28 maio, 2013

A GRANDE FRAUDE DEMOCRÁTICA, A FALSIDADE DO GOVERNO.




Este video é imperdivel... o economista do desenvolvimento, Alexandre Abreu afirma que estamos a ser conduzidos para o subdesenvolvimento.
Ao minuto 2.22  - "Temos um orçamento pouco sério do ponto de vista técnico, porque assenta em previsões que são perfeitamente irrealizáveis."
"Sendo pouco sério, das duas, uma: ou é incompetência ou uma deliberada vontade de enganar o eleitorado e os portugueses. Julgo que as pessoas que estão no Governo e no Ministério das Finanças são competentes, portanto só nos sobra a segunda hipótese: há uma vontade deliberada de enganar os portugueses.
"Para legitimar o que se vai passar no próximo ano que é esta tentativa de refundação do estado social que o aproxima dos países do terceiro mundo onde as desigualdades se aprofundam e onde uma oligarquia vai tomando conta do país. Estamos, aqui em Portugal, num processo de subdesenvolvimento e cada vez mais capturado por uma oligarquia. Um grupo muito reduzido de empresas ou grupos económicos, com um grande poder de mercado."
Ao 5 min - «... Esta proposta de Orçamento de Estado para 2013 assenta em estimativas erradas, que têm vindo a ser sucessivamente confirmadas como erros, ... por incompetência e deliberada vontade de enganar os Portugueses. Portugal é hoje um país já em vias de SUB desenvolvimento e retrocesso civilizacional, com grande aumento das DESIGUALDADES e do poder das OLIGARQUIAS. ...»
Aos 11 min - O governo é uma fraude democrática, pois não cumpre o que tinha como proposta.

"Afirma ainda que há alternativa à austeridade. O que é cada vez mais evidente é que o rumo actual não é alternativa: generalizam-se o desemprego e as falências de PME, aprofunda-se a desigualdade, as receitas fiscais caem a pique, a dívida pública não cessa de aumentar.
Qual é então a alternativa? 
É necessário, em primeiro lugar, cessar a espiral do endividamento e libertar recursos para o relançamento do emprego. Chegados a este ponto, isso implica renegociar o memorando de entendimento com a ‘troika' e declarar uma moratória ao serviço da dívida, mas esses são apenas os primeiros passos indispensáveis. Urge atuar mais profundamente, com uma estratégia que dê prioridade ao emprego e penalize os setores e actividades rentistas. É necessário tornar a nossa fiscalidade mais simples, mais justa e mais progressiva, a fim de reduzir a desigualdade e, por essa via, estimular o mercado interno. É também necessário que o Estado oriente ativamente a concessão de crédito no sentido da criação de emprego e do estímulo ao investimento produtivo.
Com uma moratória ao serviço da dívida, uma reforma fiscal adequada e a adoção de um orçamento de base zero, é possível conciliar rigor, pragmatismo e equidade. Parar a espiral do endividamento público e da destruição de direitos e lançar uma verdadeira política de promoção do emprego e da coesão social são prioridades nacionais absolutas. O caminho será exigente, mas, cada vez mais, incontornável.fonte

Para o economista existem pontos fundamentais que deveriam ser tratados para bem dos portugueses. ( Se realmente os governos visassem o bem dos portugueses)
1º - Reafirmar o contrato social. Pois foi através dele que os portugueses obtiveram avanços tremendos.
2º - Realizar a figura do estado como pessoa de bem
3º - Acabar com os compadrios entre poder politico e económico
4º - Recuperar os instrumentos de política económica

"Há muita coisa a refundar no Estado português
 - Primeiro que tudo, haveria a refundar, no sentido de reafirmar, o contrato social em vigor desde a instauração da democracia – o qual permitiu, como contrapartida da solidariedade fiscal dos contribuintes, que o País realizasse avanços tremendos ao nível da saúde, longevidade, educação, cultura e qualidade de vida.
- Haveria também a refundar, no sentido de realizar efectivamente, a figura do Estado como pessoa de bem, erradicando práticas ilegais como a contratação de falsos recibos verdes ou os atrasos sistemáticos nos pagamentos a fornecedores. 
- Haveria ainda a refundar, no sentido de erradicar, a predação do Estado por interesses particulares através dos compadrios que nascem da promiscuidade entre o poder político e económico. 
- E haveria a refundar, no sentido de recuperar, os instrumentos de política económica (industrial, orçamental e monetária/cambial) que temos vindo a perder e que, no mundo real e ao longo da história, foi o que permitiu que as economias desenvolvidas chegassem onde estão.
Infelizmente, não é nada disto que o primeiro-ministro tem em mente. O que o seu apelo à refundação anuncia é a fase seguinte do processo de afundamento da economia e da sociedade portuguesas. 
Perante um serviço da dívida que é uma bola de neve e não cessará de aumentar, a opção no OE 2013 para tapar o sorvedouro consistiu no brutal aumento da carga fiscal. No próximo ano, quando for visível para todos o carácter contra-producente dessa opção, ser-nos-á imposto como inevitável o desmantelamento de parte substancial das funções sociais do Estado, a fim de realizar na prática o ideal do Estado mínimo que povoa o imaginário neoliberal. Só que essa receita, como sobejamente revela a análise comparada das trajectórias de desenvolvimento na história real, representa a certeza de um País em vias de subdesenvolvimento capturado por uma oligarquia. Em vez de refundação, se não se inverter o caminho, teremos mais e mais afundamento."
Alexandre Abreu, Economista
____



12 comentários :

