26 fevereiro, 2013

Relvas é a prova viva de que não se deve investir na educação.


"Quase todos os políticos que nos governam hoje falam mal português. Veja-se o caso de Angela Merkel
"Ser visto e ser ouvisto pelos portugueses é também uma razão de justificar o investimento" -  Miguel Relvas
A gente somos um país muita curioso. Houveram eleições e, com base no que tínhamos visto e ouvisto na campanha eleitoral, votámos maioritariamente nos partidos que assinaram com a troika um acordo, digamos, difícil de cumprir. Mas hádem dizer-me quantos são, mesmo entre os que votaram no seu partido, aqueles que admiram, respeitam ou sequer toleram o trabalho e a figura de Miguel Relvas. O ministro não parece ser muito popular, derivado do seu envolvimento em alguns escândalos como, por exemplo, o da licenciatura. Mas nem por isso deslarga o poder. Entrou para dentro do Governo, há dois anos atrás, e ninguém o tira de lá. Para fora.
Prontos, mas as pessoas não são só defeitos. E Miguel Relvas tem o grande mérito de constituir um exemplo, parece-me a mim. Muitos desempregados não conseguem arranjar emprego por causa que têm habilitações a mais. Miguel Relvas obteve o seu com emprego mesmo tendo claramente habilitações a menos. Apontou para baixo e foi bem sucedido. Estabeleceu um objectivo mais modesto e atingiu-o. E ainda o acusam de ser muito ambicioso...
Os cortes no Estado social não são uma necessidade de poupança, são uma estratégia de futuro. Relvas deseja que o Governo faça cortes na educação porque ele próprio cortou na sua e venceu. Conhece, por experiência própria, as vantagens de desinvestir na educação. É um exemplo de sucesso de deformação profissional. Como cidadões, temos muito a aprender com ele. Ou a desaprender, já não sei.
Soares fala mal francês, Sócrates falava mal inglês e espanhol, e Relvas fala mal português. Quase todos os políticos que nos governam hoje falam mal português, aliás. Veja-se o caso de Angela Merkel. Saberá dizer duas, três palavras no máximo. Os nossos dirigentes sempre tiveram um problema com as línguas. E, tendo em conta o estado em que o país se encontra, também não parecem ser melhores nos números. Talvez tenham sido daqueles alunos que só eram bons em educação física."  fonte
Ricardo Araújo Pereira

Mais uma vez a justiça, não cumpre os procedimentos, permitindo anular processos:
"A investigação à licenciatura de Miguel Relvas pode estar ferida de nulidade. Tudo porque o ex-ministro não foi ouvido durante o inquérito da Inspecção-Geral de Educação e Ciência (IGEC).
Relvas pode, por isso, pedir a anulação do inquérito, invocando o artigo n.º 100 do Código de Procedimento Administrativo, que determina que «os interessados têm o direito de ser ouvidos no procedimento antes de ser tomada a decisão final, devendo ser informados, nomeadamente, sobre o sentido provável desta».
De resto, o reitor da Lusófona, Mário Moutinho, já se queixou ao ministro Nuno Crato por ter sido ouvido pela IGEC um número de docentes «de reduzida representatividade» e por o próprio Miguel Relvas nunca ter sido chamado a prestar esclarecimentos.
Numa carta enviada à IGEC e a Nuno Crato, a que o SOL teve acesso, o reitor sublinha a ideia de que não houve qualquer irregularidade na avaliação de Relvas – já que este foi avaliado à luz das regras do regulamento do curso de Ciência Política e Relações Internacionais e esse é um procedimento regular". FONTE


15 comentários :

  1. Gostaria de ter uma intervenção mais profunda mas está quase tudo dito no texto !!.por isso não voto nem nunca o fiz nem farei!!. faz o mesmo.

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  2. Enquando sorríamos ao ridículo
    e suportávamos a incompetência,
    colocávamos o país num cubículo
    possibilitando palco à indigência.

    Enquanto foi só no divertimento,
    Fomos conseguindo sobreviver...
    mas quando elegemos para S. Bento,
    indigentes viciados no poder,
    condenámo-nos a roubos violentos
    à nossa bolsa e ao nosso viver...



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  3. Como travar esta ladroagem?
    Como garantir que no futuro, não elegeremos mais Coelhos, Relvas ou Sócrates?

    Lembro que ao longo dos últimos 20 anos, por todo o lado, o mundo do trabalho tem sido substituído por tecnologia.
    Que tipo de trabalho - "tão complicado" - pode ser o desempenhado por mentirosos e ladrões, indivíduos que nunca estudaram nem trabalharam mas que, espantemo-nos, não pode ser controlado por computadores ou robots?

    Porque sem o controlo das máquinas o roubo é mais fácil, claro!

    Para evitar que mentirosos e ladrões assaltem o poder, exijam-se:

    - curricula com credibilidade, trabalho produtivo e não de empregos de favor em empresas de amigos,
    - trabalho cívico prestado e não o arrebanhar de votos no interior dos partidos,
    - seriedade comprovada por desempenhos no passado e não se acredite em promessas mentirosas para o futuro.

    E, uma vez no poder, controlo efectivo regular dos programas eleitorais, com a possibilidade - dada ao PR - de demissão do governo no caso de as promessas eleitorais virem a ser, maioritariamente, traídas.




