior estão a ser “empurrados para fora do país”, defende a demógrafa.
Para Maria João Rosa a baixa escolaridade dos portugueses traduz-se nos resultados registados a nível de produtividade, sendo que apesar de sermos dos países que mais horas de trabalho pratica, tal não se reflete nos níveis de produtividade, estando Portugal em 21.º lugar no que diz respeito a este indicador." fonte

Portugal é o país que tem a maior diferença entre salários da função pública e do sector privado, fora as outras regalias

Afinal que igualdade finge proteger o Tribunal de Contas?
O que se expõe em baixo são factos, agradece-se coerência nos comentários, eu não tenho culpa de os factos, o serem.
SERVIÇO PÚBLICO: São todos iguais mas há uns mais iguais do que outros.
O Tribunal Constitucional, depois de ter gasto «muito dinheiro a comprar livros de economia por causa dos pedidos de fiscalização relacionados com a crise», e de ter ouvido atentamente os seus 16 assessores (três para o presidente, dois para o vice-presidente e um assessor por cada um dos outros 11 juízes), declarou inconstitucionais os «cortes entre 2,5% e 12% nos vencimentos da função pública a partir dos 675 euros brutos, de 5% nos subsídios de doença, de 6% no subsídio de desemprego e ainda cortes nas pensões de sobrevivência».

Concentremo-nos nos vencimentos dos funcionários públicos cujos cortes os juízes em causa própria consideraram inconstitucionais por ofenderem o «princípio da igualdade». Igualdade? Qual igualdade?
Em primeiro lugar, a desigualdade salarial entre os sectores público e privado em Portugal é a mais elevada na UE, como se pode confirmar no gráfico seguinte extraído do occasional paper da Comissão Europeia «Government wages and labour market outcomes» (pg 16) publicado o mês passado, sobre o qual o jornalismo de causas guardou o mais recatado silêncio.

Diferença entre o salário no público e no privado, em percentagem. 
privado versus função pública

Funcionários Públicos ganham melhor porque possuem maior grau académico? - A lengalenga que justifica essa desigualdade com base na suposta muito melhor qualificação e grau académico dos funcionários públicos é uma lenda que perdeu a validade há anos – actualmente dos 1,1 milhões de licenciados na população activa em 2013 (Pordata) haverá menos de 20% na função pública.
A lenda fica definitivamente arrumada com a conclusão do paper citado: além do prémio salarial que a função pública dá ao pessoal menos qualificado na maioria dos países, Portugal é um dos países que também oferece prémios aos que possuem níveis de ensino elevado. «where also workers with high education level receive a premium from working in the public sector». (pg 18 e 19)

AS 120 PPP´s O SORVEDOURO DE IMPOSTOS QUE FABRICA MILIONÁRIOS PARASITAS E EMPOBRECE CONTRIBUINTES.

O relatório preliminar da comissão de inquérito às parcerias público-privadas (PPP) só estudou as PPP rodoviárias e algumas ferroviárias.
A grande questão que se coloca é saber porque razão as restantes PPP não foram debatidas? Já que todo o país está a pagar, bem caro, as 120 PPP´s com que muitos irresponsáveis desgovernantes empenharam o futuro do país, para garantiram o futuro aos bancos que estão por trás das PPP.
Os grandes grupos financeiros utilizam dezenas de nomes diferentes para criar empresas que na verdade são sempre a mesma, mas servem para disfarçar o óbvio, Portugal está nas mãos de 3 ou 4 grupos financeiros. Por exemplo o BES disfarçado de construtora, de concessionária, de banco, de imobiliária, de clínica, etc etc, consegue ser o discreto beneficiário das rendas de muitas das PPP que nos afundam.
Como pode constatar neste video, quem são os últimos beneficiários das PPP e de outros negócios criminosos sustentados com rendas do estado.