  1. Fala bem e parece logico, mas..se como/gasto mais que produzo, mesmo usando excelentes argumentos não estou a retorcer o rabo a porca.Estou a fingir que apresento factos. Estamos em mercado aberto e nao temos dinheiro proprio(outra maneira de enganar o pagode).Se não se combater a "pintura" fiscal a nivel global os grandes vão pagar impostos para a rua deles e ficamos a chuchar ainda mais nos dedos. Eleitores com consciencia se virem alguns avisem para eu tirar umas fotografia para o arquivo de raridades : basta sair a rua e é ver iphones,benetons,primarks as centenas feitas na china e bangladeh a um euro por dia, e muitas vezes nas manifestaçoes de excelentes cidadaos a reclamar aumentos ou empregos. É os eleitores que temos,melhor dito que somos, e basta ver os partidos que ganham há trinta anos as eleiçoes; e compram submarinos,e tgv,e eolicas,e hospitais a mais,e autoestradas em triplicadi,e estadios vazios e rotundas e corrupçao que ate assusta mas reelegem os espertos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigado pelo seu contraditório muito útil.

      Eliminar

  2. Não percam a pinta de sabujo do entrevistado!

    http://www.youtube.com/watch?v=RFEf9_swh3s

    ResponderEliminar
  3. A coragem deste anónimo é nojenta... devem estar bem de mordomias parachamar sabujo a alguém que põe o dedo na ferida. Esta "coragem rasteira, cobarde, tralvez encomendada e bem paga" é a marca da emergêcia da nova coragem paga sabe Deus a que preço. Que mostre a cara esta corajoso que se esconde atrás do anonimato.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ele chamou sabujo ao entrevistado e não ao entrevistador...

      Eliminar
  4. O nome do entrevistado a quem o anónimo se refere é João de Almada Moreira Rato - presidente do IGCP

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Porquê pinta de sabujo?
      Pessoalmente, devo estar ultrapassado pela dinâmica aberrante, porém triunfante, do Gnomo Gaspar e dos seus sequazes, entre eles o sr Rato, para destruir este país.

      A gaguez intelectual deste senhor, que aufere apenas 10.8800€/mês, mais do que o Cavaco ou Passos Coelho, grita a sua falta de preparação política e a sua incapacidade para pincelar que fosse com lógica mínima, o absurdo do que apoia.

      Mas muito mais a voz encolhida deste discípulo do soluçante Gaspar, esconde:

      Como rato que será, este sr - que o gabinete do Gnomo Gaspar aqui vem defender - OMITIU - na sua "nota curricular" que terá entregue obrigatoriamente para ocupar, de pára-quedas, a presidência do IGCP de que foi director do Morgan Stanley, passou pelo Goldman Sachs (o banco que forjou as contas gregas e está no cerne da crise das dívidas soberanas) e, também, pelo Lehman Brothers (o banco que faliu dando início à crise nos EUA).

      Com este cadastro, quem precisa de CVs.
      Verdade Moreira, que és mais um rato do sistema?

      E porque será que o Gnomo Gaspar não DEMITE quem deliberadamente provoca omissões no seu CV?

      Outros valores estão em causa...!!!



      Eliminar

    2. Afinal não é rato!

      É mais uma toupeira do sistema.

      Eliminar
    3. A piada disto tudo é que eles nem precisam de omitir coisa alguma. pela simples razão que ninguém a vai ler.É a máfia a funcionar de forma legal e à vista de toda a gente

      Conselho de Ministros
      Resolução n.º 25/2012
      (Diário da República, 2.ª série — N.º 125 — 29 de junho de 2012)

      (...)

      Notas curriculares
      (síntese)
      Nota curricular de João de Almada Moreira Rato
      1 — Dados pessoais:
      Nome: João de Almada Moreira Rato.
      Data de nascimento: 29 de setembro de 1971.
      2 — Formação académica:
      1993 — licenciatura em Economia na Universidade Nova de Lisboa.
      2000 — doutoramento em Economia com especialização em Finanças
      pela University of Chicago.
      3 — Atividade profissional atual:
      Desde outubro de 2010 — diretor executivo da Morgan Stanley.
      4 — Funções anteriores
      2008 -2010 — CEO, sócio gerente da Nau Capital LLP;
      2006 -2008 — diretor executivo da Lehman Brothers;
      2003 -2006 — diretor da Lehman Brothers;
      2000 -2003 — associado da Goldman Sachs;
      2000 — estagiário de verão na Goldman Sachs;
      1997 — estagiário de verão no Banco Bozano Simonsen.
      5 — Outras atividades:
      Vice -presidente do Forum da Competitividade de 2008 a 2012;
      Relator da Plataforma para o Crescimento Sustentável de 2011 a 2012.


      e ainda, para quem não leu a anterior resolução:

      PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
      Resolução 42/2012
      DIARIO DA REPUBLICA - 2.ª SERIE, Nº 219, de 13.11.2012


      Eliminar
  5. http://www.esquerda.net/artigo/gestor-da-d%C3%ADvida-p%C3%BAblica-ganha-mais-de-10-mil-euros-por-m%C3%AAs/26715

    ResponderEliminar
  6. http://umjeitomanso.blogspot.pt/2013/05/moreira-rato-o-chicago-boy-que-foi.html

    ResponderEliminar
  7. Aposto que o doutoramento obtido em Chicago, pelo Chicago boy, tem tudo de semelhante aos doutoramentos que a Lusófona vende aos africanos aqui em Lisboa...

    Pensam que enganam alguém com títulos académicos de compra fácil?
    Exactamente em quê o Rato se gradoou? Em excel nível 2?

    Merdosos, carreiristas e obviamente, incompetentes é o que vocês são.
    Com destaque para o Gnomo Gaspar, que beija o cu ao Schauble, para ir para comissário europeu.

    Nojentos!

    ResponderEliminar