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  4. Em 2 de Março exijamos que:

    AS REVISÕES CONSTITUCIONAIS SEJAM EFECTUADAS DIRECTAMENTE PELO POVO, NÃO PELOS DEPUTADOS!

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    1. Era essa a base de todas as soluções.... "Este impasse, que todos sentimos, só se desfará - democraticamente - quando se devolver o poder constitucional ao Povo de quem, matreiramente, foi retirado:
      Em 1976, foi aprovada pela Assembleia Constituinte (AC) a Constituição da República Portuguesa.
      A AC foi eleita democraticamente, pelo voto popular, do mesmo modo que hoje se elege a Assembleia da República, mas expressamente para elaborar a Constituição.
      O Grande Golpe terá estado nos números 1 dos artigos 285 e 286, a seguir transcritos:
      Artigo 285.º
      1.A iniciativa da revisão compete aos Deputados.
      Artigo 286.º
      1.As alterações da Constituição são aprovadas por maioria de dois terços dos Deputados em efectividade de funções.
      Ou seja, o voto popular foi, afastado para sempre, das revisões constitucionais, permitindo que 2/3 dos deputados a ajeitem, como entendam conveniente, na defesa dos interesses da classe, maquilhando-os de “interesse nacional”.

      ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/05/como-e-onde-os-politicos-decidiram.html#ixzz2M0pnmwNF

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    2. Infelizmente andam a enganar as pessoas com a treta de se centrarem em odiar a troika, quando os nossos traidores e inimigos estão aqui bem entre nós....

      A CULPA É DA MERKEL QUE GERIU CRIMINOSAMENTE OS IMPOSTOS DOS PORTUGUESES
      A CULPA É DA MERKEL QUE INVENTOU O BPN
      A CULPA É DA MERKEL QUE ACEITOU OS CONTRATOS RUINOSOS DAS PPP
      A CULPA É DA MERKEL QUE "DOOU" O EMPRÉSTIMO DA TROIKA À BANCA
      A CULPA É DA MERKEL QUE ELEGE CORRUPTOS E CRIMINOSOS PARA GOVERNAR PORTUGAL
      A CULPA É DA MERKEL QUE EMPRESTOU DINHEIRO PARA OS CORRUPTOS TAPAREM OS BURACOS DA CORRUPÇÃO E MÁ GESTÃO
      A CULPA É DA MERKEL QUE DÁ ORDENS CLARAS AO GOVERNO PARA NÃO CORTAR NOS LUXOS E CORTAR NOS POBRES
      E sim já sei que vão dizer que os alemães não são nenhuns santinhos, cobram juros, são maus e ricos... e então? Eu disse o contrário? Eles cobram juro

      ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/2012/11/estamos-perdidos-confusos-e-manipulados.html#ixzz2M0s66KyW

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    3. Muito bem observado!

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  5. gandolavilamorena la la la la
    terradofrete e andrade
    la la la la
    gandolavilamorena
    la la la la
    opovoéquemais ordenha
    la la la la

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  6. Grândola vila morena
    terra da comunistagem
    o povo é quem mais ordena
    o povo e a paneleiragem.

    À sombra duma azinheira
    que já não sabia a idade
    um comuna e um larilas
    puseram-se os dois á vontade.

    Puseram-se os dois à vontade
    travaram conhecimento
    terra da fraternidade
    gozaram um bom momento.

    Comunas, e que tal se metesseis a vila morena pelo cú acima? quereis cantar? cantai o Bacalhau do Quim Barreiros ou a puta vida do Nel Monteiro. Conseguem ser mais originais e revolucionárias do que a musiquita do bandalho estalinista.

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    1. Obrigado pela barrigada de riso.

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    2. Atenção à linguagem, depois queixam-se que apago comentários...

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    3. Vê-se bem pela reação do Pedro Lopes à medíocre e idiotica provocação do anónimo das 15:02 o respeito que tem pelas pessoas que pensam de forma diferente.
      Depois digam que os outros é que têm preconceitos....

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    4. Pois também não gostei, tento dar liberdade ás pessoas nos comentários, mas parece que por vezes parece que se esquecem que a liberdade de uns acaba onde começa a de outros...

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  7. Tenho para mim que o ensino, apenas devia ser comparticipado pelo estado, até ao 12º ano.

    A partir daí, quem quisesse mais estudos teria de os pagar.
    Os jovens estudam e trabalham, pedem empréstimos à família ou à banca, trabalham amealhando primeiro e só passado uns anos voltam a estudar...

    É assim nos USA! Com os melhores resultados para os próprios, para a indústria e também para o resto do país.

    Aqui, quando o estado paga o ensino superior está a pagar, regra geral, cursos inúteis (são tantos que apenas enumero um: neste momento há 1300 estudantes na licenciatura em comunicação social...) com desemprego garantido.

    Mas está também a suportar altos vencimentos de professores universitários, que poucas aulas dão, menos investigam mas valem-se dos seus títulos académicos para influenciarem o estado, como consultores, em financiamentos mais do que discutíveis porém, úteis aos lobbies que integram...

    Isto está tão podre, a todos os níveis, que só a descoberta de petróleo (em Peniche?) nos pode safar...


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  8. A propósito do Relvas:
    http://georden.blogspot.pt/2013/02/a-policia-republica-e-os-marginais.html

    :)

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