QUEM MANDA EM PORTUGAL - A BANCA


Portugal é o país “Campeão do Mundo” em parcerias publico-privadas (PPP), com o maior gasto em PPP em relação ao PIB (quase 11%) (Fonte: Observatório PPP da Universidade Católica). As Parcerias Público-Privadas têm contribuído para um agravamento da dívida pública, com injustificadas taxas de rentabilidade para os consórcios privados que as promoveram.

Em Portugal existem pelos menos 120 parcerias publico-privadas negociadas diretamente com o Estado Central, além de centenas de outras a nível local estabelecidas com órgãos do poder local e com outras empresas do Estado. Dado o elevado número de parcerias, Portugal era em 2004 o país com maior exposição aos empréstimos do Banco Europeu de Investimento (BEI), com 2,804 milhões de euros (Cruz, C. e Marques, R. O Estado e as Parcerias Público-Privadas, 2012) Grande parte desta exposição decorre do recurso ao financiamento do BEI no quadro das PPP. Esta situação agravou-se acentuadamente desde 2004. Em 2007, o recurso ao BEI para PPP foi de 285 milhões de euros, em 2008 de 839 milhões, em 2009 de 290 milhões e em 2010 de 945 milhões. No início de dezembro de 2012, o Estado deu uma nova garantia de carteira no valor de 2,8 mil milhões de euros. 

JUSTIÇA PROTEGE OS LADRÕES? AS VITIMAS QUE SE LIXEM.

corrupção fraude justiça juizesA exemplar justiça portuguesa. 
Contabilista/ Burlão rouba clientes, vive principescamente, porque colocou tudo em nome da filha,
e ainda tem a lata de pedir subsidio para o estado lhe pagar as despesas na justiça...

Famalicão- Desviou 1,1 milhões e é ajudado pela Segurança Social
Um contabilista de Famalicão acusado de desviar 1,158 milhões de euros a 43 clientes, aproveita a ajuda da Segurança Social para pagar as custas do processo, declarando apenas 50 euros anuais de rendimento às Finanças.
Mário Pena, um contabilista de Vila Nova de Famalicão, foi acusado de desviar 1,158 milhões de euros a 43 clientes em 2008 e hoje vive na penúria, (declara ele), assim se foge à justiça.
Roubam milhões e claro escondem-nos.

Em janeiro do ano passado, o homem de 56 anos, que já não tem qualquer bem na sua titularidade, pediu “proteção jurídica” à Segurança Social por não ter meios para pagar as custas dos processos judiciais e conseguiu.

Mesmo sem qualquer imóvel em seu nome, Mário e a mulher, desempregada, vivem numa luxuosa mansão em Famalicão, com casas anexas, campo de ténis e piscina coberta. O Estado nunca conseguiu chegar a esse imóvel porque o contabilista passou tudo para o nome da filha quando rebentou o escândalo do desvio de milhões.
A Segurança Social, mesmo assim, deferiu o pedido de ajuda de Mário Pena, num processo em que este se queixava de coação por parte de um antigo cliente. Em relação ao processo contra si instaurado por abuso de confiança, fraude fiscal, falsificação de documentos e corrupção, o Ministério Público já notificou os 43 clientes para se constituírem assistentes no mesmo.

AS RENDAS DA EDP SÃO UMA PPP DISFARÇADA

RENDEIROS DA ELECTRICIDADE - ESTAMOS A PAGAR ELECTRICIDADE COM 10 ANOS DE ATRASO
Nas nossas facturas de electricidade, no verso, por baixo da quantia Total, podemos ver, a letra pequena, quanto se paga de CIEG (Custos de Interesse económico geral). São rendas que já atingem, por ano, 2500 milhões de euros.

Nesta factura da electricidade, em anexo, podemos confirmar:
CIEG atinge quase 69% (parte inferior da factura em anexo, do lado esquerdo). Basta confirmar na parte inferior da figura o valor de 43,46 €
No valor total a pagar podemos ler 63,01 €
O cliente tem 63 anos e vive sozinho. Esta factura é de 2011 quando o IVA na electricidade ainda era de 6%
O Cliente está prestes a reformar-se e já percebeu que vai ter uma despesa fixa muito elevada para pagar todos os meses
Fazendo as contas com o IVA a 23% e tendo em conta o défice tarifário com aumentos anuais de 2,8%, mais os aumentos da RTP, dentro de uns anos a conta vai aproximar-se dos 100 euros.

