26 abril, 2014

Os políticos prostitutos que arruínam o país, para seu beneficio pessoal.


"Revolta dos porteiros 
As últimas eleições autárquicas trouxeram uma profunda renovação dos protagonistas, mais de metade dos presidentes de câmara é estreante no cargo.
Mas, provavelmente, as más práticas, os velhos defeitos, os negócios escuros de sempre, continuarão o seu caminho.
O poder local pode maquilhar-se, mas dificilmente se reformará.
Continuará refém dum pequeno grupo de corruptos. A dimensão deste grupo estima-se em pouco mais de 10%, constituem uma minoria, é certo, mas uma minoria que domina mais de 90% dos negócios.
São os presidentes de câmara e vereadores do urbanismo que permitem valorizações de terrenos da ordem de mais de 700% aos financiadores dos partidos; são os vereadores da via pública que contratam obras por preços obscenos e que permitem ainda derrapagens nos valores contratados; são os detentores dos pelouros de ambiente que concebem modelos de parcerias
público-privadas na distribuição de água, com elevada rentabilidade para os concessionários e cujo risco corre por conta do erário público.
Estes políticos alienam o poder popular a troco de inúmeras vantagens pessoais. Prostituem a sua função.
A maioria dos autarcas é, apesar de tudo, gente materialmente séria. Exerce as suas funções com dedicação e competência, não usufrui de benefícios materiais ilícitos. Mas ao silenciarem-se perante os corruptos, são igualmente responsáveis. Estão anestesiados pelas benesses que os lugares lhes concedem. O exercício do cargo de vereador confere prestígio social, permite a obtenção de empregos para protegidos, acelera autorizações para realização de obras em casa da sogra, facilita a atribuição de um qualquer fundo europeu para uma empresa de familiares.
A proximidade do poder traz muitas vantagens de que estes atores não querem abdicar. Deslumbrados, e apesar de conhecedores dos mecanismos de corrupção com que convivem, tentam demarcar-se. Mas são igualmente cúmplices.
Como reza o ditado, "é tão ladrão o que vai à horta como o que fica à porta".
E a maioria destes políticos são os porteiros. Só a sua revolta e a denúncia face às situações que tão bem conhecem poderia regenerar o poder autárquico." Paulo Morais

O poder local, e a fábrica de milionários. Um caso sério de gente séria.






3 comentários :

  1. De rir... E é mesmo isto que a MANADA TUGA vai continuar a fazer: VOTAR EM SALAFRÁRIOS

    E porquê? Simplesmente porque continua ao nível de IDIOTA E ESTÚPIDA... Podem ter canudos, podem saber ler e escrever, mas continuam IDIOTAS E ESTÚPIDOS!

    São como os robôs! Hi-tech mas com Low Brain Capabilities!

    Bjs
    VOZ

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  2. Infelizmente é verdade, para além de estúpidos são medricas, aceitam tudo, desde que se mantenham nos seus lugarezinhos.

    Aconselho a procurarem um livro, muito útil mas que tem sido omitido, e escondido, sempre que possível... "Manual dos Crimes Urbanísticos" da Guerra & Paz, do Arq. urb. Luis F. Rodrigues. De uma maneira simples e com humor, retrata todas estas vigarices feitas pelas autarquias.

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  3. Querer que se prescinda das benesses que são muitas que os politicos têm direito, por iniciativa propria é demasiado ineficiente para ser levado a sério por uma pessoa que acredita em mais qualquer coisa que nªsª Fatima. Se não separarmos as eleiçoes politicas das benesses e privilegios e a gestão profissional mensuravel e escutinavel bem podem as claques partidarias andar a clamar que o meu eleito é mais serio que o teu que nada muda. E basta pensar o que realmente muda apos quarenta anos de votaçoes em que aspessoas não foram obrigadas a votar em nenhuma das lista s - foram os proprios a decidir e sempre a ser emganados que agora é que vai mudar até que a abstenção se tornou o primeiro partido. Mas os caprulas já se precaveram a tempo e as leis foram mudadas para que um presidente que teve 19% de votos se possa arvorar em eleiyo com maioria absoluta como acontece na minha camara. Pensem gente de muita fé e não se deixem adormecer = exijam eficiencia e pensem no caminho para a obter.

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