15 julho, 2012

Mais um caso de luvas e dinheiro público desbaratado.

Uma denúncia sobre Luvas/ comissões terá chegado de forma anónima ao Ministério Público, em maio, acompanhada de documentos da contabilidade da extinta empresa de Abílio da  Costa. O que, aliás, deu origem ao processo das buscas nos TUB.
Abílio da Costa, dono da Oficina Auto Senhor dos Aflitos de Braga,  suspeito de corrupção ativa numa investigação aos Transportes Urbanos de Braga, garantiu ao tribunal que pagou 500 mil euros em "comissões". (luvas)
Embora Abílio Costa tenha entregue um documento escrito em tribunal, onde assume que entregou esses 500 mil euros,  não especifica a quem entregou a verba,
A Polícia Judiciária (PJ) quer saber se toda ou parte dela terá ido para o antigo presidente da Administração dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), Vítor Sousa, e da vogal da empresa Cândida Serapicos. jn

Segundo o documento, entre 1999 e 2007 os TUB adquiriram 45 veículos, seis dos quais à Mercedes-Benz Portugal, 26 à MAN- Portugal e os restantes 13 à MAN-Braga, sendo sobre a aquisição destes últimos que recaem as investigações da Policia Judiciária.

O “vice” de Mesquita Machado na Câmara Municipal de Braga já garantiu estar de “consciência tranquila”  e, tal como Cândida Serapicos, correlacionou as noticias sobre este caso com o “actual momento político do PS-Braga”. 
Vitor Sousa ganhou recentemente a concelhia do PS-Braga, derrotando o deputado António Braga, e tem sido apontado como o provável sucessor de Mesquita Machado como número um da lista socialista à Câmara Municipal de Braga. Publico
Caso queira conhecer mais casos semelhantes, basta consultar a coluna do lado direito do blog onde se listam dezenas de abusos do dinheiro público e da paciência dos portugueses. 

5 comentários :

  1. A corrupção - e mesmo a falsa acusação de corrupção - estão de tal modo banalizadas, que mais parece que vivemos num país onde um não-corrupto é um anormal...

    E onde a corrupção é banal e a justiça não funciona, enriquecem a máquina judicial e os corruptos e, claro, empobrece o Povo.

    Já pensaram no tempo, desgaste do bom-nome dos envolvidos, custos de tribunal, advogados, procuradores, polícias... que se poupariam, se os visados se voluntariassem para serem avaliados por um polígrafo?

    Pessoalmente, se fosse injustamente acusado de qualquer fraude, exigiria a "máquina da verdade".

    Até que o nosso Povo ganhe uma cultura "sueca" de repúdio natural à corrupção, este parece-me o único recurso eficaz.

    E quanto mais tarde o aplicarmos, mais roubados seremos.

    Afinal... Porquê ter medo de uma sociedade baseada na Verdade onde mentir ou roubar seria facilmente detectável?

    Quem ganha e quem perde nesse paradigma?

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  2. Vai acontecer o mesmo que no Freeport: investigação, desaparecimento do dinheiro, se calhar, tambem através do BPN, arquivo ou acusação. Neste último caso, teremos julgamento, recurso, sentença, recurso, etc até prescrição. E nós a pagar isto tudo. O que este país tem de encantador é a previsibilidade da sua vida público/política!!

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  3. Prescrição:

    Essa invenção deliciosa do estado, dito de direito, que leva os corruptos endinheirados a arrastar processos anos e anos nos tribunais - garantindo, no entretanto, proveitos chorudos a advogados e bons ordenados a juízes e procuradores, pagos pelos nossos impostos, resultando em NADA além da manutenção do nosso dinheiro roubado nas mãos do corrupto e os ganhos - muito simpáticos - dos operadores da "justiça"...

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  4. Em braga agora tem estalado algumas polemicas, no entanto a historia vai longa, e quanto mais recuarem mais podres se encontram... a quinta do milho sera talvez o caso mais caricato, mas qualquer pessoa minimamente atenta em braga conhece dezenas de situacoes que ao longo dos anos se foram esquecendo ou tornando mais discretas

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