ESTAMOS A PAGAR A ELECTRICIDADE COM 10 ANOS DE ATRASO
Esta situação foi criada devido aquilo a que designa por défice tarifário criado em 2008.
Quem está metido nisto é a Banca: BCP e JP Morgan
Transferiu-se a dívida gerada em 2008 para os anos seguintes.
QUANTO É QUE OS CONSUMIDORES PAGARAM EM 2013 PELO DÉFICE TARIFÁRIO
Pagaram 170 milhões de euros. Todos anos até 2014 vão pagar quantias elevadas.
É UMA PPP DISFARÇADA

O QUE PODERÁ ACONTECER?
Com as reformas a diminuir anualmente, obviamente, o número de clientes que não vão poder pagar vai disparar.
Esta situação é insustentável. Com o Estado falido e os clientes sem possibilidade de pagar os contratos e rendas da electricidade vão mesmo que ter quer ser renegociados. Caso contrário, a revolta vai ser uma certeza absoluta ou então o mercado não vai funcionar.

corrupção aumentos rendas mexia



























A Argentina mostra-nos o resultado das privatizações, veja neste artigo, com video, o caos 

Aprenda a reconhecer artistas, só pelo estilo (Anedota).


Aqui vai uma lição de como reconhecer artistas pelo seus quadros.
Ou seja reconhecer características comuns que identificam algo.
Não vou colocar nenhuma pintura famosa, já que essas
nós conhecemos das aulas de artes.

01) Se o plano de fundo do quadro for escuro e todos estão com cara
de tortura, é do Ticiano



02) Se todos tem rabo Grande é do Rubens
Peter Paul Rubens

03) Se todos os homens têm olhos de vaca e parecem donas-de-casa, é do Caravaggio

ALMADA COMPRA 98 RELÓGIOS POR 63 MIL EUROS PARA OFERECER AOS EMPREGADOS? TODOS OS ANOS REPETE.


almada cdu despesismo corrupçãoA Câmara Municipal de Almada, anda a comprar relógios de ouro há cerca de 20 anos para oferecer cada trabalhador da autarquia que cumpra 25 anos de serviço. Este ano foram 98 relógios, por mais de 63 mil euros, o ano passado foram 67 mil euros. 

Fazendo as contas a esta prática percebe-se que a câmara já ofereceu centenas de relógios nas últimas duas décadas, que se traduzem, a preços correntes, a centenas de milhares de euros em objectos de luxo. 
Fica a dúvida: A Câmara de Almada é amiga dos funcionários? Da ourivesaria? Ou inimiga dos contribuintes?
"Nesta lista dos brindes destaca-se ainda a manutenção dos ideais comunistas da Câmara de Almada. O executivo municipal assinou contrato com a Ourivesaria Coimbra, Ldª para a compra de "relógios em ouro". Ficaram os relógios, que são para oferecer, por 31.915,64 euros. Não consta que seja um para cada munícipe." ARTIGO COMPLETO

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O QUE ACONTECE QUANDO A ARMA MAIS PODEROSA DO MUNDO, CAI NAS MÃOS DAS PESSOAS ERRADAS?



A INFORMAÇÃO E A GERAÇÃO TV.
As pessoas não procuram a verdade, sentam-se à espera que lhe "dêem" a verdade. Já cozinhada, e mastigada, de preferência.
Os abusadores ricos e poderosos, governos e elites da finança, perceberam que podem oferecer a verdade que lhes apetecer e convier, pois as pessoas acreditam, sem questionar.
E os que beneficiam e lucram com a mentira e a manipulação da realidade e das vontades, perceberam que o mundo estaria aos seus pés se eles dominassem as TV´s.
É o melhor meio para os ricos continuarem ricos e protegidos, os corruptos continuarem corruptos, os idiotas continuarem no poder. Nada como ter milhões de pessoas na mão, crentes, confiantes a fazerem tudo o que lhe dizem é o sonho, tornado realidade, dos que vivem e enriquecem graças à submissão e exploração de rebanhos domesticados.
E quem tem dinheiro para comprar tamanha arma?
Em Portugal passa-se o mesmo. 
A poderosa arma TV, caiu nas mãos dos criminosos.
As máquinas da manipulação e de informação estão ao serviço dos interesses dos políticos e dos ricos. Quem mais teria dinheiro para as comprar e subornar?
Os governos decidiram ficar do lado dos ricos, a informação também... Ficar do lado dos pobres, não dá lucro. Quem representa e protege o povo? A verdade?

E então regressarão de novo as ditaduras. Globalização selvagem e prognósticos

global corrupção tedEncontrei este texto que me parece muito bom para um debate ou apenas para reflexão: Será que vamos descer tão baixo? 
"A Globalização, tal como foi concebida, vai determinar o fim da prosperidade económica e social do ocidente, que passará para segundo plano e será ultrapassado pelas as novas superpotências que esta "globalização selvagem" ajudou a criar: a China, a Índia...
O Ocidente caiu na armadilha da globalização que interessava às grandes Companhias que pretendiam aproveitar-se dos baixos custos de produção no oriente. Todos nós sabemos que o custo da mão de obra é insignificante como factor de produção no valor dos bens produzidos nos países emergentes do oriente em virtude dos baixos salários e da inexistência de quaisquer obrigações sociais.
Como os bens produzidos nesses países se destinam ainda, sobretudo, à exportação para o ocidente, quando a população do ocidente perde poder de compra, a crise acaba por atingir também as novas potências. Mas a crise nesses países é e será sempre um menor crescimento económico: há poucos anos o crescimento económico da China era de dois dígitos e agora deverá ficar-se por 6 ou 7%, o que não poderá chamar-se “crise”. A verdadeira crise atinge é o ocidente e quando passar o centro económico do mundo estará a oriente. Os próprios EUA também serão ultrapassados, comprovando a regra que determina a ascenção das civilizações, o seu auge e depois a sua queda.

As consequências sociais da profunda, longa e desnecessária recessão económica são trágicas para Portugal. E ninguém é responsabilizado


união europeia Este panorama de crise e austeridade é assustador mas apenas é possível quando os países são governados por governos fracos e corruptos. Os países ricos e poderosos, forçam os países mais fracos, devastados pela corrupção e com governos vendidos, a fazer o que os países ricos precisam para se manterem ricos e poderosos.
Exercem uma força cobarde que empurra países como Portugal e Grécia, para um fosso, fosso esse muito útil para os Lordes da Europa.
Por exemplo...
A Alemanha está a vender pouco leite? Subsidiam-se os portugueses e gregos para desmantelarem a sua industria leiteira. Rapidamente o mercado fica mais aliviado, porque se elimina a concorrência fingindo-se que se está a ajudar o país com subsídios, mas apenas o estão a retirar do mercado e a torna-lo num país dependente.
A França está a vender pouco vinho? Dá-se um subsidio para abater vinhas aos pobre coitados que tenham governos burros e corruptos. E eis que a França vende vinhos com fartura.
A Inglaterra está a vender pouco peixe? Mandam-se subsídios para os portugueses abaterem a frota pesqueira.
Mas parece que ninguém quer ver a gravidade destas situações. Nem os governos que se vendem e vendem a soberania de um país... nem o povo que os continua a eleger uma e outra vez.
Os países mais fracos ficam cada vez mais fracos, passam de activos concorrentes a passivos consumidores e ainda se tornam assíduos clientes do BCE, pois um país que não produz, rapidamente cai em dividas.
Cai no ciclo vicioso desequilibrado e insustentável que é o de se importar cada vez mais e exportar cada vez menos.

Outro exemplo... como criar milhões de clientes, escravos de juros que enriquecem bancos?
Ajudas a Portugal e Grécia foram resgates aos bancos alemães.
Philippe Legrain, foi conselheiro económico independente de Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, o que lhe permitiu acompanhar por dentro o essencial da gestão da crise do euro. A sua opinião, muito crítica, do que foi feito pelos líderes do euro, está expressa no livro que acabou de publicar “European Spring: Why our Economies and Politics are in a mess”.
A tese do seu livro é que a gestão da crise da dívida, ou crise do euro, foi totalmente inepta, errada e irresponsável, e que todas as consequências económicas e sociais poderiam ter sido evitadas.

@-Porque é que as coisas se passaram assim? O que é que aconteceu?
Uma grande parte da explicação é que o sector bancário dominou os governos de todos os países e as instituições da zona euro. Foi por isso que, quando a crise financeira rebentou, foram todos a correr salvar os bancos, com consequências muito severas para as finanças públicas e sem resolver os problemas do sector bancário.
O problema tornou-se europeu quando surgiram os problemas da dívida pública da Grécia. O que teria sido sensato fazer na altura – e que era dito em privado por muita gente no FMI e que este acabou por dizer publicamente no ano passado – era uma reestruturação da dívida grega.
Como o Tratado da União Europeia (UE) tem uma regra de “no bailout” [proibição de assunção da dívida dos países do euro pelos parceiros] – que é a base sobre a qual o euro foi criado e que deveria ter sido respeitada – o problema da Grécia deveria ter sido resolvido pelo FMI, que teria colocado o país em incumprimento, (default), reestruturado a dívida e emprestado dinheiro para poder entrar nos carris. É o que se faz com qualquer país em qualquer sítio. Mas não foi o que foi feito, em parte em resultado de arrogância – e um discurso do tipo ‘somos a Europa, somos diferentes, não queremos o FMI a interferir nos nossos assuntos’ – mas sobretudo por causa do poder político dos bancos franceses e alemães.
É preciso lembrar que na altura havia três franceses na liderança do Banco Central Europeu (BCE) – Jean-Claude Trichet – do FMI – Dominique Strauss-Kahn – e de França – Nicolas Sarkozy. Estes três franceses quiseram limitar as perdas dos bancos franceses. E Angela Merkel, que estava inicialmente muito relutante em quebrar a regra do “no bailout”, acabou por se deixar convencer por causa do lobby dos bancos alemães e da persuasão dos três franceses. Foi isto que provocou a crise do euro.

@ - Como assim?
Porque a decisão de emprestar dinheiro a uma Grécia insolvente transformou de repente os maus empréstimos privados dos bancos em obrigações entre Governos. Ou seja, o que começou por ser uma crise bancária que deveria ter unido a Europa nos esforços para limitar os bancos, acabou por se transformar numa crise da dívida que dividiu a Europa entre países credores e países devedores. 
E em que as instituições europeias funcionaram como instrumentos para os credores imporem a sua vontade aos devedores. Podemos vê-lo claramente em Portugal: a troika (de credores da zona euro e FMI) que desempenhou um papel quase colonial, imperial, e sem qualquer controlo democrático, não agiu no interesse europeu mas, de facto, no interesse dos credores de Portugal. E pior que tudo, impondo as políticas erradas. 
Já é mau demais ter-se um patrão imperial porque não tem base democrática, mas é pior ainda quando este patrão lhe impõe o caminho errado. Isso tornou-se claro quando em vez de enfrentarem os problemas do sector bancário, a Europa entrou numa corrida à austeridade colectiva que provocou recessões desnecessariamente longas e tão severas que agravaram a situação das finanças públicas. Foi claramente o que aconteceu em Portugal.
As pessoas elogiam muito o sucesso do programa português, mas basta olhar para as previsões iniciais para a dívida pública e ver a situação da dívida agora para se perceber que não é, de modo algum, um programa bem sucedido. Portugal está mais endividado que antes por causa do programa, e a dívida privada não caiu. Portugal está mesmo em pior estado do que estava no início do programa.